O isolamento social como gatilho para a violência contra mulheres
Aumento de casos nos tribunais
Agressão e feminicídio se destacam
A Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos registrou 197 denúncias de violência contra mulher relacionadas a isolamentopicture-alliance/dpa/P. Steffen (via DW)
“Não, não foi a 1ª ameaça… Espera, desculpa, preciso interromper.” O cachorro late. Célia Maria de Paula precisa receber alguém no apartamento onde mora, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. “Oi, eu estou dando uma entrevista. Aqui está a porta nova e o material, tá bom?”. Célia volta e explica por que a entrada do apartamento onde viveu com o marido por 12 anos precisa de conserto. “Os vizinhos arrombaram a porta para me socorrer. Mas, então, podemos continuar a nossa conversa”, diz.
A professora da rede pública de ensino tenta seguir com naturalidade, mas sua fala está pausada. Ainda é difícil olhar no espelho e ver tão explícitas as marcas da agressão. Foram 5 golpes de facão na cabeça, agora raspada, e uma mordida próxima ao olho. O marido foi preso em flagrante por tentativa de homicídio.
Célia e o marido ficaram juntos em casa por 2 meses até o ataque, que ocorreu em 6 de abril. A professora estava de licença médica por causa de uma cirurgia e, depois, continuou em casa com a suspensão das aulas devido à pandemia da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. O marido sofre de transtorno bipolar e estava desempregado. Ele sempre recusou tratamento médico para a doença mental.
“Eu sempre consegui me proteger. Sempre que ele vinha para cima de mim, eu segurava. Mas, dessa vez, infelizmente, eu não consegui me defender. Eu não me conformo com o fato de ter ficado com ele todo esse tempo. Era realmente para eu ter morrido”, conta.
“Depois do que aconteceu, não tenho como ficar em isolamento. Tem muita burocracia para resolver”, conta Célia Maria de Paula, que em 16 de abril, quando deu a entrevista à DW Brasil, completava 47 anos de idade.
Naquele dia, além de consertar a porta, Célia foi à Coordenadoria dos Direitos da Mulher da Prefeitura de Taboão da Serra para a 1ª consulta com uma psicóloga e, na sequência, com uma psiquiatra. “Geralmente, ele [marido] fazia um bolo. E, agora, com a covid-19, todo mundo está trancado em casa, ele está trancado na prisão, e eu estou tentando me destrancar de dentro de mim”, conta.
“Meu erro foi acreditar que ele nunca pudesse fazer aquilo”, continua. Mesmo com muito medo e dor, Célia está transformando a experiência trágica que viveu numa bandeira. “Eu já levantava a bandeira da saúde mental e a do feminismo nas escolas. Agora, estou no lugar de fala da violência e faço um diário dessa fase no meu perfil no Instagram (@celiadepaula73). Quero batalhar para prevenir a violência contra a mulher e para que autoridades elaborem políticas públicas sobre a saúde mental masculina”, diz.
PRESSÃO E INSEGURANÇA
“A pressão e a insegurança do isolamento nesta pandemia acentuam a violência doméstica pré-existente, como se fosse um gatilho para os comportamentos mais violentos”, explica a promotora do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) Gabriela Manssur, que articula ações contra a violência doméstica há 15 anos.
Autoridades judiciárias e redes de enfrentamento à violência contra a mulher ainda consolidam os dados oficiais, mas o fato é que os casos de agressão, violência sexual e feminicídio têm aumentado exponencialmente desde o início das medidas de isolamento social impostas para conter a transmissão do novo coronavírus. Esse cenário também é visto em outros países, como França e Estados Unidos.
No início de abril, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que, com a pandemia, houve um “crescimento horrível da violência doméstica em nível global” e pediu que os governos incluam medidas de proteção a mulheres e contra violência doméstica entre seus planos de combate à covid-19. “Para muitas mulheres e meninas, a maior ameaça está precisamente naquele que deveria ser o mais seguro dos lugares: as suas próprias casas”, disse.
Maria Cristiana Ziouva, coordenadora do Movimento Permanente de Combate à Violência Doméstica do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), demonstra preocupação com os números. “Estamos recebendo informações dos tribunais de Justiça de todo o país. Os casos de violência doméstica e de feminicídio aumentaram significativamente nesse período de isolamento”, diz.
Em março, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro registrou um aumento de 50% nos casos de violência doméstica durante o período de confinamento. O portal da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos contabilizou pelo menos 197 denúncias de violência contra a mulher relacionadas ao período de isolamento.
Luciana Terra, diretora do Instituto Justiça de Saia, explica que, além dos problemas econômicos, a frustração dos homens “que veem suas masculinidades afetadas pelo fato de não estarem produzindo e terem o seu papel de provedor afetado” também são um gatilho.
“O consumo de álcool é um dos fatores. No caso de casais que moram na mesma casa é por causa do celular. A mulher fica na internet vendo notícias ou falando com outras pessoas, e o companheiro fica com mais ciúmes ainda. E as agressões acontecem”, conta.
REDES DE APOIO ONLINE
Rio de Janeiro, 9 de abril de 2020: uma mulher perseguida pelo ex-marido – um capitão da Polícia Militar do Rio – estava prestes a cometer suicídio. As agressões psicológicas e físicas constantes a levaram à depressão profunda. A situação era insuportável e se agravou quando o ex-companheiro pulou o muro da casa onde ela vive com os filhos do casal vestindo uma máscara. Ele não aceita o fim do relacionamento.
Em meio ao desespero, a mulher enviou uma mensagem por Whatsapp ao programa Justiceiras, rede de apoio e acolhimento criada no final de março pela promotora Gabriela Manssur, devido ao recente aumento de casos de violência, e que já reúne cerca de 1.000 voluntários em todo o país.
A advogada Luciana Terra foi informada sobre o caso às 19h. Em poucos minutos, uma médica, uma assistente social e as voluntárias que estavam em contato com a vítima se reuniram por teleconferência, na apelidada “sala de justiça”, criada para dar uma resposta imediata aos casos mais urgentes.
Foram 20 minutos de discussão. Ainda durante a reunião, Luciana fez o registro do boletim de ocorrência online para solicitar uma medida protetiva, que foi autorizada pelo juiz na manhã seguinte. A assistente social e a psicóloga seguiram trocando mensagens com a mulher para que continuasse a luta por uma vida sem violência.
“Hoje, ela já está dando ‘aulas’ de empoderamento feminino”, conta Luciana Terra. “Nunca me senti tão acolhida”, escreveu a mulher para o grupo Justiceiras. “Pelo Whatsapp, estamos conseguindo fazer essa comunicação com mulheres que estão invisíveis, mas não podem ser invisibilizadas”, diz Manssur.
No dia 15 de abril, às 22h30, uma mulher do interior do Paraná relatou pelo Whatsapp que o marido ameaçou esquartejá-la. A vítima estava numa linha de telefone com uma voluntária local, enquanto o restante do grupo da “sala de justiça” articulava uma resposta para proteger a mulher. “Checamos o endereço dela pelo GoogleMaps, e não há nenhuma delegacia da mulher naquela cidade”, conta Luciana.
Uma voluntária responsável pelo caso sabia que o agressor, que já se encontrava na cidade da vítima, tinha sido condenado por tráfico de drogas e estava em liberdade provisória em Belém, no Pará, e não podia se ausentar sem autorização judicial.
“Eu falei: ‘Esse cara pode ser preso agora! Liga para a PM [Polícia Militar]. Com a vítima ainda na linha, foram atrás para prendê-lo, e ele foi à delegacia prestar depoimento”, conta Luciana, com satisfação. “Não tem daqui a pouco. É agora. É a vida de uma mulher que está em jogo.”
SERVIÇOS EMERGENCIAIS EM FUNCIONAMENTO
Apesar das medidas de isolamento, o Judiciário e os serviços emergenciais de atendimento a mulheres vítimas de violência estão funcionando em todo o país, segundo o CNJ. O Conselho recomendou que os juízes ofereçam alternativas para que as mulheres possam fazer, por exemplo, um pedido de prorrogação de uma medida protetiva sem ter que comparecer ao tribunal, como exigido.
“Estamos fazendo uma campanha alertando as mulheres de que o Judiciário continua trabalhando. As medidas protetivas de urgência continuam sendo concedidas e prorrogadas. Toda a rede de enfrentamento à violência contra a mulher está ativa no país todo. Essas mulheres não estão completamente desprotegidas”, afirma a conselheira do CNJ Maria Cristiana Ziouva.
Larissa Schmillevitch é coordenadora do Mapa do Acolhimento, plataforma de mapeamento colaborativo de serviços públicos de apoio próximos às mulheres vítimas de violência. Mais de 500 novos voluntários foram cadastrados numa força-tarefa para atualizar o mapa, que já conta com cerca de 5.000 serviços registrados.
“Ajudamos essa mulher a criar estratégias e planos de segurança em casa, como, por exemplo, elaborar códigos para pedir ajuda pelo celular e prever uma rota de fuga em casa, se necessário. Além disso, é importante preparar uma bolsa com documentação, medicamentos e números de abrigos emergenciais, delegacias e serviços de saúde”, explica.
A Central de Atendimento à Mulher 180 está disponível 24 horas. Além de fazer denúncias, é possível pedir orientação jurídica e solicitar encaminhamento para as redes de enfrentamento à violência e de apoio à mulher.
Artigo, Fábio Jacques - Entendendo a liderança
O Brasil vive um momento de grande embate ideológico.
De um lado Jair Bolsonaro, direitista que após quase ano e meio de governotem procurado se manter fiel àquilo que foi sua plataforma eleitoral, que o levou à presidência da república, e que o mantém como um ídolo de grande parte da população, haja vista as inúmeras manifestações públicas a seu favor.
De outro, Rodrigo Maia, centro-esquerdista que mesmo tendo conseguido apenas pouco mais de 70.000 votos, pretende ser, e se apresenta como tal, primeiro ministro de um hipotético regime parlamentarista. Maia não consegue sair nas ruas, é obrigado a bloquear os quarteirões em torno de sua residência no Rio de Janeiro e é o líder absoluto da hashtag #ForaMaia.
Suponhamos por um momento que Bolsonaro tivesse o discurso e o passado de Maia e Maia os de Bolsonaro. O que teria acontecido se ambos concorressem à presidência da república?
Não tenho a menor dúvida de que Maia ganharia as eleições e, em se mantendo coerente com seu discurso, seria chamado de mito quando saísse às ruas e se misturasse com a multidão. Bolsonaro seria um desconhecido completo que hoje não teria a menor chance de ganhar qualquer eleição nem mesmo para o parlamento.
A demonstração que pretendo fazer é que, independente da pessoa, o que importa são as ideias.
A pessoa que a transmite, o conhecido “líder”, pouco importa, seja ele Bolsonaro ou Rodrigo Maia.
Se as pessoas aplaudem Bolsonaro não é por ele ser o Jair Messias Bolsonaro deputado do baixo clero por 27 anos, conhecido por ser brigão e não aprovar quase nenhum projeto, por ter sido militar com algum grau de insubordinação ou por ter o dom da oratória ou olhos azuis. Nada disso.
As pessoas veem em Bolsonaro um líder porque ele tem as mesmas ideias que a maioria da população e porque se mantém fiel a elas. Ele luta por elas como muitos de nós gostaríamos de lutar.
Como eu sempre digo, “Pessoas não seguem pessoas. Pessoas seguem Ideias”.
O que mais me espanta, levando para o ambiente empresarial, é que a maioria dos empresários e gestores não levam este princípio a sério.
Ficam inventando modismos para cativar as pessoas e recebem em troca improdutividade. Não param para pensar: “o que as pessoas esperam realmente da empresa?” Querem é saber o que os gurus que vivem de vender suas próprias ideias, dizem que as pessoas querem.
Não pode dar certo.
No dia em que este modo de pensar se reverter, que as empresas realmente se preocuparem em saber o que dela é esperado pelos seus colaboradores e disserem claramente o que deles esperam, criando um grande pacto entre estas duas entidades, empresa e pessoas, a produtividade e os resultados darão saltos espetaculares.
Talvez até mesmo os empresários, que são aqueles que proporcionam os empregos que fazem com que as pessoas consigam satisfazer suas necessidades ou resolver seus próprios problemas, e que hoje são até mesmo mal vistos por muitos, venham a ser também aplaudidos chamados de mito por aqueles que os seguem.
Fabio Jacques - Diretor da FJacques – Gestão através de Ideias Atratoras
De um lado Jair Bolsonaro, direitista que após quase ano e meio de governotem procurado se manter fiel àquilo que foi sua plataforma eleitoral, que o levou à presidência da república, e que o mantém como um ídolo de grande parte da população, haja vista as inúmeras manifestações públicas a seu favor.
De outro, Rodrigo Maia, centro-esquerdista que mesmo tendo conseguido apenas pouco mais de 70.000 votos, pretende ser, e se apresenta como tal, primeiro ministro de um hipotético regime parlamentarista. Maia não consegue sair nas ruas, é obrigado a bloquear os quarteirões em torno de sua residência no Rio de Janeiro e é o líder absoluto da hashtag #ForaMaia.
Suponhamos por um momento que Bolsonaro tivesse o discurso e o passado de Maia e Maia os de Bolsonaro. O que teria acontecido se ambos concorressem à presidência da república?
Não tenho a menor dúvida de que Maia ganharia as eleições e, em se mantendo coerente com seu discurso, seria chamado de mito quando saísse às ruas e se misturasse com a multidão. Bolsonaro seria um desconhecido completo que hoje não teria a menor chance de ganhar qualquer eleição nem mesmo para o parlamento.
A demonstração que pretendo fazer é que, independente da pessoa, o que importa são as ideias.
A pessoa que a transmite, o conhecido “líder”, pouco importa, seja ele Bolsonaro ou Rodrigo Maia.
Se as pessoas aplaudem Bolsonaro não é por ele ser o Jair Messias Bolsonaro deputado do baixo clero por 27 anos, conhecido por ser brigão e não aprovar quase nenhum projeto, por ter sido militar com algum grau de insubordinação ou por ter o dom da oratória ou olhos azuis. Nada disso.
As pessoas veem em Bolsonaro um líder porque ele tem as mesmas ideias que a maioria da população e porque se mantém fiel a elas. Ele luta por elas como muitos de nós gostaríamos de lutar.
Como eu sempre digo, “Pessoas não seguem pessoas. Pessoas seguem Ideias”.
O que mais me espanta, levando para o ambiente empresarial, é que a maioria dos empresários e gestores não levam este princípio a sério.
Ficam inventando modismos para cativar as pessoas e recebem em troca improdutividade. Não param para pensar: “o que as pessoas esperam realmente da empresa?” Querem é saber o que os gurus que vivem de vender suas próprias ideias, dizem que as pessoas querem.
Não pode dar certo.
No dia em que este modo de pensar se reverter, que as empresas realmente se preocuparem em saber o que dela é esperado pelos seus colaboradores e disserem claramente o que deles esperam, criando um grande pacto entre estas duas entidades, empresa e pessoas, a produtividade e os resultados darão saltos espetaculares.
Talvez até mesmo os empresários, que são aqueles que proporcionam os empregos que fazem com que as pessoas consigam satisfazer suas necessidades ou resolver seus próprios problemas, e que hoje são até mesmo mal vistos por muitos, venham a ser também aplaudidos chamados de mito por aqueles que os seguem.
Fabio Jacques - Diretor da FJacques – Gestão através de Ideias Atratoras
Globo avisa que vai demitir em massa
O diretor geral do jornal Globo, Frederic Kachar, sinaliza uma demissão em massa na emissora. De acordo com o dirigente, o impacto da pandemia do coronavírus "é muito rápido e devastador". "Dado o cenário nas receitas, se faz necessário adotar medidas mais profundas de ajustes nos custos", diz.
"Infelizmente, o horizonte de curto prazo não é promissor. Não somente porque o confinamento não tem prazo definido para acabar, mas principalmente porque o impacto na saúde financeira dos consumidores e anunciantes já é real. E os hábitos de ambos já estão mudando. Aqui e no mundo", continua.
"Somos uma empresa de serviços, em que a folha representa mais da metade do custo. Já implementamos ações imediatas, como a utilização do banco de horas, a aplicação das férias compulsórias e o congelamento das admissões e movimentações internas", complementa.
Leia a íntegra da carta:
Prezados,
Como sabem, estamos diante de um desafio sem precedentes para nossa geração. A pandemia do novo coronavírus está impactando a tudo e a todos de maneira profunda e estrutural. Temos várias perguntas e pouquíssimas respostas. Uma coisa, porém, me parece clara: o mundo mudou e a retomada, que não sabemos ainda quando e como ocorrerá, será rumo a uma nova normalidade.
O que isso significa pra nossa empresa?
Muitas coisas. A mais importante delas é que a velocidade com que vínhamos transformando nossos negócios com vistas a nos tornarmos uma media tech vai ter que crescer bastante. Os prazos que tínhamos nos colocado para atingir metas dessa travessia foram definitivamente encurtados.
Nesse sentido, vivíamos um período promissor nos seis meses antes do estouro da pandemia. Tivemos um último trimestre em 2019 com relativa estabilidade nas receitas e resultados muito melhores que os do restante do ano. Começamos 2020 num ritmo melhor ainda, o que nos possibilitou o melhor primeiro tri dos últimos anos.
Estamos colhendo os frutos do que plantamos até então, reforçando a trajetória de transformação que temos buscado desde 2015.
No entanto, o impacto da pandemia é muito rápido e devastador, apesar de todos os esforços do nosso jornalismo, que vêm resultando em recordes de audiência, e das demais áreas para manter nossa operação funcionando, mesmo que trabalhando remotamente.
Em março, os efeitos ainda estavam controlados, mas em abril já estamos enfrentando quedas importantes e preocupantes em nossas receitas. Com exceção de assinaturas digitais — que ainda não têm um peso relevante nas receitas totais, mas cujo crescimento se acelerou ainda mais desde o início da crise, reforçando que estamos no caminho certo —, todos os demais canais estão sofrendo quedas agudas. Principalmente a publicidade, que ainda é a parte mais representativa do faturamento total e a pedra fundamental do nosso resultado.
Infelizmente, o horizonte de curto prazo não é promissor. Não somente porque o confinamento não tem prazo definido para acabar, mas principalmente porque o impacto na saúde financeira dos consumidores e anunciantes já é real. E os hábitos de ambos já estão mudando. Aqui e no mundo.
Diante de um cenário emergencial como o de agora, infelizmente não temos como fugir da revisão dos custos para tentar restabelecer minimamente um equilíbrio operacional. Ainda em março, começamos a renegociar todos os nossos contratos com fornecedores. Não há uma única despesa que não esteja sendo revista.
No entanto, isso é insuficiente. Somos uma empresa de serviços, em que a folha representa mais da metade do custo. Já implementamos ações imediatas, como a utilização do banco de horas, a aplicação das férias compulsórias e o congelamento das admissões e movimentações internas.
Ainda assim, dado o cenário nas receitas, se faz necessário adotar medidas mais profundas de ajustes nos custos. Diante das poucas alternativas que temos, acredito que a mais adequada ao momento, e levando em conta nosso histórico recente, seja a adesão à Medida Provisória 936.
A primeira faixa de redução de jornada e salários estipulada por esta MP, fixada em 25%, para todos os funcionários de todas as áreas, níveis hierárquicos e funções, nos dará um fôlego extra para a parte mais difícil da travessia e, principalmente, para tomarmos as atitudes necessárias para acelerar a transformação de nossos produtos e receitas.
Conforme previsto na própria MP, o governo fará a complementação devida da renda a cada trabalhador, e este processo é automático (depósito feito na conta do empregado após a comunicação do RH da empresa). Os benefícios serão mantidos integralmente. Em alguns casos, avaliados pontualmente, aplicaremos a suspensão do contrato de trabalho, também prevista na MP.
Estamos disponibilizando um canal exclusivo no RH para dúvidas e questões gerais sobre o tema (falecomrh@infoglobo.com.br).
Se por um lado é frustrante tomar essas medidas depois de uma razoável sequência de meses contundentes em nossa caminhada, por outro temos de ver que estamos mais fortes do que nunca para lidar com um desafio dessa envergadura.
Isso é fruto do talento, do comprometimento e da paixão que temos pelo nosso negócio. Acredito que vamos nos fortalecer com essa travessia e retomar, ainda em 2020, a trajetória que vínhamos construindo. Seguiremos firmes e motivados na busca das respostas para as muitas dúvidas que temos sobre o futuro da sociedade, da economia e do jornalismo.
Nossa missão como empresa jornalística está em seu ápice nas últimas décadas. Somos mais importantes do que nunca para a sociedade. Precisamos assegurar a melhor cobertura dos fatos, assegurando a toda nossa vasta audiência informação e conhecimento para lidar com essas novas normas.
Nossas áreas comerciais seguem buscando soluções de mídia para nossos anunciantes, assegurando que o impacto das mensagens transmitidas a nossos leitores seja positivo para seus negócios, que também enfrentam esse desafio.
Agradeço a todos desde já. Contem comigo e com os demais diretores. Protejam suas famílias nesse momento delicado. A coesão e a cumplicidade entre nós crescerão bastante nos próximos meses.
Sigo otimista com a nossa empresa. Com trabalho, entusiasmo, disciplina e talento vamos superar mais esse desafio.
"Infelizmente, o horizonte de curto prazo não é promissor. Não somente porque o confinamento não tem prazo definido para acabar, mas principalmente porque o impacto na saúde financeira dos consumidores e anunciantes já é real. E os hábitos de ambos já estão mudando. Aqui e no mundo", continua.
"Somos uma empresa de serviços, em que a folha representa mais da metade do custo. Já implementamos ações imediatas, como a utilização do banco de horas, a aplicação das férias compulsórias e o congelamento das admissões e movimentações internas", complementa.
Leia a íntegra da carta:
Prezados,
Como sabem, estamos diante de um desafio sem precedentes para nossa geração. A pandemia do novo coronavírus está impactando a tudo e a todos de maneira profunda e estrutural. Temos várias perguntas e pouquíssimas respostas. Uma coisa, porém, me parece clara: o mundo mudou e a retomada, que não sabemos ainda quando e como ocorrerá, será rumo a uma nova normalidade.
O que isso significa pra nossa empresa?
Muitas coisas. A mais importante delas é que a velocidade com que vínhamos transformando nossos negócios com vistas a nos tornarmos uma media tech vai ter que crescer bastante. Os prazos que tínhamos nos colocado para atingir metas dessa travessia foram definitivamente encurtados.
Nesse sentido, vivíamos um período promissor nos seis meses antes do estouro da pandemia. Tivemos um último trimestre em 2019 com relativa estabilidade nas receitas e resultados muito melhores que os do restante do ano. Começamos 2020 num ritmo melhor ainda, o que nos possibilitou o melhor primeiro tri dos últimos anos.
Estamos colhendo os frutos do que plantamos até então, reforçando a trajetória de transformação que temos buscado desde 2015.
No entanto, o impacto da pandemia é muito rápido e devastador, apesar de todos os esforços do nosso jornalismo, que vêm resultando em recordes de audiência, e das demais áreas para manter nossa operação funcionando, mesmo que trabalhando remotamente.
Em março, os efeitos ainda estavam controlados, mas em abril já estamos enfrentando quedas importantes e preocupantes em nossas receitas. Com exceção de assinaturas digitais — que ainda não têm um peso relevante nas receitas totais, mas cujo crescimento se acelerou ainda mais desde o início da crise, reforçando que estamos no caminho certo —, todos os demais canais estão sofrendo quedas agudas. Principalmente a publicidade, que ainda é a parte mais representativa do faturamento total e a pedra fundamental do nosso resultado.
Infelizmente, o horizonte de curto prazo não é promissor. Não somente porque o confinamento não tem prazo definido para acabar, mas principalmente porque o impacto na saúde financeira dos consumidores e anunciantes já é real. E os hábitos de ambos já estão mudando. Aqui e no mundo.
Diante de um cenário emergencial como o de agora, infelizmente não temos como fugir da revisão dos custos para tentar restabelecer minimamente um equilíbrio operacional. Ainda em março, começamos a renegociar todos os nossos contratos com fornecedores. Não há uma única despesa que não esteja sendo revista.
No entanto, isso é insuficiente. Somos uma empresa de serviços, em que a folha representa mais da metade do custo. Já implementamos ações imediatas, como a utilização do banco de horas, a aplicação das férias compulsórias e o congelamento das admissões e movimentações internas.
Ainda assim, dado o cenário nas receitas, se faz necessário adotar medidas mais profundas de ajustes nos custos. Diante das poucas alternativas que temos, acredito que a mais adequada ao momento, e levando em conta nosso histórico recente, seja a adesão à Medida Provisória 936.
A primeira faixa de redução de jornada e salários estipulada por esta MP, fixada em 25%, para todos os funcionários de todas as áreas, níveis hierárquicos e funções, nos dará um fôlego extra para a parte mais difícil da travessia e, principalmente, para tomarmos as atitudes necessárias para acelerar a transformação de nossos produtos e receitas.
Conforme previsto na própria MP, o governo fará a complementação devida da renda a cada trabalhador, e este processo é automático (depósito feito na conta do empregado após a comunicação do RH da empresa). Os benefícios serão mantidos integralmente. Em alguns casos, avaliados pontualmente, aplicaremos a suspensão do contrato de trabalho, também prevista na MP.
Estamos disponibilizando um canal exclusivo no RH para dúvidas e questões gerais sobre o tema (falecomrh@infoglobo.com.br).
Se por um lado é frustrante tomar essas medidas depois de uma razoável sequência de meses contundentes em nossa caminhada, por outro temos de ver que estamos mais fortes do que nunca para lidar com um desafio dessa envergadura.
Isso é fruto do talento, do comprometimento e da paixão que temos pelo nosso negócio. Acredito que vamos nos fortalecer com essa travessia e retomar, ainda em 2020, a trajetória que vínhamos construindo. Seguiremos firmes e motivados na busca das respostas para as muitas dúvidas que temos sobre o futuro da sociedade, da economia e do jornalismo.
Nossa missão como empresa jornalística está em seu ápice nas últimas décadas. Somos mais importantes do que nunca para a sociedade. Precisamos assegurar a melhor cobertura dos fatos, assegurando a toda nossa vasta audiência informação e conhecimento para lidar com essas novas normas.
Nossas áreas comerciais seguem buscando soluções de mídia para nossos anunciantes, assegurando que o impacto das mensagens transmitidas a nossos leitores seja positivo para seus negócios, que também enfrentam esse desafio.
Agradeço a todos desde já. Contem comigo e com os demais diretores. Protejam suas famílias nesse momento delicado. A coesão e a cumplicidade entre nós crescerão bastante nos próximos meses.
Sigo otimista com a nossa empresa. Com trabalho, entusiasmo, disciplina e talento vamos superar mais esse desafio.
Artigo, Paulo Kruse, Zero Hora - Lição para o varejo
Há mais de cem anos, a maior feira de varejo do mundo, a NRF, que teve sua 109ª edição no mês de janeiro em Nova York, traz exemplos de empresas do setor varejista que crescem inovando. Temas como propósito da marca, sustentabilidade e relações com clientes e fornecedores são geralmente debatidos por lá, assim como o uso de novas tecnologias, já comuns no comércio de vários países. Questões essas que naturalmente vêm se modificando ao longo de décadas.
No entanto, sabemos que para nós, brasileiros, existem fatores que freiam o crescimento de nossas empresas, principalmente quando se trata da implementação de tecnologias. Mas, se queremos continuar a fazer parte desse cenário desafiador, levando até as pessoas o que elas procuram ao mesmo tempo que fazemos o nosso negócio crescer, precisamos encontrar maneiras de nos aproximar desses assuntos.
Devemos entender que inovação não diz respeito necessariamente à tecnologia. É possível inovar tendo um negócio com propósito ligado a causas sociais, por exemplo, e com isso transmitir o verdadeiro valor daquilo que é comprado pelas pessoas. Seja um serviço, um produto, um atendimento ou qualquer outra iniciativa da marca. Ações que demonstrem preocupação com as pessoas e com o meio ambiente se diferenciam sempre, pois fazem com que o consumidor entenda que nós merecemos estar no mercado.
Quando a pandemia passar e as empresas voltarem a suas atividades, o cenário será outro. Todos, de forma geral, foram impactados drasticamente pelas perdas econômicas, independentemente do segmento ou porte. Será imprescindível que pessoas com ideias e ações arrojadas ajudem na retomada do crescimento do comércio, bem como de todos os setores. A nós, lojistas, cabe fazer aquilo que é certo, termos compreensão de que precisamos agir com honestidade e ética com nossos fornecedores e clientes, com resiliência e muito empenho. Vamos nos fortalecer juntos. É hora de virar a chave, senão será a hora de pararmos de vez.
*Por Paulo Kruse, presidente do Sindilojas Porto Alegre
No entanto, sabemos que para nós, brasileiros, existem fatores que freiam o crescimento de nossas empresas, principalmente quando se trata da implementação de tecnologias. Mas, se queremos continuar a fazer parte desse cenário desafiador, levando até as pessoas o que elas procuram ao mesmo tempo que fazemos o nosso negócio crescer, precisamos encontrar maneiras de nos aproximar desses assuntos.
Devemos entender que inovação não diz respeito necessariamente à tecnologia. É possível inovar tendo um negócio com propósito ligado a causas sociais, por exemplo, e com isso transmitir o verdadeiro valor daquilo que é comprado pelas pessoas. Seja um serviço, um produto, um atendimento ou qualquer outra iniciativa da marca. Ações que demonstrem preocupação com as pessoas e com o meio ambiente se diferenciam sempre, pois fazem com que o consumidor entenda que nós merecemos estar no mercado.
Quando a pandemia passar e as empresas voltarem a suas atividades, o cenário será outro. Todos, de forma geral, foram impactados drasticamente pelas perdas econômicas, independentemente do segmento ou porte. Será imprescindível que pessoas com ideias e ações arrojadas ajudem na retomada do crescimento do comércio, bem como de todos os setores. A nós, lojistas, cabe fazer aquilo que é certo, termos compreensão de que precisamos agir com honestidade e ética com nossos fornecedores e clientes, com resiliência e muito empenho. Vamos nos fortalecer juntos. É hora de virar a chave, senão será a hora de pararmos de vez.
*Por Paulo Kruse, presidente do Sindilojas Porto Alegre
Com produção em queda, setor calçadista perde mais de 24 mil postos com avanço do vírus chinês
A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) estima que a produção de calçados deva encolher pelo menos 49% no segundo trimestre do ano, em relação ao mesmo período do ano passado. A queda será somada a um revés de 14,2% nos primeiros três meses do ano, o que deve resultar em uma retração de pelo menos 31,8% no primeiro semestre. Após uma estimativa positiva divulgada no início de 2020, de crescimento de até 2,5%, a crise provocada pelo avanço da pandemia fez com que a expectativa fosse revisada para uma queda de mais de 26% em relação a 2019.
O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, afirma que a crise já fez com que o setor perdesse 24,4 mil postos de trabalho, de 9% do total de empregos gerados pelas indústrias de calçados na posição de dezembro (270 mil). O Estado que mais perdeu postos no período foi São Paulo, com 7,9 mil postos perdidos. O Rio Grande do Sul perdeu 5,5 mil postos, Minas Gerais 5 mil e Santa Catarina 2,5 mil. Estados do Nordeste somam a perda de 3,3 mil empregos. “O principal problema enfrentado pela indústria calçadista neste período tem sido o cancelamento de pedidos, bem como a postergação e faturamento dos mesmos. Com o varejo fechado, assim como a retração da demanda, não temos novos pedidos, não temos o que produzir. O setor, como produtor de moda, não tem a praxe de trabalhar com estoques”, lamenta o dirigente.
Segundo Ferreira, pesquisa realizada pela Abicalçados aponta que 51% das empresas do setor estão com atividades paralisadas, ou apenas finalizando produtos para utilização da matéria-prima em estoque, para posterior paralisação, sendo que 23% delas não têm previsão de retorno às atividades. “Muitas empresas estão conseguindo manter empregos por meio de acordos proporcionados pela MP 936, com férias coletivas e jornadas reduzidas”, conta.
Exportações
Além do impacto no varejo brasileiro, as exportações de calçados também foram afetadas. Após uma queda de 8,5% no primeiro trimestre em relação a igual período do ano passado, os embarques devem cair, pelo menos, 46,4% no segundo trimestre, conforme projeções da Abicalçados. Com isso, no primeiro semestre o revés pode ficar em 23,2%, com o ano fechando com retração de 27,3%, sempre na relação com igual período do ano passado.
A Abicalçados, associação que representa as mais de 6 mil empresas produtoras de calçados do País, divulgará as revisões das projeções semanalmente.
Pesquisa Abicalçados
Impactos da Covid-19 no setor
(amostragem)
Demissões (23/03 a 17/04)
Brasil: 24.400 postos
SP: 7.900 postos
RS: 5.500 postos
MG: 5.000 postos
SC: 2.500 postos
NE: 3.300 postos
Principais problemas reportados: 84% cancelamento de pedidos; 75% postergação de faturamento/entrega de pedidos.
51% das empresas do setor estão paralisadas
23% sem previsão de retorno
Estimativa de impacto na produção de calçados
1º trimestre: - 14,2%
2º trimestre: - 49%
1º Semestre: - 31,8%
2º Semestre: - 22%
Ano 2020: - 26,5%
Estimativa de impacto nas exportações de calçados
1º trimestre:- 8,5% (efetivada)
2º Trimestre: - 46,4%
1º Semestre: - 23,2%
2º Semestre:- 31,3%
Ano 2020: -27,3%
O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, afirma que a crise já fez com que o setor perdesse 24,4 mil postos de trabalho, de 9% do total de empregos gerados pelas indústrias de calçados na posição de dezembro (270 mil). O Estado que mais perdeu postos no período foi São Paulo, com 7,9 mil postos perdidos. O Rio Grande do Sul perdeu 5,5 mil postos, Minas Gerais 5 mil e Santa Catarina 2,5 mil. Estados do Nordeste somam a perda de 3,3 mil empregos. “O principal problema enfrentado pela indústria calçadista neste período tem sido o cancelamento de pedidos, bem como a postergação e faturamento dos mesmos. Com o varejo fechado, assim como a retração da demanda, não temos novos pedidos, não temos o que produzir. O setor, como produtor de moda, não tem a praxe de trabalhar com estoques”, lamenta o dirigente.
Segundo Ferreira, pesquisa realizada pela Abicalçados aponta que 51% das empresas do setor estão com atividades paralisadas, ou apenas finalizando produtos para utilização da matéria-prima em estoque, para posterior paralisação, sendo que 23% delas não têm previsão de retorno às atividades. “Muitas empresas estão conseguindo manter empregos por meio de acordos proporcionados pela MP 936, com férias coletivas e jornadas reduzidas”, conta.
Exportações
Além do impacto no varejo brasileiro, as exportações de calçados também foram afetadas. Após uma queda de 8,5% no primeiro trimestre em relação a igual período do ano passado, os embarques devem cair, pelo menos, 46,4% no segundo trimestre, conforme projeções da Abicalçados. Com isso, no primeiro semestre o revés pode ficar em 23,2%, com o ano fechando com retração de 27,3%, sempre na relação com igual período do ano passado.
A Abicalçados, associação que representa as mais de 6 mil empresas produtoras de calçados do País, divulgará as revisões das projeções semanalmente.
Pesquisa Abicalçados
Impactos da Covid-19 no setor
(amostragem)
Demissões (23/03 a 17/04)
Brasil: 24.400 postos
SP: 7.900 postos
RS: 5.500 postos
MG: 5.000 postos
SC: 2.500 postos
NE: 3.300 postos
Principais problemas reportados: 84% cancelamento de pedidos; 75% postergação de faturamento/entrega de pedidos.
51% das empresas do setor estão paralisadas
23% sem previsão de retorno
Estimativa de impacto na produção de calçados
1º trimestre: - 14,2%
2º trimestre: - 49%
1º Semestre: - 31,8%
2º Semestre: - 22%
Ano 2020: - 26,5%
Estimativa de impacto nas exportações de calçados
1º trimestre:- 8,5% (efetivada)
2º Trimestre: - 46,4%
1º Semestre: - 23,2%
2º Semestre:- 31,3%
Ano 2020: -27,3%
Artigo,l Renato Sant'Ana - A patifaria dos três
Ainda não caiu a ficha? Por que acham que o WhatsApp resolveu limitar o repasse de mensagens? Sorrateiramente, o Facebook faz o mesmo. E o Twitter vem censurando usuários. Vamos juntar as peças do quebra-cabeça?
O cenário mais dramático da pandemia ainda é o da Lombardia, na Itália, fato que a extrema-imprensa explora para gerar pânico, enquanto trata com discrição ou mesmo omite dados que ajudariam a esclarecer e baixar a ansiedade sem prejuízo das cautelas urgentes.
Por exemplo, há muitos idosos na Lombardia, o que é uma das causas do elevado número de óbitos. Outra causa é haver, lá, milhares de operários chineses (fala-se em 200 mil), trabalhando nas fábricas italianas que foram compradas por grupos da China. Muitos desses milhares viajaram ao seu país em janeiro último para celebrar o ano novo, voltando à Itália infectados pelo vírus.
Porém, o mais grave, que o mundo precisa conhecer e repudiar - e uma imprensa venal prefere omitir - é que, em janeiro, a ditadura chinesa já sabia do vírus e o que ia acontecer. E, assassinando médicos e jornalistas que alertaram para o risco, esperou que a peste chegasse a Europa e Estados Unidos para começar a falar (e mentir que o vírus não se transmitia entre humanos).
E o que têm a ver com isso WhatsApp, Facebook e Twitter? Ora, o crime da ditadura chinesa foi esquecido por Bandeirantes, Globo e CNN, que dirigem o "retiro espiritual" da população brasileira que, encerrada em casa, passa o dia inteiro ouvindo e assimilando o que se prega na TV.
Manipulações desse tipo as redes sociais vêm desmascarando desde 2013. Mas Facebook (proprietário do Whats) e Twitter não querem o contraponto que se faz à imprensa via redes sociais. Querem, isto sim, a hegemonia da mentira. Dá para entender a malandragem?
A coisa é articulada: encerrar a população em casa, falar todo tempo em números de mortos, manipular estatísticas para confundir os simples, dar as notícias em tom dramático, omitir a vertiginosa extinção de empregos e o aumento da pobreza (mantendo o foco na ameaça invisível do vírus), disseminar o medo e golpear a esperança. Pânico generalizado!
Só que, para dar certo, é preciso amordaçar quem ameaça desmascarar a grande farsa, isto é, tem que impor obstáculos ao cidadão que usa redes sociais para mostrar a criminosa ideologização da pandemia no Brasil e a truculência da China em sua meta de colonizar o planeta.
É óbvio que a patifaria de Facebook, WhatsApp e Twitter não se dá apenas aqui: eles desprezam a democracia em toda parte.
Agora vejam, na China, são eles que sofrem a mordaça imposta pelo Partido Comunista Chinês. No entanto, não consta que qualquer deles tenha usado seu formidável poder para protestar contra o autoritarismo daquele regime, omissão que tem ares de conivência.
É inevitável, pois, que se veja um intuito ideológico no cerceamento que esses três vêm impondo aos seus usuários.
Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.
E-mail: sentinela.rs@uol.com.br
O cenário mais dramático da pandemia ainda é o da Lombardia, na Itália, fato que a extrema-imprensa explora para gerar pânico, enquanto trata com discrição ou mesmo omite dados que ajudariam a esclarecer e baixar a ansiedade sem prejuízo das cautelas urgentes.
Por exemplo, há muitos idosos na Lombardia, o que é uma das causas do elevado número de óbitos. Outra causa é haver, lá, milhares de operários chineses (fala-se em 200 mil), trabalhando nas fábricas italianas que foram compradas por grupos da China. Muitos desses milhares viajaram ao seu país em janeiro último para celebrar o ano novo, voltando à Itália infectados pelo vírus.
Porém, o mais grave, que o mundo precisa conhecer e repudiar - e uma imprensa venal prefere omitir - é que, em janeiro, a ditadura chinesa já sabia do vírus e o que ia acontecer. E, assassinando médicos e jornalistas que alertaram para o risco, esperou que a peste chegasse a Europa e Estados Unidos para começar a falar (e mentir que o vírus não se transmitia entre humanos).
E o que têm a ver com isso WhatsApp, Facebook e Twitter? Ora, o crime da ditadura chinesa foi esquecido por Bandeirantes, Globo e CNN, que dirigem o "retiro espiritual" da população brasileira que, encerrada em casa, passa o dia inteiro ouvindo e assimilando o que se prega na TV.
Manipulações desse tipo as redes sociais vêm desmascarando desde 2013. Mas Facebook (proprietário do Whats) e Twitter não querem o contraponto que se faz à imprensa via redes sociais. Querem, isto sim, a hegemonia da mentira. Dá para entender a malandragem?
A coisa é articulada: encerrar a população em casa, falar todo tempo em números de mortos, manipular estatísticas para confundir os simples, dar as notícias em tom dramático, omitir a vertiginosa extinção de empregos e o aumento da pobreza (mantendo o foco na ameaça invisível do vírus), disseminar o medo e golpear a esperança. Pânico generalizado!
Só que, para dar certo, é preciso amordaçar quem ameaça desmascarar a grande farsa, isto é, tem que impor obstáculos ao cidadão que usa redes sociais para mostrar a criminosa ideologização da pandemia no Brasil e a truculência da China em sua meta de colonizar o planeta.
É óbvio que a patifaria de Facebook, WhatsApp e Twitter não se dá apenas aqui: eles desprezam a democracia em toda parte.
Agora vejam, na China, são eles que sofrem a mordaça imposta pelo Partido Comunista Chinês. No entanto, não consta que qualquer deles tenha usado seu formidável poder para protestar contra o autoritarismo daquele regime, omissão que tem ares de conivência.
É inevitável, pois, que se veja um intuito ideológico no cerceamento que esses três vêm impondo aos seus usuários.
Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.
E-mail: sentinela.rs@uol.com.br
Carta da prefeita de Novo Hamburgo
Em relação a nota intitulada "Fátima Daudt confrontou Eduardo Leite e mandou abrir tudo em Novo Hamburgo. Saiba por que razão", a prefeita Fátima Daudt considera fundamental os seguintes esclarecimentos. Em primeiro lugar, a prefeita não concorda que estaria confrontando o governador, a quem tem o maior apreço e respeito. Fátima também considera que as medidas adotadas por Eduardo Leite estão de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde para enfrentamento à pandemia da Covid-19 no Rio Grande do Sul.
Sobre Novo Hamburgo, as medidas adotadas estão muito bem fundamentadas juridicamente. A expressão "mandou abrir tudo" não retrata toda a realidade dos fatos. Na verdade, o distanciamento social segue sendo uma exigência em todos os setores da economia hamburguense. Conforme determinação do Decreto 9211/2020, comércio e serviço só podem atender um cliente por vez e os estabelecimentos também são responsáveis por evitar aglomerações na frente deles. Além disso, conforme determina o Decreto Estadual 55184/2020, as lojas devem manter fechados os provadores e não permitir a prova de cosméticos, como batons, perfumes, pós, sombras etc.
Além disso, por meio do Decreto 9212/2020, foi criada a Central de Fiscalização, de natureza temporária, justamente para intensificar as ações fiscalizatórias em estabelecimentos e coibir as atividades e posturas incompatíveis com as ações de combate à epidemia causada pelo coronavírus em Novo Hamburgo. Enfim, a prefeita de Novo Hamburgo avalia que a abertura do comércio, com forte austeridade, como é o caso, não prejudica a fiscalização do cumprimento das restrições estaduais.
Sobre Novo Hamburgo, as medidas adotadas estão muito bem fundamentadas juridicamente. A expressão "mandou abrir tudo" não retrata toda a realidade dos fatos. Na verdade, o distanciamento social segue sendo uma exigência em todos os setores da economia hamburguense. Conforme determinação do Decreto 9211/2020, comércio e serviço só podem atender um cliente por vez e os estabelecimentos também são responsáveis por evitar aglomerações na frente deles. Além disso, conforme determina o Decreto Estadual 55184/2020, as lojas devem manter fechados os provadores e não permitir a prova de cosméticos, como batons, perfumes, pós, sombras etc.
Além disso, por meio do Decreto 9212/2020, foi criada a Central de Fiscalização, de natureza temporária, justamente para intensificar as ações fiscalizatórias em estabelecimentos e coibir as atividades e posturas incompatíveis com as ações de combate à epidemia causada pelo coronavírus em Novo Hamburgo. Enfim, a prefeita de Novo Hamburgo avalia que a abertura do comércio, com forte austeridade, como é o caso, não prejudica a fiscalização do cumprimento das restrições estaduais.
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