Corrida Contra o AVC reúne mais de 500 participantes em Porto Alegre


Evento apoiado pelo Hospital Moinhos de Vento marcou o Dia Mundial de Combate ao AVC

O que são chuva forte e vento gelado em uma manhã de fim de semana para quem já superou dois acidentes vasculares cerebrais e, aos 72 anos, esbanja alegria de viver? “É ainda mais motivação para superar desafios e correr por uma vida saudável”, responde o aposentado João Guedes. Ele foi um dos mais de 500 participantes da 4ª edição da Corrida Contra o AVC, realizada no Parque da Redenção, na Capital, neste sábado (27).

Com apoio do Hospital Moinhos de Vento, uma das instituições de referência no Brasil no atendimento a vítimas da doença, a ação promovida pela Secretaria Municipal de Saúde busca conscientizar e informar a população sobre fatores de risco, sintomas e formas de lidar. A iniciativa também marcou o Dia Mundial de Combate ao AVC, celebrado nesta segunda-feira (29), e integra a campanha apoiada nacionalmente pelo Moinhos e que ocorre em mais de 100 cidades brasileiras.

Dentre os principais sintomas e fatores de risco ao AVC estão: pressão alta, diabetes, colesterol elevado, arritmia cardíaca, fumo, obesidade, sedentarismo e alimentação inadequada. Embora a faixa etária que registre mais casos é a acima dos 65 anos, a doença pode atingir até mesmo crianças.

Tendo um percurso de cinco quilômetros para a corrida e três para a caminhada, sendo ambos os trajetos dentro do Parque da Redenção, a Corrida Contra o AVC reuniu gente de todas as idades. O primeiro colocado na prova, por exemplo, foi Matheus da Silva, de 18 anos, que sonha em ser corredor profissional. Já a pessoa de mais idade a participar foi a aposentada de Esteio Edi Menezes da Costa, 78 anos. “Corro há 15 anos. Fui olhar uma corrida e me apaixonei. Às vezes, os mais jovens não querem fazer nada, mas tem de se mexer sim”, ensina a atleta, que já disputou inclusive maratonas, em que o percurso é de 42 quilômetros.


Neurologista do Moinhos 
é especialista na doença reconhecida mundialmente

Eleita este mês vice-presidente da World Stroke Organization, a organização mundial de AVC, e presidente da Rede Brasil AVC, Sheila Martins enfatiza a importância de eventos como a corrida deste sábado. “Mais de 90% dos casos podem ser prevenidos se as pessoas conhecerem os seus fatores de risco, mas o AVC ainda é uma doença desconhecida. Saber reconhecer os sinais de alerta e chamar rapidamente o socorro pode salvar uma vida ou, pelo menos, diminuir as sequelas. Por isso, chamar a atenção, divulgar e informar as pessoas é tão importante, além da prática de exercícios diminuir os riscos”, explica a neurologista, uma das maiores especialistas mundiais na área.

Para demonstrar a importância e o impacto da doença, ela aponta alguns dados e números preocupantes: são cerca de 400 mil casos de AVC por ano no Brasil, sendo que mais de um quarto desses pacientes acaba morrendo. Somente no Rio Grande do Sul, aproximadamente 8 mil pessoas morrem todos os anos vítimas de acidente vascular cerebral.

Sheila Martins, contudo, destaca que quase 80 milhões de pessoas no mundo são sobreviventes da doença e “precisam de suporte da família, dos amigos e das instituições para que possam melhorar e se reintegrar à sociedade”.

"Uma chance para consertar o estrago


"Uma chance para consertar o estrago

O PT governou o país por quase 14 anos e deixou uma “herança maldita” que persiste mesmo dois anos e meio após o impeachment de Dilma Rousseff"

"O Brasil vai às urnas neste domingo para escolher o próximo presidente da República e tem, mais uma vez, a oportunidade de dizer um inequívoco “não” ao grupo político que governou o país por quase 14 anos, deixando uma “herança maldita” que persiste mesmo dois anos e meio após o impeachment de Dilma Rousseff, e que ainda deve levar alguns bons anos até ser definitivamente expurgada da vida nacional.

A expressão “herança maldita” foi uma introdução do ex-presidente e atual presidiário Lula, para se referir ao Brasil que lhe tinha sido legado por Fernando Henrique Cardoso. Mas ela é perfeita para descrever o que o PT nos deixou, porque o estrago atingiu dimensões superlativas. Não se trata apenas dos maiores escândalos de corrupção da história do país, nem da maior crise econômica de que se tem notícia. O lulopetismo promoveu uma degradação moral completa, relativizando crimes, negando a dignidade humana, estimulando rivalidades, promovendo mentiras, subvertendo a democracia.

A própria ideia lulista de “herança maldita” propagada por Lula já era uma mentira, pois FHC, ao passar a faixa presidencial, entregou ao petista um país economicamente estabilizado, apesar de alguns solavancos durante os oito anos de governo tucano. Lula manteve o tripé macroeconômico de FHC e teve, a seu favor, a boa conjuntura internacional e a forte demanda estrangeira por commodities, o que não tinha ocorrido antes. O resultado foi a melhora em vários indicadores sociais – uma evolução que acabou quase toda anulada pela crise, fruto da “nova matriz econômica” iniciada no fim do segundo mandato de Lula e mantida durante todo o governo Dilma. A expansão irresponsável do crédito funcionou no curto prazo, camuflando por algum tempo as consequências desastrosas de uma política expansionista. Mas, no médio prazo, os juros reduzidos na marra, a tolerância com a inflação, as canetadas intervencionistas no setor elétrico e a contenção artificial de preços administrados, especialmente os dos combustíveis, levaram à recessão e ao desemprego que ainda hoje lutamos para superar. O petismo quer que o Brasil tenha memória seletiva: que recorde os “bons tempos” e esqueça que a crise e a recessão também foram obra de Lula e Dilma.

A oportunidade de negar ao petismo a possibilidade de voltar à Presidência não pode ser desperdiçada


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Como prova de que todos os aspectos do desastre petista estão interligados, foi justamente a bonança do início do governo Lula que permitiu ao PT trabalhar nas sombras para consolidar seu projeto de poder. Enquanto todos só tinham olhos para os bons indicadores, o partido deu início ao aparelhamento amplo, geral e irrestrito de todas as instituições de governo, para que elas passassem a servir não ao povo, mas ao partido; e culminou com a montagem do primeiro grande escândalo de corrupção da passagem do PT pelo Planalto, o mensalão. E aqui temos um exemplo da decadência moral petista: pego com a boca na botija, o partido bateu todos os recordes de indecência na forma como tratou os protagonistas do escândalo. O PT respondeu não com repúdio ou expulsão das fileiras partidárias, mas com atos de desagravo em que todos eram aclamados como “guerreiros do povo brasileiro”. Enquanto isso, o líder máximo dizia que não sabia de nada, depois alegou que tinha sido traído pelos seus assessores mais próximos, e terminou simplesmente negando o esquema. Lula escapou do mensalão, mas não teve a mesma sorte com a Lava Jato, e hoje cumpre pena em Curitiba por corrupção e lavagem de dinheiro, enquanto o petismo em massa proclama sua inocência.

O mensalão e o petrolão foram a demonstração do desprezo que o PT nutria pela independência entre poderes, com sua pretensão de comprar o Poder Legislativo. Quando os mensaleiros foram a julgamento, o Supremo Tribunal Federal foi tratado como “tribunal de exceção”, como se estivéssemos em uma ditadura; e, quando chegou a vez do chefão, o petismo armou um circo que poderia ter terminado em derramamento de sangue (da militância, nunca dos líderes) para resistir à ordem de prisão expedida pela Justiça. Tudo isso porque, na moral petista, não é o partido que se submete às instituições e às leis, mas estas que devem servir o partido – é assim que funciona na Venezuela ditatorial bolivariana, que o petismo sempre apoiou incondicionalmente.

Com o partido nas cordas, Lula e os demais líderes petistas reagiram com o discurso de que o PT era perseguido pela elite porque havia ajudado o povo. Os ricos não suportavam ver os pobres viajando de avião, os brancos não queriam que os negros tomassem seu lugar nas universidades, dizia Lula. Tudo para jogar ricos contra pobres, negros contra brancos, homens contra mulheres, homossexuais contra heterossexuais, esgarçando o tecido social brasileiro, estimulando ressentimentos e colocando a máquina do governo em ação para negar e combater praticamente todos os valores caros à maioria da população brasileira: o petismo desprezou a dignidade humana ao promover o aborto, inverteu valores ao desculpar bandidos como “vítimas da sociedade”, usou as políticas identitárias para promover a ideologia de gênero apesar da rejeição maciça da sociedade, quis tratar como criminosos aqueles que têm opinião crítica ao comportamento homossexual, transformou salas de aula em centros de doutrinação político-partidária.

Por tudo isso a oportunidade de negar ao petismo a possibilidade de voltar à Presidência da República não pode ser desperdiçada. O Brasil tem espaço para uma esquerda democrática, economicamente responsável, eticamente correta e comprometida com o respeito à dignidade humana, mas o petismo está muito longe dessa descrição, por tudo o que fez e continua fazendo, mesmo estando longe do Planalto há dois anos e meio. O país ainda sente as consequências da crise e do desemprego, as estruturas de governo continuam repletas de militantes para quem o importante é trabalhar pela volta do PT, o partido continua negando os crimes de seus corruptos, os valores do brasileiro continuam a ser cotidianamente desrespeitados na educação e na cultura. Consertar todo esse estrago será um trabalho longuíssimo, que exige uma profunda mudança cultural e uma limpeza nas estruturas de poder. O 28 de outubro não será o ponto culminante desse processo, mas o seu início – se assim o eleitor o desejar, e esta é nossa esperança."

O Brasil velho está unido


A grande mídia que vive de verba do governo está unida aos artistas que vivem de fazer filme ruim financiado por estatais através da lei Rouanet.

Estes estão unidos aos movimentos sociais que ganham boas verbas governamentais para manter sua estrutura de arregimentar pessoas.

Esses últimos estão unidos com categorias de funcionários que trabalham em estatais, com benefícios especiais.

Juntam se a esses, os políticos com algum risco de serem alcançados pela Lavajato.

Tem também os bandidos ja condenados em primeira instância que esperam reverter o entendimento de prisão em segunda instância.

Tem os jornalistas, que faturam com blogs e emissoras de TV financiados com empresas públicas , ou indiretamente através de grandes empresas prestadoras de serviço para estatais e governo.

Tem também uma multidão de cientistas que viajam pelo mundo apresentando trabalhos científicos inúteis, financiados por agências científicas públicas , que se preocupam mais em números de publicações , do que com resultados efetivos das suas pesquisas para a sociedade.

Ia me esquecendo de professores de universidades públicas que arrumam qualquer projeto científico, como pretexto, para reduzir a carga horária em sala de aula.

Tem aquele empresário que consegue financiamentos baratos com bancos de fomento publico.

Um grupo forte que também faz parte dessa grande união, são aposentados, que ganham mega aposentadorias ou que esperam ganhar uma num futuro próximo.

Faltou alguém ?

Falta você , que é empregado na iniciativa privada, que tem que entregar parte do seu dinheiro para o FGTS, impostos e um INSS que sustenta os super bem aposentados, mas que só vai lhe pagar no máximo o teto de 5.645,61 Reais.

Falta você que pegou suas economias, e investe num pequeno negócio, e trabalha duro pelo seu sonho, até ter o pesadelo , de cruzar com o governo e ele fazer o possível para lhe multar, ou cobrar alguma taxa de licença, meramente burocrática.

Falta você que abre seu pequeno comércio todo dia , e fica rezando que algum cliente apareça, para no final do mês, conseguir honrar seus pagamentos com fornecedores e funcionários.

Falta você que não tem emprego, e quando alguém pensa em lhe contratar, desiste porque tem medo que a complexa legislação torne a contratação muito perigosa para o seu pequeno negocio. Freitas Solich

TRF4 julga embargos sobre cumprimento de pena de ex-gerente da Petrobrás


O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) julgou, na última semana, o recurso de embargos infringentes e de nulidade interposto pelo engenheiro naval e ex-gerente da área internacional da Petrobras Eduardo Costa Vaz Musa. Ele foi condenado pela prática de corrupção passiva e de pertinência à organização criminosa em processo penal no âmbito das investigações da Operação Lava Jato. O recurso contestava as formas de cumprimento da pena pelo réu em relação à obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica, a limitação de horários durante os finais de semana e o ressarcimento de valores para a reparação do dano dos crimes.
Vaz Musa foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), em março de 2016. Ele foi acusado de participar de organização criminosa dedicada à prática de crimes, com recebimento de vantagens indevidas, no âmbito da Petrobrás e da empresa Sete Brasil Participações S/A, responsável pelo fornecimento de sondas para utilização da estatal. Segundo a denúncia, Vaz Musa teria recebido propinas sobre o valor de diversos contratos celebrados por essas duas empresas com grupos e consórcios de empreiteiras.
Em fevereiro de 2017, o juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba, o condenou pelos crimes de corrupção passiva e de pertinência à organização criminosa. O juiz federal Sérgio Fernando Moro, sentenciou o réu a uma pena de oito anos e dez meses de reclusão, em regime inicialmente fechado.
No entanto, como Vaz Musa realizou acordo de delação premiada com o MPF que foi homologado pela Justiça Federal paranaense, ele foi condenado a cumprir a pena nos termos acertados na colaboração, ou seja, dois anos em regime aberto diferenciado com prestação mensal de trinta horas de serviços comunitários a entidade pública ou assistencial, recolhimento domiciliar nos finais de semana, apresentação bimestral de relatórios de atividades, além de comunicação e justificação ao juízo de qualquer viagem internacional nesse período.
Também ficou estabelecido que, como condição de manutenção dos benefícios, o réu deveria restituir o produto do crime e pagar uma indenização cível acertada com o MPF no acordo de delação.
A defesa de Vaz Musa recorreu ao TRF4 apenas para afirmar a validade e eficácia do acordo de colaboração homologado. Na apelação criminal, foi requerido que o cumprimento dos dois anos de pena ocorresse nos termos acordados. Segundo o réu, o regime aberto diferenciado acertado inclui a limitação de final de semana nos termos do artigo 48 do Código Penal, ou seja, com cinco horas diárias em casa de albergado ou outro estabelecimento adequado e a dispensa do uso de controle e monitoramento eletrônico através de tornozeleira.
A 8ª Turma do tribunal, em novembro de 2017, por maioria decidiu negar provimento ao recurso. O relator dos processos relativos à Lava Jato no TRF4, desembargador federal João Pedro Gebran Neto, manteve o cumprimento de pena como foi determinado pela primeira instância.
Gebran entendeu que “as medidas assinadas pelo magistrado de primeiro grau revelam-se razoáveis e proporcionais, pois, de um lado, substituem a severa penalidade corporal originalmente imposta ao réu nesta ação penal - atendendo à contraprestação devida ao acusado por sua efetiva colaboração -, e, de outro, buscam dar eficácia às sanções, de acordo com a realidade brasileira, no que diz respeito às execuções penais”.
Como a decisão da 8ª Turma foi formada por maioria e não por unanimidade, a defesa de Vaz Musa impetrou o recurso de embargos infringentes e de nulidade. Com esse recurso, o réu procurava obter a reforma do acórdão para prevalecer o entendimento do voto de outro integrante da Turma, o desembargador Victor Luiz dos Santos Laus, que lhe foi mais favorável.
Além de reafirmar os pedidos para o cumprimento da limitação de final de semana em casa de albergado por cinco horas diárias aos sábados e domingos e da dispensa do uso de monitoramento eletrônico, os embargos infringentes também requisitaram a não aplicação do parágrafo 4º do artigo 33 do Código Penal que determina que o condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais.
O recurso foi julgado pela 4ª Seção do tribunal, órgão colegiado formado pelas duas turmas do TRF4 especializadas em Direito Criminal (7ª e 8ª). Sobre o uso da tornozeleira, a Seção entendeu, por maioria, conceder Habeas Corpus de ofício ao réu para afastar a imposição de monitoramento eletrônico já que tal determinação não constou da sentença condenatória.
Sobre a forma de cumprimento da medida de limitação de finais de semana, a relatora dos embargos, desembargadora federal Cláudia Cristina Cristofani, entendeu que essa questão é de competência do juízo responsável pela execução penal, mas ressaltou que a opção de recolhimento domiciliar não representa uma violação do acordo de delação premiada.
“Dessa forma, possível fazer constar que os votos majoritários, ao remeter a questão ao juízo das execuções, possibilitam que, como pediu a defesa, a limitação de final de semana se dará em casa de albergado e, alternativamente, em regime domiciliar - porém não consiste este último em qualquer desvio dos termos do acordo”, declarou a magistrada.
Quanto à aplicação do parágrafo 4º do artigo 33 do Código Penal, Cláudia manteve a determinação da sentença de obediência a esse dispositivo. “Com efeito, mantida a condenação do réu, torna-se certa a obrigação de reparar o dano que, devidamente estabelecido no julgado”, destacou.
A desembargadora acrescentou que “vale consignar que o dispositivo foi incluído no Código Penal pela Lei nº 10.763, de 12/11/2003, estando, assim, em vigor há mais de dez anos e o dano a ser reparado é plenamente aferível, tornando, tanto mais, hígido o ressarcimento do valor mínimo para a reparação dos danos”.

Sinais, fortes sinais!


* ZANDER  NAVARRO, O Estado de S.Paulo 24 Outubro 2018 | 05h00
Peço licença ao candidato Eymael para utilizar o seu bordão no título acima. Ele, Cabo Daciolo e Vera Lúcia, do PSTU, formaram o time simpático do pleito. Certamente porque foram minúsculos os seus tempos de exposição. Foi impossível não sorrir ao vê-los na propaganda, pois representaram a face sonhadora da disputa. Pareciam sinceros, talvez porque sem terem a chance de maiores explicações. Quem não se divertiu ao ouvir Vera Lúcia afirmar que iria estatizar as cem maiores empresas do País? Somos gratos ao trio, eles suavizaram com suas utopias a hipocrisia de quase todo o processo eleitoral, banhado em promessas absurdas, bravatas e inúmeras falsidades, à direita e à esquerda.
Uma eleição extraordinária, quase espetacular, um definitivo divisor de águas em nossa História. E sua marca principal é alvissareira, pois introduz, finalmente, os sinais de algum amadurecimento político dos eleitores. Esse otimismo tem explicação concreta e não se relaciona diretamente às escolhas realizadas, mas aos movimentos ocorridos. Nos anos deste século, um silencioso processo vem mudando a amplitude das informações disponíveis e, assim, a capacidade dos eleitores de escaparem das armadilhas e da manipulação dos partidos. É o espantoso fenômeno das “redes sociais”, a grande mudança nos vetores da interação e da ação social, incluindo as preferências dos cidadãos. Some-se o fato à crescente escolarização e estaria dada a receita que explica, ao menos em parte, a essência da disputa eleitoral.
A eleição parece ter sepultado o papel da propaganda obrigatória na televisão. Esta teria tido reduzida influência nos resultados e não condicionou a decisão na boca da urna. Tudo se passou nas redes sociais, na grande conversa mantida entre os eleitores, em seus diferentes e amplíssimos espaços de convivência virtual. E em tempo real, permitindo decisões rapidíssimas. São espaços ainda animados por invencionices, é verdade, contudo a educação política, gradualmente, vai aperfeiçoar esses ambientes de diálogos sociais e, com o tempo, a capacidade de difundir mentiras acabará por diminuir drasticamente.
A eleição, uma vez decantada pelos analistas, vai apresentar outros fortes sinais, respondendo às inúmeras perguntas que estão surgindo. Por exemplo: a fragmentação dos partidos é o resultado de quais fatores? Seria porque os partidos são apenas um negócio ou porque, também, há um processo generalizado de desideologização em curso e, portanto, as diferenças entre programas partidários vêm desaparecendo, gerando os partidos dedicados a focos minimalistas? Se a hipótese for verdadeira, uma boa parte da crise da esquerda se explicaria, pois as grandes narrativas transformadoras deixaram de seduzir a maioria do eleitorado. Contrariamente, é o imediatismo, cada vez mais, o condutor do imaginário coletivo.
Ancorados nessa vasta teia de conversações, os eleitores resolveram usar a racionalidade da punição. Não obstante a monumental crise econômica que nos aflige, decidiram castigar aqueles que viram como sendo os responsáveis: a política em geral, os partidos e os caciques conhecidos, notadamente os citados na Lava Jato. Poucos escaparam da metódica vingança dos cidadãos. Se o clã dos Calheiros sobreviveu, em Alagoas, no Maranhão a família Sarney foi dizimada, assim como os donos do MDB em muitos Estados, sendo igualmente revelador que os três candidatos a senador da elite petista fracassaram no Sudeste.
24/10/2018 Sinais, fortes sinais! - Opinião - Estadão
https://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,sinais-fortes-sinais,70002560561 2/3
Quase tudo foi virado do avesso, ampliando a fragmentação partidária e o inesperado aparecimento de novos personagens, modestos no início, para depois subirem aos céus vertiginosamente. Em síntese, os eleitores deixaram o recado claro: “Basta!”. E para assim decidirem, precisavam estar informados sobre a vida política e seus atores. Portanto, talvez pela primeira vez, os cidadãos agiram com irrepreensível lucidez política, lembrando a famosa eleição de senadores em 1974, quando o antigo MDB se vitoriou em 16 dos 22 Estados, abalando a ditadura militar.
Ante tais escolhas, os méritos de Bolsonaro são limitadíssimos, sendo mais o personagem que, para sua sorte, estava no lugar certo e no momento apropriado. A relação direta entre os resultados e o candidato tem baixa correlação e a inteligência política, de fato, está nas mãos dos milhões que decidiram, nas urnas, gritar a plenos pulmões que não é mais possível aceitar a continuidade do descalabro que rege o nosso cotidiano. Seja a violência desmedida ou o desempenho pífio da economia, sejam as tantas iniciativas fortemente controvertidas que vêm caracterizando o Brasil, especialmente após a chegada do campo petista ao poder. Sobretudo, a sensação de sufocamento causada pela corrupção. O Brasil transformou-se numa bizarra sociedade, de um presidente que recebe escroques a altas horas à maluquice da narrativa do “golpe” que nunca existiu, não deixando de citar a alta Corte de Justiça, que age movida pelo narcisismo de seus membros.
Algum dia haveria uma reação. As eleições trouxeram esse reposicionamento, culminando a fermentação que fora iniciada em 2013. Não é uma onda conservadora e, menos ainda, autoritária, mas apenas a afirmação do conjunto de valores sociais que são dominantes entre nós, os quais encontraram um momento específico e definido de manifestação.
Por esse ângulo, os partidos mais tradicionais e que julgavam defender um ideário mais consistente, como o PT e o PSDB, foram os grandes derrotados. Os demais foram menos afetados, pois nenhum tem algum programa conhecido. E o período adiante nos reservará um reordenamento partidário monumental. Surgirão novos partidos e definharão alguns outros. E mudarão fortemente as caras visíveis da política.
São sinais promissores, pois o eleitorado parece ter acordado de um torpor de cinco séculos. Acautelemse os políticos!
* SOCIÓLOGO E PESQUISADOR EM CIÊNCIAS SOCIAIS. E-MAIL: Z.NAVARRO@UOL.COM.BR

Nota do candidato José Ivo Sartori sobre fake news

Os fatos que passaram a ocorrer nas redes sociais são muito graves. O candidato Eduardo Leite agora passa a atacar-me pela suposta manipulação de uma foto de sua família. Diz-se vítima de fake news. E, em seguida, é ajudado por Luciana Genro, Roberto Robaina e alguns dos meus principais opositores. Todos se unem para carimbar-me com adjetivos desairosos, que nunca fizeram parte da minha trajetória. Criam uma espécie de roteiro de novela, como se algo tivesse partido de mim ou de minha campanha. Sem nenhuma prova! Fazem isso também com outras denúncias. A partir disso, tentam transformar o candidato adversário numa vítima.
A gurizada me disse que isso é “fake news” de “fake news”, uma artimanha para criar engajamento. Eu chamo também de vitimismo, uma armação para criar caso a três dias da eleição. Ora, percebam: não é por acaso que alguns integrantes do PT e do PSOL começaram a difundir imediatamente essa novela criada pela campanha do Eduardo. Que aliança lamentável!
Mas se o uso manipulado de uma foto de sua família realmente aconteceu, Eduardo, peço que procure a Polícia e a Justiça imediatamente. Porque, concordo, é muito grave! Peça a abertura de uma investigação profunda. Foi isso que fiz quando passei por situação semelhante, mas nunca causei alarde – porque sabia que isso exporia ainda mais as pessoas que eu amo. A propósito, é a primeira vez que falo sobre isso.
Eu sei o que significa família, Eduardo. E respeito muita a sua, embora nem sempre tenha tido a mesma reciprocidade. Então, não fique acusando a mim ou à minha candidatura por algo que jamais fizemos ou sequer autorizamos. Sou um homem democrático, respeito a diversidade e a liberdade de escolha.
Sou atacado ferozmente há quatro anos, e sempre tive maturidade para lidar com isso. Não me meça pela sua régua, Eduardo. Tenha respeito. Minha dignidade está muito acima desta ou de qualquer eleição, e eu não a perderei.
Chega de fazer chicana nas redes sociais! Estejamos à altura do que os gaúchos esperam de seus candidatos a governador do Estado. Vamos falar de saúde, segurança, educação. Vamos falar de futuro. Os desafios da vida real é que precisam mover nossas energias

Quem é L ?, Adão Paiani


O título original é "Quem é “L”?"
*Adão Paiani
A Polícia Civil gaúcha divulgou o resultado das investigações sobre o suposto atentado sofrido por uma jovem de 19 anos, alegadamente militante do movimento LGBT e lésbica, que relatou ter sido atacada, segundo seu depoimento, por “neonazistas ligados a campanha de Jair Bolsonaro”, e que teriam marcado em sua pele uma suástica, ou cruz gamada, utilizando um canivete.
A conduta da jovem desde o início levantou suspeitas, uma vez que seu depoimento apresentou muitas contradições, não quis representar criminalmente seus agressores e não colaborou com a realização do exame de corpo de delito e demais procedimentos periciais necessários para comprovar suas alegações.
O Laudo Pericial agora divulgado comprova o que eu, particularmente, já suspeitava desde o dia em que o episódio se tornou público: uma lesão auto infringida.
Na ocasião, de posse das fotos da jovem e da lesão, as quais tive acesso, consultei um dos mais renomados peritos criminais do Brasil, o Dr. Domingos Tocchetto que, por sua vez, consultando um colega médico-legista e professor de medicina legal, igualmente concluíram pela total plausibilidade da tese de que a lesão teria sido produzida pela própria pretensa vítima, ou com a ajuda de terceiros com sua colaboração.
Dada a gravidade da denúncia realizada por “L”, a enorme exploração político eleitoral sobre o caso, e a certeza de que o mesmo fazia parte de uma ação criminosa organizada no país inteiro pelas quadrilhas petista/comunista/psolista que sustentam a candidatura do preposto do presidiário de Curitiba, Fernando Haddad; levei diretamente ao governador José Ivo Sartori, as conclusões dos peritos, mesmo em caráter extra-oficial, solicitando que as investigações pudessem transcorrer com a maior celeridade possível.
Felizmente, graças à competência dos técnicos-científicos do Instituto-Geral de Perícias do RS (IGPRS), colocados dentre os mais conceituados do Brasil, e internacionalmente reconhecidos pela sua enorme qualificação, o resultado das investigações pôde ser divulgados antes do segundo turno da eleição presidencial, desnudando a farsa utilizada criminosamente por Fernando Haddad, Manuela D’Ávila e seus comparsas no horário eleitoral.
A ação orquestrada pelos criminosos políticos que integram a campanha do candidato petista à Presidência da República, e de sua vice comunista, visava criar no país um falso clima de violência política, imputando falsamente práticas de agressões ao seu adversário e seus apoiadores; com a cumplicidade de setores majoritários de uma imprensa canalha, idiotizada e ideologizada e que não teve sequer a decência (salvo raras e honrosas exceções) de buscar apurar a veracidade dos fatos antes de apontar, de maneira sórdida e vil, a sua autoria.
A revelação da farsa, agora, como era de se esperar, não ocupa o mesmo destaque nos veículos de comunicação que prontamente divulgaram a versão mentirosa e criminosa da pretensa vítima.
O fato é que a pessoa identificada por “L”, cometeu o delito de falsa comunicação de crime, movimentando toda uma estrutura pública na esfera policial, pericial, e no judiciário, para tentar validar uma estória mentirosa com o objetivo de beneficiar politicamente seu grupo ideológico, causado um dano objetivo e comum a todos os demais cidadãos.
Os recursos humanos, financeiros, materiais, técnicos e operacionais gastos pelo estado para apurar a denúncia falsa de “L”, certamente fazem falta, numa estrutura policial sabidamente deficiente, no atendimento de cidadãos realmente vítimas de violências das mais diversas, e realmente em situação de vulnerabilidade; o que somente demonstra de parte da “militante” profunda insensibilidade social, falta de senso ético e moral, fanatismo político e conduta marginal, tendente à criminalidade, que não pode permanecer impune, até para não servir de estímulo a ações semelhantes.
Sendo assim, o que não se compreende é a razão pela qual a Polícia Civil gaúcha mantém a identidade da criminosa sob sigilo, referindo-se a ela somente pela letra “L”, uma vez que trata-se de pessoa maior de idade, que não se presume em situação de vulnerabilidade ou risco, e que pode e deve responder pelos seus atos.
Não existe qualquer justificativa para que a identidade de “L” não seja divulgada, até porque já se encontram encerradas as investigações, sendo incontestes a autoria e materialidade do delito de falsa comunicação de crime.
Assim, o mínimo que a sociedade gaúcha - aquela que paga a conta, e sustenta com seus impostos a máquina pública – exige da sua Polícia Civil, que até aqui tem agido com a competência que lhe é característica na apuração de delitos; é que forneça a identificação da criminosa, sob pena de pairar dúvida sobre os motivos pelos quais se encontra protegida indevidamente, e se esses não se fundamentam em razão de questões alheias ao interesse público.
O povo do Rio Grande quer e exige saber: quem é “L”?
*Advogado