6400 cientistas querem liberdade para todos

 Segundo os signatários, os confinamentos produzem "efeitos devastadores" na saúde física e mental dos indivíduos e na saúde pública de curto e longo prazo.


"Manter essas medidas [de bloqueio] em vigor até que uma vacina esteja disponível causará danos irreparáveis, com os desprivilegiados desproporcionalmente prejudicados."


Entre os efeitos das restrições eles listam taxas de vacinação infantil mais baixas, piora nos desfechos de doenças cardiovasculares, queda em exames de câncer e deterioração da saúde mental.


Segundo os cientistas, esse impacto levará a um maior excesso de mortalidade nos próximos anos, com os mais pobres e mais jovens carregando o fardo mais pesado. "Manter os alunos fora da escola é uma grave injustiça", diz o texto.


Os pesquisadores dizem que o conhecimento sobre o novo coronavírus avançou, e hoje já se sabe que a vulnerabilidade à morte por Covid-19 "é mais de mil vezes maior em idosos e enfermos do que em jovens".


"Na verdade, para as crianças, Covid-19 é menos perigoso do que muitos outros danos, incluindo a gripe", afirma a petição.


Os autores defendem que acelerar a aquisição de imunidade na população reduz o risco de infecção para todos, incluindo os vulneráveis.


A chamada imunidade de rebanho é atingida quando a porcentagem de imunes é grande o suficiente para bloquear a transmissão.


Para o novo coronavírus, estima-se que ela esteja entre 60% e 70% da população, bem acima dos 10% que já contraíram o coronavírus até hoje, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).


Segundo os cientistas que assinam a carta, a vacina é uma forma de atingir a imunidade de rebanho, mas não é indispensável. "Nosso objetivo deve ser, portanto, minimizar a mortalidade e os danos sociais até atingirmos a imunidade coletiva."


Como a maioria da população não corre o risco de morrer se for infectada pelo novo coronavírus, essa parcela deve continuar suas vidas normalmente, argumentam os cientistas.


Complicações de longo prazo provocadas pela Covid-19 não são mencionadas pela carta, batizada de Declaração do Grande Barrington, em referência à cidade em que foi escrita, no estado de Massachusetts (EUA).


Os autores sugerem que escolas e universidades devem adotar ensino presencial e retomar atividades extracurriculares, como esportes.


"Os jovens adultos de baixo risco devem trabalhar normalmente, e não em casa. Restaurantes e lojas devem ficar abertos. Artes, música, jogos e outras atividades públicas devem ser retomadas", escrevem.


A proposta ressalta que a proteção dos vulneráveis deve ser a prioridade de saúde pública. Entre possíveis medidas eles citam garantir que funcionários de casas de repouso estejam imunes ao Sars-Cov-2 ou façam testes frequentes e que todos os visitantes sejam testados.


Um sistema de apoio deve ser organizado para fornecer alimentos, medicamentos e outros itens essenciais a idosos, para que eles não deixem suas casas.


Quando possível, idosos devem encontrar os membros da família ao ar livre, e não dentro de sua casa, sugerem os cientistas.


A carta diz também que todos, jovens ou idosos, devem adotar medidas como lavar as mãos e ficar em casa quando está doente, porque isso reduz o liminar necessário para propiciar a imunidade de rebanho.


Publicado em inglês, alemão, espanhol, português e sueco, ele é coassinado por professores e cientistas de dezenas de universidades do mundo, entre elas as britânicas de Londres, Cambridge, Leicester, Edimburgo, York e Glasgow (Reino Unido), Yale (EUA), de Mainz (Alemanha), Tel-Aviv (Israel), Canterbury e Auckland (Nova Zelândia), Queens (Canadá), Instituto Karolinska (Suécia) e o Instituto Estatístico da Ìndia, e já recebeu apoio de mais de 57 mil pessoas.


A carta surge num momento em que o número de novos casos de Covid-19 bate recordes e já começa a pressionar os sistemas de saúde. Na última semana, registrou-se 1 milhão de mortes desde o começo da pandemia.


Sob o impacto da segunda onda, governos de vários países europeus retomam restrições de mobilidade e estudam a possibilidade de reimpor confinamentos.


Um deles é o próprio Reino Unido, que pode retomar o confinamento no norte da Inglaterra ainda nesta semana. O governo britânico chegou a adotar a estratégia de imunidade de rebanho no começo da pandemia, mas a abandonou ao longo de março deste ano.


Pesquisa realizada nesta quarta-feira no país pelo instituto YouGov, porém, mostra que 56% são contra a estratégia de "proteção forçada" sugerida pelos cientistas, enquanto 32% se dizem a favor. Entre os idosos, 65% são contra.


A discussão sobre retomar a vida normal dos mais novos surge também no momento em que o governo brasileiro permitiu que escolas mantenham aulas remotas até o final de 2021.

Sem candidato próprio do PT, Maria do Rosário apoia a comunista Manuela D'Ávila

 O PT apoia, este ano, 173 candidaturas do PDT, 140 candidaturas do PSB, 45 candidaturas do PCdoB, 16 candidaturas do PSOL e 13 candidaturas da Rede, mas abriu mão do protagonismo na maior parte das cidades importantes e leva uma serra eleitoral onde apresentou nome próprio.

Uma das candidaturas apoiadas pelo PT é a da comunista Manuela D’Ávila (PCdoB) em Porto Alegre. A chapa conta com o petista Miguel Rossetto como vice e lidera as pesquisas de intenção de voto.

Nesta terça-feira, o colunista do jornal gaúcho Zero Hora, Daniel Scola, escreveu um artigo em que pergunta: “Onde está o PT na eleição de Porto Alegre?”. No texto, Scola diz que o partido de Lula “murchou”.

Pelas redes sociais, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) respondeu de maneira categórica: “Onde está o PT na eleição de Poa? Ora, está na chapa q lidera as pesquisas com @ManuelaDavila e @MiguelSRossetto para vencer as eleições e construir qualidade de vida na cidade e no país. Ótima pergunta de @DanielScola pra gente registrar q agimos p/ cidade construindo a unidade”.

“As versões da mídia sobre o PT são contraditórias. Se PT ñ faz aliança dizem q o partido está isolado, se faz dizem q sumiu. Ñ conseguem deixar de observar como se move o PT e o motivo é simples: @LulaOficial e @Haddad_Fernando e o @ptbrasil são a maior força de oposição p/2022″, escreveu ainda a parlamentar gaúcha.

Segundo a última pesquisa Ibope sobre a corrida pela prefeitura de Porto Alegre, Manuela D’Ávila, apoiada pelo PT, lidera e tem 10 pontos de vantagem com relação ao segundo colocado.


Saiba como foi o tratamento de Trump

 A agência alemã Deutshe Welle conta, hoje, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pôde receber medicamentos ainda não amplamente liberados durante sua rápida passagem por 1 hospital militar para o tratamento contra a covid-19. Entre eles estão, além do antiviral remdesivir, também o Regn-Cov2.

Leia toda a reportagem:

Segundo o médico de Trump, Scott Gottlieb, o presidente recebeu uma dose intravenosa de 8 gramas do medicamento. Trata-se de 1 coquetel de anticorpos desenvolvido pela empresa americana de biotecnologia Regeneron Pharmaceuticals.


COMO FUNCIONA O REGN-COV2?

O Regn-Cov2 é uma das várias drogas experimentais contra a covid-19 que usam os chamados anticorpos monoclonais – cópias sintéticas de anticorpos humanos formados por pacientes nos estágios iniciais da doença.


O medicamento é administrado por via intravenosa e num único tratamento. O coquetel experimental está em fase de testes e ainda não passou pela avaliação de outros cientistas. A Regeneron afirma, contudo, que a droga foi bem-sucedida até aqui quando usada em seres humanos.


O princípio ativo é uma combinação de 2 tipos de anticorpos: um fabricado pela empresa e outro oriundo de pacientes que se recuperaram da doença. Tal combinação, segundo a Regeneron, é vantajosa caso haja mutação do coronavírus.


Ao se ligarem aos chamados peplômeros (proteína spike) do Sars-Cov-2, os anticorpos atuam em conjunto, deformando a estrutura do vírus e, assim, limitando a capacidade dele de atacar as células humanas.


Os anticorpos, segundo a empresa, foram selecionados com base numa análise feita em camundongos geneticamente modificados. Ao final do experimento, os cientistas escolheram os dois anticorpos mais potentes e que não competiam entre si.


A Regeneron afirma que estudos pré-clínicos mostraram uma redução na quantidade de vírus nos pulmões de pacientes de covid-19 tratados com Regn-Cov2. Os maiores benefícios, porém, foram observados entre os pacientes que não haviam desenvolvido uma resposta imunológica eficaz por conta própria.


Ainda de acordo com a empresa farmacêutica, o tempo médio para alívio dos sintomas foi de 13 dias para o grupo de placebo, 8 dias para o grupo de alta dosagem e 6 dias para o grupo de baixa dosagem. Até o momento, 275 pacientes já teriam participado dos testes nos EUA.


A FDA (Food and Drug Administration), agência do governo dos EUA que regulamenta o uso de medicamentos no país, ainda não aprovou a utilização em massa do Regn-Cov2. Seu uso em casos de emergência, porém, foi autorizado antes mesmo de a revisão formal ser concluída.


O PROGNÓSTICO DE TRUMP

Embora ainda faltem dados sobre a nova droga, Anthony Fauci, conselheiro da Casa Branca, disse que ela se mostrou promissora. Nos testes conduzidos pela Regeneron, porém, a idade média dos participantes era de 44 anos. Trump, que é levemente obeso e tem 74 anos, enquadra-se na categoria de alto risco.


Além do Regn-Cov2 e do remdesivir, o tratamento do presidente dos EUA também consiste na administração de zinco, vitamina D, melatonina, aspirina e um remédio para azia.


Em junho, o governo dos EUA concedeu à Regeneron 1 contrato de fornecimento de 450 milhões de dólares para até 300 mil doses do tratamento de anticorpos.


No ano passado, um plano de tratamento triplo com anticorpos, desenvolvido pela Regeneron, se mostrou eficaz contra o vírus ebola.

Artigo, Fábio Jacques -Judas Iscariotes.

Sendo o Brasil um país majoritariamente cristão, cabe neste momento algumas elucubrações sobre algumas decisões de Jesus Cristo consideradas por muitos completamente erradas. Não estou me referindoa qualquer aspecto teológico, para não criar polêmica entre crentes, agnósticos ou ateus, e sim, simplesmente, lendo o que está escrito nos Evangelhos.

Jesus Cristo escolheu a dedo doze pessoas para serem seus apóstolos por meio dos quais, sob a liderança de Pedro, programou o estabelecimento de sua igreja.

Entre os doze escolhidos, estava a figurinha carimbada Judas Iscariotes, o famigerado traidor e símbolo eterno do suprassumo da traição.

Judas beijou Jesus no Horto das Oliveiras entregando-o aos soldados que o levaram para julgamento, condenação, tortura e crucificação. Vai escolher mal assim um assessor lá nos quintos do inferno.

Acontece que o principal fundamento da fé cristã é a ressureição de Cristo, ou como disse o tardio apóstolo Paulo de Tarso, cujo nome original era Saulo, igual ao do Saulo Ramos, lembram, “se Ele não ressuscitou é vã a nossa fé”.

Se não houvesse a ressurreição (estou apenas fazendo uma leitura dos livros do novo testamento sem qualquer juízo de valor), não existiria a Igreja Católica e nem as miríades de filhotinhas geradas pelos inúmeros cismas pelos quais passou esta entidade, e, como para ressuscitar é preciso anteriormente ter morrido, podemos, simplesmente por uma dedução lógica, concluir que sem Judas Iscariotes que o entregou para ser morto, não existiria o cristianismo.

Agora a pergunta crucial: Jesus errou quando escolheu o traidor Judas ou a escolha foi proposital em função de um objetivo maior?

Não consigo imaginar algum crente dizendo: Jesus me traiu ao escolher Judas e, portanto, deixo de segui-lo e apoiá-lo. Não conte mais comigo, Jesus.

Sem qualquer termo de comparação apegando-me apenas à similaridade dos fatos em si, por uma escolha que não agradou a grande parte de seus seguidores, Bolsonaro está sendo execrado como traidor.

O que sabemos sobre o futuro e sobre as verdadeiras razões pelas quais alguém como Bolsonaro escolhe Kassio Nunes para ministro do STF?

Me parece que muitos dos decepcionados seguidores do capitão teriam criticado Cristo e, feito todo o possível para impedir que Judas consumasse seu nefasto ato de traição. E, teriam abortado o cristianismo antes mesmo de sua concepção.

Como não tenho bola de cristal para vislumbrar todas as consequências da escolha de Kassio Nunes, posso vir a sofrer uma grande decepção ou constatar que a decisão foi a melhor para o momento. Já passei diversas vezes por isso, sendo a mais significativa, a escolha de Sérgio Moro, aplaudida por todos e hoje execrada por muitos.

Por hora, aplico a mim mesmo e a todos aqueles aos quais a carapuça possa ter servido, o dito do grande filósofo brasileiro Compadre Washington: 

“Sabe de nada, inocente”

Fabio Freitas Jacques. Engenheiro e consultor empresarial, Diretor da FJacques – Gestão através de Ideias Atratoras e autor do livro “Quando a empresa se torna azul – o poder das grandes ideias”.


Lojistas gaúchos apostam em recuperação de vendas com o Dia das Crianças

No Rio Grande do Sul, o Dia das Crianças se apresenta como a primeira data comemorativa do ano em que a quase totalidade das lojas podem trabalhar sem as restrições impostas entre março e agosto à atividade comercial.

O que mandou dizer ao editor o presidente da Federação das CDLs, Vitor Koch:

- Com certeza, é um fator que ajuda muito os nossos varejistas.

Embora não faça projeção a respeito do volume de vendas, o presidente da FCDL-RS destaca que o Dia das Crianças, tradicionalmente, faz os pais ou responsáveis irem às compras. Por isso, acredita que os consumidores estarão buscando presentes como brinquedos, que agradam o público infantil de 5 a 12 anos, entre os quais as bonecas, os carros articulados e jogos educativos ou de tabuleiros variados. Para os adolescentes, a intenção de compra maior, nos últimos anos, recaiu nos produtos da área tecnológica, como smartphones, além de artigos de informática e de vestuário.

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Justiça homologa novo acordo de recuperação da Oi

 O  juiz titular da 7ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro, Fernando Viana, homologou ontem, 5, o aditamento do PRJ (Plano de Recuperação Judicial) do Grupo Oi. A decisão ocorre quase um mês depois de o documento ter sido aprovado na AGC (Assembleia Geral dos Credores) online realizada de no dia 8 de setembro. Ele reassumiu o posto, no dia 29 de setembro, após o fim do prazo de licença médica.

Na decisão, o magistrado rejeitou as alegações de nulidade da AGC apresentada principalmente por bancos e privados de grande porte, a exemplo do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander e China Bank. Os bancos protestaram e recorreram à segunda instancia sem sucesso. Eles discordaram do deságio de 55% no valor dos créditos. O juiz afastou também que houve tratamento desigual entre os credores.

Também o magistrado determinou o prazo de 12 meses para o encerramento do processo, iniciado em junho de 2016, podendo ser prorrogado em caso de necessidade para a conclusão das alienações dos ativos, como a Oi Móvel, que tem oferta de R$ 16,5 bilhões apresentada pelo trio de concorrentes Claro, Tim e Vivo.

Veja os três pontos da decisão do juiz:

1) rejeito todas as alegações de nulidades procedimentais da AGC, afasto a alegação de tratamento desigual entre os credores, bem como rejeito os pedidos de nulidade do quórum de votação e aprovação do Aditivo, por não conterem vícios em sua formação e vontade. 

2) ultrapassado o devido controle da legalidade, considero presentes todos os pressupostos exigidos no artigo 104 do CC, e considerando a obtenção do quórum de aprovação na forma do artigo 45 da Lei 11.101/2005, HOMOLOGO, para que produza os devidos efeitos legais, os TERMOS DO ADITIVO ao PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL ORIGINAL, apresentado às fls. 476.326/479.153, com as devidas ressalvas integrativas conferidas na presente decisão.

3) Fixo o prazo de 12 meses para encerramento da R.J., a contar da data da publicação desta decisão, podendo ser prorrogado, caso haja necessidade de se ultimarem os atos relativos às alienações dos referidos ativos.

Fernando Viana rebate as alegações dos bancos com o argumento de que, antes da AGC determinou  a abertura de mediação entre as Recuperadas e os representantes dos credores mais relevantes. No caso, aqueles que detinham créditos financeiros acima de R$ 500 milhões. A mediação, no entanto, terminou sem acordo.

“Sem avanço na fase negocial instaurada por meio da mediação, o notório inconformismo dos Credores Financeiros com as novas soluções de mercado apresentadas e a modificação na forma de pagamento dos seus créditos não é motivo suficiente para sobrestar AGC há muito deferida e realizada em respeito a todos os preceitos legais exigidos, e com observância nos conceitos da teoria da divisão equilibrada de ônus na Recuperação, acima declinados”, escreveu o magistrado na decisão.

BONDHOLDERS

A respeito das alegações levantadas pelos credores financeiros de que a ACG deve ser anulada por ter permitido direito a voto aos bondholders, o juiz ilustra que “a formação do quórum de aprovação na Classe III – quirografária – na qual estão incluídos os Credores Financeiros, anuiu às deliberações do Aditivo ao PRJ original na seguinte proporção: Classe III Quirografários – 96,84% por cabeça e 68,15% por valor”.

Cita ainda que o Ministério Público apontou que as questões referentes aos credores aptos para votação, e as questões de validade e eficácia da Cláusula 11.8 do PRJ original, foram decididas e encontram-se hoje em grau de revisão por meio de agravos de instrumento interpostos pelos interessados. “Tratando-se, assim, de questões já decididas por este juízo, não serão aqui conhecidos e apreciados novos questionamentos sobre credores aptos a votação à luz da validade da cláusula 11.8 do PRJ original”, avaliou.

RESSALVAS

Entre as ressalvas apontadas pelo magistrado, consta que só podem ser vendidos, sem prévia autorização judicial, os bens do ativo não circulante cujas vendas estejam previstas no aditamento. Além disso, adquirentes de ativos da Oi só não sucederão nas obrigações tributárias e trabalhistas relativas ao ativo se a venda for por hasta pública (leilão, propostas fechadas ou pregão), e não por venda direta. Credor extraconcursal que quiser aderir não precisa ajuizar um incidente processual de habilitação de crédito, bastando informar diretamente a Oi, determinou Viana na decisão

Remdesivir

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, 74 anos, iniciou tratamento com o medicamento antiviral remdesivir, segundo boletim da Casa Branca divulgado na sexta-feira.Além do remdesivir, Trump recebeu outro tratamento em fase experimental com anticorpos monoclonais neutralizantes, segundo também divulgado pelo governo. Ainda em testes, esse tratamento consiste em inserir linfócitos B, células que produzem anticorpos, de pacientes que já tiveram a doença naqueles que estão com a doença para combatê-la. Ele também teria recebido zinco, vitamina D, famotidina, melatonina e aspirina. 

O remdesivir foi desenvolvido inicialmente para o tratamento da hepatite C e foi utilizado de forma experimental contra o ebola. Pesquisa em camundongos mostrou que o remédio tinha capacidade de combater a SARS (síndrome respiratória aguda grave) e a MERS (síndrome respiratória do Oriente Médio), doenças provocadas por micro-organismos similares ao SARS-Cov-2. Passou a ser usado para o tratamento da covid-19 depois que um estudo publicado em maio no The New England Journal of Medicine demonstrou a associação do remédio a uma recuperação mais rápida em pacientes graves da doença. Já um estudo publicado em setembro no JAMA (Journal of the American Medical Association) revelou que o remédio não tem a mesma eficácia em pacientes moderados. 

Nos Estados Unidos, o uso do remédio foi autorizado pelo FDA (Food and Drug Administration), órgão que regulamente alimentos e medicamentos, em casos graves. Já no Brasil, o remédio está entre os 32 tratamentos liberados para teste contra a covid-19 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)