Estes são os deputados estaduais eleitos no RS.


Renovação na Assembleia Legislativa chega a 54%
Nova composição da Casa terá representantes de 17 partidos
           
O PSL não só entrou na nova composição da Assembleia Legislativa, como fez uma dobradinha, garantindo os dois deputados estaduais mais votados nesta eleição, o tenente coronel Zucco e Ruy Irigaray, respectivamente. O partido, que não tinha representação no Legislativo estadual, contará agora com quatro parlamentares e foi a legenda que mais cresceu, na comparação com a eleição de 2014.

Além do PSL, Novo, DEM, Solidariedade e Podemos entraram na nova configuração da Assembleia. Por outro lado, PCdoB, PPL e PV perderam os assentos conquistados em 2014. A assembleia passará a contar com representantes de 17 partidos – dois a mais do que na última legislatura. A renovação na Casa foi de 54%.

O PT e o MDB terão as maiores bancadas da Assembleia, com oito deputados cada. Na comparação com o último pleito, o PT perdeu três cadeiras, enquanto o MDB manteve-se estável.

Além de Zucco e Irigaray, os mais votados para a nova composição da Assembleia foram: Any Ortiz (PPS), Edegar Pretto (PT), Silvana Covatti (PP), entre terceiro e quinto lugares, respectivamente.

• Deputados eleitos (reeleitos com *)

PT           08

Edegar Pretto*

Valdeci Oliveira*

Jeferson Fernandes*

Mainardi*

Pepe Vargas

Zé Nunes*

Sofia Cavedon

Fernando Marroni

MDB      08

Gabriel Souza*

Tiago Simon*

Costella

Fábio Branco*

Edson Brum*

Zanchin*

Gilberto Capoani*

Sebastião Melo

PP          06

Silvana Covatti*

Ernani Polo*

Sérgio Turra*

Adolfo Brito*

Professor Issur Koch

Frederico Antunes*

PTB        05

Lara*

Classmann*

Kelly Moraes

Dirceu do Busato

Elizandro Sabino

PSL 04

Tenente Coronel Zucco

Ruy Irigaray

Vilmar Lourenço

Capitão Macedo - Professor

PDT        04

Eduardo Loureiro*

Juliana Brizola

Gerson Burman*

Luiz Marenco

PSDB     04

Pedro Pereira*

Mateus Wesp

Viana

Zilá Breitenbach

PSB        03

Elton Weber*

Franciano Bayer

Dalciso Oliveira

PRB        02

Sérgio Peres*

Fran Somensi

NOVO   02

Fábio Ostermann

Giuseppe Riesgo

DEM      02

Dr. Thiago

Eric Lins

PR          02

Paparico Bacchi

Airton Lima

PPS 01

Any Ortiz*

PSol       01

Luciana Genro

PSD        01

Gaúcho da Geral

SD          01

Neri O Carteiro

PODEMOS          01

Rodrigo Maroni

Deputados federais eleitos do RS


• Marcel Van Hattem (Novo)
• Onyx Lorenzoni (DEM)
• Giovani Cherini (PR)
• Paulo Pimenta (PT)
• Fernanda Melchionna (PSOL)
• Marcon (PT)
• Marlon Santos (PDT)
• Lucas Redecker (PSDB)
• Henrique Fontana (PT)
• Danrlei de Deus Goleiro (PSD)
• Bohn Gass (PT)
• Carlos Gomes (PRB)
• Heitor Schuch (PSB)
• Covatti Filho (PP)
• Márcio Biolchi (MDB)
• Pedro Westphalen (PP)
• Maria do Rosário (PT)
• Alceu Moreira (MDB)
• Afonso Hamm (PP)
• Giovani Feltes (MDB)
• Bibo Nunes (PSL)
• Sanderson Federal (PSL)
• Osmar Terra (MDB)
• Jerônimo Goergen (PP)
• Maurício Dziedricki (PTB)
• Pompeo de Mattos (PDT)
• Daniel da TV (PSDB)
• Afonso Motta (PDT)
• Liziane Bayer (PSB)
• Nereu Crispin (PSL)

Artigo, David Coimbra, Zero Hora - Por que a classe média virou anti-PT


Aí está o nosso pequeno burguês, rodando pelas ruas de Porto Alegre em seu carrinho um ponto zero. Ele pretende levar a filha à escola e, depois, seguir para o trabalho. Mas… no meio do caminho havia uma manifestação, havia uma manifestação no meio do caminho. Ele fica detido por meia hora, 45 minutos, uma hora inteira. A filha começa a chorar, reclama que tem prova, ele tenta ligar para o chefe para avisar que chegará atrasado, mas o celular não funciona, a manifestação o capturou exatamente dentro do maldito túnel, ele está perdido…_

_Foi um dia horrível. Quem seriam aquelas pessoas que interromperam o trânsito? Funcionários públicos reclamando salário melhor, decerto. Nosso amigo até tenta sentir simpatia por eles, ele também ganha mal, mas se questiona: como as autoridades permitem que uma rua seja fechada? Isso acontece todos os dias em Porto Alegre…_

_Nosso amigo está irritado. Ele se incomoda com os prédios públicos invadidos, com as terras tomadas à força de foice, com as pichações que emporcalham as paredes dos edifícios, com o aluno que bate na professora, com o ladrão que é solto da cadeia pela quadragésima vez, com o homem que ficou só dois meses preso por estupro, saiu e matou a filha adolescente de quem abusava. Como isso tudo é permitido? Isso é a democracia? Que governo é esse? Quem são essas autoridades tão permissivas, que não tomam atitudes firmes contra quem burla a lei?_

_É o que se pergunta o homem da classe média._

_O nosso pequeno burguês, então, lembra-se das bandeiras vermelhas da CUT e dos bonés do MST presentes em cada ato desses e já sabe a resposta: é o PT. O PT está em meio a tudo o que acontece no Brasil há muitos anos, conclui. Mas, quando ele pensa em reclamar, seu amigo petista lhe aponta o dedo: ele não tem solidariedade com os pobres, ele não se importa com o povo sofrido, ele faz parte da elite pérfida._

_Nosso pequeno burguês não quer ser confundido com um rico desalmado. Assim, ele não fala mais nada para não se expor. Aí ele fica sabendo da corrupção dos governos Lula e Dilma, dos bilhões e bilhões desviados, vai questionar seu amigo petista e o que ouve é, puramente, negação. Não há uma autocrítica, um reconhecimento, um ato de contrição, nada. Para seu amigo petista, os erros estão, todos, fora do PT. Os acertos, dentro._

_É neste momento que o pequeno burguês se torna anti-PT._

_E a eleição vai se aproximando, e ele procura uma alternativa. Ele olha para os candidatos. Ciro? A mesma arrogância do seu amigo petista. O mesmo insuportável ar de superioridade moral. Alckmin? Está provado que o PSDB também entrou no esquema. Meirelles? Marina? Até ontem estavam no governo._

_E Bolsonaro? Bem, esse é francamente anti-PT, esse nunca teve nada a ver com todos os outros, nunca esteve no governo. Bolsonaro é um tosco, mas representa a irritação do pequeno burguês. Pouco importa se ele defende a ditadura, se ofende Maria do Rosário, se leva cuspida de Jean Wyllys. Tanto melhor, o pequeno burguês quer, de fato, romper com tudo, quer ordem e autoridade mesmo que seja às custas da liberdade._

_Não estou dizendo que penso assim, quem pensa assim é o nosso amigo pequeno burguês, o homem de classe média. Por pensar assim, ele identificou no #EleNão outro slogan: #PTsim. Porque a inferência é lógica: se o único adversário real de Bolsonaro é o PT, dizer que se pode votar em qualquer um, menos em Bolsonaro, é o mesmo que dizer para votar no PT._

_Repito: estou interpretando o sentimento do homem de classe média. Que é o sentimento que perpassa toda esta eleição. Em resumo, uma disputa entre "tudo o que está aí" e algo difuso, impreciso, algo que o eleitor não sabe bem o que é, com exceção de uma certeza: é algo "contra tudo o que está aí". A classe média não aguenta mais. A classe média está farta. E a classe média, quando fica farta, muda a sociedade._

Artigo, Percival Puggina - A prudente utilidade do voto útil e a perigosa inutilidade do voto inútil


Compreender as boas convicções que movem seguidores de Henrique Meirelles, Alvaro Dias, João Amoêdo e Geraldo Alckmin é tão fácil quanto perceber o estrago que estão em vias de causar. Principalmente se, numa hipótese de segundo turno, esses eleitores estiverem dispostos a votar em Bolsonaro contra o petismo. A volta do PT, sabemos, significa o retorno de Lula e José Dirceu, a anunciada “tomada do poder”, o socialismo, a venezuelização, a preferência pelos bandidos. Significa, também, a nomeação de mais dois companheiros para o STF, o aparelhamento definitivo do Estado, o avesso das necessárias reformas, a fuga de capitais e o desemprego (emprego, quem cria, são as empresas, mediante investimentos que dependem de estabilidade e confiança). Por aí vai o longo, longuíssimo, circuito das desgraças.
 Conheço pessoas convictas de estarem submetidas a um preceito moral que as obriga, num primeiro turno, a votarem em conformidade com suas convicções. Para elas, se um dos quatro candidatos acima mencionados, melhor do que qualquer outro, preenche os requisitos para o exercício da presidência, é a ele que devem dar seus votos. Reservam ao segundo turno a opção pelo que considerarem menos pior dentre os dois remanescentes.
Não se trata, aqui, de discutir preferências, mas de puro realismo. Já se conhecem os dois remanescentes. Trata-se, apenas, de saber se no primeiro turno, o “voto útil” para evitar o segundo turno é moralmente menos qualificado do que o voto dito de consciência, mas inútil. Dizem esses eleitores: “No primeiro turno, devo votar segundo a imposição do bem maior. No segundo turno, voto contra o mal maior”.
Tal atitude estaria correta, corretíssima, se não existissem múltiplas e sucessivas pesquisas eleitorais. No entanto, elas existem e desconsiderá-las não responde ao critério moral da prudência. As pesquisas dizem que ou Jair Bolsonaro vence esta eleição agora, ou enfrentará seu oponente num renhido e incerto segundo turno.
É desnecessário discorrer sobre competências e recursos da máquina eleitoral petista, nem sobre a manifesta superioridade de seu marketing. Não preciso mencionar o poder de cooptação que essa estrutura e seus recursos exercem sobre indivíduos e grupos cujo senso moral oscila entre o estado líquido e o gasoso. Menos ainda, referir o acirramento de tensões e o divisionismo que se instalará no país durante as três semanas anteriores a 28 de outubro. A campanha irá às ruas e os bons modos não ilustrarão seus presumíveis cenários.
A parcela da cidadania formada por produtores, empreendedores, investidores e consumidores, já sinalizou sua preferência, mostrando que, simetricamente à ascensão de Bolsonaro nas últimas pesquisas, a bolsa subiu (as empresas brasileiras se valorizaram) e o dólar caiu (a moeda brasileira recuperou valor frente à moeda americana). Tudo andaria em sentido inverso se a opção petista preponderasse.
Pesquisas eleitorais trazem informação, e ela recomenda, enfaticamente, atrair para Bolsonaro, já no dia 7, os votos que serão dele caso a decisão final seja adiada para as incertezas do dia 28 de outubro.
Espero que as boas intenções de alguns não sirvam para aumentar as angústias do tempo presente e os males do tempo futuro.

Fala da presidente do STF



Boa noite!

É da tradição brasileira que a Presidência do Tribunal Superior Eleitoral dirija-se diretamente ao eleitorado na véspera das eleições. Por isso estou aqui pedindo alguns minutos da sua atenção.

Amanhã, 7 de outubro, votaremos para a escolha daqueles que exercerão a Presidência da República e o Governo dos Estados e do Distrito Federal. Também escolheremos nossos legisladores: um Deputado Federal, um Deputado Estadual ou Distrital e dois Senadores.

Somos quase 148 milhões de brasileiros aptos a participar, pelo voto, desta que é chamada a festa da democracia! E esta festa tem a virtude de reafirmar o princípio maior da igualdade entre os cidadãos, pois oportuniza o exercício de um direito que é igual para todos. O voto de cada eleitor tem o mesmo peso, independentemente de qualquer condição pessoal.

E porque enfatizo este particular aspecto?

Eu o faço para lembrar que neste domingo teremos a oportunidade ímpar de decidir, com o nosso voto, sobre os rumos e o destino da nação.

Não abramos mão desta chance! Não deixemos que os outros decidam por nós.

O que define os eleitos é o conjunto de votos válidos, isto é, o total dos votos contabilizados nas urnas com exclusão dos votos nulos e dos votos em branco.

Compareça amanhã à seção eleitoral e vote com consciência.

E que retornem ao dicionário de nossa vida cívica palavras como diálogo e tolerância. Somos uma sociedade plural, o que nos enriquece como povo. É legítimo e saudável que todos exerçamos nossas escolhas, observadas as regras do jogo democrático, mas o façamos com olhos de ver quem pensa diferente de nós como alguém que merece nosso respeito! Como nós merecemos respeito. Seguramente todos queremos um Brasil melhor!

A Democracia não é obra acabada. É conquista diária, está em permanente construção. Nós, da Justiça Eleitoral, estaremos trabalhando para garantir o exercício da sua liberdade de escolha, com o sigilo do voto e sem embaraços.

Uma palavra, ainda, sobre a segurança e confiabilidade do nosso sistema eletrônico. As urnas eletrônicas têm sido usadas há vinte e dois anos nas eleições sem sequer um caso comprovado de fraude. Trata-se de instrumento concebido pela equipe técnica do TSE, aperfeiçoado ao longo do tempo, a partir inclusive de testes públicos, de modo a garantir um processo íntegro, ágil e auditável.

Que o passo que será dado amanhã, com o voto consciente e livre de cada um, fortaleça a democracia brasileira, na construção da sociedade justa, solidária e fraterna que todos almejamos, e está estampada na Constituição Cidadã, que ontem completou trinta anos!

Bom voto a todos!

Ministra Rosa Weber

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Artigo, Lucas Berlanza - Domingo 7: o que está em jogo


- Publicado pelo Instituto Liberal

Em 2014, quando tive a honra de iniciar minhas contribuições para esta tradicional casa chamada Instituto Liberal, redigi, findo o primeiro turno, texto sobre o cenário em que Aécio Neves e Dilma Rousseff se enfrentariam. De lá para cá, parece que se passou uma eternidade, tamanha a convulsão política em que o Brasil mergulhou. Eis, no entanto, o que disse então:

“Sua candidatura (a de Aécio) representa (…) uma conciliação da esperança: a esperança de todos que querem um Brasil democraticamente sadio. Um Brasil que não se submeta às agendas bolivarianas. Um Brasil em que haja uma competição saudável de ideias. Todos os democratas, sejam eles conservadores, liberais, sociais democratas moderados, libertários, ou o que mais se enquadrar, precisam se unir neste momento no projeto de derrotar o petismo. Podemos ser adversários naturais, mas o que existe diante de nós é mais que um adversário. É um inimigo, que teria prazer em nos negar a existência. Vencê-lo é um primeiro passo, importante, em direção a um país diferente e mais desenvolvido.”

Disse, no mesmo artigo, que Aécio, apesar de precisar aglutinar todos os segmentos de opinião sinceramente interessados em derrotar o inimigo maior e verdadeiro, o petismo, precisaria ser combativo e assertivo para obter a vitória que todos desejávamos. Hoje, sabemos muito bem quem é Aécio Neves, sabemos das acusações graves que pesam sobre ele e a real dimensão de sua expressão política. Sabemos que Aécio Neves nunca poderia ser o estadista que se esperava que ele fosse

Arrependo-me do que escrevi? Não, nem um pouco. Escrevi o que precisava ser escrito. Ás vésperas do segundo turno, no artigo sugestivamente intitulado Domingo 26, repeti o recado, em tom de otimismo com os sucessos conquistados pelo crescimento de ideias liberais e conservadoras no Brasil, mas ciente de que a vitória do petismo seria desastrosa. Frisei que “inúmeros partidos e correntes diversificadas, dentro da própria esquerda (sobretudo a moderada), se aglomeram em apoio de sua candidatura. Dizemos francamente: isso não é um problema. O que está em jogo é exatamente lutar pela reconquista do país, pela sua consolidação como uma nação livre. O que está em jogo é retomar diretrizes saudáveis e fazer subir o patamar da civilização brasileira. Nessa direção, todas essas correntes democráticas, para que subsistam e façam seu papel da melhor maneira possível, no ritual da sã política – como adversárias, sim, mais do que natural e nada contraditório -, entendem que devem se unir contra o projeto petista. Lançamos, então, nosso último “manifesto” aos amigos de convicções políticas similares, nesta derradeira coluna antes do segundo turno das eleições: não deixem que suas diferenças com o candidato que nos oferece os ares mais saudáveis os impeça de tomarem a melhor decisão. Entendamos as prioridades, entendamos o que está em jogo. O depois é o depois. Pensemos nele quando pudermos garanti-lo”.

De lá para cá, muita coisa mudou. O PT, infelizmente, venceu. O país mergulhou em dramática recessão, porém, para nossa sorte, parcela significativa de nossos compatriotas percebeu suas imundas intenções e o impeachment de Dilma aconteceu. O vice Michel Temer assumiu a presidência. Seu governo obteve realizações, mas enfrentou ocasiões desafiadoras, como a confusão criada pelo áudio de Joesley Batista, as denúncias e investigações que pesam sobre a cabeça do emedebista e a greve dos caminhoneiros. Conseguiu êxito histórico em conter a recessão, mas não teve capacidade de se comunicar e implementar reformas imprescindíveis. Hoje, a poucos meses de se despedir do cargo, já praticamente não mais governa.

Mesmo com tantas reviravoltas, algumas coisas permanecem as mesmas. Uma delas, o inimigo. O PT continua competitivo, continua lamentavelmente com muitos seguidores, continua provavelmente figurando entre os “classificados” para o segundo turno nas eleições do próximo domingo, dia 7. Podemos ter outras forças políticas de que discordamos e que nos causam problemas, mas nada se compara a essa quadrilha totalitária e corrupta, mancomunada com o que há de pior na humanidade, parceira declarada do bolivarianismo abjeto de Maduro, e que, se retomar o poder que perdeu, implantará o governo indireto de um presidiário, de um criminoso condenado, mergulhando o Brasil no abismo mais profundo de lama moral em que jamais esteve.

O que também não mudou: a minha orientação pessoal, meus motivos, meus valores.

Aprendi muito de 2014 para cá, cometi erros, procurei acertar. Um detalhe nunca me escapou, de um detalhe nunca me desgarrei: a identificação do oponente mortal, aquele que precisa ser derrotado como prioridade número um, condição sine qua non da própria existência, à revelia das nossas preferências e opiniões. Aécio Neves hoje, para mim, representa a mesma coisa que nada; é uma figura sem qualquer importância, que deve acertar suas contas com a Justiça. Àquela época, porém, mesmo carecendo de informações mais precisas sobre sua índole, ele já estava distante do meu ideal; já não era, nem de longe, um defensor das teses e do horizonte político que eu mais desejaria ver representado. No entanto, era ele a esperança de derrotar o PT; defendi a união de forças para obter essa vitória e faria tudo de novo, porque naquele momento era o certo a fazer.

Permanece sendo o certo a fazer. As críticas que você tiver aos candidatos não tornam a omissão a atitude mais correta diante do perigo do PT. A responsabilidade está mais uma vez, como sempre, em nossas mãos.

Porém, a “nova direita”, o movimento liberal e conservador que emerge no país, é ainda algo invertebrado e imaturo. Se considerarmos que em 2014 ainda tínhamos polarização PT x PSDB na eleição presidencial, estamos engatinhando em ter organização, impacto ou presença em campanhas eleitorais. Talvez certas dificuldades advenham disso, em parte, ou talvez também do fato de que, em alguma medida, à esquerda ou à direita, a política seja assim mesmo… Refiro-me a certo tom de “coação”, de “constrangimento”, com que as pessoas estão defendendo seus votos.

Eu prefiro dizer: reflita e decida de acordo com a sua consciência; julgue o que acha melhor. Há apenas uma coisa que, para todos nós, é imperativa: desenvolver a capacidade de discernir o que é um divergente em questões menore

Artigo, Ipojuca Pontes - O povo a favor


Artigo, Ipojuca Pontes - O povo a favor

Exatamente: em meio a uma tempestade de acusações fakes, mentiras sistemáticas, deturpações de toda ordem, enxurradas de meias verdades e interpretações cavilosas, a denunciar uma planejada onda com o objetivo nítido de enterrar a qualquer custo a candidatura de Jair Bolsonaro – só o povo brasileiro, em sua grande maioria, posta-se inexpugnável ao lado da única força política capaz de derrotar hoje as pretensões esquerdistas de continuar controlando miseravelmente o País. Melhor seria dizer de forma avassaladora, mas fica o miserável, mesmo.
Com efeito, Executivo, Legislativo e Judiciário, os três poderes que teriam a obrigação constitucional de garantir a vigência do Estado republicano, foram aparelhados, gradativamente, pela sanha de partidos vermelhos voltados para transformar a precária Nação Democrática em república popular manobrada pela estratégia burlesca do “centralismo democrático”, o modelo leninista de gerir autocraticamente o poder operacionalizado, no Brasil, dentro do esquema petista de manter o arbítrio amparado na instituição do suborno e do aparelhamento do Estado como forma de subjugar os demais poderes. De fato, nunca será demais repetir que o petismo manobra hoje cerca de 300 mil militantes sugando as distintas tetas do úbere da emperrada máquina governamental.
(A propósito, convém lembrar que um tolo assessor do atual presidente, impressionado com o espantoso déficit público, na casa dos cinco trilhões reais, perguntou-lhe: – “Excelência, por que o Sr. não demite boa parte dos petistas pendurados nos cofres do governo ?” – Ao que Temer, encalacrado hóspede do Jaburu, retornou: – “Meu filho, eu não faço caça às bruxas. Não faço!”).
Com essa espécie de comandita política, fincada em Brasília a partir do desgoverno Zé Sarney, o Impostor, sujeito que escancarou os cofres e os cargos públicos da Nação para o usufruto das esquerdas, passando por Itamar Franco (ex-militante da Juventude Comunista) e o FHC, vasilinoso sociólogo marxista, até chegar aos corruptores e corrompidos Lula da Selva e Dilma Terrorista, além do próprio Michel Temer, o Brasil se transformou no maior saco de excrementos do mundo ocidental. Sim, digo e repito: no maior – e pior – saco de excrementos do mundo ocidental! Sem dó nem remissão.
Neste alvorecer do terceiro milênio a “civilização brasileira” está dividida, inapelavelmente, em dois blocos: de um lado, estão “eles”, os mandriões da política preocupados em manter privilégios para “nos salvar”; milhares e milhares de burocratas empedernidos ganhando os tubos sem trabalhar; legiões de acadêmicos e professores universitários repassando os trololós globalistas da diplomacia terceiromundista da ONU financiada pela banca internacional do Clube Bilderberger; coortes de corporações culturais empenhadas em mamar no erário para inocular o vírus do “politicamente correto” no cocuruto das massas – para não falar, de resto, nos contingentes empresariais viciados em arrancar verbas bilionárias dos cofres do BNDES saqueadas, por sua vez, dos fundos de amparo ao trabalhador.
Do outro lado, estão o resto, a imensa legião de trabalhadores espoliados e desnutridos, vivendo na base de um, dois ou três salários mínimos, marginalizados nos guetos, nas periferias urbanas ou nos campos áridos e distantes, humilhados e ofendidos pelas eternas promessas de um “mundo mais justo” mitificado pela mendacidade de ideólogos revolucionários (que vivem a tripa-forra em apartamentos de luxo, saltitantes em viagens internacionais, sorvendo vinhos finos e, visto que ninguém é de ferro, ostentando o “ócio com dignidade”). São os deserdados da brutalidade brasileira que ralam nas filas dos ônibus, acordam as quatro da matina, tomam sopa rala do caldo Knorr e, dia ou noite, são assaltados e mortos por balas que nada têm de perdidas. Mas que, apesar de tudo, acreditam em Deus, acreditam na família e não saberiam ou poderiam viver fora do Brasil.
O candidato do PSDB Geraldo Alckmin, que fala com o queixo duro de Erich Von Stroheim em “Crepúsculo dos Deuses”, condena o clima de radicalismo estabelecido na presente eleição. O “Picolé de Chuchu” queria o quê? Que depois de quatro décadas de mando de gente como Sarney, Itamar, FHC, Lula da Selva, Zé Dirceu, Dilma Rousseff e o próprio Alckmin o Brasil fosse governado mais uma vez por um mandrião (já na zona da psicopatia) agora por trás das grades?
O povo brasileiro amadureceu pelo sofrimento e a classe media há tempos protesta em gigantescas manifestações públicas contra Lula, o Abutre, e seus aliados comunistas do Foro de São Paulo, uma organização criminosa que vem traçando resoluções subversivas para implantação do “socialismo” no Brasil e na América Latina. No mesmo compasso de revolta consciente, uma juventude que vota em massa no Capitão Bolsonaro e que se recusa mergulhar na suja lavagem cerebral do marxismo cultural a rebocar os ditames do multiculturalismo, do gayzismo, do acirramento racial como forma de luta de classes, da liberação das drogas e demais heresias da agenda “progressista”.
Eis o fato: quem não entender a realidade acima apontada simplesmente perdeu o bonde da história.
PS 1 – É possível que Bolsonaro, mesmo esfaqueado, ganhe no primeiro turno, Trata-se de uma percepção política do inelutável. E para provar que não é um sujeito odiento, o Capitão afirmou alto e bom som que se perder o segundo turno cumprimentará o vencedor.
PS 2 – Ao contrário do que se pensa, o bom ator Carlos Vereza, ao apoiar Bolsonaro, não é “uma espiga de milho em meio ao cafezal” (ponto para Euclides da Cunha). Conheço dezenas de atores que raciocinam de modo idêntico.