Metástases do tumor autoritário

Em fevereiro passado, um jornalista português passou por interrogatório de quatro horas ao desembarcar no Aeroporto de Guarulhos. Ele havia feito críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e às urnas eletrônicas em suas redes sociais. Segundo informou o diretor de Polícia Administrativa da Polícia Federal (PF), delegado Rodrigo de Melo Teixeira, à Comissão de Segurança Pública do Senado, na terça-feira passada, essa foi a razão pela qual o tal jornalista foi tratado pela PF como suspeito – sabe-se lá de que crime. Como não há delito de opinião no Brasil, ficou claro que se tratou de abuso de autoridade – que, nestes tempos estranhos, está longe de ser isolado. Ao contrário, o caso do jornalista é apenas a mais recente metástase de um tumor autoritário que se espalha em nome da defesa da democracia.


É uma célebre alegoria do autoritarismo difuso. Diz-se que em 1968, às vésperas da instauração do AI-5, o vice-presidente Pedro Aleixo teria alertado o presidente Costa e Silva: “Presidente, o problema de uma lei assim não é o senhor, nem os que com o senhor governam o País; o problema é o guarda da esquina”.


Em 2021, o Congresso aprovou a Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito para extirpar o risco pela raiz e garantir que todo presidente governará sob leis iguais para todos, criadas pelos parlamentares eleitos e interpretadas caso a caso com isonomia pelo Judiciário, tudo conforme a vontade soberana da Nação consagrada na Constituição. Mas não se defende a Constituição com armas inconstitucionais; não se fortalece o Estado de Direito atropelando o devido processo legal; e o melhor remédio contra os inimigos da democracia é mais, e não menos, democracia.


Em tempos normais, essas variações do princípio segundo o qual os fins não justificam os meios seriam platitudes ociosas. Mas estes não são tempos normais. A República ainda se recompõe após o abalo sísmico das invasões bárbaras aos Três Poderes, em janeiro do ano passado, e prepara-se para julgar um ex-presidente, provavelmente por tentativa de golpe de Estado.


Na raiz dos reveses impostos pelo Supremo Tribunal Federal à operação Lava Jato está a autoatribuição da 13.ª Vara Federal de Curitiba de uma espécie de competência universal contra a corrupção. Mas agora é o Supremo que parece se atribuir a condição de juízo universal de defesa da democracia.


Há cinco anos a Corte conduz inquéritos secretos e elásticos para apurar fake news. Nas mesmas condições, instaurou inquéritos contra milícias digitais e as manifestações golpistas. Sob a justificativa da excepcionalidade, hermenêuticas extensivas e fundamentações heterodoxas motivaram censuras, bloqueios de contas, quebras de sigilos bancários e telemáticos, multas exorbitantes e indiciamentos e prisões preventivas no atacado.


Antes mesmo da apuração de um bate-boca envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e seus familiares em Roma, o então ministro da Justiça, Flávio Dino, hoje ministro do STF, declarou que o assédio poderia ser tipificado como crime contra o Estado Democrático de Direito. O presidente Lula sentenciou que o suspeito era um “animal selvagem” e prometeu “extirpar” essa “gente que renasceu no neofascismo”. O STF assumiu a jurisdição de um caso típico de primeira instância e despachou mandados de busca e apreensão na investigação da Polícia Federal por suposta tentativa de “abolição violenta do Estado Democrático de Direito”. Um óbvio absurdo – que ameaça se normalizar. Antes do caso do jornalista português, manifestantes contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo foram detidos e autuados por “abolição violenta do Estado Democrático de Direito”. Com a mesma justificativa, um juiz de Carauari deu voz de prisão a um delegado que o acusou de corrupção.


De tanto martelar que o País está à mercê de extremistas, magistrados como Alexandre de Moraes forjaram tipos penais adaptáveis sob medida para o guarda de esquina perseguir “fascistas”. Inebriados pela síndrome do pequeno poder, esses “superamigos” da democracia se proliferam. Mas com amigos assim, quem precisa de inimigos?


Marielle

 Esta ilustração do The Intercept Brasil, como matérias da mídia mainstream, incluíam mentirosamente Bolsonaro e Flávio mórbida trama.


Elevada aos píncaros da glória esquerdopata, tudo porque o lulopetismo e seus aliados atribuíram sua morte a embates políticos de caráter ideológico, finalmente o assassinato de Marielle Franco é desvendado e o caso fica resumido a uma briga política paroquial carioca.

O lulopetismo e a extrema esquerda tinham encontrado o seu cadáver e o seu culpado: Bolsonaro, que se não tinha estrangulado Marielle, com certeza era amigo do assassino, Ronnie Lessa, que mais tarde ou mais cedo contaria a verdade. 

A verdade acabou surgindo, como surgiu o caso dos móveis surrupiados por Bolsonaro do Planalto.

Era tudo mentira. Resta saber se Anielle Franco, nomeada por ser irmã do cadáver da comissária, sairá do cargo de ministra do governo do PT.

A esquerdalha e a mídia alinhada acabam de perder o seu cadáver, mas não se dará ao trablho de se desculpar formalmente com Bolsonaro. 

Leia a nota a seguir.

STF fulmina último recurso do MPE contra Jairo Jorge

 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou recurso do Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul em processo de improbidade administrativa contra o prefeito Jairo Jorge (foto ao lado). A ação trata de recursos repassados à Associação de Pais e Amigos do Voleibol - APAV Canoas, através da Lei Pelé, durante a primeira gestão de Jairo à frente da Prefeitura de Canoas. A decisão do ministro é do último dia 14.

Mesmo com os outros recursos favoráveis ao prefeito na Justiça, em primeiro e segundo grau, o MP levou o processo à instância superior. Novamente não obteve êxito.

Entenda o caso
Em 20 de agosto de 2020, o Ministério Público ingressou com Ação Civil Pública por atos de improbidade administrativa contra Jairo Jorge, alegando violação aos princípios da legalidade, da administração pública, da moralidade e da impessoalidade, uma vez que teria permitido que somente uma determinada entidade se beneficiasse da Lei 9.615/2015 (Lei Pelé). O processo se refere a fatos ocorridos em 2012.

Mauro Cid é preso de novo

 O STF, a PF, o governo do PT, os políticos aliados e alinhados, como também a mídia tradicional, foram pegos no contrapé e tentam fazer de conta que o caso tem pouca importância, quando o caso é de enorme importância e gravidade, colocando os inquéritos do fim do mundo totalmente em xeque.


PF e Moraes, justamente os dois acusados por Cid, são justamente seus carcereiros novamente. Só a PF considerou-se sob suspeição, ontem, pedindo que o juiz instrutor do gabinete de Moraes fosse ouvi-lo, hoje, e não ela, PF, mas hoje cumpre ordem e prende Cid.

O diretor-geral da Polícia Federal, delegado Andrei Rodrigues, disse nesta sexta-feira que os áudios atribuídos ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), são “graves acusações” à corporação. Andrei confirmou ter protocolado uma representação contra Cid no STF.

O militar acusou o ministro A. de Moraes e a PF de promoverem crimes de abuso invencível de autoridade, inclusive intimidação, coação e falsidade ideológica, mas não só.

Trata-se de um gravíssimo incidente policial e judicial, colocando em xeque os inquéritos tocados pelo STF e pela PF contra Bolsonaro, tornando-os imprestáveis.

Pressão contra CPI

 A insistente recusa da maioria dos deputados estaduais gaúchos em instalar a CPI da CEEE Equatorial, mesmo depois de dois severos apagões e denúncias de maus serviços, recoloca na ordem do dia as declarações que fez na Federasul o líder empresarial e ex-vice-governador José Paulo Cairolli, que denunciou que é muito fácil para o governo comprar apoio político dos parlamentares. Ele falou isto a respeito da batalha dos empresários e da oposição para reverter o corte de incentivos fiscais promovido pelo governo tucano.

Cairolli usou o verbo "comprar" na sua expressão verdadeira e não como metáfora.

Ele falou tudo isto de público, diante dos principais líderes empresariais, na Federasul, com a presença da imprensa.

Sobre a possibilidade de obter ajuda dos deputados, disse o empresário, lembrando sua passagem pelo governo:

— Então, eu acho, primeiro: (temos que) tomar mais consciência de como é que funciona essa mecânica… e achar que a Assembleia, que é muito fácil de ser dominada… Eu participei de uma negociação, deputado por deputado, trocam por qualquer coisa. O troço não é brinquedo. Saem da sala (plenário da Assembleia) para não votar. Vocês observem como é o… Aí aparece uns malucos que votaram a favor… contra o aumento de imposto. Não saiu (aumento de ICMS) na Assembleia porque houve um movimento muito grande contra.

José Cairolli, pressionado, recuou e disse que usou palavras inadequadas, mas não se retratou.

Apagão tucano

  Nem a velha CEEE estatal produziu tanto vexame para os gaúchos.

As 17h10min, foi assim (foto ao lado) que o editor conseguiu atualizar por meia hora este blog, usando dispositivos móveis de energia e internet. Foi a segunda prolonga interrupção de fornecimento de energia elétrica do dia.

Em pleno evento internacional de inovação, milhares de cidadãos e empreendedores gaúchos precisam trabalhar com a ajuda de lampiões, velas e lanternas, como é o caso do editor deste blog, sem que este governo que entregou a CEEE para velhos conhecidos, vá para cima da concessionária para valer, impedindo até a instalação da CPI que a Assembleia não instala por submissão covarde.

Na terça-feira a noite, quando recepcionou convidados do South Summit no Piratini, tendo ao seu lado o marido Thales Bolzan, o governador Eduardo Leite ainda não tinha passado pelo vexame que desde ontem a noite a CEEE Equatorial proporciona aos participantes do evento inovador que ocorre no RS. Eduardo Leite quer atrair empreendimentos modernos para o RS, mesmo sem garantir o básico suprimento sustentado de energia elétrica

Nem a fala fluente em inglês, português e espanhol, que deslumbrou a jornalista Rosane de Oliveira, RBS, salvaria Eduardo Leite do vexame. 

É ele o responsável pelo vexame que envergonha o RS e prejudica os gaúchos.

Está na hora de Eduardo Leite falar menos e fazer mais pelo Estado - ou passar o bastão para gente com mais competência. 

Operação de criptomoedas abala investidores gaúchos

Empresa, com sede em Balneário Camboriú, tornou-se o epicentro de um grande caso de polícia, envolvendo suspeitas de operar um esquema de pirâmide financeira e de lavagem de dinheiro.

Investidores de criptomoedas no Rio Grande do Sul, especialmente das cidades de Cruz Alta, Ijuí, Santa Rosa, Frederico Westphalen, Panambi, Passo Fundo, Santa Maria, Bento Gonçalves, Lajeado, Estrela, entre outros municípios do Estado, encontram-se em uma situação delicada após aplicarem seus recursos através da Sbaraini Capital. 

Esta empresa, com sede em Balneário Camboriú, Santa Catarina, tornou-se o epicentro de um grande caso de polícia, envolvendo suspeitas de operar um esquema de pirâmide financeira e de lavagem de dinheiro. Um dos casos mais chocantes envolve um executivo gaúcho que investiu a soma impressionante de 50 milhões de reais, e que já deu início a um processo judicial buscando reparação.

O impacto dessa turbulência afetou mais de 16 mil investidores, com um valor agregado a recuperar que supera os R$2,6 bilhões. A maioria desses investidores reside na região Sul do país, tornando o caso de particular interesse para os gaúchos. Alex Gallio, especialista em ativos digitais e sócio do escritório Boschirolli e Gallio Advogados Associados, assumiu a frente legal desse embate, empenhado em restituir a justiça e os valores aos lesados.

O ponto de inflexão ocorreu em 28 de novembro de 2023, com a deflagração da Operação “Ouranós” pela Polícia Federal, que expôs as atividades ilícitas da Sbaraini Capital. A companhia oferecia rendimentos exorbitantes por meio de supostas operações de arbitragem em criptomoedas, sem qualquer respaldo ou autorização dos órgãos reguladores competentes, colocando em risco a segurança e a legalidade dos investimentos.

A situação gerou um clima de desespero e angústia generalizados entre os investidores, muitos dos quais aplicaram significativas quantias, atraídos pela promessa de rentabilidades atraentes de 2% a 3% ao mês, descontando apenas o Imposto de Renda. Gallio, diante desse cenário, recebe uma enxurrada de contatos diários de pessoas buscando amparo legal contra a empresa, evidenciando a gravidade e extensão do problema.

Conforme o especialista, este caso evidencia os riscos latentes no mercado de criptomoedas, marcado por promessas de lucratividade rápida e fácil, mas que, na realidade, podem esconder armadilhas e práticas fraudulentas. A experiência dos investidores gaúchos com a Sbaraini Capital serve como um alerta para a necessidade de maior vigilância e cuidado ao investir em ativos digitais, destacando a importância de operações transparentes e regulamentadas neste volátil setor financeiro.

 

QUEM É ALEX GALLIO?

Alex Gallio, sócio do escritório Boschirolli e Gallio Advogados Associados, atualmente presidente da OAB Subseção de Cascavel-PR, e tem uma sólida trajetória de 23 anos como advogado, durante os quais ele adquiriu uma profunda expertise em diversas áreas do direito. Sua especialização em ativos digitais e smart contracts o posiciona como uma figura de destaque no campo dos negócios e transações digitais.

Ao longo de sua carreira, Alex Gallio tem assessorado uma ampla gama de clientes, incluindo empresas, startups e indivíduos, em questões legais relacionadas à tecnologia, societário, planejamento patrimonial e tributário, além de ativos digitais. O advogado é reconhecido como uma referência em direito digital, tendo contribuído significativamente para a evolução e compreensão das questões legais emergentes no ambiente digital. Sua experiência abrange desde a regulamentação de criptomoedas até a resolução de litígios relacionados as transações online e proteção de dados.