Artigo, Guilherme Baumhardt, Correio do Povo - Painel da discórdia, mérito ignorado

Um painel instalado na lateral de um prédio, na avenida Osvaldo Aranha, em Porto Alegre, representa bem a idiotia do debate político brasileiro, amparado em uma legislação eleitoral cujo único destino plausível seria o passado – ou a lata de lixo. Aos que não viram: o material traz duas colunas, uma delas com a bandeira do Brasil no topo, e, do outro lado, a foice e o martelo, símbolos associados ao comunismo mundo afora. Logo abaixo, as diferenças existentes, de acordo com aqueles que bancaram a instalação do material.


Nas duas colunas, ideias divergentes. Vida versus aborto; liberdade versus censura; povo armado versus povo desarmado. É possível discutir um ou outro ponto, mas em essência não há ali um absurdo, porque governos comunistas implantaram ou defendem vários dos tópicos ali elencados. E o que houve? Partidos de esquerda (para os quais “serviu o chapéu”) entraram com ação na Justiça pedindo a remoção do material. E, acredite, levaram.


Estamos falando de um espaço privado, não uma concessão pública. Não há alusão a qualquer partido ou candidato. A Justiça Eleitoral deu guarida ao pedido sustentando sua decisão com base na frase “você decide”, que aparece no alto do material. Não há referência ao pleito deste ano, à data de votação ou às opções existentes para o eleitor. Ou seja, na opinião deste colunista (se é que ainda tenho liberdade para isso), uma decisão absurda, um cerceamento da liberdade de expressão. E, acredite, algumas semanas antes, no mesmo espaço, um cartaz relacionava o atual presidente da República com a palavra “genocida”. O que aconteceu nesse caso? Nada. E que bom que foi assim. Liberdade acima de tudo. Até para propagar idiotices.


Não satisfeitos, partidos de esquerda procuraram novamente a Justiça, desta vez para exigir que imagens do tal cartaz fossem removidas de perfis privados, em redes sociais. Ainda não houve decisão sobre este pleito, mas não se surpreenda se o desfecho seguir a mesma linha da polêmica inicial.


A questão é: quando é que vamos discutir o mérito do que há ali? Pedidos de censura e remoção são fáceis, encontram guarida, mas em algum momento vamos nos debruçar sobre o conteúdo da mensagem ali existente e verificar se estamos diante de verdades ou mentiras? Ou será que a verdade dói e precisa ser escondida? Parece que temos uma resposta.


É mais uma sinalização de que a lei eleitoral vigente pode ter um ou outro aspecto positivo, mas, no fundo, não passa de mais um capítulo bastante brasileiro, de ver no cidadão um sujeito incapaz de tomar decisões, de ignorar o livre arbítrio, revelando um desejo incontrolável de tutelar as pessoas. Graças a algumas decisões judiciais, fica evidente que não podemos gozar de liberdade plena para fazer o básico: expressarmo-nos.

BNDES lança inclusão de MEIs em programa emergencial de crédito

 A estimativa do BNDES é que serão viabilizados R$ 22 bilhões em novas operações de crédito para MPMEs e MEIs até dezembro de 2023.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anuncia, na próxima segunda-feira, a reabertura do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (FGI PEAC). A novidade, na nova edição, é que o programa incluirá também microempreendedores individuais (MEIs) e microempresas, além de pequenas e médias empresas, contempladas anteriormente.

Até o momento, 40 instituições financeiras já se habilitaram para operar com a linha. O programa terá vigência até dezembro de 2023.

O BNDES informou que para que uma operação de crédito seja elegível à garantia pelo programa, ela deve ser destinada a investimento ou capital de giro e ter valor entre R$ 1 mil e R$ 10 milhões, com prazo de pagamento de até 60 meses e carência entre 6 e 12 meses. A cobertura estabelecida pelo programa é de 80% do valor do contrato.



Programação

 Programação

7h30 – Missa no Santuário Nossa Senhora do Rosário

8h30 - Procissão

10h30 – Missa Campal/ Dom Jaime Spengler - Santuário Nossa Senhora dos Navegantes

14h – Entronização no Santuário - Nossa Senhora dos Navegantes - Missa Padre Luiz Ricardo Xavier

16h – Missa – Padre Jaime Caspary

Artigo, Marcus Vinicius Gravina - Mentir ou omitir

- O autor é advogado no RS.


São os dois primeiros sinais do mau caráter da maioria dos candidatos às eleições. Cada um deles tem o dever de fornecer uma declaração de bens para a Plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ficará disponível aos eleitores.

Todo o patrimônio precisa ser informado, desde o dinheiro em conta corrente, aplicações financeiras, veículos e imóveis.  No caso de políticos “seria” para acompanhar a evolução patrimonial durante seus mandatos.  Uma espécie de controle social ou maneira de conhecer o candidato.  

Para este pleito de outubro isto é ridículo. Há condenações por enriquecimentos ilícitos, em três instâncias Judiciais de candidatos que participaram da posse do presidente do TSE.  Um deles até beijou a esposa dele e cochichou, em risos, aos ouvidos daquele togado e terá sua candidatura registrada. 

Pois, tais informações patrimoniais destinadas ao portal do TSE, são recebidas como restos mortais a serem colocados em um sarcófago.

Parece ser assim que, a vigilante Justiça Eleitoral trata tal obrigação legal imposta aos candidatos. Não faz nenhuma avaliação prévia dos dados para assegurar-se de que eles estão corretos, merecedores de fé pública. Só agirá diante de provocações externas, reveladoras do mau caráter dos candidatos, face aos irrisórios valores apresentados, por quem vive aos olhos da sociedade como um nababo.

Algumas declarações patrimoniais equivalem-se à omissão intencional e o candidato deveria responder criminalmente e se não for assim, por improbidade administrativa.

Como se trata de uma atividade pública a ser exercida pelo candidato ele deveria informar no registro da candidatura, todo o patrimônio declarado ao Imposto de Renda. Quem recebe polpudas destinações de verbas públicas - deputados e senadores - para livre destinação aos seus currais eleitorais, jamais poderia se beneficiar da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Pois, pasmem. Quem decidiu restringir a divulgação de dados pessoais dos candidatos foi o TSE.  Talvez, pensando neles próprios, Ministros do TSE e STF, temendo algum dia ter que  apresentar suas declarações pessoais ao Imposto de Renda, por ocasião da sabatina de seus nomes perante o Senado.  Sirva isto de sugestão. E para todos que terão de submeter a lista patrimonial, seja incluída a das suas esposas ou conviventes de união estável. Algumas esposas, são laranjas de seus maridos. 

Esta gente asquerosa pouco ou nada se importa com os pleitos das Organizações da Sociedade Civil, dentre elas a Transparência Brasil, que se insurgiram contra a diminuição das exigências de fiscalização de moralidade dos pleitos eleitorais.  É revoltante. 

Os cidadãos devem se manifestar. Nossas liberdades estão sendo surrupiadas. Enquanto for só dinheiro roubado, ainda não precisaremos mudar de país.  

Caxias do Sul, 18.08.2022


Diagnóstico e tratamento da Atrofia Muscular Espinhal é tema do Moinhos Science Symposium

A Atrofia Muscular Espinhal (AME) é uma das mais de oito mil doenças raras conhecidas e afeta, aproximadamente, entre sete e dez bebês em cada cem mil nascidos vivos. É a maior causa genética de morte em crianças de até dois anos de idade, conforme dados do Ministério da Saúde. O diagnóstico e o tratamento da doença serão temas da próxima edição do Moinhos Science Symposium, promovido pelo Hospital Moinhos de Vento no próximo dia 25, entre 19h e 21h. As inscrições para o evento online e gratuito já estão abertas e podem ser realizadas através deste link.

Destinado a especialistas na área, o evento contará com especialistas em pediatria, neonatologia, genética médica, pneumologia, entre outros e abordará tratamentos de alta complexidade realizados com pioneirismo no Rio Grande do Sul pelo Hospital Moinhos de Vento. Além de terapias respiratórias —ventilação não-invasiva, fisioterapia e fonoaudiologia— hoje o hospital conta com três fármacos, com liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “O Moinhos de Vento possui uma vasta experiência na manipulação dos fármacos. Mais recentemente, o hospital foi capacitado para fazer a terapia gênica, aprovada no Brasil e no mundo para crianças com até 24 meses de idade. Seja qual for o tratamento, estamos aptos a fazê-lo”, ressaltou a médica geneticista Elizabeth Silveira Lucas. 

A Atrofia Muscular Espinhal (AME)

A AME é uma doença genética rara na qual a criança não possui ou possui baixos níveis de proteína SMN, responsável por manter os neurônios motores saudáveis e que possibilita os movimentos. A alteração faz com que os pacientes com AME - tipo 1 tenham fraqueza muscular progressiva, inclusive da musculatura do aparelho respiratório. “A forma mais grave da doença afeta crianças nos seus primeiros meses de vida. São crianças muito hipotônicas e, qualquer criança com hipotonia —redução ou perda do tono muscular— deve ter um diagnóstico diferencial com AME. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais precoce o tratamento”, alerta. 

Moinhos Science Symposium - II Simpósio de Diagnóstico e Tratamento da Atrofia Muscular Espinhal

Dia 25 de agosto, das 19h às 21h

Evento online e gratuito

CLIQUE AQUI para inscrições.

 


Sétima rodada: Aena, XP e consórcio Novo Norte vão investir R$ 7,3 bilhões em 15 aeroportos brasileiros

Aeródromos foram arrematados nesta quinta-feira (18), na B3, em São Paulo. Brasil chega à marca de 49 terminais concedidos à iniciativa privada

 

Realizado nesta quinta-feira (18) na sede da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, o leilão da sétima rodada de concessões aeroportuárias garantiu investimentos na ordem de R$ 7,3 bilhões, pelos próximos 30 anos, em 15 aeroportos brasileiros. Venceram a disputa as empresas Aena Desarrollo Internacional, XP Infra IV Fundo de Investimento em Participações de Infraestrutura, que entra pela primeira vez no setor de aviação civil, e o consórcio Novo Norte Aeroportos.


A operadora espanhola Aena, já presente no Brasil em aeroportos como o de Recife (PE), arrematou o bloco SP/MS/PA/MG por R$ 2,450 bilhões -- um ágio de 231,02% da outorga inicial prevista -- e investirá R$ 5,8 bilhões em Congonhas (SP) e mais 10 terminais brasileiros. Já o XP Infra levou o bloco da Aviação Geral, composto por Campo de Marte (SP) e Jacarepaguá (RJ), ao oferecer R$ 141,4 milhões para investir R$ 560 milhões nos terminais. Formado pela Dix Empreendimentos e pela Socicam, o consórcio Novo Norte vai aplicar R$ 875 milhões nos terminais de Belém (PA) e Macapá (AP) após vencer o certame com uma oferta de R$ 125 milhões -- ágio de 119,78%.

 

Reconhecido pela grande movimentação de passageiros e pelo alto potencial de rentabilidade, o Aeroporto de Congonhas (SP) era um dos destaques da rodada promovida pelo Ministério da Infraestrutura, por meio da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A expectativa é que sejam investidos R$ 3,3 bilhões dos R$ 5,8 bilhões do bloco somente no aeródromo paulista. Conforme o edital do processo de concessão, o vencedor do lote SP-MS-PA-MG terá 60 meses para concluir a primeira fase de intervenções obrigatórias para elevar os padrões operacionais e de serviços de todo o lote (fase 1B); para os demais blocos, o prazo é de 36 meses.

 

Com a realização do leilão da sétima rodada aeroportuária promovido pelo Ministério da Infraestrutura, o Brasil chega à marca de 49 terminais aéreos concedidos e mais de R$ 17 bilhões em investimentos privados para o setor. “Para um país continental como o Brasil, ter operadoras estrangeiras em nossos aeroportos e empresas nacionais de enorme qualidade, com uma operação de ponta, eficiente e em todos os cantos do país, é muito importante para um futuro de progresso e desenvolvimento", destacou o ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio.


Proponentes

Como vencedora do bloco que tem a maior previsão de investimentos, a Aena apresentou uma proposta com ágio de 231,02% em relação ao valor estabelecido em edital e vai incorporar em sua carteira de ativos concedidos, além de Congonhas, os terminais de Campo Grande (MS), Corumbá (MS), Ponta Porã (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Carajás (PA), Altamira (PA), Uberlândia (MG), Uberaba (MG) e Montes Claros (MG).

 

A empresa já opera no Brasil administrando os aeroportos de Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Campina Grande (PB), Aracaju (SE) e Juazeiro do Norte (CE). A concessão ocorreu na 5ª rodada aeroportuária, em 2019.

 

Estreante no segmento, a XP Asset vai administrar e investir R$ 540 milhões em dois aeroportos de grande movimentação de voos executivos: Campo de Marte (SP) e Jacarepaguá (RJ), o lote tem R$ 560 milhões em investimentos previstos.

 

O consórcio Novo Norte Aeroportos é formado pelas empresas Dix Empreendimentos e Grupo Socicam, que já operam em parceria nos terminais de Aracati e Jericoacoara, ambos no Ceará, e em 11 terminais do estado de São Paulo. Com o leilão do bloco Norte II, as empresas iniciarão a operação na Região Norte.

 

Modelagem

Os 15 aeroportos em seis estados brasileiros foram divididos em três blocos modelados visando atrair novo perfil de investidores, melhorar a competição entre aeroportos e promover o desenvolvimento da infraestrutura desses terminais. A decisão de inserir outros terminais de forma conjunta com o Aeroporto de Congonhas (SP) foi uma das estratégias aplicadas para fomentar a aviação regional, garantindo, em função da importância do ativo, atender aeroportos importantes e viabilizar o acesso de todo o país à infraestrutura aeroviária de qualidade.

 

Além das parcerias com o setor privado, o Governo Federal tem investido na modernização dos aeródromos brasileiros por meio da ampliação dos terminais de passageiros e de pistas de pouso e decolagem, na sinalização e em demais intervenções. No total, cerca de R$ 1,1 bilhão foi investido em aviação regional, aumentando a conectividade e o desenvolvimento do país, sobretudo nos municípios em que havia demanda reprimida no segmento aeroportuário.

Nau Live Spaces anuncia novidade gastronômica em Porto Alegre

Nos próximos 3 meses inaugura em Porto Alegre um novo espaço gastronômico dentro do Nau. É muito mais que um restaurante. O projeto arquitetônico já foi validado e as obras começam ainda em agosto.

 A gastronomia é parte de uma das grandes mudanças vividas em Porto Alegre, não só como entretenimento e sim, como parte da cultura e um motor da economia. O Nau, que já vem se consolidando como o hub dos criativos e das novas economias no 4º Distrito de Porto Alegre, traz mais uma novidade que vai agregar muito neste cenário. 

Trata-se de um café bistrô que tem como proposta ser referência gastronômica no 4º Distrito, unindo uma operação de um restaurante descolado à inovação, trazendo uma nova ótica e oportunidades para o mercado. Camila Borelli, Ceo do Nau, explica que durante o dia a operação, que fica no andar térreo do Nau, terá o formato de café e restaurante, atendendo durante manhã, almoço e tarde. Já durante a noite, o espaço funcionará como restaurante pop-up operado por chefs pré-selecionados, por um tempo determinado. A ideia é promover uma experiência completa da dinâmica operação de um restaurante, desde o planejamento da abertura com acompanhamento e desenvolvimento dos participantes durante todo período. Testando produtos, viabilidade operacional, aprimorando gestão e até mesmo promovendo rodadas de investimento para dar o próximo passo em uma unidade própria independente. “Este é um dos grandes diferenciais do café bistrô do Nau, algo não visto na esfera nacional”, aponta Camila.

Para a coordenação desse projeto, o Nau trouxe o chef de cozinha e empreendedor Jorge Curi, sócio a frente das marcas Madre Mia, NAVE, Mordomia e Meio Café, o maior grupo gastronômico de Pelotas. Curi coloca que a gastronomia tem um grande potencial de crescimento para o 4º Distrito e para Porto Alegre, mas precisa ser trabalhada de uma melhor forma. “Mesmo movimentando bilhões anualmente este ainda é um mercado muitas vezes amador, com empreendedores aventureiros e uma taxa de até 80% das empresas fechando em menos de 2 anos de abertura. Unindo a inovação que existe no Nau com este projeto acreditamos que iremos impulsionar novos empreendedores neste mercado” afirma Curi.

Camila Borelli explica, ainda, que o espaço também será usado para se debater a gastronomia tanto de maneira prática voltada para profissionais e amadores, quanto de uma maneira que promova o diálogo dentro do mercado, trazendo grandes nomes para fomentar cada vez mais o empreendedorismo gastronômico e fortalecer o NAU como referência estadual no setor. E Camila dá mais um spoiler: o espaço também contará com um empório e lojas colaborativas, oportunizando o espaço de loja para diferentes públicos da economia criativa.

Paulo Renato Ardenghi, empreendedor, e co-fundador da startup Cozinhe.me e da Wise Innovation, que já trabalha com o Nau em outras frentes, coloca que “a ideia é fazer uma junção de poder privado, público e universidade para promover um impulsionamento da cultura gastronômica empreendedora, um formato que já se provou dar certo, inspirado no modelo das quatro hélices proposto pelo Pacto Alegre”.

O café bistrô ainda não tem nome oficial, mas o projeto arquitetônico já foi validado e as obras começam ainda em agosto.

O NAU

Localizado na antiga Sociedade Gondoleiros, prédio emblemático no coração do 4º Distrito de Porto Alegre, onde muitas pessoas e histórias já passaram, o Nau Live Spaces hoje ressignifica o uso do espaço.

Buscando trazer novas pessoas e contar novas histórias, conta com de trabalho e eventos vivos e oxigenados, para o desenvolvimento de negócios e ideias. Com uma arquitetura única e diferenciada, foi pensado e desenvolvido em cada detalhe, para conectar empreendedorismo, empresas e eventos.

O espaço conta com mais de três mil metros quadrados, divididos em um local mais amplo, com estrutura para eventos, salas privativas que comportam a partir de quatro pessoas, além de espaços compartilhados que atendem até 80 pessoas.