Federação PSDB-Cidania permite dobradinha Any Ortiz+Ramiro Rosário

Na última sexta-feira (1º), PSDB e Cidadania registraram em cartório o pedido formal de uma federação partidária entre as siglas. No RS, a primeira parceria entre os partidos surgiu neste domingo, 3. A deputada estadual Any Ortiz (Cidadania) e o vereador Ramiro Rosário (PSDB) acertaram uma dobradinha para as eleições deste ano, já tendo em vista a aprovação da federação entre seus partidos, que ainda precisa ser validado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Any vai disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados e Ramiro à Assembleia Legislativa. “Temos afinidade ideológica e programática”, diz Ramiro, que também é vizinho de porta de Any Ortiz. “Além de fisicamente, estamos muito próximos nas pautas que defendem o empreendedorismo, a livre iniciativa e a reforma do Estado”, comenta a deputada.

 

SAIBA MAIS

Aprovada em agosto passado pelo Congresso, a federação é uma novidade das eleições deste ano e prevê que dois ou mais partidos passem a atuar de forma conjunta e unitária por, no mínimo, quatro anos. Nessa modalidade, não é preciso fundir os partidos em uma única legenda. Diferentemente das coligações, as federações duram além da eleição. Pela atual composição da Câmara, a federação PSDB/Cidadania será a oitava bancada, com 31 deputados.

 

O pedido de registro da federação PSDB/Cidadania foi protocolado no 1° Ofício de Registro Civil, Títulos e Documentos e Pessoa Jurídica do Distrito Federal. As legendas têm até 31 de maio para enviar o processo completo ao TSE.

Artigo, Renato Sant'Ana - O fenômeno Anitta: um ponto de vista analítico

O repórter Rodrigo Oliveira apresentava um programa de esportes na Rádio Gaúcha quando, sem mais nem menos, passou a fazer a apologia da cantora Anitta. Nem pensei que houvesse um "motivo oculto". Mas achei aquilo muito estranho e fiquei com antenas ligadas.

Dias antes, ela havia tido a música mais acessada em todo o mundo no Spotify. E ele falou do "orgulho para os brasileiros", comparou-a com Ayrton Senna e adjetivou de "genial" o "talento" de Anitta.

Talvez ela seja a sucessora de Villa-Lobos ou, vá lá, de Tom Jobim...

Aí lembrei que jornalistas são profissionais da palavra. E me veio a reação de Ariano Suassuna em caso análogo: se o adjetivo para essa pessoa é genial, que palavra usar para adjetivar alguém como Beethoven?

Em termos musicais, qual é a contribuição estética de Anitta? Qual de suas letras tem alguma relevância? Porque essa é, sim, a questão, em se tratando de avaliar o talento de alguém que compõe e interpreta.

Acaso o talento pode ser medido pelo número de acessos no Spotify? Aliás, será que Anitta venderia tanto sem a sua "performance pubiana"?

Duvido que uma obra-prima venha a ser top no Spotify. A massa (triste maioria) prefere o bizarro ao sublime, o excitante ao instigante, o prazer imediato ao esforço construtivo. E o interesse comercial do Spotify investe nessa maioria... Dirão que esse dado é irrelevante?

Por conhecer a figura, encarei com reserva aquela fala: Anitta é útil à "desconstrução cultural" arquitetada pela Escola de Frankfurt, da qual ela não tem a menor ideia (nem o repórter!). E aquela apologia era uma propaganda para tornar desejável um produto repulsivo.

Porém, não se trata, frise-se, de julgar a pessoa, mas de analisar um trabalho e um comportamento que têm grande repercussão social.

Fui para a internet, claro. De cara, encontrei uma tentativa de inibir os críticos: "quem critica Anitta não aceita o seu sucesso", dizem. Não é o meu caso. Fui em frente. E logo conheci "Envolver", gravada em espanhol, a degenerescência que alçou Anitta ao topo do Spotify.

Que dizer? Em termos rítmicos, aquilo é simplesmente desprezível: qualquer desapetrechado é capaz de, batucando numa mesa de bar, imitar aquela batida por demais simplória e sem graça.

Em termos melódicos, é sofrível, com efeitos editados no computador e sem nenhuma inspiração (nem cabe falar de "harmonias").

O pior, porém, é a letra: como as demais de sua lavra que examinei, fala de "acasalamento", não de vínculo; da ditadura dos instintos, não de amor. Ou seja, tira do sexo o que possa haver de amoroso e delicado para reduzi-lo a uma relação de consumo em que "o outro" é mero objeto para a satisfação de desejos viscerais e de fantasias egoístas.

Na "obra musical" dessa moça, que vem naturalizar a falta de limites, mulheres se comportam como fêmeas no cio; homens, como machos guiados por feromônios - sempre a exaltação do lado animal, não do humano.

A arte, com o idioma da sensibilidade, revela realidades e instiga o pensamento, elevando o espírito. Já o produto que Anitta comercializa só apela aos instintos e excita os sentidos para despertar no público consumidor o que lhe é mais primitivo. Tanto pior para as mulheres...

O que acontecerá com a cabeça de quem repete, repete, repete suas letras e suas fantasias? Alguém sabe? O que hoje é sabido, sim, é que, seja numa situação real, seja numa imaginária, nosso cérebro reage da mesma forma. Isso é neurociência! Sejamos responsáveis, pois!

É no mínimo esdrúxulo que gente "com escolaridade" (não diria "culta"), atenta ao politicamente correto, tenha-lhe admiração por considerá-la um "case" de marketing, isto é, por ela ter muita astúcia para ganhar e administrar seu dinheiro. Quanto ao produto do seu negócio, nada!

Por fim, entendi tudo. Descobri que havia um "motivo oculto". A opinião do repórter da Gaúcha (igual à do pessoalzinho do Fantástico) vinha do fato de que Anitta quis liderar uma campanha contra Bolsonaro.

Bem, desse jeito, com tanta gente depravada a tomar partido contra o presidente da República, ele é bem capaz de ser reeleito.

 

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.

E-mail:  sentinela.rs@outlook.com

Guerra da Ucrânia e efeitos sobre o Brasil

- Esta análise é da equipe de economistas do Bradesco, conforme newsletter deste sábado. 

Decorrido pouco mais de um mês do início do conflito na Ucrânia, os efeitos para o Brasil são

ambíguos. De um lado, o menor crescimento global, a elevação da inflação e os potenciais

problemas na importação de fertilizantes sugerem um menor crescimento e preços mais elevados

no médio prazo. De outro, o ganho de termos de troca em um contexto de baixos riscos de

solvência favorece a apreciação da moeda, melhora das contas públicas e menor aversão ao risco,

que atuam na direção de maior crescimento e mitigação de riscos inflacionários. Nesse contexto, o

efeito líquido deve ser mais crescimento, inflação e juros.

o O choque surge em um contexto de inflação corrente acima das expectativas, com altas

mais disseminadas e núcleos pressionados. Revisamos nossa expectativa de IPCA para alta de

6,9% em 2022, com reflexos inclusive sobre a projeção para 2023, agora em 3,9%.

o Entendemos que o BC buscará encerrar o ciclo de alta de juros em 12,75%, mas o contexto de

inflação mais pressionada exigirá juros médios elevados por mais tempo. Assim, postergamos

o início do ciclo de corte de juros para o segundo trimestre de 2023 e elevamos a projeção para a

taxa terminal do próximo ano para 9,0%.

o A atividade econômica, por sua vez, vem mostrando resiliência neste primeiro trimestre de

2022. Acreditamos que essa dinâmica é capaz de induzir um crescimento ao redor de 1% neste ano,

a despeito dos efeitos da inflação sobre a renda

Artigo, Gilberto Jasper - Interpretação de texto

Jornalista / gilbertojasper@gmail.com

          Sim, sou “das antigas”, profissional do tempo em que um jornalista precisava cursar faculdade, conquistar um diploma para só depois ir à luta no mercado de trabalho, ganhar experiência e apor o nome em uma reportagem. Havia pouco espaço para notícias destinado a alguns poucos “iluminados” para fazer reflexões, emitir opiniões e pautar a opinião pública.

         Em 2022 chegamos ao extremo oposto destas restrições e formalidades para a função de “comunicador”. Basta ter um celular para se transformar em um “influenciador”, palpiteiro ou apenas em uma pessoa com más intenções para vender notícia falsa ou se autopromover. Ou fabricar fake news, estrangeirismo da moda que passa a ideia de notoriedade aos mentirosos tecnológicos.

         A pressa, a disputa por espaço, a vaidade e a necessidade permanente de ostentação fizeram da informação um produto disputado mundialmente, cada vez mais vilipendiado e desvalorizado. Não há tempo para checar a veracidade dos conteúdos, de pesquisar os protagonistas envolvidos e – pasmem! –descobrir se o fato que gerou a manchete realmente aconteceu.

         Além da duvidosa veracidade da maioria das notícias, o jornalismo moderno tem sido acometido de um mal crônico que assola o planeta: a incapacidade no que diz respeito à interpretação de texto. A maioria das pessoas lê apenas a primeira linha para elaborar um juízo de valor sobre o fato e disseminar sua opinião mundo afora.

Um equívoco veiculado na internet é um erro impossível de ser sanado. Jogada no mundo virtual uma mentira tem poder devastador, semelhante a uma pandemia, disseminada em segundos, sem vacinas ou uso de máscara para minimizar os efeitos.

Tão cedo não haverá mudança de comportamento. Em redes sociais não há critério, método, instrumento capaz de reduzir a estupidez humana. Mentir é do gênero humano, mas o que revolta é a proliferação de distorções difundidas por colegas, jornalistas. Com ou sem diploma – uma controvérsia sem fim! – eles se prestam a fazer “comunicação” ideológica, política ou para beneficiar grupos, partidos, empresas e segmentos.

Leigos que usam a internet para destilar ódio e inverdade são pessoas comuns que estão à nossa volta, mas isso é inadmissível para alguém que deveria ter um mínimo de compromisso com a verdade.

Há alguns anos, quando a tecnologia começou a invadir nossas vidas, alguém afirmou:

- Incrível como a internet aumentou o número de idiotas no mundo!

Um observador mais atento retificou:

- A internet apenas deu voz e espaço aos idiotas sempre atentos para distorcer, mentir, iludir, semear a cizânia.

Bingo!

 


Produção industrial brasileira cresceu 0,7% na passagem de janeiro para fevereiro

A produção industrial brasileira cresceu 0,7% na passagem de janeiro para fevereiro deste ano. A alta eliminou apenas parte da perda de 2,2% ocorrida na passagem de dezembro para janeiro. O dado, da Pesquisa Industrial Mensal, foi divulgado hoje (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


De acordo com a pesquisa, a indústria também acumula altas de 0,4% no trimestre e de 2,8% em 12 meses. Na comparação com fevereiro do ano passado, no entanto, houve queda de 4,3%. O acumulado do ano também tem perda de 5,8%.


A alta de janeiro para fevereiro atingiu 16 dos 26 ramos pesquisados pelo IBGE, com destaque para indústrias extrativas (5,3%) e produtos alimentícios (2,4%).


“O setor extrativo teve queda importante em janeiro, por causa do maior volume de chuvas em Minas Gerais naquele mês, o que prejudicou a extração do minério de ferro. Com a normalização das chuvas, houve regularização da produção. Já o setor alimentos teve seu quarto mês positivo de crescimento, acumulando no período ganho de 14%. Em fevereiro, os destaques foram a produção de açúcar e de carnes e aves, dois grupamentos importantes dentro do setor de alimentos”, disse o pesquisador do IBGE André Macedo.


Também tiveram altas importantes os produtos farmoquímicos e farmacêuticos (12,7%), os veículos automotores, reboques e carrocerias (3,2%), a metalurgia (3,3%) e as bebidas (4,1%).


Por outro lado, dez atividades tiveram perdas de janeiro para fevereiro, entre elas coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,8%) e celulose, papel e produtos de papel (-3,4%), que causaram os principais impactos em fevereiro.


As quatro grandes categorias econômicas da indústria tiveram crescimento no período, com destaque para bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (1,9%).


Os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo, tiveram alta de 1,6%. Entre os bens de consumo, houve crescimento de 1,5% nos semi e não duráveis e 0,5% nos duráveis.

Mudanças no secretariado de Porto Alegre

 Cezar Schirmer vai se apresentar à convenção do MDB como candidato a candidato ao Piratini.

Respeitando o prazo de desincompatibilização previsto na legislação eleitoral, a Prefeitura de Porto Alegre terá alterações no secretariado. 

No primeiro escalão, deixam as pastas os titulares das secretarias municipais de Planejamento e Assuntos Estratégicos (SMPAE), Cezar Schirmer, e de Obras e Infraestrutura (SMOI), Pablo Mendes Ribeiro. Assumem interinamente os adjuntos Urbano Schmitt, na SMPAE, e Rogério Baú, na SMOI. 

No âmbito dos adjuntos, sairão do governo os gestores do Esporte, Lazer e Juventude, Felipe Tisbierek - que será substituído por Nelson Beron (então-adjunto no Departamento Municipal de Habitação - Demhab) -; Luciano Marcantônio, entrando José Natal; e Camila Nunes, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus). No Demhab, no lugar de Nelson Beron, é nomeado Luciano Vieira. O coordenador da Vigilância em Saúde, Fernando Ritter, também deixará o cargo, permanecendo no quadro de servidores da Secretaria Municipal de Saúde

Entrevista de Bia Doria

Bia Doria, a primeira-dama paulista, diz que a desistência do marido de disputar a Presidência, anunciada na manhã desta quinta-feira (31), foi um "grande alívio, a proteção da minha família".

"Quero meu marido de volta em casa. Ele tem que voltar para casa, preciso dele íntegro para cuidar da família, dos filhos. Nosso patrimônio está se dilapidando, nossa família estava sendo ameaçada, o povo joga bomba, joga coisas na nossa casa. Não sei de onde vem essa raiva de quem trabalha. Nós estamos sendo ameaçados de vida."

Bia afirma que não participou da tomada de decisão que abalou o mundo político e pode mudar os rumos da eleição presidencial.

"Ele refletiu sozinho, estava muito magoado com tudo, uma coisa estranha. E então dialogou conosco", ela diz, mas depois afirma ter incentivado a desistência. "Falei para ele terminar o mandato e voltar para a família, voltar para nós, o desgaste é insano."

Ela não quer, inclusive, que o marido volte para a vida política depois do atual mandato de governador. "Não quero mais um futuro político. Se depender de mim e dos filhos, política nunca mais."

Essa desilusão com a política se estende a todo o panorama atual. "O que está aí não me representa", diz Bia, acrescentando que votará em branco para o resto da vida. "O problema são os políticos velhos, enraizados, os políticos antigos que não aceitam novas ideias, uma nova liderança."

A primeira-dama não quis citar nomes de adversários políticos do marido, mas se ressente da forma como o governo João Doria foi avaliado. "Cadê o reconhecimento do povo paulista? Ele lutou pelas vacinas para salvar vidas, e os mercenários queriam que ficasse aberto o comércio."

Sobre o atual quadro político e o apoio à eleição de Bolsonaro em 2018, Bia Doria diz que ela e o marido sabiam "desde o início que Bolsonaro era uma loucura". "Nós votamos no Bolsonaro achando que poderia haver uma mudança, mas nunca mais.