A idade de Lula

 Luiz Inácio Lula da Silva completou 79 anos em 27 de outubro de 2024, tornando-se o presidente brasileiro mais velho a exercer o cargo. 

A percepção sobre a idade e a saúde do presidente varia:

Críticas e Preocupações: Alguns políticos da oposição, como o senador Rogério Marinho, utilizaram termos fortes como "velho, decrépito e senil" para descrever o presidente em março de 2025, sugerindo falta de projeto para o país. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também mencionou em abril de 2026, sem citar Lula nominalmente, a existência de "lideranças envelhecidas" que não percebem a hora de sair.

Debate sobre 2026: Uma pesquisa PoderData de julho de 2025 indicou que 50% dos entrevistados consideram a idade de Lula um problema para uma possível reeleição. A revista Washington Post também questionou, em junho de 2025, se ele estaria "velho demais" para 2026, apontando desgaste e irritabilidade.

Contexto de Saúde: Em 2024, Lula sofreu uma queda no Palácio da Alvorada, o que destacou os riscos de saúde comuns em idosos, como explicado por especialistas na época.

Visão do Próprio Lula: Em 2022, o presidente declarou que as pessoas só envelhecem quando não têm uma causa e pediu que não se preocupassem com sua idade. 

Portanto, a idade de Lula é um tema central no debate político, com opositores focando em supostos desgastes, enquanto apoiadores tendem a focar em 

Volta dos presos em viaturas exige resposta do governo do Estado

Enquanto PMs cuidam dos presos nos veículos, deixam de fazer policiamento nas ruas

Aguarda-se da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS) do Estado clareza sobre providências para combater a volta do problema de presos custodiados em viaturas da Brigada Militar (BM) e em delegacias. Há várias semanas a situação se repete, principalmente na Região Metropolitana. É visível na frente do Palácio da Polícia, na Capital, onde são recorrentes as cenas de veículos da BM parados com suspeitos algemados por horas a fio, vigiados por brigadianos. Celas de delegacias que funcionam no prédio também estariam abarrotadas, conforme reportagem publicada na sexta-feira em Zero Hora. Em alguns casos, homens estariam ali detidos há mais de cinco dias, muito acima do prazo máximo. 

Uma política de segurança pública exitosa, como vem sendo a do RS, não prescinde de um sistema penitenciário bem dimensionado

Enquanto PMs cuidam dos presos, deixam de fazer policiamento nas ruas. As viaturas deveriam voltar rapidamente às tarefas de patrulhamento, oferecendo maior segurança aos cidadãos. Só essa consequência já seria suficiente para que se exigisse uma solução ou ao menos que as autoridades fossem transparentes sobre as dificuldades. O caso se agrava se, de fato, operações policiais estão sendo suspensas pela superlotação do sistema carcerário. 

Cumpre recordar que, ao ser anunciado, em 2019, e concluído, em 2022, o Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp) da Capital foi prometido como a solução definitiva para a disfunção dos presos mantidos em viaturas ou delegacias. O Nugesp funciona como centro de triagem. É de onde os detidos são direcionados para as demais unidades prisionais. Tem capacidade para 708 pessoas. Devido à superlotação e à permanência de suspeitos por tempo muito acima do permitido, no último dia 17 a Justiça suspendeu o ingresso de novos presos no local, a não ser de detidos em flagrante.

Diante das informações insuficientes ora prestadas pela SSPS, recorre-se ao que disse o então secretário Jorge Pozzobom, no início de março. O quadro refletiria um aumento inesperado de prisões a partir do ano passado. Cresciam em média de 2% a 4%, mas em 2025 aumentaram 14%, em especial na Região Metropolitana, agravando a superlotação local dos presídios. É essencial que as polícias prendam sempre que necessário, contribuindo para a continuidade da queda histórica da criminalidade no RS. 

O Estado teria sido surpreendido pelo aumento abrupto de 6,4 mil detenções, elevando o número de presos no RS para o recorde de 54 mil. A nota divulgada na quinta-feira pela SSPS fala de investimentos de R$ 1,4 bilhão de 2019 a 2026 e cita obras em andamento para ampliar a capacidade em alguns municípios, sem indicar o que estaria sendo endereçado para a Região Metropolitana, epicentro do déficit. Em 9 de março, em entrevista à Radio Gaúcha, Pozzobom referiu “estudos” sobre expansão de vagas em Canoas, Sapucaia do Sul e Osório. Depreende-se que a ampliação real de capacidade está distante. É dever do poder público informar a sociedade gaúcha com transparência e objetividade sobre a conjuntura atual e perspectivas de solução.

Uma política de segurança pública exitosa, como vem sendo a do RS, não prescinde de um sistema penitenciário bem dimensionado, que absorva o aumento da população carcerária com dignidade, manutenção da disciplina e possibilidades de ressocialização. 


Venda de sentenças

 O Brasil nunca tive, simultaneamente, tantos desembargadores, em Tribunais Regionais, afastados por venda de sentença, como em 2024 e 2025. A constatação é do deputado federal Osmar Terra (PL-RS)que acrescenta:

- Foi um fenômeno inédito na história do país. Nos últimos cinco anos, entre 2021e 2026, Investigações atingiram pelo menos 14 tribunais estaduais e federais. Os números mais citados são de 2024 e 2025, com grande concentração no segundo semestre de 2024.

Osmar enumera os casos.

1- Cerca de 16 a 23 desembargadores afastados. 

2- Cerca de 7 a 10 juízes de primeira instância afastados ou investigados. 

3- Vários indiciados ou com Processos Administrativos Disciplinares abertos no CNJ (ex.: 8 magistrados no Maranhão e Mato Grosso do Sul em 2025). Casos mais expressivos: 

4- Mato Grosso do Sul — 5 a 7 desembargadores afastados (Operação Última Ratio). 

5- • Tocantins — 5 desembargadores e 3 juízes. 

6- • Maranhão — 4 desembargadores e 2 juízes (Operação 18 Minutos/Inauditus, 2025–2026).

7- • São Paulo — 1 desembargador denunciado (Operação Churrascada). 

8- • Bahia — 6 desembargadores réus na Operação Faroeste (caso mais antigo, mas com desdobramentos recentes). 

9- • Rio de Janeiro (TRT) — 3 desembargadores condenados a 10–20 anos de prisão (2025, por esquema de corrupção).

Osmar Terra conclui:

- É preciso pensar seriamente no que e porquê isto está acontecendo, para o bem do País.

Dica do editor - Saiba o que fazer se você for mordido por um carrapato

 1. Remova o carrapato imediatamente (com segurança) - Use uma pinça: Com uma pinça de ponta fina, segure o carrapato o mais próximo possível da sua pele (pela cabeça/partes da boca). Puxe em linha reta: Aplique uma pressão firme, constante e puxe para cima, sem girar ou esmagar o corpo do carrapato. Se a cabeça ficar presa: Se a boca do carrapato se romper e ficar na pele, tente removê-la com a pinça. Se não conseguir, não se preocupe: deixe a pele curar e ela sairá naturalmente com o tempo. 

2. Higienize a área e o carrapato 

3. Observe os sintomas (Próximos 14 dias) - Atenção aos sinais de febre maculosa ou infecções nos dias seguintes. Se aparecerem, procure um médico imediatamente e informe sobre a picada: Febre alta e calafrios/ Dor de cabeça intensa./ Manchas vermelhas na pele (especialmente palmas das mãos e solas dos pés)./ Dores musculares e articulares. 

NUNCA espremer o corpo do carrapato, pois isso injeta saliva contaminada na ferida.

NÃO usar fósforo, agulhas quentes ou substâncias como óleo ou querosene para tentar sufocar o bicho. 

Nota: Se a picada ocorreu em uma área com histórico de febre maculosa, procure atendimento médico mesmo sem sintomas, para avaliação

Artigo, especial, Jerônim Goergen - Diesel mais barato começa no campo brasileiro

- O autor é presidente da APROBIO e ex-deputado federal pelo RS.

A recente aposta do governo no aumento da mistura de etanol à gasolina, com o objetivo de reduzir preços ao consumidor, é um reconhecimento importante de uma verdade simples: o Brasil tem, dentro de casa, alternativas reais para diminuir a dependência de combustíveis fósseis e aliviar o bolso da população. Mas essa lógica não pode ser seletiva. Se o etanol ajuda — e ajuda muito —, o biodiesel pode cumprir exatamente o mesmo papel no diesel, que hoje pesa ainda mais na inflação e na logística do país.

Hoje, cada litro de diesel consumido no Brasil já contém 15% de biodiesel. Ou seja, uma parte relevante da solução já está dentro do tanque. O caminho está aberto — o que falta é avançar.

Ao ampliar essa mistura, o Brasil reduz imediatamente a necessidade de importar diesel, diminui a exposição às oscilações internacionais — agravadas por guerras e instabilidades geopolíticas — e fortalece uma cadeia produtiva que gera emprego, renda e valor agregado dentro do país. Diferentemente do combustível fóssil, cujo preço é definido lá fora, o biodiesel é produzido aqui, a partir da nossa agricultura, movimentando uma economia que vai do campo à indústria.

Hoje, o país concede benefícios ao diesel fóssil importado, inclusive com redução de tributos e subsídios, enquanto o biodiesel, que já compõe o mesmo litro vendido ao consumidor, não recebe tratamento equivalente. Essa assimetria prejudica o desenvolvimento do setor e enfraquece uma solução que está pronta.

O Brasil já mostrou, com o etanol, que é possível liderar uma transição energética inteligente, baseada em vantagens competitivas reais. O biodiesel é o passo seguinte dessa trajetória. Temos capacidade instalada, temos matéria-prima, temos tecnologia e temos um setor preparado para crescer.

O que falta é decisão. Tratar o biodiesel com a mesma prioridade estratégica que o etanol significa reduzir custos, gerar empregos, fortalecer o agro e aumentar a segurança energética do país.

Não se trata de escolher entre etanol ou biodiesel. Trata-se de usar os dois, com inteligência, para fazer do Brasil uma potência energética baseada em produção própria e sustentável.


Mudanças nos consignados

 A medida ocorre em um cenário de aumento do endividamento no país. Dados do Banco Central de abril de 2026 indicam cenário crítico: 49,7% da renda das famílias está comprometida com dívidas, próximo ao recorde histórico. O comprometimento mensal de renda chegou a 29,3%, com mais de 80% das famílias endividadas.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou nesta sexta-feira (24) resolução do Comitê Gestor das Operações de Crédito Consignado, que cria uma metodologia para monitorar os juros e os encargos. A medida já está em vigor.A principal mudança é a criação de um limite indireto para o custo total do empréstimo. Pela nova regra, o chamado Custo Efetivo Total (CET), que inclui juros e demais encargos, não poderá ultrapassar em mais de 1 ponto percentual a taxa de juros mensal contratada. Na prática, isso significa que, se um empréstimo tiver juros de 1,5% ao mês, o custo total máximo permitido será de 2,5% ao mês. Dados recentes mostram que as taxas do consignado CLT variam de 1,63% a 6,87% ao mês. O custo total médio chega a 4,48% mensais, acima da taxa média de juros de 3,66%.

Com a nova norma, os bancos passam a ter restrições claras sobre o que podem cobrar. Serão permitidos apenas quatro tipos de encargos: Juros remuneratórios (valor principal cobrado pelo empréstimo); multa e juros por atraso (mora); tributos obrigatórios; seguro prestamista (somente se o cliente autorizar expressamente). Outras cobranças, como taxas de abertura de crédito ou tarifas de cadastro, passam a ser consideradas irregulares.

Desde sua criação, o programa movimentou cerca de R$ 131 bilhões em empréstimos para mais de 9 milhões de trabalhadores. Desse montante, R$ 91 bilhões correspondem a novos contratos.

O que mudará nas apostas virtuais

A partir do início de maio, apostas sobre temas como esportes, política e entretenimento passam a ser proibidas em plataformas de mercado de previsões no Brasil. A medida, aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), busca fechar uma brecha regulatória e definir regras mais claras para esse tipo de atividade. Na prática, só continuarão permitidos contratos ligados a temas econômicos e financeiros, como inflação, juros ou preço de commodities, que são os bens primários com cotação internacional.

As novas regras constam da Resolução do CMN 5.298, aprovada na noite de quinta-feira (23) pelo órgão, mas divulgada somente nesta sexta-feira (23).

Acompanhe o que conta esta reportagem especial da Agência Brasil (o texto é da agência):

O que é o mercado preditivo?
O mercado preditivo funciona como uma espécie de “bolsa de apostas” sobre eventos futuros. Nele, as pessoas compram e vendem contratos baseados em perguntas simples como “Vai acontecer ou não?”

Se o evento acontecer, quem apostou ganha dinheiro. Se não acontecer, perde.

A diferença em relação às apostas tradicionais é que:

1) Nas bets, a empresa define as regras e paga os prêmios;

2)   Nos mercados preditivos, os próprios usuários negociam entre si.

 Esses contratos são tratados como derivativos, tipo de investimento que depende do valor futuro de algo.

O que passa a ser proibido?

Com a nova regra, ficam proibidos no Brasil contratos ligados a:

Resultados de jogos esportivos

Eleições e temas políticos

Reality shows e entretenimento

Eventos sociais ou culturais

Na prática, boa parte do que fazia sucesso nessas plataformas deixa de ser permitido. A proibição vale inclusive para plataformas estrangeiras que ofereçam esses produtos a brasileiros.

O que continua liberado?

Ainda será possível negociar contratos ligados a variáveis econômicas, como:

Taxa de juros;

 Inflação;

 Câmbio;

  Preço de petróleo ou outras commodities.

Esses casos continuam sob supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula o mercado financeiro.

Por que o governo tomou essa decisão?

O principal motivo é que o governo passou a entender que apostas sobre eventos não-financeiros funcionam, na prática, como jogos de azar, não como investimentos.

Dessa forma, apostas em eventos não financeiros só podem ser feitas por meio de bets, que exigem:

Licença do Ministério da Fazenda;

Pagamento de taxas;

Regras de proteção ao jogador.

Sem esses requisitos, as plataformas de mercado preditivo eram vistas como concorrência irregular às bets.

O que muda para o setor?

A decisão reduz drasticamente o espaço de atuação de empresas de mercado preditivo no Brasil, como plataformas internacionais que ofereciam apostas sobre eleições ou eventos globais.


Por outro lado, o governo tenta:

Evitar riscos para investidores;

 Reduzir especulação excessiva;

 Organizar um setor que crescia sem regras claras.

A regulamentação complementar será feita pela CVM, que também ficará responsável por fiscalizar o cumprimento das novas normas.

Quando passa a valer?

As novas regras entram em vigor em 4 de maio e fazem parte de um movimento mais amplo do governo para organizar o mercado de apostas e produtos financeiros no país.