"Bolsonaro está muito no páreo", diz cientista política para a Deutshe Welle

 Faqueza da 3º via e Auxílio Brasil dão sobrevida a Bolsonaro em pesquisas. No entanto, para pesquisadora Carolina Botelho, alta rejeição do presidente e mau estado da economia devem ser decisivas para impedir reeleiçãoA recuperação da popularidade do presidente Jair Bolsonaro, registrada em pesquisas de opinião recentes, trouxe novos ingredientes para os prognósticos da eleição presidencial de outubro. Após atingir seu patamar mais baixo em novembro de 2021, quando chegou a 19%, a taxa de aprovação do seu governo subiu para 22% em fevereiro e, em março, atingiu o patamar de 24%.


A tendência revelada inicialmente pela pesquisa Genial/Quaest foi observada também no levantamento mais recente do Datafolha, que confirmou também um aumento na intenção de voto em Bolsonaro. Os dados mostram uma sobrevida do candidato do PL na disputa contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que continua líder das pesquisas com ampla vantagem.


Para a cientista política Carolina Botelho, os dados mostram que Bolsonaro é um candidato forte. Em entrevista à DW Brasil, ela, porém, ressalta que o presidente não deverá ser capaz de superar a barreira da alta rejeição indicada nas pesquisas. Segundo o Datafolha, 55% dos eleitores não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum. O percentual dos que rejeitam Lula é de 37%.


Todavia, a recuperação na popularidade sinaliza que o presidente pode ampliar sua base de apoio pelo uso da máquina pública, na avaliação da pesquisadora do Doxa – Laboratório de Estudos Eleitorais, de Comunicação Política e de Opinião Pública do IESP/UERJ.


“Eu diria que ele (Bolsonaro) ainda está muito no páreo, não é um cara derrotado. Nesses últimos meses, a gente percebeu que o poder da caneta dele é bastante forte. Por maiores que sejam as tragédias provocadas no Brasil por sua incapacidade administrativa, para falar o mínimo, ele manteve um grupo muito coeso e estável até então”, analisa Botelho.


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Após ter criado o Auxílio Brasil em outubro do ano passado, para substituir o Bolsa Família, o governo tem implementado outras ações voltadas a grupos específicos do eleitorado, sobretudo os mais pobres. Em março, Bolsonaro anunciou um amplo pacote de medidas para liberar mais de R$ 150 bilhões em recursos a trabalhadores e aposentados.


As pesquisas indicam uma sutil oscilação positiva no apoio do eleitorado mais pobre, grupo que concentra ampla rejeição ao presidente. Ao contrário de 2018, quando a agenda moral teve grande peso na eleição, Botelho acredita que o fator econômico será decisivo no pleito deste ano.


“Os fatores de ordem prática, de sobrevivência das pessoas, vão se sobrepor à pauta moral, anticorrupção, lavajatista, que foi a mais importante em 2018”, afirma. “Hoje, ela ainda é forte, mas não é capaz de vencer a eleição sozinha”.


DW Brasil: Como entender a recuperação de popularidade de Bolsonaro, detectada recentemente em pesquisas?


Carolina Botelho: Com a pandemia e a queda da renda das pessoas pela deterioração econômica, Bolsonaro foi perdendo apoiadores. No debate sobre uma alternativa ao Bolsonaro e ao próprio Lula, líder das pesquisas, começaram a surgir, de forma fragmentada, candidatos que seriam o que autointitularam terceira via.


No momento em que eles se mostraram pouco vigorosos e ameaçaram sair do páreo, os próprios eleitores perceberam isso. Eleitores que provavelmente votaram nele [Bolsonaro] em 2018 não estavam mais tão contentes por conta da gestão dele e tentaram outras vias. Perante o fracasso delas, voltaram ao caminho natural, que é escolher o próprio Bolsonaro. Afinal, desejam fazer uma oposição em contraponto ao líder das pesquisas, em quem não querem votar. Esta é uma das explicações.


Vemos também que, quando o auxílio emergencial começa a ser pago novamente, Bolsonaro ganha um fôlego em grupos específicos. Falo dos mais pobres, um dos grupos que mais saiu da base de Bolsonaro desde a última eleição. Seu nome vinha sendo muito rejeitado em função da perda de renda, do desemprego, e dos impactos diversos da pandemia. Agora, há uma recuperação do presidente com esse grupo, por meio do Auxílio Brasil.


Vemos isso muito claramente, porque a popularidade dele respondeu de forma muito positiva ao auxílio de R$ 600 no auge da pandemia. Em dezembro, ele para de pagar, e a rejeição dele aumenta muito, principalmente nos grupos de mulheres e pobres, que mais sofreram com as consequências da crise. No momento em que ele injeta esse dinheiro novamente, tem uma pequena recuperação.


Há, ainda, um terceiro fator. Temos um Executivo completamente dependente do Congresso. Pela imprensa, ouvimos uma série de denúncias sobre orçamento secreto. A gente passa a não ter muita transparência do que está sendo gasto pelo Executivo para o Legislativo, mas a gente percebe que esses caras estão recebendo e promovendo uma distribuição de recurso público. A verba é repassada para os aliados, ministérios e, por sua vez, para as prefeituras e lideranças locais. O governo está sendo “bem-sucedido” em cooptar aliados, para fazer uma transferência enorme da caneta dele, do Orçamento Federal, a fim de diminuir sua rejeição e ganhar o apoio de grupos específicos.


Bolsonaro está fazendo isso para ganhar a eleição e vai jogar dinheiro de onde tiver, independentemente do risco fiscal que cada vez mais se aproxima, da crise econômica e social. Bolsonaro tem um caminho certo, que já deu resultado nos últimos meses. A gente observa que o poder do Orçamento Público sobre a população é bastante importante.


Quais as chances de Bolsonaro sustentar a recuperação nas intenções de voto?


Essa pequena elevação já era esperada por conta desses três fatores. Por outro lado, Lula está muito estabilizado na liderança das intenções de voto. Por mais que Bolsonaro tenha tido uma leve melhora, Lula não perdeu e nem ganhou muitos votos. Mas ele também não está em campanha. A gente não sabe como o eleitor vai se comportar ante a figura dele daqui para frente.


 

Em relação ao Bolsonaro, eu diria que ele ainda está muito no páreo, não é um cara derrotado. Nesses últimos meses, a gente percebeu que o poder da caneta dele é bastante forte. Por maiores que sejam as tragédias provocadas no Brasil pela incapacidade administrativa dele, para falar o mínimo, ele manteve um grupo muito coeso e estável até então.


A pesquisa que mostrou a recuperação de Bolsonaro registra uma alta rejeição ao nome do presidente, por mais de metade do eleitorado. Lula é rechaçado por uma parcela menor, mas expressiva. O que pode jogar contra eles a essa altura, quando já são amplamente conhecidos pelos eleitores?


Não temos como fazer uma previsão do desejo do eleitor, mas a situação parece encaminhada nesta eleição. As pesquisas mostram que tanto o eleitorado de Lula quanto o de Bolsonaro apresentam um percentual muito alto de eleitores convictos, na faixa de 80%.


 

É claro que, quando a campanha começar, vão proliferar denúncias antigas contra o Lula, e isso pode abalar sua campanha. Mas acredito que não será suficiente para jogar no chão sua candidatura, a não ser que apareça uma coisa completamente fora do que a gente conhece. Ante o que já se sabe, e por conta dessa convicção do eleitor nos dois lados, acho difícil esse quadro se alterar muito.


Por outro lado, a aprovação do Bolsonaro pode não crescer tanto como cresceu nos últimos meses. Ele ainda é telhado de vidro, é presidente, está passível de milhares de coisas. Quanto mais difícil sua vida ficar, menores são as chances de ser reeleito.


A gente está em uma situação econômica muito frágil, com inflação alta como não se vê há décadas. As pessoas estão desempregadas e o poder de compra diminuiu muito. Essas coisas tendem a deteriorar também. A rejeição dele certamente ainda vai aumentar, por conta da condição econômica e social do brasileiro.


Não sabemos o quanto, mas certamente ele consegue manter os 25% de apoio. Para além desse grupo, vai depender de como ele irá chegar no eleitor indeciso. Não me parece que o governo tenha um plano muito sólido para atingir todos os grupos que estão carentes de apoio governamental.


O voto do eleitor brasileiro foi muito marcado pelo viés ideológico em 2018. Neste ano, a economia terá maior peso, ou devemos assistir a uma repetição do pleito anterior?


Essa eleição deve reproduzir o que a literatura política aponta, de que o bolso, a parte econômica, vai fazer a maior diferença. Essa parte ideológica foi muito proeminente em 2018 e tem ainda bastante vigor. Esse grupo que se manteve ao lado do Bolsonaro, que beirava 20% a 25% do eleitorado, provavelmente se manteve unido pelo aspecto ideológico, de valores. Eles têm muito ânimo, não é uma pauta que foi vencida pelo tempo.


É uma demanda de um determinado grupo e que se mantém forte durante todo o mandato dele. O quão forte vai estar na eleição, não sabemos. Estamos falando de um grupo que manteve o apoio a Bolsonaro a despeito de todas as crises: na saúde pública, educação, economia


Portanto, é um grupo importante e que pode se somar a outros específicos, justamente os que Bolsonaro está conseguindo arregimentar a partir da distribuição de recursos públicos, de aliança com o Legislativo mais clientelista e ligado a pautas individuais.


Se vai ser suficiente, a gente não sabe. Parece que não, pois a rejeição dele é muito alta, e nossa crise é muito grande. Os fatores de ordem prática, de sobrevivência das pessoas, vão se sobrepor à pauta moral, anticorrupção, lavajatista, que foi a mais importante em 2018.


Todas se enquadram na questão dos comportamentos, dos valores, da qual ele se vendeu como uma liderança à época. Hoje, ainda é forte, mas não é capaz de vencer a eleição sozinha. Porém, essa agenda reúne um grupo que faz muito barulho, tem disposição e é muito aliado ao presidente.



Artigo, Stephen Kanitz - Entenda esta crise política: é o poder mudando de mãos

Stephen Charles Kanitz é consultor de empresas e conferencista brasileiro, mestre em Administração de Empresas da Harvard Business School e bacharel em Contabilidade pela Universidade de São Paulo.


* Essa súbita polarização na política, que deve estar assustando muitos dos meus seguidores, na realidade é simplesmente um fim de ciclo.


O poder reinante nesse pais nos últimos 25 anos está sucumbindo, lutando com todos os seus meios para impedir o inevitável.


Usam jogo sujo sim, mas é por puro desespero.


Quem está perdendo miseravelmente é a indústria, os sindicatos, os partidos desses trabalhadores chão de fábrica, as grandes cidades, os industriais cada vez mais falidos e subsidiados.


Quem está crescendo e ganhando é a Agricultura.


A agricultura por si já representa 25 % do PIB, contra 10% anos atrás.


O agro negócio, que incorpora as indústrias que a fornecem, como mineração de fertilizantes, a indústria de tratores, os bancos, as seguradoras, as transportadoras passa a ser 40% do PIB, tranquilo.


Ter 40% do PIB significa dinheiro, crescimento, poupança, prosperidade.


Significa crescente poder político, que ao contrário que a maioria das pessoas pensam, o setor Agrícola não tinha comensurável a esses 40%.


Foi sempre a agricultura que gerou exportações e superávit no câmbio, foi sempre a indústria que importava máquinas estrangeiras.


A Indústria sempre foi muito mais forte do que a Agricultura, mas agora ela definha, não apresenta lucros, não tem mais poder financeiro.


Isso explica as alianças desesperadas, como a do Paulo Scaf com Partido Socialista, da Globo com o Psol, da Folha com o PT, do Abílio com a Dilma.


Desespero total.


Foi sempre a Indústria que indicava os Ministros da Fazenda, normalmente economistas ligados a Fiesp como Delfim Neto e Dilson Funaro, por exemplo.


Foi esse total descaso pela nossa Agricultura que resultou no enorme êxodo rural, que tanto empobreceu esse país e fortaleceu esses partidos de esquerda.


Nada menos que 45% de nossa população teve que abandonar a agricultura, abandonada que foi pelos Ministros da Fazenda.


Que nem sabem mais o significado de “Fazenda”, apropriado para um país destinado a agricultura, como o Brasil e a Argentina.


Foi Raul Prebish, que convenceu economistas argentinos e brasileiros como Delfim, Celso Furtado, Jose Serra, FHC e toda a Unicamp, a esquecerem nossa agricultura a favor da “industrialização” para o mercado interno.


Por isso investirem fortunas com incentivos, leis Kandir, subsídios via o BNDES em indústrias antigas mas que “substituiriam as nossas importações”, dos mais ricos, num país constituído de pobres.


Somente a partir de 1994 , que passaram a produzir para a Classe C e D, movimento do qual fiz parte.


Foi esse êxodo rural que gerou a pobreza e as favelas nas grandes cidades, e que permitiu a esquerda cuidar dos mais pobres e se elegerem por 24 anos.


Mas não tendo percebido o erro de Prebish, é essa “substituição das importações” que irá gerar nossa estagnação e não inovação, e lentamente destruiu a nossa indústria nascente a partir de 1987.


De 27% do PIB, 45% com seus agregados, a Industria entrou numa espiral descendente para 14,5% hoje.


Em 40 anos passa de 45% do PIB para 14,5%.


Que reviravolta.


Essa atual crise política no fundo é a crise da indústria e das famílias ricas desesperadas, empobrecidas mas ainda com certo poder político.


É a crise dos sindicatos trabalhistas que vivia dessas contribuições sindicais.


Perderam poder econômico e percebem que estão perdendo o político, da qual nunca mais se recuperarão a curto prazo.


Quem acha o contrário que pense nos números.


Isso explica esse desespero da imprensa, dos artistas subsidiados, dos intelectuais das grandes cidades.


Ela é violenta por ser desesperada.


Mas é simplesmente o canto da sereia desse grupo que vivia da indústria e de seus impostos.


Os números que apontei são inquestionáveis e só tendem a crescer.


A Agricultura, justamente por ter sido esquecida pelo Estado, venceu a Presidencia em 15 Estados.


Ronaldo Caiado, representante eterno dos agricultores, vence em Goiás. As grandes cidades foram contra, elegendo Doria e Witzel.


“Bolsonaro é quase unanimidade no setor”, disse Bartolomeu Braz Pereira, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja).


Mais Brasil Menos Brasília, é o brado mais campo menos cidades em decadência.


Bolsonaro foi eleito não pelos liberais nem pelos conservadores das grandes cidades, que hoje se sentem enganados, e só falam mal dele.


Bolsonaro foi eleito pelo seu apoio aos anseios da Agricultura.


Que com esse sucesso da Agricultura em 2020 só irá crescer.


Com o Covid, haverá umap fuga das cidades para o campo, dos apartamentos para casas, dos escritórios para o Zoom.


E em mais 4 ou 5 anos, a Agricultura terá o poder político que merece, elegerá quem quiser, com ou sem Bolsonaro em 2022.p


O poder da esquerda e da indústria vinham ultimamente pelo saque ao Estado, vide o mensalão e o petróleo.


E todos sabemos que no Brasil dinheiro é poder político.


“Follow the money”, como diria Sérgio Moro.


Moro não percebeu que não foi o combate a corrupção que elegeu Bolsonaro.


Foi a Agricultura.


Na cidade Agronômica, Bolsonaro ganhou com 79% dos votos.


Na cidade de Sorriso teve 74% dos votos.


Na cidade Rio Fortuna teve 68% dos votos.


Em Mato Grosso do Sul teve 61% dos votos.


Vejam os mapas da fronteira agrícola e os votos dados ao Bolsonaro em 2018.


Quem elegerá os nossos Presidentes em 2022, 2026, 2039 sera a bancada agrícola, não a bancada industrial quebrada e falida.


Quem mandará nesse pais será o pequeno agricultor, e não a FIESP, os Marinhos, os Gerdaus, os intelectuais e artistas da Globo que viram seus impérios empobrecerem de 1987 para cá e nada fizeram.


Que elegeram o Lula e a Dilma, achando que assim permaneceriam no poder político, manipulando os via corrupção.


A tese que Bolsonaro não foi eleito mas que foi Haddad que foi rejeitado, não se sustenta numericamente.


Haddad tinha 41% de rejeição contra 40% de Bolsonaro. Ou seja a diferença é de somente 1%.


Não são Bolsonaro e seus filhos que são a grande ameaça à esquerda, como a imprensa e o Supremo acham.


É a Agricultura.


E ninguém dará um golpe nela.


Ricardo Salles é que está dando um chega para lá aos ecologistas que querem destruir nossa agricultura, e foi quem ajudou termos esse superávit colossal.


Bolsonaro colocou uma engenheira agrônoma como Ministra Da Agricultura, em vez de um político e advogado como Wagner Rossi, indicado por ambos Lula e Dilma.


Será o constante crescimento do Comunitarismo da pequena cidade daqui para a frente, em detrimento da Esquerda das grandes cidades.


É o crescimento do interior Comunitário e Solidário, do Brasil e menos Brasília.


Um mais Brasil administrável, em detrimento das grandes cidades frias, solitárias, sem compaixão que alimentou os votos da esquerda.


Não é o Liberalismo e a Direita que são a grande ameaça para a esquerda, como a imprensa e o Supremo acham.


É a Agricultura.


Uma batalha que ela já ganhou, mas poucos perceberam.


Abraços 


Stephen Kanitz

Especialista explica que, mesmo sendo indicada para perfis conservadores, renda fixa também apresenta riscos para o investidor

A renda fixa é um tipo de investimento que traz, principalmente, dois benefícios à mente dos brasileiros: segurança e proteção. Agora, com as recentes mudanças promovidas pelo Copom, elevando a taxa Selic para 11,75% ao ano, essa modalidade chama mais a atenção dos investidores por estar rendendo 1% ao mês, se aproximando de algumas opções que apresentam mais risco. 

“A Selic em dois dígitos, somada à expectativa de alta na inflação, faz com que os títulos em renda fixa se tornem mais atrativos. A rentabilidade atual desses investimentos dificilmente é encontrada em outras aplicações com mais risco presentes no mercado”, explica Lucas Sharau, assessor de investimentos da iHUB Investimentos.

A longo prazo, investimentos em renda fixa podem ter diversas vantagens, como mostrar para o investidor os ganhos que ele terá no momento da aquisição dos títulos até o vencimento deles. No entanto, isso também vai depender de qual tipo de rendimento a renda fixa escolhida terá, os tipos possíveis são: pós-fixado, prefixado e híbrido. 

No cenário econômico atual do Brasil, as opções prefixadas passam a ganhar um pouco mais de relevância pela alta da taxa básica de juros, sendo que normalmente estes investimentos costumam ser mais arriscados por travar o rendimento no momento da compra dos títulos. 

Lucas ressalta que, atualmente, enquanto os rendimentos dos títulos pós-fixados irão acompanhar as taxas de juros, as aplicações com juros prefixados começam a chamar atenção pela vantagem de poder travar uma taxa até o vencimento. Isso fica atrativo em momentos nos quais os juros estão em alta, antes de começarem a cair. 

Porém, mesmo que os títulos possam proteger o valor investido de imprevisibilidade, também existem riscos que eles podem criar, caso o investidor não esteja atento às escolhas que faz.

“Para contornar isso, as diversas modalidades de rendimento desta categoria servem para blindar a carteira do investidor contra a alta descontrolada da inflação ou da taxa de juros, utilizando-os como referência para sua remuneração”, esclarece Sharau.

Afinal, investimentos em renda fixa possuem riscos?

Existem vários riscos relacionados à renda fixa, mas o especialista evidencia algumas escolhas equivocadas feitas pelos investidores, como optar sempre por investimentos isentos do IR e a compra de títulos com vencimentos mais curtos quando não há a necessidade de usufruir do dinheiro na data do vencimento. 

“É comum encontrar investidores buscando investimentos que não paguem imposto de renda por acreditarem que remuneram mais. Porém, essa afirmação, assim como este tipo de pensamento, de forma isolada é equivocada. Alguns títulos que pagam imposto podem render mais do que os que não pagam por haver equivalência entre as taxas”, explica ele.

Ele ainda completa: "É surpreendente, mas ainda hoje é muito comum encontrar investidores altamente posicionados nos Bancões de varejo que, mesmo (em sua maioria) oferecendo taxas menos interessantes, possuem valores que ultrapassam os limites de segurança oferecidos pelo Fundo Garantidor de Crédito”.

Risco de Crédito

É importante destacar que toda aplicação de renda fixa é uma dívida, ou seja, uma instituição, privada ou pública, que precisa de recursos, emite um título para se financiar. O risco de crédito é medido pela chance do devedor não honrar com o pagamento. O primeiro ponto a ser analisado é quem é o emissor desta dívida e qual a chance dele não pagar. Neste caso, podemos ter 3 possibilidades de emissor: Governo, Bancos/Financeiras e Empresas Privadas.

“Quando falamos do risco de crédito do Governo, falamos da possibilidade da gestão pública não quitar suas dívidas. Pode acontecer, mas é difícil. No entanto, o Banco Central (BC) é responsável pela emissão de dinheiro. Portanto, caso se faça necessário, o próprio BC pode emitir mais dinheiro e pagar a dívida”, afirma Lucas Sharau. 

Quando o devedor é uma instituição bancária, o risco é diferente do que se tratando do governo. Caso o banco não pague os títulos, ocorre a interdição da instituição e a suspensão da negociação de seus títulos. 

Também existe o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), simplesmente um seguro no qual toda instituição bancária, ao emitir um título coberto por esta proteção, precisa recolher uma taxa que é alocada em um fundo. O FGC é acionado quando o banco não consegue pagar o investidor em alguns dos produtos cobertos pela garantia (o fundo cobre investimentos de até R$250 mil por instituição/conglomerado financeiro por CPF, limitado a 1 milhão de reais a cada 4 anos para cada CPF em aplicações realizadas a partir de 2017).

Por fim, a renda fixa privada apresenta mais risco do que os títulos emitidos pelo governo ou por bancos. Nela, caso o emissor não honre com seus compromissos, terá de ser analisada as garantias utilizadas na emissão da dívida. Dentre todas as possibilidades, as garantias podem ser reais, ou até mesmo o nome da própria empresa. 

Em se tratando de risco de crédito na modalidade privada, Sharau afirma que os riscos normalmente são indicados nos títulos através de um ranking de classificação. Segundo ele, este ranking, também conhecido como Rating de crédito, é uma forma que o mercado financeiro tem de medir a qualidade de pagamento de um emissor de dívida ou a chance de este emissor dar calote. 

Risco de Liquidez

Esse fator é analisado pelo momento do resgate do investimento. Neste caso, é fundamental prestar atenção na possibilidade de antecipar o resgate do valor investido e o risco de precisar usufruir dele antes do vencimento do título. 

"Algumas dessas aplicações contam com liquidez diária, ou seja, não há prejuízos na antecipação da data de vencimento. Porém, este risco merece cautela principalmente quando necessário antecipar a data de vencimento, se isso acontecer, será necessário que alguma instituição promova a liquidez para você (compre o título de você) e quando isso acontece, ela pode te cobrar um ágio e penalizar seu investimento podendo até fazer com que seu resgate seja menor do que o valor investido”, exemplifica o assessor de investimentos da iHUB.

Risco de Mercado

O risco de mercado acontece quando falamos principalmente de títulos que podem ser negociados no mercado secundário ou mercado de balcão. 

Quando o investidor adquire, por exemplo, um investimento de renda fixa com rentabilidade prefixada, e permanece com o investimento até o vencimento, a rentabilidade do período será a rentabilidade contratada no início. Porém, caso seja preciso vender o título antes da hora e ele seja negociável no mercado secundário encontra-se variações na rentabilidade que ele pode oferecer.

“Títulos que podem ser negociados no mercado secundário possuem variação em seus preços de acordo com o ‘apetite’ do mercado em adquiri-lo, que é diretamente influenciado pelo risco da empresa e da conjuntura econômica. Neste caso, quando há o risco de mercado, caso seja calculado, é possível comercializar esses títulos antes da hora e isso pode produzir uma rentabilidade superior à contratada. Outros fatores que influenciam nos preços e afetam os produtos de renda fixa através do risco de mercado, são fatores como a própria flutuação dos preços das NTN-Bs e LTNs do governo e as expectativas do mercado sobre as curvas de juros e inflação”, explica ele.

Risco de Reinvestimento

O risco de reinvestimento acontece nos vencimentos dos títulos de renda fixa ou quando estes nos pagam algum cupom (parcela antecipada do rendimento). É um risco a se considerar, principalmente quando se realiza um planejamento de investimento de longo prazo. 

“É fundamental pensar nisso na hora de investir, alocar em investimentos de renda fixa deve considerar que na hora que o título vencer e você receber seu dinheiro de volta, será necessário localizar uma nova aplicação financeira para ele se manter rendendo e, se considerarmos que a economia obedece ciclos econômicos de altas e baixas de juros, podemos ficar por cima ou por baixo desta curva”, finaliza Sharau.

Sobre iHUB Investimentos

A iHUB Investimentos é uma empresa especializada em assessoria de investimentos credenciada pela XP Investimentos. Possui mais de 3,5 mil clientes, somando mais de R$1 bilhão em valores investidos sob custódia.


Vendas da Páscoa 2022 devem crescer até 2,5% nos shoppings, estima ALSHOP

Com a Páscoa se aproximando, o comércio tem expectativas de que o movimento das vendas de chocolates seja o maior desde o início da pandemia, mesmo com o poder de compra da população caindo a cada ajuste da inflação. De acordo com a ALSHOP (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping) as vendas devem crescer até 2,5%.

“Os impactos da pandemia sobre a economia do país e do mundo mostram o que as pessoas sentem na prática; preços mais elevados e dificuldades na cadeia produtiva. Apesar dos bons indicadores como a geração de empregos formais, o comércio vem sofrendo com aumento de preços que impactam de forma negativa sobre o dia a dia, e verá uma melhora tímida nas vendas nesta Páscoa”, diz Luís Augusto Ildefonso, diretor de relações Institucionais da ALSHOP.

Segundo uma pesquisa realizada pela Apas (Associação Paulista de Supermercados), os ovos estão até 40% mais caros do que em 2021 e por isso, os supermercados estão apostando em versões menores de ovos e bombons.

Mesmo com os consumidores indo até as lojas, o e-commerce é o canal de vendas que teve crescimento mais expressivo onde o faturamento cresceu 15 vezes em comparação com 2019. 

Público retoma ida aos centros de compras 

Mesmo com as perspectivas tímidas de recuperação das vendas, o movimento dos shoppings vem crescendo bastante desde janeiro. Em uma comparação com fevereiro do ano passado, a alta foi de 24,2%. Já o aumento das vendas foi de 10,6% ante o mesmo período. O tempo de permanência também aumentou para 1 hora em média e cada consumidor gasta um ticket médio de R$120.

E para atrair o público, os fabricantes de chocolates apresentam categorias de diferentes tipos e tamanhos de chocolates, pensando nos diferentes perfis de consumidores, ocasiões e bolsos, incluindo além dos ovos, barras e tabletes de chocolates e caixas de bombom. E com isso, os fabricantes estão estimando um crescimento de 10% nas vendas.

“Nessa época reacende a discussão sobre o que vale a pena comprar: ovo ou barras. Mas este ano de 2022, com a inflação alta que elevou os preços em 8,5%, as marcas de chocolate resolveram apostar também em lembrancinhas. E conforme projeções da CNC, as vendas da Páscoa devem ser de R$ 2,6 bilhões”, finaliza Luis Augusto Ildefonso, diretor institucional da ALSHOP.


Lajeado

 Replicando o que fez o professor da caríssima escola paulista Avenues, a professora de história da Escola Moisés Cândido Veloso, de Lajeado, RS, cidade de 80 mil habitantes localizada a uma hora de Porto Alegre, também foi ideologicamente truculenta com um grupo de alunos.

O episódio ocorreu no dia 30 de março, segundo o Jornal da Cidade on Line, envolvendo alunos de 13 a 14 anos, todos do oitavo ano.

Acontece que a professora mandou os alunos desenharem e escreverem a biografia de Diderot, mas um grupo foi acusado de apresentar o filósofo francês com a cara de Bolsonaro. "Este não", disse a professora, quer recusou a tarefa. Ela chamou um dos alunos de "mimado" e mandou-o se entender com a direção. Mais tarde. questionada pela mãe do aluno, a professora deixou claro seu ódio por Bolsonaro. A mãe procurou o Conselho Tutelar.

São Leopoldo em festa

 





Artigo, Cláudia Woellner Pereira - Uma Nação forte não se faz ao acaso

- Este artigo exclusivo é de Cláudia Woellner Pereira, tradutora e redatora, Londres.

 Por manobras da vida, estive inserida na cultura inglesa, no cotidiano de um dos bairros de Londres. Cedo na manhã, em temperaturas baixíssimas, sob chuvas fracas ou fortes, movem-se pais e filhos em direção às escolas. A pé, de bicicleta, patinete, carrinho de bebê com cobertura especial. Os pares, os trios transitam em constante diálogo. Diálogo. Os adultos instigam o desenvolvimento de comportamentos, conceitos e valores durante o trajeto. As crianças comunicam-se com fluidez e liberdade.

Chama a atenção a presença masculina, a figura paterna. O pai, de sua bicicleta, instruindo o garotinho a como conduzir a sua própria bicicleta, a adquirir confiança e autonomia na rua em meio a veículos, que, por sua vez, têm condutores educados.

O propósito parece claro: o preparo de futuros adultos civilizados, inteligentes, responsáveis, independentes, resilientes.

Impossível não estabelecer comparação! 

O Brasil vem sendo fragilizado em mais de um flanco. Por um lado, pela superficialidade do compromisso de muitos pais diante do desafio de entregar ao mundo pessoas inteiras, dotadas de inteligência e saúde emocional. Por outro, pelos golpes estrategicamente elaborados para minar a formação de um povo forte, livre, soberano, consciente de seus deveres.

Um dos golpes mais brutais está sendo dado ao exercício da Educação. Nossas escolas e universidades estão sendo transformadas em campo de doutrinação com uma bela roupagem de “metodologia científica”. 

A Revista Oeste, em matéria do dia 5 de abril de 2022, assinada por Edilson Salgueiro, registrou um dos casos do autoritarismo dos ”militantes da Ciência”. Guilherme Baumhardt, jornalista comprometido com a verdade, também comentou o ocorrido em sua coluna no dia 6 de abril de 2022. Um aluno, ao expressar sua opinião a respeito de democracia e do agronegócio no Brasil, fundamentada em realidade conhecida por ele, discordando de discurso com teor ideológico, foi publicamente humilhado pelo professor. Reconhecimento ao aluno, que ousou manifestar respeitosamente o seu próprio pensamento e entendimento acerca do assunto. Fez uso, aliás, de direito mais do que garantido pela constituição brasileira. Advertência para o professor: aquele que deveria facilitar o desenvolvimento de novos conhecimentos e a busca de novas respostas inibiu e desautorizou o “lugar de fala” do discípulo  - lugar tão maquiavelicamente arquitetado e defendido pelo mesmo grupo nestes dias.  

Será que os “militantes da Ciência” querem engessá-la dentro de uma única linha de raciocínio, a que a todo custo querem nos fazer engolir? Matando o próprio espírito da Ciência, que questiona tudo o que se percebe?

Os “militantes da Ciência” também estão trabalhando na eleição presidencial...

Quero ver o povo brasileiro rodando a sua própria bicicleta. A mão que, com aparência de justiça social, insiste em segurar o guidão do outro quando já não é mais tempo é ditatorial e usurpadora. O líder verdadeiro governa para promover à condição de adultos livres e independentes aqueles que estão sob sua tutela. O falso?  Oferece pão e diversão e lhe rouba a maioridade.