Cais Mauá: não podemos mais perder tempo!

O Cais Mauá já está privatizado: para as baratas, ratos, traças e cupins! Só eles detêm o uso exclusivo do local. O Cais Mauá é inacessível às pessoas há muito tempo. A começar por um muro que restringe a circulação próxima ao Guaíba. O maior patrimônio histórico-cultural de Porto Alegre está apartado dos seres humanos graças a posições teoricamente progressistas, mas que são, de fato, reacionárias e ultrapassadas.

 

Já vimos esse filme. Os opositores da reformulação da Orla do Guaíba tinham argumentos parecidos. Defendiam a preservação dos maricás, acusavam o projeto de ser “nebuloso”, denunciavam a suposta exclusão da população da periferia e ainda pediam um “debate mais democrático”. Agora, com a Orla do Guaíba revitalizada, a realidade deu as devidas respostas: a área valorizou como nunca a cidade, criou um novo e apreciado ponto turístico e é essencialmente democrática, acolhe sobretudo pessoas que residem nas franjas da Capital.


Nada como a prática para derrubar a “teoria caranguejista”. Em artigo no caderno DOC, a professora da UFRGS, Zita Possamai, se manifestou contra a menção aos caranguejos, “lembrados para apelidar aqueles e aquelas que, supostamente, andam de lado e não deixam a cidade progredir”. Ora, os animais de 10 patas são um símbolo do porto-alegrense que reluta em andar para frente. A consagração ocorreu há pouco, quando alguns deles assumiram a alcunha e fizeram publicamente a dança do caranguejo. Mas vamos aos fatos.

 

Não faltou debate sobre o projeto. Tivemos nove workshops e dezenas de reuniões técnicas com conselhos municipais e estaduais, Ministério Público, Tribunal de Contas, universidades, representantes dos setores comerciais, hoteleiro, clubes e operadores náuticos. Ainda foram feitas duas audiências públicas em abril e junho deste ano, com ampla participação da sociedade civil organizada, vereadores, deputados etc.  

 

Nesses fóruns, vimos que um erro comum dos opositores da proposta é politizar a iniciativa. A revitalização do Cais Mauá não é uma questão ideológica. Isso porque a parceria com a iniciativa privada já é um instrumento utilizado por governos de todos os matizes. No Piauí, em 2017, a gestão petista concedeu à iniciativa privada a Nova Ceasa, que se tornou um ‘case’ mundial de Parceria Público-Privada (PPP). Em Salvador, o governador Jaques Wagner, também do PT, fez a primeira PPP do Brasil no setor de saúde, o Hospital do Subúrbio, que desde 2010 oferece atendimento gratuito com qualidade de uma ótima instituição particular.

 

Em Porto Alegre, o prefeito Nelson Marchezan Jr., do PSDB, realizou a primeira PPP da Iluminação Pública do RS, que instalará as modernas, eficientes e econômicas lâmpadas LED em 100% da cidade. A parceirização com organizações civis já levou a gestão privada para mais de 80% das unidades de saúde e permitiu que 13 postos tenham atendimento até as 22h. Em todos esses exemplos, são oferecidos serviços públicos não estatais, com gestão privada, melhores e menos burocráticos. É isso que importa. Porque o cidadão não quer saber se o médico, o enfermeiro, o professor ou o porteiro do Cais Mauá são servidores públicos concursados. O que todo mundo quer é receber um serviço de qualidade! O resto é ranço ideológico.

 

O Cais Mauá é o maior projeto de transformação urbana do Rio Grande do Sul. Revitalizado, vai atrair turistas, movimentar a economia da Capital, criar renda e empregos. O maior desafio é viabilizar um projeto sustentável financeiramente. Só a iniciativa privada pode alavancar um investimento gigante de mais de R$ 1 bilhão. Ter prédios residenciais e comerciais faz parte da estratégia de atrair investidores para, finalmente, realizar o antigo sonho de aproveitar as velhas docas abandonadas. Para humanizar a área, é preciso gente. Qual o problema se algumas pessoas forem morar ali?

 

É uma falácia dizer que o novo Cais Mauá será exclusivo a quem tem dinheiro. Qualquer pessoa poderá frequentar o local, levando seu chimarrão e cachorro, sem pagar nada. Lá, encontrará um ‘boulevard’ arborizado, com ciclovia, área de convivência e contemplação para o rio e uma série de espaços culturais, gastronômicos, turísticos, inovadores, tecnológicos, de lazer, entre outros. Quer mais plural e democrático do que isso?

 

A magia do nosso reencontro com o Guaíba teve uma prévia real no South Summit realizado em maio na Capital e já confirmado para os próximos anos. A beleza natural do Cais Mauá mostrou que não podemos mais perder tempo. O projeto de revitalização utiliza o potencial econômico da área como uma oportunidade de oferecer espaços urbanos diferenciados para diversos usos da população, gerando benefícios a todos os gaúchos e porto-alegrenses. Até para seus críticos, como ocorreu com a Orla do Guaíba.

A DESINIBIDA MILITÂNCIA DA ESCRITORA MARTHA MEDEIROS NO JORNAL (2)

Volto a evocar fatos (substantivos) em vez de sentimentos (adjetivos) para contestar a absurda afirmação de Martha Medeiros de que os governos do PT "não colocam a democracia em risco".

No livro "Assassinato de reputações - um crime de Estado", o experiente delegado Romeu Tuma Junior, com farta documentação, revela que o PT, ao assumir o governo, criou um verdadeiro Estado policial para perseguir adversários e proteger aliados. São 557 páginas de tirar o fôlego!

Tuma Junior foi secretário nacional de justiça de 2007 a 2010 - governo Lula. E denuncia que, enquanto esteve no cargo, foi pressionado a divulgar dossiês anônimos e caluniosos contra políticos de oposição, e a não investigar casos que comprometessem petistas e afins.

Relata, por exemplo, que recebeu solicitação de membros do governo (Lula!) para divulgar dossiês contra os tucanos Marconi Perillo (então governador de Goiás, que irritou um vingativo Lula ao advertir sobre a existência do mensalão) e contra Tasso Jereissati, senador cearense.

Foi Tarso Genro, ministro da Justiça de Lula, quem relativizou tudo: "Não existe no Código Penal um crime chamado dossiê. Dossiê é um conjunto de dados que pode ser feito pela oposição, pelo governo e inclusive pela imprensa": um sofisma (está no capítulo 7 do livro).

Com tão elegante justificativa para um crime, o governo petista usava órgãos de Estado para invadir a privacidade dos "inimigos", falsificar provas, chantagear e, muitas vezes, "assassinar reputações". Era o começo de um regime totalitário em que partido, governo e Estado não se diferenciam e é decretada a morte do Estado de direito.

O caso mais assustador é o da PF (Polícia Federal), levada pelo governo petista a desempenhar funções iguais à da Gestapo, a temível polícia secreta do regime nazista chefiado por Adolf Hitler, isto é, investigar e perseguir pessoas e grupos fichados como inimigos do regime.

A PF grampeou até o secretário nacional de Justiça (Tuma Junior!), tudo porque ele investigou petistas como José Dirceu e Luiz Eduardo Greenhalgh, além de dar uma espiada no assassinato de Celso Daniel.

Porém, a ilegalidade mais desconcertante da PF foi ter, a interesse do governo Lula, grampeado todos (todos!) os ministros do STF. Diz Tuma Junior: "O grampo foi feito com uma maleta francesa, empregada para rastrear celulares em presídios. O que ninguém sabe é que essa maleta também derruba os sinais das operadoras, e toma o lugar delas" (cap. 9).

Tuma Junior mostra que o crime está no DNA do PT, praticado por sua gente antes mesmo da fundação do partido. É ilustrativo saber (pasmem!) que Lula era o melhor informante da polícia nos anos 1970, dedurando sindicalistas: "Lula combinava as greves com empresários e avisava o Dops. Muitas das greves que ele armava com os empresários eram para aumentar o valor de venda dos veículos, para lastrear moralmente a ideia de que 'vamos repassar aos preços dos carros o aumento de salário obtido pela categoria que Lula comanda'", diz ele (cap. 4, com fotos).

Ora, petistas atacarem judicialmente quem os critica é uma rotina. Por que não processaram Tuma Junior? É que as acusações estão documentadas!

Essa é uma ínfima parte do que testemunhou Tuma Junior: um governo autoritário e corrupto tentando implantar um regime totalitário. Como pode alguém vir dizer que o PT "não coloca a democracia em risco"?

Martha está certa, porém, quando diz que, entre Lula/PT e Bolsonaro há "uma escolha fácil": é que, votar no PT é votar num projeto de ditadura. Quem é honesto e esclarecido vota contra o PT; se não vai com a cara do Bolsonaro, vota nele porque é menos pior. E não apoia ditadura!


Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.

E-mail: sentinela.rs@outlook.com


Renato Sant'Ana - A desinibida militância de Martha Medeiros no jornal (1)

ão assino Zero Hora! E não leio, claro, os seus colunistas. Daí, só vim a ler o manifesto de Martha Medeiros intitulado "Uma escolha fácil" quando a coluna me foi enviada por uma leitora. Não parecia escrito pela delicada e gentil Martha doutros tempos: um panfleto lavrado com malícia e mistificação, ocultando a desonestidade e os métodos violentos da facção política que operou o maior esquema de corrupção no Brasil.

Martha investe na desinformação e na falta de memória do leitor médio e, forjando um verniz de benignidade para o PT, faz um apelo capcioso: "(...)voltemos aos governos que nos desiludem, como todos desiludem em algum ponto, mas que não colocam a democracia em risco (...)". Absurdo!

Eis uma prova cabal de risco à democracia. Em 2009, o governo Lula tentou impor ao Brasil o insidioso Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH). Felizmente, não conseguiu. Basta saber que, por exemplo, o PNDH previa que um juiz não poderia devolver a quem de direito um imóvel invadido sem, antes, consultar (ora quem!) os "movimentos sociais". Era a largada para implantar a pior espécie de ditadura: o totalitarismo.

E o projeto de instalar uma ditadura no Brasil nunca saiu da pauta do PT. Em 2014, Dilma Rousseff apresentou o Decreto 8243, versão repaginada do PNDH. Não conseguiu! E se tivesse conseguido, existiria hoje, entre outras degenerescências, o controle estatal da imprensa no país.

Mas para Martha, governos petistas não põem a democracia em risco. Ela deve ignorar que um dos principais Maquiavéis do PT é José Dirceu, que, em 2018, entrevistado pelo jornal espanhol El País, disse: "Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição."

Eu sei. Depois ele falou, ao mesmo El País, que aquela declaração "Foi infeliz". Mas a sua acidental sinceridade já estava publicada.

É a lógica revolucionária. György Lukács (filósofo e militante comunista húngaro) preconizou que a classe revolucionária não deveria obedecer à lei, mas apenas seguir as circunstâncias da luta de classe.

Quando da promulgação da Constituição Federal em 1988, Lula não queria que a bancada petista assinasse a Carta Magna. Depois, teve de recuar, mas não antes de o Diretório Nacional do PT, através de circular, ter "justificado" a posição do líder nestes termos: "O PT, como partido que almeja o socialismo, é por natureza um partido contrário à ordem burguesa, sustentáculo do capitalismo. (...) rejeita a imensa maioria das leis que constituem a institucionalidade que emana da ordem burguesa capitalista, ordem que o partido justamente procura destruir".

O PT jamais revisou esse manifesto de evidente caráter totalitário. O PT não respeita a Constituição a não ser quando lhe convém ou quando não tem saída. É falácia populista, dizer que respeita a vontade popular.

Em 2005, houve o Referendo Nacional Pelo Comércio de Armas e Munição. A população votou contra o desarmamento (e a favor do direito de autodefesa). E o que fez o governo Lula? Respeitou a "vontade popular"? Nada! Deu uma banana para o povo e impôs o famigerado Estatuto do Desarmamento, que (notem bem!) só reduziu o risco para os bandidos.

Nos 16 anos em que administrou Porto Alegre, o PT mostrou como considera o povo, praticando uma estrovenga chamada "orçamento participativo": cidadãos eram chamados a reuniões manipuladas por esbirros do partido, nas quais decidiam conforme a vontade... do gestor.

Esse exemplo retrata uma das características dos regimes totalitários, isto é, a indiferenciação ou confusão entre partido, governo e Estado. Toda essa farsa, aliás, é desmascarada no livro "Herança Maldita: os 16 anos do PT em Porto Alegre", do Jornalista Políbio Braga.

Afinal, quem é mesmo que, por disposição programática, põe a democracia em risco? E nem se falou do mensalão, da corrupção na Petrobras e outras práticas parasitárias do PT. Tem mais nas próximas colunas.

 

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.

E-mail:  sentinela.rs@outlook.com

 

Na Bahia, esta manhã, povo grita que lugar de ladrão (Lula) é na prisão ! Bolsonaro aplaude ao vivo.

 - Este material e o seguinte são da Folha Política.

Bolsonaro fez motociata impressionante em Feira de Santana, Bahia. Foi esta manhã. Veja o vídeo.

 

Acompanhe agora, ao vivo, "Boa Tarde, Brasil !", com o comando de Júlio Ribeiro. Rádio Guaíba.

 Apresentação: Julio Ribeiro/ Convidados: Alvaro Luthi, Carlos Fagundes, Joni Guzenski e Laís Legg.

Ex-assessor de trump lançará "Acelerador de Pessoas" em Gramado

Talvez muitos não tenham ouvido falar dele, pois Bellino não é um empreendedor de internet, mas sim, da vida real.

Conhecido por ser um dos maiores "dealmakers" do país, e case de sucesso também no exterior, chega a Gramado na Serra Gaúcha, para o lançamento do seu documentário em formato cinema e com uma masterclass para executivos e empreendedores que desejam ter resultados reais.

O projeto consiste em um documentário e livro, que levam o mesmo nome (Acelerador de Pessoas), e que vai percorrer as salas de cinema em mais de 30 cidades do Brasil nos meses de agosto e setembro em parceria com a GNC Cinemas, Cinemark e Cinesystem.

A estreia do filme no Brasil será no Palácio do Festival em Gramado, palco do "Oscar Brasileiro" o Festival de Cinema, às 17 horas do dia 23 de julho. No mesmo dia será lançado o livro com sessão de autógrafos e o empresário realizará uma MasterClass para apenas 500 pessoas, que estarão no icônico local que é referência para o cinema nacional. Os ingressos já estão à venda e são limitados.

Dirigido pelo cineasta brasileiro Augusto Pessoa, o filme retrata a jornada de uma das turmas da mentoria de Bellino, na Comuna de Bellino, na Itália.

“O Acelerador de Pessoas é um programa com o objetivo de conduzir empreendedores pelo caminho das pedras em direção ao sucesso de seus negócios e na vida. Além de alguns segredos e bastidores daqueles que chegaram ao topo, o programa reúne ferramentas e conceitos fundamentais e indispensáveis para qualquer ideia que queira se consolidar em um grande negócio”, destaca Ricardo Bellino.

Bellino é famoso pelas sociedades com Donald Trump (ex-presidente dos EUA) e John Casablancas (famoso empresário do mundo da moda), por trazer ao Brasil a campanha das camisetas do Câncer de Mama e por ser fundador da agência Elite Models no país.

Autor de 15 livros, entre eles, “O Poder das Ideias”, “Sopa de Pedra”, “3 Minutos para o Sucesso”, “Midas e Sadim” e “Escola da Vida”. Há mais de uma década se dedica à formação de empreendedores e executivos de alta performance.

Há 12 anos, ele criou a School of Life (Escola da Vida), projeto voltado ao ensinamento de tudo que aprendeu na carreira, que realiza mentorias com pequenos grupos selecionados. Segundo informações do próprio empreendedor serial, alguns empresários desembolsam quantias superiores aos 100 mil reais por uma mentoria exclusiva com ele, com a intenção de aprender as táticas que levaram a sua carreira a ser tão bem sucedida.

SERVIÇO

Estreia do projeto nacional: Acelerador de Pessoas de Ricardo Bellino

23 de julho de 2022

17 horas

Palácio dos Festivais

Gramado – RS

Ingressos em:  www.aceleradordepessoas.com