Nova Corja

10.6.2019

Este foi o triste fim do blog Nova Corja, coisa que Leandro Demori, The Intercept, não conta

Também o Banrisul abriu processo contra os editores do Nova Corja, porque teve seu sigilo bancário quebrado criminosamente. Seus editores resultaram condenados.

Chama-se Nova Corja o blog a que se refere o jornalista gaúcho Leandro Demori no artigo que vai abaixo. Demori, premiado este ano com a comenda Guilhermino Cesar pelo procurador junto ao TCE Geraldo Da Camino, fala no blog que ajudou a editar em Porto Alegre, mas não cita o nome.

Uma das especialidades do Nova Corja era caluniar, injuriar e difamar jornalistas.

O editor tentou identificar os responsáveis pelo blog, mas só foi descobrir seus registros na rede mundial de computadores quando investigou endereços no interior da França. Com os dados em mãos, processou civil e criminalmente o editor responsável, que resultou condenado. O jornalista Felipe Vieira, também atacado, abriu ação contra outros editores do blog, inclusive Leandro Demori.

Sem forças para reagir, Nova Corja fechou as portas

Da Camino premia Leandro Demori.
:::: https://polibiobraga.blogspot.com/2019/08/procurador-geraldo-da-camino-foge-da.html

30.3.2010
Observatório da Imprensa

POLÍTICA
Tiago Dória

Braziu no ar e a volta do pessoal do A Nova Corja

‘O A Nova Corja foi um blog de política que fez história no Brasil. Encerrou as suas atividades em 2009, deixando registrada uma marcante cobertura do cenário político nacional e internacional.

Várias vezes eu recomendei a sua leitura. Era leitor assíduo. Acabei virando colega de quem o fazia. Era um trabalho bacana.

Reflexo desse esforço foi a escolha do blog para cobrir a cúpula do G20, em Londres, ainda em 2009. Cerca de 50 blogs do mundo inteiro foram convidados. Do Brasil, o A Nova Corja foi o único selecionado pelo projeto G20Voice.

Ao contrário do que virou história oficial em cursos de jornalismo no Brasil, o A Nova Corja não acabou por causa dos processos judiciais (processo por processo, o blog sempre teve), mas simplesmente por que, em 2009, Rodrigo Alvares, criador do blog e que o tocava em frente, conseguiu um emprego fulltime. Como consequência, não teria mais tempo de manter o site com a mesma dinâmica, fato que o motivou a fechar o blog.

Atitude que, diga-se de passagem, na época, achei correta. Até comentei com o Rodrigo quando a gente participou como palestrante da Feira do Guia do Estudante. É melhor encerrar um blog do que deixá-lo aos trancos e barrancos (mais ainda o A Nova Corja, que era bem lido).

O encerramento do A Nova Corja deixou diversos leitores órfãos, que transformaram a caixa de comentários do último post do blog em um fórum de discussões.

Porém, recentemente ficou evidente que esse fim, na realidade, foi uma pausa. Parte do A Nova Corja está de volta no blog de política Braziu (dos 5 integrantes, dois são ex-A Nova Corja – Walter Valdevino e Leandro Demori).

O projeto é diferente, mais focado em vídeo, a equipe é internacional e nem sei se eles gostam de ser lembrados como ligados ao A Nova Corja, mas várias coisas bacanas do antigo blog de política estão presentes no Braziu. As legendas das fotos e enquetes irônicas, os banners no topo do blog e a postura de criticar políticos de diversas orientações e linhas de pensamento.

Para mim, o Braziu já é um dos poucos blogs brasileiros que fala de política de modo informal e sem aquele estilo pomposo (do tipo ‘defensor dos fracos e oprimidos’).

Na semana passada, o jornalista Leandro Demori, da equipe do Braziu, me mandou uma mensagem falando das novidades do blog. Batemos um papo por email. Leandro, que está na Itália, falou um pouco sobre o projeto e como será a cobertura das eleições neste ano.

Nem preciso dizer que também virei leitor assíduo do Braziu.

1) Como surgiu a ideia de criar o Braziu?

A ideia existe desde antes do fim da Corja. Queríamos fazer um projeto de abrangência mais nacional, mas o A Nova Corja estava fatalmente ligado ao Rio Grande do Sul, não teria como expulsar os gaúchos de lá. Infelizmente (hehehe). Eu registrei o domínio ainda em 2008, mas nesse meio tempo me mudei pra Itália e a coisa toda acabou sendo jogada pra frente. Agora, com 2010 e essas eleições em vista, resolvemos atacar.

2) Vocês mantiveram o contato com antigos leitores do A Nova Corja? Nesse meio tempo, houve algum pedido pela volta do A Nova Corja?

Muita gente pediu, ficaram meio órfãos quando tudo acabou. O último post do blog tem comentários diários até hoje (o blog fechou em agosto de 2009) e virou uma espécie de fórum aberto de viúvas da Corja. Acabei de ver lá, tem 1175 comentários.

Na semana passada, estive em Napoli dando um workshop sobre blogs e política no Brasil e comentei com o pessoal justamente sobre isso. Acho que por que existem muitos blogs de política no Brasil, mas a característica mais forte é que são de esquerda ou de direita, desse ou daquele lado. Não vejo ninguém fazendo o que a Nova Corja fazia, passar a metralhadora geral.

3) Como vocês pretendem se destacar na cobertura eleitoral? Pergunto isso, pois existirão portais, jornais, twitters e outros blogs também cobrindo as eleições.

Somos quatro brasileiros vivendo fora do país, dois na Europa (eu na Itália e o Mário Camera na França) um nos EUA (Fabrício Pontin) e um na China (Érica Manssour) — além do Walter Valdevino que mora no Brasil. Podemos analisar um Brasil com a visão de quem mora nas duas maiores potências do mundo, no Velho Continente e no próprio Brasil. É um modo diferente de ver as coisas.

Para as eleições vamos apontar sobretudo em vídeo, gravado e ao vivo. O site recém começou, estamos em um blog-piloto, digamos. Testando formatos, vendo o que funciona e o que não. O carro-chefe deve ser mesmo a Braziu TV e o programa de debates que faremos semanalmente, um chat ao vivo em vídeo no estilo mesa de debate, mas com quadros, reportagens. Ainda estamos arredondando o formato.~

 12 de junho de 2008
CONSULTOR JURÍDICO

Crime na web

Jornalista processa administrador de site por dano moral

12 de julho de 2008, 0h00

Quem deve responder pela ofensa produzida por um texto veiculado num blog? O jornalista que escreveu o conteúdo ou o administrador do site? Ou é válido responsabilizar somente o editor do portal na ausência do autor da ofensa?

A questão jurídica está eclodindo no Rio Grande do Sul, onde o jornalista e colunista político gaúcho Políbio Braga processou o colega Walter Valdevino, administrador do blog Nova Corja, por um texto publicado no último dia 25 de junho.

O texto, assinado pelo jornalista Rodrigo Alvares, insinua que Políbio fez permuta com autarquias ligadas ao governo estadual e à prefeitura de Porto Alegre. Segundo a nota, Políbio Braga fazia elogios à administração estadual e municipal e em troca publicava anúncios pagos de órgãos públicos em seu site.

“O que leva anunciantes como Prefeitura de Porto Alegre, Banrisul, Assembléia Legislativa, BRDE [Banco Regional de Desenvolvimento], Cremers [Conselho Regional de Medicina] ou Simers [Sindicato Médico] a comprar mídia em sites sem expressão, tais quais os de Políbio Braga…. Certamente não é a repercussão ou os preços camaradas” diz o texto publicado pelo blog em 25 de junho passado.

O colunista político ingressou com duas ações contra o editor do blog, alegando não ter conseguido localizar o verdadeiro autor — Rodrigo Álvares — o qual classificou como fugitivo. A ação cautelar por danos morais foi extinta na última segunda-feira (7/7) pelo juiz Regis de Oliveira Montenegro Barbosa, da 18ª Vara Cível de Porto Alegre.

Na ação, o autor disse ter sido “alvo de conteúdo com ofensas perpetradas no site de cuja responsabilidade é do requerido, evidenciando a vontade de ofender a honra, tornando público, fatos mentirosos que visam atingir, diretamente a sua honra pessoal, o decoro e prestígio do Autor perante a sociedade”.

Políbio também ingressou com ação penal com pedido de antecipação de tutela contra o jornalista Walter Valdevino por calúnia, injúria e difamação. O juiz de primeira instância indeferiu o pedido de tutela antecipada e estabeleceu prazo para o réu se defender.

“Não reputo presentes os requisitos necessários ao deferimento da liminar, na medida em que a matéria ora submetida à apreciação diz com aspectos eminentemente fáticos, de modo que se afigura recomendável oportunizar o exercício do contraditório à parte ré. À vista de tais fundamentos, ressalvada a possibilidade de reexame do pleito após a contestação, indefiro a antecipação de tutela”, afirma Barbosa. Cabe recurso em ambos os casos.

Valdevino e seus colegas do Nova Corja repercutiram em novas mensagens todas as iniciativas de Políbio Braga para localizar Rodrigo Alvares, autor do primeiro texto polêmico. Em e-mail à revista Consultor Jurídico, Alvares diz que foi ameaçado por Políbio. Ele registrou as ameaças na polícia e promete processar o colunista político que o chamou de “fugitivo”.

A Súmula 221 do Superior Tribunal de Justiça diz: “São civilmente responsáveis pelo ressarcimento de dano, decorrente de publicação pela imprensa, tanto o autor do escrito quanto o proprietário do veículo de divulgação”.

Repercussão

Especialista em Direito na internet, o advogado Renato Opice Blum afirma que tanto o administrador do site quanto o provedor podem ser responsabilizados pelo que é publicado na rede.

Ele afirma que a Justiça reconhece a responsabilidade de três agentes em crimes praticados na internet: quem hospeda, quem administra e quem escreve para o site ou blog. “A partir do momento em que o administrador comenta a repercussão do caso num novo post, ele deixa claro que tinha conhecimento do fato e não tomou a atitude de, por exemplo, retirar o texto original e os respectivos comentários do ar, por exemplo”, esclarece Renato Opice Blum.

De acordo com o advogado, se o administrador ou a empresa que hospeda o blog retiram o comentário do ar, é grande a possibilidade de o processo ser extinto.

Crimes cibernéticos

Com relatoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), tramita no Senado um projeto de lei que tipifica os crimes na internet. O texto é um substitutivo a três outros projetos sobre a mesma matéria: PLC 89/2003 (da Câmara); PLS 76/2000 e PLS 137/2000 (do Senado).

O texto já foi aprovado nas comissões de Educação, Ciência e Tecnologia, Constituição e Justiça (CCJ) e ainda na Comissão de Assuntos Econômicos, onde recebeu emendas e parecer favorável do senador Aloízio Mercadante (PT-SP).

O advogado Omar Kaminski, especialista em Direito na Internet, disse que o substitutivo virou “um verdadeiro Frankenstein” porque várias pessoas colaboraram com sugestões, sem levar em conta a visão geral. Por isso, acredita, será muito difícil a incorporação das regras no contexto legislativo do Brasil. “O ideal mesmo seria colocar o atual substitutivo de lado e recomeçar do zero. Do jeito que está mal engendrado, simplesmente não irá funcionar”, avalia.

Kaminski diz que já existem leis que tratam dos crimes no ambiente cibernético. Ele cita como exemplo a Lei 9.983, que versa sobre delitos praticados exclusivamente por funcionários públicos e que foi sancionada em 2000. A Lei 10.764, de 2003, que atualizou o Estatuto da Criança e do Adolescente, também faz referência aos crimes cometidos na rede mundial de computadores.

O advogado sublinha ainda que o atual projeto já tramita no Senado há dez anos e que é preciso estar atento para as novas tecnologias e as conseqüentes tipificações de crimes na web que poderão surgir.

“Será que daqui a 30 anos ainda existirão tais definições e tal realidade pontual?” — pergunta. “Porque, se formos depender de novas alterações, e tendo em vista que a tramitação atual está levando mais de 10 anos, a situação atual sofrerá rápido obsoletismo”, dispara.

Clique aqui para ler a queixa-crime

Clique aqui para ler a Ação Cautelar

Processo 10.801.719.546 e Processo 10.801.728.103

:::: OUTROS PROCESSOS SOFRIDOS PELA CANALHA:
https://www.observatoriodaimprensa.com.br/e-noticias/blogueiros-sao-alvo-de-processos-judiciais/

::::: https://otambosi.blogspot.com/2009/03/jornalistas-contra-o-blog-nova-corja.html

wikipedia
Leandro Demori

LINKED IN
Rodrigo Alvares

https://www.linkedin.com/in/rodrigoalvares/?originalSubdomain=br

::: Mais Leandro Demori, na EBC:

https://www.jornalistasecia.com.br/Jornalistasecia2023/1428/9/

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ALVARES DESPEDE-SE DA NOVA CORJA
https://cristianozanella.blogspot.com/2009/08/tchau-nova-corja.html

https://exame.com/colunistas/instituto-millenium/blog-politico-sai-do-ar-por-falta-de-recursos-contra-acoes-judiciais/

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Veja com quem está o site da Nova Corja

http://www.novacorja.org/

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Conflito no Oriente Médio e o mercado de petróleo

o O conflito no Oriente Médio escalou recentemente, contribuindo para a crescente volatilidade no mercado de petróleo e elevando os preços do Brent de aproximadamente US$ 60/barril no final de maio para US$ 75 na semana passada. Embora o Irã represente 3,1% da produção global de petróleo (3,3 mb/d), sua importância estratégica é amplificada por sua posição no Estreito de Ormuz, por onde transitam 20% do consumo global de petróleo, e por operar com capacidade de reserva limitada. A análise de diferentes cenários indica que, sob condições atuais com danos limitados, preços próximos a US$ 70/barril parecem sustentáveis, enquanto uma interrupção parcial de 50% da produção iraniana poderia ser compensada pela capacidade de reserva saudita, e um cenário extremo de produção iraniana zero elevaria os preços acima de US$ 90/barril. A capacidade global de absorver perturbações na oferta iraniana demonstra-se mais robusta do que as reações iniciais dos preços sugerem, com a OPEP possuindo aproximadamente 5,1 mb/d de capacidade de reserva - significativamente superior à produção total iraniana. Para o Brasil, que produz 4,5 mb/d e exporta cerca de 1,4 mb/d (6º maior produtor global), os impactos parecem limitados e até benéficos: estima-se que cada 10% de alta nos preços do petróleo resulte em redução de US$ 11,4 bilhões no déficit em conta corrente, melhoria de 0,16% do PIB no resultado fiscal primário e elevação de 0,07 pontos percentuais na inflação, caso haja repasse para os preços domésticos.


Artigo, especial, Marcus Vinicius Gravina - A Queda da Papuda

Marcus Vinicius Gravina é aadvogado no RS.

OAB-RS 4949


A Queda da Bastilha, de Paris, tem muito em comum com a desejada Queda da Papuda/Colméia, de Brasília. 

Há plena identidade quanto à motivação da revolta parisiense de 14 de julho de 1789. Ambas têm a ver com estes presídios.  Uma, já faz parte da história mundial.

A primeira delas, a Bastilha deu ensejo ao maior evento da Revolução Francesa. Marcou o início da luta contra uma monarquia absolutista, de opressão do povo insatisfeito com a crise socioeconômica que exigia uma pesada carga tributária, para que casta gozasse dos privilégios. 

Isto desembocando nas prisões de quem eram tidos por inimigos daquele governo tirânico. Para a Bastilha foram levados e trancafiados os presos políticos.

Consta que a Bastilha, quando foi invadida pelos parisienses, só contava com sete presos. No entanto, serviu de símbolo da derrocada do poder Real  e início da transformação política e social da França.   

Mesmo assim, se prestou aos revoltosos. Naquela prisão estavam depositadas as armas e pólvora, com as quais eles se insurgiram contra as tropas reais, ao lado dos camponeses com suas foices e garfos do feno em mãos. 

Isso aconteceu quando o “Primeiro Estado” francês, dominado pelo Clero e, em conluio com o “Segundo Estado”, representado pela realeza, foram excluídos.

A versão brasileira de presídios para presos políticos terá a sua data comemorativa, quando os presídios da Papuda e da Colmeia de Brasília tiverem o mesmo destino da Bastilha.  

Com uma diferença. As armas serão substituídas pelos votos de Deputados e Senadores favoráveis à Lei da Anistia dos presos de 8 e 9 de janeiro. Não haverá sangue!

Nesta data sofreram o infamante ato de perfídia ao embarcarem em ônibus do Exército que - de forma enganosa e vil - levaram os manifestantes da frente do quartel a um campo de concentração de prisioneiros improvisado. 

Foi preciso esvaziar a Papuda, dos prisioneiros comuns para haver lugar aos presos políticos, mandados para lá, por ordem de um ministro do STF. 

Foram os parisienses que mudaram os rumos da França absolutista.

Enquanto ela esteve sob o jugo do “Primeiro Estado” - domínio do Clero e do “Segundo Estado”, formado pela nobreza, nada aconteceu até o surgimento do “Terceiro Estado” - que exclui os dois Estados anteriores.  

O “Terceiro Estado”, integrado pela maioria da população francesa, de  trabalhadores urbanos, camponeses, comerciantes, profissionais liberais e de outras camadas populacionais, rompeu o ciclo vicioso absolutista. 

Deixaram uma grandiosa lição a todos os países, desde então. 

A Queda da Bastilha é comemorada como  se fora um Festival de Cinema,  com a entrega de um único troféu a ser conferido a ela própria, a França. O Lula não irá perder a oportunidade de aparecer ao lado do presidente Macron. 

O presidente e ela devem estar se imaginando sendo filmados para o mundo ver suas presenças no palanque presidencial francês nos Champs Elysees.  

Não faz muito, o Lula foi festejar com o presidente Putin, em Moscou  o dia da vitória da II Guerra Mundial. A Janja embarcou dias antes, em avião exclusivo da FAB, para assistir o ballet de Bolshoi. 

Pois, a próxima viagem poderá ser a Paris. O Itamaraty deve estar programando a ida presidencial e da sua ilustrada corte, formada por ministros de tribunais superiores de justiça e de contas, seus fiéis escudeiros. 

O Lula antes de embarcar deveria  esclarecer-se sobre quais as causas da Queda ou, da Revolta da Bastilha, e comparar com o seu governo.  

A França naquela época, era dominada pelo consórcio do Clero (Primeiro Estado) e pela Nobreza (Segundo Estado),  semelhante ao conluio criado no Brasil entre o presidente da República e alguns ministros do STF. 

Como se vê, as mesmas causas daquela revolta, que será lembrada em 14 de julho, estão fervilhando aqui no tacho de cobre dos protestos dos brasileiros nas ruas.

As armas, iguais as da Bastilha, serão substituídas pelos VOTOS dos Deputados e Senadores, a favor da ANISTIA dos presos políticos da Papuda e da Colmeia - penitenciária feminina no Gama, Brasília. 

Em zonas do interior do Rio Grande do Sul ouve-se este ditado popular: “a raposa tanto vai ao ninho que um dia deixa o focinho”. 

Pois serve ao Lula; de tanto - viajar sem olhar para o rabo de malfeitos. Acabará sendo impedido de desembarcar de volta ao Brasil, como aconteceu com o ex-presidente João Goulart, em 1961.

Só depois da troca do regime presidencialista para o parlamentarismo, o Jango pode governar o Brasil, antes de ser deposto em 1964 pelas Forças Armadas. 

Poderá ocorrer o mesmo, quando o Comando das Forças Armadas, permitir que os seus generais e coronéis  operem as cataratas do seus olhos. 

Caxias do Sul, 22.06.2025







Artigo, Alex Pipkin - O Espantalho e a Toga Alex Pipkin, PhD

Quase sessenta anos de vida e, sinceramente, eu nunca imaginei que defender a liberdade — essa senhora discreta, já um tanto enrugada, que costumava ser unanimidade nas rodas da razão — me transformaria num perigoso membro da tal “extrema-direita”. Sim, aos olhos dos novos sacerdotes da moral ilustrada — armados de hashtags, códigos penais subjetivos e juízes messiânicos —, virei um extremista. E não por portar tochas ou pregar teorias conspiratórias, mas por cometer a heresia de pensar com a própria cabeça, de desconfiar do Estado-paizão, de preferir mérito à militância e de recusar ajoelhar diante dos novos totens ideológicos. Hoje, basta discordar de um dogma progressista — qualquer um, mesmo o mais delirante — e o veredicto vem automático, como notificação de banco: “extrema-direita detectada”. Não importa se você se ancora na ciência, na lógica, na história ou simplesmente no bom senso. O carimbo vem antes do argumento.

A expressão “extrema-direita” virou a Minancora do progressismo brasileiro: serve pra tudo. Dói o orgulho? Passa extrema-direita. Cai a popularidade do descondenado? Algoritmo fascista. Jovens começam a desertar do identitarismo e a pensar por conta própria? Radicais em formação. Tudo é extremismo. Exceto, é claro, o apoio à censura, à ditadura da toga, a grupos terroristas e ao culto a regimes bolivarianos. Isso, para eles, é democracia vibrante.

Mas vamos ao que realmente importa. Etimologicamente, “extremo” vem do latim

 extremus — aquilo que está no limite, que rejeita o equilíbrio, que repele qualquer meio-termo. E, ao longo da história, quem ocupou os extremos? Quem promoveu purgas, paredões, guilhotinas, campos de reeducação, expurgos culturais e censuras travestidas de justiça? A resposta é clara: a esquerda extremada. Foi ela que, desde a Revolução Francesa até os regimes do século XXI, se especializou em levar ideias “bonitas” às suas consequências mais nefastas. Trocaram liberdade por igualdade à força. Trocaram a crítica pela ortodoxia. E agora, com nova maquiagem e apoio de ONGs internacionais, repetem o padrão: quem ousa pensar fora do script é, por definição, um perigo.

E aqui estamos. A esquerda que antes recitava Voltaire, hoje recorre ao STF para silenciar o dissenso. A esquerda que gritava “é proibido proibir” agora celebra inquéritos secretos e censura prévia. Trocaram Marx por Barroso. Trocaram a fábrica pelo tribunal. Trocaram o operário pelo influencer que nunca trabalhou, mas fala em “lugar de fala” com a mesma autoridade de quem nunca lavou um prato.

O que mais me espanta é ver jovens, muitos dos quais votaram em Lula por puro nojinho estético do adversário — o fenômeno Cubom Solaro, essa criatura que prefere a pose ao conteúdo — agora se contorcendo de arrependimento. E o que fazem para não encarar o erro? Apegam-se, com unhas, dentes e tweets, ao velho espantalho: “cuidado com a extrema-direita!”. Mas não percebem que o espantalho já está nu. E o povo não é pombo.

O cidadão comum, esse herege perigoso que só quer trabalhar, criar os filhos e dormir em paz sem ser chamado de opressor estrutural, já entendeu a farsa. E esse é o verdadeiro pavor dos iluminados do atraso: o povo está acordando. E acordando da maneira mais subversiva possível: pensando.

A esquerda atual, dita progressista, é, na prática, profundamente conservadora. Conserva o discurso vitimista, conserva o estatismo, conserva a velha e malcheirosa fórmula da dependência emocional do cidadão em relação ao Estado. E ainda tem a petulância de se autodeclarar guardiã da democracia, mesmo enquanto destrói seus pilares, ou seja, o pluralismo, a liberdade de expressão, a crítica e o debate. Na falta de argumentos, apelam à intimidação. Na ausência de legitimidade, recorrem ao rótulo. E na iminência de perderem o poder, gritam: “fascismo!”.

Mas fascismo, meus caros, não é o nome de quem defende a liberdade. Fascismo é a criminalização do pensamento divergente. É o culto à autoridade sem limite. É a tentativa de fundir moral de partido com Constituição. É o STF de toga ideológica — não o sujeito comum que carrega a Constituição no bolso e o terço na mão.

A verdade, essa senhora incômoda que volta e meia reaparece, é que o rótulo “extrema-direita” virou a desculpa moral de quem não quer admitir o próprio fracasso político, econômico e narrativo. É a bengala dos vencidos, o fôlego dos manipuladores, a última arma retórica de quem já perdeu a batalha da realidade.

E por isso tremem. Porque sabem que 2026 está logo ali. E o Brasil — esse país visceral, intuitivo e teimosamente livre — está voltando a ser… brasileiro.

Então, me digam: se defender a liberdade, criticar tiranetes de toga e recusar dobrar os joelhos para o deus-Estado é ser extrema-direita…

…o que, afinal, restou da esquerda que dizia lutar por liberdade?

A resposta é singela: quase nada.

TF retoma quarta-feira julgamento sobre redes sociais

 O Supremo Tribunal Federal (STF) tem marcada para a próxima quarta-feira (25) a retomada do julgamento sobre a responsabilidade das redes sociais por publicações ilegais feitas por usuários em suas plataformas.


Em sessão anterior neste mês, o plenário formou maioria de 7 a 1 pela possibilidade de responsabilização, na esfera cível, das empresas caso permitam que seus usuários publiquem mensagens que violem a lei.


Essas mensagens podem conter, por exemplo, conteúdos racistas, homofóbicos, misóginos, de ódio étnico, contra a honra ou antidemocráticos, entre outros tipos de crimes cometidos online.


O alcance real do entendimento da maioria e como ele deve ser aplicado são questões que ainda devem ser esclarecidas ao final do julgamento, uma vez que cada ministro votou de forma própria.


Na essência, porém, a maioria entende que as empresas de tecnologia têm responsabilidade pelo que é publicado em suas plataformas, podendo ser punidas a pagar indenizações. Votaram nesse sentido os ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Flavio Dino, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.


O único a divergir até o momento foi André Mendonça, para quem as plataformas não têm responsabilidade pelo exercício da liberdade de expressão feito por seus usuários. Ainda devem votar os ministros Edson Fachi e Cármen Lúcia.


O plenário julga dois recursos que questionam o artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014). O dispositivo prevê que, "com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura", as empresas provedoras de aplicações na internet somente podem ser responsabilizadas civilmente por publicações de terceiros se descumprirem alguma ordem judicial prévia de retirada.


Os recursos em julgamento têm repercussão geral. Isso significa que o plenário do Supremo vai estabelecer uma tese vinculante, que deverá ser seguida obrigatoriamente por todos os tribunais do país ao julgar processos sobre o assunto.


Artigo, Diego Muguet - O Dia em que o Martelo Desceu: Trump, o Irã e o Fim do Teatro Geopolítico

O mundo acordou com os ouvidos zunindo e os olhos arregalados. O que parecia bravata virou realidade. O que muitos chamavam de teatro virou impacto real. Donald Trump entrou na guerra. E entrou como só ele poderia entrar: sem pedir licença, sem pedir desculpas, sem jogar flores nas câmaras da ONU. Os EUA não pediram consenso, enviaram bombardeiros. O Irã não teve tempo de responder, apenas de evacuar. A diplomacia morreu sufocada sob o peso de uma ogiva enterrada a 70 metros de profundidade.


Esse não é um conflito entre nações. É um duelo entre realidades: de um lado, a civilização que ainda acredita em fronteiras, liberdade e sobrevivência. Do outro, um regime teocrático que jura matar Israel, enforca mulheres e chama o apocalipse de projeto nacional. O Irã não estava construindo energia nuclear. O Irã estava afiando uma adaga radioativa para degolar a estabilidade do planeta. E a única coisa que impedia o corte era a hesitação ocidental, até que Trump decidiu que hesitar já era colaborar.


Enquanto a esquerda global choraminga por cessar-fogo, o martelo americano já caiu sobre Fordow, Natanz e Isfahan. E ninguém pode dizer que não foi avisado. Israel gritou. Trump gritou mais alto. E o Irã, como sempre, subestimou quem não fala em código. Trump não joga xadrez com fanático. Ele derruba o tabuleiro.


Putin vai discursar, mas não vai mover um dedo. Está atolado na Ucrânia, torcendo para os EUA gastarem energia com Teerã. Xi Jinping vai emitir notas diplomáticas com papel reciclado enquanto abastece cargueiros no estreito de Malaca. A Europa vai lamentar em francês, sentada em painéis sobre “a nova ordem multipolar”. Mas o único botão que foi apertado… foi americano. E funcionou.


A verdade que ninguém quer dizer é: o Irã destruído interessa a todos, menos ao Irã. Interessa à Rússia, que ganha fôlego no petróleo. Interessa à China, que assume o discurso de paz sem sujar os dedos. Interessa à Arábia Saudita, que livra-se do vizinho barulhento. Interessa até ao Ocidente anestesiado, que prefere guerra cirúrgica a terror nuclear. Só não interessa ao establishment progressista, que detesta a ideia de que Trump estava certo.


E ele estava. Porque “America First” nunca significou “deixe que o inimigo ataque primeiro”. Significou: elimine o inimigo antes que ele levante a cabeça. E é exatamente isso que começou a acontecer. Ainda não acabou. O Irã vai retaliar. Israel vai seguir avançando. E Trump já deixou claro que isso não é busca por cessar-fogo, é busca por vitória total. O que vimos foi só o primeiro grande golpe. O resto virá em ondas, e o martelo ainda está no ar.


O tabuleiro mudou. O tempo das bravatas acabou. Os drones de reconhecimento foram substituídos por ogivas penetrantes. O silêncio foi trocado pela fumaça de instalações em ruínas. Trump não encerrou a guerra. Trump abriu a porta para o capítulo onde ela finalmente será decidida.


E quando a poeira se levantar, porque ela vai se levantar de novo, a história vai lembrar: foi preciso um homem odiado por diplomatas para dizer basta a um regime que há décadas sonha com a destruição do mundo livre. Essa é a verdade que ninguém quer escrever, mas que todo mundo, no fundo, já entendeu.

Entenda por quê o Estreito de Ormuz é ponto estratégico militar a político global

Esta análise é do Likud Brasil deste domingo.

1. Trânsito de Petróleo e Gás: É a rota de trânsito de petróleo mais importante do mundo. Cerca de 20–30% do suprimento global de petróleo (aproximadamente 21 milhões de barris por dia), além de uma quantidade significativa de gás natural liquefeito (GNL), passam por ali. Grandes produtores como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque dependem dessa passagem para exportar aos mercados da Ásia, Europa e além.

2. Alavancagem Geopolítica: Localizado entre o Irã e Omã, seu ponto mais estreito tem cerca de 34 km de largura, o que o torna vulnerável a bloqueios — como os que o Irã já ameaçou realizar durante tensões com os EUA. Qualquer interrupção pode elevar drasticamente os preços globais de energia e afetar economias no mundo inteiro.

3. Rota Comercial: Além da energia, o estreito é um corredor vital para o comércio global, conectando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Mais de 80% das importações asiáticas de petróleo do Oriente Médio passam por ali.

4. Importância Militar: Os EUA e seus aliados patrulham regularmente o estreito para garantir a livre navegação, enquanto a proximidade do Irã lhe dá influência estratégica, tornando a região um ponto de tensão militar constante.

Qualquer interrupção no Estreito de Ormuz pode provocar escassez de energia, aumento dos preços e desestabilização dos mercados globais — o que o torna uma peça-chave na estabilidade econômica e geopolítica mundial.