Fala de Marlon Santos

RESPOSTA E DESAFIO DO MARLON
Boa tarde pessoal.Eu estou aqui na minha propriedade, aqui atrás fica minha lavoura, uma fruta chamada Frisális. Como vê, eu to no interior de Encruzilhada do Sul, trabalhando e fazendo a colheita.
Ao mesmo tempo, eu me deparei com uma matéria do Jornalista Polibio Braga, que eu não costumo ler.
Mas, até então, e creio que ainda admirador do Polibio, não sei se foi ele que escreveu ou ele simplesmente fez com que fosse reproduzido algum texto que mandaram para ele, mas eu não costumo responder este tipo de coisa, porque eu não gostaria, assim, que a minha popularidade se espraisse para um tipo de matéria insensata como a que ele fez. De qualquer maneira, como vou ser Presidente da Assembleia e devo uma explicação também para os meus pares e a população gaúcha não sabe isso diretamente que o Polibio Braga escreveu, porque além de um retrocesso jornalístico, demonstrou total imperícia.
Logo o Polibio, um cara que todo mundo espera dele notícias centradas e não aquassadas, sem fundamento, que ele fez.
Primeiro, o que quero dizer para o Polibio é o seguinte: Polibio, cara, só fala de mim aquilo que tu me pergunta e por mais homem público que tu sejas, é de muito bom alvitre um jornalista da tua envergadura, criar vergonha na cara e pesquisar bem o que anda escrevendo, porque não é de hoje que o senhor vem atirando pedra em gente séria, desnecessário essas colocações suas. Mas assim, quando me chamam de ladrão, picareta todo esse tipo de coisa eu não costumo revidar, porque até isso eu encaro como critica política, o momento que a gente está vivendo e tudo mais.
Mas como o senhor falou que eu teria sido acusado de assédio, aí fica uma coisa complicada, porque eu sou uma pessoa muito respeitadora e penso que o senhor está completamente descomprometido com a verdade no seu blog. Claro que o senhor quer popularidade para o seu blog, embora eu ache que não precise disso. Como seu leitor, eu fiquei bastante surpreso com tamanha indignidade sua, despropositura e falta de compostura.
Eu posso lhe afirmar o seguinte:
1º Nunca fui acusado de tal caso por ninguém, outra se o senhor quiser saber sobre minha vida pregressa, dos meus sentimentos. Sou um livro aberto.
Eu posso ir com o senhor na casa das poucas namoradas que eu tive e o senhor conversa com o pai delas e as mães respectivas, e vê o qual é a imagem que eu tenho com eles e com certeza mágoas tive, e o senhor não pode dizer que não teve né? Mágoas sentimentais pra lá e pra cá e que alguma pessoa possa ter saído falando alguma coisa do senhor, assim como pode ter falado alguma coisa de mim também, é claro. Afinal de contas, quem está na chuva se molha. Agora o senhor botar uma foto antiga na sua coluna, o senhor da a entender tipo dando tapa escondendo a mão, um tipo de morde assopra, característica de jornalista que não tendo o que falar resolve falar o que bem entender. O senhor distorceu uma reportagem da Rádio Guaíba. De propósito? Não sei.
O senhor que é meu Hors Concour nos comentários econômicos, o senhor que já noticiou coisas de grandes responsabilidades e envergadura que eu fiz, deveria saber que no mundo este tipo de informação é improcedente.
É o que se espera de um jornalista como o senhor. Eu gostaria de desafiar o senhor para uma coisa, antes que o senhor fale de qualquer processo que eu tenho e não é segredo para ninguém, eu já fui processado por improbidade, já fui processado por pensão, nada disto rolou, mas quem tá na chuva se molha, e é bem verdade que processo não quer dizer penalidade. Agora eu desafio o senhor a ir comigo no Fórum, no Tribunal de Justiça e vamos lá e fazemos uma live, ao vivo para ver o que se passa e vamos filmar o que está ali no processo para o senhor poder então tirar suas conclusões.
Agora não me venha fazer o que o senhor costuma fazer com alguns colegas meus, atirando pedrinha para todo lado. Vai até a Assembleia no meu gabinete, toma um cafezinho, vem aqui me ajudar a colher, aqui no sol, colher frutinhas de Fisófilis no sol. Colocar, enfim, semente na terra, no olho do sol, vê como é bom.
Eu não preciso da política não, Polibio. Eu estou na política para proteger o Centro Mediúnico de Cachoeira do Sul. Eu nunca neguei isso, porque gente assim no estilo pederasta, no estilo predador é que faz esse tipo de coisa, tentando desmoralizar a moral da gente.
Eu sou uma pessoa, Polibio, que sei do meu passado de cor e salteado; não nasci puro, ainda não sou, sei muito bem disso, mas não sou desse tipinho não que fica dando tapa e escondendo a mão, não sou, e te convido mais uma veza fazer parte do meu dia a dia por uma semana, para ti ver o que é bom para a tosse.
Pegar no olho do sol, acordar cedo, escrever livros, estudar. Estou indo para a 4ª faculdade, viu,Polibio, isso não é só uma, são quatro.
Estou indo para a terceira especialização. Fui filho de pobre, fui pobre até pouco tempo. Não ganhei dinheiro na política, não; pelo contrário só perdi.
Agora, cara, não tenta fazer água, bicho, não tenta fazer negociata ás minhas custas por que esse tipo de coisa doida não tem fundamento cara. Para uma pessoa da tua envergadura, tu terias que ter até vergonha de chegar em casa, rapaz, falando bobagem de alguém que lida com mulheres, com crianças, senhoritas, moças, com senhores, com todo tipo de pessoa o tempo todo, com multidão, Polibio; eu não fico atrás de um blog para falar nada, eu posso sair na rua com muita tranquilidade.
Então é muito difícil, assim, ver que alguém como tu, que tem uma responsabilidade tamanha, ficar aí, escrevendo coisinha truncada, dando a entender, fazendo de conta que foi outro que escreveu e não foste tu. Sabe, não cola cara, não cola. Estou te falando assim como teu leitor, teu admirador. É hora de crescer, Polibio. E assim, ó, Polibio, quando a gente cresce e amadurece, a gente vai largando de mão certas coisas. Isso parece que é coisa de quem não lê, e eu sei que não está combinando contigo isso, mas no mínimo tu tens que filtrar as coisas que chegam para publicar. Porque afinal de contas, estar na política não é só um cargo eletivo e eu penso o seguinte:
Responsabilidade meu velho, responsabilidade, vergonha na cara, isso não faz mal para ninguém. Eu não sou daqueles                 Polibio que fica respondendo coisinha bagaceira desse tipo, agora, respondo por que tenho um certo respeito por ti, porque sou teu leitor.
Mas cara, assim, ó, eu penso também que, sabe, nós temos um tipo de tendência a gostar do sofrimento, nós temos um tipo de tendência também de enxergar nos outros o que nós somos. É nessa visão desbravante e até depravada de ver nos outros o que somos, às vezes a gente faz exatamente o que tu fez, às vezes a gente enxerga no outro alguém que assedie, mas isso está intocado dentro da gente, às vezes é a gente o problema não é o outro.
Eu te vejo sempre dando pau nas pessoas como se ninguém fosse importante no mundo, como se ninguém tivesse moral nenhuma. Só tu né, só tu.
Bicho, não é assim, não é desse jeito que funciona Polibinho. O jogo é outro.
Porque olha, moral, bicho, é uma coisa que a gente custa para conquistar, e tu conquistaste, mas vou te dizer assim, a tua está por um fio cara.
Porque quando tu começas enxergar podre em todo mundo e só tu não tem podre, não, meu velho, isso está errado cara. Isso é quando tu transferes para os outros a imagem tua, o teu ressentimento, as coisas que tu por elas padece e provavelmente também a tua imagem que tu tem do Rio Grande do Sul como tu colocas, que eu disse como um caloteiro que eu recomendo que não seja paga a divida do Rio Grande do Sul. Eu sou aquele mesmo, Polibio, que tu colocaste na tua coluna, uma vez, que colocou os 12% na saúde, pela primeira vez na história do Estado; eu sou aquele mesmo que desbaratou a quadrilha de adubo, aquele mesmo que desbaratou um monte de porcaria por aÍ afora, aquele mesmo. Não mudei. Eu não sei se tu entendeste que é a mesma pessoa e tu podes ter certeza que tu não vai encontrar 2 tipos de água neste pote aqui, não, viu; pode ter certeza que não, eu não sou este tipo de pessoa, eu não sou assim com tu descreveu.
E quando eu falo que o estado do Rio Grande do Sul não precisa pagar a divida que ele tem, não é para dar calote meu querido.
É para não fazer como gente que olha sempre pelo retrovisor, como tu, que, por exemplo, não sabe que essa porcaria da divida do estado, ela foi calculada em cima da tabela Price meu velhinho. Sabia disso? Pois é, ninguém fala. Tu com a tua envergadura devia falar, mas tu não sabes. Então estou te falando. Vê se fala aí, também. Porque isso é inconstitucional. E nós já pagamos e repagamos essa divida.
Agora, se todo mundo fizer exatamente como o teu pensamento, deixa como estar, vamos pagando assim como bem se entende, como bem entender, vamos cumprir esse contrato.
Isso é contraproducente, o gaúcho não aguenta mais. É muito fácil se alinhar com essa maioria de poderosos, né Polibio, e dizer assim:
­­­- Não, o gaúcho tem que pagar essa divida. Essa divida ninguém deve aqui, bicho, isso já foi pago.
Então, reveja, reveja conceitos, e tu ficas sabendo, Polibio que eu tenho multidão de gente que sabe exatamente do que eu estou falando, que me conhece pessoalmente, não conhece só de um blog, só livezinhas no face book.
Eu to aqui, Polibio ó: olha só onde eu estou meu velho, eu estou aqui no meio das bostas dos cachorros, eu estava ali no olho do sol agora. Tu viste que a minha cara está toda queimada, aqui. Pois é, eu estava colhendo para fazer uns trocadinhos, para pagar a mão de obra dos meus funcionários no final do mês sabia.
E tu? Que tu tá fazendo de bom, para nós?
Fala para nós, aí, meu velho; fala o que tu está fazendo de bom?
Pois é, então reveja conceitos, atualiza fotos, que essas tuas fotos ai estão com arquivo praticamente ultrapassado. Eu te convido, também, a tu ir no sábado, lá no Centro Mediúnico em Cachoeira, para ver a responsabilidade que eu tenho, que minha equipe tem de coração, voluntariamente, para ti ver o trabalho que se faz lá. Vem comigo, aqui, também cara, pôr do sol, bem no olho do sol fazer o trabalho pesado que o homem do campo faz; vem para cá, para ver assim como é duro trabalhar de monte, mesmo no recesso, e enquanto o cara trabalha fica ai um monte de debochados falando um monte de bobagenzinhas sobre o cara.
Vai lá na Assembleia, para tu ver o que eu faço lá também, ver o que a minha equipe faz.
Isso é convite de amigo, Polibio, não é convite de alguém que está aqui tentando te jogar para as macegas. Não, não é desse jeito.
Eu gostaria que tu revisses né, esses conceitos aí, retirasse essa tua bobageira que escreveu aí. E, sim, estou sendo processado, eu estou sendo processado sim. Eu fui vitima de perseguição política em Cachoeira, todo mundo sabe disso não é novidade.
Os processos né, todos doutamente tocados por pessoas competentes como o meu advogado, e gente que me conhece na essência, tu pode falar qualquer coisa de mim, bicho, mas não fala esse tipo de bobagem. Eu tenho muito respeito pelo ser humano, tu vai ver que tem muitos amigos meus que são amigos teus, e eu os convoco a falar para ti de quem se trata, quem sou.
Sem querer ser o melhor, Polibinho, eu não sou o melhor; agora, bicho, do jeito que tu estás indo, além de tu fazer cálculos à imagem dos outros pela tua, do jeito que tu está indo Polibio tu vais perder muito leitor.
Não faz isso, cara, tu tens muita importância Polibio Braga, tu tens muita importância nesse contexto todo da política, mas, cara, de fuxico tu não entende meu, tu não vem para cá tirar água.  Espero que tu recebas o meu abraço, um bom Ano Novo, e enfim, isso aqui não vai ficar só por ai.
Eu espero que a gente, no entanto, tenha, sim, esse entendimento bacana, a altura de gente decente, e se entenda daqui para frente. Não é uma ameaça, é só um convite para que tu ao invés de escrever bobagem consultes antes de escrever cara.
Ah mas o fulano que falou tal coisa, mas se fulano falou tal coisa, um cara da tua envergadura cabe saber se fulano falou a verdade, para não ficar publicando bostinhas no teu blog.
Não vale a pena isso. Eu imagino que alguém falasse isso de ti, com que cara tu chegaria em casa.
Então, eu não sou como os outros não, viu, que se escondem assim, que resolvem simplesmente cruzar os braços, eu não sou desse jeito não.
Eu assumo as minhas coisas, eu mato no peito, eu não fico me escondendo.
A vocês todos que entraram aí desculpa por estar importunando-os com este tipo de assunto, mas quando o cara vai ter ainda mais como agora, há um cargo de Presidente da Assembleia, não é por ai.
Eu gostaria de convidar, inclusive, o Polibio Braga para estar presente no dia da minha posse na Assembleia Legislativa, dia 01 de fevereiro.
Polibio, eu vou deixar uma cadeira lá na frente, escrito Polibio Braga, meu amigo Polibio Braga convidado especial em público; vai ter uma cadeira lá. Ninguém vai sentar nela, vai estar escrito: Ao meu amigo, escritor Polibio Braga.
Ali tu vais ter várias pessoas que poderão então te inteirar de minha personalidade ou de minha índole, de meus processos, dos meus trabalhos, de meus excessos, de meus arrobos, e daquilo que eu tenho de melhor:
Gostar das pessoas, ser franco e direto.

                Beijo Polibio.

PF abre operação sobre Fundo Postalis

Os Fundos de Pensão das estatais federais, como BB, CEF, Correios e Petrobrás, estavam sob controle do PT desde o governo FHC. O PT deitou e rolou em todos eles.

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira operação para esclarecer suposta atuação de uma organização criminosa especializada no desvio de recursos previdenciários do Postalis (Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos), fundo de pensão dos funcionários dos Correios.
Segundo a Polícia Federal, a má gestão dos recursos e os desvios investigados, gerou déficit de aproximadamente R$ 6 bilhões. A pedido do MPF, a PF investiga agora as repercussões criminais da atuação desse grupo de pessoas no desvio de recursos do Fundo.

As ações da Operação Pausare acontecem em regime de esforço concentrado pelas próximas 48h em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Alagoas. No total, 62 equipes policiais cumprirão aproximadamente 100 mandados judiciais de busca e apreensão.

Alvo de denúncias
Não é a primeira vez que a Polícia Federal deflagra operação para investigar fraudes e má gestão no Postalis. Em dezembro de 2015, a PF deflagrou a Operação Positus. A operação apurou desvios de até R$ 180 milhões.

Em setembro de 2016, a PF deflagrou a Operação Greenfield para investigar irregularidades em quatro dos maiores fundos de pensão do país, entre eles, o Postalis.


Em outubro do ano passado, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) decretou intervenção no Postalis pelo prazo de 180 dias.

TCU convoca Arno a Mantega

Os petistas Mantega e Arno. Arno Augustin é gaúcho, vive e trabalha em Porto Alegre.

O jornal O Estado de S. Paulo de hoje revela que o Tribunal de Contas da União (TCU) convocou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e o ex-secretário do Tesouro Arno Augustin, a darem explicações por terem concedido garantias da União a empréstimos a Estados que já apresentavam "evidente deterioração de sua capacidade de pagamento".

A área técnica da corte de contas apontou os dois como responsáveis pela prática adotada entre 2011 e 2014, que elevou o endividamento de governos estaduais já em péssimas condições financeiras e resultou no calote dado pelo Estado do Rio de Janeiro, um dos maiores beneficiados pela política de garantias facilitadas. Só em 2012, o Rio recebeu R$ 8,4 bilhões em garantias para empréstimos na Caixa, Banco do Brasil e organismos multilaterais, segundo a auditoria conduzida pelo TCU. A nota do Estado nessa época era "C", a penúltima na tabela de classificação de risco e que indica baixa capacidade de pagamento e elevado risco de inadimplência.

O calote se concretizou a partir de 2016, o que obrigou a União a honrar as dívidas no lugar do governo estadual. 

Vendas do setor de máquinas tiveram queda de 2,9% no ano passado

         Os fabricantes de bens de capital mecânicos do País fecharam 2017 com uma receita líquida total de R$ 67,1 bilhões, num decréscimo de -2,9% na comparação com 2016. Apesar disso, houve redução gradativa das taxas de queda nas vendas em função do crescimento das exportações que voltaram a níveis mensais registrados em 2011 e 2012.
          O balanço foi divulgado hoje (31) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) durante coletiva de imprensa em São Paulo, transmitida online para as regionais da entidade.
          Em dezembro último, as vendas atingiram R$ 5,4 bilhões, num crescimento de 0,9% na comparação com novembro, também em função do aumento das exportações que tiveram expansão de 16,3% na mesma base de comparação.
           Segundo a ABIMAQ, a receita de dezembro, ligeiramente abaixo da observada no mesmo mês de 2016 (-0,6%) ainda é 45% inferior ao resultado médio de igual mês no período pré-crise.
          Este resultado acumulado corresponde a cinco anos consecutivos de queda nos níveis de investimento no país, só interrompida no segundo semestre de 2017, em que o setor registrou pequeno crescimento de 0,5% em relação a igual período de 2016.
            A entidade projeta que o crescimento observado no final de 2017 deverá continuar ao longo deste ano.




Artigo, Flávio Tavares, Zero Hora - A deformação

Título original; "A deformação"
O caso do apartamento triplex, que levou à condenação unânime do ex-presidente Lula da Silva pelo TRF-4, é só uma das tantas facetas ocultas do horror que a Lava-Jato desvendou


O crime nunca mostra a própria trama. Esconde as mãos que assaltam ou alega que não tem mãos e segue assaltando. Só os perversos ou pervertidos não se ocultam, pois são psicopatas sedentos de sangue e notoriedade. Fora disto, o ato de ocultar mostra a sofisticação e refinamento do crime.

O caso do apartamento triplex, que levou à condenação unânime do ex-presidente Lula da Silva pelo TRF-4, é só uma das tantas facetas ocultas do horror que a Lava-Jato desvendou. Comparado aos bilhões roubados à Petrobras pelo trio PT-PMDB-PP, o triplex é só um "agrado" (como diz o povo) que a OAS fez ao chefe-maior do conluio de empresas e políticos.

Comparado aos bilhões roubados à Petrobras pelo trio PT-PMDB-PP, o triplex é só um "agrado" (como diz o povo) que a OAS fez ao chefe-maior do conluio de empresas e políticos.
Mas, como ressaltou o desembargador Gebran Neto, relator do processo, ali a simulação está à mostra e revela a trama e seu engendro. Se fosse ato lícito, por que ocultar o proprietário ou rasurar recibos?

  ***

O triplex foi, assim, o cerne visível do crime oculto que transformou em covil perverso a empresa que era orgulho nacional.

Tornou-se fundamental por isto, não pelos cifrões em jogo. Pode-se pensar que a tonitruante corrupção na Petrobras tenha se alastrado sem o conhecimento e aprovação (ou incentivo) do então presidente da República? E dos chefetes do PT, PMDB e PP, beneficiários maiores da corrupção?

O ex-presidente é réu em outros seis processos e indiciado em dois mais, todos ínfimos se comparados à imensidão de absurdos que a lei não configura como crime. Por que a Odebrecht pagava (diretamente ou não) 200 mil dólares por cada palestra de Lula no exterior?

***

O Tribunal Regional Federal manteve a condenação de Lula por um crime concreto de corrupção. Não julgou o futuro candidato à eleição presidencial, ao contrário do que o PT berra. A candidatura presidencial não é esconderijo de delinquentes, sejam eles quem forem, nem "um jeitinho" para aparentar inocência.

Transformar o condenado em vítima é um acinte a tudo aquilo que (com independência) a Polícia Federal, procuradores e juízes realizaram nos últimos anos, ao punir grandes ladrões que o poder econômico ou político acobertavam até bem pouco.

Crime maior, ainda, é passar aos militantes dos partidos a falsidade de que a Justiça "persegue" certos políticos por serem "líderes populares" ou pregar a desobediência à Justiça, como fez Lula agora. E é triste que ninguém no PT, PMDB, PP, PSDB e outros partidos reprove seus líderes corruptos!


Por que esse incestuoso amor à tragédia maior que deforma a vida partidária no Brasil?

Artigo, Astor Wartchow - Pagadores e gastadores

      Pagadores e gastadores
      Astor Wartchow
      Advogado 
      A obesidade do estado brasileiro é evidenciada pela quantidade de órgãos, empresas estatais e funcionários públicos. Mantidos e garantidos por uma imensa arrecadação e concentração tributária e aparelhamento burocrático. Concomitantemente, o povo cada vez tem menos dinheiro no bolso. Não é a toa que o agravamento de diferenças sociais e injustiças se sucedem e aumentam.  
      As autoridades falam em importantes reformas. Algumas urgentes, sem dúvida. Mas, entre tais, as reformas tributária e fiscal são sempre adiadas. Ou seja, tão cedo não diminuirá o enorme e concentrado poder da União, um monumento ao desprezo dos ideais republicanos.  
      Aliás, é lastimável a romaria de governadores e prefeitos para Brasília, onde trocam abraços, fotos e “tapinhas” nas costas com as autoridades governamentais e burocráticas. Mendigam migalhas. E legitimam o sistema.
      Então, quisera que empresários e suas federações se dedicassem a divulgação e organização de uma resistência cívica e popular. Afinal, sob pena de prisão, são obrigados a recolher vários tributos sobre mercadorias que ainda não venderam. Ou que venderam a prazo. Ou, então, sobre vendas que nunca serão pagas devido à inadimplência popular.
      E se sabe que sobra pouco dinheiro para pagar seus fornecedores e funcionários. E ainda garantir sua margem de lucro para uso pessoal e investimento na empresa. Ou seja, motivos não lhes faltam para reagir.
      Mas, infelizmente e ao contrário, pedem linhas de créditos públicos e prorrogação de prazos de recolhimento de tributos. Subterfúgios que não resolvem nossas contradições fiscais e tributárias.
      Entre os cidadãos, poucos sabem quanto estão pagando de tributos. Por exemplo, nas despesas gerais da família quanto pagam de PIS, COFINS, IPI, CSLL, IRPJ, INSS e PIS-PASEP, recolhidos ao Governo Federal? E quanto de ICMS, destinado ao Estado e Municípios. Ou de ISSQN e IPTU, que pertence ao Município? Quem sabe o que significam essas siglas todas (existem mais de 100 impostos, taxas e contribuições!) e para onde vai o dinheiro?
      Quando a maioria das pessoas compreender o significado de cada tributo e o destino do dinheiro arrecadado, e souber analisar o comportamento dúbio e omisso dos governantes e dos parlamentares, talvez a mudança possa começar e o nosso povo enriquecer.

      Não à toa há tantos vale-disso e daquilo. Uma forma barata de comprar a simpatia, o silêncio e a consciência dos pobres, as maiores vítimas da concentração tributária e estatizante.  

Artigo, Tito Guarniere - Cegueira geral

O PT, Lula e seus simpatizantes continuam fazendo apostas temerárias, de confronto e radicalização. Lembra muito o partido nos seus tempos heroicos de oposição, vertical, duro, intransigente. A postura original já denotava soberba: só o PT e os seus impolutos filiados e militantes tinham a cara limpa para apresentar tal compromisso com práticas virtuosas na vida pública, tal lisura de propósitos, a flor no lodo da política brasileira.

Como sabemos agora, isso valeu somente enquanto o partido era de oposição. No poder, mancomunou-se com as oligarquias mais atrasadas, afundou-se em lambanças como nunca antes neste país, e hoje, em desespero, tenta demonstrar que no seu âmago ainda existe alguma lucidez e coerência. Foi-se o tempo em que era estilingue. Agora, é vidraça onde todos atiram pedra.

Autocrítica, nas esquerdas, sempre foi um mea culpa de dissidentes arrependidos, jamais dos comissários dirigentes, das cúpulas partidárias. E no PT, apesar de todas as sombras que o envolvem, das dúvidas sobre o seu futuro, das inquietações que agitam o partido, no mar de lama onde chafurdam, não cogitam de renovar o programa, de reinventar suas práticas de ação e atuação, ou de fazer um balanço honesto de sua experiência histórica, até aqui.

Assim, o partido salta de um equívoco a outro, sem tempo de refletir e tomar novo fôlego. Vejam o julgamento de Lula no TRF4. Os petistas apostaram todas as fichas na tática de artilharia pesada contra a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça Federal, acusando-os de “conspiração”, destinada a afastar Lula da sucessão presidencial. A cada pesquisa que confirmava a maioria das intenções de voto para Lula, aumentava o tom e a intensidade dos ataques, das proclamações injuriosas contra aquelas instituições, e contra alguns dos seus membros mais destacados.

O PT, os seus “movimentos sociais”, têm uma fé cega no poder das mobilizações de massa, para fazer valer sua “vontade política”, sua visão de conjuntura e de mundo (embora quando as ruas são tomadas pelos adversários, na paranoia comum do lulopetismo, se trata de uma manipulação das massas pelas “elites”).

Na cegueira geral, não percebem que, nas suas manifestações manjadas, feitas pelos mesmos e indefectíveis atores, do PT, da CUT, do MST e quejandos, eles falam apenas entre si e para si, sem ganhar um só adepto, sem colher com uma única e só assinatura de fora das suas hostes para as suas demandas.

E dessa forma, atacando sempre, em ofensiva permanente e exaltada, acreditando na magia das passeatas e manifestações, no poder do berro, e às vezes de pneus queimados nas vias públicas, imaginavam que iriam inibir os juízes do TRF4. Deu-se o previsível: além das razões que já detinham aquelas autoridades, e para ficar patente e claro que não estavam intimidados, confirmaram a condenação de Lula e aumentaram a pena. Não estavam dispostos a permitir que prosperasse a jurisprudência de que a Justiça e a Lei devam se subordinar ao alarido, às pesquisas de intenção de voto, ao clamor das ruas.



mailto:titoguarniere@terra.com.br