Marcus Vinicius Gravina
OAB/RS 4.949
“Se eu cair, não caio sozinho”. Esta foi a interpretação dada a uma fala do ministro Alexandre de Moraes. Há quem diga que não foi bem assim. Mas teria chegado a está conclusão porque o ministro estaria indicando que se sofresse qualquer tipo de sanção ou impeachment mais gente do STF teria o mesmo destino.
No entanto com o enquadramento do ministro André Mendonça, sob graves denúncias, no Inquérito do Fim do Mundo conclui-se, que o seu desafeto vem espionando os colegas com a participação da sua Policia Federal e montando um dossiê para usar como arma quando estiver emparedado pela maioria dos ministros.
Pois chegou o momento deles cobrar apoio dos colegas a quem irá intimidar se o embate entre ele e o ministro André Mendonça for ao plenário, como tudo indica.
Ele foi o autor do primeiro golpe que desestabilizou as relações entre os poderes da República. Aconteceu quando ministro do STF, oriundo do Ministério Público, acostumado em investigar e na persecução, adotou a mesma postura em um Tribunal julgador. Não teve escrúpulos ao avocar a nomeação do Diretor da Polícia Federal. Está aí um mal a ser corrigido.
O golpe aconteceu quando o tal ministro impôs o poder, que não tinha, para nomear a direção da Polícia Federal e assim formar o seu esquadrão da SS (Schutzstaffel) e o comandou sem piedade dos seus concidadãos.
O presidente Jair Bolsonaro capitulou neste episódio que ficará para a história, talvez porque nunca teve o Senado ao seu lado.
A razão da covardia do Senado é conhecida. Alguns senadores figurões têm o rabo preso nos gabinetes de ministros. Se forem a favor de impeachment os seus processos irão a julgamento, rompendo o trato de deixá-los prescreverem.
O Senado é o grande culpado da crise institucional que está enterrando o Brasil. O seu presidente é o vilão da República. Está prevaricando. Não cumpre a sua obrigação de pautar os pedidos de impeachment.
Caso aconteça algo mais sério, como uma desobediência civil, terá culpa.
O Estado de Direito Democrático teve o ministro A. Moraes como seu coveiro.
O Inquérito do Fim do Mundo, do qual é o relator, é filho de um estupro do Devido Processo Legal. Passou a ser um instrumento de “vendetta”.
A cadeira de ministro do STF deveria ser destinada, exclusivamente, a magistrados vocacionados, para não se correr o risco de termos advogados reprovados em concurso para juiz ou Secretários estaduais, com suspeita de ligação com o crime organizado, no STF.
Todo o apoio ao ministro André Mendonça.
Anistia aos presos do 8 de janeiro de 2023. Lei da Dosimetria, já.
Caxias do Sul, 5.09.2026
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