Dívida Pública

 A Dívida Pública Federal ultrapassou pela primeira vez a barreira de R$ 7,9 trilhões, apesar do vencimento de papéis prefixados. Segundo números divulgados nesta quarta-feira pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 7,883 trilhões em junho para R$ 7,939 trilhões no mês passado, alta de 0,71%.

Em julho de 2024, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 7 trilhões. 

As informações são de reportagem especial da Agência Brasil de hoje. Leia tudo a seguir:

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) subiu 0,66%, passando de R$ 7,581 trilhões em junho para R$ 7,631 trilhões em julho. No mês passado, o Tesouro resgatou R$ 31,04 bilhões em títulos a mais do que emitiu, principalmente em papéis prefixados. Apesar disso, a dívida interna subiu por causa da apropriação de R$ 80,94 bilhões em juros.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 15% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 118,26 bilhões em títulos da DPMFi. No entanto, com o alto volume de vencimentos de títulos em julho, os resgates foram maiores e somaram R$ 149,29 bilhões.

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 1,96%, passando de R$ 302,12 bilhões em junho para R$ 308,05 bilhões em julho. O principal fator foi a alta de 2,66% do dólar no mês passado, impulsionada pelo tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Composição da dívida

Com a concentração de vencimento de títulos prefixados, típica do primeiro mês de cada trimestre, a composição da DPF variou da seguinte forma de junho para julho:

Títulos vinculados à Taxa Selic: 48,16% para 49,25%;

Títulos corrigidos pela inflação: 26,45% para 26,72%;

Títulos prefixados: 21,57% para 20,16%;

Títulos vinculados ao câmbio: 3,82% para 3,87%.

O PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos:

Títulos vinculados à Selic: 48% a 52%;

Títulos corrigidos pela inflação: 24% a 28%;

Títulos prefixados: 19% a 23%;

Títulos vinculados ao câmbio: 3% a 7%.

Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeria a administração da dívida do governo.

Em relação aos papéis vinculados à Selic (juros básicos da economia), esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa das recentes altas promovidas pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa.

Prazo

O prazo médio da DPF subiu de 4,14 para 4,16 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.

Detentores

A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte:


Instituições financeiras: 31,26% do estoque;

Fundos de pensão: 23,49%;

Fundos de investimentos: 21,73%;

Não residentes (estrangeiros): 9,86%

Demais grupos: 13,7%.

Mesmo com a tensão no mercado financeiro por causa do tarifaço, a participação dos não residentes (estrangeiros) oscilou para cima em relação a junho, quando estava em 9,84%. Em novembro do ano passado, o percentual estava em 11,2% e tinha atingido o maior nível desde junho de 2018, quando a fatia dos estrangeiros na dívida pública também estava em 11,2%.

CPMI do INSS ouvirá depoimentos a partir das 9h

A comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) que investiga as fraudes no INSS ouvirá a defensora pública Patrícia Bettin Chaves nesta quinta-feira, a partir das 9h. Ela já atuava contra descontos irregulares nos benefícios previdenciários antes da Operação Sem Desconto da Polícia Federal (PF), iniciada em abril, que trouxe o esquema à tona. A população poderá participar da reunião, enviando perguntas, sugestões e críticas, por meio do Portal e-Cidadania. 

Outra parte da reunião será secreta para que os parlamentares ouçam também o delegado responsável pela operação, Bruno Oliveira Pereira Bergamaschi.

Na reunião, a CPMI votará mais 65 requerimentos. Entre eles estão pedidos de parlamentares da oposição para rastrear visitas de suspeitos dos delitos ao Senado, Câmara dos Deputados, INSS e Ministério da Previdência. Entre eles está Antônio Carlos Camilo Antunes, chamado de “Careca do INSS”, que é apontado nos requerimentos como lobista e um dos principais intermediadores das fraudes.

A convocação de Antunes para prestar depoimento já foi aprovada na terça-feira (26), ainda sem data oficial para acontecer.

As informações acima e o texto são da Agência Senado. Saiba mais:

Crédito consignado

A CPMI pode se debruçar sobre fraudes semelhantes no crédito consignado. A modalidade permite aos beneficiários do INSS pegarem empréstimos a juros mais baixos quando o pagamento das parcelas é automaticamente descontado do valor recebido da Previdência Social. Para isso, os parlamentares votarão requerimentos de informações aos seguintes órgãos:

Tribunal de Contas da União (TCU), que chegou a realizar auditoria a pedido do Congresso Nacional (Acórdão 1115/2024);

Banco Central;

INSS;

Caixa Econômica;

Ministério Público Federal;

Federação Brasileira de Bancos, que representa o setor bancário nacional;

Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

Seguro-defeso

O senador Izalci Lucas (PL-DF) também solicita investigações específicas para o seguro-defeso. O senador disse que, em alguns municípios, a quantidade de beneficiários é desproporcional à quantidade real de pescadores. Ele também questiona se não há descontos irregulares no benefício pago pelo INSS.

Para isso, os parlamentares votarão o envio de informações por órgãos como o INSS, PF, TCU e Ministério da Pesca e Agricultura.

O benefício de um salário mínimo é pago a pescadores de pequeno porte durante o período em que a atividade é proibida para garantir a reprodução das espécies.

Pedidos de informações

Outros requerimentos solicitam novas informações a órgãos públicos ligados à Previdência Social ou às investigações das fraudes que motivaram a CPMI. Izalci também quer acesso aos Acordos de Cooperação Técnica (ACT) entre o INSS e as entidades que cobravam mensalidade dos aposentados. 

Segundo o senador, o ACT é o que permitia às associações e sindicatos envolvidos nas fraudes descontar automaticamente a mensalidade do valor enviado do INSS a vítimas. As fraudes consistiam no desconto sem autorização prévia dos aposentados e pensionistas e somaram cerca de R$ 6,3 bilhões dos benefícios previdenciários no período de 2019 até 2024, segundo a PF.

A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Dataprev — empresa estatal que oferece serviços de tecnologia para o INSS — também podem ter de enviar informações à CPMI.

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

 A notícia de que a Polícia Federal pediu que Alexandre de Moraes ordene a ocupação da residência do presidente Bolsonaro por agentes policiais, ultrapassa até mesmo as piores percepções sobre o tipo de regime opressor existente atualmente no Brasil.

Não é de se duvidar que a Polícia Federal, a PGR e Moraes mandem algemar Bolsonaro até o julgamento do dia 2, cuja sentença de condenação é pedra contada em todo o globo terrestre.

Bolsonaro, se depender do pedido, será vigiado dentro de sua própria residência, ou seja, em todos os aposentos, inclusive no seu quarto, inclusive algemado ao pé da cama ?

Isto tudo não é apenas um pedido de conteúdo claramente fascio-comunista, mas é patético, portanto doentio.

A Polícia Federal, que até hoje não sabe ou não quer dizer quem mandou matar o Bolsonaro, é a mesma que o irá vigiar dentro da própria casa familiar.

...

Este artigo é do "Observatório Brasil Soberano"

No teatro da política nacional, o "centrismo" e o "liberalismo" são apenas objetos de cena. Figuras públicas que se dizem de centro — como Pedro Doria, Tabata Amaral, Reinaldo Azevedo e Michel Temer — não demonstram preocupação com direitos fundamentais ou com a cidadania. Eles querem, na verdade, impor sua visão de mundo, usando palavras como "centro", "democracia" e "direitos humanos" como entorpecentes para tranquilizar o público. Posam de adultos sensatos em meio a crianças mimadas, tentando inspirar confiança sem conteúdo ideológico. Essa pose é a única substância dessa gente.

Essa falta de essência permite que suas conexões com o mercado, think tanks e ONGs internacionais sejam facilmente disfarçadas. Eles dizem querer ajudar a sociedade, mas a agenda que defendem já vem pronta, sem consulta popular. No fundo, têm vergonha de assumir quem realmente são. A realidade de um país desigual, onde essa classe dominante vive em um mundo paralelo bancado pelo povo, machuca a narrativa de quem trabalha apenas com manipulação. É mais fácil se vender como um salvador neutro do que admitir que defendem os interesses de um grupo que se beneficia do sistema. 

Essa dinâmica lembra o diagnóstico de Raymundo Faoro em seu livro "Os Donos do Poder", que descreve um "Estado patrimonial" no Brasil. Nele, uma pequena elite vive próxima ao poder público, impedindo a ascensão de quem não faz parte do grupo. 

Ao chamar Jair Bolsonaro de "febre" em sua coluna no O Globo, um veículo alinhado ao establishment, Pedro Doria não está fazendo uma análise neutra. Ele tenta deslegitimar Bolsonaro, tratando-o como uma anomalia. De fato, para o sistema atual, Bolsonaro é uma anomalia. Um indivíduo de fora da elite que consegue se comunicar diretamente com o povo não deveria, em tese, ter sucesso. A cabeça desses "pensadores" fica confusa ao ver uma pessoa que está presa, sem poder se comunicar nas redes sociais, consegue levar milhões de pessoas às ruas. Eles simplesmente não sabem o que fazer. 

A ascensão de Bolsonaro é uma afronta às instituições que, na visão desses grupos, deveriam funcionar contra a vontade da maioria. O ideal deles é que as decisões venham sempre de cima para baixo, tomadas em círculos fecha dos, longe do olhar do povo. 

A reação popular que elegeu Bolsonaro não é uma "febre". É a resposta natural de quem cansou de ser explorado e escolheu um líder para expressar seus valores e aspirações. Ao tentar desqualificá-lo, a elite brasileira mostra seu medo da participação popular. Pedro Doria não é um analista neutro, mas um funcionário dos "donos do poder" com saudade de um tempo em que as massas eram politicamente bestializadas, sem voz. Eles querem um Brasil onde possam agir sem precisar se justificar. A "febre" Bolsonaro, na verdade, é o sintoma de que eles perderam o controle sobre a narrativa e a manutenção do poder. 

É nesse ponto que a vergonha de assumir quem são se manifesta. Eles não podem dizer abertamente: "queremos que as coisas voltem a ser como antes de Bolsonaro entrar no coração e na mente de grande parte do povo bra sileiro. Queremos o poder em nossas mãos e que o povo volte a ser mero espectador". Em vez disso, criam um discurso vazio, de "democracia" sem substância e de "direitos humanos" seletivos. É a máscara de quem vive de privilégios, que se espanta com a possibilidade de ser confrontada pela rea lidade de um país que se cansou de discursos bem comportados, de pagar a conta dessa elite usurpadora

Artigo, especial - O temor dos parasitas do Poder

Este artigo é do "Observatório Brasil Soberano"

No teatro da política nacional, o "centrismo" e o "liberalismo" são apenas objetos de cena. Figuras públicas que se dizem de centro — como Pedro Doria, Tabata Amaral, Reinaldo Azevedo e Michel Temer — não demonstram preocupação com direitos fundamentais ou com a cidadania. Eles querem, na verdade, impor sua visão de mundo, usando palavras como "centro", "democracia" e "direitos humanos" como entorpecentes para tranquilizar o público. Posam de adultos sensatos em meio a crianças mimadas, tentando inspirar confiança sem conteúdo ideológico. Essa pose é a única substância dessa gente.

Essa falta de essência permite que suas conexões com o mercado, think tanks e ONGs internacionais sejam facilmente disfarçadas. Eles dizem querer ajudar a sociedade, mas a agenda que defendem já vem pronta, sem consulta popular. No fundo, têm vergonha de assumir quem realmente são. A realidade de um país desigual, onde essa classe dominante vive em um mundo paralelo bancado pelo povo, machuca a narrativa de quem trabalha apenas com manipulação. É mais fácil se vender como um salvador neutro do que admitir que defendem os interesses de um grupo que se beneficia do sistema. 

Essa dinâmica lembra o diagnóstico de Raymundo Faoro em seu livro "Os Donos do Poder", que descreve um "Estado patrimonial" no Brasil. Nele, uma pequena elite vive próxima ao poder público, impedindo a ascensão de quem não faz parte do grupo. 

Ao chamar Jair Bolsonaro de "febre" em sua coluna no O Globo, um veículo alinhado ao establishment, Pedro Doria não está fazendo uma análise neutra. Ele tenta deslegitimar Bolsonaro, tratando-o como uma anomalia. De fato, para o sistema atual, Bolsonaro é uma anomalia. Um indivíduo de fora da elite que consegue se comunicar diretamente com o povo não deveria, em tese, ter sucesso. A cabeça desses "pensadores" fica confusa ao ver uma pessoa que está presa, sem poder se comunicar nas redes sociais, consegue levar milhões de pessoas às ruas. Eles simplesmente não sabem o que fazer. 

A ascensão de Bolsonaro é uma afronta às instituições que, na visão desses grupos, deveriam funcionar contra a vontade da maioria. O ideal deles é que as decisões venham sempre de cima para baixo, tomadas em círculos fecha dos, longe do olhar do povo. 

A reação popular que elegeu Bolsonaro não é uma "febre". É a resposta natural de quem cansou de ser explorado e escolheu um líder para expressar seus valores e aspirações. Ao tentar desqualificá-lo, a elite brasileira mostra seu medo da participação popular. Pedro Doria não é um analista neutro, mas um funcionário dos "donos do poder" com saudade de um tempo em que as massas eram politicamente bestializadas, sem voz. Eles querem um Brasil onde possam agir sem precisar se justificar. A "febre" Bolsonaro, na verdade, é o sintoma de que eles perderam o controle sobre a narrativa e a manutenção do poder. 

É nesse ponto que a vergonha de assumir quem são se manifesta. Eles não podem dizer abertamente: "queremos que as coisas voltem a ser como antes de Bolsonaro entrar no coração e na mente de grande parte do povo bra sileiro. Queremos o poder em nossas mãos e que o povo volte a ser mero espectador". Em vez disso, criam um discurso vazio, de "democracia" sem substância e de "direitos humanos" seletivos. É a máscara de quem vive de privilégios, que se espanta com a possibilidade de ser confrontada pela rea lidade de um país que se cansou de discursos bem comportados, de pagar a conta dessa elite usurpadora

Artigo, especial - O vazio da defesa: quando a classe política já enterrou Bolsonaro antes do julgamento

Este artigo é do "Observatório Brasil Soberano"

Daqui a uma semana acontecerá o julgamento de Jair Bolsonaro. Em vez de movimentos em sua defesa, Brasília respira normalidade. Os caciques partidários circulam por reuniões e jantares discutindo cargos e ministérios, como se a decisão já estivesse tomada. A sucessão ocupa o espaço que de veria ser de solidariedade política. 

O silêncio não é acaso. Ele cumpre papel estratégico: evita atritos com o Judiciário e, ao mesmo tempo, abre caminho para negociações de bastidores. É conveniência pura. A mensagem é clara — não vale gastar energia em defesa de Bolsonaro, mas vale preparar o terreno para administrar os efeitos da sua possível condenação. 

A conta é simples. Bolsonaro continua forte como ativo eleitoral, mas passou a ser tratado como risco institucional. Serve para transferir votos, não para liderar. O sistema quer a herança sem o herdeiro. Esta lógica revela como opera a engrenagem política: aproveita-se a força de uma liderança popular, mas ela mesma pode ser descartada quando se torna incômoda. 

Nesse rearranjo, ganha espaço o perfil moldado para se encaixar no sistema: gestor disciplinado, falas técnicas, discurso moderado, confiável para o mercado e inofensivo para as instituições. Tal figura é tratada como solução responsável, o sucessor aceitável que garante continuidade sem sobressaltos. O julgamento de Bolsonaro funciona, nesse sentido, como um divisor que abre espaço para esse substituto planejado. 

O contraste salta aos olhos. De um lado, a liderança que arrastou multidões, hoje cercada por um silêncio calculado. De outro, a alternativa cuidadosamente construída para não incomodar. A Justiça ou a proporcionalidade da pena quase não entram em pauta. O assunto real é a ocupação do espaço deixado. 

Essa escolha deixa claro o que move os caciques: oportunidade acima de lealda de. Bolsonaro é colocado na condição de passado antes mesmo de ser julgado. O esforço não está em defendê-lo, mas em disputar sua herança eleitoral. 

O silêncio, nesse caso, fala mais alto que qualquer discurso. Ele mostra a dis tância entre a base popular e as cúpulas partidárias. O eleitor segue vivo, mas sua representação é tratada como ativo em mesa de negociação, longe de qualquer debate público. 

Não é uma omissão inocente. É um cálculo político. Os caciques decidiram que é mais seguro deixar uma liderança incômoda ser eliminada pelo pro cesso judicial e substituí-la por alguém feito sob medida para o sistema.

Primeiro caso humano

ODepartamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) dos EUA confirmou o primeiro caso humano da infecção por Cochliomyia hominivorax, a mosca parasita conhecida como "verme-parafuso do Novo Mundo", na Flórida em 2024. As larvas do parasita se alimentam de tecidos vivos e podem causar a morte do hospedeiro, seja animal ou humano, se não tratadas. O caso humano gerou apreensão na indústria de carne bovina devido ao risco econômico de um surto em larga escala. 

Detalhes sobre o parasita e o caso: 

O parasita:

A Cochliomyia hominivorax é uma mosca parasita que deposita ovos em feridas de animais de sangue quente. Após a eclosão, centenas de larvas se alimentam da carne viva do hospedeiro.

Risco para humanos:

Embora raro, o parasita pode infestar humanos, e a infecção é fatal sem tratamento adequado.

Situação atual:

O HHS confirmou o primeiro caso humano nos Estados Unidos em 2024.

Impacto econômico:

Um surto generalizado de Cochliomyia hominivorax poderia acarretar custos bilionários para a economia, principalmente por meio da indústria pecuária, devido à perda de gado e custos de tratamento.

Nova Corja 25/08/2025

  Atualização 30/7/2025

Atualizaçãop em 13/08/2025


CAPÍTULO VIII
NOVA CORJA E TOMANDO NA CUIA

A história de como empastelei os blogs sujos surgiram para assassinar reputações

Com o cancelamento da Lei de Imprensa pelo Supremo Tribunal Federal, em 30 de abril de 2009, só passou a ser possível processar civil ou criminalmente por injúria, calúnia ou difamação o autor de um conteúdo mentiroso ou ofensivo, e não o responsável pelo blog. Assim. por exemplo, foi o que  concluiu o juiz Carlos Francisco Gross, da 9ª Vara Criminal de Porto Alegre, ao recusar queixa-crime apresentada por mim, já que me senti ofendido por textos publicados no blog sujo gaúcho Nova Corja, cujo editor responsável era o jornalista Valter Waldevino. Esta ação penal foi arquivada no dia 6 de outubro de 2009. 

O juiz Carlos Francisco Gross recusou a queixa-crime por inépcia

Esta constatação do juiz Carlos Francisco Gross, consagrada mais tarde, 23 de abril de 2014, quando da promulgação do Marco Civil da Internet, artigo 19, foi modificada de maneira ilegal pela maioria formada no STF, que ousou avançar, e avançou sobre prerrogativas constitucionalmente estabelecidas para o Poder Legislativo.

Valter Waldevino tentou reagir contra mim logo em seguida, movendo, ele também, queixa-crime junto ao 2o Juizado Especial Criminal do Foro Central de Porto Alegre, mas no dia 25 de abril de 2011, o juiz Amadeo Henrique Butteli absolveu-me, condenando o autor a pagar as custas e os advogados das duas partes.

O primeiro texto de ataques recorrentes contra mim e contra outros colegas jornalistas gaúchos, começaram antes das ações movidas contra o blog Nova Corja. Ele foi assinado pelo jornalista Rodrigo Álvares no dia 25 de junho de 2009. Rodrigo Álvares partiu para a calúnia, a injúria e a difamação sem qualquer pudor e de modo mentiroso, ao afirmar que "Políbio Braga trocou favores com autarquias ligadas ao governo estadual e à prefeitura de Porto Alegre". Segundo a nota, "Políbio Braga fazia elogios às administrações estadual e municipal e, em troca, recebia verbas publicitárias de órgãos públicos para publicar anúncios pagos em seu site".

Ora, nada mais calunioso, injúrioso e difamatório do que este conjunto de fake news.

Eis o texto:

"O que leva anunciantes como prefeitura de Porto Alegre, Banrisul, Assembléia Legislativa, BRDE [Banco Regional de Desenvolvimento], Cremers [Conselho Regional de Medicina] ou Simers [Sindicato Médico] a comprar mídia em sites sem expressão, tais quais os de Políbio Braga…. Certamente não é a repercussão ou os preços camaradas".

Fake news puras.

Rodrigo ignorou propositadamente as informações técnicas oficiais do serviço global Google Analytics, que colocam o blog www.polibiobraga.com.br no topo da lista das publicações do gênero em operação no Rio Grande do Sul, com média diária ponderada de 45 mil visualizações por dia, sem contar os 190 mil inscritos no seu canal do You Tube.

O pessoal do Nova Corja, tendo Rodrigo Álvares como força avançada, usou edições seguidas da publicação para incluir uma lista de jornalistas adversários do universo esquerdopata brasileiro num esquema que chamou de "Mensalinho Gaúcho", uma corruptela criminosa do processo intitulado "Mensalão" e que resultou na condenação de 38 membros do primeiro Governo Lula e do PT, inclusive o Chefe da Casa Civil, José Dirceu, e o Presidente do Partido, José Genóino. 

Os jornalistas caluniados, injuriados e difamados de modo recorrente pelo blog Nova Corja, foram classificados como membros de uma suposta "Máfia da Opinião".

"Um bando de vigaristas", resumiu Rodrigo Álvares.

O blog jamais moderou opiniões dos seus leitores. Numa delas, conforme provas anexadas aos processos cível e criminal movido contra o blog, uma ameaça e uma ofensa, ambas gravíssimas, foram publicadas contra mim:

"Tem que tomar um tiro na cara", escreveu um leitor anônimo.

No outro caso, a ofensa visou minha própria esposa:

- Todo mundo sabe que a mulher do jornalista Polibio Braga balança a bolsinha na rua da Praia para levar dinheiro para casa e ajudar o maridão.

Não foi nada fácil identificar o endereço de Rodrigo Álvares para levá-lo ao banco dos réus, como não foi nada fácil encontrar o verdadeiro local do domínio do blog Nova Corja e saber em que provedor ele estava alojado para disparar suas mentiras diárias.

A investigação resultou em trabalho exaustivo interna e externamente.

Toda a turma da Nova Corja deslocava de um País para outro o endereço do domínio do blog sujo, tentando com isto impedir a repressão policial e judicial.

O autor dos textos mais criminosos foi o jornalista Rodrigo Álvares.

Tentei de todas as formas localizá-lo em Porto Alegre, mas o fato é que ele conseguia escapar. 

No dia 18 de julho de 2008, falando para o site Consultor Jurídico, que se reportou ao entrevero, Rodrigo Álvares explicou desta forma o que aconteceu durante minhas tentativas de localizá-lo:

- "Fui ameaçado por Políbio, fiz Boletim de Ocorrência contra ele na Polícia e vou processá-lo por me chamara de fugitivo.

O que ele disse era verdadeiro.

O que de fato aconteceu é que o jornalista do Nova Corja não facilitou sua localização para fins judiciais, o que me obrigou a contratar seguranças para procurá-lo na casa da própria mãe, na rua Aurélio Bittencourt, bairro Rio Branco, em Porto Alegre. Um dos seguranças levou junto uma coroa de lírios, advertindo que Rodrigo poderia vir a precisar das flores em algum momento.

Foi este caso que o levou a registrar BO, mas a Polícia ignorou-o, até porque depois disto ele foi embora do Rio Grande do Sul.

Para seu público interno, Rodrigo justificou a fuga ao alegar que coincidentemente iria atender uma oferta de emprego estável em São Paulo.

Nunca chequei esta informação e também o Consultor Jurídico não o fez.

Corra Rodrigo Álvares, corra

Acusado de forma vil, ajuizei de imediato duas ações contra Valter Waldevino, embora meu alvo fosse Álvares. Waldevino era uma espécie de laranja do grupo, mas pagou o pato.

Valter Waldevino era um dos responsáveis pelo blog, cuja identidade foi informada pelo servidor do site localizado no interior da França, já que o ofensor principal, o jornalista Rodrigo Álvares, foi embora de Porto Alegre depois de procurado para responder pelas ofensas.

Além da ação criminal, esta sem sucesso, também uma ação cível, esta com sucesso, foi movida contra o responsável pelo blog Nova Corja, no caso o jornalista Valter Waldevino. Ele resultou condenado em 4 de julho de 2011, conforme sentença do titular da 18a. Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre, o juiz Régis de Oliveira Barbosa. Nesta ação, Valter Waldevino tentou reconversão, mas perdeu nesta lide e também a principal. A sentença condenatória foi por censura, indenização e pagamento das custas e dos advogados.

Não foi a primeira condenação de que foi objeto o editor da Nova Corja, Valter Waldevino. No ano de 2008, portanto um ano antes do entrevero com os jornalistas Polibio Braga, Felipe Vieira e Diego Casagrande, ele amargou sentença que o condenou a indenizar três funcionárias da empresa Oi, Maria do Carmo, Eurídice Fioreze e Tatiana da Silva Hensel, esta última esbofeteada por ele. Depois do ataque realizado na recepção da Oi, Waldevino fugiu do prédio, localizado na esquina das avenidas Borges de Medeiros e Salgado Filho, mas acabou preso pela Brigada Militar logo em seguida e reconduzido para o interior do prédio da tele.

Um ano depois, o editor da Nova Corja confrontou meu advogado na ante-sala da sessão de audiência e acabou esbofeteado. Ele reclamou ao magistrado do caso, mas não fez BO.

Também o jornalista Felipe Vieira, respeitado profissional da Band, incomodou-se com as seguidas ofensas e foi a juízo para cobrar punições do pessoal da Nova Corja. 

No dia 17 de dezembro de 2008, Felipe Vieira abriu ações cíveis, todas com sucesso, contra estes jornalistas e professores da PUC do RS:

- Rodrigo Oliveira Álvares
- Leandro Demori
- Mário Câmera
- Jones Rossi
- Valter Waldevino

Leandro Demori, o mais conhecido membro do grupo de renegados sociais do Nova Corja, como Álvares, acabou indo embora do Rio Grande do Sul. Junto com Waldevino e Mário Câmera, o trio chegou a tocar outro blog, o Braziu. Mais tarde, em 2019, Demori associou-se ao jornalista americano Glen Greenwald na tarefa suja de usar o site The Intercept Brasil  para ajudar a destruir a Lava Jato. Em setembro de 2023, o Governo do PT contratou-o com polpudo emprego na TV Brasil.

Na mesma época dos ataques do Nova Corja aos jornalistas gaúchos, 2008, o Banrisul, cujo sigilo bancário vinha sendo violado pelos jornalistas do blog gaúcho, impôs judicialmente um leque de censura ao blog de Waldevino, Rodrigo Álvares, Demori, Mário Câmera e Jones Rossi.

Os ofensores não suportaram a saraivada de decisões judiciais, bateram em retirada e fecharam o blog Nova Corja ao final de 2009, sem direito sequer uma marcha fúnebre de qualquer espécie.

O jornalista Rodrigo Álvares conta outra história, conforme narra seu colega Tiago Dória:

- Ao contrário do que virou história oficial em cursos de jornalismo no Brasil, a Nova Corja não acabou por causa dos processos judiciais (processo por processo, o blog sempre teve) mas simplesmente porque em 2009, Rodrigo Álvares, criador do blog e que tocava em frente, conseguiu um emprego full time. Como consequência, não teri amais tempo de masnter o site com a mesma dinâmica, fato que o motivou a fechar o blog.






 



 

 

 

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JUIZ FEDERAL

 

Lei 13.964/19

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/l13964.htm

 

Art. 28 do CPP

 

O juiz não quis aplicar esta lei, considerando que o |MPF é o titular da ação penal, até porque a lei 13.l964 reforçou o perfil acusatório do processo penal brasileiro.

 

Ressalvfados disposto no art. 18 do CPP.

 

Art. 18. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta de base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas tiver notícia. Art.




  LEI Nº 14.197, DE 24 DE MARÇO DE 2025 Inclui art. 2º-A na Lei nº 12.302, de 19 de setembro de 2017, vedando a divulgação das campanhas de peças ou anúncios publicitários institucionais em veículos de notícias ou informações que tenham sido condenados por difusão de notícias fraudulentas – fake news ou por crimes resultantes de prática de discriminação ou de preconceito. A PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE Faço saber, no uso das atribuições que me obrigam os §§ 3º e 7° do art. 77 da Lei Orgânica do Município de Porto Alegre, que a Câmara Municipal aprovou e eu promulgo a Lei nº 14.197, de 24 de março de 2025, como segue: Art. 1º Fica incluído art. 2º-A na Lei nº 12.302, de 19 de setembro de 2017, conforme segue: “Art. 2º-A Fica vedada a divulgação das campanhas de peças ou anúncios publicitários institucionais de que trata esta Lei em sites, blogs, portais ou qualquer outra plataforma de veiculação de notícias ou informações, impressa ou digital, que tenha sido condenada, com sentença transitada em julgado, por ação ou omissão decorrente da divulgação de notícias fraudulentas – fake news – ou por crimes resultantes de prática de discriminação ou de preconceito. Parágrafo único. A vedação de que trata este artigo perdurará pelo prazo de 2 (dois) anos, contados a partir do trânsito em julgado da sentença condenatória, e será aplicada nos casos em que os responsáveis pelas plataformas de veiculação de notícias ou informações tenham sido condenados por: I – praticar crime ou contravenção penal por meio de divulgação de notícias fraudulentas; ou II – praticar, induzir ou incitar a discriminação ou o preconceito de: a) raça; b) cor; c) gênero; d) orientação sexual; e) etnia; f) religião; ou g) origem.” Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. CÂMARA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE, 24 DE MARÇO DE 2025. Documento assinado eletronicamente por Nadia Rodrigues Silveira Gerhard, Presidente, em 25/03/2025, às 09:46, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no Art. 10, § 2º da Medida Provisória nº 2200-2/2001 e nas Resoluções de Mesa nºs 491/15, 495/15 e 504/15 da Câmara Municipal de Porto Alegre. Documento assinado eletronicamente por Tiago Jose Albrecht, Vereador, em 29/04/2025, às 11:00, conforme

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Projeto de 7 de 6 de 2021

Detalhes do Processo 00558/21 | Câmara Municipal de Porto Alegre


Maio de 2021 saíram BO e o resto do processo por homofobia