A Pesquisa BTG/Nexus divulgada no dia 31 de agosto, segunda-feira, continua demonstrando polarização clara entre Lula e Flávio Bolsonaro, com números parecidos aos de todas as demais pesquisas publicadas durante a segunda metade de agosto, sempre apresentando empate técnico, ora com Lula na frente e ora com Fláviona liderança.
A pesquisa BTG/Nexus, no entanto, apresenta uma novidade importante no caso da disputa de 1o turno, porque pela primeira vez um candidato de fora da polarização chega à casa dos dois dígitos.
Trata-se do médico, político e escritor de livros de autoajuda Augusto Cury, do inexpressivo Avante, que alcançou 11%. É primeira vez que um terceiro candidato aparece com dois dígitos.
Os fãs da 3a. Via, que já apostaram em Eduardo Leite, ficaram eufóricos.
Eis o que mostrou BTG/Nexus
1o turno
Lula, 37%
Flávio, 31%
Augusto Cury, 11%
Caiado, 6%
Os demais pontuaram menos de 5%
No 2o turno, Lula apresentou 46% e Flávio registra 45%.
A pouco mais de um mês das eleições, esta é a grande novidade demonstrada pelas pesquisas.
A transição
No meu blog www.polibiobraga.com.br, analisei em apenas duas ocasiões as reuniões inesperadas que o presidente Donald Trump manteve com personalidades brasileiras não bolsonristas no decorrer de agosto: com Lula, pelo telefone, dia 21 de agosto, e com o banqueiro André Esteves, dono do BTG, nem dez dias depois, no dia 30, um sábado de tarde, O banqueiro André Esteves, dono do banco BTG, um dos 10 bilionários do Brasil, segundo Fortes, esteve com o presidente Trump no sábado, tudo nos arredores de Washington, no Trump National Golf Club. Apenas dois dias depois, André Esteves jantou com Lula e colegas banqueiros e empresários convidados pelo líder do PT. Antes de viajar, segundo Igor Gadelha, do site Metrópoles, André Esteves comunicou ao Planalto o que faria. Igor Gadelha falou numa agenda anódina e que não parece real. A viagem e a reunião foram surpreendentes, como foi surpreendente e longo telefonema ocorrido dia 21 de agosto entre Lula e Trump e que ainda não foi compreendido por completo.
E o conteúdo das conversas de Trump com Lula e Esteves ? É difícil saber de verdade o conteúdo principal do que foi flado. É que somente um dos interlocutores revelou detalhes do que foi conversado durante 1h20min, ou seja, Lula da Silva, e ainda assim a conta-gotas e sempre edulcorando questões polêmicas e cuja versão sempre o favorecem.
A Casa Branca nada falou até agora.
O banqueiro referiu-se a generalidades e o governo brasileiro vazou temas sobre o tarifaço, a retomada de negociações sobre tarifas, a questão da guerra entre Ucrânia e Rússia, tocando de leve alguns termos vgos sobre as eleições.
Como se sabe, o governo Trump já avisou que só reconhecerá o resultado do pleito se constatar que elas ocorrerão de modo legal, com liberdade, justos e transparentes.
O site Metrópoles revelou que foi Trump quem tomou a iniciativa de falar sobre as eleições, o que é duvidoso. Estou convencido de que foi Lula quem tomou a iniciativa e quis tranquilizar Trump, garantindo uma transição, o que dispensaria envolvimento americano nas eleições.
Meu entendimento é de que o banqueiro André Esteves foi tratar da mesma questão, com o objetivo de buscar entendimentos políticos e tranquilizar o governo norte-americano em relação ao cenário interno brasileiro.
Garantia de transição
A movimentação do presidente brasileiro e do banqueiro buscaria assegurar estabilidade institucional e evitar maiores atritos externos ou interferências nas eleições.
Eu não me surpreenderia um acerto capaz de garantir a ´proclamação da vitória de Flávio Bolsonaro, caso ele vença nas urnas, o que resultaria de imediato num acerto entre vencedores e perdedores, cujo vetor principal seria uma imediata anistia ampla, geral e irrestrita, portanto válida para os dois lados, ainda durnte o governo Lula.
Neste caso, Jair Bolsonaro subiria rampa junto com o vitorioso filho.
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