Artigo, Rogério Capucho - Como a crise no varejo afeta a indústria ?

Declaração de falência daqui e recuperação judicial dali, entre tantos outros anúncios vêm liderando a maior parte das notícias nesse início de 2023. O grande choque é que esse cenário vem ocasionando um efeito cascata, principalmente, no setor de varejo – segmento que vinha registrando fortes índices de crescimento. E, tendo em vista a sua participação ativa na economia do país, correspondendo a 27,4% do PIB nacional, cabe a pergunta: como essa crise irá afetar a indústria?

É fato que nos causou certa estranheza vermos grandes monopólios tornarem públicos o seu declínio, uma vez que pareciam estar no seu auge. De acordo com dados da Serasan Experian, só em janeiro de 2023, os pedidos de recuperação judicial registraram um aumento de 37% em comparação ao mesmo período no ano passado, e as declarações de falências também tiveram uma alta de 56%.

Se, por um lado o varejo está passando períodos de instabilidade, a indústria vem desempenhando um crescimento favorável. Em 2022, o setor foi responsável por 23,9% do PIB brasileiro, além de responder por 69,3% das exportações no país, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). E, como resposta a esses resultados, ainda segundo a CNI, o Brasil avançou no ranking de competitividade entre 18 economias.

É importante destacar que os resultados de ambos os setores foram conquistados ainda durante a pandemia. No varejo, diversas empresas registraram um boom de crescimento e desenvolvimento, o que as levou a aumentar o seu nível de produção, tendo em vista a forte adesão ao uso das plataformas digitais, como o e-commerce, que está na lista de preferências dos consumidores até hoje.

Mas, como dissemos: nem tudo são flores. Passada a maré favorável para os negócios, o que estamos presenciando atualmente é a fragilidade gerencial da maior parte das empresas que, diante do momento de maior crescimento, não se atentaram em obter as estruturas necessárias de controle para garantir e desenvolver estratégias pensando no futuro.

Enquanto isso, vimos o setor da indústria no país, que sempre esteve em um cenário de instabilidade e desenvolvimento, alinhar ações que permitissem assegurar sua performance mesmo diante das sucessões de crises desde a pandemia, guerra da Ucrânia e instabilidades econômicas globais. Além disso, os cuidados para conciliar a relação de oferta e demanda diante de incertezas e o novo padrão de comportamento da sociedade, também passou a ser ainda mais efetivo.

Contudo, engana-se que o sucesso de um setor independe do outro, uma vez que ambos são essenciais para garantir o desempenho econômico do país. Deste modo, ao mesmo tempo em que elencamos as principais falhas que levaram à crise do varejo no Brasil – e os pontos que garantem um cenário favorável para a indústria – é fundamental apontar também qual o melhor caminho para se solucionar o desafio e manter a performance ativa de cada um.

A resposta para isso é uma só: a tecnologia. Pode até parecer redundante, mas já está mais do que comprovado que contar com o apoio de recursos tecnológicos por meio de ferramentas de gestão, como um ERP, por exemplo, é o principal método que ajuda a garantir a estabilidade e saúde financeira dos negócios.

Ou seja, as empresas que possuem interiorizado na cultura organizacional esse elemento, minimizam os riscos de ruptura na cadeia produtiva, uma vez que têm acesso a análise preditivas e relatórios consistentes – ajudando no direcionamento da produção sem excesso e nem falta, tornando-as muito mais produtivas e rentáveis.

Neste aspecto, precisamos enfatizar que esse é o elemento-chave que deve ser interiorizado no varejo a fim de se manter ativo no mercado. Afinal, de nada adianta ter resultados elevados, sem que haja a estrutura definida corretamente que traga um direcionamento assertivo acerca dos passos a serem dados em prol do seu crescimento.

E, em se tratando de tecnologia e inovação, o Brasil ocupa a 10ª posição entre as nações, consolidando-se como um país que investe nesse aspecto. Deste modo, precisamos estar atentos para que essa crise no varejo não afete também a indústria, uma vez que um setor está intrinsecamente ligado ao outro, impactando diretamente o desempenho econômico do país.

No entanto, não existe fórmula mágica que ajude a garantir o sucesso. Para isso, é fundamental que as empresas brasileiras, varejistas e industriais, busquem o quanto antes interiorizar e aprimorar os seus processos, tendo respaldo do uso de ferramentas que ajudem a adotar melhores práticas gestão. Afinal, antes de pensar em crescer, é preciso sobreviver aos maus tempos.

Rogério Capucho é Co- Ceo da SPS Group, uma das maiores parceiras SAP Business One do Brasil.

 

Sobre a SPS Group:

https://spsconsultoria.com.br/

Localizada em São José dos Campos (SP), a SPS Group atua há 10 anos no mercado ERP, desenvolvendo tecnologias e soluções inteligentes de gestão empresarial. Parceira SAP Gold Partner e eleita a melhor consultoria SAP Business One da América Latina em 2022, além de oferecer as soluções do portfólio SAP, também desenvolve internamente extensões tecnológicas adicionais ao B1, com vasto know-how para atendimento de pequenas e médias empresas dos mais diversos setores da economia como indústria, distribuição, franquias e serviços. E, para as grandes operações, oferece a solução SAP S/4 HANA, que permite que as empresas operem de forma inteligente, com processamentos em tempo real, modelos de dados simplificados, automação, Machine Learning, análises preditivas e muito mais. A empresa conta com 146 colaboradores que estão divididos entre as unidades de São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Londrina, Caxias do Sul e Manaus todos os consultores especialistas são certificados pela SAP, e já soma mais de 160 clientes em todo território nacional e internacional.

Artigo, Facundo Cerúleo - Grêmio e os deformadores...

Ai, quanta gente abostada! Falo do torcedor que cai na conversinha mole dos deformadores de opinião... E tem uns quantos! Uns quantos abostados e uns quantos deformadores... Ah, duvidam? Vamos lá!

O carinha do aplicativo me disse: "O que deu errado lá? Não é normal o Grêmio ganhar fora de casa!". E não é mesmo.

E bem que o Renato tentou... Meteu o Diogo Barbosa em campo. E quase deu m... Porque ele quase repetiu a entregada do jogo contra o Bragantino. É o que eu penso. Já o carinha do aplicativo acha que o Renato está com saudade do Tiago Santos... Que se estivesse no banco, entrava também.

Outra: quem explica o rodízio de goleiros? Qual foi o motivo de escalar Adriel num jogo rifado, jogado quase só com reservas? Esperava que ele fosse mal? Pois não foi! Ele é só o melhor goleiro que o Grêmio tem.

Termina o jogo e começa o espetáculo: os honestíssimos da mídia exaltam a genialidade do Renato... E os abostados acreditam! Tem um rapaz, de uma certa "Rede", que voltou a falar em "trabalho autoral do Renato". Ah, sim, foi golpe de mestre dele a ótima partida do Cuiabano! Que mancada do guri! Jogando daquele jeito nunca vai ter a chance de ser titular...

Claro, claro... Se o Grêmio ganha, mérito do Renato! Se perde, até pode ter errinho dele, mas são os jogadores que...

O jogo de Curitiba, vitória contra o Athletico, mostrou que o Grêmio tem potencial para vencer o Cruzeiro. Mas os mineiros têm um pequeno favoritismo. E eu não vou dizer por quê.

E os deformadores (esses são maioria) também criam verdades. Repetem, repetem, repetem que "a torcida" vaiou Adriel. Mentira! A vaia, no dia em questão, foi dos bons moços das ditas torcidas organizadas, meia dúzia de desocupados que permaneciam no estádio quando os outros torcedores (maioria), que têm família, pegam no tranco e levantam cedo, já tinham ido embora.

E os honestíssimos criticam, repetindo sem parar, o soco que o menino deu na porta! Caracóis! Ele tinha sido constrangido pelos bons moços! Apesar disso, ele não xingou ninguém, não agrediu ninguém, nada! Descarregou a raiva e a indignação (tão naturais) esmurrando a porta. Preferiam que ele batesse na cara de um deformador? Olha que...

Mas tem quem leve a sério esse pessoalzinho! Só espero que os abostados não sejam maioria!

E sabe quem é o maior abostado? É o songamonga que acha que não sofre influência de ninguém... É o babaca que ainda não se deu conta de que a crônica esportiva está cheia de pastores que pregam o "politicamente correto". Não vendo isso, o trouxa faz papel de ovelha... que os pastores conduzem para... vá saber onde...

Mas eu sou otimista. Cada vez mais, a torcida gaúcha (azul ou vermelha) dá sinais de não engolir a conversa mole dos pastores/deformadores...


Artigo, Silvio Lopes - Ilusionista encantador..............

Ressentidos, frustrados, incapazes, parasitas, aproveitadores, desmiolados. A qual viés odeológico você atribuiria os adjetivos acima relacionados?  Não é necessário queimar muita energia cerebral para identificar a esquerdopatia como "fonte" a jorrar tanta desgraça na vida dos seres humanos. Parece que esse pessoal veio mesmo ao mundo com uma única, determinada e inarredável missão: cumprir a ameaça de Lúcifer que, ao ser expulso do paraíso (nem lá ele se sentiu abençoado e feliz!), prometeu desmerecer e envergonhar a criatura de Deus onde quer que estivesse e o que quer que estivesse fazendo. Ou seja: a esquerdopatia veio a este mundo a fim de perpetrar a destruição da obra de Deus e de tudo que se originasse de sua criatura. E afinal de contas, aqui prá nós: em que lugar do mundo a esquerdopatia construiu ou fez algo que prestasse e fosse digno da raça humana? Não há. Por mais boa vontade que possamos ter, nada de proveitoso fez- e, mesmo, fará. Promete bênçãos, entrega miséria e desgraça. Nisso, aliás, (e somente nisso) a esquerdopatia é um autêntico e inquestionável sucesso, onde quer que se intale. Vejam que os idólatras esquerdopatas tem seus " ilusionistas" como deuses, os autênticos "salvadores da pátria", os que lhes prometem realizar  o impossível, a materializar o sobrenatural. E por mais abjeta, promíscua e sórdida que seja essa figura endeusada (caso do Brasil), com seu presidente, lá posto e nomeado por um séquito de satanazes de toga, verdadeiros algozes do bem estar de todo um povo. Neste país continental, ainda na infância civilizatória ( reconheçamos), o ilusionista há tempos firmou, condensou e acrescentou em seu -diga-se, desqualficado- caráter, um traço  que jamais lhe poderemos negar: se tornou um "feiticeiro" de mão cheia. Encantador competente e inigualável de idiotas úteis. Alguém que consegue tomar de assalto e exercer fascínio e dominação sobre milhões de mentes, mesmo  demonstrando ser  um agente da perpetuação do mal, não é prá qualquer um. Tem que ter, na real, o dom magistral de um deus. Que o Deus verdadeiro, o único, justo e  misericordioso não tarde a repor as coisas nos seus devidos lugares. Pro bem de todos e a felicidade geral da nação. Aleluia. Sílvio Lopes, jornalista, economista e palestrante.

Forças Empacadas, fracas e desarmadas, por Luiz Philippe de Orleans e Bragança

O Exército e as Forças Armadas como um todo podem estar intactos, mas o processo de deterioração de sua imagem e reputação é irreversível. Expostos pelas manifestações que ocuparam por 60 dias a frente dos quartéis em todo país, ficou a percepção na opinião pública de que os generais lavaram as mãos da política e que não iriam responder a uma demanda constitucional de garantia à lei e à ordem, caso ela ocorresse.


Com essa ação, ou melhor, inação, os generais colocaram as Forças Armadas em uma sinuca tripla:


– caíram em desgraça com a direita que sempre as defendeu;

– ficaram à mercê da esquerda que sempre as odiou, e,

– tornaram evidente a necessidade interna de se redescobrirem.


Por quê?


Primeiro, porque os políticos que tradicionalmente defendem as Forças Armadas pensarão duas vezes antes de saírem em sua defesa. Elas perderam o apoio e a confiança da população que há décadas as valorizavam acima de todas as outras instituições. Caíram do pedestal mitológico em que se encontravam e estão na vala comum das instituições falhas, distantes da população.


Agora dependerão da boa vontade de um governo de esquerda, que sempre pregou acabar com suas atribuições históricas e transformá-las em forças de controle político, agindo contra a população: modelo venezuelano.


Segundo, porque elas não têm orçamentos garantidos na Constituição, ao contrário da previdência, saúde, educação etc. A cada ano, têm de “combater” por mais recursos. É um erro constitucional, pois coloca recursos estratégicos no embate político contra recursos sociais, e o primeiro sempre sai perdendo. Além disso, há sempre o incentivo interno para não gastarem com material bélico para garantirem salários, benefícios e número de pessoal. Essa conscientização se tornou óbvia na reforma da previdência em 2019, quando as FFAA resistiram a serem incluídas na reforma sem antes receber reajustes salariais.


As Forças Armadas caíram em desgraça com a direita que sempre as defendeu e ficaram à mercê da esquerda que sempre as odiou.


Terceiro, porque ao se posicionarem como forças de auxílio criaram a percepção de que são redundantes. Em suas comunicações nas últimas décadas, não apontaram os reais inimigos externos do Brasil. Quase nunca mencionaram o risco do narcotráfico, do contrabando de armas, de minérios, de produtos e de pessoas que existem ao longo de toda a nossa fronteira. Também não tecem comentários públicos quanto ao Foro de São Paulo, os avanços políticos da China na nossa região. Também não mencionam os limites que os EUA silenciosamente impõem em todas as nossas defesas. Por isso sequer tocam no fato de que estamos completamente desamparados para um conflito convencional e mais desamparados ainda para um conflito moderno, que envolva ataques cibernéticos, aeroespaciais ou nucleares.


A opinião pública e os políticos cresceram com a falsa impressão de que não temos inimigos, que tudo está bem na América do Sul e não precisamos de uma força de defesa efetiva.


Talvez por medo de polemizar, preferem se promover de forma politicamente correta como “braço forte e mão amiga” de apoio aos demais 22 serviços sociais do Estado; ou seja, mudaram sua missão e podem ser absorvidos pelos outros serviços públicos de bem-estar social a qualquer momento. Dessa forma, a opinião pública e os políticos cresceram com a falsa impressão de que não temos inimigos, que tudo está bem na América do Sul e não precisamos de uma força de defesa efetiva. Recentemente, alguns membros das FFAA perceberam o erro dessa construção e passaram a se posicionar mais sobre nossos riscos reais, mas são poucos e de pouca influência para dar uma guinada nos rumos da FFAA.


Quarto, porque cada vez mais pessoas se chocam em saber que a força que defende a fronteira terrestre é a polícia federal, com efetivo dez vezes menor, e não o Exército. Isso mesmo. O exército não pode agir em flagrante delito de violação de nossa fronteira terrestre. Só a PF pode. Protocolamos um projeto que daria força policial temporária aos militares em situações de fronteira. A resistência contra esse projeto veio dos partidos de esquerda e – pasmem – do próprio Exército.


A entrada crescente e maciça de armamentos, drogas e contrabando pelas nossas fronteiras terrestres, o crescimento do crime organizado inter-regional, bem como suas ligações com partidos e mídia na guerra híbrida interna do Brasil, nunca foram alardeados publicamente pelas FFAA como sendo os riscos reais à nossa soberania, ao nosso sistema político e às nossas famílias, apesar de que internamente os militares estavam bem cientes dos possíveis desdobramentos. Erro.


Cada vez mais pessoas se chocam ao saber que a força que defende a fronteira terrestre é a polícia federal, com efetivo dez vezes menor, e não o exército. Isso mesmo. O exército não pode agir em flagrante delito de violação de nossa fronteira terrestre. Só a PF pode.


Quinto, porque frustraram centenas de milhares de cidadãos que queriam ter seu certificado de colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC). O Exército valoriza sua própria eficácia e eficiência na condução de obras públicas, mas como explica ter sido tão lento para a revisão de documentos e emissão de CACs, uma função meramente burocrática?


Move montanhas, literalmente, mas não move papéis? Cidadãos passaram meses esperando por uma autorização para comprar suas armas e a desculpa sempre foi que “não tinha efetivo suficiente”. Imaginar quantas propriedades, famílias e cidadãos ficaram indefesos e quantos crimes graves poderiam ter sido evitados é revoltante.


A verdade é que muitos na cúpula do Exército são contra o direito de defesa individual com armas de fogo. Talvez por temerem que a população com algumas pistolinhas em punho poderá se tornar uma força revolucionária mais eficaz que o próprio Exército – com a atual cultura desarmamentista de alguns de seus líderes, isso não é de se duvidar. Muitos generais são contra o fato de que seus próprios oficiais portem armas fora do quartel. Por isso muitos acreditam que o exército fez corpo mole proposital contra os CACs.


As décadas que sucederam o regime militar foram de grande perda de poder político para as Forças Armadas, e parece que esse período também criou uma geração de líderes militares traumatizados.


Sexto, porque não existe não ter ideologia nas Forças Armadas. Pois a ideologia que criou os exércitos modernos, permanentes e profissionais é a mesma que criou os pilares do Estado moderno, das constituições e dos direitos fundamentais. No entanto, a ideologia marxista e suas variantes do século XX criaram outras ideias para destruir justamente esses pilares. Todas as vertentes marxistas são armas contra as nações, suas constituições, seus cidadãos e suas forças de defesa, seja pela subversão interna da luta de classes, seja pela subversão externa das pautas globais.


Infelizmente muitos membros das Forças Armadas foram influenciados por essas vertentes marxistas e não percebem as incoerências.


Sétimo, fato é que, com a Guerra da Ucrânia e a evolução do combate no campo de batalha, ficou mais evidente o descompasso tecnológico que temos, e como as nossas FFAA gastam mal os recursos que recebem. Sua despesa com pessoal é dez vezes superior ao gasto com novos equipamentos militares. Em 2022 tivemos sucesso em protocolar a PEC 17/2022, que bloqueava uma parcela do orçamento para projetos de capacitação tecnológica das FFAA.


Ou seja, os deputados de diversos partidos atestaram que precisamos de orçamento para modernizar aos desafios do século XXI. Mas até agora as FFAA não demonstraram muito interesse nesse projeto. Isso só fez crescer a percepção de que não querem ser uma força efetiva com capacidade de emprego de novas tecnologias. Sem elas as FFAA são uma máquina inchada ineficaz que drena recursos públicos para benefícios da classe militar em vez de representar uma forca efetiva de Defesa Nacional.


As décadas que sucederam o regime militar foram de grande perda de poder político para as Forças Armadas, e parece que esse período também criou uma geração de líderes militares traumatizados. O resultado é que o mito do Exército de Caxias, com generais predispostos à defesa do país contra qualquer inimigo, não existe mais. Em seu lugar criou-se um corpo auxiliar de servidor público, sem medo de perder prestígio, mas temeroso de perder carreira, salário e benefícios.


Como não-militar, fui o deputado que mais destinou emendas parlamentares para as FFAA na história da sexta república. Não foram encaminhamentos por romantismo, mas sim fruto de análise do cenário internacional. As instituições de defesa neste século têm de ser efetivas, assim como foram na nossa fundação, para que nosso país tenha chance de sobreviver soberano e seguro.


Só precisamos de líderes das FFAA que pensem o mesmo.

Leia um dos capítulos do livro

 A DECISÃO


As contingências da vida haviam me oferecido a oportunidade de exercitar, com meus valores, com a contundência que aprecio e para um cargo com meu perfil – uma candidatura ao executivo –, a resposta para minhas persistentes inquietações de ordem socioeconômica.


A decisão estava tomada: eu iria fazer política sendo candidato a governador do estado do Rio Grande do Sul pelo Partido Novo, número 30.


Eu seria candidato com os ideais de liberdade, de vida digna para todos, da busca da prosperidade e da construção dos meios para alcançá-los.


Eu seria candidato em defesa da emancipação da sociedade gaúcha, brasileira, através de uma política que conciliasse democracia com economia de mercado – liberalismo com capitalismo democrático.


Eu seria candidato através de um partido que não compactuava com a forma paternalista, populista e patrimonialista de fazer política; que defendia as liberdades individuais, o livre mercado e a eficiência na gestão do estado.


Eu seria o candidato que começaria com uma missão cumprida e vitoriosa: a missão de mostrar aos defensores da agenda capitalista no Brasil que este é o próximo passo necessário – a conquista de corações e mentes, a conquista de votos. Toda a importante militância conceitual, promovida pelas diversas entidades ocupadas com o tema; todas as instituições como a Fundação Estudar – um capítulo neste livro e na minha vida –, mobilizadas para ajudar o Brasil; assim como todos os exemplos e discursos da história, entregarão menos do que o possível e desejável, sem a devida e efetiva participação de seus representantes nos diferentes níveis de exercício do poder público, em cargos eletivos.


Ainda sentado, uma vida em vinte segundos, olhei para o relógio e pedi a conta do café. Eu tinha uma campanha para planejar e um mundo novo a descobrir.


Improvável e desconhecido candidato, ainda zeloso nas conversas e reservado quanto ao fato, foi com um condescendente sorriso de aceitação da nova realidade que vi estampada, no jornal O Globo, na coluna do jornalista Lauro Jardim, no dia 3 de julho de 2017, sob a chamada “Ex-presidente do Banrisul será candidato ao governo do RS pelo Novo”, a notícia de que “O Partido Novo bateu o martelo: Mateus Bandeira, ex-presidente da Falconi Consultores de Resultado e ex-presidente do Banrisul, será candidato ao governo do Rio Grande do Sul. A legenda já decidiu lançar candidatos ao governo em mais seis estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Paraná e Santa Catarina”.


A cerimônia de filiação, junto com trinta amigos, aconteceu no dia 4 de agosto, 32 dias depois da notícia de O Globo.


Estava inaugurada, sem pompa, mas com a determinação das ações com ênfase e propósito, a pré-campanha de minha candidatura ao governo do Estado do Rio Grande do Sul.


Agora, era organizar a inigualável tarefa de colocar uma campanha na rua: coordenação, marketing, agenda, finanças, programa de governo, imprensa, produção de rádio, produção de televisão – mesmo para programas de sete[1] segundos, redes sociais, infraestrutura operacional (salas, móveis, veículos, computadores, telefones etc.), materiais de propaganda (impressos, adesivos etc.), logística, pessoal, núcleos partidários, militância, voluntários e imprevistos.


Do ponto de vista político, precisava ajudar o partido a compor as nominatas ao Legislativo Estadual e à Câmara dos Deputados e, afinal, montar a própria chapa majoritária: meu vice e os candidatos ao Senado da República.


Minhas inquietações de caráter político tomavam seu curso.

[1] O posterior indeferimento de uma das candidaturas levou o tempo para seis segundos.

CNJ investiga, hoje, gabinete da 8a. Turma do TRF4, Porto Alegre e na 13a. Vara Federal de Curitiba

O corregedor-geral de Justiça, ministro Luís Felipe Salomão, decidiu realizar uma correição extraordinária nos gabinetes da Oitava Turma do Tribunal Regional Federal da 4a Região (TRF4), com sede em Porto Alegre, e também na 13ª Vara Federal em Curitiba. Nos locais tramitam os processos remanescentes da Operação Lava Jato.Os trabalhos serão conduzidos por um juiz federal, um desembargador federal e um juiz de direito, todos indicados por Salomão. Eles poderão interrogar desembargadores e juizes, além de servidores, confiscando até seus celulares.

Os trabalhos que se iniciam já nesta quarta-feira, 31/5, deverão ser concluídos na sexta-feira, dia 2”, informou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em nota. 

A medida foi tomada após Salomão ter recebido, na semana passada, diversas reclamações disciplinares contra o juiz federal Eduardo Appio, atual titular da 13ª Vara, e contra desembargadores da Oitava Turma do TRF4. Nas últimas semanas, as duas instâncias judiciais responsáveis pela Lava Jato têm protagonizado um embate de decisões e providências relacionadas à operação.


Lula da Silva fracassa na reunião com governos da América do Sul e toma críticas do Uruguai e Venezuela

  Depois do fiasco protagonizado por Lula da Silva na reunião do G7, Japão, Lula da Silva foi humilhado, ontem, dentro da sua própria casal, quando enfrentou divergências que vieram à tona com outros presidentes, como o do Chile, Gabriel Boric, e o do Uruguai, Luis Lacalle Pou. Ambos criticaram a Venezuela por violações de direitos humanos e enfraquecimento da democracia.

Lula da Silva tentou minimizar as críticas que recebeu durasnte a reunião de 11 presidentes sul-americanos em Brasília, ocorrida no Palácio do Itamaraty:

- O fato de ter dois presidentes que não concordaram, não sei em que jornal eles leram. Eu disse que aqui não foi convocada uma reunião de amigos do Lula. Foi convocada uma reunião de presidentes para construir um órgão dos países.

"Fiquei surpreso quando se falou que o que acontece na Venezuela é uma narrativa. Já sabem o que nós pensamos em relação à Venezuela e ao governo venezuelano", disse o presidente do Uruguai, Lacalle Pou, durante discurso na cúpula. Na mesma linha, o líder chileno, Gabriel Boric, afirmou: "Expresso, respeitosamente, que tenho uma discrepância com o que disse o senhor presidente Lula, no sentido de que a situação dos direitos humanos na Venezuela foi uma construção narrativa, não é uma construção narrativa, é uma realidade, é grave e tive a oportunidade de ver, vi o horror dos venezuelanos. Essa questão exige uma posição firme."

Mais cedo, em discurso, Lula defendeu a retomada da União de Nações Sul-americanas (Unasul). Criada em 2008, no segundo mandato do presidente Lula, e em meio a ascensão de governos de centro-esquerda, o grupo chegou a reunir a totalidade dos países da região, mas foi se desintegrando ao longo do tempo, após mudanças de governos em diversos países, e agora reúne apenas sete: Venezuela, Bolívia, Guiana, Suriname e Peru, além de Argentina e Brasil, que voltaram ao grupo recentemente.


A retomada da Unsaul, no entanto, não é consenso entre os líderes da região. "Temos que parar com essa tendência: a criação de organizações. Vamos nos basear em ações", afirmou o uruguaio Lacalle Pou, em discurso na cúpula. "Quando nos tocou assumir o governo, nos retiramos da Unasul. Em seguida, nos convidaram para o Prosul [bloco criado em 2019 em contraponto à Unasul], e dissemos que não. Porque senão terminamos sendo clubes ideológicos que têm vida e continuidade apenas enquanto marchemos com nossas ideologias", acrescentou o presidente do país vizinho.


Consenso de Brasília

Ao final do encontro desta terça, os 11 presidentes presentes, mais o representante do governo do Peru, divulgaram uma carta em que reafirmam valores comuns e concordam em aprofundar discussões sobre a criação ou restabelecimento de algum mecanismo de cooperação que envolva todos os países da região