Vivemos um período de escassez de verdadeiros líderes. O Brasil, onde raros despontam, tem sucumbido de vez ao escolher figuras que unicamente podem ser líderes...mas de si mesmos. Nada além disso.
As civilizações antigas tinham seus lideres na conta de " encarnações do divino". Eram considerados "mitos" por serem a encarnação de deuses, heróis ou mesmo monstros, e deles se esperava a disseminação de valores de uma sociedade autossustentável e próspera.
Agora entendo o por que se considera que a grande tragédia que vivenciamos deve-se à desmitologizacão das sociedades, no dizer de Joseph Campbell, estudioso do assunto.Há carência de mitos... e os que surgem aqui e acolá( caso de Bolsonaro, no Brasil!), acabam sendo perseguidos e/ou eliminados... Afinal, política nunca foi sobre razão, lógica, o bem- estar de todos. Mas sobre poder!
Quando a figura mítica surge e se impõe, aparece como dádiva do céu, um lampejo de sol que posa sobre os homens como luz radiante e redentora de suas vidas.
O mito para os egípcios era o faraó; os gregos reverenciavam seus deuses do Olimpo; os nórdicos, Thor, o guerreiro. E assim por diante.
No Brasil, temos um "mito" às avessas, o da "desconstrução" que insiste em nos empurrar ladeira abaixo na escala civilizatória. Talvez o mito da "caixa de Pandora" sirva como exemplo de enquadramento de Luis Inácio no rol mitológico da história. Apenas com uma diferença: enquanto Pandora abre o jarro(caixa) e solta os todos males no mundo, deixando ao menos a esperança no fundo, nosso mito tupiniquim sequer a esperança nos reserva para, quem saiba, escaparmos da hecatombe que se instala no rastro de suas maledicências e desumanidades. Quanta desgraça junta...
Sílvio Lopes, jornalista, economista e palestrante
Contato: 51 998 74 6134
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