Programa BRDE Labs vai acelerar startups para a retomada da economia para depois da economia

De 4 a 31 de maio, startups interessadas em participar podem fazer inscrição por meio do site da aceleradora VENTIUR  - www.ventiur.net/brdelabs

O cenário de instabilidade provocado pela pandemia de Covid-19 impõe um grande desafio: como criar soluções para a retomada da economia após o pico da doença? A resposta pode estar nos ecossistemas de inovação e startups, que nascem com o propósito de desenvolver e testar novos produtos e modelos de negócios em ambientes de extrema incerteza. Com essa finalidade, buscando ampliar o fomento à inovação, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE criou o Programa BRDE Labs.

O objetivo é selecionar startups em fase de validação e início de crescimento, que ofereçam soluções inovadoras para o novo cenário, em especial nas áreas de atuação dos clientes do banco. Serão priorizados os seguintes setores: Agronegócio; Saúde; Indústria 4.0; Internet das Coisas (IoT); Tecnologia da Informação; Energia; Educação; Logística e Meio Ambiente.

As startups que se inscreverem no BRDE Labs passarão por avaliação criteriosa, com entrevistas e desafios online. Ao final da etapa de seleção, serão escolhidas 10 startups para participar do processo de aceleração, conduzido pela empresa VENTIUR durante quatro meses, de  agosto a novembro de 2020.

Dentre as atividades de sensibilização e divulgação, serão oferecidos eventos online (lives) com economistas, sociólogos e outros profissionais, para análise do comportamento do consumidor no cenário pós-coronavírus, novas necessidades, demandas e problemas a serem resolvidos no novo contexto.

A expectativa é de que parte das atividades se realizem de forma presencial, em Porto Alegre. Para tanto, as startups do interior do Rio Grande do Sul receberão ajuda de custo para deslocamento, estadia e alimentação. Ao final do programa, as três melhores startups receberão uma premiação do BRDE, além da possibilidade de aporte adicional por parte da rede de investidores da VENTIUR e/ou fundos apoiados pelo banco.

"O BRDE já atua fortemente no fomento à inovação por meio de financiamento direto ou participação em fundos de investimento. Essas iniciativas, porém, se destinam a empresas mais consolidadas. Com o BRDE LABS, pretendemos alcançar empreendedores em estágio inicial, que ainda não estão prontos para receber aportes de um fundo ou mesmo um financiamento", esclarece Mauricio Mocelin, superintendente do BRDE no Rio Grande do Sul. "Outros aspectos importantes do BRDE LABS são a mentoria dos técnicos do banco na área administrativa-financeira, por exemplo, e a aproximação dos empreendedores com nossos clientes que têm interesse nos produtos ou serviços que serão desenvolvidos ao longo do Programa. Dessa forma, acreditamos que o BRDE dará mais uma importante contribuição para o fomento à inovação e ao empreendedorismo no Estado", avalia Mocelin.

Rui Oppermann, Reitor da UFRGS e membro do Comitê Estratégico da Aliança da Inovação (com os Reitores Ir. Evilázio Teixeira da PUCRS e Pe. Marcelo Aquino da Unisinos), afirma que o retorno à normalidade será para uma nova realidade, isto é, não será simplesmente continuarmos a fazer aquilo que paramos de fazer no início da pandemia. “A sociedade estará aberta e necessitando de soluções inovadoras que atendam suas expectativas a partir da experiência transformadora que a pandemia nos impôs. Sem dúvida, haverá uma grande oportunidade para propostas inovadoras no campo social e econômico, que devem contribuir para promover a qualidade de vida em bases sustentáveis”, destaca Oppermann.

Para o fundador e diretor executivo da VENTIUR, Sandro Cortezia, o programa é um marco para o ecossistema de inovação do RS: “O BRDE Labs se antecipa ao promover o apoio de novos negócios em áreas prioritárias para o Estado, preparando-o para o cenário pós-crise”. Cortezia destaca ainda o grande diferencial que o arranjo montado pelo BRDE, ao selecionar uma aceleradora e as três principais universidades do Estado.

A diretora do Parque Tecnológico São Leopoldo - Tecnosinos, Susana Kakuta, entende que a seleção da Aliança em parceria com a VENTIUR representa uma enorme oportunidade de tracionar o processo de inovação dentro do BRDE. “Existe uma mudança tremenda em curso, mexendo diretamente no modo de fazer negócios no setor bancário. Esta transformação em organizações consolidadas, como é o caso do BRDE, precisa e deve ser realizada com segurança e necessária ousadia. Isto é inovar, nosso dia a dia”.

Já Rafael Prikladnicki, diretor do Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc), ressalta que é muito importante uma iniciativa como a do BRDE Labs e da Ventiur e a parceria dos três parques tecnológicos. “O mundo mudou, e neste sentido entendemos que ações como esta são extremamente bem-vindas para potencializar as ideias que podem surgir para contribuir com nosso Estado durante e depois da pandemia”, explica.

Segundo Marcelo Lubaszewski, diretor do Parque Zenit da UFRGS, os ingredientes de inovação e conhecimento estão reunidos no BRDE Labs e serão potencializados na parceria da Ventiur com o Tecnopuc, o Tecnosinos e o Zenit. "O enfrentamento da crise sanitária só vem confirmando o que, de fato, já sabíamos. Só a inovação com sólida base no conhecimento pode nos ajudar a superar problemas complexos, como os que estamos vivendo, e garantir a retomada do crescimento econômico."

SOBRE A VENTIUR
A VENTIUR é uma sociedade anônima de capital fechado, fundada com a missão de apoiar e assessorar executiva e financeiramente projetos de empresas nascentes de base tecnológica (startups). Foi a primeira aceleradora de startups do Rio Grande do Sul, iniciando as operações em 2013. Desde 2014, é uma das aceleradoras qualificadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) no Programa Startup Brasil. Em 2017, foi também qualificada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) no Programa Conexão Startup Indústria. Até o momento prospectou e avaliou diretamente mais de 2.000 startups, pré-acelerou 166 projetos na etapa de Warmup e acelerou 45 startups.

Como caso de sucesso, destaca-se a venda da startup Devorando para o iFood, em 2016. Das startups que estão atualmente no portfólio, cerca de 30% receberam novas rodadas de investimento público ou privado. No total, foram captados com o apoio da aceleradora cerca de R$ 20 milhões.

SOBRE A ALIANÇA PARA A INOVAÇÃO

A Aliança para Inovação é uma articulação entre UFRGS, PUCRS e UNISINOS, que tem por objetivo potencializar ações de alto impacto em prol do avanço do ecossistema de inovação e do desenvolvimento.

Weinmann implementa drive-thru para realizar teste de diagnóstico

 Os testes são pelo método RT-PCR da COVID-19

O Weinmann acaba de colocar em rotina o teste molecular do tipo RT-PCR para diagnóstico da COVID-19 por meio da modalidade de drive-thru, que permite às pessoas fazerem o exame sem sair do carro. O serviço está disponível em duas de suas unidades em Porto Alegre (RS), localizadas na Zona Sul e na Avenida Nilo Peçanha. Para realizar o exame é necessário fazer o agendamento, ter indicação clínica e estar com o pedido médico.

O teste molecular do tipo RT-PCR é feito a partir de uma amostra de secreção respiratória, que permite a detecção direta do material genético do vírus. O exame é indicado para a verificação da infecção aguda sintomática, e para pessoas que possuam sintomas da COVID-19 com duração entre 3 e 7 dias. O teste deve ser feito mediante agendamento pelo telefone (51) 3314-3838, e custa R$ 470,00 para clientes e R$ 282,00 para profissionais da saúde. O resultado fica pronto em 72 horas.

“O método RT-PCR consiste na coleta de amostra da secreção respiratória que permite identificar o vírus no período em que está ativo na nasofaringe, tornando possível aplicar a conduta médica apropriada: internação, isolamento social ou outro procedimento pertinente para o caso em questão. Por isso é importante ter indicação clínica e recomendação médica para realizar o exame”, explica a Dra. Marcelle Alves, infectologista do Weinmann.

Entenda como funciona o teste de diagnóstico RT-PCR da COVID-19
O teste pelo método RT-PCR (do inglês reverse-transcriptase polymerase chain reaction) é considerado o padrão-ouro no diagnóstico da COVID-19, cuja confirmação é obtida por meio da detecção do RNA do SARS-CoV-2 na amostra analisada, preferencialmente obtida de raspado (swab) de nasofaringe, isto é, material obtido da mucosa do fundo do nariz com uma haste flexível. A coleta pode ser feita a partir do terceiro dia após o início dos sintomas e até o sétimo dia, pois ao final desse período a quantidade de RNA tende a diminuir. Ou seja, o teste RT-PCR identifica o vírus no período em que está ativo na nasofaringe, tornando possível aplicar a conduta médica apropriada. O teste baseia-se no método de PCR, seguindo protocolo do Hospital Universitário Charité (Berlim, Alemanha) e validado de acordo com as normas do Colégio Americano de Patologistas (CAP).

Passo a passo do método RT-PCR:
Transforma RNA do vírus em DNA;
DNA é amplificado;
Se houver material genético do SARS-CoV-2 na amostra, sondas específicas detectam a sua presença e emitem um sinal que é captado pelo equipamento, sendo traduzido em resultado positivo;
Em caso de resultado positivo, a suspeita da COVID-19 é confirmada.


SERVIÇO - Drive-thru para teste de diagnóstico pelo método RT-PCR da COVID-19 no Weinmann
Unidade Zona Sul (Avenida Otto Niemeyer, 687 - Tristeza - Porto Alegre/RS)
Unidade Nilo Peçanha (Avenida Nilo Peçanha, 2.655 - Chácara das Pedras - Porto Alegre/RS)
Agendamento: (51) 3314-3838

Mesmo com queda no faturamento, 49% dos empreendedores pretendem manter o seu negócio

Mesmo com queda no faturamento, 49% dos empreendedores pretendem manter o seu negócio
Dado é da pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae RS entre os dias 19 e 25 de abril

A terceira edição da pesquisa Monitoramento dos Pequenos Negócios na Crise, realizada pelo Sebrae RS entre os dias 19 e 25 de abril, trouxe um dado alentador em meio a um cenário ainda muito negativo: mesmo com queda no faturamento, 49% dos empreendedores afirmam que irão manter o seu negócio,  um aumento de 11 pontos percentuais em relação à segunda pesquisa (de 12 a 18 de abril), em que o índice chegava a 38%.

“Os dados mostram que os empresários estão buscando manter, reposicionar ou até mesmo reduzir o tamanho dos seus negócios, não mais aparecendo como opção o encerramento das atividades, fato que, em meio a um cenário ainda bastante negativo, é um sinal alentador em relação às suas expectativas”, destaca o diretor-superintendente do Sebrae RS, André Vanoni de Godoy.

Ainda assim, depois de mais de um mês de restrições de circulação e de funcionamento das empresas, a percepção de dificuldade dos empreendedores aumentou nesta semana em relação às semanas anteriores, sendo que 77% dos negócios continuam afetados negativamente pela crise, 16% positivamente e apenas 7% não está sendo afetado. Dos que estão sendo afetados, o faturamento segue como principal problema apontado por 89% dos empreendedores que responderam a pesquisa, mantendo praticamente os mesmos índices das semanas anteriores, que eram de 89% (1ª semana) e 86% (2ª semana).

Foi o que aconteceu com a Esperienza Bistrot Restaurante, de Gramado. A empresa teve uma drástica redução no faturamento, que chegou a 90%. Com isso, foi preciso analisar o cenário e tomar algumas medidas importantes para amenizar a crise: o modelo de negócio foi adaptado, priorizando o delivery; promoções específicas para moradores foram criadas, o quadro de funcionários precisou ser reduzido pela metade, de seis para três. Para adequar as finanças de curto prazo, foi preciso negociar também algumas linhas de crédito, que migraram o endividamento para linhas de longo prazo, com carência maiores.

"Alguns fornecedores prorrogaram o prazo, conseguimos renegociar o aluguel e congelamos os reajustes, mas ainda bem que temos um bom fluxo de caixa, o que nos ajudou a nos manter nesse período mais delicado economicamente. Nosso maior desafio foi conseguir enxergar o que fazer”, comenta o proprietário da Esperienza Bistrot Restaurante, Bruno Oliveira Silva.

Maior necessidade de capital de giro

Os recursos financeiros estão se tornando escassos em razão da baixa atividade, e as ações tomadas pelos empreendedores neste contexto estão focadas na busca de recursos para pagamento das despesas imediatas, como foi o caso da Esperienza Bistrot Restaurante. A pesquisa do Sebrae RS mostra que a busca por financiamento era de 13% na 1ª semana e passou para 21% na 3ª semana. Dentre as necessidades identificadas neste monitoramento, observa-se um crescimento expressivo no item capital de giro, passando de 50% (primeira semana) para 66% (neste último levantamento).

A média de pessoas ocupadas que era de sete (7) na primeira semana, com uma pequena diferença maior na segunda, na terceira semana caiu para seis (6) por empresa, o que demonstra a característica de preservação do pessoal ocupado.

Sobre o estudo
O levantamento é feito semanalmente a partir de entrevistas com clientes que tiveram relacionamento com a Organização durante o período. O objetivo é orientar e redirecionar a atuação do Sebrae RS para ofertar produtos e serviços apontados como mais necessários pelos empreendedores.

Impacto nos pequenos negócios

Negócios afetados
77 % negativamente
16% positivamente
7% não está sendo afetado

Faturamento
89% diminuiu
10% permaneceu igual
1% aumentou

Perda no faturamento
64% maior do que 50%
9% de 41 a 50%
7% de 31 a 40%
9% de 21 a 30%
4,5% de 11 a 20%
3% de 6 a 10%
1% até 5%

Sobre o negócio
49% pretende manter
23 % reposicionar
0% encerrar

Média de pessoas ocupadas
7 na primeira semana
8 na segunda semana
6 na terceira semana

Ações em decorrência da crise
21% financiamento para despesas imediatas
23% renegociou financiamentos existentes

Necessidades
66% capital de giro
27% carência para pagamento de fornecedores

Artigo Felipe Camozzato - A prudência é aliada do tempo, senhor da razão

- O autor é vereador de Porto Alegre (Partido NOVO)

Tensão, ansiedade, medo, desconfiança, decepção. Acho que todos estamos sofrendo de algumas destas condições (com exceção da esquerda radical, que está vivendo um lapso de esperança e êxtase). Enquanto nossa cabeça clama pelo esclarecimento da situação, nosso coração tende a pular rapidamente pra uma conclusão. Aqui, faço um convite para a prudência.
O Brasil teve em Moro e Bolsonaro duas figuras que romperam com um histórico de poder e de monopólio das virtudes. Caiu o PT, prenderam-se corruptos de diversos partidos, e prendeu-se alguns dos maiores empresários e figurões do país. Chegamos, então, ao governo Bolsonaro e ao Ministro Sérgio Moro: duas pessoas que erram e acertam, como quaisquer outras, e das quais não devemos tentar apagar os passados.
Sobre a situação atual, entendo que por enquanto ainda estamos vendo apenas a ponta do iceberg. Moro tem mais de 20 anos de experiência em direito penal, e acho improvável que se colocaria em uma situação de poder responder por calúnia ou falsas acusações. Deve ter consigo mais informações para serem usadas.
O governo entende isso, ao passo em que aparenta tentar construir uma narrativa de interesse pessoal de Moro versus o interesse nacional de Bolsonaro. Porém, alguém que abre mão da carreira de magistrado, que bota sua vida e família em risco há anos para botar Lula e outros figurões na cadeia, já mostrou que tem no Estado de Direito brasileiro o seu interesse. E que é diferente, por exemplo, da facada de Bolsonaro como argumento de interesse nacional. Ele não teve a decisão de não tomar a facada, tal qual teve Moro de prosseguir ou não com a Lava Jato e suas denúncias.
Digo tudo isso não para acusar um ou outro. Mas sim para sinalizar de que o juízo de razão feito agora provavelmente será precipitado. As acusações terão desdobramentos em novas informações, e são elas que nos trarão condições de tirar as melhores conclusões. O tempo, afinal, é o senhor da razão.


Artigo, Fábio Jacques - Aesopus et petulans.

No momento tumultuado, e por que não dizer tenebroso, pelo qual passa o Brasil imerso em imensas crises econômica, social, política e de saúde,provocada pela pandemia do Covid-19, soma-se uma desnecessária crise ministerial do governo federal provocada pela saída intempestiva do ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro.
A atitude tomada pelo Moro, me fez retroceder aos bancos escolares, às aulas de latim e ao estudo das fábulas de Fedro.
No século primeiro depois de Cristo, Caio Júlio Fedro (GaiusIuliusPhaedrus), escravo liberto alforriado pelo imperador Augusto, escreveu e sistematizou uma grande quantidade de fábulas, as quais, em sua humildade, atribuiu, em seus cinco livros  ao grego Esopo, o verdadeiro pai do fabulário, ainda que muitas fossem, realmente, de sua própria autoria. Esopo e Fedro, juntamente com o francês La Fontaine, foram os pais de praticamente todas as fábulas conhecidas até os dias de hoje.
A fábula que me fez percorrer este caminho de regresso à infância foi aquela conhecida como Esopo e o petulante (Aesopus et petulans).
Deliciem-se com o texto, numa tradução livre:

“O bom êxito arrasta muitos à desgraça”.
Andava Esopo pelas ruas de Atenas quando atingido por uma pedra lançada por um petulante.
Muito obrigado, falou Esopo ecomo agradecimento,presenteou-lhe com umamoeda.
E prosseguiu:
Não tenho mais, palavra de honra, mas mostrar-te-ei ondepossas receber mais; eis que aí vem o governador da província; atira igualmente uma pedra nele e receberás, com certeza, um prémio muito maior."
O petulante, persuadido pelas palavras de Esopo, fez o que lhe foi aconselhado mas, a esperança enganou a imprudente audácia pois sendo preso, pagou sua culpa na cruz”.

Na minha imaginação, Esopo representa a esquerda brasileira, a grande mídia e todos aqueles que odeiam o“Sérgio Moro Juiz” e cujo único propósito de curto prazo é destruir o governo Bolsonaro, o petulante atirador de pedras o Sérgio Moro, e o governador da província, o presidente Jair Messias Bolsonaro.
Ludibriado e seduzido pela moeda recebida de seus próprios inimigos aduladores por ele um dia apedrejados, e que o levaram a pensar que, por ter cumprido muito bem “grande parte” ( faltou o PSDB) de suas obrigações como juiz de primeira instância, se tornara um super herói indestrutível e imbatível em sua popularidade, aceitou seguir seus conselhos e acenos e apostou tudo para galgar os píncaros da glória arquitetada em sua imaginação.
E atirou a maior pedra que encontrou no governador da província, Jair Bolsonaro.
Seu ato foi tão insano que, após alguns momentos de pânico estarrecedor, todos os circunstantes caíram em si e passaram a vê-lo com um ser mesquinho, vingativo e despreparado, cujo destino vai acabar, mais hoje, mais amanhã, na cruz como o petulante da fábula.
A esquerda comemorará ainda por algum tempo a destruição daquele que um dia foi incensado pelos seus inimigos como o grande herói nacional e voltará, como bem representada pelo feroz e oportunista bando de hienas carniceiras a fustigar o leão tentando descobrir uma brecha em suas defesas para feri-lo de morte.
Bolsonaro se recuperará rapidamente dos ferimentos e continuará sua insana luta contra seus inimigos figadais num cabo de guerra interminável, até que um lado ceda e acabe sendo jogado ao chão e aniquilado.
E quanto ao Moro, o petulante da fábula, cairá, como já está vertiginosamente caindo, em descredito total esvaindo-se nas brumas do esquecimento, seja na memória daqueles que um dia o idolatraram e foram traídos, seja daqueles que o engambelaram e o fizeram rasgar sua tão reverenciada biografia.
Esperem e confiram.
Fabio Jacques - Diretor da FJacques – Gestão através de Ideias Atratoras.

O isolamento social como gatilho para a violência contra mulheres

O isolamento social como gatilho para a violência contra mulheres
Aumento de casos nos tribunais

Agressão e feminicídio se destacam

A Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos registrou 197 denúncias de violência contra mulher relacionadas a isolamentopicture-alliance/dpa/P. Steffen (via DW)

“Não, não foi a 1ª ameaça… Espera, desculpa, preciso interromper.” O cachorro late. Célia Maria de Paula precisa receber alguém no apartamento onde mora, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. “Oi, eu estou dando uma entrevista. Aqui está a porta nova e o material, tá bom?”. Célia volta e explica por que a entrada do apartamento onde viveu com o marido por 12 anos precisa de conserto. “Os vizinhos arrombaram a porta para me socorrer. Mas, então, podemos continuar a nossa conversa”, diz.

A professora da rede pública de ensino tenta seguir com naturalidade, mas sua fala está pausada. Ainda é difícil olhar no espelho e ver tão explícitas as marcas da agressão. Foram 5 golpes de facão na cabeça, agora raspada, e uma mordida próxima ao olho. O marido foi preso em flagrante por tentativa de homicídio.

Célia e o marido ficaram juntos em casa por 2 meses até o ataque, que ocorreu em 6 de abril. A professora estava de licença médica por causa de uma cirurgia e, depois, continuou em casa com a suspensão das aulas devido à pandemia da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. O marido sofre de transtorno bipolar e estava desempregado. Ele sempre recusou tratamento médico para a doença mental.

“Eu sempre consegui me proteger. Sempre que ele vinha para cima de mim, eu segurava. Mas, dessa vez, infelizmente, eu não consegui me defender. Eu não me conformo com o fato de ter ficado com ele todo esse tempo. Era realmente para eu ter morrido”, conta.

“Depois do que aconteceu, não tenho como ficar em isolamento. Tem muita burocracia para resolver”, conta Célia Maria de Paula, que em 16 de abril, quando deu a entrevista à DW Brasil, completava 47 anos de idade.

Naquele dia, além de consertar a porta, Célia foi à Coordenadoria dos Direitos da Mulher da Prefeitura de Taboão da Serra para a 1ª consulta com uma psicóloga e, na sequência, com uma psiquiatra. “Geralmente, ele [marido] fazia um bolo. E, agora, com a covid-19, todo mundo está trancado em casa, ele está trancado na prisão, e eu estou tentando me destrancar de dentro de mim”, conta.

“Meu erro foi acreditar que ele nunca pudesse fazer aquilo”, continua. Mesmo com muito medo e dor, Célia está transformando a experiência trágica que viveu numa bandeira. “Eu já levantava a bandeira da saúde mental e a do feminismo nas escolas. Agora, estou no lugar de fala da violência e faço um diário dessa fase no meu perfil no Instagram (@celiadepaula73). Quero batalhar para prevenir a violência contra a mulher e para que autoridades elaborem políticas públicas sobre a saúde mental masculina”, diz.

PRESSÃO E INSEGURANÇA
“A pressão e a insegurança do isolamento nesta pandemia acentuam a violência doméstica pré-existente, como se fosse um gatilho para os comportamentos mais violentos”, explica a promotora do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) Gabriela Manssur, que articula ações contra a violência doméstica há 15 anos.

Autoridades judiciárias e redes de enfrentamento à violência contra a mulher ainda consolidam os dados oficiais, mas o fato é que os casos de agressão, violência sexual e feminicídio têm aumentado exponencialmente desde o início das medidas de isolamento social impostas para conter a transmissão do novo coronavírus. Esse cenário também é visto em outros países, como França e Estados Unidos.

No início de abril, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que, com a pandemia, houve um “crescimento horrível da violência doméstica em nível global” e pediu que os governos incluam medidas de proteção a mulheres e contra violência doméstica entre seus planos de combate à covid-19. “Para muitas mulheres e meninas, a maior ameaça está precisamente naquele que deveria ser o mais seguro dos lugares: as suas próprias casas”, disse.

Maria Cristiana Ziouva, coordenadora do Movimento Permanente de Combate à Violência Doméstica do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), demonstra preocupação com os números. “Estamos recebendo informações dos tribunais de Justiça de todo o país. Os casos de violência doméstica e de feminicídio aumentaram significativamente nesse período de isolamento”, diz.

Em março, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro registrou um aumento de 50% nos casos de violência doméstica durante o período de confinamento. O portal da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos contabilizou pelo menos 197 denúncias de violência contra a mulher relacionadas ao período de isolamento.

Luciana Terra, diretora do Instituto Justiça de Saia, explica que, além dos problemas econômicos, a frustração dos homens “que veem suas masculinidades afetadas pelo fato de não estarem produzindo e terem o seu papel de provedor afetado” também são um gatilho.

“O consumo de álcool é um dos fatores. No caso de casais que moram na mesma casa é por causa do celular. A mulher fica na internet vendo notícias ou falando com outras pessoas, e o companheiro fica com mais ciúmes ainda. E as agressões acontecem”, conta.

REDES DE APOIO ONLINE
Rio de Janeiro, 9 de abril de 2020: uma mulher perseguida pelo ex-marido – um capitão da Polícia Militar do Rio – estava prestes a cometer suicídio. As agressões psicológicas e físicas constantes a levaram à depressão profunda. A situação era insuportável e se agravou quando o ex-companheiro pulou o muro da casa onde ela vive com os filhos do casal vestindo uma máscara. Ele não aceita o fim do relacionamento.

Em meio ao desespero, a mulher enviou uma mensagem por Whatsapp ao programa Justiceiras, rede de apoio e acolhimento criada no final de março pela promotora Gabriela Manssur, devido ao recente aumento de casos de violência, e que já reúne cerca de 1.000 voluntários em todo o país.

A advogada Luciana Terra foi informada sobre o caso às 19h. Em poucos minutos, uma médica, uma assistente social e as voluntárias que estavam em contato com a vítima se reuniram por teleconferência, na apelidada “sala de justiça”, criada para dar uma resposta imediata aos casos mais urgentes.

Foram 20 minutos de discussão. Ainda durante a reunião, Luciana fez o registro do boletim de ocorrência online para solicitar uma medida protetiva, que foi autorizada pelo juiz na manhã seguinte. A assistente social e a psicóloga seguiram trocando mensagens com a mulher para que continuasse a luta por uma vida sem violência.

“Hoje, ela já está dando ‘aulas’ de empoderamento feminino”, conta Luciana Terra. “Nunca me senti tão acolhida”, escreveu a mulher para o grupo Justiceiras. “Pelo Whatsapp, estamos conseguindo fazer essa comunicação com mulheres que estão invisíveis, mas não podem ser invisibilizadas”, diz Manssur.

No dia 15 de abril, às 22h30, uma mulher do interior do Paraná relatou pelo Whatsapp que o marido ameaçou esquartejá-la. A vítima estava numa linha de telefone com uma voluntária local, enquanto o restante do grupo da “sala de justiça” articulava uma resposta para proteger a mulher. “Checamos o endereço dela pelo GoogleMaps, e não há nenhuma delegacia da mulher naquela cidade”, conta Luciana.

Uma voluntária responsável pelo caso sabia que o agressor, que já se encontrava na cidade da vítima, tinha sido condenado por tráfico de drogas e estava em liberdade provisória em Belém, no Pará, e não podia se ausentar sem autorização judicial.

“Eu falei: ‘Esse cara pode ser preso agora! Liga para a PM [Polícia Militar]. Com a vítima ainda na linha, foram atrás para prendê-lo, e ele foi à delegacia prestar depoimento”, conta Luciana, com satisfação. “Não tem daqui a pouco. É agora. É a vida de uma mulher que está em jogo.”

SERVIÇOS EMERGENCIAIS EM FUNCIONAMENTO
Apesar das medidas de isolamento, o Judiciário e os serviços emergenciais de atendimento a mulheres vítimas de violência estão funcionando em todo o país, segundo o CNJ. O Conselho recomendou que os juízes ofereçam alternativas para que as mulheres possam fazer, por exemplo, um pedido de prorrogação de uma medida protetiva sem ter que comparecer ao tribunal, como exigido.

“Estamos fazendo uma campanha alertando as mulheres de que o Judiciário continua trabalhando. As medidas protetivas de urgência continuam sendo concedidas e prorrogadas. Toda a rede de enfrentamento à violência contra a mulher está ativa no país todo. Essas mulheres não estão completamente desprotegidas”, afirma a conselheira do CNJ Maria Cristiana Ziouva.

Larissa Schmillevitch é coordenadora do Mapa do Acolhimento, plataforma de mapeamento colaborativo de serviços públicos de apoio próximos às mulheres vítimas de violência. Mais de 500 novos voluntários foram cadastrados numa força-tarefa para atualizar o mapa, que já conta com cerca de 5.000 serviços registrados.

“Ajudamos essa mulher a criar estratégias e planos de segurança em casa, como, por exemplo, elaborar códigos para pedir ajuda pelo celular e prever uma rota de fuga em casa, se necessário. Além disso, é importante preparar uma bolsa com documentação, medicamentos e números de abrigos emergenciais, delegacias e serviços de saúde”, explica.

A Central de Atendimento à Mulher 180 está disponível 24 horas. Além de fazer denúncias, é possível pedir orientação jurídica e solicitar encaminhamento para as redes de enfrentamento à violência e de apoio à mulher.

Artigo, Fábio Jacques - Entendendo a liderança

O Brasil vive um momento de grande embate ideológico.
De um lado Jair Bolsonaro, direitista que após quase ano e meio de governotem procurado se manter fiel àquilo que foi sua plataforma eleitoral, que o levou à presidência da república, e que o mantém como um ídolo de grande parte da população, haja vista as inúmeras manifestações públicas a seu favor.
De outro, Rodrigo Maia, centro-esquerdista que mesmo tendo conseguido apenas pouco mais de 70.000 votos, pretende ser, e se apresenta como tal, primeiro ministro de um hipotético regime parlamentarista. Maia não consegue sair nas ruas, é obrigado a bloquear os quarteirões em torno de sua residência no Rio de Janeiro e é o líder absoluto da hashtag #ForaMaia.
Suponhamos por um momento que Bolsonaro tivesse o discurso e o passado de Maia e Maia os de Bolsonaro. O que teria acontecido se ambos concorressem à presidência da república?
Não tenho a menor dúvida de que Maia ganharia as eleições e, em se mantendo coerente com seu discurso, seria chamado de mito quando saísse às ruas e se misturasse com a multidão. Bolsonaro seria um desconhecido completo que hoje não teria a menor chance de ganhar qualquer eleição nem mesmo para o parlamento.
A demonstração que pretendo fazer é que, independente da pessoa, o que importa são as ideias.
A pessoa que a transmite, o conhecido “líder”, pouco importa, seja ele Bolsonaro ou Rodrigo Maia.
Se as pessoas aplaudem Bolsonaro não é por ele ser o Jair Messias Bolsonaro deputado do baixo clero por 27 anos, conhecido por ser brigão e não aprovar quase nenhum projeto, por ter sido militar com algum grau de insubordinação ou por ter o dom da oratória ou olhos azuis. Nada disso.
As pessoas veem em Bolsonaro um líder porque ele tem as mesmas ideias que a maioria da população e porque se mantém fiel a elas. Ele luta por elas como muitos de nós gostaríamos de lutar.
Como eu sempre digo, “Pessoas não seguem pessoas. Pessoas seguem Ideias”.
O que mais me espanta, levando para o ambiente empresarial, é que a maioria dos empresários e gestores não levam este princípio a sério.
Ficam inventando modismos para cativar as pessoas e recebem em troca improdutividade. Não param para pensar: “o que as pessoas esperam realmente da empresa?” Querem é saber o que os gurus que vivem de vender suas próprias ideias, dizem que as pessoas querem.
Não pode dar certo.
No dia em que este modo de pensar se reverter, que as empresas realmente se preocuparem em saber o que dela é esperado pelos seus colaboradores e disserem claramente o que deles esperam, criando um grande pacto entre estas duas entidades, empresa e pessoas, a produtividade e os resultados darão saltos espetaculares.
Talvez até mesmo os empresários, que são aqueles que proporcionam os empregos que fazem com que as pessoas consigam satisfazer suas necessidades ou resolver seus próprios problemas, e que hoje são até mesmo mal vistos por muitos, venham a ser também aplaudidos chamados de mito por aqueles que os seguem.
Fabio Jacques - Diretor da FJacques – Gestão através de Ideias Atratoras