Desemprego fica em 5,3%, o menor da história

  A taxa de desemprego no trimestre terminado em julho ficou em 5,3%. O resultado representa o menor patamar para esse período de três meses de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.No trimestre anterior, terminado em abril, a taxa era de 5,8%. Já no mesmo período do ano passado, 5,6%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A Pnad revelou que o número de pessoas ocupadas atingiu 103,3 milhões, recorde da série histórica. O número de empregados com carteira assinada (excluindo trabalhadores domésticos) foi 39,4 milhões, também o maior da série histórica.

Já a quantidade de trabalhadores sem carteira assinada era de 13,8 milhões, crescimento de 3,6% na comparação com o período até abril (mais 477 mil pessoas).

O contingente de desocupados ficou em 5,8 milhões, o que significa menos 503 mil pessoas (recuo de 8%) em relação ao trimestre de fevereiro a abril.

A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores informais na população ocupada - foi 37,5%. Até abril estava em 37,2%.

CLIQUE AQUI para ler o boletim completo do IBGE.

Montadora chinesa Foton, com linha de montagem em Caxias do Sul, comemora 30 anos

Fundada em 28 de agosto de 1996, a Foton celebra 30 anos de história como a maior fabricante de veículos comerciais do mundo. 

Mais de 12 milhões de veículos já foram produzidos e vendidos pela montadora, que atualmente está presente em mais de 130 países e é a maior exportadora de veículos comerciais da China. Hoje, a empresa opera 45 fábricas em 15 países e emprega mais de 30.000 pessoas. Seu portfólio abrange desde caminhões leves até modelos pesados, além de ônibus, vans, picapes e uma linha crescente de veículos híbridos, elétricos e movidos a hidrogênio.

A Foton atua no Brasil desde 2023 sob gestão direta de sua sede chinesa. Atualmente, o portfólio brasileiro da Foton inclui os modelos leves Aumark S 315, S 715 e S 916, o caminhão médio Aumark S 1217 e os modelos semipesados Auman D 1722, D 1830 e D 2632, além das picapes Tunland. Em abril de 2025, quando a empresa inaugurou sua linha de montagem de caminhões em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. 

A previsão é que a Foton alcance pelo menos 80 concessionárias confirmadas até o final de 2026, abrangendo praticamente todos os estados brasileiros.

Entre janeiro e junho de 2026, a Foton registrou o emplacamento de 1.745 veículos no Brasil, um aumento de 138% em relação às 735 unidades registradas no mesmo período de 2025. Um dos principais fatores para esse desempenho foi o Aumark S 315, que registrou um crescimento de 144% nos emplacamentos durante o primeiro semestre do ano, atingindo cerca de 500 unidades.









 

 





E se a maior superpotência militar do Leste Europeu pudesse ser desarticulada e humilhada sem que um único míssil fosse disparado contra o seu território?

Estou passando para compartilhar com vocês o novo documentário do canal O Grande Jogo.

Desta vez, entramos nos bastidores de um dos teatros mais secretos e estratégicos da geopolítica global: a guerra cibernética invisível travada contra a máquina de guerra russa.

Quando pensamos nos conflitos modernos, a imagem imediata é o avanço de blindados, os duelos de artilharia e o poder bélico convencional. Mas o que está acontecendo por trás das telas revela uma revolução militar sem precedentes: um verdadeiro exército clandestino de programadores, voluntários civis e especialistas em inteligência que conseguiu penetrar as redes do Estado-Maior de Moscou.

Afinal... como uma rede descentralizada de hackers conseguiu paralisar a malha ferroviária russa, congelar comboios de tanques na neve e descobrir a identidade e a localização exata dos pilotos de caça de elite do Kremlin dentro das suas próprias casas?

Neste documentário, investigamos os dossiês sigilosos, as operações de engenharia social e os ciberataques cirúrgicos que reescreveram a doutrina de inteligência militar moderna — uma aula prática indispensável para quem acompanha segurança e defesa estratégica no século XXI.

Foram dias intensos de apuração e cruzamento de relatórios para entregar uma investigação factual, profunda e no ritmo eletrizante que o tema exige.

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O pacto que o Brasil precisa

A reportagem publicada por O Globo neste domingo coloca de forma objetiva um dos maiores desafios que aguardam o presidente que assumir o Brasil em 2027: antes mesmo de discutir novos programas de governo, será necessário construir um pacto político capaz de enfrentar a deterioração das contas públicas.


Os números mostram a dimensão do problema. A dívida bruta brasileira chegou a 81,9% do PIB, aproximadamente R$ 10,8 trilhões, maior patamar desde abril de 2021. O quadro fiscal está no limite e seus efeitos já aparecem na economia: juros elevados, pressão inflacionária, desvalorização cambial, investimentos represados, aumento da inadimplência das empresas e recordes de recuperações judiciais, inclusive no agronegócio.


Não haverá solução simples nem indolor.


Como mostra a reportagem, economistas apontam que recuperar a credibilidade fiscal exigirá necessariamente controlar e reduzir despesas. E isso significa enfrentar assuntos que sucessivos governos preferiram adiar pelo elevado custo político.


Entre as medidas colocadas sobre a mesa estão rever a política de aumento real permanente do salário mínimo, realizar uma nova Reforma da Previdência, avançar na Reforma Administrativa, discutir as vinculações automáticas de receitas para saúde e educação e revisar subsídios e desonerações.


Podemos — e devemos — discutir cada uma dessas propostas. Algumas poderão ser aperfeiçoadas, outras substituídas. O que não podemos mais fazer é fingir que o problema não existe.


O próximo presidente não conseguirá enfrentar uma agenda dessa dimensão sozinho. Precisará do Congresso Nacional e, sobretudo, de coragem para explicar à sociedade que responsabilidade fiscal não é uma agenda de direita ou de esquerda.


É uma condição para o crescimento.


Quando o Estado perde credibilidade, o preço aparece nos juros. Quando os juros permanecem altos, o investimento diminui. Quando o investimento diminui, empresas deixam de crescer, o crédito encarece e empregos deixam de ser criados. E quem mais sofre com inflação e baixo crescimento é justamente quem possui menor renda.


Por isso, o pacto político defendido para 2027 precisa começar ainda durante a eleição. Os candidatos à Presidência deveriam dizer claramente quais medidas estão dispostos a adotar e quais reformas apoiarão. O Congresso que será eleito também precisa assumir responsabilidade por essa agenda.


Mas acredito que existe uma oportunidade ainda maior.


Se vamos construir um pacto para resolver aquilo que ameaça o futuro econômico do Brasil, podemos também aproveitar esse momento para enfrentar algumas questões institucionais que continuam alimentando a polarização.


Uma delas é o 8 de Janeiro. Quem praticou crimes deve responder por eles, mas precisamos encontrar uma solução constitucional para a dosimetria das penas, individualizando responsabilidades e garantindo proporcionalidade. Justiça não significa impunidade, mas também não pode prescindir da adequada distinção entre condutas.


A outra é a discussão sobre as urnas eletrônicas. Pessoalmente, considero desnecessário um mecanismo adicional de comprovação física do voto. Mas uma parcela significativa da sociedade reivindica essa possibilidade. Portanto, podemos discutir um registro físico conferível do voto, preservado dentro do próprio sistema eleitoral, sem que o eleitor leve qualquer comprovante consigo e mantendo integralmente o sigilo do voto.


Mesmo que muitos de nós entendamos essa providência como tecnicamente desnecessária, se ela puder ser implementada com segurança e ajudar a encerrar uma controvérsia que divide o país, devemos debatê-la. A desconfiança sobre as urnas não pode continuar servindo de argumento para colocar em risco a legitimação do processo eleitoral ou para que derrotados questionem indefinidamente o resultado das eleições.


Talvez esteja aí uma oportunidade histórica para 2027.


Um grande pacto que comece pela responsabilidade fiscal e enfrente aquilo que efetivamente ameaça nossa capacidade de crescer: dívida, despesas, Previdência, eficiência do Estado, subsídios e qualidade do gasto público.


E que seja acompanhado por um pacto institucional que resolva questões que continuam alimentando a divisão entre os brasileiros: proporcionalidade das penas relacionadas ao 8 de Janeiro e uma solução definitiva para a discussão sobre a auditabilidade das urnas.


O Brasil não precisa apagar suas diferenças. Elas fazem parte da democracia.


Precisa apenas deixar de viver permanentemente em função delas.


O presidente eleito em 2026 terá uma oportunidade rara: transformar o capital político de uma eleição em um pacto capaz de reorganizar as contas públicas e, ao mesmo tempo, ajudar o país a superar as disputas que nos impedem de olhar para frente.


A eleição precisa escolher um governo. O pacto precisa reconstruir um país.


Jerônimo Goergen

Presidente do Instituto Liberdade Econômica – ILE

Bill Gates diz que o mundo não está preparado para a IA

 Bill Gates alerta que o mundo não está preparado para uma “convulsão social, política e econômica” provocada pela velocidade desmedida da inteligência artificial.Em um ensaio recente publicado em seu site, o cofundador da Microsoft destacou três principais motivos para temer o impacto da IA na sociedade atual:1. Destruição permanente de empregosSubstituição cognitiva: Diferente de revoluções industriais passadas, a IA substitui o próprio ato de pensar, atingindo rapidamente setores administrativos e de nível de entrada.Falta de rede de apoio: O mercado de trabalho não terá tempo hábil para reabsorver os profissionais dispensados, esmagando as oportunidades para os mais jovens.Proposta de taxação: Gates defende taxar o uso corporativo de ferramentas de IA para desacelerar a substituição de humanos e financiar redes de proteção social.2. Aumento de crimes e riscos biológicosDemocratização do perigo: Criminosos com pouca habilidade podem usar IA para criar golpes em larga escala, campanhas de desinformação com deepfakes (vídeos manipulados por computador para imitar rostos e vozes reais) e ataques cibernéticos.Ameaça à segurança global: Sistemas avançados facilitam a criação de agentes biológicos nocivos e novos vírus por indivíduos mal-intencionados.3. Impacto no desenvolvimento infantilIsolamento emocional: O uso excessivo de assistentes virtuais e companheiros de IA pode gerar dependência e afastar crianças de interações humanas reais.Perda de pensamento crítico: Ambientes digitais excessivamente customizados evitam que jovens enfrentem desafios intelectuais necessários para o amadurecimento.Crítica à indústria e falta de regulaçãoLucro acima da segurança: Gates afirma que executivos de tecnologia escondem os perigos reais da tecnologia para não prejudicar captações de recursos e investimentos.Nova governança: Ele rejeita a autorregulação das empresas e sugere a criação de uma agência internacional de controle, nos moldes dos órgãos que monitoram energia nuclear.

Dica do editor - 156 de Porto Alegre também atenderá pelo Face e Instagram. Anote todos os canais do 156.

A Central do Cidadão 156, Porto Alegre, ampliará, em 31 de agosto, as opções de atendimento à população de Porto Alegre. A partir desta data, será possível registrar solicitações, tirar dúvidas e buscar informações com a prefeitura pelo Instagram e pelo Facebook, por meio de mensagens diretas. O serviço estará disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive aos domingos e feriados.

Instagram – Acesse o perfil @156 e envie uma mensagem.
Facebook – Acesse a página oficial da Central do Cidadão 156 e envie uma mensagem privada.

Canais de atendimento da Central do Cidadão 156

Telefone: 156
WhatsApp: (51) 3433-0156
Instagram: @156poa
Facebook: facebook.com/156poa/
E-mail: 156poa@portoalegre.rs.gov.br
Site: 156WEB
Aplicativo: 156+POA, disponível para Android e iOS

Invest RS abre agência na China. Será amanhã.

 A Invest RS, agência de desenvolvimento do Rio Grande do Sul, amplia sua atuação internacional com a abertura de uma representação permanente na China. A iniciativa faz parte da estratégia do Estado de intensificar a atração de investimentos estrangeiros e criar novas oportunidades comerciais para empresas gaúchas em um dos mercados mais relevantes do mundo.

O lançamento da representação ocorrerá durante missão da Invest RS à China, que terá agendas em Xangai e Pequim. No dia 25 de agosto, será realizado um evento de lançamento com representantes de empresas e instituições brasileiras e chinesas.

Mais do que estabelecer uma presença institucional no país asiático, a iniciativa busca criar um canal permanente entre o Rio Grande do Sul e investidores, empresas e instituições financeiras chinesas.

Desde que iniciou suas operações, em dezembro de 2024, a Invest RS vem intensificando a presença do Estado nos principais centros de decisão econômica. A agência já realizou diversas missões à China e estabeleceu também uma estrutura em São Paulo para aproximar o Rio Grande do Sul de investidores, instituições financeiras e empresas com poder de decisão sobre novos projetos.

"A atração de investimentos exige presença, relacionamento e continuidade. Queremos estar onde as decisões de investimento são tomadas e construir uma interlocução permanente com empresas e investidores. A representação na China é um passo importante para posicionar o Rio Grande do Sul de maneira mais competitiva na disputa pelo capital global”, afirma Rafael Prikladnicki, presidente da Invest RS.

China como uma das prioridades da estratégia

A China é uma das prioridades da estratégia internacional do Rio Grande do Sul. O país é o maior destino das exportações gaúchas e tem papel relevante, especialmente para produtos do agronegócio. Ao mesmo tempo, a expectativa é que a China se consolide, nos próximos anos, como a principal origem de investimento estrangeiro direto (IED) no Brasil, ampliando as oportunidades para atração de novos projetos ao Estado.

A estratégia da Invest RS tem, portanto, duas frentes complementares: atrair investimentos chineses para o Rio Grande do Sul e ampliar as oportunidades de exportação das empresas gaúchas para o mercado chinês.

Na atração de investimentos, a agência pretende concentrar esforços inicialmente em setores nos quais há convergência entre a capacidade produtiva do Estado e o movimento de internacionalização das empresas chinesas. Entre eles estão energia, indústria automotiva, semicondutores e serviços digitais. Na frente comercial, o agronegócio ocupa posição de destaque, incluindo grãos e proteínas animais.

A escolha da data também busca conectar a agenda chinesa a um dos principais eventos econômicos do Rio Grande do Sul, a Expointer. A estratégia prevê ampliar a interlocução entre empresas e entidades gaúchas e parceiros chineses durante o período do evento.

Porta de entrada para capital e novos investimentos

Outro eixo da estratégia é o relacionamento construído pelo Rio Grande do Sul com bancos de fomento internacionais, entre os quais se destaca o Asian Infrastructure Investment Bank (AIIB), banco multilateral com sede em Pequim. Essa aproximação já começa a se traduzir em operações concretas de financiamento, especialmente em projetos ligados à infraestrutura, à resiliência climática e à recuperação econômica do Estado.

As tratativas entre o BRDE e o AIIB fazem parte da estratégia do banco regional de diversificar suas fontes de funding. A primeira operação, no valor de US$ 300 milhões, foi aprovada em outubro de 2025 para financiar projetos de infraestrutura. Desse total, US$ 100 milhões serão destinados ao Rio Grande do Sul, especialmente para apoiar a reconstrução e a retomada da economia após os eventos climáticos que atingiram o Estado. O financiamento integra o Programa de Desenvolvimento e Resiliência para a Região Sul e contempla três grandes frentes: projetos públicos e privados que contribuam para a recuperação econômica do Rio Grande do Sul e favoreçam o comércio baseado em exportações; investimentos em transição energética e infraestrutura sustentável, incluindo energia renovável, investimentos climaticamente positivos, mobilidade urbana sustentável e infraestrutura que facilite o comércio; e subprojetos de resiliência climática nos setores público e privado.

Pelo modelo da operação, o AIIB delega ao BRDE responsabilidades relacionadas à seleção, avaliação, aprovação e monitoramento dos subprojetos locais, de acordo com os critérios e padrões socioambientais estabelecidos para o programa. Entre as áreas que poderão receber financiamento estão infraestrutura relacionada à água, gestão de cheias, geração de energia, mobilidade urbana, transporte e outras frentes consideradas essenciais para a recuperação social e econômica da Região Sul.

A operação com o AIIB foi aprovada em outubro de 2025. No Brasil, segundo o BRDE, já recebeu o aval da Comissão de Financiamento Externo (Cofiex) e está nas etapas finais de tramitação junto à Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

A operação exemplifica como o aprofundamento das relações com instituições chinesas pode abrir novas frentes de financiamento e investimento para o Rio Grande do Sul. Esse movimento ocorre em um contexto de expansão da presença econômica chinesa no Brasil e de uma relação comercial já consolidada entre a China e o Estado.

Segundo o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), o Brasil foi em 2025 o principal destino global do investimento estrangeiro direto (IED) chinês, concentrando 11% de todo o investimento externo do país asiático — US$ 6,1 bilhões, o maior volume desde 2017 e um crescimento de 369% desde 2022.

O Rio Grande do Sul acompanha esse movimento: é o sexto estado brasileiro em número de projetos de investimento chinês no acumulado entre 2007 e 2025, com 20 projetos, e ocupou a sétima posição em 2025, com quatro novos projetos.

Na frente comercial, a China é o principal parceiro comercial do Rio Grande do Sul desde 2013 e o principal destino das exportações gaúchas desde 2008. Entre 2021 e 2025, o comércio entre o Estado e o país somou US$ 39 bilhões. Em 2025, o Rio Grande do Sul exportou US$ 5,1 bilhões para a China — quase três vezes o volume enviado aos Estados Unidos, seu segundo maior destino, com US$ 1,7 bilhão. O Estado também mantém superávit comercial com a China desde pelo menos 1997.

Soja é o principal produto gaúcho exportado ao mercado chinês, respondendo por 69% do valor embarcado em 2025. Tabaco, pastas químicas de madeira e carne bovina completam a lista dos principais produtos, somando outros 22%.

Nova estratégia de desenvolvimento

A internacionalização da Invest RS integra uma estratégia mais ampla para acelerar o crescimento econômico do Rio Grande do Sul.

Criada no final de 2024, a agência atua como braço de atração de investimentos e promoção comercial do Estado. Sua estrutura é de direito privado, com equipe técnica e gestão orientada para resultados, e sua atuação está alinhada às prioridades definidas para o desenvolvimento econômico gaúcho. Desde o início de suas operações, a Invest RS já realizou ações de promoção comercial em 25 países, ampliando a presença do Estado em mercados estratégicos e aproximando empresas gaúchas de potenciais parceiros e investidores.

Essa atuação também é organizada por meio do Promove RS, iniciativa que reúne e divulga o calendário anual de participação do Estado em feiras, missões e eventos nacionais e internacionais. A agenda busca apoiar a ampliação de mercados e a geração de negócios para empresas gaúchas, além de divulgar as potencialidades do Rio Grande do Sul, o ambiente de negócios e as oportunidades para investimentos estrangeiros no Estado. 

Entre os setores considerados estratégicos estão transição energética, indústria automotiva e metalmecânica, máquinas agrícolas, saúde, semicondutores, tecnologia e serviços digitais e atividades ligadas ao agronegócio.

O Rio Grande do Sul reúne vantagens competitivas como disponibilidade de fontes renováveis de energia, cadeias industriais consolidadas, mão de obra qualificada, ecossistema de inovação e tecnologia e uma base agroindustrial relevante.

Ao mesmo tempo, o Estado busca responder a desafios estruturais, como o crescimento econômico abaixo do potencial nas últimas décadas, os impactos recorrentes de eventos climáticos e a necessidade de elevar a produtividade de sua economia.

Fundo Estratégico

Uma das iniciativas previstas para apoiar essa transformação é a criação do Fundo Estratégico do Rio Grande do Sul. O projeto foi apresentado na Semana do Brasil de Nova York e prevê inicialmente cerca de R$5 bilhões em recursos do Estado. A estrutura deverá funcionar como um mecanismo de fundos voltado ao desenvolvimento econômico, com o objetivo de atrair capital adicional de instituições multilaterais, bancos de desenvolvimento e investidores privados. A Deloitte foi contratada como consultoria para apoiar o desenvolvimento do fundo.

A ambição é alcançar uma alavancagem de até cinco vezes o capital inicial, mobilizando potencialmente cerca de R$ 25 bilhões.

A partir dessa estrutura, poderão ser desenvolvidos instrumentos financeiros específicos para diferentes setores da economia, adequando financiamento e compartilhamento de riscos às características de cada atividade.

A combinação entre presença internacional, instrumentos financeiros e atuação direta junto a investidores integra a estratégia da Invest RS para reposicionar o Rio Grande do Sul na disputa por novos projetos.

"O Rio Grande do Sul decidiu assumir uma postura mais ativa na atração de investimentos. Queremos apresentar nossos ativos, construir soluções para os investidores e estar presentes nos mercados onde o capital está sendo alocado. Nossa ambição é fazer do Estado um destino cada vez mais relevante para investimentos nacionais e internacionais”, conclui Prikladnicki.