BrazilJournal - Intercity

O publisher do Brazil Journal, Geraldo Samor, informou hápouco no seu blog e na sua newsletter que o grupo gaúcho Intercity Hotels e a DoisPontoZero, estão em conversas finais para uma fusão que vai criar a terceira maior administradora de hoteis do País em número de quartos, depois da Accor e da Choice.

As conversas entre as duas concorrentes já duram cerca de seis meses.

A Intercity pertence ao empresário gaúcho Ernesto Corrêa da Silva Filho, que vendeu a GetNet para o Santander por R$ 1,1 bilhão em 2014.

Com cerca de 5.000 quartos, a Intercity já é a sexta administradora do País — maior que redes como Blue Tree, Windsor e Transamérica — e é dona de 35 hoteis de bandeira própria.

A DoisPontoZero— dona das bandeiras Arco e Zii e particularmente forte no interior de São Paulo — pertence à HSI Investimentos, gestora e desenvolvedora de ativos imobiliários.  Quando começou a desenvolver hoteis, a HSI criou a DoisPontoZero para verticalizar o negócio, evitando pagar royalties a outras bandeiras.

O BTG Pactual está assessorando a Intercity.


A transação vem num momento de vacância recorde no setor de hoteis, particularmente no segmento corporativo, em meio à recessão dos últimos anos.

Lula à espera da condenação

Lula à espera da condenação
Ricardo Noblat
Caiu, ontem à noite, o que parecia ser um argumento poderoso da defesa de Lula para tentar absolvê-lo no processo em que ele é acusado de receber propina da construtora OAS por meio da posse de um apartamento tríplex na praia do Guarujá, em São Paulo.
Em suas alegações finais, a defesa afirma que a OAS transferiu os direitos econômicos e financeiros sobre o imóvel a partir de 2010 para um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal. Assim, não teria como ceder a Lula a propriedade do imóvel ou prometer a sua posse.
Em nota oficial, a Caixa afirmou que não é dona dos direitos econômicos do imóvel. O FGTS adquiriu debêntures da OAS garantidos pela hipoteca do prédio, do qual o tríplex faz parte. Mas isso 
A qualquer momento, o juiz Sérgio Moro poderá divulgar a sentença que condenará ou absolverá Lula. Nem Lula nem os que o cercam mais de perto apostam na absolvição. Se ela acontecesse, segundo alguns, seria como se Moro assinasse o atestado de morte da Lava Jato.
Da mesma forma, Lula e os seus não imaginam que Moro possa decretar a prisão do ex-presidente. Se Lula permaneceu solto até aqui, não haveria razão para prendê-lo antes de a segunda instância da Justiça confirmar ou rever a sentença de Moro.
Uma vez que seja condenado, Lula cumprirá uma extensa agenda pelo país a fora para receber a solidariedade da militância do PT. Haverá também eventos no exterior, alguns já acertados com partidos e entidades sindicais.

O PT torce para que o Supremo Tribunal Federal não decrete a prisão do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). Se Aécio continuar solto e não for cassado pelo Senado, Lula só terá a ganhar, apresentando-se como a única vítima de fato da Lava Jato.

Astor Wartchow,advogado, RS - Uma Contradição Essencial

Uma Contradição Essencial
Astor Wartchow
Advogado

            Os Correios (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) completaram cinco anos de prejuízos seguidos, expressivamente  influenciados pelos custos do seu plano de saude.             Plano que nao contempla apenas seus funcionários e dependentes, mas também os próprios pais dos funcionários. Os pais!
            Então, é voce, leitor - que paga caríssimo pelo seu próprio plano de saúde familiar, que está pagando a conta da estatal.
            Aventuras econômico-financeiras estatais/governamentais são um campo prodigioso de  patrimonialismo, desperdício e corrupção. Regra geral, são empresas ineficazes e mal gerenciadas. Habitualmente, todas respondem milionários processos trabalhistas.
            Tanto no estado quanto nacionalmente, vários são os exemplos de órgãos públicos que se pretendem populares e democráticos, mas que, em resumo, servem a uma elite burocrática e de elevadissimos salários, intocáveis privilégios e direitos.
            São instituições concentradoras de renda,  oportunidades e poder político-econômico. Quase sempre aparelhos político-ideológicos dominados por "panelinhas" sindicais e partidárias.
            Então, como é possível que pessoas e partidos, especialmente os (autodenominados!) de esquerda,  defendam estas estatais e pretendam concomitantemente estabelecer a hierarquia orçamentária da educação, da saúde e da segurança pública?
            É óbvio que os recursos públicos desperdiçados com serviços de qualidade duvidosa, déficits gigantescos e corrupção disseminada, são os mesmos recursos que fazem falta à educação, saúde e segurança pública.
            A pretexto de defender interesses essenciais e  estratégicos (retórica de 1950!), na verdade acabam por defender o corporativismo e as "panelinhas" em detrimento das necessidades básicas do povo.
            O famoso livro “Why Nations Fail” (Porque Nações Fracassam-2012) observa que países que não progridem mantêm instituições que não incluem a maioria da população e que existem para preservar o poder econômico e político nas mãos de uma elite.
            A manutenção (e a defesa) das idéias estatizantes deve-se muito ao fato de que a maioria do povo não lê jornal, nem balanços contábeis, nem listagem de ações trabalhistas. De boa fé, o povo acredita na retórica ultrapassada do bairrismo e do nacionalismo. 

            Repito a pergunta: como é possível que pessoas e partidos defendam estas estatais e pretendam concomitantemente estabelecer a hierarquia orçamentária da educação, da saúde e da segurança pública?

Artigo, Tito Guarniere - Vós amais o que é fácil

Artigo, Tito Guarniere - Vós amais o que é fácil
“Vós amais o que é fácil”, reclama a certa altura do seu famoso poema “Cântico Negro”, o poeta português José Régio. Essas palavras sempre me vêm à memória quando vejo quantas pessoas, mesmo nas situações mais complexas, têm uma explicação na ponta da língua, um juízo de valor pronto, uma sentença final e definitiva.
Para os que amam o fácil, os fatos são absolutos, não contêm mediações, não comportam abordagem diversa ou versão que não esteja contida no repertório - em geral estreito - das suas próprias convicções. Os que amam o fácil leem a orelha dos livros, as manchetes dos jornais, quando muito o "lead" da matéria. É quanto lhes basta para, de toda sorte, terem confirmadas as suas impressões e opiniões.
Contextos mais amplos não lhes servem, nem mesmo para confirmar as suas teorias como define a escritora Anaïs Nin: "os fatos não são como são, são como nós somos". Não querem ter direito apenas à opinião, mas também aos fatos. Nas suas cabecinhas há um mundo sem nuances, que distingue desde logo, sem peias nem meias, o que é virtude e o que chafurda no vício, quem é o vilão e quem é mocinho, e de que lado está, peremptoriamente, o bem e o mal.
E assim, sem mais perguntas e delongas, entram de sola no debate, com suas verdades incontrastáveis. Como raciocinam pouco, enveredam para a ofensa, a desqualificação de quem ousa contrariar seus arraigados valores, sua irretocável visão de mundo. E o fazem, via de regra, sem ao menos tangenciar o arrazoado que não apreciam. Resolutos, acham dispensável e cansativo refutar razões e argumentos.
No debate, costumam atribuir aos adversários (de suas posições e ideias) intenções subalternas, mesmo que essa inculpação dos outros não guarde nenhuma consonância com a realidade.
Nas redes sociais, a tribo dos que amam o fácil é amplamente dominante. E assim, plenos de certeza arrogante, quando travam um diálogo é de surdos, descambam para a gritaria insana, onde ninguém se entende porque o objetivo é esse mesmo: todos só querem dar conta das suas certezas e ninguém dá o braço a torcer. Mas não há nenhum pejo de torcer os fatos, nas vezes em que eles não se encaixam com perfeição nos seus moldes e modelos.
Os que amam o fácil não estão só nas redes sociais. Estão em todos os lugares: nas redações de jornais e tevês, em sites inteiros, em dúzias de articulistas, que observam os eventos do dia ou da semana, sempre com o mesmo olhar, as mesmas lentes. Nada, rigorosamente nada, os afasta do ponto de vista que abraçaram. E qualquer desvio que possa fazer sombra à versão escolhida, é imediatamente repudiada, impugnada, ridicularizada. Ao final, de toda forma e jeito, há que prevalecer o cânone religioso, o dogma, a inabalável convicção.
Como direcionam a outrem a culpa das mazelas da conjuntura e dos males do país, como não cogitam de que poderia haver falta ou exagero no que defendem, um ponto a flexionar ou um aspecto a esclarecer, como os adversários em toda circunstância estão carentes de razão, mal sabem que na barafunda em que estamos metidos, eles também são parte, eles também têm sua parcela de culpa.
titoguarniere@terra.com.br

Ministro do Trabalho diz que retomada dos empregos demonstra fim da recessão

Ronaldo Nogueira destacou que, depois de dois anos seguidos de quedas, país registra abertura de vagas em três meses este ano, com dois aumentos consecutivos

Os números positivos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do mês de maio reforçam o otimismo em relação à recuperação da economia brasileira. A avaliação é do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que apresentou os dados nesta terça-feira (20) à tarde, na sede do Ministério do Trabalho, em Brasília. Ele destacou que, pelo segundo mês consecutivo e pela terceira vez este ano, o país tem números positivos na abertura de vagas. “Depois de dois anos consecutivos de números negativos, agora podemos constatar que a economia volta a dar sinais de recuperação, e um dos indicadores fundamentais que comprovam a recuperação econômica é a geração de empregos”, afirmou.
O Caged mostra que 34.253 novos postos de trabalho formal foram abertos em maio, o que representa aumento de 0,09% em relação a abril. No acumulado do ano, o crescimento foi de 48.543 postos de trabalho – uma diferença significativa em relação ao mesmo período dos dois anos anteriores. O ministro lembrou que os números foram negativos nos acumulados de janeiro a maio de 2016 (-448.011 empregos) e de 2015 (-243.948 postos de trabalho).
Setores - Outro sinal de recuperação apontado por Ronaldo Nogueira é que, dos oitos principais setores da economia, quatro tiveram resultados positivos em maio – Serviços, Indústria da Transformação, Administração Pública e Agropecuária. “Acreditamos que a economia se consolida mês a mês e os setores vêm apresentando sinais de recuperação”, disse.
De acordo com o ministro, mesmo nos setores em que houve queda, como comércio e algumas áreas industriais, a redução foi menor, quando comparada com os meses de maio de 2016 e 2015. Além disso, essas são áreas em que, normalmente, a geração de vagas é menor, nessa época do ano.
Tendência positiva - Ronaldo Nogueira salientou que a redução do desemprego no primeiro semestre é vista “com bons olhos” pelo governo. A tendência, segundo ele, é de continuidade na abertura de postos de trabalho nos próximos meses.

A expectativa é sustentada pelo histórico do mercado. O Caged de anos anteriores indica que os meses de maio a julho costumam ser de estabilidade, sem grandes saltos para cima ou para baixo. “O pico ocorre nos meses de agosto, setembro e outubro, quando temos uma maior geração de empregos. É uma tendência”, explicou o ministro. “Até porque o Brasil tem uma capacidade extraordinária de superar as dificuldades.”

Pela terceira vez no ano o nível de empregos supera o número de desempregos

Pelo segundo mês consecutivo, e pela terceira vez este ano, o Brasil teve saldo positivo na geração de empregos. 

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Trabalho, 34.253 novos postos de trabalho formal foram abertos em maio, um aumento de 0,09% em relação a abril. O resultado também foi positivo se considerados os números de janeiro a maio. No acumulado do ano, houve um crescimento de 48.543 postos de trabalho, representando uma expansão de 0,13% em relação ao estoque de empregos que havia em dezembro de 2016.

Setores
Dos oito principais setores da economia, quatro tiveram desempenho positivo. O principal foi a Agropecuária, que gerou 46.049 novos postos de trabalho, um crescimento de 2,95%. As culturas responsáveis por esse resultado foram o café, sobretudo em Minas Gerais; a laranja, em São Paulo; e a cana-de-açúcar, em São Paulo e no Rio de Janeiro.  Os outros setores com performance positiva foram os Serviços, que tiveram acréscimo de 1.989 postos (+0,01%); a Indústria de Transformação, com 1.433 vagas a mais (+0,02%); e a Administração Pública, que gerou 955 vagas formais (+0,11%). Tiveram saldo negativo os setores do Comércio, que fechou 11.254 postos (-0,13%); da Construção Civil, com 4.021 vagas a menos (-0,18%); da Indústria Extrativa Mineral, com resultado negativo de 510 postos (-0,26%); e dos Serviços Industriais de Utilidade Pública, que fecharam 387 vagas (-0,09%).

Desempenho regional

A região que mais gerou empregos em maio foi o Sudeste, com a criação de 38.691 postos de trabalho formal. Os estados que se destacaram foram Minas Gerais, que teve saldo positivo de 22.931 postos, e São Paulo, que gerou 17.226 novas vagas. Esses resultados  se devem principalmente ao aumento na oferta de vagas formais na Agropecuária, Serviços e Indústria.  A segunda região com maior crescimento no nível de emprego foi o Centro-Oeste, com acréscimo de 6.809 postos, seguida do Nordeste, com saldo positivo de 372 vagas. Em contrapartida, houve retração nas regiões Norte (-1.024 postos) e Sul (-10.595).

Superávit da balança comercial tem se sustentado em elevado patamar neste mês

Superávit da balança comercial tem se sustentado em elevado patamar neste mês

Mantendo a tendência de elevados superávits registrados ao longo deste ano, o saldo da balança comercial brasileira foi positivo em US$ 1,4 bilhão na terceira semana deste mês, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Esse resultado é equivalente a um superávit de US$ 66,0 bilhões em termos anualizados, levando em conta os ajustes sazonais, respondendo à melhora das nossas vendas externas e aos resultados ainda moderados das importações. Em especial, entre os dias 12 e 16 de junho, as exportações somaram US$ 3,9 bilhões, superando as importações, que alcançaram US$ 2,5 bilhões. Ao comparar tais resultados com as médias diárias do mesmo período do ano passado, verificou-se aumento de 22,8% dos embarques e de 4,8% das compras externas. A expansão das exportações foi explicada pelo aumento das vendas das três categorias de produtos: semimanufaturados (28,3%), básicos (24,6%) e manufaturados (18,3%). Em relação às importações, houve crescimento dos gastos, principalmente com bebidas e álcool e com combustíveis e lubrificantes, de 170,6% e 75,1%, nessa ordem. Comparando com maio deste ano, excluindo a conta de petróleo, tanto os embarques quanto as compras externas cresceram 1,0%. Assim, o saldo da balança comercial acumulou superávit de US$ 3,6 bilhões em junho e, para o fechado deste mês, projetamos saldo positivo de US$ 6,5 bilhões. No ano, a balança comercial está superavitária em US$ 32,6 bilhões, compatível com a expectativa do mercado de que o saldo positivo chegará a US$ 62 bilhões ao final deste ano.