Nota

Nota da Secretaria da Segurança Pública


"No dia 5 de março, por volta das 16h, a Brigada Militar registrou ocorrência por porte de arma branca (faca) nas dependências da feira Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque.


O suspeito é um homem de 32 anos, natural e residente na região e sem antecedentes criminais. Ele chamou a atenção de populares e dos policiais militares presentes ao evento por estar com o cabo de uma faca aparente no bolso.


Abordado pelos policiais militares, o suspeito argumentou que havia comprado a faca em um dos estandes da feira e apresentou comprovante da compra.


O homem assinou um termo circunstanciado por violação do Artigo 19 da Lei das Contravenções Penais – “trazer consigo arma fora de casa ou de dependência desta, sem licença da autoridade”. O artefato foi apreendido, e o suspeito, liberado.


As autoridades gaúchas ressaltam que estão investigando o caso e que, graças à atuação da Brigada Militar, o suspeito não ofereceu risco aos participantes do evento."

Mourão protocola pedido de impeachment contra ministra dos Povos indígenas

Assinei pedido de impeachment da ministra dos Povos Indígenas por crime de responsabilidade!


A denúncia foi protocolada junto à PGR com pedido de instauração de inquérito.


Eu e outros 15 senadores protocolamos, nesta quarta-feira (6), uma representação junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet,  com pedido para que ele apresente pedido de impeachment da ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, por crime de responsabilidade. 


A denúncia se baseia na violação do Artigo 50, § 2º, da Constituição Federal, porque “deixou de prestar informações formalmente requeridas por parlamentar, importando em crime de responsabilidade a recusa, ou o não atendimento, no prazo de trinta dias”. 


A ministra não apresentou esclarecimentos em pedidos dos deputados Luiz Lima (PL-RJ), José Medeiros (PL-MT), Daniela Reinehr (PL-SC), Caroline de Toni (PL-SC) e Rogéria Santos (Republicanos-BA).


Também não teriam sido atendidos no prazo requerimentos de informação protocolados pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM) e pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle do Congresso Nacional.


Os pedidos foram oficializados entre março e novembro do ano passado. O mais antigo deles, de 27 de março de 2023, foi respondido somente em 9 de janeiro deste ano, com mais de sete meses de atraso. Dois deles permanecem ainda sem resposta.


“Com a conduta contumaz de não observar os prazos constitucionais estabelecidos para resposta aos Requerimentos de Informações enviados ao Ministério dos Povos Indígenas, pelo Parlamento, fica patente que a Denunciada nutre profundo menosprezo pela legislação posta e ignora preceitos básicos de índole constitucional”, diz um trecho da manifestação, que destaca que não houve sequer justificativa para o atraso.


Assinam, comigo, o documento os senadores Marcos Pontes (PL-SP), Damares Alves (Republicanos-DF), Magno Malta (PL-ES), Marcos Rogério (PL-RO), Mecias de Jesus (Republicanos-RR), Rogério Marinho (PL-RN), Ciro Nogueira (PP-PI), Tereza Cristina (PP-MS), Jorge Seif (PL-SC), Plínio Valério (PSDB-AM), Eduardo Girão (NOVO-CE), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Carlos Portinho (PL-RJ) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).


Análise do STF


O Art. 102 da Constituição Federal prevê a competência do Supremo Tribunal Federal (STF) para julgamento de ministros de Estado nas ações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, com exceção de casos conexos com crime de responsabilidade do Presidente da República.


O protocolo da denúncia junto ao PGR segue rito estabelecido pelo próprio Supremo. Gonet, ou um subprocurador por ele designado, deverá agora analisar as provas apresentadas pelos senadores e decidir sobre a instauração do inquérito.


“Se tamanho descaso ocorre relativamente aos Requerimentos dos Parlamentares, que estão – igualmente – investidos de poder, imaginemos como são tratados os povos indígenas, em especial os yanomamis, que de forma recorrente, são objeto de notícias acerca de seu abandono por parte do Poder Executivo”, destacam os parlamentares.

Artigo, Márcio Antonio Campos, Gazeta do Povo - Um novo Código Civil ao gosto de Lula

Uma veloz locomotiva, governada por um Lula em terceiro mandato, segue orientada a revolucionar e destruir os alicerces mais importantes para a família brasileira. À frente da locomotiva, diferentes companheiros no Executivo, Legislativo e Judiciário priorizam a bandeira do aborto. A máquina mortífera tem pressa.


Nenhuma sociedade é sacudida em seus alicerces, todavia, semque antes seu Código Civil seja criado ou modificado. A lógica é simples: se aConstituição é o cérebro do ordenamento jurídico de um país, o Código Civil ésua espinha dorsal; dentro deste código, semelhante ao código-fonte de umprograma de computador, se encontram os alicerces legais para que as pessoascomuns possam caminhar, do nascer ao morrer. É o Código Civil que trata donascituro, do nascido, da criança que cresce, constitui família, tem filhos, contrata,possui, loca, tem ou se despede da propriedade e, um dia, morre e pode deixaraos seus dependentes o fruto maduro de uma vida de trabalho. Não se revolucionauma sociedade, portanto, sem modificar o Código Civil.


Nos últimos dias, a sociedade brasileira foi surpreendida com a crueldade de uma nota técnica do Ministério da Saúde de Lula 3 que, se aplicada nos seus exatos termos, permitiria o aborto de crianças com até nove meses de idade gestacional no ventre de suas mães, bastando uma alegação de estupro sem necessidade de comprovação. A justificativa dessa nota técnica trazia um argumento tirado da medicina veterinária: supostos estudos indicariam que animais em gestação não sofreriam antes de nascer, e o mesmo raciocínio deveria ser aplicado aos bebês em gestação.


Enquanto o Código Civil de 2002 protege os direitos do nascituro, o novo código enuncia, com todas as letras, que a criança no ventre da mãe não é vida, mas apenas “potência de vida”


O barulho causado pela nota técnica, posteriormente suspensa, abafou um outro projeto, muito mais ambicioso, da máquina mortífera: uma mudança radical do Código Civil brasileiro – que já fora reformado em 2002 – está sendo apresentada ao Senado, com a ativa participação do próprio presidente da casa legislativa: o maquinista desta reforma, responsável por convocar juristas para redigir um anteprojeto, é o próprio presidente da casa legislativa, o senador Rodrigo Pacheco. A comissão tem como presidente o ministro do STJ Luís Felipe Salomão, e foram escolhidos como relatores os juristas Flavio Tartuce e Rosa Maria de Andrade Nery.


O site do Senado traz um documento com mais de mil páginas, produzidas em poucos meses – a comissão foi instalada em agosto do ano passado – e a toque de caixa. A iniciativa, a bem da verdade, já seria um despropósito ainda que não trouxesse mudanças radicais, pois não faz o menor sentido livrar-se de um texto estruturante como é um Código Civil, com milhares de artigos, e que tem apenas pouco mais de duas décadas – no máximo, seria o caso de atualizá-lo em temas como o direito digital, por exemplo. Mas antes o mero afã de novidade fosse o único problema da versão divulgada: o fato é que há uma pretensão de transformar integralmente o Código Civil brasileiro e, por meio dessa mudança, revolucionar a sociedade brasileira.


Como não poderia deixar, o novo Código Civil constróitrilhos novos para o aborto e a locomotiva da morte. E Pacheco tem pressa de aprová-loainda nesta legislatura, já que este é seu segundo mandato consecutivo comopresidente do Senado e ele, que fez carreira na advocacia, pretende que estenovo código seja seu legado. Isso explica a corrida para que tudo sejaconcluído o quanto antes – nesta sexta-feira, termina o prazo para a apresentaçãode emendas ao texto publicado no site do Senado.


Enquanto o Código Civil de 2002 protege os direitos donascituro, o novo código enuncia, com todas as letras, que a criança no ventreda mãe não é vida, mas apenas “potência de vida”. O nascituro não tem dignidadeintrínseca, tornando-se apenas uma “expressão” da dignidade humana e dapaternidade e de maternidade. É o que diz o artigo 1511-A, parágrafo 1.º, doanteprojeto: “A potencialidade de vida humana pré-uterina ou uterina éexpressão de dignidade humana e de paternidade e de maternidade responsáveis”.


É verdade que, no mesmo anteprojeto, o artigo 2.º ainda diz proteger os direitos do nascituro. Assim o faz, todavia, com duas particularidades, restringindo apenas esta proteção ao Código Civil que, mais em frente, desconsidera esta criança como vida humana dotada de dignidade. Este dispositivo, aliás, dialoga com o voto pró-aborto de Rosa Weber na ADPF 442: a ministra, equivocadamente, sustentou que o Código Civil de 2002 não protegia a vida do nascituro e, por isso, haveria mais um argumento para descriminalizar definitivamente o aborto. Com o Código Civil de Pacheco, a proteção da criança no ventre materno, além de ser a proteção de algo que não é uma pessoa, mas apenas uma “potência” de pessoa, expressamente não gera qualquer limite para que outros códigos, como o Código Penal, descriminalizem a eliminação de seres humanos indefesos e inocentes.


Sempre que um país decidiu criar ou modificar um Código Civil, a sociedade foi chamada a debater por anos. Este projeto, por outro lado, foi gestado em meses, sem discussão alguma


Paradoxalmente, o mesmo anteprojeto de Código Civil que reduz a humanidade das crianças em gestação a uma mera potência confere grande dignidade aos animais: a “afetividade humana também se manifesta por expressões de cuidado e de proteção aos animais que compõem o entorno sociofamiliar da pessoa, podendo dela derivar a legitimidade para a tutela correspondente desses interesses e pretensão reparatória de danos”. Estaremos a trocar os direitos humanos pelos “direitos veterinários”?


Não se revoluciona uma sociedade sem mudar seu Código Civil. Na história do Brasil e de importantes países, como Alemanha, França e Japão, sempre que se decidiu criar ou modificar um Código Civil a sociedade foi chamada a debater por anos. Este projeto, por outro lado, foi gestado em meses, sem discussão alguma. O pouco debate que houve não envolveu parlamentares, não ocorreu nos salões das faculdades brasileiras de Direito, nem nos jornais do país. Ao que tudo indica, os argentinos estão mais informados que nós a respeito da proposta, pois foi a Buenos Aires que acorreram até ministros do STF para discutir o assunto, em um evento com pouca divulgação, a ponto de ter naufragado pela baixa adesão. O conteúdo do anteprojeto, como se percebe, basta para explicar o empenho em manter a sociedade brasileira afastada da discussão.


Quando Napoleão esteve à frente da França revolucionária, teve como ápice do seu projeto um Código Civil que receberia o seu nome: o Código Napoleão, ou Napoleônico. No Brasil de hoje, a revolução em curso também quer um Código Civil para chamar de seu. Com a urgência de Pacheco, tentando fazer o menor barulho possível, está chegando o “Código Lula”, e só a pressão da sociedade e dos congressistas pode frear a locomotiva da morte.




Safra gaúcha de verão irá a 35 milhões de toneladas

 O Rio Grande do Sul deve ter a maior safra de soja desde 1970. O somatório de produção das outras culturas também deve alcançar o patamar mais alto da série histórica.

As informações sobre a estimativa da safra de grãos de verão 2023/2024 foram divulgadas nesta terça-feira pela Emater/RS.

O Rio Grande do Sul deve colher mais de 35 milhões de toneladas de grãos, em uma área plantada superior a 8,4 milhões de hectares. A safra da soja, principal cultura em termos de área e de produção no Estado, deve atingir uma produção de aproximadamente 22,24 milhões de toneladas, em uma área plantada de 6,68 milhões de hectares.

Na safra de verão 2023/2024, a estimativa de produtividade média da soja no Estado deve chegar a 3,3 toneladas por hectare, o que representa um aumento de 70,83% em comparação com o ano anterior, no qual a produtividade atingiu 1,9 tonelada por hectare.

Outras culturas

O milho, importante cultura para diferentes atividades produtivas, teve uma área plantada de 812,7 mil hectares e a projeção de produção é de 5,2 milhões de toneladas. A cultura do milho também apresentou aumento de 32,23% na produtividade em comparação com a safra 2022/2023. A estimativa atual é que a produtividade média seja de 6,4 toneladas por hectare. No ano passado, ela foi de 4,8 toneladas por hectare.

O arroz irrigado, segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), ocupa uma área plantada de aproximadamente 900 mil hectares. A estimativa da Emater/RS-Ascar é que a produtividade seja de 8,3 toneladas por hectare. A colheita deve ultrapassar 7,49 milhões de toneladas.

O feijão, por sua vez, alcançou, na primeira safra, uma produção próxima a 48,5 mil toneladas em uma área plantada de 25,2 mil hectares. Já na 2ª safra, a estimativa é que a leguminosa seja cultivada em 19,9 mil hectares e produza 31,2 mil toneladas.

Anistia

O senador Hamilton Mourão, que é do Republicanos, voltou a defender, neste sábado, dia 2 de fevereiro, a respeito do seu projeto, formatado para  defender anistia política para os envolvidos nas manifestações do 8 de janeiro.

"Anistia já", escreveu Mourão em letras garrafais no seu X.

O projeto do senador é bastante restritivo, mas significa um bom começo e demonstra, mais uma vez, o pragmatismo do general gaúcho, que desenhou uma proposta que é politicamente mais pragmática, já que a anistia prevista ali é para os manifestantes que não se envolveram nos quebra-quebras, algo como 1.500 dos 1.700 presos políticos capturados a mando do ministro Alexandre de Moraes. 

Outro projeto mais abrangente é do deputado federal Alexandre Rmagem, PL.

O senador Mourão torna recorrente o seu discurso, porque percebeu claramente que a proposta de anistia pode se tornar um clamor popular, tudo depois que na Paulista o próprio Bolsonaro empunhou esta bandeira como a palavra de ordem que ele quer que o povo passe a levar para as ruas.

Sem as ruas, o Poder Legislativo não agirá, vide o que aconteceu mais recentemente nos casos dos impeachments de Collor e de Dilma Roussef, depostos depois de gigtantescas manifestações de rua.

O caso da mais recente anistia política, a de 1979, é emblemático para o pedido atual de anistia. Ela só saiu depois da vitória nas ruas do movimento Anistia Já.

O Brasil está repleto  de anistias políticas concedidas depois de insurgências armadas ou não.

Ao contrário do que diz o maior dos grilos falantes do STF, o ministro Gilmar Mendes, a anistia política não deve necessariamente ocorrer somente depois da coisa julgada. 

O caso é político e visa a pacificação do País, podendo ser, inclusive, recíproca, ampla, geral e irrestrita, inclusive, que é o próximo passo.

Gilmar Mendes faz conversa pra boi dormir.

A anistia é um perdão estendido pelo governo a um grupo ou classe de pessoas, geralmente por uma ofensa política. Trata-se de ato de um poder soberano, que é o de perdoar oficialmente certas classes de pessoas que foram julgadas ou estão sujeitas a julgamento.

Vale a pena lembrar o que houve em 1979, que determinou o fim do regime militar:

 A Lei da Anistia ocorreu pela lei n° 6.683, sancionada pelo presidente João Batista Figueiredo em 28 de agosto de 1979, após uma ampla mobilização social, ainda durante o regime militar.

Disse o artigo 1o:

1º É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 02 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexo com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da Administração Direta e Indireta, de fundações vinculadas ao poder.

Mesmo que não seja do interesse do Consórcio STF+Governo Federal e seus aliados e alinhados, a anistia ampla, geral e irrestrita entrou na ordem do dia e é com certeza a grande pauta política deste início de ano no Brasil.

A proposta foi para as ruas na Paulista, dia 25, mas precisa ganhar de vez o coração e a mente de todos os brasileiros de bem que querem o melhor para os brasileiros e o Brasil.

Aumentou o número de inadimplentes no País, diz Serasa

 Em janeiro deste ano, houve aumento no número de consumidores inadimplentes no país, após dois meses consecutivos de queda, de acordo com levantamento realizado pela Serasa. Em relação ao primeiro mês do ano passado, o número de inadimplentes também subiu, passando de 70,09 milhões para 72,07 milhões de pessoas em janeiro deste ano.

As informações são da repórter Janaína Andrade, que publica a reportagem a seguir no site da Agência Brasil de hoje:

O estudo revelou também que os dois principais motivos para a inadimplência, nos anos de 2022 e 2023, foram o desemprego e a redução na renda. O desemprego foi apontado por 29% dos endividados, em 2022, e por 22%, em 2023. Já a redução de renda foi citada por 12% e 20% dos inadimplentes, em 2022 e 2023, respectivamente.

O cartão de crédito continua sendo o principal tipo de dívida entre os inadimplentes, desde o ano de 2018 até 2023. No ano passado, o cartão de crédito correspondia à principal dívida para 55% dos endividados. Sete em cada dez brasileiros costumam parcelar suas compras, sendo a maior fatia (27%) por não ter o valor cheio para pagamento à vista.

A pesquisa identificou que somente 11% das mulheres das classes C, D e E, e 16% das mulheres das classes A e B afirmaram estar satisfeitas em relação às finanças pessoais. Considerando homens e mulheres, 12% das faixas C, D e E, e 17% das faixas A e B disseram estar satisfeitos com a vida financeira.

O presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, avalia que, para enfrentar o problema da inadimplência de forma abrangente e sustentável, são necessárias medidas como combate ao desemprego e à informalidade, educação financeira, microcrédito e crédito consciente e proteção do consumidor.

“Através de políticas públicas que gerem emprego e formalizem o mercado de trabalho, a renda das famílias pode ser aumentada, reduzindo a inadimplência. Implementar programas abrangentes e acessíveis de educação financeira para conscientizar a população sobre o uso consciente do crédito, planejamento financeiro e gestão de recursos”, explicou Meirelles.

Apesar de a educação financeira ser um pilar fundamental para combater a inadimplência no longo prazo, o especialista ressalta que não se pode esquecer que a grande questão é que o brasileiro ganha pouco e é, por essa razão, somada aos juros altos, que se endivida.

“É muito complicado dizer que quem sustenta uma família com um salário mínimo não tem educação financeira, que a chefe de família que sabe o preço da carne no centavo e fraciona suas compras pelo mês para garantir a comida até o dia 30 não tem educação financeira. O maior erro de alguns projetos de educação financeira é achar que o brasileiro médio se endividou porque é perdulário. Não, ele se endividou porque a renda é curta e os juros são altos”, disse.

Além disso, ele apontou que medidas como ampliar o acesso ao microcrédito e fomentar o crédito responsável, com taxas de juros justas e acompanhamento dos devedores, podem auxiliar na inclusão financeira e na recuperação de crédito. “Fortalecer os mecanismos de proteção do consumidor contra práticas abusivas de crédito e cobrança é fundamental para evitar o endividamento excessivo e garantir os direitos dos consumidores”, acrescentou.

Mutirão de negociação

O Programa Desenrola Brasil, do Ministério da Fazenda, integra, a partir deste segunda-feira (4) até 28 de março, um mutirão de renegociação de dívidas. Os interessados poderão acessar as ofertas do MegaFeirão Serasa e Desenrola de forma presencial, no Palácio dos Correios, no Vale do Anhangabaú, centro da capital paulista, além dos sites do Programa Desenrola Brasil e da Serasa Limpa Nome.


Campós Neto e inflação

  O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta segunda-feira  que a curva da inflação no país está seguindo uma trajetória “benigna”. Ele falou em evento na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na capital paulista.

De acordo com ele, o setor que demanda mais atenção é o do serviços, que “começou a pressionar um pouco” os preços:

- A gente precisa ver qual é a dinâmica [da inflação do setor] de serviço. A gente fez várias análises sobre a dinâmica de inflação de serviço e entende que não tem nada, hoje, que acenda nenhum tipo de luz vermelha, mas que a gente precisa estar atento

Campos Neto ressaltou que, apesar de o Banco Central já ter manifestado que perseguirá a meta de inflação à risca, o mercado ainda mantém uma expectativa futura de inflação acima da meta.

“Curiosamente, apesar do Banco Central ter sinalizado muito e ter focado muito na mensagem que nós vamos perseguir a meta, as expectativas de inflação estão mais ou menos estáveis para dois, três anos à frente, em um nível que é acima da meta, de 3,5%”.

De acordo com o presidente do BC, a projeção fora da meta feita pelo mercado pode ser explicada por vários fatores, entre eles, a percepção da necessidade de mais controle fiscal: “está ligado a vários fatores. Tem um pedaço que é uma percepção de que precisa ainda fazer a convergência fiscal”.