Oi

 A Oi divulgou seu plano estratégico para o triênio 2022 a 2024 apresentando suas metas operacionais e financeiras, além do foco em infraestrutura de fibra óptica, no qual a companhia pretende buscar a liderança do mercado.

Segundo o documento, a Oi vai buscar acelerar as receitas dos negócios principais e a implementação de novas fontes, além da readequação da estrutura de custos, do equacionamento da concessão e desenvolver seu negócio de infraestrutura para tentar ser líder em conexões de fibra óptica no país.


A Oi também publicou projeções e metas de resultados para o triênio, entre elas a estimativa de chegar a aproximadamente 8 milhões de casas conectadas com fibra ao final de 2024, implicando um crescimento anual de 31%. A receita média estimada por casa em 2024 é de R$ 94 por mês, um aumento anual médio de 11%.

Entre os indicadores financeiros da Oi reestruturada, a receita líquida deve somar entre R$ 14,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões em 2024, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) deve atingir entre R$ 1,9 bilhão e R$ 2,3 bilhões ao final do triênio, com uma margem Ebitda de 13% a 15%, e de 17% a 19% apenas do novo negócio.

A relação entre investimento de capital e receita líquida deve ficar em torno de 7,8%, já a alavancagem, medida na relação dívida líquida/Ebitda da “nova” Oi deve ficar em 6,6 vezes

Interrogatório de Polibio Braga.

Interrogatório do jornalista Polibio Braga

Escrivão: Qual a profissão do Senhor? 

Políbio: Como? 

Escrivão: Qual a profissão do Senhor? 

Políbio : Jornalista 

Escrivão : Telefone de contato? 

Políbio: É...meu telefone está contigo? 

Advogado: Já alcanço …

Políbio: Está escrito atrás aí..

Advogado : Telefone  9945-9810

Escrivão : 9945-9810 ? 

Advogado: Isto! 

Políbio: Meu telefone é novo, não lembro muito. 

Escrivão: E o endereço? 

Políbio : Eça de Queiroz…

Escrivão: Rua…? 

Políbio : Eça, Eça com “Ç” Eça de Queiroz , apartamento 

Escrivão : Qual bairro? 

Políbio : Petrópolis 

Escrivão: Tá, então só apresentando algumas informações né, que são seus direitos constitucionais. O Sr. vai ser ouvido aqui como suspeito nesse caso. Então o Sr. tem direito a permanecer em silêncio, só falar em juízo e o Sr. também tem direito a presença do advogado. 

Advogado: Perfeito! 

Escrivão: O Sr. Vai falar normalmente? 

Políbio: Sim, Sim

Escrivão: O Sr. Já foi preso anteriormente? 

Políbio : Se eu já fui preso? 

Escrivão: É. 

Políbio: já! 

Escrivão : Trabalha por conta própria? 

Políbio: Sim. 

Escrivão: Está empregado no momento? 

Políbio: Se eu estou empregado? 

Escrivão: Isso!

Políbio: Não. 

Escrivão: Não está empregado? 

Políbio: Como? 

Escrivão: Não está empregado? 

Políbio : Não tenho empregado. 

Escrivão: Não. Nao está...não é que tem. 

Políbio: Não, não estou empregado também. 

Escrivão: O Sr. Possui algum vicio? 

Políbio: Desculpe?

Escrivão: O Sr. Possui algum vício? 

Políbio : Vício? 

Escrivão:  É

Políbio: Não. 

Escrivão: Morou com os pais até quantos anos? 

Políbio: Como? 

Escrivão : Morou com os pais até quantos anos? 

Políbio: Não consegui entender o que ele falou.

Escrivão: Morou com seus pais? 

Políbio: Se eu morei com meus pais? Morei.

Escrivão: Até quantos anos? 

Políbio: É...17 anos.

Escrivão: Começou a trabalhar com quantos anos? 

Polibio: Com 13 anos 

Escrivão: Tem filhos? 

Políbio: Tenho.

Escrivão: Quantos? 

Políbio: 3 

Advogado : Eu vou pegar sua assinatura na Prorrogação, Políbio. Pra deixar junto no inquérito, daí eu acompanho. Obrigado. 

Advogado: Tu juntas ela no inquérito, por gentileza? Obrigado. 

Escrivão: Alberto…? 

Advogado: Isso! 

Advogado: 63784

Escrivão: Qual endereço do escritório do Sr ? 

Advogado: É Mariante...rua Mariante, número 180, sétimo andar. Sala 701. 

Escrivão: Qual bairro? 

Advogado: Ali é Moinhos de vento. 

Escrivão: Telefone de contato do Sr ? 

Advogado: 98111-9669

Escrivão: Tá...enquanto a Delegada não chega, vou ler para o senhor aqui o histórico da ocorrência. 

Eu vou ler para os Senhores o histórico da ocorrência enquanto a delegada não chega, quando ela chegar a gente dá continuidade, tá? 

“ Houve ofensas a alguém, foram atribuídas ofensas reforçando a vítima no meio social em que ele vive, foram atribuídas qualidades negativas aos defeitos da vítima. Ofensas à vítima constitui na utilização de elementos discriminatórios referente a raça e etnia, a vítima não foi agredida fisicamente. A Delegacia de Polícia de combate à tolerância DPCI, conforme imagem anexada, o jornalista proferiu ofensas a todas as pessoas LGBT relacionando-as à prática de zoofilia. 

Verifique anexo.” 

Escrivão: O autor Sr. Polibio Braga e ele no caso. O texto que se refere é esse aqui, né. 

“ Eduardo Leite manda bordar as cores do arco-íris gay na fachada do Piratini” 

Foto de Felipe Dalla Valle - Fotógrafo contratado pelo Piratini. 

A foto é assunto em todo Brasil e também no exterior. O governador Eduardo Leite decidiu comemorar em alto estilo a legalização do homossexualismo como a opção da vontade sexual das pessoas e não como uma patologia. Pelo menos no ponto de vista da polêmica OMS. 

Ontem foi o dia internacional do universo LGBTQIA+ que engloba não só o homossexualismo, mas ainda não compreende a zoofilia, fenômeno que ocorre com pouca frequência em barrancos e coxilhas pouco frequentadas. 

Rio Grande do Sul, a política estadual de atenção e integração de uma população LGBTQIA +  implantada com decisão por Eduardo Leite visa elaborar, estimular, apoiar, participar, e promover eventos, estudos, pesquisas, debates e ações que envolvam discussões de saúde da população LGBTQIA +. 

O relato mais recente do grupo gay da Bahia, GGB, divulgado no início de 2019 resultou que 2018 ocorreu 420 mortes de LGBTs no Brasil, 320 homicídios e 100 suicídios. 

Escrivão: Só vou pedir um pouquinho de paciência, a delegada já está chegando. 

Advogado: Eu posso olhar os anexos do inquérito? Com licença, obrigado. 

Delegada: Olá, tudo bem? 

Advogado: Olá, boa tarde. Tudo bem? 

Delegada: Peço desculpas pelo atraso, responder por três delegacias…Chegou fazer a primeira parte da qualificação ? 

Advogado: Sim, ele...o colega fez a qualificação. 

Delegada: Tá 

O Senhor é Advogado? 

Advogado: Sim! Sou advogado do Políbio. Isso. 

Delegada: Primeiramente, obrigada Sr. Advogado pela sua presença. O adquirente explicou a denúncia e a ideia é seguir então e conversar com o senhor, entender o que aconteceu...o que que o senhor quis dizer quando escreveu aquilo...enfim, basicamente isso. 

Advogado: Delegada, eu sou vou lhe pedir uma gentileza, tu tens que falar alto porque ele tem aparelho auditivo, então o outro colega também teve a mesma situação, se tu falares baixo ele acha que tu não entende. 

Delegada: Ah tá. Vamos fechar a porta então.  

Políbio: A senhora quer que eu explique o que eu quis escrever, é isso? 

Delegada: Aham. Justamente. Isso que eu gostaria que o senhor falasse. 

Políbio: Bom, o que eu tenho a declarar sobre isso é que o texto é autoexplicativo. 

Delegada: O senhor quis dizer o que está escrito ali? 

Políbio: É exatamente aquilo ali, é o que está escrito no meu texto, não na denúncia. 

Delegada: Não, claro! No seu texto, justamente. 

E o senhor acredita que tenha feito uma declaração de cunho homofóbico? 

Políbio: Em absoluto! Não fiz. Não é esse o sentido. 

Delegada: Não é esse o sentido. Então, até desculpa algumas perguntas, elas terão um tom até meio retórico. Mas eu gostaria de entender exatamente. Tá, não foi a intenção, mas o que o senhor acha que levou a crer que essa seria a intenção.  

Políbio: Na minha atividade como jornalista, eu sou jornalista polêmico, volta e meia as pessoas não fazem uma análise léxica do meu texto e interpretam sempre de uma maneira incorreta. E eu acho que foi o que aconteceu. 

Delegada: E a questão da comparação...da aparente comparação com a zoofilia? 

Políbio: Não existe essa comparação no texto. 

Delegada: Não existe essa comparação. 

Políbio: Não existe, ela não foi feita. Qualquer análise léxica ali é só dar uma olhadinha no advérbio atemporal que foi usado, ele não faz essa conexão. 

Delegada: É por que o senhor citou então a zoofilia? 

Políbio: Como eu poderia ter citado qualquer outra coisa ali. 

Delegada: Então não teve nenhuma comparação de ordem moral? 

Políbio: Não, não. O texto não é comparativo. Não é um anexo de comparação de texto, qualquer análise léxica ali para demonstrar que não é assim, esse advérbio não é utilizado para efeitos de comparação, de modo que as pessoas que entenderam de maneira diferente e fizeram essa comparação é porque provavelmente não estudaram muito bem o português, entende? 

Delegada: Mas se a gente pega aqui, ó. Vamos pegar os comentários, tá? Isso aqui o senhor não tem controle, né? Isso aqui as pessoas escrevem o que elas querem. 

Políbio: Não, não tenho controle sobre isso aí. 

Delegada: Justamente. 

Políbio: Eu não censuro os meus comentários. 

Delegada: Sim, sim. E também não é um dever do senhor, mas pelo que a gente percebe aqui, grande parte das pessoas aqui “corroboraram” com o que foi escrito. O senhor entende que as pessoas corroboraram, quanto as pessoas que criticaram o que foi escrito, que ambos os grupos não entenderam o que o senhor quis dizer. 

Políbio: Olha, sinceramente...deixa eu dizer duas coisas a respeito disso: 

Primeiro, eu não leio os comentários, eu não sei nem do que a senhora está falando. Eu não leio os comentários.

Delegada: O senhor quer dar uma olhada? 

Políbio: Não quero não. 

Delegada: Não quer olhar…

Políbio: Não. Então a primeira é que eu não leio os comentários e segundo, quem publica esses comentários não são eles os investigados, sou eu, né? 

Delegada: Eu fiz uma pergunta pro senhor e o senhor tem a liberdade de responder ou não. Então o senhor disse que não lê os comentários, que não bloqueia os contatos, eu não estou fazendo nenhuma análise com relação ao que o senhor está falando, estou sendo objetiva. 

Polibio: Senão, eu seria obrigado a sancionar se eu lêsse, sabe? E depois o que mais surgir na internet, cada comentário desse a pessoa é responsável por ele, mesmo que seja mínimo. Basta quebrar o protocolo da internet que vai chegar ao autor, entende? 

Delegada: Então bom, ele não lê, não bloqueia e não é responsável pelos comentários. 

Delegado: Vamos ver o que você colocou aí até agora. 

Escrivão : 

O declarante afirma que o seu texto é autoafirmativo/autoexplicativo. Garante que não teve a intenção que o seu texto fosse interpretado como sendo homofóbico. 

Perguntado sobre a comparação com a zoofilia, responde que não houve esse tipo de comparação no seu texto. Perguntei sobre ter citado a zoofilia, responde que não há nenhum motivo específico para o uso do termo “ zoofilia”. Garante que não há comparação no uso de advérbios que permitam tal comparação com a zoofilia. 

O declarante afirma que tal observação somente poderia ser realizado por pessoas com dificuldade na língua portuguesa. Perguntado sobre as pessoas comentarem no seu texto e interpretar como sendo termo homofóbico, responde que não lê e que não é responsável pelos comentários. 

Delegada: O senhor tem mais alguma coisa pra falar sobre isso? Ou alguma observação que o senhor quer que conste aqui no depoimento? 

Políbio: Não. A senhora quer saber mais alguma coisa? Pode perguntar. 

Delegada: Não, na verdade eu queria saber realmente se havia alguma relação, esse termo me chamou atenção, né...Se pode levar a entender, não estou dizendo pelo entendimento meu, mas de que existe alguma relação com a zoofilia. O senhor disse que não. 

Políbio: Isso lhe chamou atenção? Também? 

Delegada: Acho que não cabe a mim responder esse tipo de pergunta. Na verdade é o que vem na denúncia, não estou falando da minha interpretação, a minha interpretação aqui nesse momento nem cabe. 

Políbio: Ah tá. 

Delegada: Eu estou falando do teor da denúncia, enfim.  

Políbio: Foi o que lhe chamou atenção né, tem outras colocações ali, mas o que lhe chamou atenção foi isso né? 

Delegada: Não estou falando que me chamou atenção, eu tenho que perguntar o que chamou atenção da pessoa que fez a denúncia. Segunda alegação seria com relação ao termo homossexualismo, se isso denotaria algum tipo de patologia. 

Políbio: Aquele negócio da OMS, né? Ah tá. 

Delegada: Na visão do senhor, eu quero saber na visão do senhor, usar esse termo homossexualismo com o final “ ismo”, isso denotaria uma ideia de que a opção sexual seria uma doença? 

Políbio: Eu não quero falar sobre esse assunto. Acho que é irrelevante. Gostaria que registrasse que na minha opinião isso é irrelevante, eu não vou entrar numa discussão científica, tá? 

Delegada: Tudo bem. 

Eu acho que é isso. Mais alguma coisa? 

Advogado: Eu gostaria só de registrar, se a senhora me permitir Dra. que ele destacou o final do texto, foi um grande parágrafo em que ele trouxe todos os dados em relação ao que ocorre na realidade e isso não foi pontuado, pelo menos nas pergunta da senhora, com o devido respeito, mas ele faz um relato sobre todo histórico que existe de agressão exatamente a essa comunidade, então, nessa questão que ele fala que o texto é autoexplicativo, ao meu ver, isso é importantíssimo. 

Delegada: Então tá. Vou ajustar. 

Advogado: Que a denúncia na verdade ela se debruça sobre essas marcações que estão em rosa, né. 

Delegada: Sim, justamente por isso que nós marcamos aqui, não é uma opinião nossa, é o que chegou pra nós. 

Advogado: Não, claro! Com todo o respeito, mas quero colocar isso, ele tem 80 anos, né? E ele foi pesquisar, inclusive os dados que há, no caso as agressões a essa comunidade, né? Isso foi informado no texto, leva tempo para buscar esses dados então gostaria de registrar isso, se possível. 

Delegada: Ressalto esse último parágrafo da publicação em que o acusado, trazendo inclusive dados estatísticos sobre histórico de agressão contra a população LGBT. Isso? 

Advogado: Exato. Obrigado Dra. 

Delegada: Acho que é isso. Por mim é isso. Se não tiver mais nada a acrescentar…mais nada a acrescentar? 

Políbio: Não tenho nada a acrescentar. 

Delegada: Por nós é isso então. Muito obrigada. 

Qualquer coisa a gente volta a entrar em contato.

Direito de resposta

Direito de resposta

Este texto corresponde ao direito de resposta exigido pelo editor do blog www.polibiobraga.com.br, citado e acusado nominalmente através do site do Ministério Público Estadual, sem que tenha sido ouvido e baseado unicamente nos termos de inquérito policial aberto em cima de uma denúncia de organização não governamental, ONG, que se sentiu desrespeitada em seus direitos civis.

No Brasil atual, existe uma perseguição clara contra jornalistas que usam a liberdade de expressão, portanto também de imprensa, para que se calem diante do discurso único que tenta impor suas opiniões, tentando suprimir o direito constitucional e legal à informação e ao contraditório, apanágio de qualquer sociedade civilizada. Na nota, a representante do MPE não é sequer capaz de tipificar legalmente o caso de homofobia, já que o constituinte de 88 jamais fez isto e jamais o legislador tipificou-o. O que existe é uma jurisprudência polêmica, extremamente subjetiva, estabelecida pelo STF, comparando homofobia a crimes de racismo.

O MPE no seu site do dia 15, informou que ofereceu denúncia contra o jornalista Políbio Braga por prática de indução e incitação à discriminação e preconceito de cunho homofóbico. A notícia informa que a ação foi formulada com base no inquérito policial oriundo da Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância em Porto Alegre, mas não revela quais foram os termos do inquérito.

A bem da verdade dos fatos, o editor do blog www.polibiobraga.com.br publica no link a seguir os exatos termos do inquérito, de acordo com transcrição fiel de tudo que aconteceu durante a oitiva realizada pela delegada do caso. CLIQUE AQUI para ler o texto integral do interrogatório e perceber que no texto publicado pelo jornalista e nas respostas que deu na delegacia, nada há que cheire a homofobia.

Não há, no texto do blog, “nenhuma prática de indução e incitação à discriminação e preconceito de cunho homofóbico”, ao contrário do que conta a promotora de Justiça Ivana Machado Moraes Battaglin na nota publicada neste site.

Diz a nota do site do MPE: “Ivana destaca que a conduta do denunciado configura a prática de homofobia, pois menospreza a dignidade humana das pessoas integrantes da população LGBTQIA+, atingindo-os de modo genérico por sugerir a patologização e a imoralidade das identidades de orientação sexual e de gênero nela inseridas”. Não é verdade. O jornalista tem 60 anos de profissão como jornalista profissional, escritor, advogado inscrito na OAB sob número 8771 e esta é a primeira vez na sua vida que enfrenta acusações tão desarrazoadas e pelas quais já busca em juízo e fora dele a devida reparação civil e criminal.

Jornalista Polibio Braga
polibio@polibiobraga.com.br
Telegram 51.00045-9810
www.polibiobraga.com.

Lacombe questiona: "Criança com 7 anos tem capacidade para decidir trocar de sexo ?". E ?

 

A VISÃO DE UM GAÚCHO SOBRE NOSSA LIDERANÇA POLÍTICA

Um esclarecimento aos amigos de fora do RS. Aqui se faz brincadeiras e se afirma a masculinidade na música, na poesia, na trova e nas piadas. Apesar deste estereótipo do gaúcho, há uma tolerância talvez desde sempre com toda pessoa que seja correta, honesta e trabalhadora.


Isso vale para pessoas de variadas raças, cores e credos. A condição social de um indivíduo no RS sempre foi mais discriminatório ou determinante de enquadramentos pelos demais, do que QUALQUER outra característica que essa pessoa possa ter.


O RS votou num cidadão para tentar consertar um estado que desde há muito vem com as contas crescendo como cola de cavalo: para baixo. "O gringo", que lhe antecedeu, fez uma gestão na direção certa, mas não teve força para quebrar o corporativismo e o sistema, pior do que este que vemos a nível nacional. Aqui tem raízes mais firmes ainda.


Este rapaz tentou convencer a todos que o que faltava era gestão e com essa promessa, levou o voto de confiança da maioria.


No período eleitoral, brincadeiras e comentários foram feitos sobre a questão pessoal do indivíduo, mas não vingou, porque até então todos entendíamos que era uma questão de foro íntimo. Foi um bom prefeito, demonstrou saber trabalhar em equipe, não veio à tona problemas maiores com as contas públicas e acabou sendo LEGITIMAMENTE eleito para governar o estado, com mandato focado na redução da máquina pública, no estancamento das sangrias, nas privatizações, no não aumento de impostos e, por consequência, na geração de caixa para sanar a dívida pública, começando pelos professores e polícia militar que vinham absolutamente estrangulados e literalmente roubados, trabalhando sem receber.


O que o sujeito faz: demonstrou que tudo era apenas papo furado. Não soube resolver nada. Não teve força para enfrentar as máfias e, mais grave ainda, hoje se mostra do lado dos saqueadores da coisa pública. O gringo disse num debate: "parola, parola, parola". E estava certo.


Portanto, vamos separar as coisas. Gaúcho tem o seu orgulho? Tem. É grosso? É. É sectarista, racista e homofóbico. Não, de jeito nenhum. Nunca foi, nem em família, nem com os amigos, nem com os vizinhos nem com os desconhecidos.


Aqui é terra de todas as raças, todos os credos e ausência destes, de todas as cores e orientações sexuais. Nunca se barrou uma pessoa pública com base em sua orientação e escolhas íntimas.


Agora, vir a público nacionalmente e se colocar numa condição de vítima, como se fosse alguém prejudicado em sua carreira por sua orientação e que precisa passar aquilo a limpo para ser aceito e reconhecido é de uma safadeza que tem que ter sido planejada por um marqueteiro. O sujeito nunca viu necessidade de fazer isso tendo passado por tantos pleitos públicos, debates e campanhas, por que agora?


Todos sempre soubemos de sua opção, mas não se falava nesse assunto e quando era mencionado por alguém aquilo morria. Não ia longe porque ficava evidente que não importava.


Agora importa e importa porque ele quis assim. Só espero que os demais brasileiros saibam quem é essa pessoa: um marionete de coisas muito graúdas, incapaz de liderar um estado, imagina uma nação, e dissimulado.


Não foi e não tem sido um gestor e sim um oportunista, tanto no uso de recursos federais emergenciais como na tentativa de projeção em cima de algo que pessoas de caráter e honestas não o fazem.


Wagner Beskow

Turismo registra crescimento em 2020, mas ainda abaixo de 2019

 O setor de turismo brasileiro registrou em maio, último mês com dados consolidados, faturamento de R$ 9,6 bilhões, 47,5% superior ao de maio do ano passado. No entanto, em comparação ao mesmo mês de 2019, antes do início da pandemia de covid-19, houve redução de 31,2% no faturamento do setor. Os dados, divulgados hoje (16), são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).


Em maio, o transporte aquaviário foi o único, entre os seis grupos de atividades analisados pela FecomercioSP, que conseguiu superar o patamar pré-pandemia, com alta de 20% no faturamento em relação ao mesmo mês de 2019. O transporte aéreo registra a maior queda em relação a 2019, de 50,5% – variação similar à da redução da demanda de passageiros, na mesma comparação, de 43%.

Em maio de 2021, os restaurantes e alojamentos faturaram R$ 2,8 bilhões, 33,5% abaixo do obtido no mesmo mês em 2019, com variação muito próxima do grupo atividades culturais, recreativas e esportivas (-33,8%), também afetado pelo isolamento social.

O conjunto de atividades de locação de veículos, agências e operadoras de turismo registrou queda de 13,2% em maio em relação a 2019, e o setor de transporte terrestre, redução de 6,6%.

“A vacinação ainda é a principal variável para os turistas voltarem a viajar com segurança e para os empresários se planejarem de forma mais sólida”, diz, em nota, a FecomercioSP. “Iniciativas como a redução das restrições, a ampliação das ofertas dos serviços turísticos e a aceleração da vacinação em todo o país são fundamentais para uma melhora gradativa e mais consistente do setor”, acrescenta a entidade.

Artigo, Alex Fiuza de Melo - O risco de um levante popular

 O risco de um levante popular: As tradicionais elites políticas, em sua “bolha brasiliense”, ignoram e desdenham...


O Brasil não está imune a um levante popular. Ao contrário. O presente cenário político apresenta todos os ingredientes indispensáveis à emergência do aludido lanço: insatisfação popular generalizada; hostilidade exacerbada entre agentes sociais; abuso de poder por parte de autoridades constituídas; difamação trivializada de reputações; manipulação e tendenciosidade da informação pelos meios de comunicação de massa; perversão e desfaçatez de condutas de agentes públicos; desrespeito sistemático ao Estado de Direito; desarmonia, assédio e desvios de função entre Poderes da República; ativismo judicial; descrédito progressivo do Poder Judiciário (STF na cabeça); impunidade criminal; fomentação de conspirações; tentativas de golpe, etc. – eventos que, somados, fermentam a descrença crescente nas instituições e em seus representantes, conduzindo impreterivelmente a sociedade à condição de barbárie e ao estado de guerra.

Acostumadas à passividade das massas e à sua ordeira submissão, as tradicionais elites políticas, em sua “bolha brasiliense”, ignoram e desdenham da possibilidade de uma contundente reação popular às suas ardilosas intrujices, ainda acreditando em seu incontestável e habitual mandonismo ou, no limite, na suposta ingenuidade e ignorância dos costumeiros súditos.

Vaidades e empáfias, com condimentos de egolatria psicopática, impedem Suas Excelências de perceber a gravidade do quadro que se desenha sob o seu próprio nariz e o movimento agitado das insondáveis correntes submarinas, que se deslocam, desapercebidas, no oceano turbulento da já convulsionada sociedade civil.

Por muito menos o estamento no poder da França do final do século XVIII foi guilhotinado em praça pública pelas multidões, cansadas de tanto descaso, injustiça e tirania, numa demonstração tácita de que ninguém está imune a repentinas “surpresas históricas”.

O que “Suas Majestades” ainda não compreenderam é que, em tempos de internet e de redes sociais, o tradicional “coronelismo analógico”, ancorado nos ordinários “currais eleitorais”, definhou de vez, juntamente com o antigo monopólio da informação, outrora reservado, com exclusividade, aos grandes e seletos grupos de comunicação – dos quais sempre foram sócias ou afiliadas.

Hoje, o terreno da política é outro. Como a extensão de sua arena e o alcance e pluralidade das alternativas da informação. Não há mais espaço para pensamento único, para mentiras veladas, para farsas impenitentes – sempre sujeitas a impetuosos e nivelados ricochetes e reações. Tampouco há ambientação para “esquecimentos seletivos” de reveladores fatos do passado – sempre passíveis de ressuscitação pelo resgate de imagens arquivadas na globosfera. O rei, o estamento corporativo-cleptocrático, portanto, está nu, em sua sanha delitosa – e toda a corte palaciana do entorno, acostumada à privacidade impune de suas privilegiadas e secretas regalias, ao custo da extorsão indecorosa de seus eternos e submissos acólitos e vassalos.

Sim, os tempos não estão para brincadeiras! O agravamento da crise política e moral empurra o país para o pântano de uma guerra civil, mesmo que oficialmente ainda não declarada. Os sinais e sintomas do esfacelamento de todo lastro de ordem social, com a falência do desempenho estatal e da legitimidade representativa (sobretudo no Congresso Nacional e na Suprema Corte), projetam o pessimismo e o descontentamento crescente da população, ameaçando a sua crença no futuro – a perdurarem os contornos da presente paisagem.

Eis que, depois de tanta bandidagem e humilhação, parecem emergir em cena os primeiros sinais de que o gigante acordou! A situação está por um fio! A corda, a qualquer momento, pode arrebentar – com chances de que a “revolução”, desta vez, não se dê pelo “alto”, mas pela base, pela ação direta do povo, finalmente despertado de seu sono secular.

Setores mais bem informados da sociedade já estão cientes da armação do golpe de Estado em andamento, previamente orquestrado nos bastidores mais recônditos dos escaninhos do poder, em concertação interinstitucional, suprapartidária e transnacional – tal-qualmente em outras paragens.

Grupos armados e organizados, à esquerda e à direita, já ensaiam, em surdina, suas táticas e meneamentos para o instante ainda indeterminado do presumível confronto, numa projeção antecipada dos territórios e trincheiras a serem ocupados quando chegar a hora “H”. Até lá, continuará a ser testada, de várias maneiras, entre as partes, a correlação de forças presente no cenário, a exemplo de um tabuleiro de xadrez, por meio de jogadas inesperadas de ataque e defesa, ação e reação, em lances sequenciais e surpreendentes, aos moldes de “gambitos da rainha”.

Tudo, por ora, são planos. Mas os planos são concretos e efetivos – e não fictícios –, em plena cinesia e execução, constituindo, por isso mesmo, parte significativa (e sinalizadora) da nebulosa realidade.

Quem sabe já não se vive o limiar de uma ensolarada “primavera tupiniquim” (de instauração de uma verdadeira república), até bem pouco tempo impensável nos quadros de nossas fleumáticas tradições? Ou, ao inverso, o advento de um rigoroso e prolongado “inverno brasílico” (de explícita ditadura cleptocrática), a congelar em grau máximo os vestígios mais lancinantes dos choros e rangeres de dentes sobejados? Quem sabe?!

Talvez tenha chegada a hora da inevitável encruzilhada; de ter-se que escolher, de uma vez por todas, entre a república democrática (da liberdade, da transparência e da justiça) e a cleptocracia oligárquica (da criminalidade legalizada, do engodo e do arbítrio) – por bem ou por mal.

Decerto, só o tempo dirá! Porém, pelo andar da carruagem, fica patente que tudo pode acontecer nesse contexto tão sombrio e gelatinoso, de difícil e laborioso prognóstico.

Enquanto isso, malgrado o perigo à vista, os protagonistas do caos continuam a brincar, desajuizadamente, de CPIs (caricatas e patéticas) e de reescrever, ao seu “estilo”, à sinistra – sem legitimidade para tal –, a Constituição, segundo seus devaneios e ambições, alheios e moucos ao clamor ensurdecedor das ruas, sem se aperceberem do rumor ameaçador que se avizinha e do timbre agudo de aviso prévio unissonamente entoado pelos inúmeros intérpretes, em vigília – já com exalação de hálito de pólvora nas notas sofregamente solfejadas.

Alex Fiuza de Mello. Professor Titular (aposentado) de Ciência Política da Universidade Federal do Pará (UFPA). Mestre em Ciência Política (UFMG) e Doutor em Ciências Sociais (UNICAMP), com Pós-doutorado em Paris (EHESS) e em Madrid (Cátedra UNESCO/Universidade Politécnica). Reitor da UFPA (2001-2009), membro do Conselho Nacional de Educação (2004-2008) e Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Pará (2011-2018).