O comunicador Oswaldo Eustáquio e o advogado que representa a ex-deputada Carla Zambelli, Fábio Pagnozzi,  apresentaram, nesta quarta-feira (26/8), uma denúncia contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, Lulinha, ao Ministério Público da Espanha.


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O documento, obtido pela coluna, pede que sejam investigadas as atividades da empresa de Lulinha, a Synapta SL, sediada em Madri.


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A denúncia solicita a investigação de aspectos como movimentações financeiras, estrutura econômica, mudanças de sede e o real objeto social da companhia.


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O objetivo é que o Ministério Público espanhol verifique se a Synapta SL seria uma empresa-fantasma utilizada para ocultar, canalizar ou gerenciar ativos e fundos ligados a fatos investigados no Brasil. Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).


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Inquéritos

Cannabis Medicinal — Suspeita de tráfico de influência e corrupção em negociações ligadas ao processo de autorização para comercialização de cannabis medicinal.

Dataprev — Suspeita de que um empresário do setor de tecnologia da Dataprev tenha atuado com Lulinha, com o “Careca do INSS” e com a empresária Roberta Luchsinger na tentativa de firmar contratos com o governo federal.

3Structure It — Suspeita de que Lulinha tenha usado o nome de Lula em favor de empresas parceiras dele.

Segundo o objeto social registrado, a Synapta pode atuar com consultoria técnica e informática, além de planejamento e desenvolvimento de sistemas que integrem equipamentos, programas e tecnologias de comunicação.


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A denúncia também levanta a possibilidade de a empresa ter sido criada apenas para viabilizar a autorização de residência de Lulinha na Espanha. Lulinha mudou-se para Madri com a família em meados de 2025, como revelou o Metrópoles, na coluna de Andreza Matais. A Synapta, por sua vez, declarou ter iniciado as atividades em 13 de janeiro de 2026 e foi registrada em 6 de fevereiro.


Apesar dos fatos citados e das diligências solicitadas, o documento não atribui a Lulinha a prática de crimes. A denúncia foi apresentada pelo advogado Daniel Lucas Romero, que representou Eustáquio no processo de extradição, negado pela Justiça espanhola. O escritório que representa a deputada Carla Zambelli deu suporte ao escritório de Lucas Romero na elaboração da petição

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