Porto Alegre inova no licenciamento de antenas para tecnologia 5G

Foto: Modelo de estrutura e antena foi apresentado em frente ao Paço Municipal, na tarde desta segunda-feira, 18. Foto: Giulian Serafim/PMPA

A Prefeitura de Porto Alegre lançou nesta segunda-feira, 18, em evento no Paço Municipal, o novo modelo de licenciamento para instalação ou renovação de Estações Transmissoras de Radiocomunicação (ETRs) para transmissão de sinais de internet.  

A capital gaúcha é a primeira cidade do país a oferecer a Licença na Hora. A solicitação é feita pelo Portal de Licenciamento, e um sistema automatizado analisa a documentação e expede a autorização imediatamente. Antes, apesar da entrada e saída do pedido serem digitais, havia uma análise humana. O sistema foi desenvolvido pela equipe da Secretaria do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), em parceria com a Procempa. 

"Porto Alegre está preparada para receber a tecnologia 5G. Nenhuma economia vai bem sem  investimentos em tecnologia e inovação. Temos de ser facilitadores no poder. Esta mordernizacao vai trazer melhorias para toda a população, com um legislação rápida e moderna. Esperamos que Porto Alegre seja a primeira a cidade do país a receber o 5G" - Prefeito Sebastião Melo. 

O leilão do 5G está previsto para o início de novembro. A tecnologia que promete revolucionar a internet das coisas deve chegar às capitais brasileiras em meados de 2022. “A internet dez vezes mais rápida exige de cinco a dez vezes mais antenas do que o 4G. Por isso, licenciar as antenas para transmissão de sinais de internet passou a ser o grande desafio dos municípios”, reafirma o titular da Smamus, Germano Bremm. “Porto Alegre está preparada para receber a tecnologia 5G”, conclui o secretário. 

A desburocratização do processo de licenciamento das ETRs começou em 2018, com a criação da chamada Lei das Antenas, que permitiu a adoção do modelo de autolicenciamento, com a declaração do responsável técnico. O prazo de tramitação da licença reduziu de dois anos para apenas um dia, acabando com a demanda represada e permitindo a expansão da estrutura de antenas. Desde 2019, foram emitidas 272 licenças na Capital. Agora, a autorização é automática: o responsável técnico faz a solicitação pelo portal, apresenta os documentos e assina o termo de responsabilidade. O sistema analisa e expede a licença. 

“Estamos entregando à Smamus uma modelagem de processos eletrônico, resultando numa esteira que automatiza todas as fases, identificando inclusive divergências que possam ter sido cadastradas pelo declarante”, explica Letícia Batistela, diretora-presidente da Procempa. Ela reforça que, cada vez mais, a digitalização passa a ser condição básica para que o município preste serviços de maneira ágil, eficiente e de qualidade. 

Protótipo – Durante o evento, foi apresentado um protótipo de uma antena de sinal de 5G, instalada em um poste de placa de rua. O protótipo foi desenvolvido pelo Grupo Imobi, detentor da concessão das sinalização de placas de ruas na Capital, e pela empresa Highline do Brasil, uma das maiores empresas de infraestrutura de antenas do país. Com esta tecnologia, cerca de 42 mil pontos já estão disponíveis para a instalação de antenas 5G na cidade.  

“Será possível termos antenas em sequência a três metros do chão para garantir o sinal do 5G em toda a cidade”, explica o sócio-fundador da Imobi, Daniel Costa. 

“Instalações em larga escala vão oferecer capilaridade para as operadoras de telecom e, por consequência, para o cidadão”, reflete a diretora comercial da Highline, Carolina Vilela. 

Reconhecimento – O avanço na legislação e na tecnologia transformou a cidade em referência nacional no licenciamento de ETRs, abrindo caminho para a tecnologia 5G. Porto Alegre conquistou em 2019, 2020 e 2021 o primeiro lugar, entre as capitais brasileiras, no ranking Cidades Amigas da Internet, divulgado pela Conexis Brasil Digital, associação que representa as principais empresas de telecomunicações do país. 

O presidente executivo da Conexis, Marcos Ferrari, destacou a importância do licenciamento automatizado para a chegada do 5G no país. “O 5G vai exigir de cinco a dez vezes mais antenas, e um licenciamento mais rápido vai permitir que as empresas avancem mais rapidamente com os investimentos necessários para que essa nova tecnologia chegue o mais breve possível aos brasileiros”, disse. 

“O Licenciamento na Hora é uma grande vantagem para a população de Porto Alegre porque a conectividade traz avanços no comércio, indústria e tantos outros setores. Por isso, cada vez mais as telecomunicações precisam ser tratadas como insumo básico para vida, e a Huawei está pronta para ser parceira da prefeitura nesta infraestrutura vital”, ressaltou Carlos Lauria, diretor de Relações Governamentais e Assuntos Regulatórios da Huawei, uma das maiores empresas de tecnologia e de fabricação de celulares do mundo. 

O titular da Smamus, Germano Bremm, destacou a vocação tecnológica de Porto Alegre: “Nós somos uma cidade aberta, da inovação, do desafio, do novo. Somos a cidade do South Summit em 2022 e queremos ser parceiros de das empresas de tecnologia nessa nova era que se apresenta, a Era do 5G."

O tempo dos outros, Glauco Fonseca

Pouco se sabe sobre o tempo, como defini-lo em termos matemáticos. Diferentemente do espaço, que pode ser contado em pés num lugar ou em metros em outro, ou da velocidade, que pode ser em quilômetros ou milhas por hora, os segundos, minutos e horas são contados da mesma forma em todo o planeta. Tempo é, portanto, uma medida comum a todos, que não pode ser parado ou acelerado. Pode-se voltar de um caminho andado, é possível andar mais rápido ou mais lentamente, mas o tempo passa igual pra todo mundo.


Em uma perspectiva humana, a medida do tempo se dá, muitas vezes, pela percepção dos costumes, dos acontecimentos, das experiências. O tempo dos bondes é posterior ao das carruagens, mas muito anterior ao dos biquinis de duas peças. Nossos avós diziam que seus tempos eram bons, mas apenas bem depois de vividos. Muito provavelmente, reclamavam de seus tempos atuais como todos fazemos nos nossos tempos atuais. O tempo, é, portanto, o tempo das mudanças, das rupturas e das consolidações. Sempre opera mudanças desejadas ou nem tanto. Tempo é, portanto, mudança.


O tempo promove em todos nós um fenômeno interessante: à medida em que vamos envelhecendo, começamos a observar acontecimentos que vão ficando mais e mais difíceis de serem facilmente aceitos. Para os que já viveram bastante, a incorporação de tabus, a destruição de preconceitos e as novidades sociais que o tempo trás se mostra como um “medidor” de que o nosso tempo está se findando. E quando se finda o nosso, começa o tempo dos próximos, dos outros, de nossos filhos e netos e assim por diante. 


Os sinais são implacáveis. Coisas que fazem enorme sentido para os mais vividos, passam despercebidas pelos mais jovens. O que nos incomoda é, muitas vezes, o pano de fundo de prazeres futuros. A música que nos irrita, é a trilha sonora dos “próximos”, seu ritmo próprio. O tempo dos outros é apenas dos outros, dos próximos. Não é mais dos velhos e, ainda mais notavelmente, precisa ser entendido tanto quanto possível, para que se possa aproveitar essa vida até o máximo permitido por Deus.


Observar o tempo, nesta perspectiva, tem me dado paz e prazer. Dia após dia, uso meu tempo de modo a compreender e facilitar o tempo dos próximos. Ainda vivo o meu tempo, mas ele não é mais só meu, pois se mistura com o daqueles que chegaram. Aquilo que eu relutava em entender e aceitar, agora percebo mais claramente se tratar de um pacote de mudanças que o tempo instiga, provoca. Mudanças boas ou ruins? Não importa. Só o tempo dirá. E quando disser, não será mais meu e sim dos próximos.


Decidi, portanto, usar sempre apenas um relógio, pois o sujeito com um relógio sabe a hora certa, mas um sujeito com dois ou mais relógios, nunca está certo de absolutamente nada. Sei, portanto, do meu tempo e continuarei aprendendo a respeitar o que se torna cada vez mais difícil de entender, respeitando o tempo dos próximos, o tempo dos outros.

Artigo, Augusto de Franco - Ministério Público sem controle externo é uma excrecência no Estado democrático de direito

O Ministério Público – sem controle externo – está virando uma espécie de tribunal corporativo da ética pública. A Constituição Federal – por mais que tenha errado nos artigos 127 a 130 da Seção I – não lhe atribui tal papel. Isso não pode acabar bem.

Ademais, os procuradores da Lava Jato – ao se comportarem como militantes políticos – estão desmoralizando a operação. A defesa da Lava Jato pelos democratas implica denunciar esse tipo de atitude irresponsável do Ministério Público.

Vejamos o caso recente do coordenador da força-tarefa de Curitiba da operação Lava Jato, Deltan Dallagnol:

“Se cabem buscas e apreensões gerais nas favelas do Rio, cabem também nos gabinetes do Congresso. Alias, as evidências existentes colocam suspeitas muito maiores sobre o Congresso, proporcionalmente, do que sobre moradores das favelas, estes inocentes na sua grande maioria.”

Este tweet de Deltan Dallagnol explica muita coisa. Explica porque a Lava Jato foi e continua sendo desmoralizada pelos seus próprios agentes, da força-tarefa de Curitiba.

O que é mais espantoso, no caso, é a seletividade. Carlos Andreazza lembrou, em tempo:

“Recordar é viver: em articulação entre Dilma e Cabral, a Justiça do Rio, ainda em 2014, expedia mandado de busca e apreensão coletivo no Complexo da Maré. Mas onde estavam os indignados defensores dos direitos individuais? Eu adoro a revolta seletiva.”

E Ailton Benedito explicou corretamente:

“Não cabe mandado de busca coletiva nos gabinetes do Congresso, porque são 513 deputados e 81 senadores, cujas identidades são notórias e os respectivos gabinetes perfeitamente identificados, enquanto nas favelas do RJ são 2 milhões de moradores com endereços informais.”

Sim, é por esse tipo de militância – indecente para um procurador da República responsável por uma das maiores operações contra a corrupção na política – que a Lava Jato está perdendo força.

Deltan e sua turma de jacobinos são incorrigíveis e prosseguem avançando na estranha missão que assumiram de fazer proselitismo jacobino, antipolítico. A tentativa de criar uma milícia estatal do bem – às vezes chamada de “Liga da Justiça” – é um atentado à democracia.

Isso tudo, porém, só pode estar acontecendo porque o tal Ministério Público está mal-definido e incorretamente normatizado na Constituição de 1988.

MINISTÉRIO PÚBLICO SEM CONTROLE EXTERNO É UMA EXCRECÊNCIA NO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

A existência de um Ministério Público sem controle externo – que se acha um poder autônomo (e acima de todos os demais), mas é apenas uma corporação enquistada no Estado e, como toda corporação, privatiza a esfera pública – é uma excrecência no Estado democrático de direito: desorganiza o sistema imunológico da democracia e bagunça seus mecanismos de pesos e contrapesos.

Recém-saídos da ditadura militar, os constituintes de 1988 comeram bola ao permitir que uma aberração como esta fosse instituída no Brasil. Criou-se um ambiente institucional infenso à democracia que ensejou a atuação sindical e para-partidária de funcionários públicos, detentores de vários privilégios (inclusive foro privilegiado), os quais, só porque foram aprovados em um concurso, sem qualquer mandato popular para tanto, se arrogam à condição de juízes supremos dos legítimos poderes da República. Não é a toa que esse mal-arranjo institucional vem permitindo o florescimento de conspiradores super-poderosos (atuando à margem da lei) como Rodrigo Janot e de militantes jacobinos, pretensos donos de uma verdade ética superior – que praticam a antipolítica robespierriana da pureza – como Deltan Dallagnol e Carlos Fernando.

O assunto já foi tratado em vários artigos que mereceriam ser relidos:

1) Ministério Público sem controle externo é uma aberração no regime democrático

2) Quem vigia o Ministério Público

3) Mais uma jabuticaba: um Ministério Público sem paralelo no mundo

4) Sobre a legitimidade democrática do Ministério Público

5) Afinal, quem é a Lava Jato?

UM ERRO PRIMÁRIO DOS CONSTITUINTES DE 1988

Os três poderes da República são: Legislativo, Executivo e Judiciário. A qual poder pertence o Ministério Público? Legislar ele não pode, pois lhe falta representação popular para tanto. Julgar também não, na medida em que é parte em processos judiciais. Então só pode ser Executivo. Sua “autonomia funcional e administrativa” – conferida pelo artigo 127 da Constituição Federal – não o converte em um quarto poder da República, muito menos em uma instituição acima dos três poderes legítimos.

Os constituintes de 1988 cometeram esse erro primário, permitindo a existência de uma instituição permanente do Estado sem dizer claramente a que poder ela se subordina e sem prever um controle externo efetivo da sua atuação (o Conselho Nacional do Ministério Público é um órgão de controle interno, não externo, na medida em que tem maioria de representantes da própria categoria que deveria controlar).

SEM CONTROLE EXTERNO

Quando se diz que o MP é uma instituição sem controle externo, reconhece-se apenas o óbvio: que a maioria do Conselho Nacional do Ministério Público é composta pelos próprios procuradores (o que significa controle interno, não externo). Além disso, o CNMP é presidido pelo PGR. Leiam o que diz o Artigo 130-A da Constituição Federal e façam as contas:

Art. 130-A. O Conselho Nacional do Ministério Público compõe-se de quatorze membros nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal, para um mandato de dois anos, admitida uma recondução, sendo:

I – o Procurador-Geral da República, que o preside;

II – quatro membros do Ministério Público da União, assegurada a representação de cada uma de suas carreiras;

III – três membros do Ministério Público dos Estados;

IV – dois juízes, indicados um pelo Supremo Tribunal Federal e outro pelo Superior Tribunal de Justiça;

V – dois advogados, indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;

VI – dois cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados um pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado Federal.

FAZENDO AS CONTAS

Total de participantes do CNMP = 14 membros. Representantes da corporação = 8 membros. Ou seja, como há forte caráter corporativo (que força o alinhamento dos representantes da “categoria”), nenhuma proposta pode ser aprovada se a maioria (composta por 8 procuradores) não quiser. Aliás, como o CNMP é presidido pelo PGR, uma proposta indesejável (para a corporação) nem entrará na pauta.

Quando passar a borrasca, espera-se que algum parlamentar democrata tenha coragem de apresentar um Projeto de Emenda Constitucional para corrigir tamanha aberração.





Leilão do 5G deve movimentar R$ 169 bilhões em investimentos

Recursos serão aplicados na ampliação da cobertura de internet e infraestrutura de conectividade nos 5.570 municípios brasileiros 

Brasília-DF, 14/10/2021 — O Brasil se prepara para o maior leilão de radiofrequências da história, conduzido pelo Ministério das Comunicações (MCom) e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Com a licitação das faixas de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz, o país elevará o patamar de comunicação móvel e atrairá investimentos que irão transformar o cenário de telecomunicações em todos os municípios brasileiros. A expectativa é de que a licitação do 5G movimente R$ 169 bilhões nos próximos 20 anos, segundo estimativas da Anatel. 


De acordo com os cálculos, R$ 70 bilhões devem ser investidos pelas operadoras de telecomunicações em todo o Brasil para cumprir as obrigações previstas no edital. Entre os compromissos estão a ampliação da cobertura 4G em mais de 9 mil localidades e em 31 mil quilômetros de rodovias; a expansão da infraestrutura de fibra ótica; e a implantação da Projeto Amazônia Integrada e Sustentável e da Rede Privativa da Administração Pública Federal. 


O restante do valor, estimado em R$ 99 bilhões, refere-se a investimentos necessários à prestação comercial de serviços de telecomunicações por meio das faixas de radiofrequência que estão sendo licitadas. A projeção bilionária total corresponde às despesas com bens de capital — por exemplo, aquisição de máquinas, de equipamentos e a implantação de redes e de outras infraestruturas físicas. 


Compromissos de investimento — O país optou por realizar um leilão não arrecadatório. Desse modo, incluiu como contrapartida para a aquisição das faixas de radiofrequência investimentos para ampliação da conectividade. Esses compromissos representam custos para as operadoras, uma vez que deverão aplicar recursos em outros setores para terem o direito de prestar os serviços nas faixas licitadas. 


Para tornar propícia a licitação, a Anatel deduz esses custos extras do valor econômico das faixas, estimado em R$ 50 bilhões. Cerca de 80% desse preço mínimo foi reduzido para serem revertidos pelas operadoras na expansão da infraestrutura em regiões com pouca ou nenhuma infraestrutura. Em uma licitação tradicional, o valor integral seria exigido. 


Na prática, a União deixa de arrecadar os recursos em troca da execução de compromissos que beneficiarão toda a população brasileira. Ao invés de R$ 50 bilhões, o leilão do 5G espera arrecadar R$ 9 bilhões para os cofres públicos. Por isso é que se diz que a licitação tem perfil "não arrecadatório". 


"Com o leilão do 5G, nós vamos conectar todo o Brasil e garantir condição mínima de inclusão digital e social a 40 milhões de brasileiros que ainda vivem no deserto digital", assegura o ministro das Comunicações, Fábio Faria. Todos os 5.570 municípios serão beneficiados com os investimentos feitos a partir do leilão do 5G. 


Para onde irão os investimentos? 


Conectividade 5G ⇢ Com a compra das faixas do leilão, as operadoras de telefonia devem garantir que a cobertura 5G chegue a todas as sedes municipais até 2029. Para isso, a Anatel estima que as operadoras devem investir R$ 51 bilhões, ao longo de 20 anos. 


Ampliação da cobertura 4G em localidades e estradas ⇢ As operadoras de telefonia que ganharem o direito de explorar as faixas do 5G têm como compromisso expandir a cobertura da rede móvel 4G para municípios e localidades que ainda não contam com essa geração de internet. A estimativa da Anatel é de que serão investidos R$ 1,1 bilhão, durante 20 anos, para levar conexão 4G para 415 cidades. Dessa forma, todos os municípios brasileiros terão a cobertura. Além disso, é previsto investimento de R$ 10 bilhões para assegurar 4G em de 9.696 localidades fora de sede de municípios, como aglomerados urbanos, vilarejos e povoados. A cobertura da quarta geração de internet móvel também chegará a mais de 31 mil quilômetros de rodovias federais. Serão destinados R$ 1,6 bilhão, nos próximos 20 anos. 


Expansão da infraestrutura de fibra óptica ⇢ O edital do leilão do 5G prevê a construção de rede de transporte de fibra óptica de alta capacidade para atender 530 cidades. É previsto investimento de R$ 1 bilhão nos próximos 20 anos para garantir a implantação de backhaul nas localidades. 


Projeto Amazônia Integrada e Sustentável (PAIS) ⇢ Para a implantação da rede de transporte de fibra óptica na Região Amazônica, as operadoras devem investir R$ 1,3 bilhão. A infraestrutura será instalada ao longo dos leitos dos rios e contará também com redes metropolitanas conectando os municípios ao backhaul. O PAIS permitirá conexão de estabelecimentos públicos, como instituições de ensino, unidades de saúde, hospitais, bibliotecas, instituições de segurança pública e tribunais. 


Rede privativa do Governo Federal ⇢ Será investido R$ 1 bilhão na construção de uma rede privativa da Administração Pública Federal. A rede privativa tem dois segmentos: uma rede fixa de fibra óptica, ligando órgão públicos no DF e nas capitais estaduais, e uma rede móvel no Distrito Federal, que também estará disponível para atividades de segurança pública, defesa, serviços de emergência e resposta a desastres. 


Entrega de kits de televisão para famílias do CADÚNICO ⇢ Operadoras ganhadoras do leilão devem investir R$ 3,5 bilhões na compra de kits de televisão via satélite que serão entregues a famílias de baixa renda do Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal. Com a ativação do 5G, os sinais das antenas parabólicas de televisão serão desligados. Isso porque ocupam a mesma faixa de frequência da nova tecnologia. Para garantir que as famílias possam continuar com acesso serviço de TV, será preciso a instalação dos novos equipamentos. 


Conectividade em escolas ⇢ Recursos obtidos com a venda da faixa de 26 GHz serão destinados a projetos de conectividade de escolas públicas. As operadoras vencedoras irão constituir Entidade Administradora da Conectividade das Escolas (EACE) que realizará o investimento seguindo diretrizes definidas pelo Grupo de Acompanhamento do Custeio à Projetos de Conectividade de Escolas (GAPE). Esse grupo será formado por representes da Anatel, MCom e de cada uma das proponentes vencedoras da faixa 26 GHz. O valor exato para a execução dos projetos em escolas ainda não está definido, pois depende da realização do leilão.


 


Setor de Serviços cresce 3,3% em julho, aponta Índice de Serviços

Considerado o protagonista da manutenção da economia, o setor de serviços obteve um crescimento de 3,3% em julho deste ano, o que levou a um aumento no volume, na receita e na mão de obra de serviços empresariais no Brasil. Os dados foram divulgados pelo Índice de Serviços, ISe, criado pela Frente Parlamentar do Setor de Serviços, que conta com o apoio do Instituto GEOC e outras entidades do setor.

Apenas em julho, a receita do setor de serviços cresceu 6,28%, já o volume de serviços prestados aumentou em 5,22% e a mão de obra 0,82%. Entre os componentes do ISe, apenas o nível de emprego não atingiu o patamar pré-pandemia e se encontra com 2,7% abaixo do dado registrado em fevereiro de 2021.

Para Edemilson Koji Motoda, presidente do Instituto GEOC, esse crescimento reforça o poder do setor de serviços. “O contact center é um dos setores que mais gera empregos no país, a cada um milhão de reais alocado nele, geramos mais de 100 empregos diretos e a cada um emprego gerado diretamente, geramos mais dois indiretamente, ou seja, contribuímos ativamente para toda a cadeia de desenvolvimento do país”.

Hoje, o Brasil possui mais de 95 mil colaboradores no setor de telecobrança, sendo que deles, 36 mil atuam nas associadas do IGEOC. “Desde 2006, estamos caminhando lado a lado com esse setor tão importante para a economia, promovendo a inovação e a difusão do conhecimento. Nosso principal objetivo é garantir as melhores práticas dentro de nossas associadas e, manter um diálogo constante com a esfera pública garantindo dessa forma, uma estabilidade jurídica e uma regulamentação mais justa para nosso setor”, pontua Motoda.

O Setor de Serviços corresponde a mais de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) e 49% das ocupações na economia brasileira. O ISe foi lançado em 8 de junho deste ano pela Frente Parlamentar do Setor de Serviços e mede o desempenho das atividades do Setor de Serviços para identificar a capacidade de contribuir para a promoção do desenvolvimento econômico sustentado e inclusivo.

 

Sobre o IGEOC

Com 15 anos de atuação, o Instituto GEOC e suas associadas se diferenciam no mercado pelas soluções inovadoras, atendimento humano qualificado e pelo incessante investimento em tecnologias, na busca ininterrupta pelas melhores práticas, representando e lutando pelo segmento em diversas instâncias. As associadas do IGEOC atuam em diversos segmentos, como cartões de crédito, consórcio, educação, produtos bancários para pessoa física e jurídica, veículos, utilities, grandes redes de varejo, cobrança mercantil, com abrangência em todo território nacional.

Compõem a entidade, as empresas: Ação Contact Center Eireli, Antonio Braz & Vanya Maia Advogados Associados, Aval Administração de Cobrança e Cadastro Ltda., BP Recuperação e Gestão de Ativos Ltda., Cesec – Central de Serviços dos Empresários do Ceará S/S Ltda, Concilig Telemarketing e Cobrança Ltda, Central de Recuperação de Créditos Ltda., Flex Gestão de Relacionamentos S.A., H. Costa Cobranças Ltda, Intervalor Cobrança Gestão de Crédito e Call Center Ltda, J.A. Rezende Telesserviços Ltda, KSL Associados Ltda, Liderança Serviços Especializados em Cobranças Ltda.,  Localcred Teleatendimento e Telesserviços Ltda, ML Serviços de Teleatendimento em Call Center Ltda, Novaquest Contact Center Ltda, Paschoalotto Serviços Financeiros S.A., Personalcob – Serviços Financeiros Ltda, RBrasil Soluções S.A, Redebrasil Gestão de Ativos Ltda, Renac – Recuperadora Nacional de Crédito Ltda, Siscom Teleatendimento e Telesserviços  Ltda, Zanc Serviços de Cobrança Ltda.


Paciente pós-Covid recebe alta após intenso tratamento com fisioterapia robótica

O uso da fisioterapia robótica se tornou um importante aliado no processo de reabilitação de pacientes pós-Covid na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Com maior segurança e celeridade no início do tratamento, a tecnologia foi fundamental para vencer as complicações causadas pela doença em Flávio José Borges dos Santos, de 57 anos, que recebeu alta nesta quarta-feira (13/10), depois de quase 50 dias internado no Pavilhão Pereira Filho e outros três meses em um hospital de Gramado, na serra gaúcha. 


A história de superação de Flávio foi comemorada pela equipe de fisioterapia e demais profissionais envolvidos no tratamento. Como lembra a Supervisora assistencial de fisioterapia do hospital, Kaciane Brambatti, o paciente chegou na Santa Casa traqueostomizado, dependente de oxigênio e sem conseguir caminhar, o que exigiu um plano de reabilitação multidisciplinar intenso. “Além dos protocolos de reabilitação robótica, fundamentais para o tratamento, o plano fisioterapêutico também contou com terapia por eletroestimulação, além da aplicação de laser para o tratamento das lesões cutâneas”, explicou a profissional. 


Flávio, natural de Vacaria, no interior do Estado, relatou que começou a sentir os resultados já na segunda semana após o início do tratamento. “Quando cheguei aqui, eu não levantava da cama, não conseguia nem movimentar o braço. Hoje, recuperei todos os movimentos, saio da cama sozinho, caminho normalmente. Serei eternamente grato à toda equipe que trabalhou para alcançar esse resultado”, comemorou. 

Nota oficial: vandalismo deve ser punido com o rigor da lei

 Nota oficial: vandalismo deve ser punido com o rigor da lei


A Frente Parlamentar da Agropecuária informa que é contra qualquer ato de vandalismo. 


Instigar a animosidade social e/ou entre setores é o que menos precisamos neste momento em que o Brasil tenta resgatar seu crescimento, a geração de empregos e renda, combater a fome e a miséria, ampliadas em virtude da pandemia mundial.


Ressalta-se que a agropecuária possui os melhores indicadores econômicos e sociais do país, apresentando a maior geração de novas vagas de trabalho dos últimos 10 anos. 


A divisão do Brasil não ajuda no desenvolvimento de soluções e políticas que precisamos urgentemente construir, com vistas a um futuro melhor, com diálogo e segurança. 


Somos todos brasileiros. Queremos um só Brasil: com emprego e renda, sem fome!


Dep. Sérgio Souza (MDB-PR)

Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária