Quase 100% da população já foi vacinada em Porto Alegre

Vacinação total, ontem, em Porto Alegre:

1a.dose - 97,3% da população
Dose completa - 75,%

O painel de vacinação do Ministério da Saúde mostra que mais de 108 milhões de brasileiros já cumpriram integralmente o esquema vacinal. Essa população corresponde a 68% do público-alvo da campanha do Programa Nacional de Imunização (PNI). A ferramenta informa, ainda, que 3,6 milhões de pessoas já tomaram a dose de reforço, recomendada para pessoas acima de 60 anos, imunossuprimidos (aqueles cujos mecanismos normais de defesa contra infecção estão comprometidos) e profissionais de saúde.

CLIQUE AQUI para verificar dados do Brasil e dos Estados.

Brasil registra menor média móvel diária de mortes desde o início da pandemia

 Em 19 de abril de 2021 o Brasil registrou a maior média móvel de morte em decorrência da covid-19: cerca de 3 mil óbitos diários. 

Hoje, exatos 7 meses após o ápice, o Ministério da Saúde informa que a vacinação em massa contra a doença surtiu efeito. Segundo a pasta, a queda no número de óbitos foi de quase 90% - tendência que se acumula desde junho. O boletim divulgado na noite de ontem (18) mostra que a média móvel de mortes está em 379,5, acompanhada pela queda expressiva também no número de novos casos da doença, que está em 12,3 mil ao dia.

Sobre isto,eis o que disse, ontem, o ministro da Saúde:

- Nós temos um Sistema Único de Saúde (SUS) forte, com mais de 38 mil salas de vacinação, capaz de vacinar mais de 2 milhões de brasileiros e um governo extremamente preocupado com a vida. Por isso, adquiriu mais de 550 milhões de doses de vacinas [contra a] covid-19, investiu bilhões com habilitação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) e vacinou mais de 90% da população brasileira com a primeira dose. 

RS terá tempo bom nesta terça-feira

Porto Alegre, 9h, 19 graus 

O tempo será bom, hoje, no Rio Grande do Sul.

De acordo com a MetSul Meteorologia, o sol aparece em boa parte do Estado acompanhado de nuvens. 

O dia mais uma vez começou frio para esta época do ano. A tarde, no entanto, novamente será de temperatura agradável. 

Em Porto Alegre, a terça será de tempo seco, com marcas entre 11°C e 23°C. 

Força Nacional é deslocada para Ronda Alta, RS. Objetivo é conter violência entre os indígenas.

O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, autorizou o emprego da Força Nacional em apoio à Polícia Federal na Reserva da Serrinha, em Ronda Alta,RS. 

O clima ficou tenso no sábado após o cacique Marciano Inácio e três indígenas terem sido atacados a tiros. O cacique lembrou que ele e mais três indígenas estavam em sua caminhonete, trafegando pela ERS 324, quando foram atacados a tiros. 

Após o ataque, amigos do cacique se deslocaram para o local. No lugar, o indígenas da Reserva da Serrinha se encontraram com o grupo dissidente, que havia sido expulso da aldeia. Neste momento, iniciou-se o tiroteio que causou duas mortes e ferimentos nos envolvidos.

Porto Alegre inova no licenciamento de antenas para tecnologia 5G

Foto: Modelo de estrutura e antena foi apresentado em frente ao Paço Municipal, na tarde desta segunda-feira, 18. Foto: Giulian Serafim/PMPA

A Prefeitura de Porto Alegre lançou nesta segunda-feira, 18, em evento no Paço Municipal, o novo modelo de licenciamento para instalação ou renovação de Estações Transmissoras de Radiocomunicação (ETRs) para transmissão de sinais de internet.  

A capital gaúcha é a primeira cidade do país a oferecer a Licença na Hora. A solicitação é feita pelo Portal de Licenciamento, e um sistema automatizado analisa a documentação e expede a autorização imediatamente. Antes, apesar da entrada e saída do pedido serem digitais, havia uma análise humana. O sistema foi desenvolvido pela equipe da Secretaria do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), em parceria com a Procempa. 

"Porto Alegre está preparada para receber a tecnologia 5G. Nenhuma economia vai bem sem  investimentos em tecnologia e inovação. Temos de ser facilitadores no poder. Esta mordernizacao vai trazer melhorias para toda a população, com um legislação rápida e moderna. Esperamos que Porto Alegre seja a primeira a cidade do país a receber o 5G" - Prefeito Sebastião Melo. 

O leilão do 5G está previsto para o início de novembro. A tecnologia que promete revolucionar a internet das coisas deve chegar às capitais brasileiras em meados de 2022. “A internet dez vezes mais rápida exige de cinco a dez vezes mais antenas do que o 4G. Por isso, licenciar as antenas para transmissão de sinais de internet passou a ser o grande desafio dos municípios”, reafirma o titular da Smamus, Germano Bremm. “Porto Alegre está preparada para receber a tecnologia 5G”, conclui o secretário. 

A desburocratização do processo de licenciamento das ETRs começou em 2018, com a criação da chamada Lei das Antenas, que permitiu a adoção do modelo de autolicenciamento, com a declaração do responsável técnico. O prazo de tramitação da licença reduziu de dois anos para apenas um dia, acabando com a demanda represada e permitindo a expansão da estrutura de antenas. Desde 2019, foram emitidas 272 licenças na Capital. Agora, a autorização é automática: o responsável técnico faz a solicitação pelo portal, apresenta os documentos e assina o termo de responsabilidade. O sistema analisa e expede a licença. 

“Estamos entregando à Smamus uma modelagem de processos eletrônico, resultando numa esteira que automatiza todas as fases, identificando inclusive divergências que possam ter sido cadastradas pelo declarante”, explica Letícia Batistela, diretora-presidente da Procempa. Ela reforça que, cada vez mais, a digitalização passa a ser condição básica para que o município preste serviços de maneira ágil, eficiente e de qualidade. 

Protótipo – Durante o evento, foi apresentado um protótipo de uma antena de sinal de 5G, instalada em um poste de placa de rua. O protótipo foi desenvolvido pelo Grupo Imobi, detentor da concessão das sinalização de placas de ruas na Capital, e pela empresa Highline do Brasil, uma das maiores empresas de infraestrutura de antenas do país. Com esta tecnologia, cerca de 42 mil pontos já estão disponíveis para a instalação de antenas 5G na cidade.  

“Será possível termos antenas em sequência a três metros do chão para garantir o sinal do 5G em toda a cidade”, explica o sócio-fundador da Imobi, Daniel Costa. 

“Instalações em larga escala vão oferecer capilaridade para as operadoras de telecom e, por consequência, para o cidadão”, reflete a diretora comercial da Highline, Carolina Vilela. 

Reconhecimento – O avanço na legislação e na tecnologia transformou a cidade em referência nacional no licenciamento de ETRs, abrindo caminho para a tecnologia 5G. Porto Alegre conquistou em 2019, 2020 e 2021 o primeiro lugar, entre as capitais brasileiras, no ranking Cidades Amigas da Internet, divulgado pela Conexis Brasil Digital, associação que representa as principais empresas de telecomunicações do país. 

O presidente executivo da Conexis, Marcos Ferrari, destacou a importância do licenciamento automatizado para a chegada do 5G no país. “O 5G vai exigir de cinco a dez vezes mais antenas, e um licenciamento mais rápido vai permitir que as empresas avancem mais rapidamente com os investimentos necessários para que essa nova tecnologia chegue o mais breve possível aos brasileiros”, disse. 

“O Licenciamento na Hora é uma grande vantagem para a população de Porto Alegre porque a conectividade traz avanços no comércio, indústria e tantos outros setores. Por isso, cada vez mais as telecomunicações precisam ser tratadas como insumo básico para vida, e a Huawei está pronta para ser parceira da prefeitura nesta infraestrutura vital”, ressaltou Carlos Lauria, diretor de Relações Governamentais e Assuntos Regulatórios da Huawei, uma das maiores empresas de tecnologia e de fabricação de celulares do mundo. 

O titular da Smamus, Germano Bremm, destacou a vocação tecnológica de Porto Alegre: “Nós somos uma cidade aberta, da inovação, do desafio, do novo. Somos a cidade do South Summit em 2022 e queremos ser parceiros de das empresas de tecnologia nessa nova era que se apresenta, a Era do 5G."

O tempo dos outros, Glauco Fonseca

Pouco se sabe sobre o tempo, como defini-lo em termos matemáticos. Diferentemente do espaço, que pode ser contado em pés num lugar ou em metros em outro, ou da velocidade, que pode ser em quilômetros ou milhas por hora, os segundos, minutos e horas são contados da mesma forma em todo o planeta. Tempo é, portanto, uma medida comum a todos, que não pode ser parado ou acelerado. Pode-se voltar de um caminho andado, é possível andar mais rápido ou mais lentamente, mas o tempo passa igual pra todo mundo.


Em uma perspectiva humana, a medida do tempo se dá, muitas vezes, pela percepção dos costumes, dos acontecimentos, das experiências. O tempo dos bondes é posterior ao das carruagens, mas muito anterior ao dos biquinis de duas peças. Nossos avós diziam que seus tempos eram bons, mas apenas bem depois de vividos. Muito provavelmente, reclamavam de seus tempos atuais como todos fazemos nos nossos tempos atuais. O tempo, é, portanto, o tempo das mudanças, das rupturas e das consolidações. Sempre opera mudanças desejadas ou nem tanto. Tempo é, portanto, mudança.


O tempo promove em todos nós um fenômeno interessante: à medida em que vamos envelhecendo, começamos a observar acontecimentos que vão ficando mais e mais difíceis de serem facilmente aceitos. Para os que já viveram bastante, a incorporação de tabus, a destruição de preconceitos e as novidades sociais que o tempo trás se mostra como um “medidor” de que o nosso tempo está se findando. E quando se finda o nosso, começa o tempo dos próximos, dos outros, de nossos filhos e netos e assim por diante. 


Os sinais são implacáveis. Coisas que fazem enorme sentido para os mais vividos, passam despercebidas pelos mais jovens. O que nos incomoda é, muitas vezes, o pano de fundo de prazeres futuros. A música que nos irrita, é a trilha sonora dos “próximos”, seu ritmo próprio. O tempo dos outros é apenas dos outros, dos próximos. Não é mais dos velhos e, ainda mais notavelmente, precisa ser entendido tanto quanto possível, para que se possa aproveitar essa vida até o máximo permitido por Deus.


Observar o tempo, nesta perspectiva, tem me dado paz e prazer. Dia após dia, uso meu tempo de modo a compreender e facilitar o tempo dos próximos. Ainda vivo o meu tempo, mas ele não é mais só meu, pois se mistura com o daqueles que chegaram. Aquilo que eu relutava em entender e aceitar, agora percebo mais claramente se tratar de um pacote de mudanças que o tempo instiga, provoca. Mudanças boas ou ruins? Não importa. Só o tempo dirá. E quando disser, não será mais meu e sim dos próximos.


Decidi, portanto, usar sempre apenas um relógio, pois o sujeito com um relógio sabe a hora certa, mas um sujeito com dois ou mais relógios, nunca está certo de absolutamente nada. Sei, portanto, do meu tempo e continuarei aprendendo a respeitar o que se torna cada vez mais difícil de entender, respeitando o tempo dos próximos, o tempo dos outros.

Artigo, Augusto de Franco - Ministério Público sem controle externo é uma excrecência no Estado democrático de direito

O Ministério Público – sem controle externo – está virando uma espécie de tribunal corporativo da ética pública. A Constituição Federal – por mais que tenha errado nos artigos 127 a 130 da Seção I – não lhe atribui tal papel. Isso não pode acabar bem.

Ademais, os procuradores da Lava Jato – ao se comportarem como militantes políticos – estão desmoralizando a operação. A defesa da Lava Jato pelos democratas implica denunciar esse tipo de atitude irresponsável do Ministério Público.

Vejamos o caso recente do coordenador da força-tarefa de Curitiba da operação Lava Jato, Deltan Dallagnol:

“Se cabem buscas e apreensões gerais nas favelas do Rio, cabem também nos gabinetes do Congresso. Alias, as evidências existentes colocam suspeitas muito maiores sobre o Congresso, proporcionalmente, do que sobre moradores das favelas, estes inocentes na sua grande maioria.”

Este tweet de Deltan Dallagnol explica muita coisa. Explica porque a Lava Jato foi e continua sendo desmoralizada pelos seus próprios agentes, da força-tarefa de Curitiba.

O que é mais espantoso, no caso, é a seletividade. Carlos Andreazza lembrou, em tempo:

“Recordar é viver: em articulação entre Dilma e Cabral, a Justiça do Rio, ainda em 2014, expedia mandado de busca e apreensão coletivo no Complexo da Maré. Mas onde estavam os indignados defensores dos direitos individuais? Eu adoro a revolta seletiva.”

E Ailton Benedito explicou corretamente:

“Não cabe mandado de busca coletiva nos gabinetes do Congresso, porque são 513 deputados e 81 senadores, cujas identidades são notórias e os respectivos gabinetes perfeitamente identificados, enquanto nas favelas do RJ são 2 milhões de moradores com endereços informais.”

Sim, é por esse tipo de militância – indecente para um procurador da República responsável por uma das maiores operações contra a corrupção na política – que a Lava Jato está perdendo força.

Deltan e sua turma de jacobinos são incorrigíveis e prosseguem avançando na estranha missão que assumiram de fazer proselitismo jacobino, antipolítico. A tentativa de criar uma milícia estatal do bem – às vezes chamada de “Liga da Justiça” – é um atentado à democracia.

Isso tudo, porém, só pode estar acontecendo porque o tal Ministério Público está mal-definido e incorretamente normatizado na Constituição de 1988.

MINISTÉRIO PÚBLICO SEM CONTROLE EXTERNO É UMA EXCRECÊNCIA NO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

A existência de um Ministério Público sem controle externo – que se acha um poder autônomo (e acima de todos os demais), mas é apenas uma corporação enquistada no Estado e, como toda corporação, privatiza a esfera pública – é uma excrecência no Estado democrático de direito: desorganiza o sistema imunológico da democracia e bagunça seus mecanismos de pesos e contrapesos.

Recém-saídos da ditadura militar, os constituintes de 1988 comeram bola ao permitir que uma aberração como esta fosse instituída no Brasil. Criou-se um ambiente institucional infenso à democracia que ensejou a atuação sindical e para-partidária de funcionários públicos, detentores de vários privilégios (inclusive foro privilegiado), os quais, só porque foram aprovados em um concurso, sem qualquer mandato popular para tanto, se arrogam à condição de juízes supremos dos legítimos poderes da República. Não é a toa que esse mal-arranjo institucional vem permitindo o florescimento de conspiradores super-poderosos (atuando à margem da lei) como Rodrigo Janot e de militantes jacobinos, pretensos donos de uma verdade ética superior – que praticam a antipolítica robespierriana da pureza – como Deltan Dallagnol e Carlos Fernando.

O assunto já foi tratado em vários artigos que mereceriam ser relidos:

1) Ministério Público sem controle externo é uma aberração no regime democrático

2) Quem vigia o Ministério Público

3) Mais uma jabuticaba: um Ministério Público sem paralelo no mundo

4) Sobre a legitimidade democrática do Ministério Público

5) Afinal, quem é a Lava Jato?

UM ERRO PRIMÁRIO DOS CONSTITUINTES DE 1988

Os três poderes da República são: Legislativo, Executivo e Judiciário. A qual poder pertence o Ministério Público? Legislar ele não pode, pois lhe falta representação popular para tanto. Julgar também não, na medida em que é parte em processos judiciais. Então só pode ser Executivo. Sua “autonomia funcional e administrativa” – conferida pelo artigo 127 da Constituição Federal – não o converte em um quarto poder da República, muito menos em uma instituição acima dos três poderes legítimos.

Os constituintes de 1988 cometeram esse erro primário, permitindo a existência de uma instituição permanente do Estado sem dizer claramente a que poder ela se subordina e sem prever um controle externo efetivo da sua atuação (o Conselho Nacional do Ministério Público é um órgão de controle interno, não externo, na medida em que tem maioria de representantes da própria categoria que deveria controlar).

SEM CONTROLE EXTERNO

Quando se diz que o MP é uma instituição sem controle externo, reconhece-se apenas o óbvio: que a maioria do Conselho Nacional do Ministério Público é composta pelos próprios procuradores (o que significa controle interno, não externo). Além disso, o CNMP é presidido pelo PGR. Leiam o que diz o Artigo 130-A da Constituição Federal e façam as contas:

Art. 130-A. O Conselho Nacional do Ministério Público compõe-se de quatorze membros nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal, para um mandato de dois anos, admitida uma recondução, sendo:

I – o Procurador-Geral da República, que o preside;

II – quatro membros do Ministério Público da União, assegurada a representação de cada uma de suas carreiras;

III – três membros do Ministério Público dos Estados;

IV – dois juízes, indicados um pelo Supremo Tribunal Federal e outro pelo Superior Tribunal de Justiça;

V – dois advogados, indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;

VI – dois cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados um pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado Federal.

FAZENDO AS CONTAS

Total de participantes do CNMP = 14 membros. Representantes da corporação = 8 membros. Ou seja, como há forte caráter corporativo (que força o alinhamento dos representantes da “categoria”), nenhuma proposta pode ser aprovada se a maioria (composta por 8 procuradores) não quiser. Aliás, como o CNMP é presidido pelo PGR, uma proposta indesejável (para a corporação) nem entrará na pauta.

Quando passar a borrasca, espera-se que algum parlamentar democrata tenha coragem de apresentar um Projeto de Emenda Constitucional para corrigir tamanha aberração.