Lula arrepia o pelo e foge do debate da Globo

O presidente nomeado  Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, não participará do debate presidencial promovido pela TV Globo nesta quinta-feira (1º). A ausência foi comunicada à emissora pela assessoria do presidente nesta quarta-feira (30).

O candidato da Oposição, Flávio Bolsonaro, confirmou presenças.

Até o momento, estão confirmadas as participações de quatro candidatos no encontro: Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo).

Anvisa aprova exame de sangue para diagnosticar Doença de Alzheimer

Com precisão comparável à de testes muito invasivos e caros, a tecnologia Elecsys® pTau217, desenvolvida pela Roche Diagnóstica, permite confirmar ou descartar a doença em exames laboratoriais de rotina, reduzindo uma espera diagnóstica que hoje chega a três anos e meio

 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro no Brasil do Elecsys® pTau217, teste de sangue desenvolvido pela Roche Diagnóstica para auxiliar na identificação da patologia associada à doença de Alzheimer. Agora, o mercado brasileiro passa a contar com uma tecnologia capaz de mensurar a proteína Tau fosforilada 217 (pTau217) no sangue, um indicador direto da presença de placas amiloides no cérebro, uma característica marcante da doença de Alzheimer.

ojetado para rodar na plataforma automatizada cobas®, da Roche, já instalada nos maiores hospitais e laboratórios por todo o país, o exame traz uma alternativa conveniente e minimamente invasiva para confirmar ou descartar a doença (rule in/rule out) no atendimento especializado.

 Para a Ana Terzian, gerente médica da Roche Diagnóstica, a aprovação do teste altera de forma significativa a dinâmica diagnóstica no país. "A liberação do exame pela Anvisa muda a forma como lidamos com a investigação da doença de Alzheimer no Brasil. Durante muito tempo, a confirmação biológica da doença dependia de procedimentos complexos e restritos. Poder identificar essas alterações com uma coleta simples de sangue no laboratório simplifica o diagnóstico e permite tomadas de decisão mais rápidas e assertivas pelos médicos e famílias", destaca.

 Respostas mais ágeis na rotina médica

Estimativas globais indicam que cerca de 75%1 das pessoas que vivem com demência permanecem sem diagnóstico formal. Para os pacientes que alcançam a confirmação médica, o tempo médio de espera entre o surgimento dos primeiros sinais cognitivos e o diagnóstico final é de 3,5 anos2. Historicamente, a identificação das alterações cerebrais dependia de exames invasivos ou de alto custo, como a tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT) ou a coleta de líquido cefalorraquidiano por punção lombar.

Ao oferecer precisão diagnóstica comparável à do exame do líquor frente ao PET-CT amiloide, o Elecsys® pTau217 atua na avaliação de pessoas que apresentam sinais muito iniciais de declínio cognitivo. Um resultado positivo sinaliza alta probabilidade de alteração amiloide, permitindo o encaminhamento ágil ao especialista, enquanto um resultado negativo afasta a suspeita de Alzheimer com segurança, evitando procedimentos invasivos desnecessários.

 "A dúvida sobre a causa de uma perda de memória gera um desgaste imenso para o paciente e quem está ao redor. O exame de pTau217 traz respostas mais objetivas logo no início dos sintomas. Ele nos ajuda a descartar a doença de Alzheimer rapidamente ou a confirmar a suspeita sem a necessidade de submeter a pessoa a procedimentos invasivos, além de, em casos positivos, iniciar tratamentos precocemente", ressalta o Dr. Diogo Haddad, médico neurologista e coordenador do Centro de Cognição da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, sobre o impacto prático dessa clareza no atendimento clínico.

 Parceria para ampliar o acesso e a jornada de cuidado

 Desenvolvido em uma cooperação global entre Roche Diagnóstica e a Eli Lilly and Company, o exame foi desenhado para facilitar a incorporação em larga escala nos fluxos laboratoriais do país. A iniciativa busca descentralizar o rastreio da doença e preparar a rede de saúde para uma nova era de cuidados estruturados.

 Segundo Luiz André Magno, Diretor Executivo da Área Médica da Lilly Brasil, a ampliação do acesso ao teste é um passo decisivo em um cenário em que cerca de 83%3 das pessoas com mais de 60 anos com demência no Brasil ainda permanecem sem diagnóstico. "O lançamento do Elecsys® pTau217 marca um passo concreto para o diagnóstico da doença de Alzheimer no Brasil. Um simples exame de sangue tem o potencial de tornar essa investigação muito mais acessível fora dos grandes centros especializados. Com a chegada de novas terapias para fases iniciais, identificar a patologia amiloide no momento certo passou a ser parte fundamental do cuidado com o paciente", avalia Luiz.

 Já para Terzian, este lançamento reflete o compromisso da companhia de conectar a etapa diagnóstica ao avanço de novas abordagens terapêuticas. "Na Roche Diagnóstica, entendemos o diagnóstico como parte de um ecossistema completo de cuidado da doença Alzheimer. Por isso, atuamos lado a lado com instituições que estão trazendo novas opções terapêuticas ao mercado. Unir esforços na área da saúde é o caminho para oferecer um diagnóstico preciso, um acompanhamento contínuo e, acima de tudo, mais qualidade de vida para os pacientes”, conclui.

 Fontes:

1. Alzheimer’s Disease International. World Alzheimer Report 2021: Journey through the diagnosis of dementia. ADI; 2021. Available at: Link

2. Kusoro O, et al. Time to diagnosis in dementia: a systematic review with meta-analysis. International Journal of Geriatric Psychiatry. 2025. Summary available at: Link 

2. Orgeta V, et al. Dementia takes 3.5 years to diagnose after symptoms begin. University College London; 2025. Available at: Link

3. CREMERJ (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro). 83,1% dos casos de demência podem estar sem diagnóstico no Brasil. Publicado em 21 de setembro de 2026. Disponível em: Link 

 




Artigo, especial, Renato Sant'Ana - A resistência do voto

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.

E-mail: releituras21@gmail.com


"Pessoas sensatas, com valores bem afirmados, que optam por não votar deixam que suas vidas sejam decididas por fanáticos movidos por ódio e com espírito destrutivo", ouvi afirmar um jornalista veterano. E suas palavras pareceram-me ter sentido.

Lembrei o que houve nas eleições presidenciais do Chile em 1970. Foram 36,2% dos votos válidos que elegeram Salvador Allende. Seus oponentes, Jorge Alessandri Rodríguez e Radomiro Tomic Romero, somados, receberam 62,70% dos votos válidos. E cerca de 17% dos eleitores habilitados não votaram, número que se pode dizer baixo. Não tinha 2º turno. Foi tudo dentro da regra. Portanto, o eleito, embora rejeitado por uma maioria, tinha legitimidade plena para governar.

Mas o que veio a seguir é uma história triste. Pode ser simplificada em dois capítulos, fatos documentados que não geram controvérsia a não ser em mesas de bar.

No primeiro capítulo, Allende, que se dizia numa "guerra não declarada", formou seu governo com uma coalizão de grupos cujo método de ação era a guerrilha e o terror, com destaque para o agressivo MIR (Movimiento de Izquierda Revolucionaria), fundado para fazer a luta armada. Durante seu governo, os socialistas introduziram no país uma imensa quantidade de armas: planejavam uma guerra civil. Sua segurança como presidente, em vez de ser feita pelas forças armadas ou pela polícia, coube ao chamado Grupo Amigos do Presidente, guerrilheiros com instrução militar recebida em Cuba e chefiados por um membro do Serviço de Inteligência cubano.

A melhor síntese de Allende está no livro "O Arquivo Mitrokhin", de Vasily Mitrokhin (um desertor da KGB, a temível polícia secreta da União Soviética) e Christopher Andrew (historiador). A obra traz informações confidenciais da KGB. E revela que Salvador Allende era um agente pago do serviço secreto soviético: recebia seu "soldo" das mãos de Svyatoslav Kuznetsov, espião da KGB no Chile. Note-se que o crime de alta traição de Allende só veio a ser conhecido em 2005, com a publicação do livro.

O segundo capítulo é bem conhecido, relembrado à exaustão por acadêmicos que costumam esquecer o primeiro. Começa com a quartelada de 11/09/1973, que depôs Salvador Allende, instaurando o regime militar sob comando de Augusto Pinochet. Uma ditadura sangrenta que durou 17 anos, marcada por violações de direitos fundamentais, muitas mortes por motivos políticos, cerceamento das liberdades e tudo mais que teve e tem ampla divulgação. A história julgou e condenou Pinochet por vários crimes.

Mas por que evocar o drama chileno? Para, quem sabe, com ele aprender algo. Fica claro que regimes autoritários matam a liberdade e promovem uma Disneyland para psicopatas, em que a crueldade e a impunidade andam juntas: a maior ameaça para as pessoas comuns não vem de gente graduada, mas do guarda de esquina e das denúncias anônimas feitas por quem quer provar lealdade aos detentores do poder, que não respeitam o direito de defesa dos denunciados. Foi assim com Allende, foi assim com Pinochet. Quer dizer, tanto faz se é de esquerda ou de direita: o autoritarismo é sempre mau, injusto e repudiável.

Porém, a lição chilena que mais importa e que nos remete à frase com que inicia este comentário é a inconveniência de que o futuro do país seja decidido por uma minoria. No Brasil, há dois turnos para as eleições majoritárias, o que faculta decidir pela vontade da maioria.

Não há por que tapar o sol com a peneira: há e sempre houve uma minoria fanática que se farda para a "luta" e, obstinada, não deixa de votar. Já a maioria, que se ocupa mais de aspectos concretos e inadiáveis da vida e não se mete em debates políticos, facilmente se deixa abater, perde o ânimo e não vai votar. E não pondera o apontado pelo velho jornalista, o risco de que sua vida esteja sendo decidida por "fanáticos movidos por ódio e com espírito destrutivo".

Há como ignorar que, para alguns setores da política, é conveniente que "pessoas sensatas, com valores bem afirmados" caiam no desânimo e não compareçam às urnas? Se isso for fato, então a rebeldia sensata será votar, reagindo contra conveniências indignas e não confessadas.

Leia e entenda mais sobre Allende aqui:

https://blogdopolibiobraga.blogspot.com/2023/10/a-verdadeira-face-de-salvador-allende.html



Depois deste jantar de alto luxo oferecido por Vorcaro, família Moraes assinou contrato com o Master

 Novas mensagens extraídas pela Polícia Federal dos celulares de Daniel Vorcaro mostram que ele acompanhou pessoalmente a organização de um almoço para Alexandre de Moraes em Campos do Jordão, com orientações sobre cardápio, vinhos e recepção. As conversas citam itens de alto valor, como caviar, trufas, foie gras, wagyu e vinhos franceses, além de um pedido para que o nome de Vorcaro fosse evitado durante o encontro.

No mês seguinte ao almoço, Vorcaro firmou contrato com o escritório de Viviane Barci, mulher de Moraes, em negócio citado no material como separado do encontro.

Todas as principais publicações viralizam o caso, que fragiliza mais ainda Moraes e ataca seu aliado Lula a apenas 4 dias das eleições.

Leia a reportagem de hoje do Times Brasil:

Trocas de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro revelam detalhes da organização de um almoço oferecido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em dezembro de 2023, em Campos do Jordão, no interior de São Paulo. As conversas mostram orientações sobre o cardápio, a escolha de vinhos, a preparação do ambiente e a forma como o ministro deveria ser recebido.

No mês seguinte ao almoço, em janeiro de 2024, Vorcaro assinou um contrato com o escritório de advocacia de Viviane Barci, mulher de Alexandre de Moraes. O acordo previa pagamento de R$ 131 milhões em três anos pelo serviço de “consultoria estratégica” e teria sido firmado com a previsão de atuação relacionada aos interesses do Banco Master.

O almoço “ultra vip” ocorreu no hotel Six Senses Botanique e contou com um menu especialmente preparado para a ocasião. Entre os itens mencionados estavam caviar, vieiras, ovos de salmão, ovo trufado, foie gras, wagyu e trufas. Também foram selecionados vinhos franceses de alto valor.

Preparativos começaram dias antes

As mensagens indicam que Vorcaro acompanhou pessoalmente os preparativos para o almoço e tratou diretamente com o chef José Maria Meira. Três dias antes da recepção, o cozinheiro foi informado de que deveria preparar uma refeição especial para Moraes.

Em uma das mensagens, o chef perguntou se havia alguma recomendação específica para o cardápio e listou possibilidades: “Posso deitar o cabelo… kkkk trufa, caviar, vieiras, foie, wagyu”. Na sequência, afirmou: “Se tiver alguma recomendação especial me avisa aqui! Casa Vorcaro está sempre pronta!!!”.

Vorcaro também demonstrou preocupação com a apresentação da mesa. Ao saber que latas de caviar beluga seriam colocadas à disposição dos convidados, questionou se a escolha poderia transmitir excesso de ostentação. “Essas latas de caviar já na mesa não tá deixando muito pomposo, não? Quero almoço espetacular, mas sem forçar a barra de aparecer. Não sei. Era melhor levar na hora”, escreveu.

O chef respondeu: “Não, príncipe, fica em paz. Vou levar na hora. Tirei [a foto] só pra você entender a experiência. (…) Deixa comigo. Estou inspirado hoje”.

As conversas, de acordo com o Globo, mencionam ainda a preocupação em obter ingredientes específicos, entre eles trufas brancas. De acordo com as mensagens, o chef explicou que o produto poderia custar até R$ 24 mil o quilo.

No caso dos vinhos, Vorcaro participou diretamente da seleção das garrafas. Ao ser informado de que algumas safras disponíveis eram antigas, questionou: “Não tem mais antigo?”. Em seguida, orientou a escolha de um “branco 1983”.

Entre os rótulos mencionados estão Château Mouton Rothschild e Château Cheval Blanc, além de outros vinhos de alto valor. O objetivo, segundo as conversas, era definir previamente quais garrafas seriam servidas durante a recepção.

Orientação para evitar o nome de Vorcaro

Além das decisões sobre comida e bebidas, Vorcaro pediu que seu nome não fosse mencionado durante o encontro. “Outra coisa, evitar falar nome, até o meu, pra não constranger o convidado principal. Só se ele perguntar algo de mim aí pode falar normalmente. Mas, caso contrário, deixa o momento ser algo como se fosse dele perante os demais convidados. Assim, evita constrangê-lo”, escreveu ao chef.

As mensagens também mostram que o banqueiro se referiu a Moraes como seu “convidado mais importante até hoje” durante a preparação do almoço. As mensagens ainda tratam da logística da recepção e do transporte necessário para o evento.

Recepção durou cerca de quatro horas e meia

Depois do encontro, o chef relatou a Vorcaro que a recepção havia transcorrido conforme o planejado. “Missão dada, missão cumprida”, escreveu, acrescentando que os convidados estavam “no charuto”.

A conversa indica que o almoço durou aproximadamente quatro horas e meia. O chef também enviou uma fotografia em que aparece ao lado de Moraes e fez um comentário sobre o registro. Além do serviço durante a refeição, Vorcaro autorizou que uma caixa de vinhos fosse entregue aos convidados. “Pode fazer. A caixa. E dar de presente sim”, respondeu ao ser consultado sobre a possibilidade

Disputa Lula x Flávio fica mais acirrada na reta final

Carlos Eduardo Bellini Borenstein

Cientista Político da Arko Advice Pesquisas

carloseduardo@arkaodvice.com.br

As pesquisas Nexus e Quaest divulgadas hoje (28) mostram um cenário parecido na eleição ao Palácio do Planalto. A distância entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) é de cinco pontos percentuais na menção estimulada de primeiro turno. Nas simulações de segundo turno, Lula e Flávio estão tecnicamente empatados. 

Segundo a Nexus, no primeiro turno, Lula aparece com 42% das intenções de voto contra 37% de Flávio. No segundo turno, o presidente aparece com 46% contra 44% do senador, cenário de empate técnico por conta da margem de erro – dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na Quaest, no cenário de primeiro turno, Lula aparece com 39% contra 34% de Flávio. No segundo turno, ambos empatam em 42% das preferências. 

Este maior acirramento da eleição tem relação com o impacto das medidas populares anunciadas por Lula, gerando impacto em três segmentos do eleitorado: mulheres; população com renda mensal de até 2 salários mínimos; e beneficiários do programa Bolsa Família. 

Segundo a Quaest, entre o eleitorado feminino, o presidente oscilou positivamente dois pontos (44% para 46%) em relação a semana passada. Nesse segmento, Flávio ficou estável (37%). Apesar das variações estarem dentro da margem de erro, vale observar que nos últimos 15 dias, Lula cresceu cinco pontos (41% para 46%) enquanto Flávio oscilou negativamente um ponto (38% para 37%). 

No segmento com renda mensal de até dois salários mínimos, a vantagem de Lula para Flávio em relação à última semana cresceu de 22 pontos (52% a 30%) para 26 pontos (55% a 29%). 

Entre os beneficiários do programa Bolsa Família, quando comparamos os números em relação a semana passada, a vantagem de Lula sobre Flávio subiu de 26 pontos (56% a 30%) para 32 pontos (59% a 27%).

O avanço de Lula entre as mulheres; população com renda mensal de até 2 salários e beneficiários do programa Bolsa Família podem ser atribuídas a repercussão positiva das seguintes medidas: reajuste de 15% do Bolsa Família (aprovada ou considerada uma ideia por 59% dos entrevistados); restrição às apostas online (62%); e disponibilização na rede SUS de canetas emagrecedoras (58%).

Mesmo lançando mão dessas medidas, a desaprovação de Lula (49%) segue maior que a aprovação (46%). Além disso, a disputa com Flávio permanece em um quadro de empate técnico.

Nesta reta final da campanha, a aproximação entre Lula e Flávio no primeiro turno tende a continuar por dois aspectos: 

1) Parte dos eleitores que declaram voto em Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), concentrando de 8 a 10 pontos percentuais, podem optar pelo voto útil em direção à Flávio Bolsonaro nos últimos dias de campanha ao perceberem que seus candidatos não são eleitoralmente viáveis; e

2) A abstenção é mais adversa a Lula, pois nas últimas eleições foi maior entre os segmentos de menor renda e escolaridade

Embora a tendência seja que a eleição presidencial tenha dois turnos, o resultado do primeiro turno terá um grande peso no rumo do segundo turno. Caso Lula termine o primeiro turno contra uma vantagem inferior a 5 pontos percentuais, crescem as possibilidades de Flávio ultrapassá-lo no segundo turno, pois, de acordo com a Quaest, cerca de 70% dos eleitores de candidatos posicionados “fora da polarização” pendem para Flávio no segundo turno. 

Em uma disputa com esse grau de acirramento, detalhes podem fazer a diferença. O debate da Rede Globo, marcado para a próxima quinta-feira (01/10), é um deles. Flávio Bolsonaro confirmou que irá participar, desafiando Lula a fazer o mesmo. Por ora, o presidente resiste em comparecer. Esse debate adquiriu a importância do histórico debate de 1989 entre Collor e Lula, vencido por Collor, e também decisivo naquela eleição. 


Outra variável importante é a mobilização das campanhas. Em um pleito em que os eleitores estão desmotivados, quem conseguir levar mais eleitores às urnas tende a levar vantagem. 


Hugo Motta tmbém é "irmão para sempre" de Daniel Vorcaro

 Da mesma forma que David Alcolumbre, presidente do Senado, que agora se fechou em copas, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, também se declarou " amigo" e "irmão para sempre" do banqueiro Daniel Vorcaro, mas não costumava declarar juras de amor, como Alcolumbre fazia. Isto tudo é o que fica evidenciado nas conversas extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Elas mostram diálogos em que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), chega a propor ao ex-banqueiro um “formato em sociedade”, na operação de compra de um terreno na Paraíba que estava no nome da cunhada do parlamentar. No período, a cunhada de Motta fez um empréstimo de R$ 22 milhões com o banco para comprar um loteamento.“Boa noite amigo! Td bem? Desculpa incomodar no sábado, estou aqui reunido com o pessoal para finalizar a negociação de compra da área aqui de JP. Conforme falamos, já temos os documentos assinados passando a empresa para minha cunhada ela iniciou a negociação com a Adriana mas acredito que ela não tá sabendo do formato de sociedade que ficou combinado”, diz Motta, na mensagem.No dia 15 de março, Motta chama o dono do Master de amigo e diz que estava “passando para agradecer a confiança e a parceria”. “Deu tudo certo a tempo de cumprir o contrato. Depois vamos marcar uma conversa para traçar os próximos passos, acredito que vamos ter êxito no projeto! Forte abraço!”, afirma. A quantia paga pelo terreno foi de R$ 45 milhões, mas o valor fiscal dele é de R$ 101 milhões, de acordo com as matrículas do imóvel.

Vorcaro devolve também chamando-o de amigo e diz: “Muito feliz de estarmos juntos! Te admiro muito e esse é o início de uma parceria de vida”.

O conteúdo das mensagens foi divulgado nesta segunda-feira (28), pelo site Fatos Online, e confirmado pela Folha. As conversas, que começam em 9 de março de 2024;

Hugo Motta e David Alcolumbre são fortes apoiadores da candidatura de Lula, PT.

Os diálogos também apontam que, em novembro do mesmo ano, Vorcaro teria pedido auxílio ao presidente da Câmara sobre um projeto de lei de carbono, já que este lhe encaminhou mensagens que recebeu com informações sobre o texto aprovado no Senado.

As conversas ainda mostram uma menção, no dia 23 de março, sobre o FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Motta diz a Vorcaro: “Quando puder lembra de pedir a seu pessoal o estudo daquele assunto do FGC, se vc for a Brasília essa semana podemos voltar a falar para ver onde podemos tentar encaixar esse assunto”.

Além disso, sugerem que Vorcaro colocou uma aeronave à disposição de Motta, em 27 de abril de 2024, quando este lhe perguntou de onde sairia o avião que o levaria de Guarulhos para Brasília. “Já vai estar te esperando”, respondeu o banqueiro.


Dica do editor - Saiba como é e como funciona o Distrito de Inovação de Porto Alegre

Vale apenas ver o trabalho animado que a prefeitura de Porto Alegre publica sobre o Distrito de Inovação de Porto Alegre. Veja o link. Trata-se de um território inteligente de 258 hectares localizado no tradicional 4º Distrito da capital gaúcha, criado para transformar a antiga zona industrial em um polo de tecnologia, sustentabilidade e economia criativa.

Principais Características
• Localização e Extensão: Fica em uma área estratégica delimitada por avenidas como a Farrapos e a Voluntários da Pátria.
• Ecossistema Ativo: Reúne empreendimentos-âncora de revitalização, como o Instituto Caldeira, o Nau Live Spaces, o 4D Complex House e o Vila Flores.
• Investimentos: Conta com projeções de aportes superiores a R$ 1 bilhão voltados para inovação urbana, melhorias de drenagem contra cheias e requalificação de espaços públicos.

A iniciativa é impulsionada por parcerias público-privadas e conta com uma plataforma digital oficial de inteligência urbana com mapas em 3D e indicadores para atrair novos negócios e talentos para a cidade

Artigo, especial, Guilherme Volpi, CEO da Soften Sistemas - Reforma Tributária chega à primeira prova de fogo para as empresas

Depois de mais de dois anos de debates, emendas e resoluções, a Reforma Tributária do Consumo chegou ao momento em que toda empresa brasileira precisa parar, olhar para o próprio cadastro fiscal e tomar uma decisão concreta. Não é mais uma questão de acompanhar notícias, mas de prazo, e o prazo é este mês.

Entre 1 e 30 de setembro de 2026, o Comitê Gestor do Simples Nacional abriu, pela primeira vez na história do regime, a opção pelo Simples Nacional do ano seguinte. Empresas que querem ingressar no regime em 2027, ou que foram excluídas e desejam retornar, precisam formalizar o pedido dentro dessa janela, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027. Quem já é optante não precisa repetir a escolha, mas isso não significa que setembro passe em branco para essas empresas, já que pendências cadastrais e fiscais em aberto podem comprometer o enquadramento, e regularizar tudo isso dentro do próprio sistema, com dados confiáveis, é tarefa que não se resolve da noite para o dia.

A segunda decisão é ainda mais estratégica, porque no mesmo período, cada empresa do Simples precisa definir como vai recolher o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), a partir de 2027, dentro da guia única do DAS, como acontece hoje com os demais tributos, ou "por fora", pelo regime regular e não cumulativo, com direito a geração de créditos para quem compra dela.

É a diferença entre manter a simplicidade operacional de sempre ou abrir mão de parte dela em troca de competitividade em cadeias que dependem de crédito tributário. Não existe resposta única, existe a resposta certa para o modelo de negócio de cada cliente, e essa resposta depende de dados de faturamento, de perfil de clientes e de simulação, não de intuição.

Há ainda uma terceira mudança, menos comentada, mas com impacto direto sobre qualquer ERP: a partir de 2027, o regime de caixa deixa de existir para fins de apuração do IBS e da CBS. A base de cálculo passa a ser a receita auferida, no momento em que a operação acontece, e não mais a receita efetivamente recebida. Para empresas que vendem a prazo ou parcelado, isso altera o instante em que o tributo nasce dentro do sistema, e qualquer ERP que ainda calcule por caixa vai gerar números errados a partir de janeiro.

Por que isso é conversa de ERP, e não só de contador

É tentador tratar setembro como "assunto do contador", mas as três decisões acima só se sustentam se o sistema de gestão por trás delas estiver preparado, com o cadastro fiscal atualizado e sem pendências, motor de cálculo pronto para operar em dois regimes simultâneos (Simples por dentro e IBS/CBS por fora, quando for o caso), lógica de reconhecimento de receita ajustada à apuração por competência, e rastreabilidade suficiente para que o contador valide cada opção com segurança antes do fim do mês.

Quando o ERP, o módulo fiscal, o financeiro e o contador falam a mesma língua, setembro deixa de ser um mês de correria e vira só mais um ciclo de decisão bem informada. Quando não falam, o risco não aparece agora, mas em janeiro de 2027, na forma de guia errada, crédito perdido ou exclusão indevida do regime.

É uma reforma que exige que sistema, dados e pessoas estejam sincronizados no momento exato em que a decisão precisa ser tomada, e esse momento, para milhares de empresas brasileiras, é agora. É fundamental estar atento e chegar a 30 de setembro com a opção certa já simulada, o cadastro em ordem e o contador com os dados que precisa para assinar a decisão com segurança.

A Reforma Tributária vai se estender por anos, mas a primeira prova real de que empresa, contador e sistema estão preparados para ela acontece agora, em setembro de 2026.

Sobre Guilherme Volpi

É CEO e fundador da Soften Sistemas, com mais de 20 anos de experiência em gestão, tecnologia e estratégia de negócios. Especialista em planejamento estratégico e inovação aplicada à gestão empresarial, atua na liderança de projetos voltados à eficiência operacional, transformação digital e crescimento sustentável, acompanhando de perto as mudanças do mercado e os desafios da modernização das empresas brasileiras.

Sobre a Soften

Fundada em José Bonifácio (SP), em 2002, a Soften é uma referência em soluções de gestão estratégica (ERP) para pequenas e médias empresas em todo o Brasil. Composta por um time de 139 colaboradores, a companhia une a agilidade de uma cultura jovem à solidez de quem entende os desafios reais do mercado B2B, atuando em verticais como varejo, indústria, logística e serviços.

O diferencial da Soften está na convergência entre a tecnologia de ponta — com investimentos robustos em Inteligência Artificial para eficiência e análise de dados — e o atendimento humanizado. Diferente do padrão de mercado, a empresa prioriza o suporte e treinamentos conduzidos por pessoas, garantindo que a inovação seja uma ferramenta de aproximação e não de distanciamento.  






 




 



7 de cada 10 gaúchos estão comprando menos, mostra pesquisa da Quaest

 De acordo com levantamento do Instituto de Pesquisas de Opinião (IPO), 74,8% dos gaúchos afirmam estar comprando menos do que há um ano.

Principais Dados da Pesquisa
Nível de consumo: 74,8% compram menos, 15% mantiveram o patamar e apenas 9% compram mais.
Comparação nacional: O índice de pessimismo no Rio Grande do Sul é superior à média do país, que registra 69% no levantamento da Quaest utilizado como parâmetro.
Fatores principais: O alto custo dos alimentos, o comprometimento da renda com dívidas, inadimplência e gastos com apostas (bets).
Regiões: A área de Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires e Rio Pardo lidera a percepção negativa com 90,2%, impulsionada também pelos reflexos de enchentes recentes. Ijuí (78,4%) e Uruguaiana (78,1%) também se destacam.
Demografia: A retração no consumo é maior entre mulheres (77%), pessoas de 35 a 44 anos (81,5%) e quem ganha de 1 a 2 salários mínimos (77,4%). O corte atinge itens como cuidados pessoais e estética antes de outros gastos.

Artigo, especial - As canetas dos donos da lei

Este artigo é do Observatório Brasil Soberano

O Brasil não é uma terra sem lei. A lei existe e está publicada. O problema começa quando autoridades encontram espaço para interpretá-la conforme o caso, o momento e a instituição. Aos poucos, o país acumula versões particulares da mesma Constituição.

Na mais alta corte, um juiz decide o que outro pode ou não investigar. Relatórios da Polícia Federal sobre mensagens, encontros e contratos milionários com um banqueiro preso viram disputa de pauta, pedido de vista e adiamento. O mérito fica para depois.

Essa discussão vem de longe. No governo Bolsonaro, Alexandre Ramagem foi nomeado para a Diretoria-Geral da Polícia Federal. O decreto saiu no Diário Oficial e a posse estava marcada. Horas antes, um ministro do Supremo suspendeu a nomeação.

Na pandemia, o alcance aumentou. O Supremo reconheceu a competência de Estados e municípios para adotar medidas sanitárias por conta própria. Lockdown, comércio e circulação passaram também aos governos locais. Depois veio a constitucionalidade da vacinação compulsória, com possibilidade de restrições.

A discussão chegou aos processos seguintes. No caso de Jair Bolsonaro, o mesmo ministro relata cautelares, determina prisão domiciliar, converte em preventiva e acompanha a execução: tornozeleira, celular, visitas e novos despachos. Investigação, julgamento e cumprimento orbitam o mesmo gabinete.

Poucos anos antes, o tribunal reviu seu entendimento sobre prisão após segunda instância. Lula deixou a prisão, recuperou os direitos políticos e voltou a disputar a Presidência. Uma mudança de interpretação interferiu diretamente na política brasileira.

O caso Roberta Luchsinger leva a questão para a transparência. A lobista, amiga de Lulinha, esteve dezenas de vezes em ministérios e no Planalto, e boa parte desses encontros não apareceu nas agendas oficiais. Mensagens atribuídas a ela mencionam voo da FAB, “avião do Lula”, a casa do pai de Fábio e o Palácio. Há registros de entrada e fotos. Lula afirma que nunca conversou com ela. O governo diz que os encontros admitidos ocorreram dentro das normas. Fica difícil entender uma agenda oficial que deixa tantas passagens pelo coração do governo fora dela. As descobertas da PF e as mensagens do celular da lobista contam uma história inconveniente para o Planalto.

A última semana trouxe dois novos capítulos. O TSE determinou a retirada de publicações que afirmavam que Flávio Bolsonaro pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. André Mendonça considerou a informação falsa, Flávio Dino derrubou a decisão e determinou o restabelecimento das publicações, citando liberdade de expressão e religiosa, mesmo estando claro que se trata de fakenews. 

As bets também descobriram o tamanho da segurança oferecida por uma autorização estatal. Empresas pagaram outorgas e receberam licenças de cinco anos. Às vésperas da eleição, uma canetada muda tudo. 

A excepcionalidade virou rotina. Surge uma interpretação para cada caso. Isso expõe a insegurança de quem depende de regras previsíveis.

Quem abre uma empresa, assina um contrato ou ocupa um cargo precisa conhecer a lei. No Brasil, precisa conhecer também quem vai interpretá-la.

Temos Constituição, códigos, decretos e jurisprudência para encher bibliotecas. E uma capacidade impressionante de encontrar uma leitura conveniente quando o caso chega ao andar de cima.

No fim, o Brasil não é um país sem leis, o problema é o excesso de canetas nas mãos de quem se julga acima delas.

Dica do editor - Novo teste inglês identifica tumor cerebral em menos de 2 horas. Saiba de que se trata.

 Um novo teste genômico consegue identificar o tipo de tumor cerebral em menos de duas horas, reduzindo um tempo de espera que antes podia chegar a oito semana. Criado por pesquisadores do Centro de Excelência em Pesquisa de Tumores Cerebrais da Universidade de Nottingham, no Reino o  exame analisa o material genético de uma pequena amostra de tecido coletada durante uma biópsia ou cirurgia, usando uma máquina de sequenciamento portátil (do tamanho de uma caixa de sapatos) da Oxford Nanopore para ler as moléculas de DNA.O Serviço Nacional de Saúde (NHS) da Inglaterra está testando o método em cinco centros especializados para avaliar sua eficácia.Vantagens do diagnóstico rápido

Decisão em tempo real: o cirurgião recebe o resultado exato ainda com o paciente na mesa de operação.Preservação saudável.

Estadão detona Flávio Dino

 Com sua decisão política de confrontar o TSE e restabelecer fake news contra Flávio Bolsonaro, o ministro deixa claro que não há limites para ajudar a campanha do chefão petista.

Foi exclusivamente política a decisão que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou ao derrubar uma ordem do ministro André Mendonça, na condição de vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para remover publicações em redes sociais que prejudicavam o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.

Dino atropelou competências de maneira monocrática e atuou de forma escancarada como militante da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Nada surpreendente, diante da baderna judicial à qual infelizmente o País já começa a ficar habituado, graças à irresponsabilidade de uma parte dos ministros do Supremo.

Na sexta-feira passada, o ministro André Mendonça mandou tirar do ar 1.125 publicações segundo as quais Flávio Bolsonaro, na condição de senador, havia apoiado um projeto de lei para tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de “padroeira do Brasil”. A informação, inverídica, foi criada e difundida por perfis de esquerdistas.

Pode-se até discutir se o TSE deveria ter derrubado as publicações, à luz da garantia constitucional da liberdade de expressão e também à luz da autonomia do eleitor, mas o que é indiscutível é a competência da Justiça Eleitoral para fazê-lo – e de modo célere, se entender que as publicações podem desequilibrar a disputa eleitoral.

O ministro Flávio Dino, recorde-se, é o mesmo que ignorou as garantias constitucionais do sigilo da fonte e da liberdade de imprensa ao usar seu poder para perseguir um jornalista do Maranhão, seu reduto político, por ter publicado notícias das quais ele não gostou.

Recorde-se também que o ministro Flávio Dino jamais disse uma única palavra contra as inúmeras decisões arbitrárias de seu colega Alexandre de Moraes contra bolsonaristas suspeitos de “golpismo”, incluindo censura e suspensão de perfis em redes sociais.

Logo, sua súbita conversão em paladino da defesa da liberdade de expressão é apenas cínica.

Nada disso pode ser lido fora do contexto da sangrenta rinha de galo em que o Supremo mergulhou, opondo lulistas e bolsonaristas. Flávio Dino, ex-ministro da Justiça de Lula e fidelíssimo escudeiro do presidente, foi colocado no STF porque, nas palavras do petista, tem “cabeça política”.

E ele não vem decepcionando: está na linha de frente na defesa dos interesses de Lula no tribunal, sobretudo quando se trata de confrontar os ministros indicados por Jair Bolsonaro – André Mendonça e Kassio Nunes Marques.

O resultado disso é que, de uns tempos para cá, quase todas as decisões importantes emanadas da Corte são entendidas como resultado de confronto político, e não jurídico. A Constituição é mera figurante nessa confusão. Nos votos dos ministros, a hermenêutica é exclusivamente política, e o que resta aos cidadãos é procurar entender quem ganha e quem perde com esta ou aquela sentença.

Às favas a jurisprudência.

É evidente que isso desmoraliza ainda mais o Judiciário, já bastante desacreditado, como indicam claramente inúmeras pesquisas de opinião. Ministros que só se preocupam com o horizonte eleitoral colaboram de modo decisivo para arruinar a necessária imagem de imparcialidade e prudência que o Supremo, mais do que qualquer outro tribunal, deveria ter.

Hoje, já é possível dizer que o Supremo, tal como desenhado na Constituição, está definitivamente arruinado.

Para piorar, mais uma vez o País está perdendo tempo e energia com temas absolutamente inúteis para o futuro, empobrecendo ainda mais uma campanha eleitoral que já não despertava grande interesse por sua absoluta indigência.

Na prática, a consequência desse irrelevante caso de fake news contra Flávio Bolsonaro será a confirmação, de resto desnecessária, de que os agentes de Lula no Supremo não medirão esforços para eleger o chefão petista – uma clara aposta na manutenção do atual estado de coisas e na nomeação de mais ministros que tornem o bloco lulopetista no Supremo imbatível.

O problema é que se trata de algo tão escandalosamente claro para todos que o tiro pode acabar saindo pela culatra.

Opinião do editor - Flávio Dino testa a resistência

A decisão do ministro Flávio Dino, STF, de assegurar a fake news sobre Nossa Senhora Aparecida, revogtando ordem de censura do ministro André Mendonça, significa uma intervenção de fato no processo eleitoral do TSE.

É golpismo. Dino testa a resistencia.

Foi no âmbito do TSE que Mendonça falou.

A decisão sem competência de Flávio Dino tem estes aspect5os nocivos, segundo Alexandre Ramagem.

- desfez a tutela da Justiça Eleitoral em representação em curso no TSE;
- ordenou ao TSE e às plataformas o restabelecimento do conteúdo;
- usou reclamação do STF (autuada no Paraná) como via para cassar decisão nacional eleitoral;
- não remeteu o caso de volta ao TSE para o colegiado eleitoral reapreciar o mérito do fato falso.

Um ministro do STF, monocraticamente, decidiu entrar no lugar do TSE no que a Constituição reservou à Justiça Eleitoral em ano de eleição: propaganda, desinformação e tutela de urgência do pleito.

A presidência do STF e do TSE vão ficar inertes?

Leia o que escreveu sobre isto o jornalista Claudio dantas.

Claudio Dantas

@claudio_dantas_

Dino é menos inteligente do que pensa. Sua decisão truculenta servirá para deixar cada vez mais evidente a fake news do PT.
Se dermos sorte, a campanha recorrerá ao plenário e outra sessão de horrores ajudará a enterrar de vez a candidatura de Lula.

ER Sfoplgo Sachsida.

Adolfo Sachsida
@ASachsida

O STF inaugurou uma nova jurisprudência hoje. Depois dos sucessos “A Constituição proíbe a censura, mas vou liberar assim mesmo” e “A Constituição protege o sigilo da fonte, mas vou violar assim mesmo” vem aí o novo hit “Fake News não pode, mas vou liberar assim mesmo”

Artigo, especial, Marcus Vinicius Gravina - Golpe à vista

- O autor é escritor e advogado, RS.

Senhores Governadores de Estados salvem o Brasil do golpe da duadrlha esquerdista, que tentar anular a eleição de presidente da República. 

Preparem suas tropas militares e policiais civis.

Sigam o exemplo da Campanha da Legalidade de agosto e setembro de 1961, no RS. 

Líderem uma ampla ampla mobilização cívico militar.

No caso da eleição de Flávio  Bolsonaro não há motivo ideológico para veto militar, como aconteceu com o Jango, acusado de ligações com o comunismo.

A Campanha da Legalidade teve à frente o gov. Leonel Brizola.

Liderou com a Brigada Militar e o povo, que atendeu o seu chamamento.

Naquela época os gaúchos tinham sangue nas veias e a bravura dos guerreiros Farrapos. 

Aconteceu uma extraordinária mobilização popular que uniu a sociedade em defesa da ordem democrática e da Constituição. 

Resta saber, quando o Lula consultar o alto comando militar,  se pode aplicar o art.142 da CF. 

Se será autorizado diante de uma "narrativa"falsa de necessidade de garantia  da lei e da ordem (GLO) e contra ameaça de intervenção do exterior forjadas, o que dirão? De que lado estarão?

Caxias, 27.09.2026

Bets ou Mega-Sena: para o brasileiro endividado, a conta continua chegando

O governo diz que precisa proteger o brasileiro dos riscos das bets. Mas existe uma pergunta incômoda: se apostar pode comprometer o orçamento familiar, por que o próprio Estado estimula há décadas uma indústria de loterias que movimenta bilhões de reais ?

Em 2025, as Loterias CAIXA arrecadaram mais de R$ 25,9 bilhões. Desse total, aproximadamente R$ 10 bilhões foram destinados a programas sociais. O argumento oficial é conhecido: uma parte da arrecadação volta para a sociedade por meio de saúde, educação, esporte, segurança e outras áreas.

Mas existe outro lado da história.

Para quem está com o orçamento apertado, R$ 5, R$ 20 ou R$ 100 gastos em apostas continuam sendo dinheiro que saiu do bolso. O destino posterior da arrecadação, seja para o governo, seja para programas sociais, não devolve esse dinheiro ao consumidor que perdeu a aposta.

A Mega-Sena movimentou cerca de R$ 11,2 bilhões em 2024, enquanto a Lotofácil movimentou aproximadamente R$ 7,4 bilhões. Somadas, as duas modalidades representaram cerca de R$ 18,6 bilhões em vendas.

Ao mesmo tempo, o governo endurece o discurso contra as bets, especialmente diante dos problemas associados ao comportamento compulsivo e ao comprometimento da renda.

Uma pesquisa Datafolha realizada em 2026 mostrou que 7% dos brasileiros adultos fazem atualmente apostas em bets ou jogam em cassinos online. Entre os que apostam ou já apostaram, 35% afirmaram que já comprometeram suas finanças para apostar.

Outro estudo encontrou aumento de 20% na inadimplência entre pessoas que começaram a apostar online, além de aumento de 38,7% nos atrasos de cartão de crédito.

Esses números são preocupantes.

Mas também levantam uma questão para o poder público: Por que o problema é tratado de maneira tão diferente dependendo de quem explora o jogo?

Quando uma pessoa perde dinheiro em uma bet, o discurso é de preocupação com endividamento, proteção do consumidor e saúde financeira.

Quando ela perde dinheiro na Mega-Sena ou na Lotofácil, o mesmo dinheiro pode ser contabilizado como arrecadação das loterias e fonte de recursos para políticas públicas.

É verdade que existe uma diferença importante: as loterias federais têm regras específicas de distribuição da arrecadação e destinam recursos legalmente definidos para diversas áreas sociais. Isso não ocorre da mesma maneira nas bets.

Mas há uma questão que não deveria ser ignorada: Para o cidadão que perdeu dinheiro, a perda continua sendo perda.

Se ele gastou R$ 100 que precisava para pagar uma conta, pouco importa se o dinheiro foi para uma loteria federal ou para uma plataforma de apostas: aqueles R$ 100 não estão mais no orçamento da família.

Isso não permite afirmar que Mega-Sena e bets produzam exatamente o mesmo nível de endividamento, as pesquisas disponíveis não sustentam essa equivalência. Mas permite questionar a coerência de uma política pública que reconhece os riscos econômicos das apostas privadas enquanto mantém uma gigantesca indústria de jogos administrada pelo próprio Estado.

A pergunta que fica é simples: o Estado está protegendo o cidadão do jogo ou simplesmente escolhendo quais jogos pode explorar?

Esse é o debate que precisa ser feito.


Exortação ao SINDIFISCO NACIONAL

Marcus Vinicius Gravina

OAB-RS 4.949

Nunca imaginei que algum dia eu me colocaria ao lado dos agentes públicos fiscais da arrecadação do nosso dinheiro.  

Pois, encontrei um bom motivo para isto. Os Auditores Fiscais estão sendo escorraçados por um inimigo comum do povo brasileiro, abrigado, covardemente, em uma fortaleza: o STF. 

Ministro do STF não goza de imunidade fiscal. É um dos raros casos em que se exige a apresentação prévia da declaração de bens e rendas para o exercício de função no Poder Judiciário, ou seja, no STF.  Além disso, deve se comprometer com a declaração de ajuste anual do Imposto de Renda (IRPF). 

O ajuste anual é para que o TCU acompanhe a evolução patrimonial dos ministros. 

Não é somente de notável saber jurídico e de conduta ilibada que o sabatinado pelo Senado - indicado pelo presidente da República -  precisa demonstrar e comprovar.

Prestem atenção ao artigo 1º, inc. V, da Lei Federal 8.730/1993: “ É obrigatória a apresentação de declaração de bens, com a indicação de fontes de renda NO MOMENTO DA POSSE...” 

Continua a lei dizendo que a relação dos bens deve conter,  pormenorizadamente, os bens imóveis, móveis, semoventes, títulos e valores imobiliários, direitos sobre veículos automóveis, embarcações ou aeronaves e dinheiro ou aplicações que no país ou no exterior constituam separadamente o patrimônio do declarante e de seus dependentes. 

Ainda, os bens serão declarados, discriminadamente, pelos valores da transferência da propriedade, concomitantemente de seus valores venais. 

O valor da aquisição dos bens existentes no exterior será declarado na moeda do país a que estiverem localizados. 

Atenção redobrada no que vem a seguir: “ A não apresentação da declaração por ocasião da posse, implicará a não realização do ato de posse ou em sua nulidade, se celebrado sem o requisito essencial da apresentação da declaração de bens.“  Há mais a hipótese de implicação de crime de responsabilidade. 

A obrigação imposta a quem quiser ser ministro do STF não configura violação de intimidade, sigilo fiscal, bancário ou exposição de informações pessoais. 

PARTE II – Obrigação do TCU e suas Instruções Normativas.

O TCU, para a mesma lei, não será apenas o depositário das Declarações dos ministros indicados ao STF pelo presidente da República.  O legislador ordenou-lhe a missão de acompanhar a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). 

Anualmente, até o prazo de 30 dias após a data limite fixada pela Receita Federal para a entrega da DIRPF, o TCU deverá ter acesso às declarações dos ministros. 

O ministro obriga-se, no ato da posse, a autorizar o TCU - com validade para todo o mandato - a requisitar da Receita Federal a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física de cada ministro do STF.   

Sua missão é reportar-se, quando solicitado ou por iniciativa própria  ao  Congresso Nacional, especialmente ao Senado. Trata-se de um órgão público que age como auxiliar do Congresso em situações atípicas de oscilação para maior do patrimônio dos ministros. Sem esta ação conjunta a um poder maior,  como é o Congresso Nacional, sua competência “dá xabu”.  

PARTE III  -  Prepotência espantosa

Sem o mínimo respeito ao Devido Processo Legal, quatro agentes estão sendo investigados cumprindo restrições de mobilidade e forçados a usarem tornozeleiras. Nada foi provado contra eles. 

Agiu corretamente o presidente do Sindicato dos Agentes Fiscais ao se pronunciar contrário ao abuso de poder de um ministro do STF. 

Os Agentes do TCU têm tudo a aprender com a atitude altiva do presidente do SINDIFISCO NACIONAL. 

Os Sindicatos dos Agentes Fiscais da Receita Federal, sobre a declaração de bens e rendas dos ministros do STF, podem dar a resposta a perseguição aos quatro agentes da Receita Federal, dirigindo-se ao Senado Federal para saber se o TCU está cumprindo o seu dever diante da Lei 8.730/1993 e suas Instruções Normativas, a começar pela de n.87/2020.

Os cidadãos brasileiros têm o direito de conhecer a declaração de bens dos ministros do STF.  A Lei Especial veio para este fim. 

Em Instruções Normativas recentes do TCU inovou-se o processo de recebimento de cópia da declaração de bens na forma impressa ou digitalizada. Agora pode ser por envio do Sistema e-DBR desenvolvido pelo TCU. 

É muito grave o que foi exposto, em síntese, neste artigo. Os ministros que, por qualquer razão, deixaram de cumprir com a obrigação da citada lei, podem estar funcionando ilegalmente no STF, sujeitando seus votos a declaração de nulidade e eles próprios a crime de responsabilidade.

Este artigo segue a lógica de um adágio popular, face a insistência do autor: “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. 

Caxias do Sul, 23.02.2026

Governo volta a subsidiar para manter diesel abaixo do custo

  Noutra medida eleitoreira às vésperas das eleições, o governo Lula, PT, publicou nessa sexta-feira, em edição extra do Diário Oficial da União, uma portaria que assegura a manutenção da subvenção de R$ 2,12 por litro ao óleo diesel.

De acordo com o ministério, a continuidade da subvenção se deve à persistência da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis.

“Como a MP 1.363/2026 encerra sua vigência em 26 de setembro, o Ministério da Fazenda ajustou a portaria para que, a partir de 27 de setembro, o valor de R$ 2,12 por litro passe a ser estabelecido integralmente”, justificou a pasta.

Histórico

O ministério lembra que a subvenção ao diesel foi criada inicialmente tendo como valor R$ 1,12 por litro. “Posteriormente, diante do agravamento do cenário externo, a MP 1.391 autorizou o Ministério da Fazenda a definir, por ato próprio, o valor da subvenção ao diesel”, acrescentou.

Com base nessa autorização, o ministério fixou uma subvenção adicional de R$ 1 por litro, elevando o valor total para R$ 2,12.

Em nota, a Fazenda informou que a nova portaria não aumenta a subvenção, e que o objetivo é assegurar a manutenção do valor atualmente praticado diante da persistência da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis.

Dica do editor - Saiba por que a bebida energética Celsius faz tanto sucesso

O crescimento explosivo da bebida energética Celsius tornou-se um fenômeno entre atletas, praticantes de atividades físicas e jovens, mas o seu consumo diário acendeu um sinal de alerta entre os profissionais de saúde.O produto é comercializado com a promessa de ser um "termogênico que acelera o metabolismo e queima gordura", mas nutricionistas alertam que não existe milagre: o verdadeiro motor por trás desse efeito é uma dose massiva de cafeína combinada com outros estimulantes.Por que os atletas adoram ?Aumento de energia rápido: uma única lata de Celsius convencional contém 200 mg de cafeína (a versão Celsius Heat chega a 300 mg). Para comparação, uma xícara de café tradicional tem cerca de 80 mg a 100 mg. Ao contrário dos energéticos tradicionais, o produto não contém açúcar, aspartame ou xarope de milho de alta frutose, sendo adoçado com sucralose. A bebida leva um complexo chamado MetaPlus, que inclui extrato de gengibre, semente de guaraná, taurina e extrato de chá verde (rico em EGCG), associados à queima de calorias.

O fim das bets pode ser o fim da linha do governo Lula

A apenas uma semana das eleições do dia 4 de outubro, o governo Lula, do PT, proibiu as bets no País. Ninguém mais pode apostar on line. A medida foi apressada e visa obter votos, mas ela desorganiza a economia e a vida das pessoas, sem sequer registrar período de transição. A fortíssima reação da economia ligada aos esportes é prova disto (leia mais, abaixo). Torcedores de clubes como Flamengo, Vasco e Grêmio, mas não só, viralizam com mensagens pedindo votos contra Lula. É um tiro no pé.

O deputado Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro, diz com razão que o tigrinho e Lulinha são filhos de Lula da Silva.

É uma decisão demagógica, populista e safada, porque se trata das mesmas casas de apostas que ele regulamentou, taxou e transformou em fonte de receita bilionária.  Ora, por mais que Lula e seu entorno de mentirosos oportunistas digam o contrário, foi no seu governo, em 2023, que a atividade ganhou regras, licenças e tributação. O governo cobrou outorgas milionárias para deixar as casas operarem. E o dinheiro começou a entrar no caixa. Em 2025, segundo a Receita Federal, a arrecadação com apostas esportivas chegou a R$ 9 bilhões. Em 2026, só no primeiro semestre, outros R$ 7,3 bilhões entraram nos cofres. Dinheiro que foi contabilizado e usado para fechar contas.  

Enquanto o caixa engordava,  o tigrinho, o ratinho e o dragãozinho se instalavam no celular de milhões de brasileiros. O jogo virou hábito doméstico e ajudou a endividar todo mundo.

Endividamento familiar explosivo ? Ora, é fácil resolver na visão primária do lulopetismo: vamos fazer o Desenrola 1, 2 e agora o 3 e empurrar as dívidas de todo mundo com a barriga e neste caso do 3 com o próprio governo assumindo as dívidas. Haja dinheiro ? Nem Vorcaro tinha tanto. Afinal, o dinheiro do governo é do conjunto de todos os contribuintes brasileiros, mesmo dos que nada devem.

O mesmo setor que foi autorizado, regulado e tributado vira, de repente, um perigo urgente para a família brasileira. Até a imprensa registra o óbvio: a medida faz parte da estratégia eleitoral da reta final.

É uma farsa.

Se as bets representavam tamanho risco, por que a resposta só chega agora? O endividamento não começou nesta semana. Os relatos de dependência e ruína familiar já existiam enquanto o governo recolhia bilhões

E sobra a pergunta que o anúncio prefere esquecer: e as outras?  

O governo federal administra as maiores bets do Brasil. É o cso da Mega-Sena, da Lotofácil, da Quina e da Lotomia ? E o Tri-Legal do RS? Sem contar as plataformas estrangeiras que nunca pediram licença. Esses jogos sujos nunca pagaram um centavo de imposto e nunca se submeteram a nenhuma regra brasileira. Vão desaparecer por decreto? Ou simplesmente mudarão de domínio, de servidor e de forma de pagamento, continuando acessíveis a quem quiser?  

É tudo jogo de azar.

O que se vê é uma sequência cinicamente conveniente. O governo regulamentou, arrecadou bilhões e conviveu em silêncio com a expansão do vício. Depois, na reta final da disputa eleitoral, transformou a proibição em bandeira urgente de um problema que ele próprio alimentou. A arrecadação ficou nos cofres. O endividamento ficou nas casas. E as plataformas clandestinas seguem operando como se nada tivesse acontecido.  


Artigo, especial - Renato Sant'Ana - O bem de todos acima de tudo

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.

E-mail releituras21@gmail.com


O fato é exemplar. Em 2022, a candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul Comandante Nádia, PP, desistiu da candidatura no auge da campanha. E o fez por um motivo nobre: "Política não é para covardes. Tem que ter coragem para entrar em campanha política. E tem que ter coragem para dizer que deu, que tem um bem maior a ser preservado", declarou ela.


Naquele ano, havia uma única vaga em disputa para o SArtigo, enado. Pesquisas indicavam que o representante das esquerdas, Olívio Dutra, PT, poderia ser eleito. E a decisão da Comandante Nádia foi uma iniciativa em favor da candidatura do Gal. Hamilton Mourão, que despontava como nome mais forte para vencer a esquerda e que, com efeito, se elegeu.


Olívio Dutra, de 81 anos, havia sido tirado do ostracismo por ser um dos quadros mais populares do PT. A narrativa, para o eleitor votar nele, que já estava retirado, foi a ficção do "mandato coletivo": os suplentes exerceriam junto com ele. Não colou. Se houvesse colado, esse "coletivo" estaria hoje no Senado somando esforços para impedir que o caso Master seja investigado e para blindar Lulinha, Roberta Luchsinger e todos os envolvidos no escândalo do INSS. Quer dizer, estaria formando fileira com a tropa de choque do Foro de S. Paulo, asfixiando o Brasil.


Mas a Comandante Nádia foi uma pedra no caminho desses extremistas. Sua decisão em 2022 ajudou a eleger um senador que, em 2026, toma posições enérgicas contra a recusa de Davi Alcolumbre (presidente do Senado) e seus "aliados" em investigar os escândalos do Master e do INSS.


Vale destacar. A Comandante Nádia não perderia nada, caso mantivesse a candidatura. Pelo contrário, seguiria na vitrine, sonho de consumo de todo político. No entanto, ela desistiu falando em "Não um projeto político, mas um projeto de nação" e "bem maior a ser preservado". Dá para supor que ela não só transferiu para Hamilton Mourão os votos que havia conquistado, mas também inspirou a reflexão doutros eleitores, que, imaginando as consequências, brecaram o tal coletivo.


Corta para 2026. Há duas vagas para o Senado. E são dois os candidatos da esquerda. Eles querem chegar lá para abafar qualquer escândalo que envolva o lulopetismo - como Master e INSS. Também se propõem a impedir a missão exclusiva do Senado que é conter eventuais abusos de membros do Supremo Tribunal Federal - e não só.


A direita, por seu lado, de há algum tempo, talvez do ano passado, tem dois nomes fortes: Van Hattem e Sanderson, deputados federais, homens corajosos e parlamentares combativos. E com a proeza de sobreviver na política, embora falem com franqueza o que pensam.


Por tudo isso, foi uma surpresa a aparição de outros três candidatos de direita, quando Van Hattem e Sanderson eram nomes postos. A eleição para o Senado não tem 2º turno. E ter vários nomes só serve para dividir os votos e correr o risco de não eleger ninguém. A quem interessa isso?


Quem observa o cenário e reflete, pensa no "bem maior a ser preservado" e lamenta a fragmentação. Para o rumo que o país vai tomar, é crucial a eleição para o Senado, inclusive por seu papel de restaurar a separação dos poderes, coisa que a esquerda não quer. A esquerda quer a ditadura socialista, o que implica poder centralizado. A pergunta aos candidatos não esquerdistas é: dá para pensar de modo estratégico em como sanear o Senado e, ao menos, iniciar à tarefa de passar o Brasil a limpo?


No discurso, todos são herois. Na prática é um pouco diferente. Isso não tem a ver com esquerda e direita. É a humanidade. Mas, que tal buscar coerência entre discurso e prática? O desafio de uma vida é transcender o autointeresse e viver por uma causa, dedicando ao menos uma parte de nós a servir aos demais. A Comandante Nádia, a quem não conheço, deu um grande exemplo. Seja o seu exemplo nossa inspiração.




Artigo, especial - A caçadaoportunista na véspera do voto

Este artigo é do Observatório Brasil Soberano

A uma semana da eleição, o governo proibiu as bets.  

As mesmas casas de apostas que ele regulamentou, taxou e transformou em fonte de receita.  

O movimento é simples de descrever — e difícil de engolir, sem ironia. Em 2023, a atividade ganhou regras, licenças e tributação. O governo cobrou outorgas milionárias para deixar as casas operarem. E o dinheiro começou a entrar no caixa. Em 2025, segundo a Receita Federal, a arrecadação com apostas esportivas chegou a R$ 9 bilhões. Em 2026, só no primeiro semestre, outros R$ 7,3 bilhões entraram nos cofres. Dinheiro que foi contabilizado e usado para fechar contas.  

Enquanto o caixa engordava,  o tigrinho, o ratinho e o dragãozinho se instalavam no celular de milhões de brasileiros. O jogo deixou de ser periferia e virou hábito doméstico. O salário sumia, a dívida crescia, o vício se espalhava. Ninguém travou o fluxo. Ninguém questionou o modelo. O governo cobrava imposto e fingia que o problema não existia.  

Hoje o discurso muda de tom. O mesmo setor que foi autorizado, regulado e tributado vira, de repente, um perigo urgente à família brasileira. A urgência, claro, aparece exatamente quando faltam nove dias para o primeiro turno. Até a imprensa — tão generosa com o poder em tempos normais — registra o óbvio: a medida faz parte da estratégia eleitoral da reta final. Quando até os acomodados notam o calendário, a farsa fica exposta.  

A contradição grita. Se as bets representavam tamanho risco, por que a resposta só chega agora? O endividamento não começou nesta semana. Os relatos de dependência e ruína familiar já existiam enquanto o governo recolhia bilhões. A moral de última hora parece mais um cálculo que uma virtude. 

E sobra a pergunta que o anúncio prefere esquecer: e as outras?  

As plataformas que nunca pediram licença, nunca pagaram um centavo de imposto e nunca se submeteram a nenhuma regra brasileira. Vão desaparecer por decreto? Ou simplesmente mudarão de domínio, de servidor e de forma de pagamento, continuando acessíveis a quem quiser?  

Proibir o legal sem capacidade de bloquear o ilegal não elimina o problema. Apenas empurra o apostador para um ambiente ainda mais sujo, sem fiscalização e sem qualquer proteção. Fecha-se a porta visível e deixa-se a clandestina aberta.  

E há outra pergunta que ninguém no governo quer responder em alto e bom som: quem controla essas plataformas ilegais? Quem movimenta o dinheiro que nunca passou pela Receita? Quem lucra com um mercado que não recolhe imposto e não presta contas a ninguém?  O  tigrinho que está longe dos olhos, o que opera sem CNPJ e sem remorso, não precisa de autorização oficial para continuar mordendo e, muito provavelmente, está nas mãos do crime organizado. Nas mãos daqueles “nossos criminosos que não são terroristas”!.   

O que se vê é uma sequência cinicamente conveniente. O governo regulamentou, arrecadou bilhões e conviveu em silêncio com a expansão do vício. Depois, na reta final da disputa eleitoral, transformou a proibição em bandeira urgente de um problema que ele próprio alimentou. A arrecadação ficou nos cofres. O endividamento ficou nas casas. E as plataformas clandestinas seguem operando como se nada tivesse acontecido.  

PT quer cassar Flávio por uso de dinheiro e apoio estrangeiro. Ação está nas mãos de Flávio Dino.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), aliado in pectore do governo Lula e do PT, tornou-se o destinatário de um pedido do Partido dos Trabalhadores (PT) para investigar uma suposta interferência estrangeira e uso de recursos externos na campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL).A solicitação foi apresentada, esta semana, dentro da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1178, processo do qual Dino já era o relator original.

O partido aponta a existência de "pressões políticas, econômicas e digitais" vindas do exterior para beneficiar a candidatura de Flávio Bolsonaro. A acusação menciona anúncios pagos fora do Brasil e suspeitas de apoio financeiro atrelado à Rockbridge Network — grupo ligado ao vice-presidente dos EUA, JD Vance.

O PT pede abertura de um inquérito pela Polícia Federal (PF), a coleta de depoimentos e a expedição de mandados de busca e apreensão contra o comitê de campanha de Flávio Bolsonaro e a sede nacional do PL.

O argumento jurídico:
O PT pede que a tese fixada pela ADPF 1178 (de que decisões ou imposições de autoridades estrangeiras não têm efeito no Brasil sem respaldo da lei nacional) seja estendida e aplicada diretamente para proteger a integridade do processo eleitoral brasileiro contra interferências externas.Paralelamente ao pedido enviado ao ministro Flávio Dino no STF, a coligação que apoia o presidente Lula também ingressou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essa representação no TSE foca em possíveis práticas de abuso de poder econômico, político e uso indevido dos meios de comunicação por parte de Flávio Bolsonaro, de seu candidato a vice Alfredo Gaspar, e de seu irmão Eduardo Bolsonaro. Se comprovadas as irregularidades na esfera eleitoral, as punições solicitadas incluem a cassação de registros e a declaração de inelegibilidade por oito anos.

Dica do editor - Quem é esta jornalista da Globo que mentiu na Globo para prejudicar Flávio Bolsonaro

Dando ênfase e mostrando convicção de sua apuração, Maria Cristina Fernandes mentiu ao vivo na GloboNews que Flávio Bolsonaro tinha um projeto de lei para retirar Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil, o que é mentira. A GloboNews se desculpou em pequeno espaço e numa nota anódina.

Quem é Maria Cristina Fernandes?

Maria Cristina Fernandes tem corte ideológico sabidamente de esquerda, é colunista do ‘Valor’ desde a fundação do jornal em 2000, comentarista da ‘CBN’ desde 2017 e da Globonews desde 2023. Nos canais do Grupo Globo, ela cobre política e política internacional. Foi editora de política do ‘Valor’ e da ‘Gazeta Mercantil’.Jornalista desde 1989, passou também pelo ‘Jornal do Commercio’ e pela ‘Veja’.


Marcel e Sanderson lideram para o Senado, diz pesquisa da Neokemp

Marcel van Hattem (Novo) e Sanderson (PL) aparecem nas duas primeiras posições na disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Rio Grande do Sul, segundo pesquisa Neokemp divulgada nesta sexta-feira (25).


Van Hattem registra 26,3% das intenções de voto na soma do primeiro e do segundo voto, enquanto Sanderson aparece com 23%. Os dois integram a chapa majoritária da coligação “O Rio Grande Pode Mais”.


Na sequência estão Manuela D’Ávila (PSOL), com 19,2%; Paulo Pimenta (PT), com 14,9%; e Germano Rigotto (MDB), com 5,8%. Frederico Antunes (PSD) soma 1,6%; Daniela Mulheres Socialistas (PSTU), 0,4%; Renato Jaguarão (Cidadania), 0,3%; Ric Jones (PCO), 0,2%; Milton Cardoso (PSDB), 0,1%; e Regis Ethur (PSTU), 0,1%. Tania Peres (UP) e Luciano do MLB (UP) não pontuaram.


Entre os entrevistados, 5,4% não souberam ou não responderam, enquanto 2,6% declararam voto branco ou nulo.


A pesquisa considera a soma do primeiro e do segundo voto para o Senado, totalizando 200%, já que cada eleitor gaúcho poderá escolher dois candidatos. Neste ano, duas vagas estão em disputa no Senado pelo Rio Grande do Sul.


Rejeição


O levantamento também mediu a rejeição dos candidatos. Manuela D’Ávila aparece com o maior índice, com 32,3%, seguida por Paulo Pimenta, com 25,6%.


Marcel van Hattem registra 25,4% de rejeição. Sanderson aparece com 4,8%, enquanto Germano Rigotto soma 4,3%.


Metodologia


Realizada pela Neokemp Pesquisas, a pesquisa ouviu 1.008 eleitores entre os dias 23 e 24 de setembro de 2026. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.


O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº RS-08358/2026.

Análise

Carlos Eduardo Bellini Borenstein, Cientista Político
carloseduardo@arkoadvice.com.br

Três pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta semana – Quaest, AltasIntel e Instituto Paraná – sobre a disputa ao Palácio Piratini apontam que o deputado federal Luciano Zucco (PL) e a ex-deputada Juliana Brizola (PDT) polarizam a eleição no Rio Grande do Sul. O vice-governador Gabriel Souza (MDB) e o ex-prefeito de Guaíba Marcelo Maranata (PSDB) permanecem com baixa densidade eleitoral.

Com isso, aumenta a possibilidade de Zucco e Juliana disputarem o segundo turno. Como consequência, a chamada surpresa eleitoral, uma característica dos pleitos gaúchos desde 2002, se torna improvável. Neste quadro de provável segundo turno entre Zucco e Juliana, o deputado do PL tem um favoritismo parcial.

Na Quaest, divulgada nesta quinta-feira (24), Zucco aumentou a distância em relação a Juliana de três para seis pontos percentuais. Embora tenhamos um quadro de empate técnico – a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos – vale observar que comparado ao final de agosto, Zucco avançou três pontos enquanto Juliana ficou estagnada. Gabriel Souza, mesmo com a exposição no horário eleitoral, oscilou positivamente apenas um ponto.

​

Na Quaest, também é importante observar que Luciano Zucco lidera a menção espontânea. Ele registra 20% das preferências. Juliana Brizola soma 10%. Gabriel Souza fica com apenas 5%.

Embora tenhamos 61% de indecisos na espontânea – e 25% na estimulada – é improvável que Gabriel consiga quebrar a polarização. Além do desgaste natural de representar um projeto político que está há 12 anos no poder, hoje, a rejeição de Gabriel (20%) supera sua intenção de voto (10%). Outro aspecto a ser considerado é que 67% dos eleitores afirmam que sua decisão de voto é definitiva. 33% ainda podem trocar de candidato.

Na simulação de segundo turno, Luciano Zucco tem seis pontos de vantagem sobre Juliana Brizola (40% a 34%). Comparado a simulação de agosto, Zucco cresceu sete pontos (33% para 40%) enquanto Juliana oscilou negativamente dois pontos (36% para 34%).

Mesmo que Zucco e Juliana possam estar tecnicamente empatados no limite da margem de erro – três pontos percentuais para mais ou para menos – as curvas de crescimento nas menções estimulada e espontânea de primeiro turno, assim como na simulação de segundo turno, são favoráveis a Zucco. Soma-se a isso o fato do candidato do PL ter uma rejeição mais baixa que a representante do PDT (23% contra 35%).

Nota-se que os números da Quaest mostram um quadro similar à do AtlasIntel. Mesmo que as metodologias desses institutos sejam disputas, o quadro de polarização entre Zucco e Juliana não é modificado. No AtlasIntel, Zucco também leva vantagem sobre Juliana em um eventual segundo turno, mas com uma vantagem maior: 49,7% a 39,3%.

A mesma tendência – polarização entre Luciano Zucco e Juliana Brizola, com vantagem para o candidato do PL, e Gabriel Souza em dificuldades para avançar – foi apontada pela pesquisa do instituto Paraná no último final de semana.

Embora mudanças de última hora não devam ser totalmente descartadas, principalmente porque uma parcela do eleitorado está definindo seu voto cada vez mais tarde, neste ano, a possibilidade de mudanças é improvável pelos seguintes aspectos:

1) Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT) polarizam a disputa ao Palácio Piratini nas pesquisas dos mais diferentes institutos sem serem ameaçados por Gabriel Souza (MDB) ou Marcelo Maranata (PSDB);

2) As surpresas eleitorais, quando ocorreram, foram registradas por candidatos que não eram governo – Rigotto (2002), Yeda (2006), Sartori (2014), Leite (2018) e Edegar (2022) – e não carregavam desgastes;

3) O RS tem tradição de alternância de poder – somente Eduardo Leite conseguiu quebrar essa tradição em uma circunstância muito específica;

4) Zucco tem uma intenção de voto sólida, além de ter conseguido unir a direita. Juliana, por sua vez, aglutinou a esquerda. Em 2022, por exemplo, a fragmentação da esquerda foi um dos motivos que ajudou Leite a não ser ultrapassado por Edegar Pretto no primeiro turno.

O favoritismo parcial de Luciano Zucco pode ser explicado por uma campanha bem concebida. O slogan “Muda que dá” teve efeito positivo. Zucco também tem sido eficiente em se apresentar como um candidato de mudança e com atitude, conseguindo firmar a imagem de um líder “leve”, mesmo em meio a forte polarização.

Juliana Brizola, embora venha realizando esforços de linguagem e estética política para tentar transparecer uma candidatura de centro-esquerda, a rejeição ao PT, seu principal aliado, é um obstáculo. Vale observar que Juliana, embora tenha se mantido na segunda posição, não consegue avançar além dos 30% a 35%, piso tradicional da esquerda.

Gabriel Souza, embora venha realizando uma campanha bem posicionada, buscando construir a imagem de quem é experiente, irá manter as conquistas de Eduardo Leite e avançar no que é necessário mudar, não consegue converter isso em votos. Outro obstáculo é que Gabriel não consegue se tornar conhecido – a Quaest aponta que 59% dos gaúchos ainda desconhecem o vice-governador, índice bem superior aos percentuais de Zucco (40%) e Juliana (29%).

De acordo com a Quaest, apesar da aprovação do governo Eduardo Leite superar a desaprovação (52% a 38%), 48% afirmam que Leite não merece eleger o sucessor – 42% dizem que sim.

Apesar dos percentuais de aprovação do governo estadual ter crescido (42% para 52% em relação a agosto), assim como o índice dos que avaliam que o governo merece fazer o sucessor (33% para 42%), isso não tem sido suficiente para capitalizar eleitoralmente Gabriel. Mesmo tendo boa popularidade na reta final do mandato, está prevalecendo o sentimento de mudança, já que o governo estadual também carrega desgastes.

Embora o segundo turno entre Zucco e Juliana tenda a ser acirrado, o candidato do PL está em vantagem. Pelos sinais que vem emitindo, Zucco conciliará a estratégia traçada no primeiro turno com a nacionalização do debate político dentro do objetivo de explorar a aliança de Juliana Brizola com Lula e o PT, impondo dificuldades para sua adversária superar.

Alcolumbre para Vorcaro: "Você é meu amor e irmão para a vida toda". Responde Vocaro: "E eu seu",

 "Fala meu amor" e "irmão pra vida toda", duz uma das mensagens enviadas ao banqueiro Daniel Vorcaro pelo presidente do Senado, David Alcolumbre. O material acaba de ser divulgado pela revista Veja. A revelação vem após a Polícia Federal encontrar as conversas no celular do ex-banqueiro . 

Nas conversas obtidas pela Veja e confirmadas pela Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (24), Vorcaro se refere a Alcolumbre como um "amigo", e o presidente do Senado fala em "amizade fraterna" entre os dois. 

"Sou seu irmão pra vida toda", escreveu Alcolumbre, ao que Vorcaro respondeu: "E eu seu. A qualquer tempo pra qualquer coisa. Nunca vou esquecer". 

No Senado, Davi Alcolumbre descartou os pedidos de abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso do banco Master, ignorou um ofício sobre as visitas de Daniel Vorcaro ao Senado e negou à Polícia Federal a lista de visitantes do gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA) — suspeito de receber propina.


Opinião

  Depois de uma greve que dura meio mês, os trabalhadores voltam hoje ao trabalho por decisão do TST, que proibiu o desconto dos dias parados.

Os Correios estão em situação falimentar e envolvido em escândalos de corrupção recorrentes.

Precisa ser privatizado de imediato.

Seus prejuízos são bilionários, sobretudo por contas operacionais mal geridas. Dinheiro público precisa socorrer a estatal federal para que sobreviva.

Prejuízo em cima de prejuízo:

2023: Prejuízo de R$ 596,6 milhões📅 2024: Prejuízo de R$ 2,6 bilhões📅 2025: Prejuízo histórico de R$ 8,5 bilhões (impactado por precatórios e obrigações judiciais.

Situação em 2026:
1º Semestre de 2026:: balanço prévio aponta prejuízo adicional de cerca de R$ 5,4 bilhões a R$ 5,6 bilhões no período.

Às vésperas das eleições, Eduardo Leite ajudará com R$ 760 mil cada um dos 13 municípios da Zona Sul mais atingidos pelos temporais

Alarmado com os estragos causados pelos últimos temporais na zona Sul do RS, o governador Eduardo Leite anunciou, ontem, em Pelotas, que decidiu ajudar os 13 municípios mais afetados com a quantia de R$ 760 mil para cada um, se os valores forem distribuídos de modo igual.

Serão R$ 10 milhões, no total.

O governador não listou o número e nem o nome dos municípios, mas o editor pesquisou e verificou que os temporais recentes de setembro de 2026 afetaram municípios da Zona Sul do Rio Grande do Sul, com destaque para Rio Grande, que registrou ventos de até 113,7 km/h e danos expressivos, e Pelotas, onde houve registro de óbito e ocorrências graves devido à ventania e aos temporais. Outras cidades da região sul e de entorno que decretaram situação de emergência ou reportaram danos nas últimas semanas e eventos de agosto/setembro incluem:Cerrito (com rajadas superiores a 104 km/h), Hulha Negra (que registrou o maior pico de vento no estado, com 126,7 km/h), Arroio Grande, Canguçu, Capão do Leão, São José do Norte, Santa Vitória do Palmar, Chuí, Jaguarão, São Lourenço do Sul, Pedro Osório, Herval e Piratini

RS terá sexta-feira de tempo bom

Esta sexta-feira abriu com sol entre nuvens em todo o Rio Grande do Sul, inclusive Porto Alegre.

Neste momento, 8h30min, o tempo é bom e a temperatura é amena no Estado.

A MetSul informa que este amanhecer apresenta temperaturas mais frias em boa parte do RS, mas não há mais frio intenso.

Diz o boletim:

O amanhecer ainda terá temperaturas um pouco baixas em parte do Estado, mas sem a presença de frio intenso. Ao longo do dia, o ingresso de ar mais quente pelo Nordeste da Argentina provoca uma acentuada elevação das temperaturas. A tarde será de calor em grande parte do Rio Grande do Sul.

As temperaturas mais altas devem ocorrer na Grande Porto Alegre e em parte do interior, onde as máximas podem superar os 30°C. A tendência é de um dia marcado pela presença do sol entre nuvens, com início ameno e uma tarde de calor em boa parte do Estado.

Crise no diesel

O mercado de combustíveis enfrenta uma forte instabilidade global, gerando reflexos diretos no Brasil. A disparada de preços do diesel no exterior e o risco de desabastecimento em solo nacional são impulsionados por fatores geopolíticos e logísticos severos:

1) Ataques contra refinarias da Rússia suspenderam parte das exportações do país, enquanto conflitos no Oriente Médio afetam o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Adicionalmente, a China cortou parte de suas exportações de derivados.

2) Aliado à chegada do inverno no Hemisfério Norte, a baixa quantidade de diesel estocada globalmente faz os preços baterem recordes nos Estados Unidos e na Europa.

Demagogia eleiteira do PT
A Petrobras tem absorvido parte da diferença para não repassar a alta integral ao consumidor final. Com isso, o preço interno ficou significativamente mais barato do que o de importação. Como o Brasil não é autossuficiente e precisa importar cerca de 30% do diesel consumido, a grande defasagem afasta as distribuidoras privadas e importadores independentes, que teriam prejuízo ao comprar o produto caro no exterior. 

Já há escassez.

Dica do editor - Entenda como foi a baixaria do bate-boca entre Messias e Andrei, tudo na frente de Lula

O constrangedor, inédito e corrosivo bate-boca entre o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ocorrido em setembro de 2026 no Palácio do Planalto, na presença do presidente nomeado Lula da Silva, mas só divulgado agora, foi motivado por suspeitas de monitoramento ilegal e espionagem em meio às investigações do chamado Caso Master. 

Saib ao que vazou:

O presidente Lula está sentado à mesa, pensativo, balançando a cabeça enquanto toma um café frio. De um lado, Jorge Messias (AGU) gesticula com um calhamaço de papéis. Do outro, Andrei Rodrigues (PF) cruza os braços com expressão fechada.

Jorge Messias: (Voz elevada, apontando o dedo) - Você acha que eu não sei, Andrei ? Tá lá no relatório! "Baixa confiança", "coleta dirigida"... Você está me monitorando! A Polícia Federal virou a Abin paralela da intriga! Está me espionando, é ?!

Andrei Rodrigues: (Rindo de nervoso, com tom cortante) - Ah, por favor, Jorge! Mania de perseguição agora? A PF tem mais o que fazer do que cuidar da sua vida! O relatório é de inteligência padrão, e quem está criando narrativa política para agradar ministro do STF é você!

Jorge Messias -  Respeito, hein! Eu sou da Advocacia-Geral da União! Não venha desmerecer a minha função nem plantar suspeita sobre a minha fé ou minhas relações!

Andrei Rodrigues - Se quisesse respeito, não vinha com teorias da conspiração chorar na frente do chefe sem prova nenhuma!

Lula: (Suspira, ajeita os óculos e interrompe calmamente) -  Ó, rapaz... Se continuar essa gritaria, eu vou botar os dois para mediar briga de torcida organizada no estádio. Pelo amor de Deus, a gente já tem problema demais com o Banco Master e o Supremo para vocês criarem um circo aqui na minha sala! Senta todo mundo e vai tomar um chá de camomila.

Entenda o caso

 O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o cancelamento de R$ 4,7 bilhões em precatórios do setor sucroalcooleiro negociados pelo Banco Master.

O Esquema dos Precatórios
Aquisição com deságio: O Banco Master comprava créditos judiciais de usinas por valores abaixo do mercado
Inflação patrimonial: Os títulos eram registrados na contabilidade do banco por valores irreais ou inflados.
Origem dos processos: Envolve disputas de usinas contra a União por prejuízos do extinto Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA).

A Decisão do CNJ
Bloqueio e devolução: O montante retido em contas judiciais desde 2023 voltará para a Conta Única do Tesouro Nacional.
Atendimento à AGU: A liminar atendeu a pedido da Advocacia-Geral da União, anulando 16 precatórios ligados ao banco.
Investigação em curso: O caso veio a público após a Polícia Federal encontrar contratos milionários de êxito e indícios de fraude no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Sistema São João

  A ampliação do Sistema São João tem investimento de R$ 87 milhões.

O prefeito Sebastião Melo dará o start, hoje,  para o prosseguimento das obras de ampliação do Sistema de Abastecimento de Água (SAA) São João, que abastece mais de 600 mil pessoas nas zonas Norte e Leste de Porto Alegre. O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) fará a ligação da nova adutora de recalque da Estação de Bombeamento de Água Tratada (Ebat) Ouro Preto à rede preexistente. O serviço será realizado, concomitantemente, em quatro pontos da Capital, sendo dois na avenida Sertório, um na avenida Dante Angelo Pilla e um na rua Ouro Preto.

A obra terá início à meia-noite, com o desligamento da Estação de Bombeamento de Água Tratada (Ebat) Ouro Preto. Às 5h, a Estação de Tratamento de Água (ETA) São João também deixará de operar. A retomada está prevista para a meia-noite da sexta-feira, 25. Durante o período, moradores dos 34 bairros atendidos pelo sistema poderão ter o fornecimento temporariamente interrompido.

A normalização ocorrerá gradualmente ao longo da sexta, podendo se estender ao longo do sábado, 26, nas áreas mais distantes.

Leia material preparado pelo jornalista Aristoteles Júnior, da PMPA:

Entre as obras já concluídas está a implantação de uma nova adutora de sucção, também na área da Ebat Ouro Preto. Estão em andamento, ainda, intervenções semelhantes na região atendida pela Ebat Sarandi. Também está prevista a construção de uma nova estação de bombeamento e de um reservatório.

Outros serviços - O Dmae aproveitará o período de inatividade da ETA São João para executar três serviços que visam à melhoria operacional do sistema. Equipes atuarão, simultaneamente, na manutenção da tubulação de água filtrada da Estação de Tratamento; na manutenção do Reservatório Costa e Silva, que tem capacidade de armazenar 10 milhões de litros de água; e na substituição de um registro localizado no bairro Jardim Leopoldina.

Bairros abastecidos, total ou parcialmente, pelo Sistema São João - Anchieta, Auxiliadora, Boa Vista, Chácara das Pedras, Costa e Silva, Cristo Redentor, Farrapos, Floresta, Higienópolis, Humaitá, Jardim Carvalho, Jardim Europa, Jardim Floresta, Jardim Lindóia, Jardim Itu, Jardim Sabará, Jardim Leopoldina, Jardim São Pedro, Mário Quintana, Morro Santana, Navegantes, Parque Santa Fé, Passo da Areia, Passo das Pedras, Rubem Berta, Santa Maria Goretti, Santa Rosa de Lima, São Geraldo, São João, São Sebastião, Sarandi, Três Figueiras, Vila Ipiranga e Vila Jardim.

Caminhões-pipa - Durante o período de manutenção, o abastecimento por meio de caminhões-pipa será destinado a estabelecimentos essenciais, como hospitais, postos de saúde e escolas. Enquanto o sistema estiver em recuperação, as demais solicitações serão atendidas conforme disponibilidade das equipes. Os pedidos poderão ser encaminhados às subprefeituras.

Operação Carbono Oculto vai para cima de executivo do Banco Genial

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de São Paulo, em parceria com a Receita Federal, deflagraram na manhã desta quinta-feira (24) a terceira fase da Operação Carbono Oculto. O GAECO aponta que o grupo investigado teria montado uma estrutura financeira e societária complexa para assumir o controle da distribuidora Terrana, e ocultar patrimônio por meio de fundos de investimento, empresas de fachada e operações financeiras consideradas atípicas pelo Ministério Público.

Entre os alvos das buscas estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, executivo do Banco Genial, seus irmãos, André e Bruno Tupinambá, além do empresário Antonio Carlos Freixo Junior, dono da Entre Investimentos. 

A investigação do GAECO sustenta que a aquisição da Terrana ocorreu por intermédio de fundos e empresas criados especificamente para a transação. 

Segundo o Ministério Público, mais de R$ 120 milhões teriam circulado por diferentes empresas.

CLIQUE AQUI para ler nota do Ministério Público de SP.

Comitê de Osmar Terra em Caxias do Sul é invadido e vandalizado

O comitê da campanha eleitoral do candidato a deputado federal Osmar Terra (PL-RS) em Caxias do Sul, foi alvo de invasão, furto e vandalismo , na madrugada desta quarta-feira, 23.

. Segundo relato da coordenadora, Andreia Garbin, dois indivíduos teriam acessado o local através do imóvel ao lado e entrado pelo único ponto de vidro que não possuía grade, conforme imagens apontadas em câmeras de segurança

O interior do comitê foi completamente revirado, documentos e materiais de campanha espalhados, alimentos destruídos. Os invasores também urinaram no lugar..

Foram levados dois notebooks, celular, cabos, mochilas, roupas de integrantes da equipe, banners e outros materiais utilizados na campanha. 

Segundo Garbin, o material de outros candidatos não foram alvo de ataques, simbolizando uma perseguição somente contra Terra.

O episódio ganha maior gravidade pois, conforme a coordenadora Garbin, esta foi a segunda ocorrência criminosa envolvendo o comitê. Um aditivo ao boletim de ocorrência na Polícia no Copom da Serra foi feito para registrar os novos fatos.

A coordenador lembra que materiais políticos já haviam sido vandalizados, incluindo um banner com imagens de Osmar Terra e Jair Bolsonaro que foi incendiado há menos de uma semana.

Diante da repetição dos episódios e dos danos direcionados a materiais eleitorais, integrantes da campanha levantam a suspeita de motivação política e ideológica. Essa circunstância, porém, ainda deverá ser esclarecida pela investigação.

Imagens de câmeras de segurança da região estão sendo analisadas e poderão auxiliar na identificação dos responsáveis e na apuração da motivação dos crimes.

A investigação deverá responder agora não apenas quem praticou os atos, mas também se houve planejamento, participação de outras pessoas e eventual motivação político-eleitoral.

Dia do editor - A minissérie "Nova Iorque contra a máfia", Netflix.


Dia do editor - A minissérie "Nova Iorque contra a máfia", Netflix.

CLIQUE AQUI para saber tudo sobre esta minissérie baseada em fatos reais. Este material é de O Globo.

Artigo, especial, Renato Sant'Ana - Sem querer dizer, dizendo

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.

E-mail: releituras21@gmail.com

 

"Quem vota em Lula tá votando em Alexandre de Moraes", disse o ministro Flávio Dino, um militante comunista que Lula escolheu para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal, STF. Ele o disse em tom de comício nas manifestações do Sete de Setembro de 2026.

O que é mesmo que o ministro está dizendo? Será que o brasileiro médio consegue decodificar o sentido de suas palavras?

Para começar, um magistrado, ainda mais um membro da corte maior, não pode manifestar-se tomando partido por um candidato político. E foi o que ele fez, notadamente em apoio à reeleição de Lula.

E as coisas não param por aí. Note-se a data: 07/09/2026. Mais de nove meses antes, em dezembro de 2025, a jornalista Malu Gaspar, de O Globo, publicou informações que, vivêssemos sob o império da lei, provocariam um terremoto: Gaspar revelou ligações de Moraes (inseparável de Lula, segundo Flávio Dino) com Daniel Vorcaro ou, se preferirem, com o "caso Master. (Vorcaro fora preso em 17/11/2025.) Desde então, Moraes não vai além de manifestações escapistas.

Os fatos, amplamente difundidos, são graves ao ponto de fazerem mudar a linha editorial dos jornalões e redes de TV, que passaram da conivência com o arbítrio, um padrão nos últimos sete anos, à cobrança de medidas saneadoras à luz da legislação do país.

A polícia federal (PF) investiga o caso. E com a apreensão e perícia do celular de Vorcaro, apontou indícios de crimes praticados por Alexandre de Moraes. O relatório da PF, vindo a público em 01/09/2026, não traz opiniões, mas conclusões objetivas de atos periciais. Conforme O Globo, 01/09/2026, dois dias antes de ser preso, Vorcaro escreveu a Moraes: "Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei?", referência que se presume seja ao procurador-geral (Paulo Gonet) e ao diretor-geral da PF (Andrei Rodrigues), "ambos convidados dele numa viagem a Londres em abril de 2024, coroada por degustação de uísque", diz o jornal. E mais: "Acha que segunda já tenho que estar fora?", perguntava, "insinuando estar preparado para deixar o país caso necessário" conforme O Globo.

O inquérito da PF aponta indícios de condutas do ministro Alexandre de Moraes que o Código Penal tipifica como "advocacia administrativa" (uso de cargo público em proveito privado), "corrupção passiva" e, pasmem, "obstrução da justiça": crimes.

A novela já tem muitos capítulos. Vamos a só mais um, que traduz muita coisa. O jornalista Lauro Jardim, cujos dentes já estiveram na mira dos capangas de Vorcaro, publicou, em 19/09/26, vídeo mostrando Alexandre de Moraes e esposa, Viviane Barci, saindo de um jatinho Legacy 650, prefixo PP-NLR, associado ao banqueiro Daniel Vorcaro. O registro é de 22/08/25 e foi extraído de uma transmissão ao vivo da "Aviation TV" da pista de pouso do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Ocorre que, havendo Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, apontado em março de 2026 oito voos de Moraes em aeronaves ligadas a Daniel Vorcaro, ele não fez mais do que dizer que "as ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas" e negou ter viajado em aviões de Vorcaro.

Pergunta: as imagens reveladas por Lauro Jardim serão suficientes para condenar Moraes? Num Estado de Direito Democrático (prefiro essa forma), em que a lei está acima da subjetividade do juiz, elas não bastam. Mas na lógica do próprio Moraes, que por muito menos já condenou e arruinou a vida doutras pessoas, talvez sim.

Ele poderia explicar as imagens do jatinho, assim como aquilo que a PF captou em celular de Vorcaro, o que, para ser desmentido, requereria uma perícia em seu celular, o que ele jamais admitiria. No entanto, ele não mostra o intuito de esclarecer nada, mas apenas ataca e acusa quem ouse evocar a lei e pedir investigação.

O mais grave está aqui: em 15/09/2026, o STF foi palco talvez do evento mais antirrepublicano de nossa história. O órgão magno do Judiciário, que tem a tarefa de zelar pelo respeito intransigente da Constituição, mostrou estar dividido, mas não por divergências doutrinárias nem por dissenso na interpretação da lei, senão por haver uma facção determinada a proteger Alexandre de Moraes, o que implica impedir que ele passe à condição de investigado e que sejam esclarecidos os fatos.

E assim chegamos ao real sentido das palavras de Flávio Dino. Conhecendo o que a PF apurou e a iniludível ligação de Lula com Moraes, ele afirma: "Quem vota em Lula tá votando em Alexandre de Moraes." Ele não queria destapar a verdade, mas foi o que fez: "quem vota em Lula está votando na impunidade." Votar em Lula é dar um aval à seletividade que trata com excesso de rigor a uns, enquanto a outros deixa impune.

 

Releia coluna anterior aqui:

https://blogdopolibiobraga.blogspot.com/2026/09/artigo-especial-renato-santana-escolha.html

 


 O atual Presidente do Brasil, o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, acaba de ser alvo de uma crítica devastadora no respeitado WALL STREET JOURNAL, um dos jornais mais influentes do mundo !

O artigo, assinado por uma integrante do Conselho Editorial do jornal, faz uma análise profunda e implacável da gestão petista, apontando para um cenário de desordem econômica, incompetência administrativa e autoritarismo disfarçado de democracia.

Enquanto Lula tenta vender ao mundo a narrativa de que seu governo é voltado para os pobres, os números não mentem: o Brasil está mergulhado em uma crise fiscal, inflação alta e fuga de investimentos, tudo consequência direta das políticas desastrosas do seu governo."

Título do  Editorial.

"LULA, UM DESASTRE ANUNCIADO"

A autora do artigo "não poupa palavras ao descrever Lula como um dos principais responsáveis pelo colapso das economias da América Latina. Sob sua liderança, o Brasil, que já foi visto como uma potência emergente, está hoje à beira do abismo econômico, com um governo que privilegia aliados ideológicos e ignora as demandas do mercado.

Para o Wall Street Journal, Lula não é apenas um problema para o Brasil, mas uma ameaça global, pois sua influência corrosiva se espalha como uma doença pela América Latina.

O artigo critica duramente a aproximação de Lula com regimes autoritários, afirmando que sua postura mina os valores democráticos e envia um péssimo recado ao mundo: o Brasil sob o PT não é confiável.

O preço das políticas populistas...

As promessas populistas de Lula têm um custo alto – e quem paga a conta é o povo brasileiro. O artigo "destaca como as políticas econômicas do governo petista estão levando o Brasil para um cenário de desindustrialização, aumento da pobreza e estagnação econômica."

Enquanto isso, o presidente continua distribuindo benesses para aliados políticos, ampliando privilégios para sindicatos e expandindo um estado inchado e ineficiente.

A crítica também recai sobre o tratamento dado aos empresários e investidores, tratados como inimigos pelo governo petista. “Lula está construindo um ambiente hostil para negócios, desestimulando o empreendedorismo e espantando capitais estrangeiros”, afirma o artigo.

Resultado:

O Brasil, "que deveria estar crescendo e se consolidando como uma potência global, caminha a passos largos rumo ao declínio."


Declínio moral e democrático !

A perseguição a opositores, o controle sobre a mídia e a tentativa de enfraquecer instituições democráticas são apontados como práticas comuns do petismo.

O jornal menciona "que Lula está mais interessado em consolidar seu poder e garantir a perpetuação de seu projeto de poder do que em resolver os problemas reais da população."

Os ataques à liberdade de expressão, como as tentativas de censura nas redes sociais, são apresentados como evidências de que o governo atual não tolera críticas e busca transformar o Brasil em um estado controlado pelo PT.

É um retrato sombrio de um país que já foi sinônimo de democracia vibrante e que hoje está refém de um partido obcecado pelo controle absoluto.

*Um alerta ao mundo

O artigo conclui que, "enquanto Lula continuar no poder, o Brasil estará destinado ao fracasso, e a região, ao retrocesso."

Enquanto isso, o povo brasileiro enfrenta as consequências desse governo desastroso: inflação, desemprego, aumento da criminalidade e a perda de confiança nas instituições. Lula, que se apresenta como “o pai dos pobres”, é, na verdade, o pai do caos – e o WALL STREET JOURNAL deixou isso muito claro.

A crítica contundente do jornal norte-americano não é apenas um golpe na imagem internacional de Lula, mas um reflexo do que todos já sabemos: sua gestão é uma tragédia anunciada. O Brasil merece mais. O Brasil merece líderes que coloquem o país no caminho do progresso, e não no fundo do poço tem que haver uma varredura nas atuais máquinas de votação, elas foram adulteradas..