Artigo, Fábio Jacques - Teoria da conspiração.

Se há coisas de que gosto muito são as teorias da conspiração.
Os alienígenas da Área 51, o Triangulo das Bermudas, a mentira da NASA sobre o pouso na lua, o Pé Grande, os Reptilianos entre nós, o ET de Varginha, o Chupa-Cabras, o assassinato de Lady Di, a morte de Paul McCartney e por aí vai. São milhares e os crentes são muitos milhões.
Algumas são completamente idiotas e hilárias, outras plausíveis e outras ainda, muito verossímeis.
Mas quero me ater a dois fatos que até podem não fazer parte do rol das teorias da conspiração, mas que me levam a incluí-los neste grupo porque, sendo apenas suposições sem comprovação científica e factual instigam a minha curiosidade. Ambos se relacionam com a pandemia do Covid-19.
O primeiro é o porquê de haver tão poucos mortos e contaminados em Pequim, capital do país originário da pandemia e distante apenas 1.053 km do epicentro da contaminação, Wuhan, enquanto em Nova Iorque, a 12.000 km de distância já passam de 320.000 contaminados e 20.000 mortos? No total, a China conta com menos de 90.000 contaminados e 4.600 mortos, enquanto os Estados Unidos com 1,2 milhão de infectados e 68.689 mortos.
Minha teoria da conspiração: o vírus foi levado e disseminado em pontos estratégicos nos Estados Unidos propositalmente. Não foi contaminação orgânica. A partir de alguns focos iniciais, espalhou-se por praticamente todo o país. Se a contaminação fosse apenas orgânica, os números da China teriam que ser extremamente maiores.
O segundo fato a que me atenho, é a significativa redução do número de mortes por doenças respiratórias no Brasil após o início da contaminação pelo Coronavirus.
Segundo o Portal da Transparência, https://transparencia.registrocivil.org.br/registral-covid, desde primeiro de janeiro de 2020 até o início da pandemia no Brasil, 16 de março, o número de mortes por doenças respiratórias era praticamente uma repetição das ocorrências do mesmo período de 2019. 209.644 em 2019 e 214.740 em 2020, mantendo-se praticamente iguais os totais para cada causa das mortes considerada: SRAG, pneumonia, insuficiência respiratória, septicemia, causas indeterminadas e outros óbitos.
Para esclarecimento, os dados informados no Portal de Transparência procedem de registros cartoriais dos atestados de óbito de todo o país.
A partir de 16 de março, com a entrada dos registros de mortes por Covid-19, os números de mortes passam a se alterar de forma surpreendente. Em vez de aumentar o total em função do Covid-19, o número total diminuiu. Senão vejamos:
Mesmo com o acréscimo de 7.870 mortes por Covid-19, o total de mortes caiu de 155.064 em 2019 para 133.050 em 2020. Muito estranho, não?
SRAG variou de 195 casos em 2019 para 2.624 em 2020. Aumento: 22.571.
Pneumonia, de 30.056 em 2019 para 22.571 em 2020. Redução: 7.485.
Insuficiência respiratória, de 13.369 em 2019 para 11.304 em 2020. Redução: 2065.
Septicemia, de 23.664 em 2019 para 17.528 em 2020. Redução: 6.136.
Causa indeterminada, de 963 em 2019 para 1.249 em 2020. Aumento: 286.
Demais óbitos, de 86.820 em 2019 para 69.903 em 2020. Redução: 16.917
Total de óbitos de 155.064 em 2019 para 133.050 em 2020. Redução
Alguma coisa me parece muito estranha.
Apareceram 7.870 mortes por Covid-19 e desapareceram 29.884 mortes das outras doenças respiratórias.
As mortes diminuíram? As informações estão sendo sonegadas? Estão completamente erradas? A pandemia de Covid-19 fez baixar 19,3% das mortes por outras causas?
Eu acho tudo isto uma loucura. O que é que está acontecendo? Estarei levantando mais uma teoria da conspiração? Não sei.
Será que alguém pode me explicar melhor estes relatórios do Portal da Transparência?
E as diferenças entre os números da China e dos Estados Unidos?
Fabio Jacques - Diretor da FJacques – Gestão através de Ideias Atratoras.

Vírus chinês afeta comportamento de consumo no Dia das Mães

Pesquisa da Fecomércio-RS aponta que 60,3% dos entrevistados apresentou redução de renda desde o início da pandemia

A Fecomércio-RS divulga, nesta segunda-feira (04/05), a Pesquisa de Dia das Mães 2020. Realizada entre os dias 15 e 30 de abril, este ano por telefone, o levantamento ouviu 633 pessoas, das quais 385 (60,8%) afirmaram que comprariam presente para a data. Foram consultados consumidores das principais cidades de cada Macrorregião do Estado: Santa Maria, Porto Alegre, Caxias do Sul, Ijuí e Pelotas. O objetivo do estudo é caracterizar o perfil de consumo em um momento em que consumidores estão adaptando seus hábitos por causa da Covid-19. Os dados completos podem ser acessados em https://bit.ly/diadasmaes_2020.
A pesquisa mostra que as decisões e condições para presentear as mães no próximo domingo foram afetadas pelas medidas de combate ao novo coronavírus. O levantamento identificou que 46,8% dos entrevistados que pretendem comprar presentes mudaram o local em função da pandemia: lojas de bairro e internet ganharam importância, correspondendo a 20% e 17,7% das respostas, respectivamente. As lojas dos centros foram a opção mais escolhida (32,5%), enquanto Shoppings registraram 12,5% das respostas. O índice de pessoas que não sabem ou não decidiram ficou em 13,2%.
Outra questão que evidencia o impacto direto da pandemia diz respeito à renda, que afeta o gasto com os presentes. Comparando com o ano anterior, 38,9% dos entrevistados referiram pretender desembolsar valor igual e, 7,7%, mais ou muito mais que o ano passado, enquanto 53,4% das pessoas pretendem gastar menos ou muito menos. Ao falar sobre a sua renda, 60,3% dos entrevistados referiram ter alguma redução de renda em função da pandemia - para 39,2% a renda foi muito reduzida, e para 21,0% a redução foi pequena. O valor médio neste ano deve ser de R$ 135,08.
"Além dos dados da pesquisa nos mostrarem em parte o reflexo do difícil momento em que vivemos, também indicam que, mesmo nesse cenário, muitas famílias gaúchas se preparam para o Dia das Mães, uma das datas mais importantes para o varejo. No cenário que vivemos, já sabíamos que esse ano seria muito diferente, com as vendas prejudicadas. Porém, é uma oportunidade que os lojistas não podem perder. Entender o que os consumidores estão buscando é fundamental para direcionar os esforços de vendas por aqueles que estão em operação e têm a oportunidade de aproveitar a data para ter alguma receita", comentou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.
A pesquisa mostra que a maior parte dos entrevistados deixa para comprar os presentes mais perto da data: 78,4% dos entrevistados compram uma semana antes ou alguns dias antes. Em relação ao tipo de presente, vestuário (28,3%) e perfumes e cosméticos (18,2%) aparecem como principais, seguido por artigos de decoração (7,5%) e flores (6,2%). Existe um percentual significativo de pessoas que não sabem ou não decidiram (27,3%). O número médio de presentes deve ser de 0,85 unidade por pessoa - nessa data muitos presentes são compartilhados, o que explica a possibilidade de um número menor do que 1.
“Mesmo em meio às dificuldades impostas pela pandemia, a data mantém sua importância por tudo que simboliza, e mesmo que muitas pessoas que terão condições de presentear ainda não saibam exatamente como vão fazer, a intenção de marcar a data está presente”, complementa Bohn.
 As comemorações do Dia das Mães também serão adaptadas, com eventos ocorrendo majoritariamente em casa: 40,3% dos entrevistados vão participar ou proporcionar um evento especial para a data, que deverão acontecer em casa, conforme apontado por 97,4% dos respondentes.
Entre os entrevistados que disseram que não comprariam presentes, 23,8% referiram motivos relacionados ao coronavírus - 13,7% por estar economizando e 10,1% por não sair de casa; além disso, 13,3% referiram estar desempregado ou sem dinheiro.     

Saiba quem perdeu e quem ganhou com a janela partidária (14 cidades da Grande Porto Alegre)

As cidades que compõe a região metropolitana são: Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Eldorado do Sul, Esteio, Glorinha, Gravataí, Guaíba, Nova Santa Rita, Porto Alegre, Santo Antônio da Patrulha, Sapucaia do Sul, Triunfo e Viamão.

Apenas a cidade de Eldorado do Sul que não foi encontrado nenhuma notícia de troca de partido entre os vereadores e no site da Câmara Municipal segue da mesma forma. Sendo assim, contabilizado que não houve mudança..

Ordem de número da sigla partidária:

Republicanos: O Partido ligado a Igreja Universal, antigo PRB, perdeu 2 vereadores e ganhou 3.

Progressistas: O PP perdeu 4 vereadores mas trouxe o dobro. Entre os 8 que foram para a sigla está o Presidente da Câmara de Canoas, Patrício e o 3° mais votado em Cachoeirinha, Marcos Barbosa. A perda mais significante foi a do vereador liberal de Porto Alegre, Ricardo Gomes. O PP, foi o segundo Partido que mais trouxe vereador. Podem dar-se este fato ao Senador Luis Carlos Heinze e também a iminente crescente que vêm o Prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal.

PDT: O perdeu 7 vereadores e trouxe outros 6. Ficou com saldo negativo de menos um. Em Esteio perdeu o Presidente da Câmara Municipal, Dr. Mário Couto e na cidade vizinha, em Sapucaia do Sul, trouxe a Presidente, a ex-petista, Raquel do Posto. Em Viamão trouxe e já colocou como pré-candidato a Prefeito, o extremista de esquerda, Guto Lopes.

PT: O PT perdeu 5 vereadores na região e não trouxe nenhum. Isso demonstra o quão "queimado" está o Partido. Soma perdas e não agrega nenhum político. Em Alvorada perdeu o vereador mais votado, Schumacher e o terceiro mais votado e Presidente da Câmara, Juliano Marinho. Em Sapucaia do Sul, além do Prefeito que já havia saído, agora perderam a Presidente da Câmara, Raquel do Posto.

PTB: O PTB é o Partido que mais cresceu na região metropolitana. Perdeu apenas 3 e trouxe 10 vereadores, resultando num saldo positivo de 7. Entre eles há o acréscimo de 2 vereadores da Capital, Hamilton Sossmeier e aquele que troca de partido quase todos os anos, Wambert Di Lorenzo. Trouxe também o vereador mais votado de Alvorada, Schumacher que deixou o PT.

MDB: O MDB ficou no "elas por elas". Perdeu 8 vereadora e trouxe outros 8. Perde apenas na significância, afinal, na Capital perdeu 3 vereadores. O mais votado do Partido, Valter Nagelstein com mais de 9 mil votos, Comandante Nádia com mais de 6 mil votos e Mendes Ribeiro que vem de uma família historicamente ligada ao Partido.

PSL: Para quem convive os bastidores da política sabe que o PSL é o Partido que mais está "apavorado" em trazer novos nomes. É um Partido que vive rachado em todas as esferas. Tem como Presidente Estadual, o Deputado Nereu Crispim que praticamente todos os seus eleitoresa após suas falas sempre contra o Presidente Jair Bolsonaro.
Na metropolitana trouxe 3 vereadores, sendo um na Capital, vereador Cláudio Conceição, Rubens Otávio de Cachoeirinha e Nadim de Viamão.

REDE: O Partido da sempre candidata Marina Silva segue desmoronando-se. Perdeu dois vereadores, Marquinho da Solda de Triunfo e o líder de governo do Prefeito Marchezan, Mauro Pinheiro.

PSC: Perdeu o vereador Hamilton Sossmeier da Capital.

PL: O Partido Liberal, antigo PR, perdeu 2 vereadores e trouxe o dobro. Entre os 4 novos vereadores, um é o líder de governo de Marchezan, Mauro Pinheiro que é ex-petista.
Um dos dois vereadores que a sigla perdeu não foi eleita por ela. O vereador de Porto Alegre, Wambert Di Lorenzo elegeu-se pelo PROS, no final do ano passado ganhou na justiça para trocar a sigla para o PL e em poucos meses mudou novamente, agora para o PTB. Um dos fatores do PL está crescendo é a proximidade do Deputado Federal Giovani Cherini que também é o Líder da Bancada Gaúcha, o que contribui muito para o crescimento.

Cidadania: O Cidadania, ex-PPs, vence crescendo bastante no Brasil inteiro. Começou buscando mudar a imagem do Partido com o socialismo e desvinculando-se da esquerda. No Rio Grande do Sul, a líder maior é a Deputada Estadual Any Ortiz.
Assim como todos os Partidos, há rachas e no Cidadania não é diferente e por este motivo que na região o partido resultou com saldo negativo. Perdeu 4 vereadores e trouxe 3. Entre os que saíram está o principal adversário de Any no Partido, o vereador canoense Alexandre Gonçalves, segundo mais votado da cidade, filiou-se ao PDT.

DEM: O Partido do Ministro Onyx Lorenzoni trouxe 4 vereadores e perderam 1. Porém, em questão de força, cresceu muito. Só na Capital trouxe Comandante Nádia, Mendes Ribeiro e Ricardo Gomes. Nomes de peso no cenário da direita gaúcha.

PRTB: O Partido do vice-presidente Hamilton Mourão trouxe apenas uma vereadora. Em Sapucaia do Sul, a Dra. Ímilia Souza saiu do PTB para ingressar na sigla e já anunciou que concorrerá a Vice-prefeita na chapa com Volmir Rodrigues (PP). A vereadora é esposa do Deputado Estadual, Vilmar Lourenço. É de conhecimento que mesmo o Deputado sendo filiado ao PSL, quem manda e desmanda no PRTB é ele e só aguarda a janela para deputados poderem trocar, o que provavelmente fará Luciano Zucco.
O PRTB trouxe também o nome da ex-coordenadora do MBL, Paula Cassol, uma ferrenha defensora do Governo Bolsonaro, para concorrer a Prefeitura de Porto Alegre.

PSB: O Partido Socialista Brasileiro perdeu 6 vereadores e trouxe apenas 1. A cidade onde teve maior perda foi em Cachoeirinha onde o Prefeito é o também socialista Miki Breier. Disputas internas que ocasionaram estas mudanças.

PV: O Partido Verde perdeu 2 vereadores e trouxeram 1.

PSDB: O Partido do Governador Eduardo Leite e do Prefeito da Capital, Nelson Marchezan, trouxe a mesma quantia que perdeu, 3 vereadores em cada lado. Em Viamão, cidade do Prefeito Cassado, André Pacheco que é tucano, resultou na saída de dois vereadores na cidade. Fato curioso é o vereador de Viamão também, Armando Azambuja que deixou o PT para ir para os tucanos, demonstrando ideologia zero.

PSOL: A extrema-esquerda perdeu 1 vereador, o pré-candidato de Viamão Guto Lopes, que achou por bem buscar um partido de esquerda que fosse "mais moderado", partindo assim ao PDT

PSD: O PSD que trouxe o ex-prefeito petista de Canoas, Jairo Jorge. Isso, obviamente, iria trazer alguns vereadores e também a perda de outros pela óbvia falta de espaço. O Partido perdeu 7 vereadores e trouxe 6.
O nome mais forte que acrescentou ao partido é o de Valter Nagelstein que concorrerá a Prefeitura de Porto Alegre.

PCdoB: Os comunistas perderam 1 e trouxeram 1. Caso curioso também o do vereador Bamberg que deixou os comunistas para ir ao PP. Mais um que demonstra ideologia nenhuma.

Avante: O minúsculo e quase sem peso algum, o Avante, ex-PTdoB trouxe o vereador Gilson Santos do PP de Canoas.

Solidariedade: O Partido de Clàudio Janta perdeu 5 vereadores e não trouxeram nenhum. Assim como o PT e o PSB, está na lista de Partidos que resultou com o maior número que perdeu vereadores.



Total:

Partidos que mais perderam vereadores:

MDB - 8
PDT - 7
PSD - 7

Partidos que mais adquiriram vereadores:

PTB - 10
PP - 8
MDB - 8

Resultado final, quem mais "lucrou":

PTB - 7
PP - 4
PSL - 4

Resultado final, quem mais perdeu:

PT - -5
PSB - -5
SD - -5

Em qui, 30 de abr de 2020 13:28, POLIBIO BRAGA <polibio@polibiobraga.com.br> escreveu:
Interessa, sim, amigão.

Artigo, Adão Paiani - A parábola de Joaquim e Manuel

Era uma vez, no Alentejo, em  Portugal, dois amigos, que por mais óbvio que possa parecer, se chamavam Joaquim e Manoel.

Amigos desde criança, haviam crescido juntos; e suas famílias eram vizinhas desde onde a memória alcançava.

Na verdade, a vida dos dois era uma estranha coincidência. Ambos haviam nascido no mesmo dia, mês e ano, as mães chamavam-se Maria e ambos os pais, por incrível que pareça, Antônio.

Eram muito parecidos, na fisionomia e no temperamento, embora Manoel fosse um tanto mais teimoso. Quem não soubesse da história dos dois, diria que eram irmãos.

Recém saídos da adolescência, Joaquim e Manoel começaram a perceber que a vida no Alentejo daqueles tempos não prometia nenhum futuro. O ímpeto da juventude incutia em ambos a necessidade de sair dali; de trabalhar e progredir de verdade, e não apenas viver da mão para a boca.

Mas para onde ir? Para algum vizinho europeu? Os tempos eram igualmente difíceis por lá. Para as colônias portuguesas em África, não; pobreza e guerra. América, o sonho americano! Não, a passagem era muito cara, e como aprender aquele raio de língua?

E o Brasil? ... Brasil! Por que não? Não era esse um destino lusitano? Brasil.

A despedida, o choro das mães, o olhar perdido e triste dos pais; as malas com as poucas e surradas roupas, as planícies alentejanas ficando para trás; o porto, o navio, e o mar. Ah, o mar.

A chegada na nova terra trazia esperança, e uma vida inteira pela frente.

Joaquim, na travessia, conhecera Maria, uma transmontana trigueira, de sorriso largo. Logo ao chegar, Manoel também conheceu sua Maria; uma italianinha de cabelos negros e beleza meridional; filha de um calabrês, dono da pensão onde, junto com Joaquim, passaria aqueles primeiros tempos.

E começaram a trabalhar juntos em um pequeno empório. E ali permaneceram por meia dúzia de anos, até que o dono, também português, já avançado nos  anos,  resolveu que já era hora de voltar à terra do vinho verde.

De empregados, Joaquim e Manoel agora eram donos do próprio negócio e, pensavam, do seu destino.

O pequeno empório cresceu,   o fruto do trabalho apareceu, e veio o momento de casar; cada um com sua Maria.

E vieram os filhos, que os tornaram compadres; e todos prosperavam, resultado de suor, inspiração e um bocado de sorte também.

Os filhos cresceram, e vieram os netos, que cresceram também.

Um dia, Joaquim começou a sentir-se estranho. O corpo doia, a cabeça latejava, suores, uma tosse estranha e seca corroendo suas forças. E a febre. Começou devagar, e foi aumentando. A vida, sentia, parecia querer ir embora.

Manoel foi vê-lo. Não havia dia em que os dois amigos não falassem por cima do muro que divisava as duas propriedades; ou tomassem vinho, ora na casa de um, ora na casa de outro. Aquela doença súbita do amigo o preocupava.

Com sua proverbial teimosia, Manoel conseguiu convencer Joaquim a procurar um hospital. E foi com o amigo, que lá ficou. O caso era ainda mais sério do que parecia.

Exames, diagnóstico, remédios caros, internação prolongada, gastos imensos que poderiam consumir talvez o patrimônio acumulado ao longo da vida inteira. Ainda que contrariado, Joaquim submeteu-se ao tratamento. Queria viver.

Alguns dias depois, Manoel passou a apresentar os mesmos sintomas de Joaquim. Não acreditava. Não era possível. Nunca estivera doente em toda sua vida. Destestava remédios, ainda mais quando para si próprio. Precisava trabalhar. Quem tomaria conta dos negócios? De onde sairia o dinheiro para pagar tudo aquilo? E os compromissos? E as economias? Perderia tudo? Passaria fome?

Resolveu tomar uns chás. Era uma leve indisposição. Vai passar. Era um homem forte, apesar da idade. Tinha aquela garrafada que o índio do Amazonas vendia. E aquela velha benzedeira? Infalível. Com certeza daria certo. Era uma coisa à toa, nada com o que se preocupar. E procurou um médico, e outro; nenhum dava o diagnóstico que queria ouvir.

Depois de quase trinta dias de internação, Joaquim se despediu do hospital, sob aplausos da equipe de saúde. Foi praticamente um milagre, conseguido com a ajuda da ciência. E voltou para casa. Em breve chegaria o primeiro bisneto, e aquela tão sonhada volta ao Alentejo finalmente iria acontecer. E de lá, mais além: Paris, Londres, Roma.
A vida é para quem sabe viver.

O enterro de Manoel aconteceu sem velório. Caixão lacrado, carregado por estranhos vestidos como astronautas, embora os médicos houvessem sugerido cremação, para evitar o contágio.

Moral da história: Joaquim vai ter que morrer um dia. Mas não hoje. Hoje, não.

* Advogado em Brasília/DF.

Esta campanha visa doar 30 mil escudos faciais para a área da saúde do RS

Dois Cirurgiões Dentistas, Gustavo Lisboa Martins e  Carlos Eduardo Baraldi,   vão fazer  uma ação de 15 dias de arrecadação  de fundos para a fabricação de  escudos faciais para a proteção dos  profissionais  da saúde.  Sãoequipamentos vitais para  o combate ao Covid-19  , que estão   em falta no mercado mundial  e com poucas perspectivas de importação.  A meta é doar 30 mil unidadespara instituições do setor . Equipamentos serão produzidos no RS pela Redeplast,indústria de calçados de Novo Hamburgo. A cadadois escudos  arrecadados  no valor unitário de R$ 20,00  , uma terceira unidade será  doada pela campanha.
As doações, bem como pessoas e entidades interessadas em participare/ou divulgar a ação  podem entrar em contato pelo sitewww.heroisprotegemherois.com.br
Existe atualmente uma necessidade imensa de escudos faciais ,Face Shield,   para oferecer aos nossos super-heróis, os profissionais da saúde de Porto Alegre,que trabalham em  hospitais, laboratórios e postos de saúde. São enfermeiros, médicos, dentistas, recepcionistas,áreas de apoio  técnico-administrativo profissionais ,  higienização e segurança.
Os escudos faciais, além de serem  diretamente impermeáveis, são de uso individual e  permanente. Feitosde plástico. São REUTILIZÁVEIS,podendo   ser higienizados com água, sabão e álcool, e  serem  transportados e utilizados  também de casa para o trabalho, no supermercado, no posto de saúde...
A # Heróis protegem heróis é uma campanha de arrecadaçãode 15 dias para minimizar  o déficit  crônico destes escudos  de  proteção para os profissionais da saúde de Porto Alegre. Ameta é doar 30 mil unidades .Sendo  20 mil  das doaçõese 10 mil  de contrapartida da  campanha. Para cada 2 escudos  no valor individual de R$ 20,00 ,  doados no site www.heroisprotegemherois.com.br, 3 equipamentos serão entregues aos hospitais e postos de saúde da capital gaúcha.
A  ONG Rede Minha Porto Alegre é parceira da campanhapara auxiliar na busca de  apoiadores e mobilizar a população da capitale o  apoio do projeto ILOVEPOA .

Artigo, Mateus Bandeira - Perguntar não ofende

Perguntar não ofende" era um bordão de um programa da TV brasileira da década de 1970. Diante da ciência, a assertiva parece evidente. Porém, em pleno século 21, nada que contrarie outro bordão, "Fique em casa", é admitido. A depressão econômica vai causar mais mortes? Os governadores estão sendo fiscal e socialmente irresponsáveis? Esqueça, estas perguntas viraram ofensa.

Por Mateus Bandeira *

Do mesmo modo que há respostas, há perguntas inconvenientes. Por perturbadoras, são aquelas questões que a maioria decide não enfrentar - o que lembra um programa da TV da década de 1970, "Perguntar não ofende".

O coronavírus vai matar muita gente? Vai. E quantas vidas serão ceifadas na depressão econômica que alguns governantes estão deliberadamente gestando? Silêncio.

Cientistas confinados em laboratórios ao redor do mundo em busca da vacina que previna a covid-19 não podem fugir às evidências. Se um grupo de cobaias não reagir bem a um experimento, aquele teste deve ser descartado.

O pesquisador sabe que, caso não o faça agora, no futuro seu remédio será rejeitado pelos laboratórios. Pior: não salvará vidas.

Então, por que nos negamos a responder quantas vítimas advirão da depressão econômica se persistirmos no atual modelo de isolamento social? Pode ser o receio imediato de parecer avarento. Ou o temor futuro de descobrir que a depressão pode ser mais letal.

Pare, olhe, escute

Não, leitor, não tenho as respostas cabais, embora tenha minhas convicções. Mas, em nome da razão, me nego a fugir destas perguntas desconcertantes.
Ao mesmo tempo em que o coronavírus produz vítimas visíveis, ele está contratando mortes futuras. No primeiro caso, vemos números macabros aumentarem diariamente. No segundo, uma bomba-relógio que provocará depressão inédita.

A pandemia é fato tão recente que ninguém pode afirmar que entende plenamente a nova doença. Portanto, não é possível dizer qual o remédio mais adequado.

Na Europa, as receitas adotadas contra a pandemia diferem cada vez mais de país para país. São culturas e perfis populacionais diversos. Portanto, há mais de uma alternativa de como e quando agir.

Ora, o Brasil tem área semelhante à da Europa. Por que, então, uma mesma regra deve ser adotada em todo nosso vasto território?

Como uma manada, a maioria dos governadores e prefeitos corre para o mesmo lado. Quem já fez caminhadas por locais ermos sabe que, às vezes, uma pausa é necessária para perscrutar 360º do horizonte.

Socialmente injustos

A atitude dos governadores, aparentemente responsável, parece guiar-se mais na política do que na responsabilidade social. De olho nas eleições, priorizam o ataque ao presidente Jair Bolsonaro. Por trás da suposta responsabilidade sanitária esconde-se a irresponsabilidade social.

Com o projeto que pode ser votado esta semana pelo Senado (PLP 149/19), tentam criar uma vacina para a doença que eles mesmos agravaram. Para resolver a brutal queda na arrecadação querem onerar ainda mais os cofres da União.

Para quê? Para preservar os privilégios de servidores estáveis, o duodécimo dos demais Poderes e as estatais ineficientes e deficitárias. Os mandatários estão sendo, portanto, fiscal e socialmente injustos.

Posam de bons samaritanos diante dos eleitores e preservam as castas endinheiradas ao custo do erário, pois, logo ali na frente, a dívida contraída pelos cofres largos do Governo Federal vai se converter em impostos e mais restrições fiscais.

 Bom, mas apesar disto, os mandatários locais vão salvar mais vidas. Será?

O Brasil é do tamanho da Europa, com regiões e culturas distintas. Isto significa que a velocidade de propagação do contágio, as internações e a capacidade hospitalar de cada região são distintas.

Mesmo assim, uma única receita está sendo aplicada indistintamente. Assim, os governadores não precisam refletir sobre o custo de suas medidas. Em economia, isto remete ao problema conhecido como risco moral.

Não há indicação de que o modelo de isolamento vai salvar mais vidas. Mas certamente vai provocar, em breve, depressão com consequências nefastas, inclusive mortes.

O vírus, que é irracional, vai matar muita gente durante a pandemia. Os políticos, humanos supostamente racionais, vão matar outros tantos pela visão tacanha e casuística.

Programa BRDE Labs vai acelerar startups para a retomada da economia para depois da economia

De 4 a 31 de maio, startups interessadas em participar podem fazer inscrição por meio do site da aceleradora VENTIUR  - www.ventiur.net/brdelabs

O cenário de instabilidade provocado pela pandemia de Covid-19 impõe um grande desafio: como criar soluções para a retomada da economia após o pico da doença? A resposta pode estar nos ecossistemas de inovação e startups, que nascem com o propósito de desenvolver e testar novos produtos e modelos de negócios em ambientes de extrema incerteza. Com essa finalidade, buscando ampliar o fomento à inovação, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE criou o Programa BRDE Labs.

O objetivo é selecionar startups em fase de validação e início de crescimento, que ofereçam soluções inovadoras para o novo cenário, em especial nas áreas de atuação dos clientes do banco. Serão priorizados os seguintes setores: Agronegócio; Saúde; Indústria 4.0; Internet das Coisas (IoT); Tecnologia da Informação; Energia; Educação; Logística e Meio Ambiente.

As startups que se inscreverem no BRDE Labs passarão por avaliação criteriosa, com entrevistas e desafios online. Ao final da etapa de seleção, serão escolhidas 10 startups para participar do processo de aceleração, conduzido pela empresa VENTIUR durante quatro meses, de  agosto a novembro de 2020.

Dentre as atividades de sensibilização e divulgação, serão oferecidos eventos online (lives) com economistas, sociólogos e outros profissionais, para análise do comportamento do consumidor no cenário pós-coronavírus, novas necessidades, demandas e problemas a serem resolvidos no novo contexto.

A expectativa é de que parte das atividades se realizem de forma presencial, em Porto Alegre. Para tanto, as startups do interior do Rio Grande do Sul receberão ajuda de custo para deslocamento, estadia e alimentação. Ao final do programa, as três melhores startups receberão uma premiação do BRDE, além da possibilidade de aporte adicional por parte da rede de investidores da VENTIUR e/ou fundos apoiados pelo banco.

"O BRDE já atua fortemente no fomento à inovação por meio de financiamento direto ou participação em fundos de investimento. Essas iniciativas, porém, se destinam a empresas mais consolidadas. Com o BRDE LABS, pretendemos alcançar empreendedores em estágio inicial, que ainda não estão prontos para receber aportes de um fundo ou mesmo um financiamento", esclarece Mauricio Mocelin, superintendente do BRDE no Rio Grande do Sul. "Outros aspectos importantes do BRDE LABS são a mentoria dos técnicos do banco na área administrativa-financeira, por exemplo, e a aproximação dos empreendedores com nossos clientes que têm interesse nos produtos ou serviços que serão desenvolvidos ao longo do Programa. Dessa forma, acreditamos que o BRDE dará mais uma importante contribuição para o fomento à inovação e ao empreendedorismo no Estado", avalia Mocelin.

Rui Oppermann, Reitor da UFRGS e membro do Comitê Estratégico da Aliança da Inovação (com os Reitores Ir. Evilázio Teixeira da PUCRS e Pe. Marcelo Aquino da Unisinos), afirma que o retorno à normalidade será para uma nova realidade, isto é, não será simplesmente continuarmos a fazer aquilo que paramos de fazer no início da pandemia. “A sociedade estará aberta e necessitando de soluções inovadoras que atendam suas expectativas a partir da experiência transformadora que a pandemia nos impôs. Sem dúvida, haverá uma grande oportunidade para propostas inovadoras no campo social e econômico, que devem contribuir para promover a qualidade de vida em bases sustentáveis”, destaca Oppermann.

Para o fundador e diretor executivo da VENTIUR, Sandro Cortezia, o programa é um marco para o ecossistema de inovação do RS: “O BRDE Labs se antecipa ao promover o apoio de novos negócios em áreas prioritárias para o Estado, preparando-o para o cenário pós-crise”. Cortezia destaca ainda o grande diferencial que o arranjo montado pelo BRDE, ao selecionar uma aceleradora e as três principais universidades do Estado.

A diretora do Parque Tecnológico São Leopoldo - Tecnosinos, Susana Kakuta, entende que a seleção da Aliança em parceria com a VENTIUR representa uma enorme oportunidade de tracionar o processo de inovação dentro do BRDE. “Existe uma mudança tremenda em curso, mexendo diretamente no modo de fazer negócios no setor bancário. Esta transformação em organizações consolidadas, como é o caso do BRDE, precisa e deve ser realizada com segurança e necessária ousadia. Isto é inovar, nosso dia a dia”.

Já Rafael Prikladnicki, diretor do Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc), ressalta que é muito importante uma iniciativa como a do BRDE Labs e da Ventiur e a parceria dos três parques tecnológicos. “O mundo mudou, e neste sentido entendemos que ações como esta são extremamente bem-vindas para potencializar as ideias que podem surgir para contribuir com nosso Estado durante e depois da pandemia”, explica.

Segundo Marcelo Lubaszewski, diretor do Parque Zenit da UFRGS, os ingredientes de inovação e conhecimento estão reunidos no BRDE Labs e serão potencializados na parceria da Ventiur com o Tecnopuc, o Tecnosinos e o Zenit. "O enfrentamento da crise sanitária só vem confirmando o que, de fato, já sabíamos. Só a inovação com sólida base no conhecimento pode nos ajudar a superar problemas complexos, como os que estamos vivendo, e garantir a retomada do crescimento econômico."

SOBRE A VENTIUR
A VENTIUR é uma sociedade anônima de capital fechado, fundada com a missão de apoiar e assessorar executiva e financeiramente projetos de empresas nascentes de base tecnológica (startups). Foi a primeira aceleradora de startups do Rio Grande do Sul, iniciando as operações em 2013. Desde 2014, é uma das aceleradoras qualificadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) no Programa Startup Brasil. Em 2017, foi também qualificada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) no Programa Conexão Startup Indústria. Até o momento prospectou e avaliou diretamente mais de 2.000 startups, pré-acelerou 166 projetos na etapa de Warmup e acelerou 45 startups.

Como caso de sucesso, destaca-se a venda da startup Devorando para o iFood, em 2016. Das startups que estão atualmente no portfólio, cerca de 30% receberam novas rodadas de investimento público ou privado. No total, foram captados com o apoio da aceleradora cerca de R$ 20 milhões.

SOBRE A ALIANÇA PARA A INOVAÇÃO

A Aliança para Inovação é uma articulação entre UFRGS, PUCRS e UNISINOS, que tem por objetivo potencializar ações de alto impacto em prol do avanço do ecossistema de inovação e do desenvolvimento.