Artigo, especial, Marcus Gravina - TSE - Pilatos da Sapucaí

Marcus Vinicius Gravina

OAB-RS 4.949


Este órgão de jurisdição especial, que cuida do processo eleitoral, até a véspera da abertura do Carnaval no Rio de Janeiro, não quis se pronunciar sobre várias denúncias de antecipação ilegal de propaganda eleitoral de uma Escola de Samba.  

Baseou-se em incertezas e comentários sobre o que ainda poderia ou não acontecer, ou seja, nada de concreto. 

Pois, as denúncias do que poderiam tipificar crime eleitoral aconteceram. A Escola de Samba Acadêmicos de Niterói, talvez,  inspirada na Universidade de Coimbra,  foi instrumentada e teve o seu enredo encomendado, sob suspeita de patrocínio de verba pública. 

O que seria uma homenagem ao presidente Lula, transformou-se em uma peça de publicidade encomendada para ser televisionada e vista em todo o país e fora dele.  

Este fato amplia o efeito do ato intencional e irregular de proveito eleitoral ao próprio financiador da auto-homenagem presente ao desfile, carregada de ataques a adversários políticos e seitas religiosas. 

Não foi uma apresentação a alguns diplomatas, numa reduzida sala de visitas do Palácio do Planalto.

O TSE está no mesmo nível de descrédito do STF. Foram cúmplices de uma chaga eleitoral aberta na última eleição presidencial: suspeitas de fraudes das urnas eleitorais. 

Várias ações judiciais, foram anunciadas na mídia, que estão sendo interpostas para julgamento do TSE Elas apontam para crime eleitoral.

O TSE será o TAPETÃO, composto por 3 ministros do STF, 2 ministros do STJ e dois notáveis advogados - que se espera não sejam padrão Toffoli - indicados pelo presidente da República. 

No caso de recurso ao STF, os 3 ministros votantes no TSE, decidirão novamente.  Cabem todos na mesma panela.

O que poderemos esperar do TSE, neste caso?

Eu, espero que ele seja extinto ou reformulado.

Caxias do Sul, 16.02.2026


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