Com cinco década de história, a Churrascaria Barranco é um dos mais tradicionais restaurantes da capital gaúcha. O estabelecimento vive agora o desafio da reabertura gradual de seus espaços após a paralisação ocasionada pelo coronavírus. Para isso, foram estabelecidas rigorosamente todas as medidas e protocolos previstos pela legislação municipal.
Segundo os sócios Elson Furini e Chico Tasca, a lotação foi reduzida para menos de 40% da capacidade do estabelecimento – passando de 750 para 280 lugares. Todas as mesas foram afastadas para obedecer o distanciamento mínimo previsto. Em relação ao número de lugares permitidos por mesa, ponto em que não há clareza no decreto municipal, o restaurante adotou como regra, a partir desta sexta-feira, até quatro pessoas por mesa. “Estamos fazendo todo o possível para garantir a segurança dos clientes e colaboradores”, destaca Furini.
Com ambientes arejados, os espaços estão sendo constantemente higienizados, em linha com os protocolos de saúde: maçanetas, corrimãos e áreas comuns são limpos de meia em meia hora. Os colaboradores também seguem orientações rígidas. “Monitoramos a temperatura corporal e a saúde dos funcionários constantemente, e exigimos deles a utilização de equipamentos de proteção individual”, conta Tasca.
Além da proteção de acrílico, a partir desta sexta-feira os colaboradores passaram a adicionalmente usar a máscara de tecido. Aos clientes, é orientado o uso de máscaras – sendo exigência para entrar no estabelecimento. O restaurante ainda disponibiliza álcool em gel 70%.
Trabalho sério e cuidadoso
Uma fotografia que circula nas redes sociais e na imprensa, tirada em um ângulo desfavorável, omite muitas das ações de precaução adotadas pelo restaurante. Segundo os sócios, a imagem não condiz com a realidade do estabelecimento. “Fazemos um trabalho sério e cuidadoso, reconhecido no Brasil inteiro. Jamais colocaríamos nossos clientes em risco. Sempre prezamos pela qualidade dos alimentos e do atendimento, e agora esse compromisso está reforçado”, aponta Furini.
Antes da pandemia, o Barranco chegava a uma média de 25 mil pessoas atendidas todos os meses – com picos de 3 mil a 4 mil por dia nos fins de semana. Os empreendedores orgulham-se de, mesmo com a casa cheia, nenhum cliente ter sido levado ao hospital. “Com todas as medidas que estamos tomando, não será agora que isso vai acontecer”, diz o sócio.
Retorno seguro
Após dois meses sem atendimento presencial, o restaurante se preparou para a volta dos clientes. Com cerca de 100 funcionários, a alternativa do delivery não chegava a 10% do faturamento usual da casa – realidade compartilhada por diversas empresas do setor. As dificuldades acabam se refletindo na redução de postos de trabalho: segundo pesquisa da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), cerca de um milhão de pessoas já perderam o emprego desde o início da crise. O mesmo estudo identificou que três em cada quatro estabelecimentos demitiram parte de seus funcionários.
Os sócios do Barranco esperam que a interpretação equivocada de uma fotografia não coloque em risco a confiança dos clientes sobre o estabelecimento. “De forma séria e responsável, vamos continuar nosso trabalho, firmado no compromisso com a segurança e a saúde de todas as pessoas”, conclui Tasca.
Capital de giro é a principal necessidade dos pequenos negócios, diz pesquisa do Sebrae do RS
A pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios na Crise realizada semanalmente pelo Sebrae RS aponta que o capital de giro não apenas continua liderando entre as principais necessidades, como a sua carência é crescente. No sexto período do levantamento, realizado entre os dias 10 e 19 de maio, este item teve um aumento de três pontos percentuais e chegou a 64%. A isenção de impostos e taxas aparece como segunda necessidade (37%), seguida por alternativas para diversificar produtos/serviços (29%), carência para pagamento de impostos e taxas (25%) e consultoria para readequação do negócio (22%).
Obter capital de giro é fundamental para a empresa operar regularmente, pois permite alocar os recursos na sua administração e operação, garantindo a sua sobrevivência no longo prazo. “Tendo em vista os reflexos da crise provocada pelo novo coronavírus, para além da operação do seu negócio, os empreendedores se viram obrigados a buscar outras formas de obtenção de capital de giro como, por exemplo, as linhas de financiamento com instituições financeiras privadas e oficiais, e isso não tem sido tarefa fácil”, diz o diretor-superintendente do Sebrae RS, André Vanoni de Godoy. Desde o início da crise do coronavírus, o governo já anunciou diversas modalidades de apoio financeiro a pequenos negócios, mas apenas 4% chegaram aos empreendedores, segundo pesquisa do Sebrae Nacional e da Fundação Getúlio Vargas.
O monitoramento realizado Sebrae RS aponta que 34% dos empreendedores entrevistados buscaram empréstimo para manter o seu negócio após o início da crise. Porém, entre estes, apenas 37% conseguiram efetivar a operação, 40% não conseguiram e 23% estão com o pedido em análise pela instituição. Esta semana o Governo Federal sancionou lei que cria nova linha de crédito para os pequenos negócios atingidos pela crise. Para Godoy, a boa notícia é que o Pronampe permite que Fintechs e Cooperativas de Crédito também operem essa linha de crédito. “Acredito que essa pode ser uma solução facilitadora da chegada desses recursos ao empreendedor, tendo em vista que, majoritariamente, essas organizações têm na pequena empresa o seu público alvo, e portanto, entendem suas dores e necessidades, aumentando as chances de concessão de financiamentos”, afirma o dirigente.
Realidade nacional
O problema de falta de capital aflige empreendedores em todo o País. De acordo com pesquisa nacional realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas e divulgada esta semana, cresceu em oito pontos percentuais a proporção de empresários que buscou crédito entre 7 de abril e 5 de maio. Entretanto, 86% destes empreendedores tiveram o empréstimo negado ou ainda estão com seus pedidos em análise.
Desde o início das medidas de isolamento no Brasil, apenas 14% daqueles que solicitaram crédito tiveram sucesso. A procura de crédito foi direcionada aos bancos públicos (63%), bancos privados (57%) e cooperativas de crédito (10%). Entretanto, avaliando a taxa de sucesso desses pedidos, o estudo do Sebrae Nacional mostrou que as cooperativas de crédito lideram na concessão de empréstimos (31%) e, na sequência, aparecem os bancos privados (12%) e os bancos públicos (9%).
Fampe
Para apoiar o empreendedor neste momento mais delicado economicamente, o Sebrae está trabalhando para ampliar o volume de instituições parceiras para a operação do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que já conta com 12 organizações, entre bancos públicos e privados, cooperativas de crédito e agências de fomento. Em pouco mais de 10 dias de operação do convênio firmado com a Caixa Econômica Federal para a concessão de crédito assistido com recursos do Fampe, foram realizadas 5.074 operações e concedidos R$ 432,5 milhões em crédito para pequenos negócios (até 19/5), com um ticket médio de R$ 85,2 mil por operação. "São essas iniciativas que podem dar fôlego aos empreendedores, irrigando o fluxo de caixa e ajudando-os a superar progressivamente essa crise econômica", destaca Godoy.
Confira os dados da pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios:
Impacto nos pequenos negócios
Negócios afetados negativamente
• 75% (primeira semana)
• 71% (segunda semana)
• 77% (terceira semana)
• 70% (quarta semana)
• 73% (quinta semana)
• 70% (sexta semana)
Negócios afetados positivamente
• 16% (primeira semana)
• 20% (segunda semana)
• 16% (terceira semana)
• 24% (quarta semana)
• 19% (quinta semana)
• 20% (sexta semana)
Faturamento: redução
• 90% (primeira semana)
• 86% (segunda semana)
• 89% (terceira semana)
• 91% (quarta semana)
• 80% (quinta semana)
• 78% (sexta semana)
Faturamento: alta
• 3% (primeira semana)
• 3% (segunda semana)
• 1% (terceira semana)
• 3% (quarta semana)
• 5% (quinta semana)
• 9% (sexta semana)
Perda no faturamento
• 53% maior do que 50%
• 18% de 41 a 50%
• 15% de 31 a 40%
• 6% de 21 a 30%
• 3% de 11 a 20%
• 1% de 6 a 10%
• 2% até 5%
Expectativa dos negócios nos próximos 30 dias
• 49% pretende manter
• 24% pretende reposicionar
• 11% pretende expandir
• 10% reduzir
• 6% pretende encerrar
Necessidades
• 64% capital de giro
• 37% isenção de Impostos e taxas
Financiamento
• 34% buscaram empréstimo
• 66% não buscaram empréstimo
Dos que buscaram empréstimo
• 37% conseguiu
• 23% está em análise
• 40% não conseguiu
Motivos por não conseguir empréstimo
• 32% taxas de juros alta
• 21% falta de garantias ou avalistas
• 16% empresa não possui capacidade de pagamento suficiente
• 11% empresa ou sócio com restrições cadastrais
• 11% empresa possui alto endividamento
• 11% não sabe
Obter capital de giro é fundamental para a empresa operar regularmente, pois permite alocar os recursos na sua administração e operação, garantindo a sua sobrevivência no longo prazo. “Tendo em vista os reflexos da crise provocada pelo novo coronavírus, para além da operação do seu negócio, os empreendedores se viram obrigados a buscar outras formas de obtenção de capital de giro como, por exemplo, as linhas de financiamento com instituições financeiras privadas e oficiais, e isso não tem sido tarefa fácil”, diz o diretor-superintendente do Sebrae RS, André Vanoni de Godoy. Desde o início da crise do coronavírus, o governo já anunciou diversas modalidades de apoio financeiro a pequenos negócios, mas apenas 4% chegaram aos empreendedores, segundo pesquisa do Sebrae Nacional e da Fundação Getúlio Vargas.
O monitoramento realizado Sebrae RS aponta que 34% dos empreendedores entrevistados buscaram empréstimo para manter o seu negócio após o início da crise. Porém, entre estes, apenas 37% conseguiram efetivar a operação, 40% não conseguiram e 23% estão com o pedido em análise pela instituição. Esta semana o Governo Federal sancionou lei que cria nova linha de crédito para os pequenos negócios atingidos pela crise. Para Godoy, a boa notícia é que o Pronampe permite que Fintechs e Cooperativas de Crédito também operem essa linha de crédito. “Acredito que essa pode ser uma solução facilitadora da chegada desses recursos ao empreendedor, tendo em vista que, majoritariamente, essas organizações têm na pequena empresa o seu público alvo, e portanto, entendem suas dores e necessidades, aumentando as chances de concessão de financiamentos”, afirma o dirigente.
Realidade nacional
O problema de falta de capital aflige empreendedores em todo o País. De acordo com pesquisa nacional realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas e divulgada esta semana, cresceu em oito pontos percentuais a proporção de empresários que buscou crédito entre 7 de abril e 5 de maio. Entretanto, 86% destes empreendedores tiveram o empréstimo negado ou ainda estão com seus pedidos em análise.
Desde o início das medidas de isolamento no Brasil, apenas 14% daqueles que solicitaram crédito tiveram sucesso. A procura de crédito foi direcionada aos bancos públicos (63%), bancos privados (57%) e cooperativas de crédito (10%). Entretanto, avaliando a taxa de sucesso desses pedidos, o estudo do Sebrae Nacional mostrou que as cooperativas de crédito lideram na concessão de empréstimos (31%) e, na sequência, aparecem os bancos privados (12%) e os bancos públicos (9%).
Fampe
Para apoiar o empreendedor neste momento mais delicado economicamente, o Sebrae está trabalhando para ampliar o volume de instituições parceiras para a operação do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que já conta com 12 organizações, entre bancos públicos e privados, cooperativas de crédito e agências de fomento. Em pouco mais de 10 dias de operação do convênio firmado com a Caixa Econômica Federal para a concessão de crédito assistido com recursos do Fampe, foram realizadas 5.074 operações e concedidos R$ 432,5 milhões em crédito para pequenos negócios (até 19/5), com um ticket médio de R$ 85,2 mil por operação. "São essas iniciativas que podem dar fôlego aos empreendedores, irrigando o fluxo de caixa e ajudando-os a superar progressivamente essa crise econômica", destaca Godoy.
Confira os dados da pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios:
Impacto nos pequenos negócios
Negócios afetados negativamente
• 75% (primeira semana)
• 71% (segunda semana)
• 77% (terceira semana)
• 70% (quarta semana)
• 73% (quinta semana)
• 70% (sexta semana)
Negócios afetados positivamente
• 16% (primeira semana)
• 20% (segunda semana)
• 16% (terceira semana)
• 24% (quarta semana)
• 19% (quinta semana)
• 20% (sexta semana)
Faturamento: redução
• 90% (primeira semana)
• 86% (segunda semana)
• 89% (terceira semana)
• 91% (quarta semana)
• 80% (quinta semana)
• 78% (sexta semana)
Faturamento: alta
• 3% (primeira semana)
• 3% (segunda semana)
• 1% (terceira semana)
• 3% (quarta semana)
• 5% (quinta semana)
• 9% (sexta semana)
Perda no faturamento
• 53% maior do que 50%
• 18% de 41 a 50%
• 15% de 31 a 40%
• 6% de 21 a 30%
• 3% de 11 a 20%
• 1% de 6 a 10%
• 2% até 5%
Expectativa dos negócios nos próximos 30 dias
• 49% pretende manter
• 24% pretende reposicionar
• 11% pretende expandir
• 10% reduzir
• 6% pretende encerrar
Necessidades
• 64% capital de giro
• 37% isenção de Impostos e taxas
Financiamento
• 34% buscaram empréstimo
• 66% não buscaram empréstimo
Dos que buscaram empréstimo
• 37% conseguiu
• 23% está em análise
• 40% não conseguiu
Motivos por não conseguir empréstimo
• 32% taxas de juros alta
• 21% falta de garantias ou avalistas
• 16% empresa não possui capacidade de pagamento suficiente
• 11% empresa ou sócio com restrições cadastrais
• 11% empresa possui alto endividamento
• 11% não sabe
Artigo, J.R. Guzzo, Gazeta do Povo - Ministério Público virou um sindicato, e com todos os vícios do sindicalismo
De todas as desgraças que aconteceram na Justiça brasileira nos últimos 30 anos, é provável que nenhuma se compare em toxidade com a sindicalização do sistema judiciário como um todo – juízes, procuradores e tudo o que têm em torno de si. O Ministério Público — seja o da União, que engloba Brasília, seja o dos 26 estados — é a parte pior.
Por via da Constituição destrutiva que desde 1988 condena o país ao atraso eterno, o MP, um monstro com cerca de 14 mil procuradores e 45 mil funcionários, não está subordinado a nenhum dos três poderes legais da República, não presta contas a ninguém e nenhum dos seus membros precisa ser eleito pelos cidadãos para exercer a autoridade do cargo. Eleições, ali, só as “internas”, entre eles próprios – e cada vez que se olha para isso é simplesmente um horror.
O fato é que, ao longo do processo de degeneração que vem passando desde a sua criação, o MP transformou-se num sindicato ilegal (sob o disfarce de “associações”), com todos os vícios do sindicalismo. Esses sindicatos não representam, de fato, o conjunto dos procuradores federais e estaduais que há no Brasil. É claro que não: desde quando um sindicato brasileiro, qualquer que seja, representou de verdade a categoria de trabalhadores que representa?
No MP é pior ainda. Suas eleições são armadas para impedir a expressão da maioria dos procuradores e o resultado óbvio é que as “associações” que falam e agem em nome de todos são, na verdade, controladas por facções políticas antidemocráticas. Estão empenhadas em três coisas: arrancar do contribuinte salários, vantagens e privilégios cada vez mais agressivos, fazer militância ideológica e excluir da direção da “categoria” qualquer possibilidade de outras opiniões.
O último retrato desde naufrágio são as eleições para o Conselho Superior do Ministério Público Federal, ou CSMPF, uma espécie de CUT dos procuradores da União: mais uma vez, suspeita-se a existência de fraude, como acontece normalmente no mundo sindical.
Uma comissão formada para acompanhar os trabalhos adiou por um mês a eleição ao descobrir numa auditoria que os donos da “categoria” usavam para organizar a votação uma “plataforma eletrônica” interna (um negócio chamado “Valum”) que não pode garantir objetivamente a honestidade da eleição. É essa mesma central sindical, em eleições deste tipo, que faz as “listas tríplices” para a escolha das grandes chefias do MP.
Não pode dar certo, nunca deu e nunca dará. Mas vai continuar assim, porque o Brasil é cada vez mais um cartel montado para mandar no Estado e no erário público."
Por via da Constituição destrutiva que desde 1988 condena o país ao atraso eterno, o MP, um monstro com cerca de 14 mil procuradores e 45 mil funcionários, não está subordinado a nenhum dos três poderes legais da República, não presta contas a ninguém e nenhum dos seus membros precisa ser eleito pelos cidadãos para exercer a autoridade do cargo. Eleições, ali, só as “internas”, entre eles próprios – e cada vez que se olha para isso é simplesmente um horror.
O fato é que, ao longo do processo de degeneração que vem passando desde a sua criação, o MP transformou-se num sindicato ilegal (sob o disfarce de “associações”), com todos os vícios do sindicalismo. Esses sindicatos não representam, de fato, o conjunto dos procuradores federais e estaduais que há no Brasil. É claro que não: desde quando um sindicato brasileiro, qualquer que seja, representou de verdade a categoria de trabalhadores que representa?
No MP é pior ainda. Suas eleições são armadas para impedir a expressão da maioria dos procuradores e o resultado óbvio é que as “associações” que falam e agem em nome de todos são, na verdade, controladas por facções políticas antidemocráticas. Estão empenhadas em três coisas: arrancar do contribuinte salários, vantagens e privilégios cada vez mais agressivos, fazer militância ideológica e excluir da direção da “categoria” qualquer possibilidade de outras opiniões.
O último retrato desde naufrágio são as eleições para o Conselho Superior do Ministério Público Federal, ou CSMPF, uma espécie de CUT dos procuradores da União: mais uma vez, suspeita-se a existência de fraude, como acontece normalmente no mundo sindical.
Uma comissão formada para acompanhar os trabalhos adiou por um mês a eleição ao descobrir numa auditoria que os donos da “categoria” usavam para organizar a votação uma “plataforma eletrônica” interna (um negócio chamado “Valum”) que não pode garantir objetivamente a honestidade da eleição. É essa mesma central sindical, em eleições deste tipo, que faz as “listas tríplices” para a escolha das grandes chefias do MP.
Não pode dar certo, nunca deu e nunca dará. Mas vai continuar assim, porque o Brasil é cada vez mais um cartel montado para mandar no Estado e no erário público."
Artigo, Paula Barcellos, FSB - A comunicação ajuda a manter o diálogo dentro da sociedade
- O título original do artigo é "Narcisismo das pequenas diferenças".
Muito se discute sobre as lições da pandemia e o tal novo normal. Reflexo da nossa necessidade de manter a esperança em um amanhã melhor. Ainda sem vacina ou remédio eficaz contra o novo coronavírus, o amanhã segue imprevisível. E nada mais desconfortável ao ser humano do que lidar com a imprevisibilidade.
Em especial, quando a imprevisibilidade é a única certeza a alguns setores essenciais à vida. O SUS, com toda a dificuldade que enfrenta, se mostra resiliente às oscilações políticas. A necessidade ou não do sistema único de saúde já não é mais pauta.
O que merece reflexão, e a pandemia atua como lupa aqui, é como podemos melhorar a gestão da saúde a partir das sinergias entre SUS e saúde suplementar. Não se trata só de discutirmos a favor ou contra a fila única – medida, por sinal, imprescindível em tempos de Covid-19. Trata-se de darmos luz a complementariedade dos sistemas público e privado, otimizando o atendimento da população na saúde pública e ampliando o acesso à saúde suplementar.
Se tem uma lição que a pandemia podia deixar é a de sairmos do narcisismo das pequenas diferenças, como dizia Freud. Quando pequenas diferenças podem colocar grupos da mesma comunidade em conflito. E a comunicação é uma ferramenta importante para a abertura e construção deste diálogo, para mobilização de vozes de ideologias políticas diferentes em prol do que realmente importa: a saúde do brasileiro
Muito se discute sobre as lições da pandemia e o tal novo normal. Reflexo da nossa necessidade de manter a esperança em um amanhã melhor. Ainda sem vacina ou remédio eficaz contra o novo coronavírus, o amanhã segue imprevisível. E nada mais desconfortável ao ser humano do que lidar com a imprevisibilidade.
Em especial, quando a imprevisibilidade é a única certeza a alguns setores essenciais à vida. O SUS, com toda a dificuldade que enfrenta, se mostra resiliente às oscilações políticas. A necessidade ou não do sistema único de saúde já não é mais pauta.
O que merece reflexão, e a pandemia atua como lupa aqui, é como podemos melhorar a gestão da saúde a partir das sinergias entre SUS e saúde suplementar. Não se trata só de discutirmos a favor ou contra a fila única – medida, por sinal, imprescindível em tempos de Covid-19. Trata-se de darmos luz a complementariedade dos sistemas público e privado, otimizando o atendimento da população na saúde pública e ampliando o acesso à saúde suplementar.
Se tem uma lição que a pandemia podia deixar é a de sairmos do narcisismo das pequenas diferenças, como dizia Freud. Quando pequenas diferenças podem colocar grupos da mesma comunidade em conflito. E a comunicação é uma ferramenta importante para a abertura e construção deste diálogo, para mobilização de vozes de ideologias políticas diferentes em prol do que realmente importa: a saúde do brasileiro
Palavras de quem deveria estar calado
Por Renato Sant'Ana
O prezado leitor, se ainda não souber, adivinhe quem foi que teve a desfaçatez de pronunciar as palavras a seguir transcritas:
"Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou este monstro chamado corona vírus. Porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem, que os cegos comessem a enxergar que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises. Essa crise do corona- vírus somente o Estado é que pode resolver isso." Ainda bem?
É difícil manter a elegância diante de tamanha demonstração de indignidade e burrice (desculpem!).
É indigno louvar o flagelo de uma pandemia. Quem diz "ainda bem" que veio esse vírus, só por achar que a peste chinesa pode enfiar na cabeça dos outros a sua ideologia, não tem (vejam a palavra da moda) empatia com quem sofreu numa UTI, com quem enterrou familiares, com milhões de novos desempregados, com empreendedores que perderam tudo.
E é muita burrice superdimensionar o papel do Estado - que é, sim, intransferível -, porque é a iniciativa privada que gera a economia, que produz riqueza, que permite ao Estado ter recursos na hora de socorrer os flagelados.
A burrice (desculpem de novo) está em dizer: "apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises."
O Estado tem, claro, um papel imprescindível. Mas o Estado será tão mais eficaz quanto mais forte for a economia, que, por sua vez, só será saudável se a iniciativa privada não for asfixiada pelo Estado. Não existe, pois, "apenas o Estado" na solução de crise alguma, senão o esforço de todos, com muitas ações pontificadas, sim, pelo Estado, mas sempre com a colaboração indispensável da iniciativa privada.
Note-se que ele não disse "sem o Estado não há solução", com o que se poderia concordar, mas que "apenas o Estado", e ninguém mais, "é capaz de dar solução" nalguns casos. Não passa de propaganda de um corrupto e muito autoritário projeto de poder - que conhecemos bem.
Por fim, para ver com clareza o tipo de Estado que o tal fulano defende (e respectiva incapacidade para dar soluções) basta olhar para a infeliz Venezuela: é o mais bem acabado projeto do nefasto Foro de São Paulo, que Lula (ele mesmo!) criou junto com Fidel Castro e Hugo Chaves.
Sim, Lula, que foi sentenciado por crimes que arruinaram o Brasil e que ainda tem vários processos em marcha, Lula, que deveria estar cumprindo pena por condenações que não têm mais volta, está livre e tem mídia para pronunciar as palavras indignas e obscuras acima transcritas.
Quem tiver estômago que assista ao vídeo neste link:
https://www.youtube.com/embed/OBBmLb7PYns
O prezado leitor, se ainda não souber, adivinhe quem foi que teve a desfaçatez de pronunciar as palavras a seguir transcritas:
"Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou este monstro chamado corona vírus. Porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem, que os cegos comessem a enxergar que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises. Essa crise do corona- vírus somente o Estado é que pode resolver isso." Ainda bem?
É difícil manter a elegância diante de tamanha demonstração de indignidade e burrice (desculpem!).
É indigno louvar o flagelo de uma pandemia. Quem diz "ainda bem" que veio esse vírus, só por achar que a peste chinesa pode enfiar na cabeça dos outros a sua ideologia, não tem (vejam a palavra da moda) empatia com quem sofreu numa UTI, com quem enterrou familiares, com milhões de novos desempregados, com empreendedores que perderam tudo.
E é muita burrice superdimensionar o papel do Estado - que é, sim, intransferível -, porque é a iniciativa privada que gera a economia, que produz riqueza, que permite ao Estado ter recursos na hora de socorrer os flagelados.
A burrice (desculpem de novo) está em dizer: "apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises."
O Estado tem, claro, um papel imprescindível. Mas o Estado será tão mais eficaz quanto mais forte for a economia, que, por sua vez, só será saudável se a iniciativa privada não for asfixiada pelo Estado. Não existe, pois, "apenas o Estado" na solução de crise alguma, senão o esforço de todos, com muitas ações pontificadas, sim, pelo Estado, mas sempre com a colaboração indispensável da iniciativa privada.
Note-se que ele não disse "sem o Estado não há solução", com o que se poderia concordar, mas que "apenas o Estado", e ninguém mais, "é capaz de dar solução" nalguns casos. Não passa de propaganda de um corrupto e muito autoritário projeto de poder - que conhecemos bem.
Por fim, para ver com clareza o tipo de Estado que o tal fulano defende (e respectiva incapacidade para dar soluções) basta olhar para a infeliz Venezuela: é o mais bem acabado projeto do nefasto Foro de São Paulo, que Lula (ele mesmo!) criou junto com Fidel Castro e Hugo Chaves.
Sim, Lula, que foi sentenciado por crimes que arruinaram o Brasil e que ainda tem vários processos em marcha, Lula, que deveria estar cumprindo pena por condenações que não têm mais volta, está livre e tem mídia para pronunciar as palavras indignas e obscuras acima transcritas.
Quem tiver estômago que assista ao vídeo neste link:
https://www.youtube.com/embed/OBBmLb7PYns
Duodécimo
Mesmo após o acordo entre poderes e órgãos para o congelamento de gastos em 2021, o tema da PEC do Duodécimo continua avançando na Assembleia. Como o governador Eduardo Leite não sinalizou concretamente que irá encaminhar uma proposta para tornar os repasses mais justos de forma definitiva, a Frente Parlamentar de Combate aos Privilégios deliberou ontem que o Legislativo é quem vai prosseguir na pauta.
Deputados que compõem a Frente definiram em reunião que um grupo de assessores irá se debruçar na construção da parte técnica da Proposta de Emenda Constitucional. Nos próximos dias, os parlamentares vão voltar a debater o assunto.
O deputado Fábio Ostermann, líder da Bancada do Novo, pondera que o duodécimo não tem o poder de aumentar as receitas para compensar a crise, “mas pode repartir seu peso de forma mais justa, trazendo os demais poderes para a dura realidade do resto do Estado”.
Por sua vez, o deputado Giuseppe Riesgo (Novo) pontua que, com a confirmação da queda abrupta da arrecadação projetada em R$ 900 milhões de perda para o mês de maio, “a grave situação fiscal do Rio Grande do Sul continuará num processo rápido de agravamento.”
Para o deputado Elton Weber (PSB), "a modificação da distribuição da arrecadação deveria ter ocorrido já no governo Sartori e se tornou ainda mais urgente com agravamento da crise das finanças do Estado e após a pandemia".
“A crise fiscal se agrava com a queda na arrecadação diante da pandemia. Esse é um problema que diz respeito a todos os poderes”, destaca a deputada Any Ortiz, do Cidadania.
Já deputada Franciane Bayer destaca a importância do Legislativo dar prosseguimento na pauta. "Não podemos ficar de braços cruzados esperando uma definição. A PEC do Duodécimo se torna ainda mais emergencial diante do agravamento das finanças do Estado em decorrência da pandemia."
Deputados que compõem a Frente definiram em reunião que um grupo de assessores irá se debruçar na construção da parte técnica da Proposta de Emenda Constitucional. Nos próximos dias, os parlamentares vão voltar a debater o assunto.
O deputado Fábio Ostermann, líder da Bancada do Novo, pondera que o duodécimo não tem o poder de aumentar as receitas para compensar a crise, “mas pode repartir seu peso de forma mais justa, trazendo os demais poderes para a dura realidade do resto do Estado”.
Por sua vez, o deputado Giuseppe Riesgo (Novo) pontua que, com a confirmação da queda abrupta da arrecadação projetada em R$ 900 milhões de perda para o mês de maio, “a grave situação fiscal do Rio Grande do Sul continuará num processo rápido de agravamento.”
Para o deputado Elton Weber (PSB), "a modificação da distribuição da arrecadação deveria ter ocorrido já no governo Sartori e se tornou ainda mais urgente com agravamento da crise das finanças do Estado e após a pandemia".
“A crise fiscal se agrava com a queda na arrecadação diante da pandemia. Esse é um problema que diz respeito a todos os poderes”, destaca a deputada Any Ortiz, do Cidadania.
Já deputada Franciane Bayer destaca a importância do Legislativo dar prosseguimento na pauta. "Não podemos ficar de braços cruzados esperando uma definição. A PEC do Duodécimo se torna ainda mais emergencial diante do agravamento das finanças do Estado em decorrência da pandemia."
Artigo, Ruy Fabiano - A moral pelo avesso
PASSOU em BRANCAS NUVENS – e ISSO, em SI, já É um ESCÂNDALO – a 2ª CONDENAÇÃO, em 2ª INSTÂNCIA (e por UNANIMIDADE), do LULARÁPIO pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, por CORRUPÇÃO PASSIVA e LAVAGEM de DINHEIRO => ENTRE OUTRAS COISAS.
Há mais 7 PROCESSOS em CURSO, de IGUAL ou MAIS GRAVE TEOR – corrupção, lavagem de dinheiro e até envolvimento em homicídio (caso Celso Daniel) -, mas nada disso constrange mais ninguém.
A sentença de agora é de prisão por mais 17 anos. A primeira condenação, em segunda instância – e também por unanimidade -, pela gorjeta do tríplex do Guarujá, já o havia levado à cadeia, mas foi solto pelo STF, com a garantia de que só corre o risco de voltar quando (e se) o processo transitar em julgado. Pode levar décadas.
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A Justiça não tem pressa. Há uma infinidade de recursos, em quatro instâncias, garantidos pela lei processual brasileira, uma das manifestações da infinitude. Bastam um bom advogado e um bom trânsito político – e o resto fica por conta das instituições, que, como se sabe, sempre funcionaram, não importa como.
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Essa segunda condenação, em segunda instância, relativa ao sítio de Atibaia – outra gorjeta de empreiteiras, dentro da voracidade criminosa dos governos do PT -, deu-se há pouco mais de uma semana, no dia 6. Após o registro protocolar da notícia, o tema saiu de cena, como ocorre com as banalidades.
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Afinal, nada mais natural que um ex-presidente da República, com duas condenações, em duas instâncias, por corrupção (palavra simplória para expressar a catástrofe que produziu), livre pelas ruas da cidade, sem qualquer restrição em seus deslocamentos, dentro e fora do país. Tornozeleiras eletrônicas? – nem pensar.
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Não bastasse, sente-se à vontade, muito à vontade, para opinar e intervir na política do país, insultar o governo, questionar (vejam só) a integridade do presidente, como se nada devesse ao país – e à lei. Tudo isso, claro, com o apoio das instituições.
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Marca reuniões políticas com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (que considera legítima a participação de um condenado na vida institucional do país); participa de debates na internet com lideranças políticas do porte do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (que se empenhou para que não fosse preso) e do ex-quase tudo Ciro Gomes; dá entrevistas às imprensa nacional e estrangeira, com a autoridade moral de um prêmio Nobel. Cumplicidade total.
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Ontem, falou à imprensa internacional e acusou o presidente Bolsonaro de promover nada menos que um “genocídio” pelo fato de defender a flexibilização da quarentena e o uso da cloroquina no combate ao vírus: “Sou católico e fico rezando para que o povo brasileiro escape deste genocídio de irresponsabilidade causado por Bolsonaro”, declarou à Agência France-Presse.
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E ainda: “Bolsonaro ameaça a democracia, as instituições, o povo brasileiro”. Ora, nada ameaça mais tudo isso (e mais alguma coisa) que a quebra da decência mais elementar na vida pública.
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E isso, claro, não se restringe a Lula, mas a todos (a começar pelo STF) que fingem ignorar o seu passivo criminal e o dano coletivo que ocasionou. Um país cuja Suprema Corte preserva o sigilo de um assassino como Adélio Bispo, e não hesita em quebrar o do presidente da República a qualquer pretexto.
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Em SUMA, um PADRÃO INSTITUCIONAL ao FEITIO de LULA.
Há mais 7 PROCESSOS em CURSO, de IGUAL ou MAIS GRAVE TEOR – corrupção, lavagem de dinheiro e até envolvimento em homicídio (caso Celso Daniel) -, mas nada disso constrange mais ninguém.
A sentença de agora é de prisão por mais 17 anos. A primeira condenação, em segunda instância – e também por unanimidade -, pela gorjeta do tríplex do Guarujá, já o havia levado à cadeia, mas foi solto pelo STF, com a garantia de que só corre o risco de voltar quando (e se) o processo transitar em julgado. Pode levar décadas.
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A Justiça não tem pressa. Há uma infinidade de recursos, em quatro instâncias, garantidos pela lei processual brasileira, uma das manifestações da infinitude. Bastam um bom advogado e um bom trânsito político – e o resto fica por conta das instituições, que, como se sabe, sempre funcionaram, não importa como.
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Essa segunda condenação, em segunda instância, relativa ao sítio de Atibaia – outra gorjeta de empreiteiras, dentro da voracidade criminosa dos governos do PT -, deu-se há pouco mais de uma semana, no dia 6. Após o registro protocolar da notícia, o tema saiu de cena, como ocorre com as banalidades.
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Afinal, nada mais natural que um ex-presidente da República, com duas condenações, em duas instâncias, por corrupção (palavra simplória para expressar a catástrofe que produziu), livre pelas ruas da cidade, sem qualquer restrição em seus deslocamentos, dentro e fora do país. Tornozeleiras eletrônicas? – nem pensar.
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Não bastasse, sente-se à vontade, muito à vontade, para opinar e intervir na política do país, insultar o governo, questionar (vejam só) a integridade do presidente, como se nada devesse ao país – e à lei. Tudo isso, claro, com o apoio das instituições.
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Marca reuniões políticas com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (que considera legítima a participação de um condenado na vida institucional do país); participa de debates na internet com lideranças políticas do porte do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (que se empenhou para que não fosse preso) e do ex-quase tudo Ciro Gomes; dá entrevistas às imprensa nacional e estrangeira, com a autoridade moral de um prêmio Nobel. Cumplicidade total.
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Ontem, falou à imprensa internacional e acusou o presidente Bolsonaro de promover nada menos que um “genocídio” pelo fato de defender a flexibilização da quarentena e o uso da cloroquina no combate ao vírus: “Sou católico e fico rezando para que o povo brasileiro escape deste genocídio de irresponsabilidade causado por Bolsonaro”, declarou à Agência France-Presse.
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E ainda: “Bolsonaro ameaça a democracia, as instituições, o povo brasileiro”. Ora, nada ameaça mais tudo isso (e mais alguma coisa) que a quebra da decência mais elementar na vida pública.
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E isso, claro, não se restringe a Lula, mas a todos (a começar pelo STF) que fingem ignorar o seu passivo criminal e o dano coletivo que ocasionou. Um país cuja Suprema Corte preserva o sigilo de um assassino como Adélio Bispo, e não hesita em quebrar o do presidente da República a qualquer pretexto.
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Em SUMA, um PADRÃO INSTITUCIONAL ao FEITIO de LULA.
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