Editor insiste para que o dr. Da Camino, MPCRS, explique por que homenageou o número 2 do site sujo The Intercept

O editor deste blog acaba de concluir uma nova bateria de questões que encaminhará ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do RS, tudo relacionado com a entrega da Comenda Guilhermino Cesar ao jornalista Leandro Demori, número 2 do site sujo The Intercept, que diariamente denigre a honra e a reputação de Procuradores do Ministério Público.

O editor não ficou satisfeito com as respostas encaminhadas pelo dr. Geraldo Da Camino em relação a perguntas anteriores, todas feitas no âmbito da Lei de Acesso à Informação.

Leia as novas perguntas:


1 – Conforme o artigo 2º do Provimento MPCRS número 20/2019, a Comanda Guilhermino Cesar – MPCRS pela Liberdade de Expressão, “destina-se a homenagear representantes da imprensa, da sociedade civil e agentes públicos que tenham destacada atuação em relação ao Controle da Administração Pública”. Isto posto, o requerente quer saber, OBJETIVAMENTE, um único fato que fez com que o Dr. Geraldo Da Camino, chefe do MPCRS, apontasse o jornalista Leandro Demori, número 2 do site sujo The Intercept, que diariamente denigre a honra e a reputação de Procuradores da Lava Jato, para integrar a lista de homenageados. Um só fato OBJETIVO que instruiu a inclusão, é o que pede o requerente.

2 – Caso o MPCRS não consiga, não queira ou generalize vagamente a resposta anterior, o requerente pede que em relação ao sr. Leandro Demori seja confirmado que o número 2 do site sujo The Intercept, que diariamente denigre a honra e a reputação de Procuradores da Lava Jato, tenha se “destacado em relação a sua atuação no Controle da Administração Pública”, conforme exigência do Provimento MPCRS número 20/2019.

3 – O requerente deseja saber se o MPCRS escolheu sua lista de homenageados com a Comenda Guilhermino Cesar, levando em consideração a residência local dos jornalistas aos quais concedeu a Comanda Guilhermino Cesar.

4 – Se o MPCRS sabe que o jornalista Leandro Demori sequer reside e trabalha no Rio Grande do Sul.

5 – O requerente quer saber se o MPCRS teve o intuito de prestigiar o jornalista Leandro Demori ao conceder-lhe a Comanda Guilhermino Cesar.

6 – O MPCRS sabe informar por que razão nem um único conselheiro do TCE do RS acolheu o convite para a solenidade de entrega da Comenda Guilhermino Cesar ao sr. Demori e aos demais jornalistas homenageados, exceção do conselheiro Miola ?

7 – O requerente deseja saber se algum dos jornalistas homenageados com a Comenda Guilhermino Cesar devolveu a medalha, depois de conhecer a vinculação do sr. Demori com o blog sujo Nova Corja e com o site sujo The Intercept, conhecidos por ataques à reputação de colegas jornalistas.

Tudo sobre a Expoagas, inclusive agenda diária


Consolidada como um evento para empresas de todos os tamanhos e dos mais diferentes setores da economia, a Expoagas 2019 – 38ª Convenção Gaúcha de Supermercados reunirá 48 mil pessoas ligadas à cadeia do abastecimento, entre os dias 20 e 22 de agosto, no Centro de Eventos Fiergs, em Porto Alegre, para oportunizar networking, relacionamento, negócios e qualificação aos participantes. Promovida pela Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), a feira deverá movimentar pelo menos R$ 520 milhões em negociações entre os 372 expositores e os visitantes – em sua maioria, representantes de empresas supermercadistas de todo o Brasil e de outros 11 países. Além da feira de negócios, que contará com fornecedores de produtos, equipamentos e serviços para o varejo e apresentará mais de 800 novidades ao mercado, a Expoagas 2019 possibilitará, em uma série de palestras, visitas, seminários e oficinas, qualificações para diferentes públicos. Cada vez mais multisetorial, a feira novamente tem gratuidade nas inscrições antecipadas a varejistas de supermercados e de outros setores do comércio, como hotéis, bares, restaurantes, farmácias e lojas de bazar e R$ 1,99. Neste ano, a cortesia estende-se também a produtores rurais pela primeira vez. A principal novidade desta edição é o reposicionamento dos espaços Premium e Circuito de Negócios, criados no ano passado e que integram novos expositores às oportunidades oferecidas pelo evento.

            Por sua capilaridade e abrangência de setores, a Expoagas 2019 mais uma vez refletirá, em seus estandes, as tendências e hábitos de consumo que estão norteando o perfil de compra dos gaúchos nos supermercados. Um exemplo disto é o crescimento no número de expositores de alimentos com apelo saudável, como tapiocas, produtos orgânicos e barras de cereais.

      Apostando nos conceitos de liberdade econômica defendidos pelo Governo Federal e fomentando negócios que possibilitarão crescimento para empresas do varejo, setor distribuidor e indústria, a Associação Gaúcha de Supermercados aproveitará a Expoagas 2019 para reforçar pleitos do segmento supermercadista gaúcho e brasileiro. A principal reivindicação a ser levantada é a possibilidade de supermercados comercializarem, em suas lojas, os medicamentos que não necessitam de prescrição médica. “Defendemos o direito das farmácias venderem alimentos, itens de bazar e de higiene, mas queremos o mesmo livre comércio para os supermercados. Afinal, os medicamentos sem prescrição já estão ao alcance dos clientes no autosserviço das farmácias, além de serem comercializados sem restrições por televendas e internet. Não há porque criarmos reservas de mercado em nome do corporativismo. Precisamos de um novo Brasil e de um cenário de liberdade econômica, com interferência mínima do Estado”, defende Longo.

            Outras reivindicações do setor são a definição de regras para a manipulação de carnes e fiambres em supermercados e a simplificação tributária em todos os setores. “São questões técnicas nas quais estamos trabalhando para garantir, acima de tudo, segurança alimentar aos consumidores e proteção jurídica às empresas. Mas é preciso elogiar o trabalho dos corpos técnicos do Governo do Estado e a boa vontade para contribuir nestes temas”, salienta Longo.

            Carro e notebooks vão fomentar negócios – Consagrada acima de tudo como uma feira de negócios, a Expoagas 2019 mais uma vez vai incentivar a conclusão de transações comerciais já durante os três dias do evento com o sorteio de seis notebooks e um automóvel zero quilômetro entre as empresas que efetuarem compras nos estandes da feira. A cada R$ 1.000,00 em compras junto aos expositores, os visitantes receberão um cupom para participação. “Embora a programação de palestras seja fundamental, estamos voltando o nosso foco para as atividades da exposição, incentivando os participantes a levarem lançamentos e condições especiais de pagamento aos estandes”, informa o gerente executivo da Agas, Francisco Schmidt. A partir de um levantamento prévio, a Agas estima que mais de 800 produtos, equipamentos, embalagens, sabores e versões de produtos serão apresentados durante o evento pelos 372 expositores.

            Palestras de um lado, feira do outro – Buscando evidenciar e fortalecer os espaços criados no ano passado para oportunizar a novas empresas a participação na Expoagas – o Espaço Premium e o Circuito de Negócios –, a Agas dividiu neste ano, com maior clareza, as áreas de palestras e de feira. “Transferimos o ciclo de palestras todo para o lado do Teatro do Sesi, enquanto a feira de negócios ficará concentrada nos três andares do pavilhão do Centro de Eventos”, explica o presidente da entidade. Localizado no segundo andar, o Espaço Premium congregará empresas multinacionais e grandes players das indústrias de alimentação e de higiene. Lançados na edição de 2018, os estandes do Circuito de Negócios congregarão micro e pequenas empresas em um ambiente de negócios e novas parcerias. “Este é o espírito da Expoagas, oportunizar os mesmos fornecedores a companhias de todos os portes e de todos os segmentos”, conclui Longo.

    Paralelamente à feira de negócios, a 38ª Convenção Gaúcha de Supermercados oportunizará entretenimento, reflexões e capacitação aos participantes da Expoagas 2019. Desenhado há um ano pelos organizadores, o ciclo de palestras trará ao debate temas em voga na gestão do varejo, como prevenção de perdas, gerenciamento de equipes e tecnologia, mas também assuntos atinentes ao desenvolvimento pessoal dos participantes e à conjuntura político-econômica brasileira.
   
    Entre as palestras magnas, realizadas sempre pela manhã no Teatro do Sesi, os destaques deste ano serão a jornalista Glória Maria, com o tema É preciso reinventar-se; o consultor canadense Mike Ross, que abordará o comportamento dos consumidores no ponto de venda; o filósofo, professor e escritor Clóvis de Barros Filho, propondo reflexões de vida e carreira ao público; o jornalista Alexandre Garcia, abordando perspectivas para o Brasil; e o educador físico Márcio Atalla, conhecido pelo quadro “Medida Certa”, com dicas de saúde e bem-estar. Capitaneando as programações das tardes, no dia 21, às 15h, a atriz e bailarina Cláudia Raia contará detalhes de sua trajetória e motivará os participantes na programação feminina do Agas Mulher, com a palestra Nas raias do empreendedorismo. No terceiro dia (22), será a vez do Agas Jovem, departamento da Associação que reúne e qualifica mais de 150 jovens supermercadistas do setor, promover sua programação. A atração do evento será o CEO do iFood, Carlos Eduardo Moysés, com o tema Tendências e mudanças do mercado – Case iFood.
   
    Homenagens ao modelo cooperativista e à liberdade econômica – Entregue anualmente pela Agas a um fornecedor do varejo que, com sua lisura, dedicação e relacionamento, tornou-se modelar para o segmento supermercadista do Rio Grande do Sul, a Medalha Don Charles Bird – que leva o nome do primeiro presidente da Associação – neste ano será entregue ao presidente da Cooperativa Santa Clara, Rogério Bruno Sauthier, um líder que atuou decisivamente na consolidação do modelo cooperativista e com isso contribuiu em diversas frentes para o crescimento da economia do Estado. “Queremos saudar o exemplo de Rogério Sauthier, um líder muito à frente do seu tempo que desenvolveu os pilares do associativismo para incentivar o crescimento dos cooperados”, sublinha Longo. A medalha será entregue ao homenageado na solenidade de abertura da Expoagas 2019, marcada para as 9 horas do dia 20 de agosto, no teatro do Sesi.
   
    Também na abertura, o deputado federal Jerônimo Goergen, relator da MP 881, receberá o título de Supermercadista Honorário Agas, conferido pela entidade a personalidades que desenvolveram, em sua área de atuação, um trabalho notável para o crescimento do setor supermercadista. “Como grande líder da Medida Provisória da Liberdade Econômica, Goergen é o mentor de uma espécie de Código de Defesa do Empreendedor, que possibilitará a geração de empregos, a atração de investimentos e o destravamento da economia brasileira”, informa Longo.
  

EXPOAGAS 2019
  
Dia 20 de agosto
            9h – Solenidade de abertura – Teatro do Sesi
            10h30 – Palestra magna – Glória Maria | É preciso reinventar-se | Teatro do Sesi
            12h – Abertura da feira de negócios – Centro de Eventos
            13h30 – Visita-técnica – Grupo Dimed | Asun Supermercados
       14h – Palestra – Fátima Merlin | O shopper do futuro | CAT
       15h – Seminário Jurídico – Ricardo Neves Pereira | Administração Tributária Digital | Teatro do Sesi
       16h – Oficina prática – Sinara Oliveira | Dez passos para o sucesso do relacionamento nas redes sociais | Escola móvel Agas
       16h – Palestra – Vera Zaffari | O futuro da loja física: você está preparado? | CAT
       20h – Jantar de boas-vindas | Associação Leopoldina Juvenil
           21h – Encerramento da feira de negócios

Dia 21 de agosto
       9h – Palestra magna – Mike Ross| Como vieses cognitivos afetam as decisões dos consumidores | Teatro do Sesi
       10h30 – Palestra magna – Clóvis de Barros Filho | Confiança: o motor das organizações | Teatro do Sesi
       12h – Abertura da feira de negócios – Centro de Eventos
       13h30 – Visita-técnica – Coca-Cola | Rede varejista
       14h – Palestra – Angelita Garcia | A revolução tecnológica e comportamental dos líderes e gestores de RH | CAT
       15h – Agas Mulher – Cláudia Raia | Nas raias do empreendedorismo | Teatro do Sesi
       16h – Palestra – Gustavo Fauth – Prevenção de perdas na prática: o resultado de cases gaúchos | CAT
       16h – Oficina prática – Karine Biz | Gestão ambiental e boas práticas | Escola móvel Agas
            21h – Encerramento das atividades do dia

Dia 22 de agosto
            9h – Palestra magna – Alexandre Garcia – O Brasil em 2020: cenários políticos e os impactos no consumo – Teatro do Sesi
            10h30 – Palestra magna – Márcio Atalla – Bem-estar pessoal e profissional | Teatro do Sesi
            12h – Abertura da feira de negócios – Centro de Eventos
       14h – Palestra – Clara Faro (Nestlé) | Como a transformação na categoria de cafés potencializará as vendas | CAT
       15h – Coletiva de imprensa – Balanço da Expoagas 2019 | Escola móvel Agas
       15h – Agas Jovem – Carlos Eduardo Moysés (CEO iFood) | Tendências e mudanças no mercado – Case iFood | Teatro do Sesi
       16h – Palestra – Felipe Patané (Google) | O caminho até a prateleira | CAT
       20h – Sorteio de automóvel entre os compradores da feira
           21h – Encerramento do evento

Inscrições:

Varejistas sócios Agas – R$ 30,00
Varejistas não sócios Agas – R$ 80,00
Fornecedores sócios Agas – R$ 50,00
Fornecedores não sócios Agas/ Visitantes – R$ 150,00

Jornalismo marrom

Em letras garrafais, a Zero Hora desta data, p.6, traz uma matéria sob o título “Servidores da Receita Federal reagem a interferência de Bolsonaro”. Segundo a matéria os servidores da Receita Federal estão indignados pela interferência do Planalto na possível substituição do superintendente do Rio de Janeiro e o delegado da Alfândega do porto de Itaguaí, também no Rio de Janeiro e cogitam a entrega em massa dos cargos.
Mas ao lado, em letras menores, a mesma fonte cita o que denomina “Razões da Revolta”, enumerando seis causas:
•             Suspensão pelo Ministro Alexandre Morais dos procedimentos da receita, afastando seis servidores que apuravam dados de 133 contribuintes, entre eles os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, este Presidente do STF. 
•             O STF suspendeu processos judiciais em que houve compartilhamento de dados bancários e fiscais sem prévia autorização judicial.
•             Contestação do bônus de produtividade dos servidores pelo TCU.
•             Reclamação do excesso de poder da Receita e sugestão de fatiamento do órgão pelo presidente da Câmara Rodrigo Maia.
•             Pontos da lei de abuso de autoridade que pode atrapalhar os trabalhos de fiscalização.
•             Tentativa do Planalto de interferir nas nomeações de cargos no Rio, desconsiderando as normas internas.
Como se observa são seis causas elencadas e apenas uma, a “tentativa” de interferência na nomeação de dois cargos no Rio de Janeiro, foi o que serviu de manchete aos fatos.
Além disso, se não está expresso em contrário em lei, o Poder Executivo tem todo o direito de escolher seus comandados. São cargos de confiança. Se antes era diferente, as coisas antes não iam tão bem assim. Ainda mais no Rio de Janeiro, onde a corrupção campeava solta.
As demais causas que são gravíssimas, como a intervenção do STF, da Câmara Federal, da própria lei de abuso de autoridade,  inviabilizando as ações dos servidores houve leve referência pela matéria, atestando uma total parcialidade das notícias, o que não faz bem ao bom jornalismo, que todos esperam do maior jornal do Estado.

Reclamações dos servidores da Receita

Punição de auditores: no começo de agosto, o ministro do STF Alexandre de Moraes suspendeu procedimentos da Receita e afastou dois auditores que apuraram dados de 133 contribuintes, incluindo o ministro Gilmar Mendes e a mulher do presidente do STF, Dias Toffoli.

Suspensão de processos: o STF suspendeu processos judiciais em que houve compartilhamento de dados bancários e fiscais sem prévia autorização judicial, envolvendo órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Vencimentos: o Tribunal de Contas da União (TCU) contesta o bônus de produtividade pago aos funcionários da Receita Federal. Implantado há três anos como um incentivo ao trabalho, a remuneração é fixa e paga a todos os servidores.

Risco de fatiamento: recentemente, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, criticou o que chamou de 
"excesso de poder" da Receita e cogitou o fatiamento do órgão para evitar isso.

Lei de abuso: servidores acreditam que pontos específicos da Lei do Abuso de Autoridade podem dificultar o trabalho de fiscalização da Receita.

Ingerência: a tentativa do Planalto de interferir em nomeações de cargos importantes no Rio é vista com perplexidade ao desconsiderar normas internas e colocar em risco rotinas de fiscalização em áreas sensíveis como o Porto de Itaguaí.

Safra recorde dá alento à economia


Milho é o grande destaque e terá sua produção aumentada em 23%, para 99,3 milhões de toneladas

As perspectivas para a safra de grãos 2018/2019 são favoráveis o bastante não só para ajudar a economia a sair do marasmo, como para induzir o governo a ter mais cautela ao tratar de temas afins ao agronegócio, como as políticas para o meio ambiente e os melhores caminhos para que a produtividade agrícola continue crescendo. O mais recente levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) não apenas prevê que a safra de grãos será recordista, atingindo 241,3 milhões de toneladas, como que as quantidades exportadas seguirão crescendo. O recorde anterior foi alcançado na safra de grãos 2016/2017, de 238,4 milhões de toneladas.
Enquanto a estimativa de área plantada feita pela Conab aponta para uma expansão de 2% em relação à safra 2017/2018, o volume de grãos colhidos deverá crescer 6%, mostrando utilização mais eficiente da terra. O milho é o grande destaque, pois, com expansão da área plantada de 4,3%, terá sua produção aumentada em 23%, para 99,3 milhões de toneladas. O avanço da segunda safra de milho deverá atingir 35,6%, porcentual elevadíssimo, favorecido pelo clima e pela migração de áreas de feijão primeira safra, cana-de-açúcar e pastagens.
A soja é o principal item agrícola, com produção estimada em 115 milhões de toneladas na safra em curso, e poderá se beneficiar com a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, maior importadora global. Entre julho e agosto, a Conab elevou em 3% as estimativas para exportação de soja, que poderá atingir 70 milhões de toneladas. Para o milho, a estimativa é de exportação de 34,5 milhões de toneladas, 2,9% mais do que nas previsões anteriores.
O terceiro item por ordem de importância é o arroz. A produção deve cair, mas a Conab ressalva que “o rizicultor nacional tem mantido a produção ajustada ao consumo, incrementando a produtividade com a utilização de um melhor pacote tecnológico”. Em campo positivo aparecem o algodão, o amendoim e a segunda e a terceira safras de feijão.
Produção alta e bons estoques permitem que a agricultura tenha papel decisivo para manter a inflação baixa, favorecendo o consumo das famílias. Além disso, as exportações brasileiras do agronegócio, de US$ 47,7 bilhões no primeiro semestre, dos quais cerca de 45% provêm do complexo soja, são decisivas para o superávit da balança comercial do País.

Artigo, J.R. Guzzo, Veja - Pessoas e pragas


Artigo, J.R. Guzzo, Veja - Pessoas e pragas
Ou existe tomate do jeito que ele é na vida real, com defensivos agrícolas, ou não existe tomate

Todo mundo sabe o que é um tomate. Ou melhor, falando uma linguagem mais científica: grande parte dos 7 bilhões de habitantes do planeta, talvez a maioria, sabe o que é um tomate. O que bem menos gente sabe é que o tomate é também um dos vegetais que mais recebem defensivos químicos em toda a agricultura mundial — ou “agrotóxicos”, como diz o universo ecológico brasileiro. Não muitos, enfim, sabem que os melhores tomates do mundo são cultivados na área do vulcão Vesúvio, vizinha a Nápoles, na Itália (pelo menos na opinião praticamente unânime dos italianos). O tomate dali é maravilhoso, mas não é mágico. Recebe toneladas de defensivos agrícolas todos os anos, sem falar de fertilizantes, produtos para aumentar o rendimento das culturas e intervenções genéticas de última geração. Os napolitanos não fazem isso porque gostam de gastar dinheiro com “agrotóxicos”, mas porque, se não o fizerem, os seus tomates morrerão. E aí: o que seria da pizza? E do molho al sugo? E do ketchup?

O problema não seria só com a pizza de Nápoles e do resto da Itália. Sem tomate iria acabar, do mesmíssimo jeito, a pizza da Mooca, de São José dos Ausentes e da Groenlândia, porque ninguém ainda descobriu como seria possível cultivar tomates, em volume que faça algum sentido, com a ação natural das abelhas, trato de algas marinhas e outras lendas presentes no aparelho mental da população naturalista, orgânica, vegana, e por aí afora. Você decide, então: ou existe tomate do jeito que ele é na vida real, ou não existe tomate. A lógica comum diria que é melhor deixar os tomates quietos, como eles estão — mesmo porque, ao que se sabe, pouquíssima gente morre neste mundo por comer a macarronada da mamma. Mas vá você dizer isso a um combatente a favor da alimentação natural e contra “o veneno na minha comida”. Será acusado de ser um “defensor do agronegócio”, da “indústria química”, da “ganância”, do “lucro” e daí para baixo. Mais: vai ser carimbado como retrógrado, fascista e inimigo da saúde humana em geral.

Não se trata de uma questão só de tomates. O trigo e a soja, o arroz e o feijão, o milho e a batata, e todos os alimentos produzidos em massa na face da Terra têm de receber hoje montanhas de produtos químicos para sobreviver — ou é assim ou desaparecem. O problemão, nesse caso, é como alimentar na prática os 7 bilhões de cidadãos citados acima. Não apareceu até agora uma única resposta coerente para isso. O que existe mesmo, no mundo das realidades, é a seguinte opção: ou você alimenta as pessoas ou alimenta as pragas. Pior ainda, quem vai levar na cabeça são os mais pobres, pois a maioria da população global é constituída de pobres — e, por eles serem muitos, criam o incômodo de consumir mais comida que todas as classes médias, altas ou altíssimas do mundo somadas. São eles os que vão comer menos — até porque não têm dinheiro para comprar sua janta nas lojas “biô”, orgânicas ou naturalistas do Leblon.

Nunca houve tanto agronegócio no mundo. Nunca se consumiram tanta carne, frango e outras proteínas básicas. Nunca houve tanto alimento para o homem — e nunca se produziu e vendeu tanto produto artificial para o campo. Ao mesmo tempo, jamais a população do planeta foi tão grande como hoje. Nem tão bem alimentada, até por questões legais — uma Volkswagen, por exemplo, é obrigada por lei a oferecer pelo menos dois tipos de proteína em seus refeitórios, no almoço e no jantar, todos os dias. Só consegue cumprir a lei se acha frango e boi em quantidade suficiente — e para isso frangos e bois têm de engordar cada vez mais depressa, o que é impossível sem hormônios, rações com componentes químicos, vacinas. Milhares de outras empresas brasileiras precisam, por lei, fazer exatamente a mesma coisa — ou os fiscais vão lhes socar em cima uma quantidade de multas capaz de levar até o Google à falência.

Como fica, então? Se estivessem pondo “veneno” na comida, você iria ver gente caindo morta na sua frente em cada esquina, todo dia. Em vez disso, a população só aumenta. É óbvio que o uso da química, biogenética e outras tecnologias na agricultura é uma questão de doses certas, produtos de qualidade, mais segurança quanto aos seus danos potenciais à saúde, mais competência no manejo. Mas nunca, também, houve progressos tão espetaculares na melhoria científica dos adubos, pesticidas, transgênicos e tudo o mais que se põe nas lavouras. São os fatos. A alternativa é voltar à Idade da Pedra, quando a alimentação era 100% natural — e o sujeito precisava ter uma sorte do cão para chegar vivo aos 30 anos de idade.

O Sínodo da Amazônia vem aí para defender o congelamento da situação econômico-social da Amazônia


O Sínodo para a Amazônia que o Vaticano pretende realizar, de 6 a 27 de outubro, é o assunto que mais tira do sério os militares, denuncia neste domingo o site Alerta Total, em artigo assinado por Jorge Serrão.

Leia tudo:

 O evento tem tudo para ser a grande crise diplomática do Governo Bolsonaro, no curto prazo. No Palácio do Planalto e no “Forte Apache” (sede do comando do Exército Brasileiro), a expectativa é que a Santa Sé cancele o encontro que tem como relator escalado o Arcebispo de São Paulo, Dom Cláudio Hummes. Vem aí a “canelada-anunciada”: Jair Messias Bolsonaro x Papa Francisco, com diplomatas e generais no ringue...

No site oficial do Instrumentum Laboris(http://www.sinodoamazonico.va), o Vaticano “vende” o evento como “um grande projeto eclesial, cívico e ecológico que visa superar confins e redefinir as linhas pastorais, adequando-as aos tempos atuais”. O texto acrescenta: “Nove países compartilham a Pan-amazônia: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa e nesta região, importante fonte de oxigênio para toda a Terra, concentra-se mais de um terço das florestas primárias do mundo. É uma das maiores reservas de biodiversidade do planeta, abrigando 20% da água doce não congelada”.

A publicação oficial do Vaticano apenas relata: Em 15 de outubro de 2017, o Papa Francisco convocou a Assembleia Sinodal para a Pan-amazônia indicando como finalidade principal “encontrar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, sobretudo dos indígenas, muitas vezes esquecidos e sem a perspectiva de um futuro sereno, também por causa da crise da floresta Amazônica, pulmão de importância fundamental para o nosso planeta”.

Entre os Generais brasileiros, circula um paper que resume a crítica geral ao Sínodo para Amazônia. O Alerta Total reproduz a mensagem:

Divide-se em três partes, que abordam as seguintes temáticas: “A voz da Amazônia entendida como escuta daquele território”, “Ecologia integral” e “Igreja com o rosto amazônico”.

Em seu conjunto, trata-se de um repositório de metáforas construído em torno da ideia-força sintetizada no conceito de “ordem integral”.

A “ordem integral” é uma ideia abstrata que pretende congelar a situação econômica e social existente, mas omite a verdadeira intenção política.

A manobra psicológica proposta pretende mobilizar as minorias indígenas e quilombolas dispersas no território e nas periferias dos grandes centros, com a finalidade de “sufocar” a cultura da maioria.

Os organizadores parecem ignorar a composição da massa populacional nativa, de cerca de 70% de mestiços, 25% de brancos e apenas 5% de minorias.

O apelo à “ecologia integral” relativiza os valores cristãos, submetendo-os à prevalência dos paradigmas culturais paleolíticos das etnias remanescentes.

Omite qualquer alusão ao esforço civilizatório imposto no passado pela própria Igreja, que resultou na superação dos paradigmas do tribalismo e da antropofagia, embora ainda persista em muitas tribos o costume do infanticídio dos bebês deficientes.

Em síntese, o discurso do “Instrumentum Laboris” subverte a ordem política, econômica e social dos estados pan-amazônicos, sem revelar o propósito político-institucional dos organizadores.  

O Alerta Total acrescenta: Definitivamente, por trás dos panos, a reunião – supostamente religiosa, católica -, na verdade é uma interferência indevida, uma agressão à soberania brasileira. No entanto, o bom senso de realidade nos obriga a admitir que o Brasil exerce, ainda muito mal, sua soberania sobre a Amazônia que nossos antepassados duramente conquistaram. Há muito que fazer para “conservar a Amazônia para os brasileiros” – como bem pregava o saudoso Almirante Roberto Gama e Silva, frisando sempre que empregava o correto verbo “conservar” e não o “onguístico” termo “preservar”.

No caso da Amazônia, Bolsonaro já endureceu o discurso contra os “sabotadores transnacionais”. No entanto, é preciso ir muito além do mero discurso nacionalista. O Brasil tem de avançar com o Programa Barão do Rio Branco – que tem potencial para impulsionar um mercado interno para integrar a Calha Norte do Amazonas, Amapá e Roraima, estendendo a BR-163 até a fronteira com o Suriname. Será construída a Ponte Barão do Rio Branco e implantado um sistema de transporte modal hidro-rodo-ferroviário estratégico na região.

Bolsonaro deve centrar seus discursos no Programa Barão do Rio Branco, e não perder tempo com as repetidas e previsíveis críticas canalhas dos falsos e bem remunerados ambientalistas – há muito especializados em produzir notícia negativa, mundo afora, contra a missão brasileira deconservar a Amazônia, explorando-a de maneira realmente sustentável e respeitando a rica diversidade ambiental.

Como repórter, já fiz algumas grandes reportagens na Amazônia. É inenarrável a vivência de quem passou quatro horas no meio da selva, em absoluto silêncio numa canoa, observando o magnífico cenário ao redor. Nestas aventuras, sempre me incomodou a vergonhosa constatação da perigosa, imperdoável e criminosa ausência do Estado brasileiro na maior parte da Amazônia. Ela é nossa? Claro que sim! Por isso, não podemos mais dar mole!

É essa passividade em relação à Amazônia que o Brasil tem de mudar. Na prática, na vida real, e não só no discurso ufanista, “nacionalista”...