Preços dos imóveis de Porto Alegre

 Os preços dos aluguéis de imóveis em Porto Alegre tiveram alta de 0,63% em outubro ante setembro, atingindo a média de R$ 31,52 por metro quadrado, segundo dados do Índice de Aluguel QuintoAndar Imovelweb, divulgado esta manhã. É o maior valor da série histórica do indicador, iniciada em maio de 2019.

No acumulado de 12 meses, o aumento foi de 14,28%.

O crescimento dos preços está espalhado por todas as regiões de Porto Alegre. Dos 42 bairros analisados, 38 tiveram valorização nos últimos 12 meses, o equivalente a 90% das regiões da cidade. No período, o Partenon registrou a maior valorização, com 51,7% de aumento no preço do metro quadrado. O bairro da região Leste é seguido por Jardim Botânico (51,1%), Petrópolis (38,7%), Cidade Baixa (38,7%) e Auxiliadora (37,8%). 

Estes são os 10 bairros mais caros de Porto Alegre:

1 Três Figueiras - R$ 58,9 2 (por metro quadrado)

2 Praia das Belas - R$ 45,5 

3 Mont’ Serrat - R$ 44,7 

4 Petrópolis - R$ 44,0 5

5 Jardim Botânico - R$ 43,5 

6 Moinhos de Vento - R$ 43,2 

7 Auxiliadora - R$ 43,1 

8 Boa Vista - R$ 40,6 

9 Chácara das Pedras - R$ 40,2 

10. Cidade Baixa - R$ 39,7 

Comissão aprova prioridade para alimentos in natura ou minimamente processados nas refeições de hospitais

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que estabelece prioridade de uso de alimentos in natura ou minimamente processados nos hospitais públicos ou privados, para as refeições oferecidas aos pacientes.

 

Segundo a proposta, regulamento disporá sobre a definição e a classificação de alimentos in natura ou minimamente processados para o cumprimento da norma. 

 

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Osmar Terra (MDB-RS), ao Projeto de Lei 2850/19, do deputado Felipe Carreras (PSB-PE). O projeto original torna obrigatório o uso exclusivo de alimentos in natura e minimamente processados em hospitais. O relator ajustou o texto para que esse uso seja preferencial:

 

  - Parece-nos interessante que se determine em lei que hospitais ofereçam prioritária e preferencialmente alimentos in natura ou minimamente processados, sabidamente com maior valor nutritivo -, afirmou Osmar Terra. 

 

Guia Alimentar Brasileiro

De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, alimentos in natura são aqueles obtidos diretamente de plantas (como folhas, legumes, verduras e frutas) ou animais (como ovos e leite) e adquiridos para consumo sem que tenham sofrido qualquer alteração após deixarem a natureza.

 

Já o minimamente processados, conforme a mesma publicação, são aqueles alimentos que, antes de sua aquisição, foram submetidos a alterações mínimas. São exemplos: grãos secos, polidos e empacotados ou moídos na forma de farinhas, e cortes de carne resfriados ou congelados.

 

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadani

 


Governadores do Sul e do Sudeste querem redução da dívida

 Os governadores Eduardo Leite (ao lado de Haddad, na foto),Tarcísio de Freiras (SP), Jorginho Mello (SC), Cláudio Castro (RJ), Carlos Massa Ratinho Junior (PR), e o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões estiveram com o ministro da Economia para pedir renegociação das suas dívidas com a União. Os Estados integram o Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud).

Eles querem alteração nos indexadores da dívida dos Estados com a União. No modelo atual, os pagamentos, no final do RRF, irão passar de 10% da receita corrente líquida das unidades federativas, caso do Rio Grande do Sul. 

Hoje, os Estados pagam encargos iguais a Selic que se dividem em juros de 4% anuais que são pagos dentro das prestações e o restante vai para o saldo devedor dos contratos por meio do Coeficiente de Atualização Monetária (CAM).

Com isso, as dívidas sobem muito rápido. No caso do Rio Grande do Sul, com um estoque de R$ 90 bilhões, já se calcula uma alta de mais R$ 10 bilhões no montante da dívida, por conta dessa regra envolvendo a indexação com IPCA atrelado à Selic.

ISSQN para construção civil

 Já está na Câmara de Porto Alegre o Projeto de Lei Complementar que ajusta o cálculo do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) para a construção civil e para os serviços de exploração de rodovia mediante cobrança de preço ou pedágio dos usuários.

É uma adequação à legislação federal e à jurisprudência mais recente. Isto significa que a base de cálculo do ISSQN para estes serviços não permitirá mais deduções presumidas, e autorizará somente a dedução dos materiais produzidos pelo prestador do serviço fora do local da obra e comercializados com a incidência do ICMS.

O projeto também busca reduzir a alíquota do ISSQN de 4% para 2,5% até 31 de dezembro de 2038, como forma de não majorar a carga tributária da construção civil pela revogação da modalidade de receita presumida como preço do serviço.

Para os serviços de exploração de rodovia, a proposta visa harmonizar a legislação municipal com a Lei Complementar nº 116/2003, que rege o ISSQN, removendo redução na base de cálculo existente no município, que está em desacordo com a norma federal.

Dica do editor - No RS, mortalidade por doenças crônicas é 42% maior na população masculina

 Neste Novembro Azul, mês em alusão à saúde do homem, chama a atenção os altos índices de mortalidade masculina por doenças crônicas não transmissíveis. Segundo dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade prematura – entre 30 e 69 anos – de homens no Rio Grande do Sul por agravos não transmissíveis (diabetes mellitus, neoplasias, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias crônicas) é 42% maior do que a da população feminina.

A seguir, mais informes na reporragem do jornalista José Luís Zasso, da secretaria gaúcha da Saúde;

 Em 2022, a taxa estimada foi de 362,7 para cada 100 mil habitantes no Estado, sendo de 427,8 para homens e de 300,5 para mulheres. Entre as macrorregiões de Saúde do Estado, a Sul apresenta as maiores taxas de mortalidade, tanto na população masculina (542,6 por 100 mil) quanto na feminina (392 por 100 mil). A maior diferença entre homens e mulheres é percebida na macrorregião dos Vales, onde a taxa de mortalidade dos homens é 54% maior – sendo 457,9 por 100 mil entre os homens e 296,8 por 100 mil entre as mulheres. 

No Brasil, dados levantados até setembro de 2023 sobre a Atenção Primária demonstram que somente 33% dos atendimentos realizados são para homens. No Rio Grande do Sul, o número é de 35%. “A população masculina busca menos os serviços de saúde, o que impacta os dados”, explica a especialista em saúde da Política Estadual de Saúde do Homem da SES, Talita Donatti.

Artigo, Luciano Ramos Volk- Reforma tributária: nas mãos das prefeituras, IPTU deve aumentar e gerar maior judicialização

Luciano Ramos Volk é adogado*

A reforma tributária aprovada na Câmara dos Deputados, além de alterar a forma como é feita a tributação sobre o consumo, reverberá igualmente na arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), por meio do dispositivo da PEC nº 45 que autoriza os prefeitos a mudar o valor do imposto sem precisar da prévia aprovação da Câmara dos Vereadores.

Isso porque a proposta de emenda à Constituição (PEC) 45/2019 prevê a possibilidade de alteração da base de cálculo do IPTU por meio de decreto, a partir de critérios gerais previstos em lei municipal.

Ou seja, não há garantia de manutenção da carga tributária do IPTU, de modo que os prefeitos poderão alterar livremente a sua base de cálculo, numa flagrante ofensa ao princípio da legalidade.

Como favas contadas, em várias cidades o IPTU  aumentará, ao mesmo tempo em que, em paralelo, muito provavelmente subirá a judicialização do tema, por parte dos proprietários inconformados com tal mudança.

Aliás, o IPTU atualmente já representa a maior quantidade de questionamentos na Justiça, segundo o Diagnóstico do Contencioso Judicial Tributário Brasileiro: responde por 25% das ações judiciais. Mais do que os 16% do ICMS, por exemplo.

O IPTU e o ISS são os dois únicos impostos diretos que o Município pode cobrar de seus munícipes, sendo certo que o IPTU incide sobre o metro quadrado, em processo que depende de aprovação de projeto de lei, para que sejam feitas alterações nas respectivas cobranças e valores.

Muito embora corresponda a menos de 3% da carga tributária brasileira, o IPTU é sem dúvidas o mais impopular, circunstância comprovada pela recente pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Concentrando-se nos imóveis mais valorizados, a exigibilidade de tal imposto é transparente, mas muitas das vezes incompreendida, por se basear em parâmetros irreais.

E com a PEC 45, as prefeituras terão mais flexibilidade para reajustar o IPTU, permitindo-se, com isso, que  o Poder Executivo aumente a carga tributária com mais frequência.

Por fim, a alteração da norma pode abrir espaço para uma guerra fiscal entre municípios vizinhos que queiram conquistar novos contribuintes.

De fato, para atrair mais empresas para o seu município, o alcaide poderá editar um decreto reduzindo a base de cálculo do IPTU, beneficiando indústrias e empreendimentos, incrementando a sua arrecadação, com a diminuição das dos municípios vizinhos.

A briga entre os Estados deverá, muito em breve, se repetir com as cidades, a depender do arrojo dos chefes dos executivos municipais.

Vale a pena conferir.

 

*Luciano Ramos Volk é advogado, sócio do VGF Advogados e um especialista no tema.






 



Brasil ameaça Israel com sanções, diz o G1. Israel ignora o governo Lula da Silva.

O governo brasileiro emitiu sinais nos bastidores, por meio de interlocutores, de que não está nada satisfeito com a demora dos governos do Egito e de Israel para a liberação dos brasileiros situados em Gaza. 

De acordo com a jornalista Daniela Lima, do g1, "interlocutores do Brasil sobem tom e avisam que, se algo ocorrer aos 34 brasileiros que estão em gaza e não são autorizados a sair, relação com Israel ficará 'insustentável'".  Diz a jornalista:

- Nesse cenário, o time de Lula enviou um recado a Israel: se algo acontecer com os 34 brasileiros que estão na zona de conflito, as relações diplomáticas se tornarão insustentáveis.

O Egito, que controla a passagem de Rafah, saída do território palestino, divulgou nesta terça-feira (7) a quinta lista de estrangeiros autorizados a saírem de Gaza. O que se sabe é que, além do Egito, Israel também vistoria a lista, para evitar que combatentes do grupo Hamas deixem o local.