O levantamento faz parte da série Brasil Prateado, que reúne dados produzidos pelo data8 sobre longevidade e consumo da população madura. De acordo com o estudo, o Brasil tinha 59 milhões de pessoas com 50 anos ou mais em 2024. Até 2044, esse grupo deve representar 40% da população brasileira.
A pesquisa aponta que, apesar de ter um consumo per capita mensal 38% maior em comparação à população abaixo de 50 anos, o público prateado apresenta uma cesta menos diversificada. Os gastos se concentram principalmente em moradia, alimentação, transporte e saúde. Já a população mais jovem movimenta proporcionalmente mais setores como vestuário, educação, higiene e cuidados pessoais.
O estudo também mostra diferenças de consumo dentro do próprio grupo 50+. Entre pessoas com 80 anos ou mais, os gastos mensais com saúde são quase o dobro dos observados entre consumidores de 50 a 54 anos, ainda que o valor total de consumo mensal seja semelhante entre as faixas etárias. Com o avanço da idade, saúde e moradia passam a ter peso maior na cesta.
O tema será discutido na Plenária Pulsar, novo espaço desenvolvido para o Fórum E-Commerce Brasil 2026 para debater tendências do mercado.
Diferenças regionais marcam consumo dos 50+
O recorte regional evidencia que o envelhecimento no Brasil ocorre de formas distintas. No Norte e no Nordeste, o consumo per capita é menor e segue mais concentrado em alimentação, habitação e higiene e cuidados pessoais. Na média mensal, o estudo aponta R$ 322 em alimentação, R$ 304 em habitação e R$ 77 em higiene e cuidados pessoais nessas regiões.
No Sudeste, o maior destaque está em saúde, com consumo médio mensal de R$ 293 em produtos e serviços do setor. No Centro-Oeste, o maior consumo per capita aparece em transporte, com R$ 360 por mês, incluindo aquisição e manutenção de veículos, transporte urbano e viagens esporádicas. No Sul, o setor de transportes também tem peso relevante, com R$ 328 mensais.
Saúde deve ganhar participação até 2034
A projeção para os próximos dez anos indica uma redistribuição da demanda entre setores. Em 2024, brasileiros com mais de 50 anos responderam por 35% do consumo de produtos e serviços de saúde, considerando as redes pública e privada. Em 2034, essa fatia deve chegar a 43%.
Enquanto saúde tende a ganhar peso na cesta de consumo da população brasileira, o estudo projeta queda na participação de educação. Segundo o data8, as mudanças decorrem do avanço demográfico da população madura e do impacto direto desse envelhecimento na demanda por produtos e serviços.
A metodologia
do levantamento combina análise de consumo familiar da PNAD e da POF,
microdados por setor, consumo individual por adulto equivalente e recortes por
gênero, raça, idade e renda. O estudo também utiliza projeções populacionais da
ONU para estimar o tamanho do mercado total e setorial nos próximos anos.

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