“Assim como não podem negar que o PT roubou de forma inigualável, a estratégia é suavizar o crime, mas a verdade é que a grande maioria das pessoas,no mundo capitalista e democrático, são honradas e se comporta nos limites da moralidade e da legalidade, condenando todos os delites, sejam eles pequenos ou megadelitos”.

O enunciado acima pode ser encontrado no capítulo "Falácia esquerdista: a tigrada e a parte pelo todo".

O capítulo é um dos ensaios e artigos que permeiam esta obra, escrita no final da vida pelo meu amigo, o jornalista, professor e pensador Luis Milman. Ele foi mestre em Filosofia pela PUCRS. Fez estudos de doutorado na Universidade de Tel Aviv e na UFRGS, onde foi professor da Faculdade de Jornalismo, a Fabico.

Esta publicação é póstuma.

Luís Milman morreu de infarto fulminante no dia 30 de setembro de 2018, aos 61 aos, enquanto  serenamente dormia.

Poucas semanas antes de morrer, meu amigo ligou pelo celular e perguntou se eu poderia prefaciar este livro.

Foi uma honrosa missão, mas antes mesmo de escrever, recebi a notícia de que ele tinha morrido em casa, dormindo, vítima de infarto fulminante. Nos dias seguintes, deixei a tarefa de lado e me preparei para o velório e o sepultamento. 

Ultrapassados os dias de luto, a família de Luís Milman - a mulher Vera Milman, também jornalista, e os dois filhos, o advogado Francisco e o médico Michael - quiseram cumprir o desejo do meu amigo e incumbiram-me da tarefa de construir este prefácio.

Li todo o texto com enorme atenção e percebi que estava diante de uma obra concisa, cortante, penetrante e complexa, mais para iniciados do que para o público em geral. 

Eu dividiria este livro em três grandes temas: 1) A desconstrução do marxismo, portanto da sua experiência malsucedida brasileira, o lulopetismo engendrado pelo PT. 2) O conhecimento através da filosofia. 3) A diferenciação exata entre judaísmo e sionismo por meio dos tortuosos caminhos da história.

Inicialmente como seu colega jornalista e depois como seu amigo, acompanhei, fiz coro e depois trabalhamos juntos numa cruzada cruel contra o lulopetismo, que acabou nos custando noites indormidas, retaliações profissionais e até mesmo processos judiciais, tudo para nos intimidar e nos calar.

É uma pena que Luís Milman não tenha vivido para saborear nossa vitória nas urnas, no dia 28 de outubro de 2018, um marco histórico que marca a derrota dos renegados sociais, tudo no âmbito de uma batalha dessa grande guerra contra a escumalha lulopetista e seus aliados marxistas e neomarxistas, sabendo sempre que eles jamais abandonarão suas consignas reducionistas, todas elas marcantes dos atrasos político, econômico e social. 

O trecho que apartei e que encima o que escrevo neste momento, integra aquilo que eu chamo de "desconstrução do lulopetismo". O lulopetismo vem a ser a ideia e a prática pervertidas, tropicais, do marxismo, algo que de outra maneira também caracterizaram o comunismo soviético e ainda sobrevivem através da miséria castrista e da esquizofrênica mancebia dos dois sistemas econômicos e um só regime político da China e do Vietname. 

Eu estudei e conheci pessoalmente todas essas experiências.

Neste livro, Luís Milmann vai fundo na análise filosófica e sociológica do marxismo, mas sempre com os pés fincados em cima da experiência corrompida do lulopetismo, tema sobre o qual polemizou de maneira recorrente, corrosiva e irrespondível como articulista de blogs e sites.

Ele explica seu fervor de polemista no capítulo "A lógica comunista é perversa", quando escreve:

- Há uma lógica perversa e continua na prática da persuasão comunista, desde o seu surgimento no século XIX, até hoje. O Manifesto Comunista de 1848, a Mensagem da Direção Central à Liga dos Comunsistas (1850), o panfleto leninista "Que Fazer ?", as atas dos atuais Foro de São Paulo e Fórum Social Mundial, assim como os decretos da Venezuela, Bolívia e do Brasil na era petista, reproduzem o desejo de interferência e captura das relações humanas, em todos os níveis, do Estado controlado pelo Partido.

É exatamente ao tratar do "conhecimento através da filosofia", a segunda mais importante parte deste livro, que o autor procura explicar o sentimento antissemita da esquerda. 

Luís Milman se debruça exaustivamente na análise dos fundamentos da filosofia. Nos capítulos dedicados a ela,  mais transparece a qualidade do pensador que se apresenta em dia, up to date, com as formulações mais recorrentes da contemporaneidade, como fica evidente em capítulos como o que discute "Teologia e Utopia em Walter Benjamin", mas não só ali. 

No capítulo que trata do tema que mais o apaixona, "Antissemitismo e a esquerda", ele escreve:

- O antissemitismo não é a expressão de preconceito e ódio irracionais. Ele pode ser acompanhado por manifestações psicóticas e paranóides, mas exite porque faz sentido em contextos históricos. 

Foi assim na Idade Média, como foi assim com o próprio marxismo. Em 1843, Marx escrweveuy o ensaio "A questão judaica", no qual dizia que a humanidade deve se emancipar do judaísmo, cujma face real e não ilusória forma espiritual seria o comércio. Dizia Marx:

-O Deus dos judeus é o dinheiro.

Isto fez sentido para o bolchevismo, como na mesma época fez sentido para o nazismo.

Com o colapso da URSS em 1991, ensina Luís Milman, "a esquerda transferiu a luta contra o capitalismo e o imperialismo para o terreno do anti-americanismo, do qual o antissionismo torna-se objetiva e conceitualmente dependente".

Infelizmente, o fracasso do chamado socialismo real, que para a esquerdas poderia ter o mesmo efeito que a derrota nazifascista teve para a ultradireita,não se deu neste caso.

E o que acontece ?

Escreve o autor:

- Aí entra a luta contra o sionismo, na qual vale tudo para caracterizar Israel como sendo uma nação racista, que pratica o apartheid contra os árabes que vivem dentro de suas fronteiras, que oprime os árabes palestinos com uma ocupação militar, que, ao longo da sua história, adotou e adota práticas nazistas e chega mesmo a praticar o genocídio contra uma população desamparada.

Esta é uma ideologia repleta de mitos, um dos quais, o do revisionismo, baseado sobretudo no negacionismo, chegou a fazer sucesso no Brasil e ainda entusiasma camadas inteiras da população, que não admite o holocausto de judeus durante o regime nazista e que resultou no extermínio de 6 milhões de cidadãos.

Extermínio, porque genocídios, como se sabe, atingiram populações de chineses, ucranianos, georgeanos, animistas, tutsis, armênios, assírios, ao longo da história.

Luís Milman acusa diretamente franjas radicais do PT e MST, mas partidos inteiros como PSTU e PCO, pela prática de formas veladas ou claras de antissemetismo.

O autor deste livro nunca foi apenas um pensador, mas foi durante toda a via um ativista da ideia de que o Rio Grande do Sul e o Brasil não poderiam aceitar experiências de socialismos autoritários, sejam eles fruto da experiência dos chamados socialismo real, da sua variável bolivariana ou do nacional socialismo. Foi o que nos uniu e uniu todos os brasileiros que estão profundamente imbuídos dos ideais da liberdade e suas várias acepções: liberdade econômica, política e de expressão.

Foi com ele que resistimos aos renegados sociais neomarxistas que se renderam à corrupção, derrotando-os na batalha eleitoral de 28 de outubro de 2018, tudo com o apoio de uma opinião pública que ajudamos a conscientizar.

A luta não terminou nos idos de outubro e nem terminará depois da leitura deste livro.

Até sempre, Luís Milman.









Artigo, Percival Puggina - Este caos tem responsáveis


Insegurança generalizada, permanentes riscos de lesão física e patrimonial, indisciplina nos colégios, baixíssimo rendimento escolar, desrespeito a pais e professores, promiscuidade, gravidez na adolescência, drogas, falta de referências morais e perda da noção de limites, corrupção em variados níveis e modos... Como tudo isso pode acontecer em tão curto espaço de tempo, no espaço de tempo de uma geração, da minha geração? Quando nasci o Brasil não era assim e pude observar a degradação da sociedade brasileira, saindo praticamente do ponto zero, chegar ao quadro atual. Cavalheiros e damas dos anos 30, 40, 50! Nós vimos o Brasil ir assumindo essa face sinistra.
Não se diga que é tudo fruto do acaso. De fatalidades e coincidências. O caos tem responsáveis. Exatamente porque a tudo assisti, sei como tudo começou, mediante a propagação de ideias erradas, perversas, desorientadoras! São as mesmas que hoje batem cabeça revoltadas contra a vitória de Jair Bolsonaro, consagrado nas urnas por afirmar enunciados conservadores.
Terrível audácia, a desse sujeito que ousa mencionar Deus mais de uma vez no mesmo discurso! Tipo repulsivo esse que fala em autoridade, em respeito aos mais velhos, em responsabilidade, em combater a impunidade e prender bandidos. Em proteger a inocência infantil e a instituição familiar. Sujeito impertinente esse que quer estudante estudando e professor ensinando, que não vai legalizar drogas e não confunde liberdade com libertinagem.
É tudo relação de causa e efeito! O caos que se instalou na sociedade brasileira resulta de uma série de estratégias políticas revolucionárias que precisam desse caos para prosperar. São estratégias viabilizadas por professores que, enquanto nada ensinam, cultivam a rebeldia adolescente ao ponto de ruptura com as referências familiares e, de lambuja, promovem a imagem “missionária” de Che Guevara. São estratégias que, quanto mais criticas faziam à TV Globo, mais se valiam dos desarranjos morais promovidos em suas novelas para produzir uma geração de pais irresponsáveis, moderninhos, “progressistas”. São estratégias que precisam da CNBB, dos padres militantes, da teologia da libertação e de suas más parcerias para a incrível esterilização voluntária da missão evangelizadora da Igreja e de tantos educandários católicos. Tudo isso é o avesso do que a sociedade precisa para seu desenvolvimento econômico, para a efetiva harmonia social, para o efetivo pluralismo e para a efetiva superação de preconceitos.
Sem dúvida, o melhor sinal no horizonte deste ano que já vai terminando foi o renascimento de um conservadorismo ainda embrionário, buscando modo, voz e expressão. Parcela significativa da sociedade percebeu, finalmente, as relações de causa e efeito entre ideias e estilos de vida propagados entre nós e o estrago que acabaram produzindo. A permissividade geral nos trouxe a este ponto. Os que criaram o caos social constrangendo toda divergência, agora se agitam para defendê-lo nos jornais, microfones e telinhas de sempre.

* Percival Puggina (73), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.


Artigo, José Maurício de Barcellos - A nova força


Penso que dentre as boas coisas que resultaram destas eleições de 2018 foi que o povo, de um modo geral e de todas as camadas sociais, conscientizou-se de que a grande massa da sociedade pode – e pode mesmo – através da Rede Mundial de Computadores, fazer valer sua vontade e, bem mais do que isso, que reúne condições para colocar os poderosos de joelhos, por assim dizer.
É um fenômeno fascinante. Quem imaginaria há alguns meses que o Brasil, de Norte a Sul, iria se dirigir diretamente aos Conglomerados da Comunicação e, de dedo em riste, apontar toda sua enganação e calhordice. Pensem bem no que isto representa. As redes sociais enfrentaram o descomunal poder de distorcer, de mentir e de caluniar da mídia profissional, falada, escrita e televisada e, em cima do lance, desmascararam suas veiculações que antes eram irrespondíveis e inatingíveis, conseguindo assim por a nu seus condenáveis propósitos e suas intenções.
A vitória do presidente eleito, sem apoio das tradicionais quadrilhas travestidas de partidos políticos, sem dinheiro, sem propaganda paga com dinheiro público, odiado como um inimigo público e caçado como um cão sarnento pelos asseclas e serviçais das mídias poderosas e, por longo tempo, ridicularizado pelos caciques da política nacional e pelos enfurecidos vermelhos, somente foi possível porque os homens de bem neste País saíram pelo Brasil afora carregando o Capitão nos braços, espalhando com a ponta de seus dedos e a suas expensas sua boa figura e seu espírito patriótico.
Toda a “esquerdalha” está zonza, como quem tomou um forte soco no frontispício e nem sabe de onde veio. Não sabem mesmo porque nunca compreenderam realmente o sentimento deste povo ordeiro, cristão, honesto e trabalhador e nem poderia ser diferente porque de ordem nada entendem, porque não tem fé alguma, porque em linha de princípio são desonestos, bem como porque de trabalho nada sabem. Tal qual seu mais famoso meliante e malfeitor preso em Curitiba são todos vagabundos por convicção.
Voltando ao assunto. Agora temos consciência, isto é, agora o povão sabe que manejando suas redes domésticas de comunicação desmoralizam, a qualquer momento que se fizer necessário, a pretenciosa “Rede Goebells de Empulhação e de Destruição da Família Cristã” que desesperadamente lutou para manter a mesmice garantidora de seu bom e velho acesso aos cofres públicos.
Saibam os homens honrados desta Nação Verde e Amarela que juntos podem mais que todo o dinheiro que os poderosos jogaram no lixo nesta campanha política. Saibam que formam mais opiniões e influenciam muito mais que todos os intelectuais da enganação e da hipocrisia reunidos e, não menos importante, saibam que podem se mobilizar e arregimentar com um potencial maior e muito mais ofensivo que qualquer espúria entidade de classe, sindicato e organizações não governamentais, cujas expressões se quedaram ridículas perante a ação determinada, direta ou indireta, de quase 160 milhões de brasileiros, justo os que se negaram a apoiar a esquerda do caos econômico e social e algoz de 25 milhões de desempregados.
A hora agora é a da verdade pura, sem rodeios e cristalina, como deve ser. Por isso digo que aquele número total decorre de um cálculo simples, direto e inquestionável, que apenas leva em consideração toda população do País e o contingente de incautos e vendidos que os vermelhos ainda conseguiram cooptar. Desta conta surpreendente não falam os “babilacas” e os entendidos. Estando todos vendidos para o sistema, nem têm interesse em comentar.
Contudo, enquanto a mequetrefe classe política nacional não reúne condições para avaliar aquilo que me referi, Bolsonaro e sua equipe, por sua vez, enxergam tudo muito claramente e há muito tempo. É por isso que com aquela gente não tem comparação. Ninguém é idiota ao ponto de pensar que o Capitão e que seu seleto grupo – tanto os civis quanto os militares – chegaram ao Planalto, assim do nada. Estejam certos de que tudo foi planejado durante anos. Por amor ao Brasil e respeito a seu povo, todos estão engajados nesta luta pelos mesmos há quase um lustro.
Fez-se necessário um profundo conhecimento do Brasil e de seus problemas e isto os militares dominam como ninguém e, diga-se com coragem, muito mais do que qualquer Nababo, Príncipe ou Mandarim da máquina governamental. Era necessário um planejamento de alto nível e os militares são insuperáveis na arte de planejar. Exigia-se um domínio fantástico da informação mais precisa e quanto a isto nada faltou ao projeto Bolsonaro vindo dos seus integrantes, muitos egressos dos Serviços de Inteligência mais respeitados e reconhecidos no Mundo. Foi imprescindível colocar o Brasil acima dos interesses pessoais e isto Bolsonaro e seus companheiros sempre souberam fazer muito bem.
O Brasil sabe que, nos tempos de agora, o mínimo que se pode falar em relação aos políticos atuais, com raríssimas exceções, é que são desqualificados e que relativamente à seus asseclas, protegidos, assessores ou lacaios é que se constituem no “resto do resto”. Quem do bem pode pretender fazer carreira na vida como assessor de Gleisi Hoffmann, Lindbergh, Renam, Jucá e caterva? Não gostaria de continuar comparando os admiráveis brasileiros que as eleições trouxeram pelo voto em 28 de outubro próximo passado com aquela gentalha que tomou este País de assalto nos últimos 30 anos, mas não vou sopitar o ímpeto, nem tenho por quê. Cumpre enfatizar para firmar.
Só para exemplificar. Diante do elevado prestígio profissional, do reconhecido sucesso e do respeito internacional do qual desfruta o futuro Ministro da Economia do próximo governo, Prof. Paulo Guedes, e a vista do que já se ouve deste baita economista, acho que seus antecessores, presos ou soltos, que serviram as quadrilhas de Sarney a Temer, com ênfase para os emplumados do “poser” FHC, deveriam se fechar em seus ninhos por décadas. Com a vinda do Juiz Sérgio Moro para a superpasta da Justiça e da Segurança Pública, como diria a rapaziada: Bolsonaro não monta um ministério, mas verdadeiramente a “Liga da Justiça” a qual se refere o filme da “Warner Bros”. Que meus leitores relevem a generalização e o peso da crítica, mas comparar o herói da Lava Jato com qualquer nome que foi Ministro da Justiça dos governos de Sarney para esta parte será uma ofensa irreparável para este homem que colocou a ferros, perante a Nação desonrada, esta turma de vendilhões da Pátria que ele prendeu.
É tudo muito diferente do que bazofia o bandidaço Zé Dirceu. Asseguro para desespero da petralhada, dos vermelhos, dos morcegos da máquina pública, das sanguessugas grudadas na jugular do povo e da “ratalhada” escondida atrás de seus cargos, funções ou corporações sempre garantidas pela Constituição da República que defendem não porque sejam verdadeiramente democratas, mas porque é lá que estão amparados seus códigos de benefícios e privilégios, bem como também para aqueles que escaparam do vendaval das urnas, que o melhor mesmo é não resistir. Aceitem porque vocês não têm competência para enfrentar o que vem por aí.
Bolsonaro e seus adeptos não se parecem com a corja que nos enfiaram goela abaixo nos últimos tempos. São incorruptíveis, são incontroláveis, são invencíveis, são indomáveis e, desta maneira, que se contentem aqueles porcarias em ficar apenas bicando seus calcanhares através de seus ressentidos artigos nos jornalões de sempre e com seus discursos e caras de ódio nas pomposas solenidades nos palácios de Brasília, até quando forem definitivamente varridos do convívio com este povo ao qual fizeram tanto mal.
Jose Mauricio de Barcellos ex Consultor Jurídico da CPRM-MME é advogado.

Latrocínios (roubo seguido de morte) caíram 34,5% no RS de janeiro a outubro


Os crimes contra a vida mantiveram tendência de queda no Rio Grande do Sul entre janeiro e outubro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2017. Os dados estatísticos da criminalidade foram divulgados nesta quarta-feira (07) pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), apontando redução de 22,3% nos homicídios e 34,5% nos latrocínios.
A diminuição é superior ao número de setembro, que registrou queda de 30,7% nos latrocínios. A redução de vítimas fatais nos indicadores de homicídio doloso também se manteve, chegando a 22,2% (total de 552 mortes a menos). Com três ocorrências, outubro manteve a menor taxa de latrocínios em 2018.
Em Porto Alegre, as ocorrências de homicídio doloso diminuíram 19,7%, enquanto latrocínio não apresentou nenhuma ocorrência em outubro. O número de vítimas fatais de homicídio decresceu a 17,6%, o equivalente a 98 mortes a menos em comparação aos dez primeiros meses de 2017.
No total, 17 indicadores compõem a divulgação oficial da SSP. Eles representam os crimes de maior potencial ofensivo contra a vida e contra o patrimônio. No âmbito estadual, apenas o crime de roubo de bancos teve alta: 10,9%.

Indicadores criminais
- Homicídio doloso: -22,3%
- Latrocínio: -34,5%
- Furtos: -8,7%
- Abigeato: -26,1%
- Furto de veículo: -13,6%
- Roubos: -18,8%
- Roubo de veículo: -7,6%
- Furto de bancos: -28%
- Roubo de bancos: 10,9%
- Furto de comércio: -13,5%
- Roubo de comércio: -27,4%
- Roubo de usuários de transporte coletivo: -41,7%
- Roubo de profissionais de transporte coletivo: -32,8%
- Ameaça contra mulheres: -3,8%
- Lesão corporal contra mulheres: -6,4%
- Estupro de mulheres: -4,8%
Os indicadores criminais estão disponíveis no site da SSP.


Brazil Journal - Carlyle faz oferta por fatia do Madero


‘ Melhor hambúrguer do mundo’ vale cerca de R$ 3 bi
O Carlyle está em conversas finais para comprar uma participação minoritária no Madero, a rede que se autointitula a casa do “melhor hambúrguer do mundo.”.
A informação foi antecipada pelo Valor PRO e confirmada pelo Brazil Journal.
Segundo fontes próximas à negociação, o Carlyle fez uma oferta vinculante ao fundador da rede, Luiz Renato Durski Junior. A operação depende da conclusão de uma ‘due diligence’, e deve ser concluída até o fim do ano. As conversas entre as duas partes se estendem há meses.
O Carlyle está avaliando a companhia em cerca de R$ 3 bilhões, um pouco abaixo do ‘valuation’ buscado por Durski. Para efeito de comparação, o Burger King Brasil vale R$ 3,5 bilhões na B3, e tem caixa líquido.
A maior parte dos recursos entrará no caixa do Madero para aposentar uma dívida – salgada – que a hamburgueria tem com um fundo de ‘ high-yield’ gerido pela HSI Investimentos, uma gestora focada em real estate. Haverá também uma pequena oferta secundária, na qual Durski ganhará liquidez.
O Madero deve fechar dezembro com 150 lojas e quer chegar a 220 no ano que vem. O faturamento bruto foi de R$ 510 milhões em 2017, 67% a mais que no ano anterior, e a rede continua crescendo a taxas gordas de dois dígitos. Este ano o faturamento deve chegar perto de R$ 1 bi.
Numa entrevista à revista Poder em setembro, Durski disse que as vendas no conceito ‘mesmas lojas’ estavam subindo 11% ano contra ano, acima da média do setor, que, segundo ele, é de 6%.
Durski tem cerca de 91% do capital do Madero; outros 5% pertencem ao empresário Luciano Huck, que investiu na companhia por meio de seu fundo Joá e foi a estrela de comerciais da marca.
Esta é pelo menos a segunda vez que o Madero negocia com fundos de private equity.
Uma rodada anterior atraiu virtualmente todos os grandes players do mercado, mas não houve acordo quanto ao valuation.

Família Acolhedora. Saiba tudo sobre o projeto.

O prefeito Marchezan júnior lançou esta manhã o programa Família Acolhedora e apresentou a íntegra do projeto de lei que apresentará à Câmara de Vereadores da Capital. O objetivo é acolher, em ambiente familiar, crianças e adolescentes afastados do convívio de suas famílias por determinação judicial, que estejam em situação de negligência, abandono e violência doméstica. 

O presidente da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), Joel Lovatto, destaca que o projeto pretende regulamentar este modelo de política pública. 

As famílias interessadas em receber as crianças ou adolescentes em casa devem preencher os requisitos necessários e se cadastrarem na Fasc. 

Acolhimento - Atualmente, Porto Alegre tem dois tipos de acolhimento: Abrigos (equipe técnica acolhe até 20 crianças e adolescentes) e Casas Lar (casal/mãe social acolhe até dez crianças e adolescentes). Se o projeto for aprovado, a ideia é capacitar, já em 2019, 20 famílias acolhedoras. As famílias que demonstrarem interesse serão selecionadas e avaliadas dentro dos critérios preestabelecidos. Após, serão capacitadas. Haverá acompanhamento da Fasc durante toda a estadia e, por fim, a criança ou adolescente volta para a família de origem ou é encaminhada para adoção.

Também participaram do evento o vice-prefeito Gustavo Paim, o secretário de Comunicação, Orestes de Andrade Júnior, o procurador-geral adjunto Carlos Eduardo da Silveira, o vereador Mauro Pinheiro, o juiz corregedor Luiz Felipe Severo Desessards, a juíza Ivortiz Tomazia Marques Fernandes, o vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente, Paulo Francisco da Silva, o bispo da comunidade evangélica Sara Nossa Terra, Luiz dos Santos, além dos representantes do Instituto Monte Serrat, Cleusa Maidana, e do Aldeias Infantis SOS, Roberta Botezine.

Ata do Sinpro


ATA 05-11-2018
Registro da reunião de mães e pais que aconteceu na sede do SIMPRO/RS no dia 05/11/2008.

Neste dia, reuniram-se em torno de 70 pessoas, mães, pais, avós de estudantes do Colégio Marista Rosário, de diferentes níveis de ensino. Primeiramente, cada um falou seu nome e de seu/s lhos, na sequência a equipe que organizou o encontro apresentou os objetivos do mesmo e narrou o processo de formação deste grupo, iniciativa de algumas mães/pais que sentiram a necessidade de localizar outras pessoas que tivessem um pensamento comum em defesa da manutenção das liberdades democráticas na escola, diante das reações às manifestações dos estudantes ocorridas no dia 29/10.
Após escutar as falas de cada pessoa que se inscreveu, registro aqui uma síntese dos temas levantados, bem como os encaminhamentos ao nal da reunião
Preocupação com a situação dos professores: de acordo com alguns relatos, existiria na escola uma disposição em punir professores que teriam se envolvido nas manifestações do dia 29/10. Há notícias de um ambiente sem tranqüilidade na escola, sentimento percebido especialmente entre os docentes. Há risco de demissão de professores e dos mesmos não conseguirem colocar-se em outras instituições da rede privada de ensino.

Destaque à importância da formação de Comissões no sentido de articularem ações nos campos: jurídico, das comunicações e pedagógico.

Busca de interlocuções com outras escolas, no sentido de formar uma rede de pais e estudantes dispostos a lutar pela democracia.

Apoio à Direção do Colégio Rosário, seus professores no seu intuito de manter uma educação política como princípio formativo dos estudantes.

Importância da difusão da Carta aberta à sociedade.

Mobilização na Câmara de Vereadores no dia 06/11/18. Fazer contatos com vereadores dispostos a ajudar e com a Comissão de Direitos Humanos. Sobre a questão se os alunos devem ou não ser ouvidos pela Comissão, destacou-se que os mesmos devem deliberar esse tema e os pais devem apoiar a decisão.

Questiona-se: qual a posição da Mantenedora da escola? Estariam scalizando cada unidade, direção e professores?

A Escola sem partido “tem partido”. Questionou-se qual o valor jurídico da lei da escola sem partido em Porto Alegre.

Busca de apoios políticos nas esferas públicas: Câmara de Vereadores, Assembleia Legislativa do Estado, precisamos de representantes.

   Violência simbólica na proposta de retirada de livros do acervo da biblioteca, ação de um pai. Questiona-se qual o poder dos pais de interferirem na biblioteca?

Deliberações por unanimidade::
– Decidiu-se que a Carta entregue à Direção com alguns ajustes e acréscimos legais será lida na Câmara dos Vereadores e depois será uma “Carta aberta à sociedade”.
– Noticação à Câmara dos Vereadores a m de que não sejam publicizadas imagens dos estudantes da escola.
-Esses pais serão nossos interlocutores: Jaqueline Mesquita, Aline Kerber, Jorge Terra, Francisco Marshall (ex-aluno)
– Comissão Jurídica:
Denise (?)
Carlos Elesbão
Karla Vitolla
Marluse Barbiero
Jorge Terra
Helena Schuller

Comissão de Comunicação
Alexandre Costa
Gisele Figueiredo
Marcelo Prado
Renato Barros
Paulo Goulart
Luciane Panisson

Comissão Pedagógica
Gladis Kaercher
Letícia Moralles
Luciane Uberti
Sergio Dias
Doris Almeida
Arcanjo Pedro
Lucimar Vieira
Claudia Marques

Avisos nais:
– Marcada a próxima reunião, segunda-feira, dia 12/11, na sede do SINPRO/RS, às 19h
– As comissões têm autonomia para agregarem outros pais
(Dóris Bittencourt Almeida)