As persistentes rondas de carros da Polícia Militar de SC na praia de Jurerê são de dar inveja a qualquer gaúcho.
Jurerê Internacional é empreendimento que o gaúcho Péricles Druck, Habiasul, toca há 30 anos com sucesso inquestionável.
Braskem convida jornalistas gaúchos para convescote sobre política. O editor não irá.
É estranho a ação da Braskem, empresa controlada pela Odebrecht, dona do Pólo Petroquímico de Triunfo, que convidou um grupo selecionado de
jornalistas gaúchos para a palestra que fará no dia 28 o cientista Carlos
Melo.
Ele foi contratado para falar sobre a situação brasileira e
mundial.
O editor foi convidado e não irá.
Enfiada até a medula no escândalo do Lava Jato, com seu
presidente na cadeia e vários diretores investigados e réus, a Braskem não tem
autoridade e legitimidade para continuar convidando jornalistas para seus
convescotes, pelo menos enquanto seus diretores não confessarem e a controladora não assinar seu acordo de leniência.
Ponte do Guaíba vai atrasar
Ponte do Guaíba vai atrasar
O governo federal admite que a nova ponte do Guaíba poderá ficar pronta só em 2018, quando haverá nova eleição presidencial.
Em 2018, Lula prometerá novamente a entrega da obra, ponto de honra das promessas de Dilma em 2014.
O governo federal admite que a nova ponte do Guaíba poderá ficar pronta só em 2018, quando haverá nova eleição presidencial.
Em 2018, Lula prometerá novamente a entrega da obra, ponto de honra das promessas de Dilma em 2014.
Redecker diz ao ministro de Minas e Energia que governo gaúcho fará a cessão de Gerson Carrion
O secretário de Minas e Energia, Lucas Redecker, ligou para Adroaldo Portal, chefe de gabinete do ministro das Comunicações, André Ribeiro, que o governo gaúcho cederá o ex-presidente da CEEE para a diretoria dos Correios.
O ex-presidente Gerson Carrion é do PDT, mesmo Partido do ministro.
O ex-presidente Gerson Carrion é do PDT, mesmo Partido do ministro.
Nota Pública da Associação dos Juízes Federais do Brasil sobre a Operação Lava Jato
Diante do manifesto de advogados da Operação Lava Jato
com críticas à atuação do juiz Sérgio Moro, a Ajufe esclarece:
A quebra de um paradigma vigente na sociedade nunca vem
desacompanhada de manifestações de resistência. Gritam e esperneiam alguns
operadores desse frágil sistema que se sentem desconfortáveis com a nova
realidade nascente.
Há décadas, a imprensa brasileira veicula notícias
referentes a desvios de bens e recursos públicos, cujos responsáveis –
políticos, empresários, pessoas poderosas – raramente pagavam pelo crime
cometido. O poder financeiro lhes possibilitava contratar renomadas bancas de advogados
para ingressar com infindáveis recursos protelatórios nos tribunais – manobras
que, em geral, levavam à prescrição da pena e à impunidade do infrator.
Tal quadro começou a se alterar nos últimos anos, fruto
da redemocratização do país e da Constituição Federal de 1988. O Poder
Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal vêm adquirindo cada vez
mais autonomia, tanto do ponto de vista orçamentário como operacional. É aí que
surge um novo capítulo na história do Brasil.
A Operação Lava Jato coroa um lento e gradual processo de
amadurecimento das instituições republicanas brasileiras, que não se colocam em
posição subalterna em relação aos interesses econômicos. A Justiça Federal
realiza um trabalho imparcial e exemplar, sem dar tratamento privilegiado a
réus que dispõem dos recursos necessários para contratar os advogados mais
renomados do país. Essa ausência de benesses resulta em um cenário incomum:
empreiteiros, políticos e dirigentes partidários sendo presos.
Aqueles que não podem comprovar seu ponto de vista pela
via do Direito só têm uma opção: atirar ilações contra a lisura do processo.
Fazem isso em uma tentativa vã de forjar na opinião pública a impressão de que
a prisão é pena excessiva para quem desviou mais de R$ 2 bilhões, montante já
recuperado pela Operação Lava Jato.
A Lava Jato não corre frouxa, isolada, inalcançável pelos
mecanismos de controle do Poder Judiciário. Além de respaldada pelo juízo
federal de 1º grau, a operação tem tido a grande maioria de seus procedimentos
mantidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF4), pelo Superior
Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Aludir genericamente a violações de regras do "justo
processo" sem a correspondente ação judicial reparatória é mero falatório,
fumaça, que não gera benefício nem para o cliente pretensamente protegido.
O desrespeito aos direitos dos réus, por quem quer que
seja, é uma conduta passível de questionamento. Nada impede que um advogado, se
estiver certo da violação, postule a devida correção no âmbito da Justiça.
Quando há provas de um vício ou equívoco processual, o
natural é apresentá-las ao Tribunal, para que se mude o curso do caso. Quando
elas não existem, uma carta nos jornais parece um meio de dar satisfação aos
próprios contratantes. Os advogados não podem tirá-los da cadeia – as
condenações estão sendo corroboradas pelas instâncias superiores do Judiciário
– então, a única solução encontrada é reclamar em alto e bom som.
Interessante notar como as críticas de alguns poucos
advogados revelam o desajeito deles com este novo contexto. Tal se revela
sobretudo na busca de neologismos marqueteiros. Chamar de neoinquisição o funcionamento
das instituições republicanas é um desrespeito com as verdadeiras vítimas
históricas da inquisição, que – todos sabemos – perseguiu, torturou e
assassinou por motivos religiosos. Na ausência do que dizer, atacam
desmedidamente e revelam escasso conhecimento histórico.
A impossibilidade de se ganhar a causa dentro do devido
processo legal leva a todo tipo de afronta à decisão tomada em juízo. O
manifesto desse pequeno grupo de advogados dá a entender a ideia absurda de que
o Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal se uniram com o
propósito de manejar a opinião pública para pressionar o próprio Judiciário.
Não só a história não é factível, como parece o roteiro de uma ficcional teoria
da conspiração.
A posição institucional da OAB, que mantém uma postura de
respeito às instituições, é louvável. A maioria dos advogados têm respaldado as
investigações conduzidas. Sabemos que a iniciativa de ataque à Lava Jato é
isolada e decorrente do desespero de quem se vê diante da perda iminente e definitiva
da causa. Diversos advogados têm endossado as ações da Lava-Jato, em
pronunciamentos públicos. As leviandades expressas na carta não encontram eco
na advocacia brasileira.
Sobre os supostos "vazamentos" de informações
sigilosas, destaca-se que os processos judiciais, em regra, são públicos e
qualquer pessoa pode ter acesso, inclusive às audiências, salvo nas hipóteses
de segredo de justiça de acordo com as previsões legais dos artigos 5º, LX, e
93, IX da Constituição. A publicidade dos processos e das decisões judiciais
visa exatamente a garantir o controle público sobre a atividade da Justiça.
A magistratura federal brasileira está unida e reconhece
a independência judicial como princípio máximo do Estado Democrático de
Direito. Assim, reconhece também a relevância de todas as decisões de todos os
magistrados que trabalharam nesses processos e, em especial, as tomadas pelo
juiz federal Sérgio Moro, no 1º grau, pelo desembargador João Pedro Gebran
Neto, relator dos processos da Lava Jato no TRF4, e pelos desembargadores
Victor Luiz dos Santos Laus e Leandro Paulsen, que também compõem a 4ª turma.
No STJ, sabemos quão operosos são os ministros Felix
Fischer, relator dos processos da Lava Jato, e Jorge Mussi, Gurgel de Faria,
Reynaldo Soares e Ribeiro Dantas, que compõem a 5ª turma. Eles não se prestam à
violação de direitos de qualquer réu.
Da mesma forma, confiamos plenamente nos ministros Teori
Zavascki, relator da Lava Jato no STF, e Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli, que integram a 2ª turma, bem como nos demais ministros da
Corte. Eles dão a garantia final de que os processos da Lava Jato correram
conforme o devido processo legal.
A magistratura brasileira avançou muito nos últimos anos,
assim como a nossa sociedade democrática. Os magistrados não sucumbirão àqueles
que usam o Direito e Justiça para perpetuar impunidades sob o manto do sagrado
direito de defesa.
Antônio César Bochenek
Presidente da AJUFE
Um dos empreiteiros do petrolão recorreu a ex-marido de Dilma para tentar salvar negócios
Há três anos, o grupo Engevix, que tem empresas nas áreas de óleo e gás, petroquímica, siderurgia, mineração e infraestrutura, começou a enfrentar sérios problemas financeiros. Já sentia os efeitos da desaceleração da economia. Para sobreviver, o empresário José Antunes Sobrinho, um dos donos da Engevix, bateu em diversas portas da alta burocracia, sem sucesso. Até que partiu para uma ação desesperada. Constatou que, para destravar as barreiras dos empréstimos oficiais, restava somente falar com a própria presidente Dilma Rousseff. Foi desaconselhado – é notória a aversão de Dilma a contatos com empresários que saiam do esquadro republicano. Mas Antunes tinha um plano. O plano chamava-se Carlos Franklin Paixão de Araújo.
Carlos Araújo, um advogado trabalhista gaúcho, é ex-marido da presidente Dilma Rousseff, com quem manteve uma relação de 30 anos, entre 1969 e 2000. Conheceram-se no Rio de Janeiro e iniciaram um romance usando seus codinomes da época em que integravam organizações clandestinas que se opunham ao regime militar – Max e Estela. Passaram a viver juntos somente quando ela se mudou para Porto Alegre, em 1972, para cursar economia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), depois de sair da prisão e abandonar as fileiras do grupo armado VAR-Palmares. Mesmo após o divórcio, ele e Dilma mantiveram-se amigos. Tanto que Araújo é, hoje, um dos poucos conselheiros da presidente. É a ele que Dilma recorre em tempos de tormenta. Jamais deixa de visitá-lo quando vai a Porto Alegre. “Sou mais um ouvido atento que um consultor”, afirmou Araújo sobre a relação com Dilma, em entrevista à revista GQ, em setembro do ano passado.
Nos últimos meses, uma equipe de repórteres de ÉPOCA dedicou-se a uma investigação especial com o objetivo de descobrir se o plano do executivo da Engevix deu certo. Descobriu-se que, ao menos, a estratégia foi posta em marcha. Houve uma reunião secreta entre executivos da Engevix e Carlos Araújo. ÉPOCA entrevistou, em cidades como Brasília, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, quase duas dezenas de fontes envolvidas nessa história – ou com conhecimento direto dela. Complementaram-se as entrevistas com documentos comerciais, fiscais e cartoriais. Além disso, um ex-vice-presidente da Engevix, que intermediou um encontro entre Antunes e o ex-marido de Dilma, aceitou gravar um depoimento exclusivo e revelador sobre o caso. Emergem dessa investigação evidências de que Carlos Araújo prometeu ajudar a Engevix junto ao governo Dilma. Descobre-se que, no mesmo período, a empreiteira pagara ao menos R$ 200 mil, por meio de um intermediário, a um casal amigo de Dilma (Nilton Belsarena e Eunice Ribas) e seu ex-marido. Ressalte-se que não há indício de que a presidente saiba o que transcorreu.
Hoje, a Engevix é uma das principais empreiteiras acusadas de participar do cartel do petrolão. Seus executivos, como Antunes, estão encalacrados junto à Justiça. Antunes e Gerson Almada, outro sócio da Engevix, negociam acordos de delação premiada – e a empresa, quase quebrada a esta altura, negocia um acordo de leniência junto ao Ministério Público Federal (MPF). Antunes está preso em Curitiba e Almada cumpre prisão domiciliar. Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato estão em fase avançada, sobretudo, das negociações do acordo de delação premiada de Antunes. Um dos pontos discutidos nas conversas entre procuradores e os advogados de Antunes e da Engevix, segundo ÉPOCA confirmou com fontes que participam das tratativas, contempla precisamente a relação da empreiteira com Carlos Araújo. A força-tarefa já rastreia, sigilosamente, provas que podem corroborar o que Antunes está disposto a dizer em juízo sobre um assunto tão grave. Ele já revelou aos procuradores a existência da abordagem a Carlos Araújo. Mas ainda não se sabe se disse tudo o que conhece acerca do caso. “Estou proibido de falar sobre o assunto”, disse Antunes a ÉPOCA.
Do 3º andar de um prédio antigo no centro de Porto Alegre, Araújo atende seus clientes às terças e quintas-feiras de manhã, muitos deles encaminhados por sindicatos. Na sala de espera, onde cada visitante costuma gastar no máximo cinco minutos até ser atendido, há uma foto da presidente Dilma fixada na parede – que se destaca pelo forte tom de vermelho que destoa do ambiente sem decoração. A sala de Araújo costuma ficar de portas abertas. Sua área de trabalho é bagunçada, cheia de papéis espalhados.
No dia 10 de dezembro, ÉPOCA esteve no escritório de Carlos Araújo e perguntou ao ex-marido de Dilma se ele havia feito negócios com a Engevix. Carlos Araújo negou categoricamente: “Não tem nada disso. Isso é um desrespeito à minha pessoa”, disse, encerrando a conversa. Depois de receber ÉPOCA, em dezembro, o advogado mostrou-se preocupado e acionou sua defesa, além de comunicar o ocorrido à própria Engevix. Na tarde da sexta-feira, dia 15, ÉPOCA voltou a procurar Carlos Araújo, desta vez por telefone. Procurado em seu escritório e em sua casa, não respondeu aos questionamentos da reportagem. ÉPOCA deixou recados insistindo na necessidade de ouvi-lo acerca do caso. Não houve retorno.
Procurada por ÉPOCA na semana passada, a presidente Dilma Rousseff se manifestou por nota. “(A presidente) desconhece qualquer reunião entre Carlos Araújo e representantes da Engevix, assim como qualquer pleito que tenha sido feito ao governo. Informa ainda que não tem relação com as pessoas citadas pela revista”, diz o documento.
Um mês antes, em 8 de dezembro, a reportagem abordou no aeroporto de Brasília um dos sócios da Engevix, Gerson Almada, e perguntou sobre a relação com Carlos Araújo. Almada respondeu com frases enigmáticas: “Eu já estava preso”, afirmou, tentando escapar da abordagem. Diante da insistência, reconheceu. “Mas isso vai sair em breve.” Quando questionado por mais detalhes, hesitou. “Eu não posso. Você tem o telefone da Roberta, minha esposa, não é? Então, em breve você terá (a informação). Depois de hoje, você terá. Eu vou te dar esse privilégio. É um compromisso meu com você.”
Na quinta-feira da mesma semana, Almada viajou para Curitiba com seu advogado, Antonio Pitombo, para tentar costurar seu acordo de delação premiada, que está até hoje no Ministério Público Federal. ÉPOCA procurou também sua esposa, Roberta. Mas Almada jamais respondeu aos pedidos de entrevista. Procurado em sua casa, num condomínio de luxo no bairro do Morumbi, em São Paulo, ele também não atendeu mais a reportagem. Depois de ter sido condenado a 19 anos de prisão, em dezembro, e de ser liberado da tornozeleira eletrônica, Almada foi a Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo, descansar em sua casa de praia e velejar. Enquanto aguarda a tramitação dos recursos que incidem sobre sua condenação, ele gosta de percorrer trajetos em lanchas e iates. “É bom para relaxar”, relatou a pessoas próximas.
Apesar dos levantamentos e depoimentos obtidos por ÉPOCA, da cronologia dos pagamentos e do envolvimento de pessoas próximas à presidente Dilma e a seu ex-marido, seria precipitado, neste momento, afirmar que Araújo foi cooptado e remunerado pelo petrolão – ou mesmo que tenha migrado da promessa de ajuda a Antunes à ação. Os depoimentos de Zuch à reportagem são consistentes, fidedignos e oriundos de um protagonista da aproximação da Engevix com Araújo. A partir dos fatos e da delação premiada, se ela realmente ocorrer, o Ministério Público pretende esclarecer o assunto.
Carlos Araújo, um advogado trabalhista gaúcho, é ex-marido da presidente Dilma Rousseff, com quem manteve uma relação de 30 anos, entre 1969 e 2000. Conheceram-se no Rio de Janeiro e iniciaram um romance usando seus codinomes da época em que integravam organizações clandestinas que se opunham ao regime militar – Max e Estela. Passaram a viver juntos somente quando ela se mudou para Porto Alegre, em 1972, para cursar economia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), depois de sair da prisão e abandonar as fileiras do grupo armado VAR-Palmares. Mesmo após o divórcio, ele e Dilma mantiveram-se amigos. Tanto que Araújo é, hoje, um dos poucos conselheiros da presidente. É a ele que Dilma recorre em tempos de tormenta. Jamais deixa de visitá-lo quando vai a Porto Alegre. “Sou mais um ouvido atento que um consultor”, afirmou Araújo sobre a relação com Dilma, em entrevista à revista GQ, em setembro do ano passado.
Nos últimos meses, uma equipe de repórteres de ÉPOCA dedicou-se a uma investigação especial com o objetivo de descobrir se o plano do executivo da Engevix deu certo. Descobriu-se que, ao menos, a estratégia foi posta em marcha. Houve uma reunião secreta entre executivos da Engevix e Carlos Araújo. ÉPOCA entrevistou, em cidades como Brasília, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, quase duas dezenas de fontes envolvidas nessa história – ou com conhecimento direto dela. Complementaram-se as entrevistas com documentos comerciais, fiscais e cartoriais. Além disso, um ex-vice-presidente da Engevix, que intermediou um encontro entre Antunes e o ex-marido de Dilma, aceitou gravar um depoimento exclusivo e revelador sobre o caso. Emergem dessa investigação evidências de que Carlos Araújo prometeu ajudar a Engevix junto ao governo Dilma. Descobre-se que, no mesmo período, a empreiteira pagara ao menos R$ 200 mil, por meio de um intermediário, a um casal amigo de Dilma (Nilton Belsarena e Eunice Ribas) e seu ex-marido. Ressalte-se que não há indício de que a presidente saiba o que transcorreu.
Hoje, a Engevix é uma das principais empreiteiras acusadas de participar do cartel do petrolão. Seus executivos, como Antunes, estão encalacrados junto à Justiça. Antunes e Gerson Almada, outro sócio da Engevix, negociam acordos de delação premiada – e a empresa, quase quebrada a esta altura, negocia um acordo de leniência junto ao Ministério Público Federal (MPF). Antunes está preso em Curitiba e Almada cumpre prisão domiciliar. Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato estão em fase avançada, sobretudo, das negociações do acordo de delação premiada de Antunes. Um dos pontos discutidos nas conversas entre procuradores e os advogados de Antunes e da Engevix, segundo ÉPOCA confirmou com fontes que participam das tratativas, contempla precisamente a relação da empreiteira com Carlos Araújo. A força-tarefa já rastreia, sigilosamente, provas que podem corroborar o que Antunes está disposto a dizer em juízo sobre um assunto tão grave. Ele já revelou aos procuradores a existência da abordagem a Carlos Araújo. Mas ainda não se sabe se disse tudo o que conhece acerca do caso. “Estou proibido de falar sobre o assunto”, disse Antunes a ÉPOCA.
AS NEGATIVAS
Do 3º andar de um prédio antigo no centro de Porto Alegre, Araújo atende seus clientes às terças e quintas-feiras de manhã, muitos deles encaminhados por sindicatos. Na sala de espera, onde cada visitante costuma gastar no máximo cinco minutos até ser atendido, há uma foto da presidente Dilma fixada na parede – que se destaca pelo forte tom de vermelho que destoa do ambiente sem decoração. A sala de Araújo costuma ficar de portas abertas. Sua área de trabalho é bagunçada, cheia de papéis espalhados.
No dia 10 de dezembro, ÉPOCA esteve no escritório de Carlos Araújo e perguntou ao ex-marido de Dilma se ele havia feito negócios com a Engevix. Carlos Araújo negou categoricamente: “Não tem nada disso. Isso é um desrespeito à minha pessoa”, disse, encerrando a conversa. Depois de receber ÉPOCA, em dezembro, o advogado mostrou-se preocupado e acionou sua defesa, além de comunicar o ocorrido à própria Engevix. Na tarde da sexta-feira, dia 15, ÉPOCA voltou a procurar Carlos Araújo, desta vez por telefone. Procurado em seu escritório e em sua casa, não respondeu aos questionamentos da reportagem. ÉPOCA deixou recados insistindo na necessidade de ouvi-lo acerca do caso. Não houve retorno.
Procurada por ÉPOCA na semana passada, a presidente Dilma Rousseff se manifestou por nota. “(A presidente) desconhece qualquer reunião entre Carlos Araújo e representantes da Engevix, assim como qualquer pleito que tenha sido feito ao governo. Informa ainda que não tem relação com as pessoas citadas pela revista”, diz o documento.
Um mês antes, em 8 de dezembro, a reportagem abordou no aeroporto de Brasília um dos sócios da Engevix, Gerson Almada, e perguntou sobre a relação com Carlos Araújo. Almada respondeu com frases enigmáticas: “Eu já estava preso”, afirmou, tentando escapar da abordagem. Diante da insistência, reconheceu. “Mas isso vai sair em breve.” Quando questionado por mais detalhes, hesitou. “Eu não posso. Você tem o telefone da Roberta, minha esposa, não é? Então, em breve você terá (a informação). Depois de hoje, você terá. Eu vou te dar esse privilégio. É um compromisso meu com você.”
Na quinta-feira da mesma semana, Almada viajou para Curitiba com seu advogado, Antonio Pitombo, para tentar costurar seu acordo de delação premiada, que está até hoje no Ministério Público Federal. ÉPOCA procurou também sua esposa, Roberta. Mas Almada jamais respondeu aos pedidos de entrevista. Procurado em sua casa, num condomínio de luxo no bairro do Morumbi, em São Paulo, ele também não atendeu mais a reportagem. Depois de ter sido condenado a 19 anos de prisão, em dezembro, e de ser liberado da tornozeleira eletrônica, Almada foi a Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo, descansar em sua casa de praia e velejar. Enquanto aguarda a tramitação dos recursos que incidem sobre sua condenação, ele gosta de percorrer trajetos em lanchas e iates. “É bom para relaxar”, relatou a pessoas próximas.
Apesar dos levantamentos e depoimentos obtidos por ÉPOCA, da cronologia dos pagamentos e do envolvimento de pessoas próximas à presidente Dilma e a seu ex-marido, seria precipitado, neste momento, afirmar que Araújo foi cooptado e remunerado pelo petrolão – ou mesmo que tenha migrado da promessa de ajuda a Antunes à ação. Os depoimentos de Zuch à reportagem são consistentes, fidedignos e oriundos de um protagonista da aproximação da Engevix com Araújo. A partir dos fatos e da delação premiada, se ela realmente ocorrer, o Ministério Público pretende esclarecer o assunto.
Artigo, Carlos Pauletto - Sartori lança o programa "Meu assalto, minha vida !"
Devido às muitas críticas na área da segurança no Rio
Grande do Sul, são injustificáveis para o governador Santori (PMDB), só por que
o índice de homicídios (gaúchos mortos com violência) e roubos de carros bateu
recordes no 1º ano de seu governo e que isto deixou a população gaúcha em
pânico e insegura, isto segundo Sartori (PMDB), só acontece por que a população
gaúcha é culpada, está saindo muito de casa, provocando e estimulando os
assaltos.
E por favor, parem de me criticar, me cobrando coisas que
eu não tenho, que é projeto para o Rio Grande e competência, então gente a
culpa é de vocês que me colocaram aqui se queixa Sartori, e agora vão ter que
me engolir, e se não quiserem ficar em
casa, então venham para o meu programa “MEU ASSALTO, MINHA VIDA”, que é um
curso de capacitação, mostrando como ser assaltado sem perder a vida e nem a
dignidade ou então fiquem em casa, por
favor.
Mas agora segundo Sartori (PMDB) o problema vai ser
resolvido com o programa “MEU ASSALTO, MINHA VIDA”, que vai capacitar a
população gaúcha de como ser assaltada e não ser morta, a primeira coisa é
relaxar, pois o assalto é inevitável, então orienta Sartori (PMDB) que no seu
programa de segurança, a vitima tem que ser mais simpática, mais receptiva com
o assaltante, cumprimentando com um bom
dia, boa tarde ou boa noite, tratá-lo com dignidade chamando-o de senhor,
importante levar uma rosa consigo e entregar para o assaltante, e quando
terminar o assalto e se sobreviver, a
vítima deve agradecer e desejar um bom
dia de trabalho para o assaltante.
Sartori (PMDB) acredita que com esta relação mais afetiva
na hora do assalto, e procurando estender a relação convidando o assaltante
para um happy hour, ou até um churrasco na sua casa, e combinando através de
agendamentos, futuros assaltos, com dia, local e hora, marcada, facilitando a vida do assaltante,
assim o bandido ficará menos estressado, menos violento, se sentindo acarinhado,
na hora do crime.
Sartori (PMDB) disse sejam menos crítico com o meu
governo e se capacitem para serem vítimas mais queridas com os bandidos.
Para promover este programa Sartori (PMDB) vai contratar
o jornalista norte americano Deividy Boston, jornalista este que se intitula de
fenômeno ou fabuloso, ele Deividy acredita que os petistas é que estão
inventando estas estatísticas de aumento de crimes no estado gaúcho, pois ele
tem falado com os gaúchos que residem nos EUA, e eles lá não tem este problema,
isto é, não são todos os gaúchos que tem problema de assaltos, só os que moram
no Rio Grande do Sul, portanto os
petistas estão inventando a metade destes assaltos.
Inclusive Deividy, se considera um injustiçado por não
ter ganhado ainda um prêmio NOBEL de literatura ou um prêmio PULITIZER, já que
o jornalista se considera o que tem de melhor tanto na literatura quanto no
jornalismo, Deividy acredita que a Academia Real de Letras da Suécia, que
escolhe os premiados, está recheada de petistas que lhe prejudicam.
Deividy Boston também é chamado carinhosamente nos EUA de
small thigh, coxinha em português, ou de small peacock, em português significa
pavãozinho.
Deividy também disse que estas pesquisas realizadas pelo
instituto Paraná que coloca o Sartori (PMDB) como um dos três governadores com
pior avaliação no Brasil, não é verdadeira, e que o instituto deve ser petista.
Deividy trabalha para o jornal americano Without Hour em
português, jornal Sem Hora.
Com relação aos veranistas na praia de torres, onde uma
multidão de aproximadamente 8 pessoas, abraçavam e tiravam fotos com o Sartor
(PMDB), muito divulgado pela mídia gaucha, Deividy afirmou, que aquilo não foi
montagem organizada pela comunicação do Sartori (PMDB), foi sim espontânea, as
pessoas estavam agradecendo ao Sartori (PMDB) pelas fortes emoções que passaram
em 2015 com assaltos a qualquer hora do dia, e o servidor público identificado
na reportagem, agradecia o Sartori (PMDB), pela forte emoção de nunca saber se
iria receber o salário ou se ele viria
parcelado, o resto é conversa de petistas.
Deividy ainda disse que esta coisa de não colocar o PT
como o partido mais corrupto no Brasil e sim o PSDB, PMDB e o DEM com mais
políticos cassados, relatado pelo MCCE (Movimento de combate á Corrupção
Eleitoral) é por que só tem petistas lá e que é tudo
mentira.
Disse ainda
Deividy que o seu ídolo político é, e sempre será o Sartori, e não
importa quantos gaúchos sejam mortos em assaltos, pois a culpa não é do Sartori e sim dos
gaúchos que não estão preparados para serem vítima de assaltos.
Deividy
Boston, concluiu com a seguinte frase: I Love Sartori!
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