Artigo, especial, Marcus Vinicius Gravina - Lula vx F. Bolsonaro

Marcus Vinicius Gravina é advogado e escritor, RS.


Para onde o povo brasileiro for irá pisar na lama.


De um lado ela estará mais densa e movediça. 


A escolha será nossa, antes das eleições de outubro. 


Ouvi a entrevista de ambos. A soma dos dois nos dá a média medíocre da qualidade dos brasileiros.


Um prometeu o aumento de ministérios e a criação de uma nova força militar nacional, certamente para protegê-lo, nos moldes da guarda do Vaticano (pode rir) enquanto o outro disse que reduzirá gastos, a começar pela extinção de ministérios. 


O Bolsonaro se mostrou impertubavel, manteve a postura, em contraste com o outro com o ranço e ataques de sempre, inclusive mentindo que não conhecia uma implicada em sociedade com seu filho, visto abraçado nele em dezenas de fotos públicas. 


A dupla da Globo, ao contrário do entrevistado de ontem, demonstrou ansiedade e irritação. 


Interrompeu várias vezes as respostas do candidato para atraí-lo para a entrada de um "brete" como se faz com o gado para ser vacinado. 


Meu repúdio à tendência mercenária da Globo, ao atribuir ao Bolsonaro, pai, o golpe que não existiu.


O que foi apontado como preparação do golpe e as referências de alguns comandantes, não passou de uma consulta obrigatória do presidente da República diante  do disposto no art.142 da CF. 


A tomada de decisão para o emprego das forças armadas é competência exclusiva do Presidente, desde que ouvida as forças   armadas. Isto é, a intervenção militar nas ruas em defesa da segurança e ordem públicas. 


Os protestos nas ruas e diante dos quartéis, em todo o Brasil, recomendavam estudos estratégicos para o enfrentamento.


Chamar isto de trama golpista é querer esconder  quem deu o golpe e está no poder e não quer que falem do assalto aos velhinhos do INSS e de algumas mortes  .


Quando a Globo irá entrevistar a Polícia Federal sobre quem mandou matar Jair Bolsonaro?

Artigo, Silvio Lopes - A hora chegará

Sílvio Lopes, jornalista, economista e palestrante 

Contato: 51. 998 7

     Tenho insistido naquilo que para mim constitui a maior tragédia da nação brasileira, promovida, é claro, pela ação deletéria de um partido e seus aliados: a tomada política- institucional das chamadas " forças vivas" da sociedade. Não há, pelo visto, uma instituição sequer que tenha se salvado dessa "fraude política" devastadora. 


     Os antigos e tradicionais conceitos e suposições  que tornaram legítimas as nossas instituições, foram( e estão sendo), corroídos. No dizer do poeta americano George Cabot Lodge, " eles estão desaparecendo diante de uma realidade mutável, e sendo substituídos por conceitos diferentes, até agora malformados, contraditórios e, sobretudo, perturbadores".


     O Brasil, prá surpresa de ninguém, se apresenta como típico exemplo dessa total inversão  de valores que corrói o tecido social e institucional, base para uma sociedade  madura, livre e próspera. Um verdadeiro Armagedon bíblico aqui se instalou. O futuro que almejávamos para do Brasil, ficou...no seu passado. Isso é notável e, ao mesmo tempo, aterrorizante.


      O que seria normal na vida do brasileiro comum, como nós (levar a vida com energia e desfrutando de sua maravilha multiesplendorosa ante as expectações de possibilidades ilimitadas que fazem o espírito vibrar de esperança), tem sido rodeado se desilusões e desesperanças no futuro do Brasil. Dando razão à observação de Shopenhauer de que a vida não passa de " um processo de desilusão..."

    

      Mas temos de  manter a esperança. E nutrir a indignação diante das mentiras e da avassaladora opressão que cerca a sociedade, mas sem jamais abrir mão da coragem para a ação  libertadora. Enquanto( ainda) há tempo...Afinal, como disse o filósofo espanhol Miguel Unamuno, " somos mais pais de nosso futuro, do que filhos do nosso passado". E, ademais, essas mentes reptilianas dos idiotizados ideológos esquerdopatas, não irão nos resistir. Jamais!