Artigo - Nosso pesadelo fiscal e monetário não tem fim

O governo, por definição, não produz nada. Ele não tem recursos próprios para gastar. O governo só pode gastar aquilo que ele antes confiscou via tributação ou tomou emprestado via emissão de títulos do Tesouro. Ou então ele pode simplesmente criar moeda.
Todas essas três medidas geram consequências negativas para a economia.
A criação de moeda pode apenas fazer com que os preços dos bens e serviços subam no longo prazo, pois imprimir moeda não tem o poder de fazer com que surjam mais produtos na economia. A existência de mais papel-moeda ou dígitos eletrônicos não tem o poder milagroso de transformar recursos escassos em bens materiais. A moeda não é um meio de produção; ela não produz nem bens de consumo e nem bens de capital. Logo, aumentar a quantidade de moeda existente não causará uma maior produção de tratores, carros, computadores, máquinas, sapatos, tomates e pães. A moeda é simplesmente um meio de troca que facilita as transações.
Ao tributar, o governo toma aquele dinheiro que poderia ser usado para investimentos das empresas ou para o consumo das famílias, e desperdiça esse dinheiro na manutenção da sua burocracia. A tributação nada mais é do que uma destruição direta de riquezas. Parte daquilo que o setor privado produz é confiscado pelo governo e desperdiçado em burocracias improdutivas (ministérios, agências reguladoras, secretarias e estatais), maracutaias, salários de políticos, agrados a lobistas, subsídios para grandes empresários amigos do regime, propagandas e em péssimos serviços públicos.
Esse dinheiro confiscado não é alocado em termos de mercado, o que significa que está havendo uma destruição da riqueza gerada.
Pior: ao tributar, o governo faz com que a capacidade futura de investimento das empresas seja seriamente afetada, o que significa menor produção, menor oferta de bens e serviços no futuro, e menos contratação de mão-de-obra.
Já ao tomar empréstimos — ou seja, emitir títulos —, o governo se apropria de dinheiro que poderia ser emprestado para empresas investirem ou para as famílias consumirem.
Não há mágica ou truques capazes de alterar essa realidade: quando o governo se endivida, isso significa que ele está tomando mais crédito junto ao setor privado. E dado que o governo está tomando mais crédito, sobrará menos crédito disponível para financiar empreendimentos produtivos. Isso significa que o governo está dificultando e encarecendo o acesso das famílias e das empresas ao crédito.
E isso é fatal, sobretudo, para as micro, pequenas e médias empresas.
E piora: a emissão de títulos gera o aumento da dívida do governo, cujos juros serão pagos ou por meio de mais impostos ou por meio de mais lançamento de títulos.
E isso leva ao reinício do ciclo vicioso.
Na atual pandemia de Covid-19, os governos ao redor do mundo estão recorrendo majoritariamente à impressão de moeda e ao endividamento. O governo brasileiro não é exceção.
Os números
O governo brasileiro, que já era uma insana e insaciável máquina de destruição de riqueza, se tornou ainda pior durante a atual pandemia. E isso não é uma frase ideológica ou meramente demagógica. Uma simples olhada em seus números fiscais nos permite constatar isso.
O estado brasileiro sempre gastou muito mais do que arrecada via impostos, pois tem um grande estado de bem-estar social para sustentar. Agora, porém, sob a pandemia, pode-se dizer que a coisa degringolou completamente.
Como as receitas tributárias caíram e os gastos governamentais voltados para o "combate" à pandemia — o que majoritariamente inclui o repasse de auxílios financeiros a desempregados e autônomos — aumentaram substantivamente, o déficit orçamentário explodiu. Logo, o governo tem de se endividar (pedir empréstimos) ainda mais para poder financiar esses maiores déficits.
O gráfico abaixo mostra a evolução do déficit nominal do governo (tudo o que o governo gasta, inclusive com juros, além do que arrecada) a cada ano.

Artigo, J.R. Guzzo - STF, um Partido Político

Na vida real, o Supremo atua como agremiação partidária. Persegue os amigos do governo e protege os seus inimigos

O Supremo Tribunal Federal do Brasil é hoje um partido político. Abandonou, já há um bom tempo, as aparências de uma corte de Justiça, e no momento funciona praticamente em tempo integral como um escritório de despachantes que se dedica a servir os interesses ideológicos, pessoais e partidários dos seus onze ministros. O ministro Edson Fachin acha que as eleições de 2018 para presidente não foram “legítimas”, e que as de 2022 também não vão ser, porque o seu candidato não ganhou a primeira e, a menos que seja dado um golpe jurídico, não vai ganhar a segunda. O ministro Gilmar Mendes sustenta que é preciso reduzir os poderes que a lei dá ao presidente da República, como se o país estivesse num regime parlamentarista — e que é possível fazer isso sem um plebiscito ou qualquer outro tipo de aprovação popular. O ministro Luís Roberto Barroso quer escolher o sistema econômico que o Brasil deve seguir; o “liberalismo”, segundo ele, tem de ser eliminado.
Não importa saber, realmente, se as eleições de 2018 vão ser mesmo anuladas e se o STF vai declarar vago o cargo de presidente da República. Também não vem ao caso perder tempo tentando adivinhar se o Brasil vai acabar com o regime presidencialista no tapetão — ou se os ministros baixarão uma liminar mandando adotar o socialismo na economia nacional. Nada disso está no mundo das coisas que são possíveis na prática e neste momento. O que é preciso registrar é a interferência aberta, abusiva e inconstitucional do STF na política brasileira, e o uso das suas funções legais como tribunal de Justiça para favorecer os propósitos das forças que hoje se colocam contra o governo federal. Essa conduta não sai de graça. Agride diretamente o Estado de Direito, o império da lei e a democracia no Brasil. Como resultado, a principal corte de Justiça brasileira é hoje, pela deformação patológica que lhe está sendo imposta por seus ministros, o principal fator de instabilidade política, econômica e social deste país.
“O STF está sendo utilizado pelos partidos de oposição para fustigar o governo”, disse dias atrás o ministro Marco Aurélio Mello. “Isso não é sadio. Não sei qual será o limite.” Quem está falando isso não é nenhum “blogueiro de direita” ou militante “contra a democracia”, desses que o ministro Alexandre de Moraes persegue com batidas policiais, apreensão de celulares e censura do que dizem nas redes sociais. É um ministro; supõe-se que o presidente Dias Toffoli e seus outros colegas não vão abrir uma investigação secreta contra o homem. Se ele, Marco Aurélio, não sabe qual é o limite, imagine-se então nós outros. Onde vai parar esse negócio? Não há precedentes, na história brasileira, de um tribunal supremo que tenha se comportado de forma tão abertamente ilegal quanto esse, nem abusado tanto dos poderes que a lei lhe confere, nem agido como uma organização política. Nunca tendo acontecido isso antes, também não dá para saber o que vai acontecer agora.
Fachin, como a maioria dos outros dez ministros, não aceita o Brasil como ele é
O que se tem de concreto são os fatos. O mais recente deles é o surto de manifestos do ministro Fachin a respeito de como o Brasil deveria ser governado, e por quem — e as suas sentenças de condenação contra o povo brasileiro, que ele considera uma gente insatisfatória, desprovida de virtudes cívicas e incapaz de votar direito para presidente da República. De acordo com o ministro, a eleição de 2018, que escolheu o atual governo, está com problemas. O ex-presidente Lula, segundo Fachin, tinha de ter sido candidato; o sujeito oculto da frase é que ele não participou porque foi uma vítima de “perseguição política”. A candidatura de Lula, que na ocasião estava preso num xadrez da Polícia Federal em Curitiba, cumprindo pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, teria “feito bem à democracia” e reforçado “o império da lei”. Como assim — “império da lei”? É o contrário: Lula não foi candidato, justamente, porque naquela ocasião a lei estava valendo. No caso, a Lei da Ficha Limpa, que proíbe que condenados pela Justiça em segunda instância como Lula (que, na verdade, acabaria sendo condenado em três) se candidatem a cargos públicos.
O que o ministro Fachin faz é mais do que uma falsificação da realidade. Ele está dizendo, simplesmente, que a eleição presidencial de 2018 não foi legítima. Se um candidato, de acordo com a sua opinião, foi “impedido” de concorrer, então a eleição não vale. Fachin não apresentou nenhuma sugestão prática sobre o que fazer a respeito desse problema. Tira o presidente do palácio? Deixa, uma vez que ele está lá mesmo? Não se sabe. Mas o ministro já avisa que a eleição de 2022 também pode estar “comprometida”. Pelo que se pode deduzir do que falou, Jair Bolsonaro teria laços “com milícias”, não condenou “atos de violência cometidos no passado” e faz a democracia viver “riscos”. Na sua opinião, o governo estaria fazendo nas intenções o que o STF faz todos os dias na prática: valer-se da legalidade para destruir o Estado de Direito. Para completar, o ministro diz que o povo brasileiro é culpado de “alienação eleitoral”. Nas últimas pesquisas de opinião, o presidente teve índices de aprovação muito altos — e Fachin acha que ser a favor de Bolsonaro é ser alienado. O eleitorado, em suma, não tem qualificação para eleger o presidente da República e se Bolsonaro ganhar em 2022 a eleição não pode valer.
É um espetáculo simultâneo de autoritarismo, pregação a favor de um golpe de Estado e desprezo explícito pelo povo brasileiro — a quem Fachin acusou de apatia e de contribuir para o que considera ser uma “bárbara progressão de desconfiança no regime democrático”. Não ocorre ao ministro perguntar por que, afinal, existe essa desconfiança em relação à democracia — e, especialmente, se a sua conduta, e a conduta dos seus colegas de STF, não tem nada a ver com isso. Como poderia ser diferente? Fachin, como a maioria dos outros dez ministros, não aceita o Brasil como ele é; quer, na condição de “editor” que lhe foi dada pelo colega Dias Toffoli, criar um modelo de país e encaixar nele o Brasil que existe; quer escolher o que o povo deve pensar, e em quem ele deve votar. Gente assim é capaz das coisas mais esquisitas. As presentes lamentações de Fachin têm como fato gerador a decisão de um comitê da ONU, que não tem autoridade para mandar num carrinho de pipoca, decretando que a Lei da Ficha Limpa não valia e que Lula tinha de ser candidato em 2018. O ministro ficou a favor desse disparate — e perdeu por 6 a 1 na reunião que manteve a validade da lei brasileira no Brasil e o veto a uma candidatura ilegal. Pior que isso, num plenário de sete votos, só mesmo perdendo de 7 a 0; mas Fachin acha que todos os outros estão errados e só ele está certo.
Em matéria de desrespeito por parte da população, o STF não pode piorar
Não adianta nada ficar dizendo que “respeita” a decisão; se ele de fato respeitasse não estaria dizendo por aí as coisas que diz. Mas o Supremo de hoje é isso mesmo. O que esperar de uma corte de Justiça presidida por um cidadão que foi reprovado duas vezes seguidas no concurso público para juiz de direito e, portanto, considerado oficialmente incapaz de ocupar um cargo de magistrado? Esse mesmo tribunal parece envolvido em atingir a meta de 100% de aproveitamento nas sentenças que dá para tirar bandidos ricos da cadeia. O ministro Moraes conduz há quase um ano e meio um inquérito inteiramente ilegal contra militantes políticos e jornalistas de direita; mas a ministra Cármen Lúcia não quer que o Ministério da Justiça investigue suspeitos de praticar banditismo político de “esquerda”. Quer dizer: o STF, na vida real, persegue os amigos do governo e protege os seus inimigos. É o modelo de imparcialidade da Justiça em vigor no Brasil contemporâneo.
O Supremo Tribunal Federal é hoje a entidade pública mais desprezada do país. Em matéria de desrespeito por parte da população, não pode piorar, da mesma forma que o morto não pode morrer mais do que já morreu. Como diria o ministro Marco Aurélio: “Não é sadio”.

Enviado do meu iPad

PTB

Armindo Ferreira de Jesus
Jefferson Olea Homrich
Eli Pegoraro
Eraldo Antônio Almeida Roggia
Vogais:
Antônio Juarez Hampel Schlichting
Cláudio Antônio Manfroi
Germano Francisco Dalla Valentina
Fernando Oscar Classmann
Suplentes:
(vago)
Everton Luís Gomes Braz
Eduardo Jorge Horst
Ido Vilibaldo Rhoden
Divaldo Vieira Lara
Roberto Steinmetz
Lírio Turri
Atidor da Silva da Cruz
Roque Valdevino Serpa
João Edécio Graef
Vílson Pietroski
Zilase Jobim Argemi Rossignollo
Rogélio Antônio Hermes
Líder da bancada na Assembleia Legislativa: Aloísio Talso Classmann
Presidente da Juventude do PTB: Fernando Oscar Classmann
Presidente do PTB Mulher: Márcia Rosane Tedesco de Oliveira
Titulares do Conselho Fiscal:
Sandra Beatriz Silveira
Adriana Vieira Lara
(vago)
Suplentes do Conselho Fiscal:
Douglas Rossoni
Elir Domingo Girardi
Cristiano Cruz Candaten
Titulares do Conselho de Ética e Disciplina Partidária:
Ana Maria Goessel
José Luiz Bolzan Rossignollo
Elói Francisco Pedroso Guimarães
Suplentes do Conselho de Ética e Disciplina Partidária:
(vago)
Idemar Barz
Djedah de Souza Lisboa
Mandato: 12/12/2022

Dica de cinema em casa - Ressureição

RESSURREIÇÃO (RISES), produção americana de 2016, é uma instigante história sobre a crucificação de Yeshua, sua morte e o mistério de sua ressurreição, elementos fundadores da fé Cristã; visto pelo olhar de um tribuno militar romano, servindo em Israel no ano 33 EC.

Após reprimir revolta de patriotas judeus que lutavam contra o domínio romano, o tribuno Clavius Aquila Valerius Níger (Joseph Fiennes) é chamado pelo governador Poncius Pilatus (Peter Firth) na véspera do shabbat, para assegurar que o cumprimento da pena de morte imposta a Yeshua (Cliff Curtis) aconteça sem tumultos.

Quando após o sepultamento, ocorrido às pressas, o corpo desaparece, Pilatos ordena que Clavius, junto com o auxiliar Lucius (Tom Felton), investigue o fato, encontrando e identificando o corpo do líder judeu.

Incrédulo ante a possibilidade de um morto voltar à vida, o militar romano se entrega a uma investigação implacável, que vai mudar sua vida; em uma história que envolve fé, consciência pessoal e cumprimento do dever.

Logo nas primeiras cenas, o destino de Bar Abbas, que no dia anterior havia sido escolhido pela população para ser libertado em lugar de Yeshua.

Destaque para as atuações de Maria Botto, como Maria Madalena; e Stewart Scudamore, como Pedro.

Também no elenco, Antônio Gil, como José de Arimatea; Joe Manjon, como Simão; Stephanie Nagan, como Bartolomeu; Pepe Lorente, como Tadeu; Luis Calejo, como Jose; e Jan Cornet, como Bar Abbas.

Direção, Kevin Reynolds. Produção, Mickey Liddell e Pete Shilaimon. Produtor Executivo, Scott Holroyd. Columbia Pictures.

No Netflix.

Tratamento precoce


LISTA BOA DE GUARDAR, pois mais conhecidos podem precisar:
Tratamento Precoce
Dr. Ricardo Ariel Zimerman
Dra. Patricia Del Pino (pneumo da Santa Casa)
Dra. Valerie, por Unimed, Doctoralia
Dra Alla Dolganova, atende Unimed por Telemedicina, Ipe
Dr. Paulo Kalil Salim
55 53 99595-8732
Dr. Marco Aurélio Meirelles
Unimed Telemedicina
55 51 9803-6736
Dr. James Ricachenewsky
Cruz Alta
55-3322-8270
Dra. Berenice Ruschel
Salute da Assis Brasil


Ricardo Zimermann, 992467281
Cristhiano Perin e Luciano Corrêa da silva, 32218522

O dr. Ricardo me disse que não atende por planos de saúde. Os outros dois, não conheço e não sei. O dr. Ricardo foi quem me passou os nomes em off.

Eu abri meu mail e Whats para receber novos nomes.

O problema é que eles têm muito medo da patrulha e do Cremers, porque podem ser denunciados por propaganda, o que já aconteceu com outros.

Estes cujos nomes te passei não têm medo de nada e tratam com hidroxi e os demais remédios.

Artigo, Astor Wartchow - Caso Cesare Battisti: Lula pede desculpas à esquerda italiana

Advogado

Escrevi sobre o tema em 2009 e 2011. Relembremos o caso. Preso pela Polícia Federal, Battisti teve concedido o pedido de refúgio pelo ex-ministro da Justiça (depois governador gaucho) Tarso Genro. Uma decisão contrária ao Tratado Brasil-Itália.
Mas, admita-se, em tese, que naquele momento o Ministro da Justiça fizesse o que fez e com razão. Ou por suas prováveis e próprias razões ideológicas!
Entretanto, e logo após, uma vez demandado o Supremo Tribunal Federal – que decidiu que era um crime comum! - Lula deveria ter acatado a orientação judicial. 
Aqui cabe um esclarecimento. O Supremo enviou para decisão de Lula por se tratar de um tratado entre nações. Regra geral, tratados são gerenciados pelo Poder Executivo, na pessoa do Presidente e Chefe de Estado.
Respeitáveis tratadistas e pensadores do direito afirmam que se não é crime político, não cabe o asilo. E se é crime político, pode o presidente (talvez) extraditar ou não. Há até uma síntese jurídica famosa: “Se não, não. Se sim, talvez!”
Talvez influenciado pelo ministro Tarso, Lula tenha sido induzido a erro. E errou três vezes numa única decisão. Não respeitou o tratado, ignorou a deliberação de nosso maior tribunal e de várias instâncias judiciárias italianas e européias.
Há quem aumente o rol de infrações cometidas pelo Brasil incluindo o Tratado sobre Cooperação Judiciária em Matéria Penal e o Tratado Relativo à Cooperação Judiciária e ao Reconhecimento e Execução de Sentenças em Matéria Civil.
Finalmente, como que acometido pelo estado geral de ignorância e soberba, também o STF – que acertara antes, repito – incorreu em erro, rescindindo decisão anterior e gerando grave precedente.
Acompanhei todo o julgamento. Os magistrados pareciam mais preocupados em dar “o troco” em alguns italianos que falaram bobagens. Ou, então, invocando a soberania nacional.
Claro que não se faziam as mesmas perguntas e afirmativas em relação à soberania italiana de reclamar pela extradição daquele que julgaram um criminoso comum.
Não esqueçamos que há consenso na Itália e na Europa. O parlamento italiano aprovou o pedido de extradição por unanimidade. 413 deputados votaram. Somente a extrema esquerda se absteve. Absteve-se!
Também o Tribunal Europeu de Direitos Humanos declarou por unanimidade, em dezembro de 2006, que as decisões dos tribunais italianos foram tomadas em conformidade com os princípios do devido processo legal.
  Uma sucessão de erros à conta de devaneios ideológicos juvenis de algumas autoridades brasileiras. E que com seus erros reafirmaram nossa sina de eterno e sonhado paraíso tropical de bandidos e ladrões.

Artigo, Vitor Bertini - O dia em que mateu meu pai

Minha dor não começa no dia em que matei meu pai.
Uns dias depois do dia em que matei meu pai caminhei até a delegacia e contei tudo. Contei que ele falava alto, gritava muito, nunca acreditava em mim e que isso talvez fosse tudo.
Disseram que minha história não interessava, interessava se eu tinha matado meu pai ou não.
Repeti que sim, eu havia matado meu pai.
Perguntaram por que eu tinha feito isso, matar meu pai.
Devolvi que minha história não interessava.
Então perguntaram quando, onde e como eu havia matado meu pai. Respondi que foi uns dias atrás, na casa em que ele tinha me criado.
Depois, falando baixo, contei que tinha atirado duas vezes no peito dele com um revólver calibre 38 especial, 655 gramas, 5 tiros, punho de borracha, cano curto e acabamento cromado.
O delegado começou a gritar comigo, dizendo que esse revólver não existia e que eu não matara o bosta do meu pai.
Eu gastei as últimas três balas no peito do delegado. Ali começou a minha dor.
VB