70% do INSS já atende presencialmente em todo o País

Leonardo Rolim, presidente do INSS, garantiu durante a 'Live JR' que não faltam peritos no atendimento ao público

"Hoje, em relação a capacidade de atendimento das agências como um todo, temos 70% da capacidade do INSS funcionando normalmente, e em relação a perícia 60%. Mas neste momento as pessoas podem pedir uma antecipação do benefício usando o aplicativo do INSS, enviando uma cópia do atestado médico, então há a opção de aguardar mais um pouco", afirmou Leonardo Rolim, presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), durante a 'Live JR' desta sexta-feira (2). A prova de vida do segurado também está suspensa neste momento de pandemia.


Os apresentadores do JR, Celso Freitas, Christina Lemos e o repórter Emerson Ramos destacaram perguntas dos internautas que participaram da 'Live JR', apontando o mal funcionamento do atendimento pelo número 135. "O INSS se preparou muito bem para a reabertura, tivemos um dos melhores protocolos dentro do setor público. Porém, em um primeiro momento tivemos este mal-estar porque os peritos disseram que não estava adequado. Nós comprovamos que estavam sim e hoje já temos 753 agencias abertas no Brasil, das quais 318 atendem perícia. Os peritos se convenceram ao fazer as inspeções e agora temos quase a normalidade", garantiu Rolim.


Cerca de 300 mil perícias são realizadas mensalmente pelo INSS, cerca de 15 mil por dia. Hoje apenas 7 mil estão sendo efetuadas. "O prazo para a realização de uma perícia é de 10 a 15 dias, o que considero adequado na concessão do benefício. Não temos uma demanda por novos peritos. Nosso desafio são servidores que estão no grupo de risco e a adequação das agências que ainda faltam", esclareceu.


"Estamos em um processo de transformação digital, mas já temos vários benefícios concedidos de forma digital, cerca de 92% dos requerimentos são feitos e analisados de forma remota. Teremos uma mudança no perfil do servidor, que se exige mais qualificação. Esse novo perfil só vai estar definido quando terminarmos o processo de planejamento estratégico e daí sim faremos concursos para substituir servidores, a partir de 2022", definiu.


Segundo Rolim, 90% dos serviços podem ser feitos remotamente e os processos consideram a falta de inclusão digital: os documentos podem ser entregues na agência, para quem não souber fazer o envio digital.


Sobre o uso de telemedicina para o processo de perícia, Rolim explicou que o Conselho Regional de Medicina não autoriza a teleperícia e por isso essa não é uma solução viável. Além de apontar dificuldades tecnológicas em relação à qualidade de imagem, por exemplo, a falta de inclusão digital das pessoas que podem vir a usar este serviço inviabilizaria o procedimento.


Rolim afirmou ainda que não há risco de falta de recurso para a previdência já que estas despesas são obrigatórias e não dependem de nenhuma decisão discricionária. A prioridade do Governo é pagamento sem atrasos, segundo o presidente.


A 'Live JR' já entrevistou os ministros do STF Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina e o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Essa última registrando mais de 4 milhões de impactos.


A 'Live JR' é transmitida pelas redes sociais do Jornal da Record, pela Record News e pelo portal R7.com. Os melhores momentos são reprisados no Jornal da Record, às 19h45, e nas edições do Fala Brasil, às 8h45

Dica de literatura - Trocando em miúdos

Alfredo desligou o telefone, sorriu, fechou o livro, trocou de óculos, levantou-se e, ainda sorrindo, foi escolher um vinho. 


No caminho entre a poltrona e a adega, como se falasse com uma pequena platéia de pessoas sentadas ao seu redor, adaptou a primeira frase de Ana Karenina ao telefonema: 


– Todos os homens descasados e felizes se parecem entre si; os infelizes são infelizes cada um à sua maneira. – Recitou, olhando em direção às cadeiras vazias.


O telefonema havia sido curto: 


– Alfredo?

– Sim, quem fala?

– Breno… Breno “da Bateria”, meu amigo…

– Ô Breno! Quanto tempo!? Que surpresa… Tudo bem contigo?

– Tudo bem, tudo bem… Tocando a vida… 

– Maravilha…

– Olha só, estou na corrida, e fora do Brasil; volto na sexta. Right to the point: lembra da Carolina? Lá da escola? Quem não lembra, né? Pois então… Sábado tem uma recepção na casa dela e você está intimado. Amanhã eu passo o endereço direitinho.

– Sábado? É a turma da escola?

– Não. Da escola, só nós e a Carolina, eu acho. Descasados e solteiros! Ela que está organizando tudo. Aliás, ela que perguntou se você aceitaria. Eu nem sabia que você tinha se separado!

– Há dois anos que retomei a leitura dos clássicos, meu amigo!

– É… ela até mencionou algo sobre um livro, não entendi direito… irmão, preciso desligar. Amanhã mando o endereço, ok?

– Claro! Bom falar contigo – concluiu Alfredo, começando a sorrir.


No sábado, traído por um incurável mau hábito, Alfredo chegou quando todos já falavam um pouco mais alto. Carolina, que nos tempos de colégio era inacessivelmente bela e rica, agora, ainda bela, e, a julgar pela casa, ainda mais rica, veio receber o convidado.


Primeiro, na porta, a troca de amabilidades pessoais. Depois, com Alfredo sendo guiado pela mão até onde estava o grupo, uma apresentação geral:


– Pessoal, este é o Alfredo – disse, elevando a voz sobre as conversas, enquanto desviava dois passos para apanhar um velho exemplar de Veinte poemas de amor y una canción desesperada, em uma prateleira. 


Com o livro de Neruda em mãos, Carolina prosseguiu apresentando o novo convidado:


– Foi o Alfredo quem primeiro me incentivou a ler poesia e quem me deu, lá nos tempos do colégio, este exemplar. Alfredo, seja bem-vindo e saiba, desde já, que a pauta da nossa próxima “Noite em Verso” será a obra do poeta Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto, mais conhecido como Pablo Neruda – finalizou.


Alfredo foi saudado com uma salva de palmas, gritos de incentivo e uma discreta piscadela de seu amigo Bruno.


A festa transcorreu como tinha que ser. Apenas Alfredo, um pouco preocupado, não conseguia parar de cantarolar Trocando em Miúdos - como nos versos do Chico, ele também nunca tinha lido Neruda.

Artigo, Astor Wartchow - O medo

Advogado

Desde a identificação do problema, ainda em solo chinês, e a notificação pública - pela Organização Mundial da Saúde-OMS - de que estávamos diante de uma pandemia, transcorreu um conturbado debate mundial.

Recuperadas as memórias de enfermidades graves do passado, e por analogia, prosperaram modos tradicionais para prevenção sanitária e tratamento do vírus.

Mas, concomitantemente, também surgiram varias pregações médico-sanitárias divergentes acerca das possíveis e adequadas providências individuais e coletivas.

Mais frequentes no decurso do tempo, essas hipóteses passaram a ser objeto de polítização, de ideologização e, inevitavelmente, de "caça às bruxas". "Sem comprovação científica!", o mantra e resposta que se lhes atribuia, com ironia e desdém.  

Logo, sem que saibamos com precisão o que passa a ser ação, reação, ou o que é consequência de ambas, em moto contínuo neurótico, inúmeros e polêmicos procedimentos determinados por governos e comunidades científicas locais e internacionais "alimentam" a confusão.

Não à toa, quantas vezes ouvimos falas inconsistentes em torno da "curva, da projeção do pico, do pior já passou, do abre e fecha, do aglomera aceitável, de medicamentos e procedimentos, a segunda onda, a grande onda, o festival gaucho de bandeiras, etc.."? Ou, pasmem, as falas da OMS, desde o princípio e a cada dia com menos convicções e mais e mais dúvidas?

Embora verdadeira a ação da moléstia, a reação das autoridades estatais e científicas, entretanto, é insuficientemente clara, qualificada e uníssona, o que explica a propagação do medo como antídoto imediato.

Alicerces sociais e tradicionais, a exemplo de meios de comunicação, universidades, centros científicos, entre outros, foram contaminados paulatinamente pelos jogos de vaidade, interesses e poder. Pior: como se uma religião fosse, a ciência resultou dogmatizada!

Ouso dizer que duvido que um dia saibamos com exatidão o que foi feito, o que poderia ter sido feito, o que não deveria ter sido feito. Sejam quais forem as respostas possíveis e prováveis, uma é indiscutivel: o medo venceu.

O futuro dirá se seremos capazes de restaurar os sentimentos coletivos de coragem e de esperança, neste momento ambos cruelmente desidratados pelo poder do medo!.



1 anexo

José Paulo Cairoli - Não era só fluxo de caixa!

Meu pai sempre dizia que a pior verdade é melhor que uma mentira. Parece que alguém também acaba de dizer isso ao governador Eduardo Leite (PSDB). Enfim, nos últimos dias, ele deixou de tentar emplacar a narrativa de que a reforma tributária gaúcha era um esforço de modernidade e assumiu que é um projeto para manter a arrecadação no patamar atual. A defesa ficou mais bonita - mesmo que a proposta continue ruim.

Em movimento recente de aproximação com a imprensa, o governador redobrou a aposta no caos. Disse que, se a reforma simplesmente for rejeitada, ele enviará na sequência um novo projeto para prorrogar as alíquotas atuais de ICMS. Isentou-se da responsabilidade pelo que virá no futuro e jogou a responsabilidade toda no colo do Parlamento.

Porém, o governador continua esquecendo de tudo o que disse para vencer a eleição. Parece não lembrar da teoria de que a situação do Rio Grande do Sul se resolveria com um simples ajuste no fluxo de caixa. Esquece da promessa de reformas profundas no Estado em até dois anos, para que depois pudesse reduzir impostos. A verdade é que, na campanha, para vencer a eleição, o governador adotou um discurso macio, recheado com promessas vazias. Agora, quando os fatos cobram a conta, ele empurra a responsabilidade para o Parlamento e pede ao cidadão que pague a fatura.

Quem ainda não deu as caras foi a tal profunda reforma. A CEEE, a Sulgás e a CRM ainda não foram privatizadas. Da extinção de estatais e fundações, quase não se fala mais. O Regime de Recuperação Fiscal ainda não foi assinado. As concessões de estradas não decolaram. O número de secretarias aumentou, embora a qualidade dos serviços apresentados não tenha melhorado. Aliás, a pandemia mostrou que as áreas meio podem ser enxugadas ainda mais, sem prejuízo à saúde, à educação e à segurança - que devem ser as verdadeiras prioridades de um governo.

A solução para o RS é a redução do Estado. Não a taxação dos produtos da cesta básica e o aumento do IPVA. Para ter fluxo de caixa, é preciso ter dinheiro. E dinheiro só se consegue com desenvolvimento.

Engenheiro, produtor rural e ex-vice-governador do RS

Dica do editor - Saiba como cuidar da pele dos bebês aos idosos

 “Cuidados com a Pele: do bebê ao idoso” é o tema do 1º episódio da série “Cuidados e Prevenção” da segunda temporada do programa Press Saúde.  A dermatologista Dra Carolina Casara foi a entrevistada  do Press Saúde do dia 30 de setembro, das 14h00 às 14h30, ao vivo, Rádio Press, o programa é o "Press Saúde", apresentado pela bela profissional Ana Pala Jung. 

Artigo, Elis Radmann, Coletiva.net - Uma campanha eleitoral diferente

Nesse cenário ímpar de pandemia e negação da política, temos a tecnologia que será um elo entre os candidatos e os eleitores, que estão cada vez mais "seletivos".

Por eleitores "seletivos", entenda-se: pessoas que recebem uma enxurrada de informação pelo WhatsApp, que são impactados por Fake News e temem golpes pela internet e, portanto, procuram otimizar o seu tempo. Só dão atenção a cards e vídeos que sejam de seu interesse, que tenham um conteúdo que esteja alinhado com as suas preferências, com seus interesses.

Na prática, o eleitor "ativo", que antes olhava tudo o que recebia se tornou um eleitor "seletivo", que só analisa o que interessa. Esse contexto exige que os candidatos levem a rede de relacionamento e o conteúdo segmentado para dentro do digital. 

Significa dizer que os candidatos terão que ter uma rede de influenciadores, promotores ou apoiadores que falem com sua rede de contato, de "whats a whats". O que antes era feito de "porta em porta", agora precisa ser feito de "whats a whats". 

CLIQUE AQUI para ler todo o texto, que você pode encontrar no site da coletiva.net, Porto Alaegre.

Outubro Rosa: conscientização para a prevenção do câncer de mama

Todos os anos, a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre assume seu papel de alertar a população sobre os riscos e formas de prevenção do câncer de mama. 


Por meio do Hospital Santa Rita, especializado em prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer, a instituição lança o seu Outubro Rosa. Neste ano, elegemos como símbolo da campanha uma máscara cor de rosa. Ícones de uma pandemia que mudou nossas vidas, as máscaras viraram símbolo de conscientização e prevenção contra um inimigo invisível. Assim como o câncer de mama, a maior causa de óbitos de mulheres por neoplasias. 


Ao longo do mês, mesmo com as limitações que a pandemia impõe, a Santa Casa realiza ainda uma série de movimentos que tem como objetivo principal dar visibilidade e provocar reflexões quanto ao câncer de mama, maior causa de óbitos por neoplasias entre as mulheres no mundo e no Brasil, respondendo por cerca de 28% dos novos casos de câncer. Apesar de raro, os homens são acometidos por cerca de 1% dos casos da doença.  


Em 2020, 66,3 mil* mulheres serão diagnosticadas com câncer de mama no país, e em torno de 11 mil perderão a vida. Hoje, o câncer de mama é a maior causa de óbito por neoplasia em mulheres. (*Estimativa do INCA - Instituto Nacional do Câncer) 


Uma das principais ações é a participação de cooperativas solidárias de Porto Alegre - Cooperativa de Trabalho e Habitação 20 de Novembro, do Bairro Floresta, Associação de Mulheres Solidárias da Vila Cruzeiro e Copeart, do Bairro Bom Jesus, responsáveis pela confecção de quatro mil máscaras para a Santa Casa, que serão utilizadas ao longo do mês pelas equipes de saúde do Hospital Santa Rita. Em paralelo, médicos da Santa Casa produziram conteúdos em vídeo para estas comunidades, alertando para a importância da prevenção do câncer de mama. Ainda, no dia 21 de outubro, ocorre um evento científico virtual, em que profissionais da área trarão os últimos tratamentos e novidades sobre o tema.  


O Hospital Santa Rita promove a saúde integral de homens e mulheres, difundindo informação sobre os diversos tipos de câncer e como viver mais e melhor. Em média, atende 900 novos casos de câncer de mama por ano. 


 O CÂNCER DE MAMA 


A amamentação e a sexualidade feminina deveriam ser as únicas preocupações das mulheres em relação as suas mamas. Mas, infelizmente, não são. Muitas doenças podem acometer as mamas, tanto das mulheres quanto dos homens. Entre as doenças mais graves está o câncer. No Brasil, cerca de 66 mil* novos casos de câncer de mama são diagnosticados anualmente, sendo que, aproximadamente, 5.000 somente no Rio Grande do Sul.  


*Estimativa do INCA - Instituto Nacional do Câncer 


 OS FATORES DE RISCO 


Os fatores de risco são condições que predispõem uma pessoa a maior risco de desenvolver o câncer de mama, tais como: 


História familiar de câncer de mama em um parente de primeiro grau (mãe, filha, irmã); 

História pessoal de doença benigna da mama (não câncer); 

Idade a partir dos 50 anos; 

A menstruação precoce (antes dos 12 anos de idade) e a menopausa tardia (última menstruação depois dos 55 anos de idade) aumentam o risco em virtude do maior número de ciclos menstruais e, consequentemente, maior exposição do hormônio estrogênio; 

Consumo de bebidas alcoólicas em excesso; 

Obesidade. 

 


COMO PREVENIR? 


Além da atenção aos fatores de risco, existem medidas preventivas para diminuir o risco deste câncer se desenvolver. Manter um estilo de vida saudável e evitar o uso de hormônios do tipo estrogênio (presentes em medicações para controlar sintomas da menopausa) são algumas medidas para não elevar o risco de ter um o câncer de mama. Além disso, todas as mulheres devem consultar o seu médico pelo menos uma vez por ano para fazer exames das mamas. 


Dependendo da idade da mulher, da sua história pessoal e familiar de outras doenças, o médico vai realizar alguns exames específicos para detectar precocemente o câncer, mesmo antes do aparecimento qualquer sintoma ou que seja perceptível. 


 COMO DIAGNOSTICAR? 


O exame clínico das mamas realizado por médico experiente e a mamografia são os métodos mais efetivos para se diagnosticar o câncer de mama tão cedo quanto possível, permitindo assim cirurgias menos agressivas, tratamentos mais eficazes e maior chance de cura do câncer. 


É importante que as mulheres fiquem atentas a alguns sinais de alerta: 


Nódulos (caroços) fixos que geralmente não causam dor; 

Pele da mama avermelhada; 

Retração da pele da mama; 

Aspecto da mama parecido com casca de laranja; 

Alterações no bico do seio; 

Pequenos caroços nas axilas ou no pescoço; 

Saída anormal de líquido das mamas. 

 


 A orientação atual é que a mulher apalpe suas mamas sempre que se sentir confortável para tal (no banho, na troca de roupa, etc.), sem a necessidade de uma técnica especifica de autoexame, e que vá ao médico sempre que notar alguma destas alterações.