Para a médica Danuza Alves, referência em harmonização glútea e diretora médica da Clínica Leger Porto Alegre, o chamado “bumbum de cadeira” precisa ser interpretado dentro de um conjunto de fatores. “Quando você passa muitas horas sentada e, fora dali, também não estimula essa musculatura, o glúteo recebe menos estímulo. Não é simplesmente uma questão de ficar algumas horas em uma cadeira, mas do conjunto da rotina. Quanto menos essa musculatura é solicitada, maior pode ser a percepção de um bumbum menos firme e com o desenho menos evidente”, explica. Movimentar-se ao longo do dia, portanto, faz parte da equação. Levantar da cadeira, caminhar e substituir parte do tempo sedentário por atividade física ajudam a interromper períodos prolongados de inatividade. Exercícios de fortalecimento também têm papel importante na manutenção da musculatura dos glúteos e na preservação do contorno ao longo do tempo.
A médica ressalta, porém, que a aparência dos glúteos não depende de um único fator. Musculatura, distribuição de gordura, qualidade da pele, idade, variações de peso e o próprio desenho corporal também interferem no resultado visual. “Quando uma paciente chega dizendo que o bumbum caiu ou ficou mais reto, é preciso olhar o conjunto. Às vezes a principal questão é falta de estímulo muscular; em outros casos, existem características da pele, da gordura ou do próprio contorno que precisam ser avaliadas individualmente. A cadeira sozinha não muda o bumbum. O chamado ‘bumbum de cadeira’ tem muito mais relação com uma rotina de pouca ativação e movimento. E nenhum procedimento estético substitui fortalecimento e uma rotina ativa”, conclui.
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