Opinião do editor - É preciso ter cautela, aguardar um pouco e perceber os desdobramentos da decisão de Trump sobre Moraes

A retirada da aplicação da Lei Magnitsky sobre Alexandre de Moraes e sua mulher Viviane Barci de Moraes por parte do governo Trump, deve ser analisada com cautela.

O editor tem experiência política e conhecimento demais para achar que a decisão americana foi em troca de nada.

Isto não se sabe até este momento, 15h11min, mas o caso tem a ver com concessões que o consórcio STF+Governo do PT comprometeram-se a fazer, envolvendo situações que podem estar relacionadas com a crise da Venezuela, o caso Bolsonaro e o realinhamento do governo brasileiro com os interesses geopolíticos e econômicos dos Estados Unidos.

Tudo isto em conjunto ou separadamente.

No caso da Venezuela, as concessões do governo lulopetista já são conhecidas:1) Parou de esbravejar e tentar articulações para se opor à derrubada de Maduro. 2) Já concordou em receber Maduro, ainda que em trânsito. Isto só não vê quem não quer ver. No quesito geopolítico, o governo lulopetista parou de fustigar o dólar e de se articular no chamado bloco Sul-Sul.

Há pouco, o deputado Eduardo Bolsonaro, que está refugiado nos Estados Unidos, usou 4 enxutas linhas para registrar o fato, mas sem aprofundar a análise e nem criticar a decisão. Ele apenas registrou o fato e agradeceu pelo que o governo Trump fez para ajudar a oposição.

Deputado denuncia perseguição política, explica ponto a ponto sua versão sobre a investigação e afirma que o objetivo é impedir sua chegada ao Senado.

Nesta quinta-feira (11), o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) divulgou um vídeo no qual faz todos os esclarecimentos sobre as acusações que vem sofrendo após ser indiciado pela Polícia Federal, em um inquérito conduzido sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Em tom de indignação, o parlamentar classificou o processo como “um escárnio” e afirmou que está sendo alvo de uma ação “sem lógica, sem provas e cheia de contradições”.


Gayer ironizou o anúncio do indiciamento: “Realmente, me descobriram. Minha casa caiu. Descobriram a minha associação criminosa: esconder uma escola de inglês dentro do meu escritório político… e uma lojinha de roupa online que nunca vendeu nada.” Para ele, trata-se de uma narrativa artificial destinada a criminalizar fatos absolutamente legais que antecedem sua atuação como deputado federal.


Segundo o parlamentar, o caso chegou às mãos de Alexandre de Moraes por uma justificativa “surreal”: “A PF disse que eu financiei o 8 de janeiro com cota parlamentar antes de virar deputado. Eu teria viajado no futuro, assumido como parlamentar e voltado no tempo para financiar o 8 de janeiro. É a primeira vez na história que isso acontece.”


A cronologia apresentada pelo deputado


Gayer detalhou toda a trajetória do imóvel que hoje abriga seu escritório político. Em 2013, ele abriu em Goiânia uma escola de inglês que funcionou até 2020, quando, devido à pandemia, foi convertida para o formato 100% online e deixou de operar fisicamente.


“Quando fechamos o espaço físico, todos os professores e a equipe passaram a trabalhar de casa. A escola não existia mais presencialmente. Mas, ao entregar o imóvel em 2020 e depois alugá-lo novamente em 2022, para montar o escritório político, eu esqueci de alterar o contrato social que ainda constava com o antigo endereço.”


Segundo o deputado, esse detalhe burocrático tem sido utilizado para sustentar a acusação de que o local seria uma escola clandestina financiada indevidamente com cota parlamentar.


Ele explica que, em 2022, ainda sem mandato, voltou a ocupar o mesmo imóvel — agora para instalar o “Bolsoponte”, um estúdio de podcast e ponto de venda de produtos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.


“Eu não usei fundo eleitoral. Recusei um milhão e meio. Fiz campanha com meu dinheiro. E muitas vezes o que me ajudava eram as vendas de bandeiras, bonés, camisetas. Transformar isso em crime é uma piada.”


O indiciamento do filho e a “lojinha de roupas”


O deputado também criticou o fato de seu filho ter sido incluído no indiciamento por ser o responsável formal por uma pequena loja virtual criada à época da campanha.


“Era uma lojinha online que nunca deu certo. Eu divulgava, mas meu filho não sabia vender. E mesmo assim indiciaram um menino de 22 anos, trabalhador, que nunca fez nada de errado. Estão destruindo inocentes para tentar chegar até mim.”

 Agente infiltrado e contradições no inquérito


Segundo Gayer, um agente da PF visitou o escritório político disfarçado para tentar confirmar se o local funcionava como escola de inglês — o que, segundo ele, derruba toda a tese da acusação.


“A recepcionista disse claramente: ‘aqui não é escola de inglês’. O agente registrou isso no inquérito. Mesmo assim, Alexandre de Moraes decidiu me indiciar. Não existe prova alguma de que ali funcionava uma escola. É tudo uma construção fantasiosa.”


Acusação envolvendo OSCIP e narrativa sobre emendas


O deputado também contestou outra acusação, relacionada ao apoio à criação de uma OSCIP que, segundo ele, jamais recebeu qualquer recurso público:


“A esquerda tem centenas de ONGs. A direita não tem nenhuma. Quando um assessor sugeriu ajudar alguém a criar uma OSCIP, eu concordei. A transação que fiz foi para ajudar na regulamentação e contabilidade. Essa OSCIP nunca recebeu emenda e nem está apta a receber. Mesmo assim, Moraes escreveu que eu estaria preparando um esquema futuro para desviar emendas. Eu não uso emendas parlamentares.”


Busca e apreensão antes da eleição


Gayer classificou como “bizarra” a busca e apreensão realizada em sua casa, na véspera da eleição de 2022:


“Eles alegaram que meu escritório era uma escola de inglês, mas não fizeram busca no local que supostamente seria o crime. Fizeram na minha casa para pegar meu celular. Isso nunca foi investigação — foi tentativa de intimidação.”


Motivação política e tentativa de barrar sua candidatura


O deputado afirma que o objetivo da operação é impedir sua chegada ao Senado:


“Estou em primeiro lugar nas pesquisas. Sou um dos que mais fala abertamente sobre o impeachment de Alexandre de Moraes. Eles vão fazer de tudo para impedir que eu chegue lá.”


Mesmo assim, garante que continuará enfrentando o que chama de abuso de autoridade:


“A imprensa vai sambar e dançar em cima disso, como sempre faz com qualquer pessoa de direita. Mas eu não vou parar. Não vou calar a boca. Nós vamos chegar ao Senado e resgatar este país.”


No encerramento, Gayer afirma que o ataque à sua família apenas fortalece sua determinação:


“Indiciaram meu filho achando que eu ia ter medo. Só aumentou minha vontade de lutar contra essa ditadura. Eles não têm limites", finalizou Gayer

Free shops do RS

Estudo divulgado ontem sobre a atividade das Lojas Francas de Fronteira Terrestre, com foco em Uruguaiana, município da Fronteira Oeste, hoje responsável pela maior movimentação do setor no país, mostra que o RS possui 37 free shops localizados em Sant’Ana do Livramento, Jaguarão, São Borja, Quaraí, Porto Mauá, Porto Xavier, Itaqui, Uruguaiana e Barra do Quaraí. As vendas nas lojas de fronteira do Rio Grande do Sul passaram de US$ 3,4 milhões em 2019 para US$ 60,8 milhões em 2024. 

O levantamento reúne informações sobre vendas, origem dos consumidores, dinâmica do comércio e impactos sobre o emprego e os serviços, com base em dados de 2019 a 2025.

As vendas nas lojas de fronteira do Rio Grande do Sul passaram de US$ 3,4 milhões em 2019 para US$ 60,8 milhões em 2024. Do total comercializado pelos free shops terrestres no Brasil, 46% foram no município de Uruguaiana, chegando a 68% a participação total do Estado no país.

Em reais, o volume de vendas em Uruguaiana, que é o município que tem mais fre shops, por exemplo, superou R$ 100 milhões em 2022 e chegou a R$ 207 milhões em 2024, representando 8% do varejo total do município. A cidade reúne hoje 16 lojas francas — a maior concentração do país — em um cenário em que o Rio Grande do Sul soma 37 estabelecimentos.

Leia todo o texto de Marcelo Bergter, da secretaria do Planejamento do RS:

O crescimento da atividade também se observa no setor de serviços. Entre 2020 e 2023, as vendas de alojamento e alimentação avançaram 67% em Uruguaiana, diante de 27% no Rio Grande do Sul, acompanhando a intensificação do fluxo de visitantes associada ao turismo de compras. O emprego formal segue a mesma trajetória, tendo crescido 25% no comércio, 59% no setor de alojamento e alimentação e 26% na indústria, entre dezembro de 2020 e agosto de 2025. Todos esses incrementos são superiores à média estadual no mesmo período. O município também ampliou sua presença como destino no transporte intermunicipal de passageiros, atingindo a maior participação no Estado desde 2019.

A análise das vendas individuais nos free shops também revela um aumento da participação de compradores que dispendem, em média, mais de US$ 300. Em Uruguaiana, cerca de 9% dos compradores de lojas francas se situaram nessas faixas, em 2025. Embora a maior parcela dos compradores siga gastando menos de US$ 100, o aumento do ticket médio indica que um número crescente de consumidores está se aproximando do limite da cota de US$ 500.

A transformação no perfil dos consumidores corrobora as tendências sazonais e de patamar de gastos. Em Uruguaiana, a participação de estrangeiros nas compras, que era de 14% em 2019, alcançou 31% até setembro de 2025. No mesmo período, moradores num raio de até 50 km passaram a responder por 39% do valor vendido, após anos em que esse grupo superava a marca de 50%. Já os compradores brasileiros que se deslocam mais de 50 km mantiveram sua participação quase constante ao longo do tempo, representando 15%, em 2025.





Opinião do editor - Quem vazou o conteúdo do contrato de R$ 129 milhões firmado entre a mulher de Moraes e o Master ?

Até este momento, 8h30min desta sexta-feira, ninguém especulou a respeito do vazamento do conteúdo do celular que a Polícia Fedeal apreendeu do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, dia 20 de novembro, quando ele foi preso no aeroporto de Guarulhos por ordem da desembargadora federal Solange Salgado da Silva. Solange mandou soltar Vorcaro no dia 28. O processo, que estava com ela, foi avocado por Dias Toffoli, STF, que colocou tudo sob sigilo completo, sem enviar nada para a PGR até este momento. 

Quem vazou o conteúdo do celular de Daniel para O Globo: Solange, a PF ou Toffoli ? O que mais contém o celular, além da notícia sobre o contrato fechado com o escritório da mulher e dos filhos de Moraes ? Por que Viviane Barci de Moraes, seus filhos e seu marido Moraes estão tão calados a respeito do caso ?

O que se sabe é que a magistrada que prendeu e soltou Daniel foi defendida num caso que teve quando foi diretora da Associação de Juizes, pela mesma banca de advogados que defende Vorcaro, no caso a Bottin & Tramasauki. E mais: Dias Toffoli, dias antes de avocar o processo, viajou para Lima na companhia de outro advogado do Master, que é de Daniel. Pior ainda: a mulher do colega de Toffoli, Alexandre de Moraes (leia abaixo) tem um contrato de R$ 129 milhões com o Master de Daniel. No andar da carruagem, entrou em cena o ministro Gilmar Mendes, que mudou a lei de impeachment de ministros do STF, tentando salvar seus dois colegas. 


Saiba mais detalhes

 O jornal O Globo continua publicando em pequenas, mas escandalosíssimas doses, o conteúdo vazado do celular do banqueiro Daniel Varcaro, apreendido pela Polícia Federal quando ele foi preso em Guarulhos, São Paulo. Malu Gaspar, colunista do jornal, já tinha informado que o escritório da mulher do ministro Moraes, Viviane Barci de Moraes, onde trabalham também dois filhos do ministro, firmou um contrato de 3 anos com o Banco Master no valor de R$ 129 milhões. Foi no dia 16 de janeiro de 2024.A prisão e a liquidação do banco, interromperam os pagamentos, mas Viviana já tinha recebido R$ 79 milhões, algo como R$ 3,6 milhões por mês.

Ontem, o jornal revelou novos vazamentos. No contrato,  ao qual o jornal teve acesso, o escritório da família de Moraes deveria atuar na defesa dos interesses da instituição financeira junto ao Banco Central, à Receita Federal e ao Congresso Nacional. Diz o contrato:

"Para a execução do objeto do presente contrato, a contratada realizará: organização e a coordenação de cinco núcleos de atuação conjunta e complementar – estratégica, consultiva e contenciosa – perante o Judiciário, o Ministério Público, a Polícia Judiciária (em outras palavras, a Polícia Federal), órgãos do Executivo (Banco Central, Receita Federal, PGFN (Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, Cade (órgão de defesa da concorrência) e Legislativo (acompanhamento de projetos de interesse do contratante).”

Há mais, inclusive sobre conversações entre Viviane e Daniel.

Artigo, Marcus Vinicius Gravina - Jogo de chantagem

Marcus Vinicius Gravina é advogado, Caxias do Sul, RS.

A investigação do Banco Master foi trancafiada no quarto escuro do STF, destinado às investigações proibidas de prosseguirem.  

O ministro Dias Toffoli, que já foi “o amigo do amigo do meu pai”, continua fiel ao mandato que recebeu do sistema dominante, com as coordenadas recebidas para atuação na Suprema Corte. Isto, depois de implodir a Lava Jato, agora é protagonista de outra cena de filme da máfia brasileira. 

Monocraticamente, determinou sigilo absoluto sobre o assunto e aplicou um Mandrake na Policia Federal, com a determinação  de, imediatamente, parar de investigar o banco sinistro. 

Aquele em que está no script a esposa de um colega ministro, contratada por quase 130 milhões como advogada do banco envolvido em uma transação escabrosa.  

Negócio nebuloso - que teve a participação de muita gente do alto escalão - que precisa ser investigada e com trânsito livre nos corredores dos poderes e jatinho disponibilizado a ministro do STF. 

A troca de figurinhas entre alguns ministros continua – “um por todos, todos por um”.  A mais recente foi a da última semana, segundo a imprensa, como uma dama de copas da advocacia, certamente contratada por ser esposa de um ministro que irá julgar o processo do banco, se a investigação não for enterrada antes, sem exéquias fúnebres. 

Embaixo do guarda chuva aberto pelo min. Toffoli estarão abrigados muitos políticos e talvez, magistrados. Trata-se, de uma ação entre amigos ou comparsas.

Senhores Senadores, requisitem informações ao STF - ministro por ministro - qual a carga de processos se encontram com eles com suas identificações, para relatar, revisar e julgar, da atual composição das Casas, Senado e Câmara dos Deputados, com data de recebimento e prazo de eventual prescrição. O jogo de chantagem virá à tona.

Está na hora da Sociedade saber quais os figurões da República o STF, estrategicamente, se recusa a julgar.  Pode estar nisso crime de responsabilidade sujeito a impeachment.

Assim como compete ao Senado sabatinar e aprovar a indicação de candidato ao STF, ele continua com o poder de fiscalizar e julgar atos dos ministros daquela Corte Judicial. 

Este é um pilar essencial do Estado de Direito Democrático.


Caxias do Sul, 11.12.2025

Artigo, Cezar Schirmer, Correio do Povo - POA Futura: ⁠investimentos estratégicos para uma Porto Alegre melhor

Cezar Schirmer
Secretário de Planejamento e Gestão de Porto Alegre

A construção de uma nova Porto Alegre começa com planejamento. O POA Futura é o projeto estratégico que organiza, de forma integrada, o maior ciclo de investimentos da história recente – mais de R$ 7 bilhões em obras e ações – para responder, com seriedade e visão de longo prazo, aos desafios que a cidade enfrenta. Não se trata de um slogan, mas de uma arquitetura que articula o global e o local sob uma mesma diretriz.


Essa carteira reúne recursos do Tesouro Municipal, repasses fundo a fundo e quatro financiamentos internacionais, contratados junto aos bancos KfW, BID, CAF, Banco Mundial e AFD. Junto a isso, somam-se dezenas de operações junto a agentes nacionais, como BNDES, BRDE, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Recursos para reforçar a drenagem, qualificar equipamentos públicos e atender territórios vulneráveis com políticas públicas articuladas e efetivas.


Cinco décadas de vida pública me ensinaram que soluções convencionais e isoladas não resolvem problemas históricos. O POA Futura consolida outra lógica, baseada em projetos com metas, prazos e responsabilidades definidos, apoiados no diálogo com quem vive a cidade.


Esse programa é a tradução da visão do prefeito Sebastião Melo, que pretende fazer de Porto Alegre uma capital mais segura, acolhedora e competitiva. É um ciclo de investimentos sem precedentes e, ao mesmo tempo, um chamado à responsabilidade compartilhada. Esse é o sentido do trabalho que estamos conduzindo.


A enchente de 2024 expôs fragilidades, mas revelou uma Porto Alegre que se mobiliza e sabe trabalhar em rede. As escolhas que fazemos agora em mobilidade, habitação, drenagem urbana, proteção social e desenvolvimento econômico determinarão a qualidade de vida das próximas gerações.


O futuro não é retórica. É resultado de decisões concretas, tomadas no presente. Com planejamento, transparência e cooperação, Porto Alegre está preparada para dar esse passo. O POA Futura é o instrumento pelo qual transformaremos recursos em obras e obras em qualidade de vida para quem aqui vive e para quem aqui decide investir.