O editor realmente não esperava que o ministro André Mendonça tivesse disposição e coragem para expor seus colegas Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no caso do inquérito do Banco Master, mas fez isto, ontem.
E começou com Moraes.
André Mendonça "ganhou" a relatoria de dois inquéritos cabulosos, no caso os do Master e do INSS, bem no momento em que praticamente todos os ministros estavam fragilizados pelas revelações de malfeitos das famílias de Moraes e Toffoli e ele era o único com ficha limpa, capaz de livrar a cara do próprio STF.
São casos que passaram a expor publicamente uma disputa pelo comando e pela nova dinâmica de poder dentro da Corte, com acusações mútuas de interferência e desconfiança — e reflexos também sobre a eleição de 2026.
Eis como o G1 define os dois lados.
De um lado, no entorno de Mendonça, a avaliação é de que houve movimentos para limitar o alcance das investigações e impedir que a apuração avance sobre as relações de Daniel Vorcaro com políticos e integrantes do próprio Judiciário. Do outro, no grupo ligado a Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, cresce a reação à atuação do relator.
Nenhum comentário:
Postar um comentário