Anselmo Rodrigues, o governaço, PDT, disputará de novo em Pelotas

População - 328.275
Eleitores - 228.634

Da mesma forma que Caxias, em Pelotas o prefeito Eduardo Leite, PSDB, não quis disputar a reeleição. Seu candidato é Paula Mascarenhas, do mesmo Partido, sua vice.

Paula Mascarenhas, PSDB, com o apoio de 11 Partidos
Anselmo Rodrigues, PDT, ex-prefeito
Jurandir Silva, Psol
Miriam Marroni, PT, deputada estadual em terceiro mandato, mulher do ex-prefeito Fernando Marroni.

Candidato oficial, Edson Néspolo, PDT, disputa Caxias com o apoio de 21 Partidos

População - 435.564
Eleitores - 293.417

São quatro os candidatos a prefeito na segunda maior cidade do RS:

Assis Mello, PCdoB
Daniel Guerra, PRB
Edson Néspolo, PDT
Pepe Vargas, PT

O candidato oficial é Edson Néspolo, que tem o apoio de 21 Partidos, inclusive PMDB, que dá o vice, Antonio Feldmann.

PDT de Porto Alegre não absorve intervenção de Lula em favor de Juliana Brizola

O PDT de Porto Alegre não conseguiu absorver o diktakt da direção nacional sobre a escolha do candidato a vice na chapa de Sebastião Melo.

Foi um ato de força inédito, porque o preferido das zonais, o vereador Mauro Zacher, obteve 99% em convenção legítima.

A decisão de Carlos Lupi foi articulada antecipadamente com a direção estadual, as bancadas municipal, estadual e federal, bem como com o prefeito José Fortunati e com o candidato Sebastião Melo.

Artigo, Ruy Fabiano, O Globo - Lula, o Chefe

Lula, o Chefe
09/05/2015 - 02h15
O Brasil é o país dos segredos de domínio público, os tais segredos de polichinelo. O da vez foi “revelado” pelo ex-presidente do Uruguai, José Mujica, a quem Lula confessou, em 2010, não apenas saber do Mensalão, mas de tê-lo promovido e sustentado, por entender que “não há outro modo de governar o Brasil”.

O depoimento está no recém-lançado livro “Uma Ovelha Negra no Poder”, em que Mujica conta a dois jornalistas amigos, Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz, sua passagem pela presidência do Uruguai. Não o faz com o objetivo de denegrir Lula.

Muito pelo contrário, é seu amigo e o admira – e faz questão de distingui-lo de Collor, que, segundo ele, seria um corrupto de verdade, sem explicar exatamente o que os distingue. Talvez o fato de que Collor não teve sucesso.

E aí está um dos aspectos mais interessantes dessa história. Mujica supunha estar falando do óbvio (e estava): o papel de Lula no Mensalão. Um papel que ninguém ignora, a não ser, claro, a Justiça brasileira e a oposição de então, que evitou pedir o seu impeachment. Se suspeitasse dos problemas que causaria ao amigo, provavelmente não falaria. Mas falou - e, nestes tempos de Petrolão, recolocou em cena o perfil moral do Chefe do PT.

Em 2010, o Mensalão já tramitava há cinco anos no STF. E Lula, em relação a ele, já havia se manifestado das maneiras mais contraditórias. De início, disse que não sabia de nada; depois, que foi traído. Chegou a dizer que o PT devia desculpas ao país.

Mas, à medida em que o tempo passava, convicto de que nada iria ocorrer, assumiu tom desafiante. Disse que o Mensalão jamais havia ocorrido, que era uma invenção da oposição (a mesma que o havia livrado do impeachment) e que estava convencido de que não passara de uma tentativa de golpe de estado.

Mais: prometeu que, tão logo deixasse a presidência, iria se dedicar a investigar por conta própria o caso. Bravata ridícula, na medida em que tal tarefa não cabe a um ex-presidente, que é um cidadão comum, desprovido dos meios de investigação, que pertencem ao Estado. Se queria investigar, o lugar de fazê-lo era na presidência – e não em São Bernardo ou no sítio de Atibaia.

A alegação de que não sabia foi, de imediato, desmentida por dois personagens: o então deputado Roberto Jefferson, delator do esquema (em quem Lula dizia confiar ao ponto de não recear em lhe dar um cheque em branco), e o governador de Goiás, Marcone Perillo – a quem chamava de “companheiro” e a quem agradeceu publicamente a ideia de juntar as bolsas sociais do governo FHC numa só, a Bolsa Família. Tornou-se seu inimigo figadal.

O importante nessa “revelação” de Mujica não é o fato em si, que ninguém jamais ignorou – a não ser o então procurador-geral da República Antonio Fernandes de Souza, que excluiu Lula da denúncia - mas a justificativa do ex-presidente: não há outro meio de governar o Brasil. Só pela corrupção.

Esse modo estrábico (e imoral) de enxergar o país explica as inúmeras denúncias que envolvem os governos do PT, não apenas no âmbito federal, mas também nos âmbitos estaduais e municipais. Explica os assassinatos dos prefeitos Toninho do PT (Campinas) e Celso Daniel (Santo André), até hoje sem solução.

Explica o Petrolão e os saques, entre outros, aos fundos de pensão, BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica, Dnit, Eletrobras e onde mais haja cofres abarrotados. Só roubando – eis o mote a aplacar eventuais crises de consciência. Lula também disse a Mujica, em relação ao Mensalão, que se sentia “um pouco” culpado. Só um pouco. Quando o caso se aproximava do julgamento do STF, abordou o ministro Gilmar Mendes em busca de adiamento.

Tentou chantageá-lo, sem êxito, por meio da CPI do Cachoeira, o bicheiro que financiava políticos (sobretudo do PT), em que seus aliados buscaram transformar o papel investigativo de uma revista, a Veja, em cumplicidade com o bicheiro.

Também não funcionou. Lula escapou do Mensalão – um crime que, não obstante envolver menos dinheiro que o Petrolão, tem simbolismo mais grave, por se tratar da compra de um poder da República (o Legislativo) por outro (o Executivo). Os ministros Celso de Melo e Ayres Brito, do STF, o classificaram de tentativa de golpe, de crime contra o estado e a democracia. Nesses termos, tudo saiu muito barato: os agentes políticos estão todos soltos.

E aí surge o Petrolão. Lula repete a pantomima: não sabia de nada, não fez nada – não houve nada. Tudo não passa de tentativa para denegrir o PT e derrubar Dilma (cujo impeachment, clamado nas ruas, é mais uma vez blindado pela oposição).


O serviço (involuntário) que o companheiro Mujica prestou foi o de ter revelado (ou confirmado) ao país que o roubo, no PT, não deriva apenas de uma fraqueza humana pelo enriquecimento fácil, mas da convicção ideológica de que é uma ferramenta de governo. Sem ele – eis a lógica - não se governa. Isso explica tudo o que aí está - e deixa claro que, com esses pilotos, não há chance de a embarcação Brasil chegar a porto seguro.

Sindicato da Dívida

Associação de classe, em particular do judiciário e do Ministério Público, insurgiram-se contra o projeto de lei que refinancia as dívidas dos Estados com a União, em condições amplamente vantajosas para os primeiros.
Com votação marcada para esta semana, a proposta da aos devedores mais 20 anos para quitar seus compromissos, moratória de seis meses e descontos parciais os pagamentos por um ano e meio.
Até 2018, o Tesouro Nacional terá deixado de receber R$ 50 BILHÕES.
Não é no interesse dos contribuintes nacionais que as entidades do funcionalismo se mobilizam. O que desperta á reação das corporações, cujo lobby está entre os mais poderosos da política brasileira, é o que o projeto de lei complementar 257 tem de virtuoso.
Encaminhado ao Congresso em março, ainda na gestão da presidente Dilma Rousseff (PT), o texto estabelece, em contrapartida pelo socorro financeiro, nada mais que o controle e a correta mensuração das despesas com pessoal nos entes federativos.
Entre as regras arroladas, destaca-se a que manda contabilizar entre esses gastos os encargos com servidores terceirizados, inativos e pensionistas. Por singela ou até óbvia que pareça, a providência imporá restrições consideráveis às administrações regionais.
Graças a brechas que ora permitem a exclusão de tais itens, Estados e municípios embelezam seus balanços e se enquadram nos limites legais – na esfera estadual, a despesa com pessoal não pode ultrapassar 60% das receitas, com tetos para o Executivo (49%), o judiciário (6%), o Legislativo (3%) e o Ministério Público (2%).
Num exemplo dramático, os gastos do Estado do Rio de Janeiro em 2014 subiram, pela nova metodologia, de 43% para 63% da arrecadação, o que certamente espelharia com maior nitidez a urgência do ajuste das finanças do Estado.
Integrantes das categorias de magistrados, procuradores e policiais, diante da previsão sombria de ficar anos sem reajuste e contratações, apelam à enormidade de falar em risco para a Lava Jato.
Ameaçado nesse flanco vulnerável, o governo provisório de Michel Temer (PMDB) abriu negociação sobre o projeto. Este será, sem dúvida, um teste crucial para sua capacidade e disposição de fazer avançar reformas contra grupos de pressão organizados e influentes.

Recuos e concessões fazem parte do jogo democrático. Devem, porém, subordinar-se ao objetivo essencial de conter a dívida pública-bandeira que, infelizmente, é desprezada pelos sindicatos.

Luís Milman - Ressentimento e justificação

As fórmulas culturais do comunismo, do conhecido marxismo cultural, onipresentes no Ocidente na forma de explicações politicamente corretas, dão curso à doutrina vulgar do ressentimento e da justificação para os atos de terror islâmicos. Árabes muçulmanos, no final das contas, têm razões de fundo para matarem europeus e israelenses porque agem movidos por um ressentimento arraigado em sua cultura, por uma revolta compreensível devido às décadas de colonialismo na África do Norte ou na Ásia. Observem que, junto aos meios esquerdistas,  esta é sempre a primeira explicação explícita e, nos espaços da grande mídia capturada pelo esquerdismo , é a alusão ou o subtexto embutido na alegada explanação dos atentados na Europa, em Israel e nos EUA. Mesmo nossas crianças são ensinadas, nas escolas, a lançar um olhar na perspectiva solidária do eterno colonizado, do oprimido revoltado contra o opressor. Isto não é novo. Basta lembrar que a própria ascensão do nazismo foi muitas vezes justificada  pela crise de 29, pelo ressentimento devido à humilhação imposta à Alemanha pelo Tratado de Versailes, pela hiperinflação e pelo desemprego pré-Hitler. Isto explicaria a opção dos alemães pelo estado totalitário e pelas plataformas antissemiitas e expansionistas dos nazistas.

É claro que fenômenos políticos possuem muitas causas, mas o problema com as armações explanatórias condescendentes e expiatórias é que elas dão as costas para as motivações internas de ideologias exclusivistas, sejam ultrachauvinistas, como o nazismo, milenaristas seculares, como o comunismo ou teopolíticas, como o próprio islamismo salafista (da palavra “predecessor”, em árabe). Esta linha de argumentação indulgente, que os meios de comunicação de massa seguem à risca, é aplicada para explicar o crescente terrorismo islâmico. Há décadas os palestinos estão justificados a cometerem atrocidades contra judeus porque são vítimas do "neocolonialismo" israelense. Não há, do ponto de vista da narrativa do ressentimento, motivação intrínseca para os atos de terror. A doutrina do Islã jamais é escrutinada ou exposta. O supremacismo e a intolerância que caracterizam as correntes salafistas são subestimadas e, na grande maioria das vezes, simplesmente escondidas pelo noticiário sobre chacinas cometidas por islâmicos.  A rotina é que se toque no assunto de forma genérica, de modo a tipificar cautelarmente o islamismo como uma religião benevolente, a exemplo das demais, e como se todas tivessem lá seus radicais que não as representam. No máximo, o que circula pelos jornalões, CNNs e Redes Globo da vida, pautados por este subtexto, são expressões de perplexidade quando defrontados com as carnificinas cometidas por muçulmanos, sempre acompanhadas do justificacionismo que coloca a culpa na vítima.

Na verdade, o ressentimento, que a grande mídia vê latente no que ela chama de "Islã radical" é um meio de pregação do ódio ao Ocidente, à sua cultura e aos seus valores. Não há - e esta constatação é definitiva- compatibilidade entre o modo de vida do islamismo maximalista e o mundo ocidental. Ao longo de 1400 anos, o islamismo, seguindo o exemplo de seu profeta Maomé,  expandiu-se pela violência, pelo Ocidente e Oriente. Conquistou , na época dos califas árabes, a Pérsia e os domínios bizantinos no Oriente Médio e África, impondo aos conquistados a opção da conversão em massa ou a morte. Chegaram até a Espanha que, em grande parte, permaneceu sob domínio árabe por 800 anos. Além disso, espalhou-se militarmente pelo subcontinente indiano, sempre arrasando as civilizações que o precederam, promovendo matanças e propagando a escravidão de hinduístas e budistas. Somente no início do século XX, em 1924, após a derrota do Império Turco, aliado da Alemanha e da Rússia  na 1ª Guerra Mundial, com a consequente criação dos estados árabes modernos e a secularização da Turquia conduzida por  Atartuk. é que a expansão do islamismo foi contida.

As potências europeias dividiram e passaram a dominar politicamente o espaço vital, o Daar al Islã, muçulmano. Foi no final da segunda década do século XX, no entanto, que surgiu, no Egito, a Irmandade Muçulmana, movimento integrista de massas, que apregoa a restauração do califado unificado e a implantação da lei islâmica, a sharia,  em toda orbe  muçulmana, que não é nada menos que o mundo inteiro.  Apesar da divisão entre xiitas e sunitas, determinada pela disputa pela sucessão do profeta, a doutrina totalitária da Irmandade Muçulmana foi adotada pelo Irã e sua sucursal libanesa, o Hezbollah, pelo Afeganistão dos talibãs, pelo Hamas, pelo ISIS e Al Quaeda. Essa doutrina atrai muçulmanos de todos os cantos do planeta para uma guerra sagrada contra os infiéis, representados pelas nações ocidentais.


Os princípios de tolerância às diferenças e de convivência plural vigentes na sociedade ocidental, a separação entre teologia e política, devem ser banidos primeiramente dos estados muçulmanos e, em seguida, dos territórios a serem conquistados mediante a jihad, a guerra santa, que é obrigatória para todo “submisso” ao Corão. No pensamento salafista da doutrina da Irmandade Muçulmana vale apenas a lei islâmica derivada do Corão, dos ditos de Maomé e do código civil e penal fundamentado na palavra do profeta, o homem perfeito, a quem todo o muçulmano deve imitar. As leis ocidentais, importadas do Ocidente, devem ser abolidas e substituídas pela sharia. Alusões profanas ao profeta são punidas com a morte. O nível de intimidação cultural produzido no Ocidente pelas proibições dos muçulmanos já é muito elevado. São raríssimos aqueles que ousam referir-se ao Maomé histórico como sendo não apenas o fundador de uma religião, mas como um líder guerreiro implacável e cruel. Da mesma forma, os guetos islâmicos, que se multiplicam pela Europa, dão prova cotidiana da inadaptabilidade dos muçulmanos ao ethos secular e à convivência com a diversidade, típicos dos princípios culturais e jurídicos do Ocidente, pelo menos desde o século XIX. Mais do que tudo,  as matanças praticadas pelos salafistas, os propagadores do Islã autêntico, demonstram ser necessário descartar a abordagem politicamente correta e permissiva com respeito às  causas efetivas do terror islâmico, antes que nos perpetuemos como reféns de nossa própria fraqueza.

Tio Barnabé: o amor pelo Estado

Cultura 31.07.16 12:05 – www.oantagonista.com.br

Que o brasileiro ama o Estado, todos sabemos. Mas o brasiliense ama o Estado acima de todas as coisas.
Bruno Garschagen, em seu livro “Pare de acreditar no governo” (que li graças a um médium), dá pistas interessantíssimas do motivo de o brasileiro não confiar nos políticos e, contudo, amar o Estado. Vale muito a pena a leitura. João Pereira Coutinho, na introdução do livro, esclarece que desconfiamos das raposas, mas as queremos tomando conta do galinheiro.
De onde vem essa mentalidade estatista? Das raízes portuguesas? Do compadrio das elites da República Velha? Do viés burocratizante de Getúlio Vargas? Do Brasil Grande dos militares e seus tecnocratas? Do “esquerdismo” que resultou no petismo? As fontes são muitas.
O fato é que o Estado brasileiro é um sujeito obeso e o contribuinte é o joelho desse corpulento e já não suporta mais suas arrobas. O Estado custa muito, faz pouco e, quando faz, é de baixa qualidade. O contribuinte, que paga a conta, se contenta com o pouco e com a precariedade. O Estado drena recursos privados e não consegue realocá-los de forma eficaz.
Garschasen relê a história brasileira sob essa ótica. Informa que, desde a Constituição de 88, foram editadas 4.960.610 normas para aborrecer a vida do cidadão brasileiro. Relembra que a legislação tributária brasileira é um livro de 41 mil páginas, 7,5 toneladas e 2,10 metros de altura (estudo elaborado durante 23 anos por um obsessivo advogado mineiro).
De minha vivência no setor público, conheço Tribunal Superior que só falta criar resolução e portaria para a ida ao banheiro.
Essa miríade de regras só pode gerar ineficácia, paralisia e corrupção. O jornalista satírico americano P. J. O'Rourke matou a charada: "Quando comprar e vender são controlados pela legislação, a primeira coisa a ser vendida e comprada são os legisladores".
Bem, mas e os brasilienses? Para um brasilense típico, aquele cujo pai é barnabé, o avô já foi barnabé no Rio, nada mais natural do que amar o Estado. Para quem não sabe, em Brasília já tem escola de segundo grau que incluiu nos seus currículos os conteúdos de direito administrativo, constitucional e contabilidade para que os adolescentes saiam na frente para o concurso público! Por aqui, o cartão de visita resplandece com a boa posição em alguma burocracia, especialmente se for do judiciário ou do legislativo federal (muito embora justiça seja feita, o Rio de Janeiro ainda consiga ter mais funcionários públicos – incluindo os aposentados – que Brasília).
Pois bem, o brasiliense barnabé entende melhor que ninguém o ritmo da máquina, as entranhas do poder, o ar sentencioso de um chefe e pratica com perfeição a arte de bajular os de cima e espezinhar os de baixo.
O barnabé ideologizado (sim, existe) ainda confia que o abismo no qual precipitamos será resolvido com mais Estado e mais intervenção. Obra secular, o estatismo brasileiro não é coisa para amadores. Consegue congregar gente de todos os matizes políticos. No Congresso, alguns discursos podem até ter viés liberal, mas político bom mesmo é aquele que arranja uma verba da Caixa, do BB ou do BNDES para o seu financiador de campanha.
O empresário brasileiro, desde Mauá, também adora o Estado e nunca perde a boquinha. E o Estado, perpetuamente, está a postos para ajudá-lo na alegria e na tristeza, socializando os prejuízos com o contribuinte, exercendo o populismo orçamentário mais insidioso e jogando para as futuras gerações a conta do almoço grátis.