Polícia Federal vai para cima dos crimes do Banco Digimais

  A Polícia Federal está desde cedo nas ruas para cumprir mandados judiciais no âmbito da Operação Miragem, deflagrada nesta terça-feira para apurar crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, previstos na Lei nº 7.492/1986.  Entre as medidas estão a quebra de “sigilos bancário e fiscal dos investigados e o sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões. O Digimais nasceu em Porto Alegre com o nome de Banco Renner.

O alvo das investigações é o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus. O banco é o braço financeiro da Univefrsal e, por via de consequência, ligado ao seu braço midiático Record (Record TV, Rádio Guaíba e Correio do Povo, Porto Alegre) e ao seu braço político, o Republicanos.

Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo.

Segundo a PF, as investigações, subsidiadas por relatórios do Banco Central, indicam que os “investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição, aparentar solvência perante os órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares”.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela Lei nº 7.492/1986.

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