Sílvio Lopes, jornalista, economista e palestrante
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Por mais que avance a ciência médica, é absolutamente incerto que possamos chegar no estágio de "vencer a doença". Mas há como avançar no processo. E, pelo visto, estamos avançando... O pensador Norman Cousins profetiza: " No século XXI, aprenderemos muito mais sobre...o sistema de cura humano e como dirigi-lo, nutrí-lo e evocá-lo, em vez de unicamente tentar repará-lo".
O erro da ciência médica, se me permitem, é ter rompido com a tradição secular dos nossos antepassados, que tratavam as doenças muito mais de forma holística, do que hoje. Princípios quânticos recém descobertos já eram considerados nos processos de cura... primitivos. Basta ler um pouco da história para comprovar...
" Se for para a humanidade sobreviver temos de exigir uma maneira substancialmente nova de pensar", já dizia Albert Einstein... Então, que tal seguirmos por esse caminho?
Por isso é que, inobstante os notórios avanços da ciência médica, incluindo a maior compreensão da anatomia e da fisiologia; a descoberta dos micróbios e seus efeitos nas doenças; inovações como anestesia e os antibióticos e a moderna tecnologia dos diagnósticos, os seres humanos nunca estiveram tão adoecidos e desesperançados como nos tempos que vivemos!
Observem que a medicina clássica oriental via o corpo como um composto de "energias psicoespirituais". E, assim, o equilíbrio entre essas energias determinava o nível de bem- estar das pessoas. No Ocidente, desde a época de Hipócrates, passando pela Idade Média, essa correlação foi pouco a pouco relaxada. Em sua conhecida soberba, a Medicina descartou as bases conceituais dessas "noções" que considera "supersticiosas". Daí em diante, a doença passou a ser vista simplesmente como um colapso do corpo como máquina; a cura, então, um conserto em suas partes quebradas. Que flagelo humanitário tem sido esse!
"O que nós médicos fazemos é, de fato, muito pouco- costuramos feridas, receitamos remédios que provocarão este ou aquele efeito, cuidamos do paciente...Parece ser uma espécie de paradoxo. Admitir essas limitações, porém, me torna um médico muito melhor". Depoimento recente de um médico numa conceituada publicação...
Os avanços recentes e futuros da física quântica talvez sejam a chance de a Medicina voltar-se para ( realmente), cuidar do Homem Integral, em suas três dimensões - corpo, alma e espírito. Um passo atrás que, no fundo, representará um indiscutível avanço científico da Humanidade. Não tenho dúvida alguma disso!
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