Artigo, Stephen Kanitz - Entendam A Briga Entre Bolsonaro E Mandetta.

A briga de bastidores entre Bolsonaro e Mandetta jamais será retratada corretamente, nunca acreditem num livro de história.

Para entenderem essa briga, primeiro alguns fatos.

O Exército Brasileiro se preocupou com saúde desde o seu início, preocupado que era com seus soldados.

Possuía três dos melhores hospitais da época e criou a Escola da Saúde do Exército em 1921, Escola de Aplicação do Serviço de Saúde do Exército (1921)e a Escola de Saúde do Exército (1933).

Em 1904 o Exército se viu envolvido com a Revolta das Vacinas, contra a varíola, quando a população se revoltou contra a vacinação.

Por isso epidemias e vacinas  foram sempre assuntos discutidos entre nossos militares, mais do que nossos médicos, haja visto.

Os médicos do Exército são também os que mais entendem de malária, em São Paulo nenhum médico jamais viu essa doença.

Mesmo não sendo médico, Bolsonaro teve uma exposição a medicina bem diferente do Mandetta, um ortopedista que praticamente nunca exerceu.

Em março Trump liga para Bolsonaro perguntando qual era a produção brasileira de hydrochloroquina, e que ele deveria investigar por que parecia ser um “game changer”.

Bolsonaro obviamente consultou os seus médicos do Exército, que ele confia mais e que entendem muito desse remédio.

Bolsonaro fica animado e repassa essa informação ao seu Ministro.

Mandetta simplesmente descartou, “bobagem”, combateu a hipótese a ser testada desde o seu início.

Não sendo médico, Bolsonaro obviamente cedeu.

Mas  começa a perceber que  há dois tipos de medicina, a do conhecimento do seu exército, e a do político na área  da saúde, que começa a ter sonhos mais altos.

Bolsonaro é duramente pressionado também pelo Guedes, que o alerta contra um confinamento exagerado, que poderia parar a economia, quebrar milhares de empresas, e empossar de vez.

Entre salvar 2.000 velhos em situação crítica, e os 40 milhões de desempregados com o confinamento, Bolsonaro não tem mais dúvidas.

Bolsonaro é o único a perceber que o problema não é salvar vidas do coronavirus e sim salvar a vida econômica especialmente dos 12 milhões de desempregados por exemplo.

Que se não acharem emprego  não terão mais um ano de vida se morrerem  de forme.

O segundo atrito entre Bolsonaro e Mandetta aparece quando surgem as notícias do Prevent Senior, que anima os médicos do Exercito e do próprio Bolsonaro.

Bolsonaro volta a carga, e recebe mais negativas.

“São picaretas”, retruca Mandetta, “não é uma empresa séria”, “são um bando de irresponsáveis”, que o Ministro repetiu deselegantemente numa coletiva.

Mandetta sugeriu intervir na Prevent Senior e impedir o uso desse remédio não comprovado, mas que todo médico famoso infectado implorou tomar.

Foi aí que até eu fiquei preocupado.

Fã que eu era da postura segura do Mandetta até aquele momento.

A Prevent Senior é uma empresa vencedora, case mundial, estudada por administradores hospitalares do mundo inteiro, ensinado na Harvard Business School, que eu confio.

Bolsonaro demorou  para ser informado da briga pessoal entre o Mandetta e a Prevent Senior.

Que agora já é conhecida pela maioria da imprensa, calada.

Não somente se  sentiu enganado pelo seu Ministro, em detrimento da nação, mas ficou furioso com o despreparo e motivação de seu assessor.

Tornaram a hydrocloroquina uma batalha política, em vez de uma decisão do paciente à beira da morte e seu médico.

E total descaso para aqueles não podem ficar um dia sem trabalho.

Em vez de se unirem diante de uma crise, muitos líderes brasileiros estão querendo aproveitar a pandemia para tomar o poder em 2020.

Quando nesses momentos se espera a cooperação de todos, inclusive dos políticos e da imprensa em oposição.

Site da Ufrgs sobre vírus chinês

MAPA DO VIRUS EM PORTO ALEGRE - UFRGS
https://mhbarbian.shinyapps.io/covid19_poa/

Pobreza no Brasil faz da quarentena uma tendência dos ricos e famosos

Por Luiz Felipe Pondé

Um dos sintomas do coronavírus é o oportunismo do horror, outro é achar que humanidade vai mudar após a peste

A quarentena virou tendência de comportamento. O chique é estar de quarentena brincando de aspirador de pó, conversando com plantas, cozinhando brócolis, fazendo ioga e lendo russos. Não fazer quarentena é coisa de pobre, bolsonarista, ignorante e fumante. De repente, o chique é posar de igualdade social. Imitar as empregadas enquanto faz live.
Peste "instagramworthy" (peste que vale uma live).

É claro que isso passa ao largo do desespero real e vira uma espécie de gourmetização da peste, criando algo como um surto psicodélico em escala social.

De onde esse povo inteligente tirou a ideia de que o mundo vai mudar depois da peste? A primeira prova de que não vai mudar nada é que os inteligentinhos coronials já estão em ação.

Nunca vi tanto self-marketing se vendendo como se fora amor à vida. E disseram que o mundo não ia voltar ao normal? Já voltou, em parte. A vaidade, o oportunismo, o marketing de comportamento, o mercado dos horrores afetivos, as feministas dizendo que dominarão o mundo, tudo aí, pra quem quiser ver. Alguém já provou que vírus só existe em sociedades patriarcais e carnívoras? Logo coletivos de ciências sociais o farão.
Enfim, o ridículo voltou às ruas.

Olhemos de mais perto a sintomatologia. Sempre achei a disciplina de clínica médica fascinante: uma espécie de trabalho de detetive mergulhado em sinais e sintomas pra identificar possíveis causas.

Um dos sintomas do corona no plano cognitivo e intelectual é o oportunismo do horror. Esse já identificamos. Vamos adiante. Outro, também no plano das funções cognitivas, é achar que a humanidade vai mudar depois da peste.

Uma possível explicação para esse sintoma talvez seja o desespero e o tédio que a quarentena gera em nós. É compreensível. Mas a humanidade já passou por inúmeras pestes piores que esta e nunca mudou. Esta é, apenas, a primeira "instagramworthy".

Depois da espanhola e de outras piores, a humanidade saiu do mesmo jeito que sempre foi. E por que raios a saída dessa seria diferente? Vou explicar a razão.

A ciência primeira hoje é o marketing. Por isso, muitas pessoas querem passar a imagem que o coração delas é lindo e que depois da epidemia, o mundo ficará lindo como elas. A utopia fala sempre do utópico e não do mundo real. É sempre uma projeção infantil da própria beleza narcísica de quem sonha com a utopia.

A epidemia de utopias fala coisas como: vamos respeitar mais os mais humildes. Seremos mais solidários -durante a epidemia, muitos, sim, com certeza, ainda bem, mas passada a peste, a maioria voltará a ser como sempre foi. Os humanistas de quarentena voltarão a fazer lives dos hotéis caros que frequentam. Seremos menos consumistas? Vida mais simples? Como assim? Se até pra escolher comida somos o povo mais chato da história. Um estoicismo gourmet?

O mundo estará mais pobre, provavelmente. Os pobres mais pobres, menos dinheiro circulando. A economia será uma ciência ainda mais triste. Isso dará um baque no debate Keynes x Hayek, em favor do primeiro, grosso modo. Mais gasto do Estado -já está acontecendo. Passaremos por um momento parecido com a reconstrução da economia da Europa pós-Segunda
Guerra: foco em diminuição de tensões sociais, com razão. O Estado de bem-estar social nasceu desse foco.

O mundo será mais competitivo ainda, porque mais inseguro. Mecanismos de controle invasivo valorizados agora por tanta gente bacana poderão ganhar ares de maior segurança social e de saúde. A segurança dará de 7 x 1 na liberdade.

O mundo será mais remoto. Mundo remoto é mundo de solitários. As relações entre as pessoas já estão difíceis, agora o serão com as bênçãos dos coronials.

Encaremos os fatos: no Brasil só classe média alta e alta podem fazer quarentena. Só eles têm reserva financeira. A esmagadora maioria da população vai pedir esmola, seja do Estado, seja nas ruas. A pobreza no Brasil faz da quarentena uma tendência de comportamento dos ricos e famosos. Perguntar por que os pobres não fazem quarentena é perguntar por que eles não comem bolo, já que não têm pão.

Recomendações para a reabertura do comércio lojista do RS

A reabertura das lojas gaúchas deve  acontecer de maneira segura e com o mínimo de riscos para trabalhadores e para consumidores.

Recomendamos também a flexibilização de horários para o retorno das atividades econômicas, de maneira que os empresários do comércio trabalhem em horário estendido das 9h às 20h, considerando os seguintes pontos fundamentais para manter a segurança sanitária necessária.

Os estabelecimentos de comércio de rua em geral, deverão cumprir as seguintes obrigações:
I. lojas deverão disponibilizar e informar um número de telefone aos clientes, para orientações de segurança, para combinar atendimentos a grupos de risco ou entrega de produtos com hora marcada; II. número de clientes dentro do estabelecimento não pode ultrapassar a 50% de sua capacidade, com controle de um funcionário na porta de acesso e orientação para distanciamento seguro na fila externa à loja; III. lojas deverão sinalizar com cartazes, na frente e dentro do estabelecimento, com orientações para evitar a contaminação e transmissão da Covid-19: manter o distanciamento de pelo menos 2 metros entre pessoas, evitar fazer compras acompanhado (uma pessoa por residência/família), evitar conversas demoradas e desnecessárias durante a compra, evitar encostar nos produtos caso não seja a intenção de levá-lo; IV. não permitir a prova de produtos de confecção em geral, acessórios, bijuterias, calçados entre outros; V. estabelecimentos de cosméticos ficam proibidos de ter mostruário disposto ao cliente para provar produtos (baton, perfumes, bases, pós, sombras, cremes hidratantes, entre outros); VI. provadores, se houver, deverão estar fechados; VII. todos os produtos que forem adquiridos pelos clientes deverão ser limpos previamente ao uso, sendo esta uma orientação dada pelo estabelecimento; VIII. todos os produtos expostos em vitrine deverão ter sua higienização realizada de forma frequente, recomenda-se redução da exposição de produtos sempre que possível; IX. lojas podem fazer promoções e estimular a compra por parte dos clientes, desde que sigam à risca as recomendações acima citadas. X. priorização do afastamento, sem prejuízo de salários, de empregados pertencentes ao grupo de risco, tais como pessoas com idade acima de 60 (sessenta) anos, hipertensos, diabéticos, gestantes e imunodeprimidos; XI. priorização de trabalho remoto para os setores administrativos; XII. adoção de medidas internas, especialmente aquelas relacionadas à saúde no trabalho, necessárias para evitar a transmissão do coronavírus no ambiente de trabalho; XIII. fica obrigatório providenciar o controle de acesso, a marcação de lugares reservados aos clientes, o controle da área externa do estabelecimento, bem como a organização das filas para que seja mantida a distância mínima de 2 m (dois metros) entre cada pessoa; XIV. pessoas que acessarem e saírem do estabelecimento deverão realizar a higienização das mãos com álcool em gel 70% ou preparações antissépticas ou sanitizantes de efeito similar, colocadas em dispensadores e disponibilizadas em pontos estratégicos como na entrada do estabelecimento, nos corredores, nas portas de elevadores, balcões e mesas de atendimento, para uso dos clientes e trabalhadores;
XV. todos os colaboradores dos serviços/atividades citados ficam obrigados a fazer uso de máscara de tecido não tecido (TNT) ou tecido de algodão durante todo o seu turno de serviço, independentemente de contato direto com o público; XVI. o ingresso no estabelecimento será feito em número proporcional à disponibilidade de atendentes, evitando aglomerações em seu interior e respeitada a capacidade de 50% do espaço; XVII. deve ser dado atendimento preferencial e especial a idosos, hipertensos, diabéticos e gestantes garantindo um fluxo ágil de maneira que estas pessoas permaneçam o mínimo de tempo possível no interior do estabelecimento; XVIII. manter todas as áreas ventiladas, incluindo caso exista, os locais de alimentação e locais de descanso dos colaboradores; XIX. os colaboradores devem ser orientados a intensificar a higienização das mãos, principalmente antes e depois do atendimento de cada cliente, após uso do banheiro, após entrar em contato com superfícies de uso comum como balcões, corrimão, teclados de caixas, etc.; XX. realizar procedimentos que garantam a higienização contínua do estabelecimento, intensificando a limpeza das áreas com desinfetantes próprios para a finalidade e realizar frequente desinfecção com álcool 70%, quando possível, sob fricção de superfícies expostas, como maçanetas, mesas, teclado, mouse, materiais de escritório, balcões, corrimões, interruptores, elevadores, balanças, banheiros, lavatórios, pisos, barreiras físicas utilizadas como equipamentos de proteção coletiva como placas transparentes, entre outros; XXI. nos locais onde há uso de máquina para pagamento com cartão, esta deverá ser higienizada com álcool 70% ou preparações antissépticas após cada uso; XXII. os caixas eletrônicos de autoatendimento ou qualquer outro equipamento que possua painel eletrônico de contato físico deverão ser higienizados com álcool 70% ou preparações antissépticas, após cada uso; XXIII. colocar cartazes informativos, visíveis ao público, contendo a seguintes informações/orientações: higienização de mãos, uso do álcool 70%, uso de máscaras, distanciamento entre as pessoas, limpeza de superfícies, ventilação e limpeza dos ambientes; XXIV. capacitar os colaboradores, disponibilizar e exigir o uso das máscaras para a realização das atividades; XXV. caso a atividade necessite de mais de um trabalhador ao mesmo tempo manter a distância mínima entre eles de 2 metros (dois metros); XXVI. recomendar que os trabalhadores não retornem as suas casas diariamente com suas roupas de trabalho quando estes utilizarem uniforme; XXVII. os locais para refeição, quando presentes, poderão ser utilizados com apenas 1/3 (um terço) da sua capacidade (por vez). Deverão organizar cronograma para sua utilização de forma a evitar aglomerações e cruzamento entre os trabalhadores (fluxos internos e de entradas e saídas), além de garantir a manutenção da distância mínima de 2 metros (dois metros); XXVIII. os lavatórios dos locais para refeição e sanitários deverão estar providos de sabonete líquido e toalha de papel; XXIX. se algum dos trabalhadores (proprietários, empregados próprios ou terceirizados) apresentarem sintomas de contaminação pelo COVID-19, deverão buscar orientações médicas, bem como serem afastados do trabalho, pelo período mínimo de 14 (quatorze) dias, ou conforme determinação médica, sendo que as autoridades de saúde devem ser imediatamente informadas desta situação.

Dica de cinema - Jojo Rabbit

Dica de Cinema

*Adão Paiani

Jojo Rabbit. Quem consegue resistir aos primeiros 15 minutos de filme, contendo a aversão por achar que se trata de uma absurda tentativa de satirizar o nazismo, humanizando a figura do seu odioso Führer (o que não seria exatamente uma novidade em cinema, mas não é o caso), vai se deparar com uma belíssima fábula sobre a tragédia do fanatismo e o horror da guerra, vistos pelos olhos de um menino de 10 anos.

Roman Griffin Davis é Johannes Betzler,  o Jojo, que sonha em integrar a Hitlerjugend, a juventude nazista, na Alemanha do final da Segunda Guerra Mundial.

Scarlett Johansson, com seu talento, interpreta Rosie, a mãe de Jojo, que esconde em casa uma jovem judia, Elsa; uma doce interpretação de Thomasin McKenzie.

O amigo imaginário do protagonista, Adolf, é vivido por Taika  Waititi, que também dirige o filme com grande habilidade.

O competente elenco também traz Sam Rockwell, como o Capitão Klenzendorf; Archie Yates, que rouba as cenas como o impagável Yorki, amigo de Jojo; Stephen Merchant, como Deertz, Alfie Allen, como Finkel; e Rebel Wilson, como a tragicamente engraçada Fräulein Rahm.

Com seis indicações ao Oscar, Jojo Rabbit levou o de  Melhor Roteiro Adaptado. Merecia bem mais.

Ao som de  "I want to hold your hand", dos Beatles, as primeiras cenas trazem imagens estranhamente contemporâneas e familiares; e as finais falam muito a estes tempos de forçado isolamento que estamos vivendo. 

Um filme marcante, sensível  e que será difícil esquecer, como essa nossa estranha época. E, por isso mesmo, é  imperdível.

* Advogado em Brasília/DF

Artigo, Felipe Fiamenghi - O Brasil não é para amadores

O Brasil não é para amadores. Política, então, menos ainda. O texto, a seguir, também não. Se tem o estômago fraco, não continue a leitura. Procure um filminho bonitinho na Netflix e seja feliz.

Primeira coisa que vamos esclarecer, aqui: Ninguém está preocupado com a sua vida. No Brasil, temos 50 mil homicídios por ano e 40 mil óbitos em acidentes de trânsito. São 90 mil vidas perdidas, anualmente, devido a políticas públicas falidas. Descontrole da violência urbana e sucateamento das estradas...
Na pior das hipóteses, ainda que atingíssemos números como os da Itália, o COVID-19 não superaria nossas 65.000 mortes anuais por pneumonia, ou 43.000 por enfisema, asma e bronquite.
Em pleno século XXI, mesmo sendo uma das maiores economias do Planeta, ainda temos mortes por Sarampo, por Dengue. Temos mais mortalidade infantil do que México, Costa Rica, Colômbia, Vietnã e até a Síria.

A única preocupação com o Corona Vírus foi o colapso no sistema de saúde. Nenhum governador queria que uma vovozinha octogenária sufocasse, à espera de uma vaga de UTI, na frente de alguma equipe de televisão, ou enquanto os netos faziam uma live para as redes sociais.
Quando um pai de família toma um tiro, no sinal, ninguém cobra o governador. Quando uma família inteira morre em um acidente, ninguém cobra o governador. Quando uma criança morre de diarreia, em algum rincão do país, ninguém cobra o governador.

Fizeram, então, uma quarentena desesperada, sem nenhum planejamento, na tentativa de "achatar a curva". Não funcionou. A curva realmente foi bem suave, ninguém sabe direito o motivo, mas definitivamente não foi devido ao isolamento. Mesmo porque, isolamento não aconteceu.
Fecharam o comércio, enfiaram o Brasil em uma crise, mas isolamento que é bom, nada. Eu mesmo, nesse tempo, fui em reuniões, fiz compras no supermercado, cortei o cabelo, abasteci meu carro, entrei em conveniências... E encontrei todos os lugares lotados. Não como de costume, mas bem longe de estarem vazios.
Se você apoia a "quarentena" e acha que tem algum efeito prático, deixo o convite para ir no centro da sua cidade e ver como estão as coisas. Se realmente o baixo crescimento do número de casos é porque as pessoas estão em casa. Não estão!

Pra melhorar a situação, descobriram o tratamento com Hidroxicloroquina e Azitromicina, eficaz em mais de 90% dos casos, inclusive em pacientes do grupo de risco.
Nunca, na história, o cenário foi tão positivo para o Brasil. E é justamente aí que começa o problema.

Com os Estados Unidos e a Europa parados, imensamente prejudicados pela pandemia, nós temos números de casos extremamente baixos (10% do que os alarmistas previam), ampla capacidade de produção de medicamento eficiente e a maior área agricultável do mundo.
Em um cenário "pós apocalíptico", somos os mais capazes de fornecer justamente o que o Ocidente mais precisa: Comida e remédios. É a nossa chance de firmarmos posição como uma grande potência global.

Isso, porém, transformaria Bolsonaro em um ícone. Seria o presidente que, finalmente, colocou o Brasil onde ele deveria estar. Ninguém lhe tiraria a reeleição e, com certeza, ele ainda indicaria um sucessor. A esquerda demoraria décadas para voltar ao poder. Os líderes do centrão, acostumados com seus acordos espúrios, terminariam essa vida sem ter outro "diálogo cabuloso", daqueles que aconteciam no governo Lulo-Petista.

É por isso, só por isso, que estamos "trancados em casa". É por isso, só por isso, que Mandetta é tão resistente ao uso da Hidroxicloroquina.
Para os tucanos e sua trupe, Bolsonaro era um mal necessário, que eles usaram para tirar o PT do poder. Farão DE TUDO para minar seu governo e, assim, se colocarem como os "salvadores da pátria" que eles próprios destruíram.

Todas as narrativas, até agora, falharam. Mas o medo é extremamente eficaz. Tão eficaz que muitos "direitistas", sem nem perceber, se alinharam ao discurso de Dória, Lula e Globo.
Acabarão falidos ou desempregados, recebendo migalhas, aplaudindo os que causaram suas ruínas por pura politicagem e ainda acreditando estarem em segurança.

"O mal da grandeza é quando ela separa a consciência do poder."
(SHAKESPEARE, William)

Os gráficos são do site Poder360. Clique em cima para ampliar e ler melhor.