Arquitetos e engenheiros 60+ terão atendimento inclusivo em Gravataí

Iniciativa do projeto Uma Senhora Cidade, um Senhor Futuro prevê maior atenção na tramitação de processos para profissionais com mais de 60 anos.


A exclusão digital é uma realidade para a maioria dos profissionais que já estavam no mercado de trabalho antes da popularização da internet. Pensando nisso, a Prefeitura de Gravataí lançou um projeto-piloto que se propõe a fazer justiça digital. A partir de agora, profissionais de engenharia, arquitetura e técnicos com mais de 60 anos, vinculados ao CAU-RS (Conselho de Arquitetura e Urbanismo do RS), Crea-RS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), CRT (Conselho Regional de Técnicos) e CFT (Conselho Federal de Técnicos), terão atendimento inclusivo na tramitação de projetos junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano. 


A iniciativa é parte do projeto Gravataí, uma Senhora Cidade, um Senhor Futuro, parceria entre a prefeitura e o Instituto Moriguchi. “Nossas tramitações são todas digitais e muito rápidas, mas notamos que uma parcela dos profissionais não nativos digitais esbarra em detalhes que são corriqueiros para quem já nasceu na era das relações on-line”, explica o secretário Cláudio Luiz Carvalho dos Santos.


A lógica da nova ferramenta se baseia em uma triagem humana. Os profissionais que preencherem os requisitos necessários terão seus pedidos, assim que protocolados no site da prefeitura, encaminhados, via sistema, a servidores treinados para reconhecer eventuais lacunas. Na sequência, haverá um contato direto com o proponente para ajudá-lo a cumprir as etapas incompletas do processo.


“Esta é uma das primeiras iniciativas deste novo projeto voltado à terceira idade em Gravataí. Cabe ao poder público se antecipar ao envelhecimento da população em várias frentes, adaptando a cidade para oferecer serviços mais adequados e eficientes. É o que estamos fazendo: preparando a cidade para proporcionar mais bem-estar às pessoas com 60+, que têm uma série de direitos que precisam ser respeitados”, afirmou o prefeito Luiz Zaffalon.


Como funciona

Para acessar ao serviço, os profissionais deverão comprovar a idade e serem os responsáveis técnicos pelo projeto, entre outros requisitos para facilitar o atendimento. Com a iniciativa, a Prefeitura de Gravataí espera agilizar ainda mais as licenças ligadas à construção civil no município, gerando mais empregos e renda para a população. 


O serviço de inclusão 60+ da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano está disponível em https://abre.ai/gravatai-inclusivo. Na relação de Serviços, é preciso se identificar como profissional 60+ no início da descrição.

 

 


   

Fabio Freitas Jacques - O crédito de carbono

Há uma historieta, uma piada ou uma fábula, sei lá, que trata daquele camarada que era completamente sedentário, comia demais, sempre do bom e do melhor, e que, em função da escandalosa obesidade, consultou um especialista que lhe receitou, como exercício físico, uma caminhada diária de 10 quilômetros.

O que ele fez?

Contratou um molequinho para caminhar por ele, e deu por resolvido o problema. Continuou com seus hábitos alimentares e sedentários sem qualquer alteração porque, afinal de contas, com alguns trocados conseguiu ficar em paz com sua consciência.


Fabio Freitas Jacques. Engenheiro e consultor empresarial, Diretor da FJacques – Gestão através de Ideias Atratoras e autor do livro “Quando a empresa se torna azul – o poder das grandes ideias”.


Presidente da Federação Árabe Palestina diz que a mídia brasileira está com as mãos sujas de sangue

Em uma rancorosa entrevista à TV 247, cuja linha editorial é de apoio ao Hamas, o presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), Ualid Rabah, condenou a cobertura jornalística da grande mídia corporativa sobre o conflito entre Israel e Palestina:

- Até quando os veículos de comunicação de massa vão continuar nessa narrativa? Isso é genocídio midiático. Cada Guga Chacra desse país está com as mãos manchadas de sangue do povo palestino.

Rabah, referindo-se ao  jornalista e comentarista político da Rede Globo, atacou: "Eu sei que ele [Guga Chacra] não se importa com isso porque ele já manchou a mão de sangue lnes várias vezes, inclusive já foi acusado por libaneses por isso"

 Ele tentou ensinar a profissão aos jornalistas: "É crucial que a verdade prevaleça, e é responsabilidade dos jornalistas relatar os fatos com precisão e imparcialidade. 

A verdadeira face de Salvador Allende, por Renato Sant'Ana

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.
E-mail  sentinela.rs@outlook.com

 Nos 50 anos da deposição de Salvador Allende, vimos a imprensa (mas não só) multiplicar mentiras sobre o fato histórico. É o "efeito Goebbels": repetir, repetir, repetir uma mentira até fixá-la como verdade.

Ninguém aqui vai negar nem, muito menos, absolver os crimes da ditadura de Pinochet. O que se vai fazer, sim, é desmascarar a farsa que apresenta Allende como mártir e como se ele houvesse sido um homem justo que teve sua obra benigna destruída pelas forças do mal.

E aí está, aliás, um sinal de psicose coletiva: para falar dos crimes de um canalha como Allende, é preciso de antemão deixar enfaticamente claro que não se está defendendo a ditadura de Pinochet.

Pois o que segue é o retrato mais nítido da indignidade: um traidor de corpo inteiro a desonrar o Chile, o cínico que enganou o povo chileno.

Em 21/09/2005, o jornal britânico The Times publicou um resumo do livro "O Arquivo Mitrokhin", de Vasily Mitrokhin (um desertor da KGB, polícia secreta da União Soviética) e Christopher Andrew (historiador). O livro traz informações confidenciais da KGB. E revela que Salvador Allende era um agente pago do serviço secreto soviético. Detalhe: Allende recebia o dinheiro das mãos de Svyatoslav Kuznetsov, espião da KGB no Chile. Ou seja, Mitrokhin revelou que, às ocultas, o Allende sacralizado pelas esquerdas traía o Chile e servia a um governo estrangeiro.

Para o cérebro socialista, essa traição é justificável, dado o caráter internacionalista do socialismo, que despreza as fronteiras nacionais para instituir um sistema mundial e submeter todos os países ao tacão do partido socialista (e único no poder). Allende estaria, pois, servindo a causa maior do socialismo - e ganhando um dinheirinho, claro, que nenhum revolucionário é de ferro nem resiste a uma mordomiazinha.

Saliente-se que esse caráter do socialismo costuma ser omitido pelos intelectuais de esquerda, sobretudo pela parasitária casta acadêmica.

Fato é que, hoje, documentos provam que Allende era um traidor e um apóstolo da violência que desprezava a democracia. No entanto, como qualquer biltre de sua laia, ele se declarava cinicamente um democrata.

O ex-presidente chileno Eduardo Frei, falando ao repórter Luis Calvo, do jornal ABC de Madri, em 10/10/1973, denunciou aquilo que hoje documentos provam: os socialistas, com o patrocínio de Allende, introduziram no Chile uma imensa quantidade de armas, escondidas clandestinamente em residências, escritórios, fábricas e armazéns. "O mundo não sabia que o marxismo chileno dispunha de armamento superior em número e qualidade ao do Exército, armamento para mais de 30 mil homens, quando o Exército mal chega a essa cifra", disse Frei, sustentando que uma guerra civil estava sendo planejada pelos socialistas (que governavam então o Chile).

Frei não exagerou. O Congresso do Partido Socialista Chileno (partido de Allende), em 1967, aprovou uma Resolução que dizia: "(...) A violência revolucionária é inevitável e legítima (...). Só destruindo o aparato burocrático e militar do Estado-burguês pode consolidar-se a revolução socialista", profissão de ódio que foi confirmada no Congresso de 1971.

Mas a propaganda faz uma narrativa segundo a qual "Allende acreditava na via eleitoral da democracia representativa e julgava possível instaurar o socialismo dentro do sistema político então vigente em seu país". Quer dizer, tomar o poder pelo voto e, uma vez no governo, trair a vontade do povo e implantar um regime totalitário. Será isso democracia?

Carlos Altamirano, prócer do socialismo chileno, afirmou que Allende, até por volta de 1960, era um político tradicional e social-democrata convicto, quando entrou num crescente processo de radicalização. Mas sem jamais (acrescentou) duvidar da democracia chilena. Ou seja, como visto acima, Allende acreditava que usaria os meios da democracia (o voto inclusive) para impor ao Chile um regime comunista subordinado à União Soviética, a quem ele servia. Era o que hoje, de modo mais sutil e mais insidioso, as esquerdas chamam de "fazer a revolução por dentro".

Eleito em 1970 com apenas 36% dos votos válidos, Allende assumiu o poder com uma frente de esquerda que reunia grupos cujo método de ação era a guerrilha e o terror, com destaque para o agressivo MIR (Movimiento de Izquierda Revolucionária), fundado para realizar a luta armada. Durante o seu governo, os seus comparsas praticaram tortura, assassinatos, invasões de terras, assaltos a bancos e outros atos de terrorismo.

Como a história romanciada só manifesta a tendência de quem a escreve, não a verdade dos fatos, Allende é ardilosamente maquiado como um homem amigo do seu povo, confiante, pacífico e com uma profunda crença na democracia. Tudo para enfiar na cabeça dos idiotas úteis a falsa crença em que o socialismo é um comunismo mais humano.

Pois esse "Mahatma" Allende, que, na presidência, dizia-se numa "guerra não declarada", não quis ter a sua segurança feita pelas Forças Armadas nem pela polícia, ao contrário doutros chefes de Estado: a sua segurança era feita pelo chamado Grupo Amigos do Presidente (GAP), guerrilheiros com instrução militar completa recebida em Cuba e, notem bem, chefiados por um membro do Serviço de Inteligência cubano.

O GAP, que reunia 134 guerrilheiros, recebia treinamento permanente dos cubanos no Centro de Instrução Militar El Cañaveral, que outra coisa não era senão a casa de campo do presidente Allende. E contava com três depósitos de armas e munição: na citada casa de campo, na residência do presidente (a chamada Casa Presidencial de Tomás Moro, que era também outro quartel do GAP) e, pasmem, no palácio La Moneda, sede do governo.

Não foi por acaso, pois, que, em 1971, Fidel Castro, o tirano de Cuba e lacaio da União Soviética, percorreu o Chile por cerca de um mês, alentando com sua verborragia as aspirações revolucionárias e pregando a necessidade de ser preservada "a unidade do conjunto da Esquerda".

Já não há controvérsia. Allende era o colaboracionista que, chefiado por Fidel Castro, desrespeitava a lei chilena para obedecer ao governo de Moscou. A esse fato, somem-se que, embora clandestinos, os atos das facções esquerdistas no Chile (com apoio dele), não eram invisíveis e foram gerando crescente revolta na população, da qual Allende nunca teve amplo apoio, eleito que foi por apenas 36% dos votos válidos.

Allende quebrou todas as regras. E a situação ficou insustentável ante o fato de seu governo introduzir ilegalmente armas no Chile, treinar guerrilheiros em preparação de uma guerra civil e permitir intromissão estrangeira no país, com o que afrontou a lei 12.927/1958 (Lei de Segurança do Estado) então em vigor.

Na citada entrevista, Eduardo Frei sintetiza as circunstâncias da queda de Allende, afirmando que o Congresso Nacional e a Suprema Corte (máximas autoridades do legislativo e do judiciário) denunciaram que o governo vinha fraudando a Constituição, acordos votados no parlamento e até sentenças exaradas por juízes sem qualquer vinculação política.

Frei também relata que, por omissão ou comissão inclusive da imprensa, a comunidade internacional ignorava que Allende, quebrando suas promessas e se afastando da legalidade, começou uma obra de destruição sistemática da nação, enquanto se espalhava no mundo uma mentira dizendo que se fazia um raro experimento político no Chile com a implantação do marxismo por métodos legais, constitucionais e civilizados. Mentira!

Ora, o modelo de Estado de inspiração marxista extingue as liberdades e é, obviamente, incompatível com a democracia. Fora disso o que há é retórica mentirosa para engrupir em especial a juventude escolarizada.

Como se vê, as mentiras sobre Allende começaram antes da sua deposição. E servem como cortina de fumaça para ocultar o que ocorria de fato. O Chile era palco de um embate da Guerra Fria. Foi derrotado quem tentava implantar no país o totalitarismo soviético (o pior modelo de ditadura já visto). E quem venceu se alinhava com os Estados Unidos.

Para se ter ideia do drama de que o Chile escapou, basta saber que o comunismo (implantação avançada do socialismo) matou na União Soviética 62 milhões de pessoas entre 1917 e 1987. E na China, mais de 76 milhões de chineses foram mortos pelo regime comunista entre 1949 e 1987, além dos 3,5 milhões de civis que o Partido de Mao Tsé-Tung assassinou antes de consumar a revolução chinesa (totalizando 80 milhões): só nesses dois casos (e há muitos mais) o número de mortos ultrapassa os 140 milhões.

Os fatos falam por si. Em 1973, poderes instituídos da República chilena denunciavam a ilegalidade do regime e abusos das facções socialistas, e a maioria do povo repudiava o governo de Allende: é fácil entender por que o 11 de setembro teve amplo apoio. Não quer dizer que se tenha então dado carta branca aos crimes que vieram depois, mas apenas que, isto sim, ninguém queria o autoritarismo, a corrupção nem a violência do regime socialista que se estava impondo ao Chile.

A História ensina. Mas, quem aprende com ela? Allende liderava um plano de impor ao Chile um regime totalitário, pior modelo de ditadura que já se viu, com supressão total das liberdades. Pinochet liderou a reação e tirou o Chile das garras do comunismo soviético, mas impôs ao país uma ditadura vergonhosa. A lição que daí se tira - que professores de História costumam ignorar - é que a concentração do poder político num regime fechado (tenha rótulo de esquerda ou de direita) descamba para a violência estatal regida por governos autoritários, o que só favorece a supremacia dos egoístas, a insegurança jurídica, o abuso da força para instaurar a "ordem do medo" e a óbvia supressão das liberdades.

Porém, se o que se quer é viver numa civilização baseada no certo, no bom e no justo, então a solução é um "regime democrático", o que só é possível com uma sociedade aberta, um Estado transparente (com o império da lei, não do juiz) e o resguardo da livre iniciativa (em seu sentido mais amplo): eis tudo o que o comunista Salvador Allende não queria.


 


Índice de Confiança do Comércio da Fecomércio despencou 7,2% em setembro

O Índice registrou 111,3 pontos e cresceu na margem (3,0%), mas em relação ao mesmo mês de 2022 segue em patamar menor (-7,2%). 

Os resultados de setembro esboçam uma reação da confiança, que ao longo de 2023 tem registrado índices menores que no ano anterior. 

“Ao mesmo tempo em que o ICEC-RS captura a reação da confiança do Comércio – que reforça suas expectativas e se prepara para as vendas de fim do ano – temos uma conjuntura que segue desafiadora, pautada por um consumo cauteloso. Nesse cenário, um planejamento realista e estratégias assertivas focadas nas necessidades dos consumidores são imprescindíveis para buscar e potencializar resultados na reta final de 2023”,  comentou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

O resultado do ICEC-RS na margem (de elevação), assim como na comparação com setembro de 2022 (de patamar inferior), é consonante nos seus três componentes: Índice de Condições Atuais dos Empresários do Comércio (ICAEC), Índice de Expectativas dos Empresários do Comércio (IEEC) e Índice de Investimentos dos Empresários do Comércio (IIEC).

Sobre a avaliação dos empresários quanto às condições atuais, o ICAEC teve elevação de 4,3% ante agosto de 2023, registrando 85,5 pontos. Apesar da melhora na margem, o ICAEC é o componente que mais reflete a baixa da confiança em comparação com períodos anteriores, ficando ainda 14,7% abaixo do registrado em set/22. Dentre os respondentes, enquanto nesta edição 37,4% relataram melhora na situação atual, na edição de setembro de 2022 esse percentual era de 46,5%.

Quanto às expectativas, o IEEC atingiu 140,2 pontos e avançou 2,6% em relação ao mês anterior. Na comparação com setembro de 2022, o IEEC segue em patamar inferior (-5,1%). O movimento e reação na margem vêm em linha com a proximidade do período mais importante para as vendas do varejo. Nesse mesmo sentido, entre os componentes do IIEC, esta edição do ICEC-RS capturou o segundo aumento consecutivo na margem do Indicador de Contratação de Funcionários (+3,5%, 123,6 pontos) – movimento alinhado ao reforço das equipes com temporários para o fim de ano. Veja a análise econômica e os dados completos.

Artigo, Leandro Rushel - Você realmente sabe algo sobre o Islã?

Desde 2016, passei a estudar o Islamismo pelo trabalho do professor Bill Warner, fundador e presidente do "Center for the Study of Political Islam International".

Como o nome do seu instituto sugere, o Dr. Bill Warner não enxerga o Islamismo como apenas uma religião, mas sim como uma doutrina política completa, já que não tolera a existência de um governo secular, minimamente independente das crenças religiosas.

Além disso, o professor Warner aplica uma abordagem matemática aos textos sagrados, através da contagem identificação de passagens e temas, para entender de maneira mais abrangente quais são as prioridades dessa doutrina política.

Islã significa literalmente submissão.

Esse é o tema central do islamismo. Um muçulmano deve se submeter a Alá, o único Deus. Assim fez Maomé, o seu último profeta. Assim faz a mulher diante do seu marido.

Submissão ou morte é a única alternativa que existe para o Kafir, termo pejorativo que designa o infiel, qualquer sujeito que não acredita em Alá e no seu profeta. São três livros sagrados do Islã: o Alcorão, Sira e Hadith.

Segundo Bill Warner, 15% da Sira, uma biografia sagrada de Maomé, trata de temas religiosos. O restante trata da Jihad, a expansão do Islã. 51% da Trilogia é destinada a como lidar com o Kafir.

Segundos esses textos sagrados, o Kafir pode ser enganado, emboscado, odiado, escravizado, humilhado, torturado e decapitado. O máximo de tolerância que é oferecido ao Kafir é ser transformado num dhimmi, um semi-escravo.

Ele pode praticar a sua religião em casa e seguir os seus costumes na vida privada, desde que pague a Jizya, o imposto de 50% sobre o seu salário. Um dhimmi praticamente não tem direitos civis e deve prestar reverência aos muçulmanos.

A vida de Maomé: um dos erros mais comuns no estudo do islamismo é concentrar esforços na leitura do Alcorão, pois ele representa apenas 14% da Trilogia. Em 91 passagens no Alcorão há a afirmação que Maomé deve ser o modelo para todos os muçulmanos.

Logo, é preciso estudar a Sira (biografia de Maomé) e o Hadith (pequenos relatos contando passagens da vida do profeta). Para entender o Islamismo, é preciso estudar a vida de Maomé, tudo que foi registrado sobre as suas falas ou atos.

Maomé era órfão, foi um negociante de sucesso e sempre foi religioso. Num dos seus retiros para meditar, ouviu vozes dizendo que deveria anunciar que Alá era o único Deus e que Maomé era o seu profeta. Por 13 anos ele pregou em Meca, mas conseguiu reunir apenas 150 seguidores.

Ele era protegido pelo seu tio. Quando o tio morreu, Maomé foi expulso de Meca e viajou para Medina, onde transformou a mensagem espiritual numa mensagem política. Como guerreiro e criador do sistema político islâmico, ele atingiu o sucesso.

Em Medina ele matou ou escravizou os judeus que ali residiam e em algum tempo voltou a Meca para conquistar a cidade. Suas últimas palavras antes de morrer foram: “não pode haver duas religiões na terra dos árabes”.

Dualidade: há uma dualidade no Islã que, se não for compreendida, impede o real entendimento sobre esse sistema. O aspecto religioso do Islã pode ser encontrado na fase onde Maomé pregava em Meca, ou seja, quando o profeta focava a sua atenção na evolução espiritual individual. Nessa fase podemos encontrar uma postura menos política e agressiva. O Corão de Meca oferece uma visão mais pacifista. Quando alguém aponta essa visão mais tolerante do Islã, com certeza está se referindo a tal fase da vida do profeta.

Já na fase Medina, o Islã toma um caminho político, onde o objetivo é a expansão militar extremamente violenta, usando o caminho da conversão forçada dos infiéis, onde a alternativa é a escravidão ou a morte.

Mas como compatibilizar essas duas visões completamente opostas, se o Islamismo seria perfeito, imutável e eterno, segundo o próprio Maomé? Através de um conceito chamado revogação. Se num texto sagrado, um verso sugere tolerância com os infiéis e mais a frente outro verso sugere a morte dos infiéis, os dois estão corretos, mas o último revoga o primeiro, tendo, portanto, mais força doutrinal. Ou seja, quando Obama diz que “O Islã é paz”, ele está certo, mas também está errado, porque a fase mais agressiva dos livros sagrados está no final, onde os ensinamentos correspondem ao Maomé, líder político e militar que esmaga os seus inimigos.

Outro aspecto da dualidade islâmica é a divisão dos seres humanos entre muçulmanos e kafirs. Em quase todas as religiões, o código moral proposto se aplica a toda humanidade. Um cristão não deve matar, roubar, mentir ou causar dano a qualquer ser humano. Ou seja, o código é universal. Já no Islamismo, há um código para muçulmanos e outro para os kafirs.

Um muçulmano não pode matar, roubar, mentir ou causar dano a outro muçulmano, mas eventualmente pode fazer isso com kafirs.

Ou seja, o princípio ético básico que permite a relação entre os seres humanos, o “não faça aos outros aquilo que você não quer que seja feito com você”, não está presente no Islã.

Existe até a mentira sagrada no Islamismo, a Taqiyaa. Todo muçulmanos não só pode como deve mentir se tal mentira ajudar na expansão do Islã. Maomé conquistou Meca exatamente dessa forma. Ele assinou o Tratado de Hudaybiyyah, prevendo dez anos de paz entre Medina e Meca.

Por dois anos, Maomé construiu o seu exército e atacou Meca de maneira sorrateira, conquistando a cidade em menos de 24 horas, pois Meca não tinha defesas preparadas, acreditando no cumprimento do tratado.

Jihad e a impossibilidade da paz: a Jihad não é apenas uma guerra sagrada, mas o princípio que norteia a vida de todo muçulmano. É o esforço militar, econômico, político e intelectual para expandir o Islã.

Desde a sua fundação, marcada pela entrada de Maomé em Medina, o Islamismo está em expansão. De fato, hoje mesmo é a religião que mais cresce no mundo.

Só houve duas oportunidades onde o Islã regrediu: na Reconquista espanhola que culminou com a expulsão dos muçulmanos em 1492 e na vitória sobre os otomanos em Viena, em 1683. Tirando esses reveses, o islamismo esteve sempre em expansão através da Jihad.

Quando um muçulmano se alista numa força militar para combater em nome de Alá, ele está seguindo o preceito da Jihad. Quando ele ataca um kafir com uma faca, ou com uma arma, ele está praticando a Jihad.

Quando ele amarra bombas ao corpo e mata kafirs, é a Jihad que ele tem em mente, assim como quando joga um caminhão sobre kafirs, ou um avião num prédio com mais de três mil kafirs. Mas há outras formas de Jihad.

Quando um bilionário saudita banca ONGs que defendem a causa islâmica nos EUA, ele está praticando a Jihad. Quando financia lobby pesado no Congresso americano, é a Jihad que ele tem em mente.

Quando professores islâmicos ensinam de forma enviesada o Islã para ocidentais ingênuos, eles estão praticando a Jihad. Quando muçulmanos praticam a Zakat, equivalente ao dízimo cristão, e tais recursos são destinados a viúvas de homens-bomba, ele está praticando a Jihad.

Para constar, a Zakat só pode ser usada para beneficiar muçulmanos. Enfim, o objetivo da Jihad é a dominação mundial. A paz então seria atingida, quando toda a humanidade for muçulmana. Antes disse, é obrigação de todo o muçulmanos participar da Jihad.

Alguns defensores do islamismo sugerem que o termo Jihad é mal compreendido, pois ele representaria uma luta interior e não exterior. Trata-se de mais um exemplo de Taqiyaa (mentira sagrada) e também da dualidade explicada anteriormente.


 Um argumento utilizado para a defesa do Islã é o tratamento especial dado aos “povos do livro”, basicamente os judeus e cristãos. Eles seriam “povos irmãos” que teriam o mesmo Deus e formariam as raízes do islamismo.

Mas indo um pouco mais a fundo, percebemos que para Maomé, um judeu só pode ser um povo irmão se aceitar a versão islâmica do velho testamento: os egípcios foram punidos por Alá porque não aceitavam Moisés como profeta, Alá puniu o mundo porque Noé não era reconhecido como o seu profeta. Todos eles teriam anunciado a vinda de Maomé, mas tal fato foi escondido pelos líderes religiosos. Na versão islâmica, Jesus (Isa para os muçulmanos), não foi crucificado e não houve ressurreição.

A Santíssima Trindade não existiria, pois seria um conceito politeísta. Jesus teria anunciado a vinda de Maomé como o último dos profetas de Alá e voltaria no final dos tempos para impor a Sharia (lei islâmica) ao mundo.

Ou seja, se você não acredita nisso tudo, você não é um verdadeiro judeu ou cristão e não merece ser tratado como um povo irmão, mas sim um Kafir. O ódio dos muçulmanos em relação aos judeus remonta as primeiras guerras de Maomé contra tribos judaicas estabelecidas em Medina.

Numa passagem que todo muçulmano conhece, Maomé dominou uma tribo judaica e mandou cortar a cabeça de 800 judeus homens, passando o dia inteiro assistindo à execução. No Corão, há mais ódio dirigido aos judeus do que no Mein Kampf, de Hitler.

 A Sharia basicamente é o código de conduta e também o código penal baseado na trilogia sagrada do Islã. Através da Sharia, no mundo islâmico a mulher é tratada como uma cidadã de segundo classe, apesar dos muçulmanos ficarem ofendidos com essa definição.

Segundo eles, através da Sharia eles estão “protegendo” e dando “direitos” as mulheres. De fato, a mulher tem o direito a casa, comida e roupas caso seja obediente ao seu marido.

Caso não obedeça, ela deve apanhar, mas não no rosto e nem com força suficiente para quebrar algum osso. Meninas podem ser obrigadas a casar, dependendo da sua "maturidade", não havendo idade mínima estipulada.

A mulher é obrigada a se cobrir da cabeça aos pés e deve estar sempre acompanhada do marido, do pai ou do irmão quando estiver fora de casa. O não cumprimento leva a punição por chibatadas. Um homem pode ter até quatro mulheres.

O testemunho de uma mulher vale menos que o testemunho de um homem. O adultério é punido com apedrejamento. Detalhe, as pedras não devem ser grandes o suficiente para matar no primeiro golpe. A pessoa tem que sofrer até morrer. O homossexualismo é punido com a morte.

A apostásia, que é o ato de abandonar a religião, também é punido com a morte. O roubo é punido com a decepação das mãos. Não há liberdade de expressão, tampouco liberdade de imprensa ou liberdade de credo. A tentativa de converter um muçulmano é punida com a morte.

Não há separação entre Igreja e Estado. A mera representação de Maomé é também punida com a morte, como tragicamente descobriram os chargistas do jornal Charlie Hebdo. A mera ofensa a Maomé pode ser punida com a morte. Um kafir tem o direito a conversão ou é punido com a morte.

Na melhor das hipóteses, ele pode virar um dhimmi (semi-escravo). A Sharia deve ser a Lei, estando acima de qualquer Constituição.

Há portanto uma incompatibilidade intransponível entre a Civilização Ocidental, baseada no Estado de Direito, nas liberdades individuas e na igualdade perante a Lei, e o Islã, aplicado através da Sharia.

Espero ter ajudado numa melhor compreensão do Islã.


Grêmio: distância entre o blá-blá-blá e a realidade dos fatos

Por Facundo Cerúleo

 

"Quando fala assim que faltou intensidade é porque nós estávamos com uma equipe muito ofensiva (e que eu gosto de jogar dessa forma), mas às vezes as características do jogador não proporcionam aquela intensidade necessária. Então são características, a gente tenta de uma forma, tenta de outra forma, sempre buscando o que é melhor para o clube", disse Portaluppi na coletiva em 06/10/23. Mas fará sentido o que ele diz?

Vamos às omissões e falta de imaginação. Ele nunca escalou Cristaldo na posição certa. Quer que o jogador faça o que está fora de suas características, escalando-o para jogar pelo lado e para marcar. Mata o melhor potencial do garoto. Fez o mesmo com outros, mas fiquemos só em Cristaldo e nos prejuízos que estão sendo produzidos.

Portaluppi diz "a gente tenta de uma forma, tenta de outra forma". Sim, já improvisou até atacante como volante. Foi mal! Mas por que nunca "tentou" Cristaldo numa função parecida com a que Allan Patrick tem no Internacional, com liberdade para criar e dinamizar a peça ofensiva? Ah, deve ser o risco de dar certo...

Estou lembrando os elogios que Diego Souza fez a Cristaldo ao vê-lo treinar por primeira vez. Será que Portaluppi - e só ele - não vê que o argentino é muito habilidoso e a intimidade que tem com a bola?

Aqui não posso ser categórico: não sei se o técnico boicota o jogador ou se ele, o que me parece mais provável, não entende bem a complexidade do futebol. Em todo caso, há prejuízo para o atleta e para o clube.

Esse filme eu já vi! O jogador vai mal por ser escalado fora de lugar. Os iluminados da imprensa, parecendo nada entender, desqualificam o coitado. A torcida vai na conversa dos iluminados e reage ao jogador. Aí a direção acaba vendendo o atleta por menos do que investiu para trazê-lo. Depois vem o capítulo mais doloroso, quando a torcida vê o jogador brilhar noutro clube fazendo o que nunca pôde fazer por aqui.

Querem exemplos?

Alisson, Luciano e Rafinha, que não prestavam para o Grêmio, são campeões da Copa do Brasil pelo São Paulo. Até o Lucas Silva rende no Cruzeiro o que não rendeu por aqui.

Já viram como Lima é útil no Fluminense? Formado no Grêmio, ele nunca foi por aqui avaliado como minimamente útil e, depois de ser emprestado algumas vezes, foi embora de graça.

A propósito, Alisson está muito bem como volante no São Paulo, posição em que jamais foi testado no Grêmio. É que o treinador de lá é burro...

O pior são os argumentos de comadre: "Ué, mas eles não podem dizer que não tiveram oportunidade no Grêmio!". Chega.

Acho que veremos Cristaldo ir embora para brilhar noutra praça.

Agora estamos nesta: o baita investimento que a direção do Grêmio fez, mostrando conhecer futebol e trazendo jogadores que permitiriam estar disputando o título, vai sendo degradado dia a dia. Olhem, em 2024, o grupo do Grêmio será inferior ao de agora. Em parte, assim será por efeito do trabalho amador que se está fazendo em 2023. Num clube da grandeza e com as aspirações do Grêmio, isso é um tremendo contrassenso.

E a pergunta que até a grama do Olímpico está fazendo: quando é que vão parar com esta balela de intensidade? A julgar pelo que andam dizendo e repetindo, tanto Portaluppi quanto os babões da imprensa confundem intensidade com correria, carrinho e trombadas.

A turma de cabeça branca vai lembrar. Na década de 1970, havia quem dissesse que o Ademir da Guia, com seus passes de 40 metros que faziam a equipe correr, era muito lento (hoje diriam que lhe faltava "intensidade"). O cérebro daqueles "analistas" é que não pegava no tranco... Não direi o mesmo dos "analistas" de hoje até certificar-me de que eles realmente têm cérebro...

Finalizo. O Grêmio tem um grupo muito, muito mais qualificado do que se poderia imaginar quando estava voltando da segundona: mérito total da direção. Só que o aproveitamento do potencial da equipe é sofrível: treina pouco e treina mal. Estamos na iminência de ver perdido todo o brilhante trabalho que a direção fez renovando o grupo. Tudo porque ela não se perguntou qual era o técnico com perfil para este momento.