Artigo, Milton Pirs - Réplica a Marco Antonio Villa

Acabo de ler "Arqueologia do Impeachment" - artigo publicado pela Revista Isto É e de autoria de Marco Antônio Villa - que busca explicar, estabelecendo uma narrativa histórica, a queda de Dilma Rousseff.

Minhas discordâncias com Villa já começam no uso do termo Poder. O historiador acredita que o PT saiu do Poder.Eu não. Afirmo que Poder e Governo são conceitos completamente diferentes e que o PT saiu do Governo; não do Poder - neste ele continua forte como sempre e segue controlando a Igreja, a Universidade e a gigantesca maioria da imprensa brasileira.

Afirmo que as três forças que derrubaram Dilma foram (em ordem decrescente de importância)

1. O colapso, o verdadeiro caos que o governo de marginais petistas provocou na Economia do Brasil, com a maior queda da produção industrial, aumento do desemprego e cotação do dólar em décadas. 

2. Uma operação da Polícia Federal capaz de envolver, já no seu início, o Executivo e o Legislativo e agora (também) o Judiciário na pessoa do Ministro corrupto do STF,   Dias Toffoli.

3. A emergência das redes sociais como única forma de imprensa livre num país em que, até 2015, não se conseguia publicar NADA capaz de atingir o Regime Petista na grande mídia por ele controlada. 

Vejam que eu sequer menciono os movimentos e manifestações de rua. Participei de todos eles e acredito que sua importância é tão pequena que não merece, nem mesmo, ser mencionada. Também não acredito em filósofos de internet, médicos gaúchos perseguidos, nem roqueiros como líderes daquilo que aconteceu. 

Lembrar a loucura financiada pelo PSOL em 2013 e protagonizada por vagabundos mascarados que incendiavam carros e quebravam lojas em nome de uma "passagem de ônibus gratuíta" é mais ridículo ainda. 

As manifestações de rua de 2015 nasceram reunindo desde os monarquistas até aqueles que pensavam que a administração pública brasileira deveria ser uma espécie de Uber e a nossa Constituição a "Revolta de Atlas" (isso para não citar os grupos de intervenção militar dos quais eu mesmo participei). 

Terminaram, estas passeatas, controladas pelo PSDB e pela Revista VEJA nas formas de MBL, Vem Pra Rua e Revoltados Online. Quanto a "oposição",  esta só se formou, de verdade, em 17 de abril de 2016 na Câmara dos Deputados e, mesmo assim, em nome "de Deus", "dos filhos", "do cachorro", "das mulheres da Amazônia" e de outras bobagens invocadas por picaretas que, sem saída perante a opinião pública, votaram a favor do Impeachment. 

Só dois deputados se manifestaram de forma capaz de representar projetos de poder: Glauber Braga defendendo assassinos (como Marighella e Lamarca) e Bolsonaro dando-lhe resposta com a referência ao Cel. Brilhante Ustra e ao delírio do DOPS e do DOI-CODI. 

Villa e eu temos interpretações completamente diferentes do processo que derrubou Dilma. Ele fez a exposição do pensamento dele. Fica aqui, para História, o registro do meu. 

Ele é um historiador profissional e eu sou só um médico, mas nós dois vivemos tudo aquilo que aconteceu. 

Porto Alegre, 21 de agosto de 2016



Artigo, Mary Zaidan - A melhor lição olímpica

A melhor lição olímpica
21/08/2016 - 01h20
O Brasil fez bonito. Atletas, organizadores, voluntários, público daqui e de todo o lugar do planeta. Um espetáculo de orgulhar até os mais ranzinzas. Mas em seu cotidiano o país está longe do espírito e das lições olímpicas. Digladia-se com o seu próprio sucesso, alimenta polêmicas inúteis. E não tem Engov capaz de refazê-lo da ressaca do dia seguinte, quando tudo voltará a ser como antes.

Nesse meio mês de jogos, abriram-se espaços para os especialistas em tudo, muitos execrando atletas de modalidades das quais nem mesmo conhecem as regras. Até a torcida foi vítima da chatice do politicamente correto, alvo de críticas por vaiar atletas, reação usual em todos os cantos do mundo, tão legítima quanto o aplauso.

A má vontade com os jogos em um momento que não cabia mais debater se o Rio tinha ou não de sediá-los frequentou rodas de artistas e intelectuais, bares, esquinas, redes sociais e a mídia convencional. Exemplo cristalizado pela Folha de S. Paulo depois da medalha de prata em das meninas em Copacabana: “Militar, dupla não consegue quebrar jejum de 20 anos no vôlei de praia”.

Além de desdenhar das atletas, a manchete, para lá de agressiva, expôs uma das maiores polêmicas dos jogos: o patrocínio militar. Quase um terço da equipe do Brasil – 145 dos 465 atletas que participaram dos jogos – integra o Programa de Atletas de Alto Rendimento das Forças Armadas. Tem patente de terceiro-sargento e recebe soldo.

O Brasil não é nem o primeiro nem o único país em que as Forças Armadas bancam treinamento de atletas. Acontece na totalitária China, na social-democrata França, na anárquica Itália. Mas, por aqui, o que deveria ser investimento em competitividade se transformou em rixa ideológica. Ridícula, boba, de ocasião.

Um antagonismo ranheta e ultrapassado de fundamentalistas de direita e esquerda que expressa o quão imaturo o país ainda está.

De um lado, extremistas de direita derretendo-se em loas não à competência dos atletas, mas ao fato de eles serem militares. De outro, esquerdóides fazendo pouco do mérito dos medalhistas. Para essa turma, bater continência à bandeira – que já havia dado pano para manga no Pan-americano de Toronto – é crime.

E para arrematar o conjunto de absurdos, o Ministério da Defesa se vangloria não das vitórias brasileiras, mas do fato de uma dúzia das medalhas serem de atletas-militares. Como se militar fosse melhor do que civil, como se uma categoria fosse mais brasileira do que outra.

Fora o enfado de ranços dessa natureza, tudo deu certo. Os jogos da zika endêmica e da violência extrema surpreenderam pela ausência do Aedes Aegypti, que sabidamente some no inverno, e pela presença de policiamento ostensivo.

Quase tudo. Não fosse a morte a tiros do soldado Hélio Vieira Andrade, no Complexo da Maré, a escancarar de forma trágica que o Rio real não é o olímpico, as ocorrências negativas dos jogos se limitariam a pedras atiradas em um ônibus com jornalistas, dois assaltos de fato e outro inventado por nadadores americanos, que feriu mais o brio dos brasileiros do que a morte do militar de Roraima.

É inegável que o Rio - e com ele, o Brasil -- ganhou com os jogos. Aceleraram-se projetos de reurbanização, de transporte urbano, como a extensão do metrô e a construção do VLT, de revitalização da área central. Mas amanhã vai acordar meio zonzo, ainda tonto. Depois, doído.

A péssima qualidade dos serviços públicos, as greves permanentes na Educação e na Saúde, a falta até de insumos básicos nos hospitais e a insegurança turvam o olhar para o tão propalado legado da Rio 2016. O Estado, literalmente falido, não tem dinheiro para nada. E a cidade não sabe o que vai acontecer quando os seis mil homens da Força Nacional, convocados para garantir a segurança olímpica, forem embora.

Mas, como na terça-feira de carnaval, hoje ainda é domingo. Vale a folia.


No encerramento da Rio 2016, o Brasil poderá festejar o seu melhor desempenho olímpico da história. E reverenciar a meritocracia. Sejam homens, mulheres, gays, pretos, brancos, amarelos, civis, militares, crentes ou agnósticos, vencem os mais preparados, os melhores. E os que não chegam ao pódio tentam melhorar as suas marcas. Sem ódio. Uma lição que vai muito além dos jogos. Aprendê-la seria um legado e tanto.

Artigo - Lula não foi inocentado no caso do triplex

Artigo - Lula não foi inocentado no caso do triplex
Inquérito que investiga se ex-presidente é o verdadeiro dono de um apartamento no Guarujá prossegue e se soma a investigação sobre posse de sítio em Atibaia

Por: Humberto Trezzi
20/08/2016

Petistas em geral e simpatizantes de Luiz Inácio Lula da Silva, em particular, têm comemorado uma notícia que se espalhou: a de que o ex-presidente teria sido inocentado no caso do triplex, um apartamento de luxo na praia de Guarujá (SP). A Polícia Federal investiga se o imóvel é dele, mas Lula nega.

O ex-presidente, efetivamente, não foi indiciado num inquérito policial remetido à Justiça semana passada, sobre a Operação Triplo X - que investiga lavagem de dinheiro ocorrida na compra de vários apartamentos no mesmo prédio do Guarujá onde Lula teria o triplex. Dos seis indiciados, cinco são ligados à Mossack Fonseca, escritório com sede no Panamá, especializado em abrir offshores (empresas no Exterior) para milionários que muitas vezes desejam ocultar seus bens. A PF concluiu que parte do prédio foi comprada pelo escritório internacional para limpar dinheiro de origem ilícita.

Acontece que Lula continua investigado em outro inquérito sobre apartamentos do Condomínio Solaris. O caso dele foi desmembrado da Operação Triplo X e a PF continua achando que o ex-presidente é o verdadeiro dono de uma cobertura de luxo naquele edifício do Guarujá. A investigação faz parte da Operação Aletheia, também ligada à Lava-Jato.

Os policiais federais decidiram somar a investigação sobre o triplex que seria de Lula a outro inquérito que envolve o ex-presidente: a posse de um sítio de lazer em Atibaia (SP). Com relação a essa propriedade rural, a PF já possui laudo taxativo, no sentido de que o imóvel pertence mesmo a Lula. Perícia apontou 92 indícios de bens pertencentes ao ex-presidente guardados no sítio, mas nenhum bem ligado aos que se apresentam como donos da chácara, Fernando Bittar e Jonas Suassuna (ambos amigos de um dos filhos de Lula).

— Além da perícia temos vários depoimentos importantes que asseguram que o sítio e o apartmento foram reformados para o Lula — relata a Zero Hora um dos envolvidos na investigação.


No inquérito, ainda inconcluso, Lula é investigado por ocultação de bens e lavagem de dinheiro. Ou seja, a comemoração pela suposta absolvição do ex-presidente aconteceu cedo demais.

Brigada iniciará batidas relâmpagos na Grande Porto Alegre

A Brigada Militar buscará dar percepção da sua presença ostensiva nas ruas da Grande Porto Alegre, hoje reduzida a pouco mais do que zero.

É que a partir de segunda-feira realizará batidas (mais de uma blitz) relâmpagos.

Artigo: Por que fomos embora de Porto Alegre

Artigo: Por que fomos embora de Porto Alegre

por Alfredo Fedrizzi
Jornalista e publicitário

20/08/2016 - 05h01min | Atualizada em 20/08/2016 - 05h01min
Para que os candidatos reflitam!

Iniciou-se mais uma campanha eleitoral. No primeiro debate na Rádio Gaúcha, todos seguiram o que dizem as pesquisas: a insegurança que está batendo à porta de todos. Uma cidade mais inovadora também bateu recorde de citações. Não sei bem o que cada um entende por "cidade inovadora"!

Resolvi ouvir porto-alegrenses que deixaram a cidade para morar em São Paulo, Rio de Janeiro, Nova York, Miami, Londres, São Francisco, entre outras metrópoles. Pessoas bem formadas, inquietas e empreendedoras que, por algum motivo, saíram daqui. Perguntei: por que foram embora? O que POA precisaria ter para vocês voltarem a viver e trabalhar aqui?

Eis uma síntese das respostas, que tratam do nosso jeito de ser. Todos foram muito críticos com a cidade! Por uma questão de espaço, no próximo artigo vou falar do que acham dos aspectos funcionais da cidade:

– Não temos capacidade de olhar para o futuro. Estamos sempre olhando para o passado.

– Se você fica em POA, você se enfia numa espécie de "buraco negro" onde é muito mais difícil se expor para o Brasil e para o mundo.

– Porto Alegre parece um pouco "ultrapassada". As coisas chegam primeiro a todos os outros lugares. Gaúcho é turrão, faz do jeito dele e pronto. Não costuma ser muito bom com mudanças e adaptações. Porto Alegre é cidade com oportunidades incríveis e um puta potencial, se quebrarmos essas barreiras.

– Morar em São Paulo por um tempo nos passa a sensação de estarmos mais conectados com o resto do país e do mundo. Pra muitos de nós, Porto Alegre continua girando em torno de si mesma, desconectada com o que acontece no resto do mundo.

– É tudo grenalizado, sempre A ou B. As coisas não têm nuances, não têm debate, não tem espaço pra mudar e evoluir, testar novos caminhos. Tem que sempre escolher um lado e morrer abraçada nessa escolha.

– Povo que se acha muito especial, evoluído, mais culto, mais inteligente, mais politizado, mais educado, mais simpático, mais tudo do que o resto do Brasil. E, obviamente, não é nada disso. É basicamente preconceituoso, fechado e pedante.

– Cultura muito tradicional e fechada, a ponto de ser opressora com o que é diferente. Tem que ser macho, a mulher tem que ser a Gisele, tem que comer churrasco, tem que ser faca na bota, tem que casar e constituir família. Não pode se vestir muito diferente, não pode agir muito diferente (a pluralidade que encontro em SP é uma das coisas que mais me encanta em morar aqui, tem de tudo e espaço pra todo mundo).

– O principal: menos bairrismo e gauchismo (é diferente de cultura regional forte, o que é bom). Porto Alegre não valoriza os talentos que tem. As pessoas têm que sair daí para serem valorizadas.

– Falta de objetivo como cidade. Porto Alegre não é polo de nada. Não é de tecnologia, não é de criação, de música, de gastronomia, nada.

– Porto Alegre, pelo tamanho de cidade média e cultura regional forte, poderia ser muito melhor do que é, se olhasse para o que acontece no resto do planeta, e não para o Laçador.

– Já que o gaúcho pensa que é melhor em tudo, realmente tem que trabalhar pra ser o melhor em tudo.


Senti muito ressentimento com a cidade. E lembrei de uma frase de Elis Regina, numa entrevista na RBSTV, quando eu dirigia o Jornal do Almoço. Foi cobrada de ser pouco gaúcha lá no Rio de Janeiro. E disparou: "Eu não saí daqui pra fundar um CTG!" Se cada um assumir o seu papel e não deixar só para os dirigentes fazerem as mudanças, poderemos ter uma cidade melhor e parar de perder alguns dos nossos melhores talentos.

Melo terá cerca de 40% do tempo total de TV e rádio na campanha

Nove candidatos disputam o voto dos eleitores para a prefeitura de Porto Alegre nas eleições do dia 2 de outubro. Este é o primeiro pleito que ocorre após a aprovação da reforma eleitoral de 2015, que implica em mudanças, como o fim do financiamento empresarial e a redução da duração da campanha. Outra alteração diz respeito ao tempo de propaganda em rádio e televisão.

A definição oficial da distribuição cronológica dos programas na Capital será oficializada hoje pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), às 9h.

A aliança de Sebastião Melo (PMDB), que reúne 14 partidos, ficará com a maior fatia de tempo: aproximadamente 3 minutos e 47 segundos. Isso representa cerca de 40% do total e uma diferença de quase um minuto e meio em relação ao segundo candidato com maior tempo, Nelson Marchezan Júnior (PSDB) que terá 1 minutos e 51 segundos. Na sequência vem Maurício Dziedricki (PTB), com 1 minuto e 47 segundos de mídia e Raul Pont (PT), com 1 minuto e 33 segundos. 

Cinco candidatos terão 20 segundos ou menos cada para apresentar suas propostas em rádio e televisão. Marcello Chiodo (PV), Luciana Genro (PSOL), João Carlos Rodrigues (PMN), Fábio Ostermann (PSL) e Julio Flores, (PSTU).

Artigo, Pedro Lagomarcino - Reincidente específica em defender o PT

O título original do artigo é "Reincidente específica em defender o PT".

Vejam o título da coluna que a jornalista Rosane de Oliveira conseguiu escrever.
"DILMA ESCREVE CARTA PARA A HISTÓRIA."
Aliás, o "lead" da coluna é o corolário da gaiatice, conforme podemos transcrever:
"-É para a História, para a família e para os estrangeiros, que não compreendem bem por que ela está sendo afastada, que Dilma propõe um pacto nacional com antecipação de eleições, se for poupada no Senado."
Francamente.
Seria isso um ode à imparcialidade jornalística?
Seria isso uma lição de ética?
Trata-se, na verdade, de algo completamente dantesco, a ponto de considerar que algo escrito por uma "mulher sapiens" entrará para a história.
Será que a colunista não entendeu ou tem dificuldades de assimilar que está a defender a atual cabeça de uma Organização Criminosa travestida de partido político que literalmente quebrou o país e se locupletou de maneira i-lí-ci-ta de bilhões e bilhões de recursos públicos, através de crimes de responsabilidade, de crimes em espécie, com relevo para corrupção e, de crimes de improbidade administrativa?
É muita generosidade da colunista para aquela que "saudou a mandioca", a ponto de considerá-la como uma das "grandes conquistas da humanidade".
Ora pois, as ruas afirmam de forma ecoante e retumbante que  autora das hipóteses de uma tecnologia de "ensacar vento" não entrará para história, com o perdão do termo, com um "pedido de arrego" feito em uma carta, às vésperas da cassação, de forma notadamente intempestiva, inadequada, incabível e PaTética.
Com quem aquela que disse ser uma "roraimada" (e não roraimense) andou se aconselhando?
Com o "caçador de marajás" que tem em sua garagem, uma Ferrari e uma Lamborghini, em ululante incompatibilidade com os vencimentos que recebe como Senador?
Dilma Rousseff não é, nem de longe, uma vítima. É sim a algoz, juntamente com seus PaTrícios, que se serviram com suas negociatas, de um governo corrupto, com suas "plantações de cítricos", que têm "laranjas" a perder de vista.
Mais, ao que se vê os "latifundiários" destas PlanTações são (e muito) conhecidos, com seus esquemas e métodos ilegais de abatimento de dívidas milionárias, através de pagamento de propina aos integrantes do CARF, não é verdade?
Ora pois, mas a Operação ZHelotes parece mesmo ter deixado muitas viúvas deste esquema criminoso.
Aliás, muitos integrantes desta Organização Criminosa travestida de ParTido PolíTico inclusive já tiveram em estadia em complexos penitenciários, após a sentenças que receberam.
Senão vejamos alguns:
- José Dirceu (ex-Deputado Federal pelo PT e ex-Chefe da Casa Civil): cassado e condenado;
- João Paulo Cunha (ex-Deputado Federal pelo PT e ex-Presidente da Câmara dos Deputados): cassado e condenado;
- José Genuíno (ex-Deputado Federal pelo PT e ex-Presidente do PT): cassado e condenado;
- Delúbio Soares (ex-teroureiro do PT): condenado;
- João Vaccari Neto (ex-tesoureiro do PT): condenado;
- Alberto Youssef (doleiro): condenado;
- Nelma Kodama (doleiro): condenado;
Isso para não falar nos dirigentes da Petrobrás, também já condenados, salientamos:
- Nestor Cerveró;
- Pedro Barusco;
- Renato Duque e;
- Paulo Roberto Costa.
Se isso não é uma Organização Criminosa, inclusive com mandatos no Poder Legislativo, com cargos nos mais altos escalões no Poder Executivo e em Diretorias da Petrobrás, então o Brasil é um país de cegos.
Aliás, não bastasse os crimes que praticaram e foram condenados, por que a utilização de doleiros?
Seria isso apenas pelo bom gosto de preferir a moeda americana, para realização de negócios dos mais escusos, e de preterir o Real?
Que nada. Era para escamotear os crimes, para que o dinheiro circulasse de mão em mão, sem deixar rastros.
Fosse o Brasil um país verdadeiramente sério, o PT já teria sido extinto de há muito, a exemplo do que fez a Itália quando levou a efeito a Operação Mãos Limpas.
Da mesma forma com que ocorre no Brasil com o Juiz Sérgio Moro que é alvo das mais infundadas e nefastas críticas em sua conduta exemplar no processo que tem diversos réus do Petrolão, na Itália o Juiz Antônio Di Pietro (referência mundial em combater efetivamente crimes de colarinho branco, lavagem de dinheiro e organizações criminosas) também foi alvo de ataques e perseguições de toda ordem, por uma hora de sedizentes "injustiçados" que transitavam pelo mundo, com dinheiros advindos do ilícitos, depositados em contas bilionárias encontradas em paraísos fiscais.
Na Itália, a Operação investigativa se chamou Tangentopoli e, após o início do processo judicial foi batizada de Mãos Limpas.
No Brasil, a Operação investigativa se chamou Lava-Jato e, após o início do processo judicial foi batizada de PeTrolão.
A vida por vezes imita a arte mesmo.
A mesma tática usada pela Organização Criminosa que se alastrou na Itália é utilizada por outra Organização Criminosa no Brasil.
Aliás, bem sabemos que não faltam colunistas "a rodo", para achincalhar e perseguir Magistrados com publicações lançadas em jornais, mesmo que muitos deles na verdade escrevam em um Pasquim político, não é verdade?
Mas, alto lá, há mais um dos condenados, destaco, aqui da paróquia, que deve ser mencionado e, vejam, condenado por IMprobidade administrativa:
- Tarso Genro (ex-Governador do RS, pelo PT).
Seria "coincidência" o fato do marido da colunista ter sido CC no governo desta estrela decadente e trágico gestor público, para as finanças do RS e, a colunista defender logo Dilma Rousseff?
Claro que não.
Ninguém é Cândido, para acreditar em lições panglossianas.
Todos sabemos que desde o tempo dos senhores feudais, estes não sujavam as mãos e mandavam seus senhores de engenho "representá-los".
"Mutatis mutandis" a defesa se deu em uma coluna digna de um Pasquim, destaco, político.
Equivocou-se a colunista, porque se constata claramente que todos os senhores feudais sujaram (e muito) as próprias mãos e, exatamente por isso, foram condenados um a um pela Justiça, a ponto do mensalão e do PaTrolão não saírem da pauta dos veículos de imprensa que cobrem os fatos com seriedade, ao longo de vários anos.
Abracadabra!
Desvelado está, fácil, fácil, o porquê do título e do "lead" da coluna: a parcialidade jornalística, em prol de um pensamento político fracassado, autofágico e nefasto, exercida inclusive de forma notadamente antiética, na medida em tenta vestir Dilma Rousseff com uma roupa curta de injustiçada; status este que obviamente não lhe serve.
Quer a colunista queira ou não, Dilma Rousseff está afastada da Presidência da República.
Quer a jornalista queira ou não os que posavam de ser os "paladinos na moralidade" e louvavam serem os únicos santos na política brasileira, provaram que de santos não têm nada, a ponto de fazerem do diabo um mero aspirante a escoteiro.
Nem o matemático Oswald de Souza conseguirá traçar alguma probabilidade idônea de salvação de "Vana" da decisão de impedimento que se avizinha. E quiçá também não consiga fazer o mesmo, para o "curador" de peças do patrimônio público (obras de arte, faqueiro de ouro, jóias, facas e até crucifixo barroco)  que foram "guardadas" em um cofre de um banco privado.
Ah... esses cofres! Funcionam como verdadeiros ímãs históricos quando esta Organização Criminosa composta de tantos "amigos do alheio" deles se aproxima, desde os tempos de Ademar de Barros.
É inócuo a colunista fazer força para defender a futura personagem de Walking Dead, o qual se sugere que tenha no elenco os outros zumbis políticos acima citados.
Público certamente não faltará.
Que o digam os "beneficiários" de esquemas tipicamente criminosos de pagamento de bilhões e bilhões de reais, através de contratos superfaturados com a Petrobrás.
Aliás, para os que tanto sediziam arautos da moralidade e promotores da justiça social, estes "corruPTos e também corruPTores" foram e são faces de uma mesma moeda, porque o produto que tungaram dos cofres públicos os fizeram como os próprios beneficiários.
Verdade seja dita, estes "corruPTos e corruPTores", nem de longe, se encontram em situação de miséria, de pobreza, de vulnerabilidade ou de exclusão social, de necessitados, de marginalizados ou de campesinos sem renda, para serem beneficiados pelos programas Minha Casa, Minha Vida; Bolsa Família; Pátria Educadora; ou Reforma Agrária.
Mesmo assim, dezenas de milhares servidores públicos, de empresários, de apoiadores de campanha, de políticos, de Vice-Prefeitos, de Deputados, de Prefeitos, de um Senador e, pasmem, de milhares de mortos, foram "beneficiários" destes programas.
Que coisa não?
Tais fraudes ocorreram logo no governo do PT.
Só pode ser "pura coincidência".
Ou vai ver é "muita sorte" dos integrantes desta PaTota.
Foram estes "beneficiários" e estes "corruPTos e corruPTores" os reais opressores que promoveram a exclusão dos mais necessitados de fato e de direito, e destes se serviram, seja para deturpar a realidade, seja para mantê-los em letargia social, em seus currais eleitorais. Tal propósito proliferou essa nefasta hegemonia de um atavismo ideológico sem igual.
Oxalá isso seja rechaçado, por tanto nos prejudicar e fazer mal, e não seja nunca mais recebido, como uma incorporação que nos enriquece.

Link e que se encontra a publicação de Rosane de Oliveira:

http://zh.clicrbs.com.br/rs/opiniao/colunistas/rosane-de-oliveira/noticia/2016/08/dilma-escreve-carta-para-a-historia-7283449.html#showNoticia=cHwrJGlQVj02MTQ3NzY5OTU0ODU1ODcwNDY0b1xsMjQ0MjE2MzQzMTM3MjQ0MDE2MC0hUjc0NzMyNTA0NjM1OTMyNjcyMDBhdmJ5JkpFPG1Ta0F3Uyx9dkU