Nota da RBS

O Grupo RBS repudia enfaticamente as mentiras e os ataques contidos em um vídeo que circula em redes sociais e grupos de mensagens. A RBS e suas marcas não apoiam políticos ou governantes de qualquer natureza ou partido. Como é esperado no jornalismo profissional, seus colunistas limitam-se a manifestar, com independência e autonomia, opiniões contrárias ou favoráveis a atos de governo ou de parlamentos.
A RBS repele também qualquer associação de sua cobertura (ou de comentários de seus colunistas) a eventuais investimentos oficiais em publicidade. Como sempre, a empresa defende o investimento técnico de qualquer verba de publicidade.
A empresa solidariza-se ainda com os comunicadores, referenciais de integridade e independência no jornalismo brasileiro, que foram citados no vídeo e ressalva que dará todo o apoio jurídico para repor a verdade, uma vez que a origem das injúrias, calúnias e difamações seja identificada.
Da mesma forma, a RBS lamenta o baixo nível da fase pré-campanha eleitoral e reafirma seu compromisso histórico de uma cobertura equidistante, apartidária e equilibrada das eleições municipais.

Eleitorado do RS

Dos 8.423.308 eleitores, distribuídos pelos 497 municípios gaúchos, 4.422.947 são mulheres, o que representa 52,5% dos votantes; e 4.000.361, homens, perfazendo os outros 47,5%.

Quando analisada a divisão de faixa etária, as de 30 a 34 anos e de 35 a 39 respondem por 19,53% do total. Na comparação com 2016, o percentual de eleitores na faixa etária entre 16 e 17 anos – para quem o voto é facultativo – era de 1,09%. Esse índice caiu a menos da metade em 2020, quando os jovens dessa idade correspondem a 0,40% do eleitorado, o que representa cerca de 34 mil votantes. Ainda em relação à idade, o estado soma em torno de 936 mil eleitores com mais de 70 anos, quando o voto não é mais obrigatório.

O grau de instrução é outra característica analisada. No estado, 33,52% dos eleitores não completaram o ensino fundamental. Desses, 2,02% informaram ser analfabetos e 3,35% que sabem ler e escrever. Em seguida, 21,73% informaram ter ensino médio completo. Na sequencia, aparecem aqueles com ensino médio incompleto: 15,51%. Outros 10,65% relataram ter ensino superior completo; e 7,09% ensino superior incompleto.

O perfil ainda mostra a característica de estado civil. A maioria absoluta é de solteiros (54,35%), enquanto que 35,7% informaram ser casados, à frente dos divorciados, viúvos e separados judicialmente, nessa ordem.

O eleitorado cresceu 0,7% na comparação com o pleito de 2016, quando também foram eleitos prefeitos e vereadores. O levantamento mostrou que o Rio Grande do Sul soma ainda 517 eleitores com nome social aptos a votar. Do total dos eleitores, mais de 56 mil informaram ter alguma deficiência..

As 10 cidades com maior número de eleitores
PORTO ALEGRE 1082726
CAXIAS DO SUL 333696
CANOAS 250704
PELOTAS 240948
SANTA MARIA 204282
GRAVATAÍ 185345
NOVO HAMBURGO 177990
SÃO LEOPOLDO 164220
VIAMÃO 155816
RIO GRANDE 154247

As 10 cidades com menor número de eleitores
ENGENHO VELHO 1173
ANDRÉ DA ROCHA 1324
CARLOS GOMES 1380
COQUEIRO BAIXO 1398
LINHA NOVA 1414
GUABIJU 1421
CORONEL PILAR 1472
TUPANCI DO SUL 1477
UNIÃO DA SERRA 1503
MONTAURI 1504

Artigo, Alexandre Loures e Flávio Castro, FSB - O que aprendemos com a tecnologia nos últimos meses?

Que a pandemia acelerou os negócios e a transformação digital não nos restam dúvidas. Impulsionados pela tecnologia, diversos segmentos ganharam protagonismo e buscaram soluções inovadoras para essa nova visão de futuro. E hoje, vamos falar de três deles: e-commerce, educação e entretenimento.

No início de julho, uma terceira rodada do estudo “Consumidor e Força de Trabalho”, realizado pelas Salesforce, com mais de 3.500 pessoas nos Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Brasil e Austrália, tentou entender como os consumidores enxergam modelos de compra sem contato. O resultado? No Brasil, 90% dos consumidores afirmam estar mais  propensos a realizar compras online de produtos essenciais, mesmo depois que a ameaça da Covid-19 diminuir. Outras intenções destacadas na pesquisa são: compras por meios de pagamento por aproximação (+47%), delivery sem contato (+46%), compras nas redes sociais (+31%) e compra online com retirada na loja (+33%).

Com essa mudança de comportamento, o chamado “Visual Commerce” deverá ajudar a experiência de compra a ser cada vez mais conveniente e interativa. Algumas ferramentas nessa área já existem há algum tempo, mas agora estão se reinventando para atender às novas necessidades. Dentre elas: Realidade Aumentada, integrando o comércio online e offline; QR Codes para pontos de venda que nos levam para links de sites, campanhas, e vídeos tutoriais; simulação de uso de produtos em um ambiente online; e os Displays Digitais com telas 3D, que transformam a experiência visual digital.

Na educação, as ferramentas digitais contribuíram (e muito!) para a continuidade do aprendizado que acontecia em sala de aula. Segundo a pesquisa Global Learner, realizada pela Pearson, 84% dos brasileiros acreditam que as mídias digitais e outras tecnologias se tornaram importantes neste isolamento. Esse é o tema da nova websérie "Covid-19 x Educação: o que aprendemos com a pandemia", que a companhia lançou na última semana. Juliano Costa, vice-presidente da Pearson América Latina, também falou sobre esse assunto no podcast Digitalize, produzido pela Bússola. Vale a pena conferir.

E o mercado do entretenimento? Já vimos eventos drive-in e shows ao ar livre com distanciamento social, mas como a tecnologia vai ajudar a ressignificar essa indústria? A última projeção feita pela pesquisa Media & Outlook Entertainment da PWC em 2019 já apontava para um crescimento acelerado do setor de mídia e entretenimento, movimentando mais de U$2,6 trilhões em todo o mundo. Com a pandemia, a digitalização da indústria do entretenimento ganhou um impulso ainda maior. Festivais de música, eventos online e streaming vão evoluir para hábitos cada vez mais digitais e sob demanda. A Netflix, por exemplo, lançou no último dia 3 uma plataforma com experiência virtual e imersiva em 360° para os fãs explorarem cenários de diversas séries originais do catálogo. Esse será apenas o início: podemos esperar muito mais da indústria do entretenimento.

Entrevista, Mateus Klein, advogado, RS - Saiba por que voltam em massa os investimentos diretos estrangeiros

ENTREVISTA
Mateus Klein, advogado, Escritório MF Advogados.

O que faz com que investidores externos voltem a enxergar o Brasil como boa oportunidade de ganhar dinheiro ?
Os juros baixos fixados pelo Banco Central (Bacen) somado aos novos marcos regulatórios que trazem segurança jurídica abriu grande espaço para investidores externos que estão vendo no Brasil a oportunidade de realizar maior rentabilidade.

É coisa para grandes fundos internacionais.
Não apenas, mas também os fundos de investimento em participações (FIP), conhecidos como fundos private equity, com ênfase para aqueles focados em investimentos privados em empresas de capital fechado, dispostos a financiar a expansão das mesmas.

É gente que tem dinheiro ?
Nesse segmento, um fundo abaixo de R$ 1 bilhão é considerado modesto. Muitos desses fundos menores estão vendo o Brasil como oportunidade de rentabilidade estruturada e não especulativa

Em que áreas eles enxergam melhores oportunidades ?
Tecnologia, agronegócio, infraestrutura, telecomunicação e, principalmente, saneamento são alguns dos setores que têm atraído tais investidores, particularmente a área do saneamento, após a sanção da nova legislação, proporcionará grandes oportunidades de receber investimentos externos.

Por que razão a área de saneamento ?
É que na primeira quinzena de julho, o presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou o novo Marco Legal do Saneamento Básico. O principal objetivo da legislação é universalizar e qualificar a prestação dos serviços no setor. A meta do Governo Federal é alcançar a universalização até 2033, garantindo que 99% da população brasileira tenha acesso à água potável e 90% ao tratamento e a coleta de esgoto.

O marco abriu de que forma a área de saneamento ?
A nova lei extingue os chamados contratos de programa, firmados, sem licitação, entre municípios e empresas estaduais de saneamento. Esses acordos, atualmente, são firmados com regras de prestação de tarifação, mas sem concorrência. Com o novo marco legal, abre-se espaço para os contratos de concessão e torna obrigatória a abertura de licitação, podendo, então, concorrer à vaga prestadores de serviço públicos e privados.

Mel branco, cultura e Parador Hampel

Apesar de ser gaúcha, e de já ter viajado bastante, foi recentemente que conheci algumas preciosidades do nosso Estado. Uma delas, os cânions em Cambará do Sul e o seu inigualável mel branco.

A nossa gastronomia tem tantas preciosidades que não é surpresa, nem para uma cozinheira fuçadora como eu, descobrir algo tão fantástico quanto esse mel, quase todos os dias. Fosse ele um produto nascido na França, já teria uma medalha, um selo de denominação controlada, um hino, um dia no calendário do país só para comemorar a sua existência, e uma procissão, com estandarte e tudo!

Infelizmente, o nosso talento para zelar pelos bens materiais e imateriais da nossa cultura precisa melhorar muito. Eu, como ferrenha grande defensora do artesanato brasileiro, sei bem do que estou falando. Ontem assisti a um vídeo do queridíssimo Marcos Livi – outro tesouro da nossa cozinha, um ícone da cultura gaúcha – fazendo um desabafo lúcido e emocionante sobre o momento que todos nós, cozinheiros brasileiros, estamos vivendo nesta pandemia, que teima em acreditar que irá nos vencer.

Lutamos há tantos anos incansavelmente pelo nome, pela história e pelo legado da gastronomia brasileira. Investimos tempo, amor e patrimônio pessoal em nome da manutenção desta história. Desta expressão que nos define tão mais brasileiros, e que corre através desta linha que tece a colcha de retalhos, riquíssima, que é nossa cultura gastronômica.

O Parador Hampel é um oásis desta cultura! Um lugar que se alimenta de brasilidade e propõe o reencontro com o produto e o produtor local. Foi lá que conheci tanta coisa incrível, dos cogumelos porcinis selvagens aos queijos e embutidos, de deixar qualquer europeu de boca aberta. Estamos abandonados, Marcos, mas a sua voz ecoa, seu grito é nosso, e seu chamado por mais união, necessário. Contando os dias para voltar a me sentar ao seu lado, numa fogueira do Parador, e brindar com algum vinho do poeta Luís Henrique Zanini..

Brasil tem queda histórica na desigualdade com auxílio emergencial

O benefício de R$ 600 proposto que é pago pelo governo Bolsonaro, teve impacto significativo na redução das desigualdades no Brasil. É o que aponta reportagem da jornalista Cássia Almeida, publicada no jornal O Globo. "A injeção na economia de R$ 50 bilhões a cada mês por meio do auxílio emergencial para informais reduziu a pobreza e fez a desigualdade brasileira chegar a seu menor nível histórico, de acordo com cálculo inédito do sociólogo Rogério Barbosa, do Centro de Estudos da Metrópole da USP", escreve a jornalista.

"Foi uma queda (da desigualdade) sem precedentes. Se não houvesse o auxílio, todo o esforço redistributivo dos últimos 25 anos teria se perdido", diz o pesquisador Rogério Barbosa, sobre o auxílio que já beneficia 60 milhões de brasileiros – o que influiu nos índices de aprovação do governo federal. Entre os desempregados, a reprovação caiu nove pontos em relação a junho, de 43% para 34%. Já o apoio subiu 12 pontos, de 24% para 36%, no mesmo período.

A grande discussão hoje é como criar uma política de renda mínima, sem estourar os limites impostos pelo orçamento. "O governo gasta com o auxílio mais de 17 vezes o que transfere no programa Bolsa Família por mês. O valor do benefício aumentou e o número de pessoas atendidas também", aponta a reportagem.

"Barbosa calculou o impacto do auxílio emergencial no Índice de Gini, que varia de 0 a 1: quanto mais próximo de 1, maior a concentração.

Segundo o estudo, a queda no índice este ano foi superior à dos oito anos do governo Lula, período recente de maior redução da desigualdade. Caiu de 0,543 em 2019 para 0,492 em maio deste ano. Sem o auxílio, o Gini hoje seria de 0,569, comparável ao de 1970: 0,565", informa Cássia Almeida.

Pacientes da Prevent Senior, SP, recebem Kit Covid em casa para tratamento precoce do coronavírus

Após diagnóstico clínico feito em consulta realizada pela internet, pacientes da Prevent Senior estão recebendo em casa, pelos Correios, uma espécie de "kit covid", composto por hidroxicloroquina 400 mg, azitromicina 500 mg e pelas vitaminas Vitacon C + Zinco + Vitamina D e Detem D3, informa o jornal O Estado de S. Paulo. No receituário de controle, assinado por um médico que não faz a consulta, constam as dosagens diárias. Os pacientes são aconselhados a tomar os medicamentos antes mesmo de fazerem o teste para detecção do novo coronavírus - cujo resultado é informado em cinco dias.

Com um quadro típico de gripe, em que apresentava congestão nasal, estado febril de 37,2°C, indisposição e leve dor no corpo, a atriz Lilian Athie, de 58 anos, marcou pelo aplicativo da operadora, no dia 30 de julho, uma consulta virtual. "A médica fez um rápido levantamento do meu estado e disse que provavelmente eu estava com covid, mesmo eu dizendo que não estava com tosse ou falta de ar. Imagino que a conclusão foi baseada na minha informação que tinha perdido o olfato. O fato é que, normalmente, uma forte congestão nasal causa a perda de olfato. Assim que passamos a respirar melhor, o olfato volta a funcionar", disse Lilian.

Durante o diagnóstico, diz a atriz, a médica perguntou se ela morava com alguém, se trabalhava fora e se era cardíaca. "Respondi não a todas as perguntas." Após anotar os dados, informou que ela iria receber mensagem de texto pelo celular com um link para aceitar o recebimento da medicação em casa e também uma ligação informando os procedimentos.

"A médica reforçou que era para eu tomar os remédios assim que os recebesse. E também ligar para a central de atendimento e agendar o teste PCR para detecção de coronavírus. Pediu para repousar e não sair de casa por 13 dias."

Lilian recebeu o kit no mesmo dia da consulta. No dia seguinte, fez o teste pelo método RT-PCR . O resultado, que ficou pronto quatro dias depois, foi informado por uma atendente do convênio que ligou para saber como estava e se tinha tomado o medicamento. "Eu disse que somente tinha tomado a vitamina C. A mesma pessoa me informou que o resultado do teste tinha dado negativo. Perguntou se podiam recolher os medicamentos que eu não havia tomado. Pedi para ficar com as vitaminas", disse.

"Acho que o plano deveria explicar melhor os medicamentos enviados. Senti como se quisessem fazer um teste comigo. Como o convênio prescreve hidroxicloroquina após uma consulta virtual de cinco minutos?", indagou. Além do caso da atriz, o Estadão conversou com outras cinco pessoas clientes da Prevent Senior, que relataram o mesmo procedimento.

Atendimento precoce
Procurada, a Prevent Senior - especializada em idosos, grupo de risco da doença, afirma que "o atendimento precoce de Covid-19 tem sido adotado com resultados significativos de redução de internação e taxas de mortalidade" nos hospitais da rede.

Questionada sobre o envio do kit, que inclui hidroxicloroquina e azitromicina aos pacientes após diagnóstico online, a operadora justifica que "todos que recebem o kit assinam um termo concordando em receber os medicamentos em casa, sem nenhum custo adicional". A operadora diz ainda que os pacientes são atendidos e acompanhados por seus médicos e que "a utilização de qualquer remédio, mesmo após orientação médica, depende da vontade do paciente".

O cardiologista Carlos Alberto Pastore, da Sociedade de Cardiologia do Estado, afirma que não se pode considerar o uso do kit como uma forma de prevenção ou tratamento do novo coronavírus. "No início muitas pessoas tomaram hidroxicloroquina, mas nunca foi uma conduta definida", alerta. E a coordenadora do programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ana Carolina Navarrete, considera grave a decisão da operadora. "Não é o médico A ou B decidindo prescrever. É a instituição estabelecendo um protocolo de tratamento que não tem respaldo em evidência científica. Uma coisa é fazer isso de forma atrelada a um estudo clínico, outra muito diferente é quando não há estudo clínico."

Até a pandemia do novo coronavírus, a hidroxicloroquina era conhecida pelo uso em tratamento de artrite, lúpus eritematoso e malária. Começou a ser administrada em pacientes suspeitos e testados positivos, mas a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu os estudos. "A medicação pode interferir no processo elétrico do coração e provocar arritmia cardíaca, o que pode ser fatal", afirma o cardiologista.