O que realmente existe por trás do "Fora Temer"

Leia os fatos abaixo, e vai entender tudo:
1) Segundo o Ministro Elizeu Padilha, somente em Brasília, há 45 mil "pescadores" que estão recebendo o "auxílio-defeso" (pago durante a Piracema), instituído pelos petistas. Cerca de 500 mil, no Brasil todo. 
2) O MST (que não tem nem CNPJ) recebeu, nos últimos seis anos, cerca de 268 milhões de reais, dos cofres públicos.
3) A não menos famosa UNE, só em 2011 e 2012, recebeu 44 milhões de reais, a título de "compensação pelas perseguições sofridas, durante a ditadura".
4) A CUT  recebeu, de 2008 a 2015, cerca de 345 milhões de reais.
5) O Bolsa-Família contabilizou FRAUDES, somente no período 2013-2014, no valor aproximado de 2,5 BILHÕES de reais. Havia cerca de 584 mil FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS inscritos no Programa. Recebendo...
6) Em julho, foram demitidos, pelo governo Temer, 2010 servidores comissionados pelo Governo Dilma, todos petistas e ocupando "cargos de confiança". Os salários desses CCs variavam entre R$ 8.554,00 e R$ 24.535,00. Nenhum era concursado.


O impeachment da presidente Dilma Rousseff será visto como o ponto final de um período iniciado com a chegada ao poder de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, em que a consciência crítica da Nação ficou anestesiada. A partir de agora, será preciso entender como foi possível que tantos tenham se deixado enganar por um político que jamais se preocupou senão consigo mesmo, com sua imagem e com seu projeto de poder; por um demagogo que explorou de forma inescrupulosa a imensa pobreza nacional para se colocar moralmente acima das instituições republicanas; por um líder cuja aversão à democracia implodiu seu próprio partido, transformando-o em sinônimo de corrupção e de inépcia. De alguém, enfim, cuja arrogância chegou a ponto de humilhar os brasileiros honestos, elegendo o que ele mesmo chamava de “postes” – nulidades políticas e administrativas que ele alçava aos mais altos cargos eletivos apenas para demonstrar o tamanho, e a estupidez, de seu carisma.
Muito antes de Dilma ser apeada da Presidência já estava claro o mal que o lulopetismo causou ao País. Com exceção dos que ou perderam a capacidade de pensar ou tinham alguma boquinha estatal, os cidadãos reservaram ao PT e a Lula o mais profundo desprezo e indignação. Mas o fato é que a maioria dos brasileiros passou uma década a acreditar nas lorotas que o ex-metalúrgico contou para os eleitores daqui. Fomos acompanhados por incautos no exterior.
Raros foram os que se deram conta de seus planos para sequestrar a democracia e desmoralizar o debate político, bem ao estilo do gangsterismo sindical que ele tão bem representa. Lula construiu meticulosamente a fraude segundo a qual seu partido tinha vindo à luz para moralizar os costumes políticos e liderar uma revolução social contra a miséria no País.
Quando o ex-retirante nordestino chegou ao poder, criou-se uma atmosfera de otimismo no País. Lá estava um autêntico representante da classe trabalhadora, um político capaz de falar e entender a linguagem popular e, portanto, de interpretar as verdadeiras aspirações da gente simples. Lula alimentava a fábula de que era a encarnação do próprio povo, e sua vontade seria a vontade das massas.
O mundo estendeu um tapete vermelho para Lula. Era o homem que garantia ter encontrado a fórmula mágica para acabar com a fome no Brasil e, por que não?, no mundo: bastava, como ele mesmo dizia, ter “vontade política”. Simples assim. Nem o fracasso de seu programa Fome Zero nem as óbvias limitações do Bolsa Família arranharam o mito. Em cada viagem ao exterior, o chefão petista foi recebido como grande líder do mundo emergente, mesmo que seus grandiosos projetos fossem apenas expressão de megalomania, mesmo que os sintomas da corrupção endêmica de seu governo já estivessem suficientemente claros, mesmo diante da retórica debochada que menosprezava qualquer manifestação de oposição. Embalados pela onda de simpatia internacional, seus acólitos chegaram a lançar seu nome para o Nobel da Paz e para a Secretaria-Geral da ONU.
Nunca antes na história deste país um charlatão foi tão longe. Quando tinha influência real e podia liderar a tão desejada mudança de paradigma na política e na administração pública, preferiu os truques populistas. Enquanto isso, seus comparsas tentavam reduzir o Congresso a um mero puxadinho do gabinete presidencial, por meio da cooptação de parlamentares, convidados a participar do assalto aos cofres de estatais. A intenção era óbvia: deixar o caminho livre para a perpetuação do PT no poder.
O processo de destruição da democracia foi interrompido por um erro de Lula: julgando-se um kingmaker, escolheu a desconhecida Dilma Rousseff para suceder-lhe na Presidência e esquentar o lugar para sua volta triunfal quatro anos depois. Pois Dilma não apenas contrariou seu criador, ao insistir em concorrer à reeleição, como o enterrou de vez, ao provar-se a maior incompetente que já passou pelo Palácio do Planalto.

Assim, embora a história já tenha reservado a Dilma um lugar de destaque por ser a responsável pela mais profunda crise econômica que este país já enfrentou, será justo lembrar dela no futuro porque, com seu fracasso retumbante, ajudou a desmascarar Lula e o PT. Eis seu grande legado, pelo qual todo brasileiro de bem será eternamente grato.

Artigo, Astor Wartchow - Alegria e tristeza

      Artigo, Astor Wartchow - Alegria e tristeza

     Retorno de Rondônia, mais precisamente da acolhedora e planejada cidade de Rolim de Moura, de pujante comércio apesar de seus apenas 55 mil habitantes. 
      Rondônia é um estado de grandes áreas de mata e campo, com intensa produção de gado de corte e leiteiro. Também cresce na região a produção intensiva de peixes em açudes. 
      Conhecer e conviver no nordeste e norte brasileiro é sempre uma experiência gratificante, educadora e elucidadora. Mesclam-se de forma comovente a simplicidade, generosidade e alegria de nosso povo, especialista em bem receber conterrâneos e estrangeiros.
      Tanto no norte quanto no nordeste fica muito evidente a dependência social dos recursos estatais federais e estaduais. A pobreza é majoritária.
      Ainda que respeitadas e qualificadas opiniões defendam o centralismo político-tributário brasileiro, não conseguem me convencer sobre o quanto é pernicioso o atual modelo. E por quê?
      Porque gera dependência política, social, econômica e financeira. Mas, pior, muito pior, é a reprodução de um ambiente de “coitadismo e vitimismo”, que aniquila a autoestima popular eis que submetido o povo a mendicância dos respectivos recursos.
      De modo que demagogos, populistas e messiânicos mantêm e reproduzem o clássico coronelismo, porém travestido sob variada retórica. Fraudulenta, obviamente. Meus sentimentos de indignação e frustração transbordam a cada passo e paisagem.
        Diante de tanta área geográfica, tanta terra virgem, como explicar a manutenção de alguns movimentos reivindicatórios, senão por mero aparelhamento político-ideológico.
      Vales e bolsas “disso e daquilo” mantém o povo “anestesiado e amansado”, sem ânimo reivindicatório, independente e libertador.
      O centro-oeste e o norte brasileiro, especialmente, têm um potencial extraordinário de ocupação físico-geográfica e exploração econômica, capaz de “libertar” o povo local, e por extensão beneficiar a todos nós brasileiros.
      Meses antes eu estive em Manaus. Tanto naquela quanto nesta viagem, voltei com o sentimento de alegria e tristeza. Alegria pelo nosso povo e território e suas potencialidades, e tristeza por nossa evidente irresponsabilidade e incompetência na transformação definitiva da nação. 
          



Artigo, Carlos Brickmann - Manda quem pode, mas tem de querer

O Governo de Michel Temer obteve sua primeira grande vitória: os 366 votos a 111 que aprovaram a emenda constitucional 241, limitando o aumento dos gastos oficiais nos próximos 20 anos, foram um 7x1 na oposição. Temer se jogou abertamente na batalha, de tal modo que, se perdesse, teria de repensar todo o seu Governo. Ganhou - e mostrou para o mercado, para os investidores, para os bancos estrangeiros, que tem cacife para reformar a economia e enfrentar vitoriosamente os grupos de pressão.

É ótimo que os estrangeiros voltem a acreditar no Brasil como polo de investimento. E, para isso, uma emenda constitucional aprovada por imensa maioria do Congresso é essencial, mostra que o clima econômico mudou, melhorou, e que daqui pra frente tudo vai ser diferente.

Mas nós somos brasileiros, e sabemos que leis elaboradas para disciplinar despesas públicas nem sempre são executadas em nosso país. Se fossem, esta reforma da Constituição nem seria necessária. Cortar despesas oficiais de maneira a que possam ser suportadas pelo país exige disposição e convicção do governante; exige exemplo. Tudo bem, era o grande lance da conquista da maioria, o lance definitivo, mas banquete para mais de 400 pessoas talvez seja meio muito para pedir corte de despesas.


O presidente Michel Temer tem o controle do Congresso e, portanto, do país. Mas precisa mostrar o caminho para que o país continue a segui-lo.

Artigo, Cesar Maia - Como prever vitórias no segundo turno

No seu blog diário, o ex-prefeito do Rio, ex-deputado e atual vereador do Rio, Cesar Maia, fez uma consistente avaliação sobre uma pesquisa do GPP,  relativa a preditores de votos neste momento. A análise se faz através dos cruzamentos de várias perguntas, encabeçada pela intenção de voto.

Leia o que ele escreveu hoje (Cesar Maia é economista e foi quem desbaratou a conspirata da Globo para fraudar a eleição de Brizola no Rio): 

Quase sempre os candidatos priorizam a sua comunicaçāo em base as respostas sobre os principais problemas da cidade/estado/país. Nas eleicões municipais deste ano -e por todo o país- o principal problema destacado é a Saúde, seguido da Segurança e da Educaçāo.

No Rio o candidato Pedro Paulo martelou dia a dia Saúde (clínicas da família), e Educação (escolas do amanhã). Da mesma forma fizeram os demais candidatos, mesmo que em proporção menor.

No primeiro debate do segundo turno na Tv Band, Crivella e Freixo se revezaram ao tratar desses problemas destacados nas pesquisas. O erro não é tratar desses temas, mas como tratar. Um problema pode ser o mais importante mas pode não ser um preditor de votos em si.

Aquela pesquisa citada acima do GPP,deixou muito claro que o principal preditor de votos, destacadamente é a capacidade administrativa , a capacitance de gestão, do candidato. Qualquer exercício de reflexão sobre a atual conjuntura, nos conduziria a essa conclusão.

O que só eleitores sentem e veem sāo os desastres administrativos do governo federal e do governo do estado do Rio. Nesse sentido, a abordagem daqueles temas deveria vir precedida da capacidade administrativa, da capacidade de gestão dos candidatos.

Sāo essas condições que dão confiança que as propostas para Saúde, Segurança e Educação serão efetivamente realizadas. Vários nomes de futuros auxiliares ou inspiradores foram citados no debate da TV Band. Nem um só deles com referência mesmo indireta às áreas de finanças e administração.

Descolados do principal preditor de votos, as propostas exaltadas se transformam em promessas vazias. Nesta segunda-feira começaram os programas eleitorais e mais na frente outros debates na TV.

Aguarda-se com ansiedade a comunicaçāo de ambos candidatos e o eixo condutor de suas propostas e promessas, para se avaliar sve são promessas vãs, ou se levam em si como preliminar a capacidade de gestão para virem carregadas de confiança e credibilidade.  








Artigo, Tito Guarniere - De pescadores e de pesca

O Brasil, apesar de um litoral de mais de 08 mil quilômetros, das extensas lagoas e grandes rios, apresenta um desempenho pífio na produção de pescado. Na América Latina, ficamos muito atrás da produção pesqueira de países bem menores, como o Chile e o Peru. Devemos estar na 20ª. ou 22ª. posição na lista dos produtores mundiais. Não dá para indicar a posição exata, porque as estatísticas do setor são velhas e precárias. A Secretaria de Pesca e Aquicultura (ex-Ministério) vem se ocupando do assunto há anos, mas também não sabe informar, alegando que o cálculo da produção brasileira ainda está em fase de “estruturação”.

Há indicações de um crescimento razoável ao longo da última década. Porém, nada autoriza prever para breve uma produção compatível com os nossos vastos recursos na costa marítima, nos rios, lagos e açudes. Os governantes instalados na Secretaria da Pesca, entretanto, prometem uma mudança no quadro medíocre, em lugar incerto do futuro.

Enquanto o futuro não chega, os governos depois de 2003, se não conseguiram fazer incrementar a produção pesqueira em quantidade da qual houvesse ao menos um registro confiável, podem se gabar da façanha de ter aumentado de forma exponencial a quantidade de pescadores artesanais no Brasil. Sobre isto, as estatísticas não mentem.

Quando terminou o governo FHC, existiam no Brasil 92 mil pescadores artesanais, uma conta fácil de fazer, pois este era o número de beneficiários do seguro-defeso. Como sabe o leitor, o seguro-defeso é um benefício de um salário mínimo, pago pelo governo federal aos pescadores artesanais durante o defeso, um intervalo (em geral de quatro meses no ano) em que a pesca é interditada para assegurar a preservação das espécies.

Pois os 92 mil pescadores artesanais de 2002, hoje em dia são mais de um milhão, possivelmente um milhão e cem mil: uma proeza pouco lembrada dos governos de Lula e Dilma, multiplicando em mais de 11 vezes o número dos profissionais do setor – se é que se pode chamar assim.

E como se deu a façanha? No governo FHC o pescador artesanal precisava de um atestado da Colônia de Pescadores, de que ele vivia só da pesca. Nos governos de Lula e Dilma, passou a valer a regra da simples declaração pessoal do interessado.

Com tal facilidade, até um aluno do nosso sofrível ensino médio seria capaz de prever que o número de pescadores artesanais iria se expandir de forma incontrolável. Além disso, passaram a ter direito ao seguro-defeso os “pescadores de terra firme”, isto é, as pessoas que manipulavam, limpavam e processavam o pescado.

Se o aumento espetacular do número de pescadores recebendo o seguro-defeso resultou em maior produção de pescado, ninguém sabe. Mas uma coisa é certa: abriu um buraco nas finanças públicas, na ordem dos R$ 2 a 3 bilhões de reais por ano.

Mesmo em Brasília, onde só existe o lago Paranoá, o jornalista Ricardo Noblat noticiou em O Globo a existência de sete mil pescadores artesanais. O ministro Eliseu Padilha foi mais longe: disse que eram 45 mil. Acho que o ministro está equivocado, a não ser que tenha computado também os pescadores de águas turvas, que existem às pencas em Brasília.

titoguarniere@terra.com.br



Artigo, José Roberto de Toledo, Estadão - A anticampanha eleitoral

Como será, então, a campanha eleitoral de prefeitos e vereadores? Dissimulada, negativa e móvel. 

Pesquisa inédita do Ibope revela que, pela primeira vez, a maioria absoluta dos eleitores brasileiros (51%) recebeu informações sobre política pelo Facebook, Twitter ou pelo WhatsApp. O recorde foi batido nos últimos 12 meses. 
Mais jovem e escolarizado o eleitor, maior a probabilidade de ele ter recebido mensagens políticas pelas redes sociais nesse período: 184% mais chance de ter lido do que de não ter entre eleitores até 24 anos, e 258% mais chance entre quem cursou faculdade. A tendência também é mais forte entre os mais ricos, nos moradores do Sudeste e entre quem mora em capitais.
Para confirmar a tendência de que as redes terão papel decisivo na eleição, em apenas um ano triplicou a proporção daqueles que pretendem usar mensagens de redes sociais para decidir seu voto - mostra o Ibope.
Isso significa que os candidatos a prefeito mais atentos deverão dedicar um esforço inédito para a campanha via telefone celular. É na tela desses aparelhos que o eleitorado mais conectado se informa via Facebook e Twitter, além, obviamente, do WhatsApp. Na disputa pelo tempo do público, os iPhone e Galaxy da vida são a única tecnologia que absorve uma fatia crescente da atenção das pessoas. É natural que os candidatos se aproveitem disso.
Se não bastasse, eles têm outro motivo para investir em uma plataforma de campanha móvel: é muito mais difícil de monitorar. Ao contrário do horário eleitoral na TV, as mensagens via redes sociais são individuais e customizadas, muito mais frequentes do que os spots televisivos e tendem a se misturar ao ruído da comunicação digital. O que os olhos não veem a Justiça Eleitoral não fiscaliza. Os candidatos podem gastar fortunas nesse tipo de comunicação com muito menos risco de exagerar na ostentação.
Por que eles teriam tal preocupação? Com a proibição das doações empresariais, a arrecadação oficial deverá ser bem menor do que no passado. Sem dinheiro no caixa 1, os candidatos não poderão justificar despesas ostensivas com propaganda. Daí o estímulo à propaganda disfarçada na forma e com sujeito oculto.
Isso nos leva ao segundo motivo para os partidos camuflarem suas campanhas no Facebook, no Twitter e no WhatsApp. O tipo de propaganda que funciona nessas redes é a negativa: contra alguém ou contra uma ideia, muito mais do que a favor de um candidato. 
Na campanha ao governo de Minas Gerais em 2014, mensagens anônimas via WhatsApp colaram no candidato do PSDB o apelido “Turista da Veiga”, reforçando o fato de Pimenta morar em outro Estado. Esse tipo de guerrilha virtual ajudou a derrotá-lo.
A pesquisa Ibope confirma o que a experiência dos marqueteiros lhes ensinara. Ao longo dos últimos 12 meses, apenas 27% do eleitorado diz ter mudado para melhor a imagem que tinha de um político ou partido graças a mensagens que recebeu via redes sociais. Ao mesmo tempo, o dobro de pessoas - 56% dos eleitores - afirma que mudou para pior a imagem que faz de políticos e partidos por causa do que leu no Facebook, Twitter e WhatsApp.
Isso mesmo: mais da metade dos brasileiros tem hoje uma opinião mais negativa do que tinha um ano atrás dos atores da política por causa do que leu sobre eles nas redes sociais. É demolidor.
Esse poder destrutivo provoca oscilações cada vez mais abruptas das intenções de voto, retardando para a última hora a definição das eleições. Mas não só. O efeito acumulado dessa propaganda negativa é uma ressaca e uma desilusão com a política que ainda vai dar muita dor de cabeça, e não só para os políticos.


Produção industrial deve ter avançado em setembro, impulsionada pelo segmento automotivo, apesar dos resultados negativos de outros setores

Os indicadores coincidentes da indústria, divulgados até agora, têm apontado direções opostas para o resultado da produção industrial de setembro. As vendas de papelão ondulado somaram 275.543 toneladas no mês passado, de acordo com os dados divulgados pela Associação Brasileira de Papelão Ondulado (ABPO), o que representa uma queda de 2,2% na margem, já descontados os efeitos sazonais, marcando o segundo recuo consecutivo. Na comparação interanual, a retração chegou a 3,0%. Na mesma direção, o fluxo total de veículos em estradas pedagiadas caiu 0,2% na passagem de agosto para setembro, segundo os dados dessazonalizados e divulgados pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). Essa queda foi decorrente tanto da movimentação de veículos leves quanto de veículos pesados, com retrações de 0,1% e 0,2%, respectivamente. Na comparação interanual, o fluxo total de veículos recuou 5,6%, refletindo os declínios de 5,1% e 7,1% de veículos leves e pesados, respectivamente. Em sentido contrário, o despacho de cimento atingiu 4,8 milhões de toneladas em setembro, conforme reportado ontem pelo Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC), avançando 0,9% na margem. Vale lembrar que em agosto as vendas de cimento tinham recuado 10,6% ante julho. Na comparação interanual, a queda chegou a 12,7%. Assim, considerando esses resultados conhecidos ontem e a elevação da produção de veículos, divulgada anteriormente, esperamos expansão da produção industrial em setembro, revertendo parte da forte retração registrada em agosto.