Black Friday. Como será.

 O comércio brasileiro está otimista em relação às vendas da Black Friday, na próxima sexta-feira. A estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é de um faturamento de R$ 4,64 bilhões, o que significa 4,3% a mais que em 2022. Se a previsão de concretizar, será o maior volume de vendas para a data, trazida para o Brasil em 2010. 


Um levantamento da CNC mostra que os segmentos de eletroeletrônicos e utilidades domésticas (R$ 1,28 bilhão) e de móveis e eletrodomésticos (R$ 1,05 bilhão) deverão responder por quase metade (48%) da movimentação financeira prevista. Na sequência, se destacam os ramos de hiper e supermercados (R$ 1,02 bilhão) e de vestuário, calçados e acessórios (R$ 0,73 bilhão). 


Os mais procurados

A pesquisa indicou quais produtos estão sendo mais procurados pelos consumidores na internet nos últimos 30 dias. Na semana em que o país enfrenta uma onda de calor, não chega a ser surpresa a presença de aparelho de ar condicionado no topo. As buscas cresceram 177%.


Com muita gente procurando, o efeito negativo é que os aparelhos têm ficado mais caros nos últimos 40 dias, com alta de 2,9%.  


Dos 10 itens monitorados pela CNC, apenas o ar-condicionado e o videogame (+7,9%) estão apresentando preço maior na data que costuma ser associada a promoções. Na sequência, os bens mais procurados são televisão e fogão. Os dois têm apresentado queda nos preços: -1,5% e -2,7%, respectivamente. 


Os produtos com maiores descontos médios são smartwatches (-12,4%), notebooks (-9,2%), fones de ouvido (-6,1%) e caixas de som (-5,6%). 

Carmen

 O quê: Carmen – ópera em quatro atos de Georges Bizet 

Quando: sábado (25/11), às 20h, e domingo (26/11), às 18h

Onde: Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/nº, Centro, Porto Alegre)

Ingressos: R$ 60 (plateia e cadeira extra), R$ 60 (camarote central), R$ 40 (camarote lateral) e R$ 20 (galeria). Desconto de 50% para idosos, doadores de sangue, pessoas com deficiência, estudantes, jovens até 15 anos e ID Jovem

Bilheteria on-line: a partir desta sexta (17/11) no site do Theatro São Pedro 

Bilheteria do Theatro São Pedro: dias 25 e 26 de novembro, 1h30 antes do início do espetáculo. Abertura mediante a disponibilidade de ingressos

Classificação indicativa: não recomendado para menores de 12 anos

Acessibilidade: pessoas com mobilidade reduzida e com deficiência visual

Informações para o público: (51) 3288-1507, de segunda a sexta, das 9h às 18h

Estacionamento do TSP: entrada pela rua Riachuelo, 1.089. Valor único de R$ 18 em dias de espetáculo.  

Duração: em torno de 2h 

Artigo, Facundo Cerúleo - Muito ego e pouco trabalho

O que será mais cabuloso: um técnico que não entende por que perde ou uma imprensa incapaz de interpretar o que passa debaixo do seu nariz?

Rolava a coletiva do Portaluppi depois do fiasco contra o Corinthians. E uma boca, para embasar a sua pergunta, falou: "Porque hoje o Grêmio conseguiu criar boas chances, mas não conseguiu finalizar." E perguntou o que fazer para que a equipe consiga aproveitar "as oportunidades".

Não entrarei nos detalhes do vexame. Lembro apenas o principal. Aos 10 minutos de jogo, o Corinthians teve um jogador expulso, o que forçou seu técnico, Mano Menezes, a fazer uma retranca com duas linhas de quatro. Porém, mesmo com a vantagem de jogar em casa e com um jogador a mais, Portaluppi, o Invicto, conduziu o Grêmio à derrota: congestionou o centro em vez de alargar o jogo, fazendo entrar JP Galvão, Ferreira e André para um toque-toque inútil sem ninguém que fosse à linha de fundo para cruzar. As tresloucadas investidas do ataque só consagraram os bons zagueiros do adversário. Como pode vir alguém falar em "boas chances"?

Nenhuma boca perguntou na coletiva por que não foi aproveitado o garoto Nathan, que sempre entra muito bem e poderia servir os avantes com seus cruzamentos. E ninguém pediu notícias de Cuiabano. Nas coletivas, O treinador do Grêmio permite-se jamais examinar aspectos técnicos.

A boca perguntou o que se poderia fazer nos 15 dias de data FIFA. E o que ele disse esclarece muita coisa: "A gente treina. As oportunidades aparecem. A gente sempre procura aproveitar da melhor maneira possível as oportunidades. Então não vai ser agora, depois de 11 meses, que eles vão aprender isso ou aquilo, se não aprenderam durante todo o ano. Cada um tem suas qualidades. E cada um mostra em campo o que pode fazer. (...) Quem tinha que aprender aprendeu. (...) O cara não vai aprender assim, da noite pro dia, em três semanas, o que ele errou o ano todo. Cada um já nasce com o talento do berço. O que tem que acontecer é corrigir alguns defeitos e a gente corrige o ano todo. E é com eles lá dentro do campo."

Esclarecedor! Portaluppi não distingue treino de aprendizagem. Não sabe que é preciso repetir muito o aprendido até que se torne natural. E tem a tola presunção de ser um mestre que ensina aos jogadores. Agora deu folga de quatro dias na data FIFA. É claro que Ele treina pouco e mal.

O médico Márcio Bolzoni, que trabalhou durante 25 anos no Grêmio até ser descartado a pedido de Portaluppi (segundo esclareceu numa entrevista a dois jornalistas), disse que ele faz quatro tipos de treino: coletivo, rachão, cruzamento com chute a gol e um troço que chamam de treino alemão. Inacreditável! Ele não faz treino técnico e tático!

Foi um fiasco perante o Corinthians. E as bocas não cobraram explicações técnicas, e os analistas disseram "O Grêmio não soube", "o Grêmio não conseguiu", "o Grêmio não fez", "o Grêmio não...", sem coragem (ou lucidez?) para criticar o trabalho de um treinador que nunca assume seus erros e sempre atribui os fracassos à imperícia dos jogadores. Mesmo assim, um simplório já usou o microfone da Guaíba para dizer que "Renato tira leite de pedra". E o comentarista da Gaúcha que foi atacado por ele de modo grosseiro acha que, com a folga, o Invicto quer aliviar o mental do time: não percebe que é um bom treino que dá confiança ao atleta.

É preciso bater nesta tecla. Um dos efeitos da precariedade dos treinos é não haver até hoje um esquema para aproveitar o talento de Suárez. Nunca vi ninguém questionar Portaluppi sobre esse "pormenor". Os treinos são fechados, ninguém vê: por que não perguntam?

É curioso. E seria engraçado se não fosse destrutivo: quanto mais Portaluppi se queixa da imprensa e até faz ameaças, mais e mais essa mesma imprensa infla o ego dele, ignorando as suas limitações, muitas vezes descambando para um verdadeiro culto à personalidade. Tanto pior para o Grêmio, que paga a peso de ouro esse espetáculo ridículo.

 

Confira neste link a entrevista do médico Márcio Bolzoni:

https://www.youtube.com/watch?v=0ZYB9N3NVq4

Nota da Farsul

 “A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul se sente à vontade para discutir a Reforma Tributária, já que, desde abril de 2019 quando a PEC 45 foi protocolada, temos colaborado, junto a CNA, para construir um sistema que substitua o atual que é o sexto pior do mundo em um ranking de 193 países, de acordo com o Banco Mundial.


O texto que saiu da Câmara dos Deputados previa para o longo período de transição que a repartição entre os estados da arrecadação no novo imposto estadual “IBS” se desse pela participação média de cada estado no bolo tributário no período de 2024 e 2028, um critério razoável, se não tivesse sido transformado em um jogo por parte da classe política.


Imediatamente alguns estados começaram a elevar suas cargas modais de ICMS para que sua participação no período de amostragem fosse maior, fazendo com que os demais sigam na mesma direção. Atualmente já são 16 estados mais o Distrito Federal e todos os demais avaliam tal medida, inclusive o Rio Grande do Sul. O dilema é o seguinte: se aumenta a carga, sacrifica a sociedade diretamente; se não aumenta, receberá menos do bolo tributário do que estados que aumentaram. Um dilema perverso que nos causa estranheza que o Senado – casa que representa os interesses dos estados – não tenha buscado uma solução enquanto o texto por lá tramitava, do mesmo modo que os estados que não desejassem participar dessa corrida não tenham se mobilizado para tornar esse debate público quando havia mais tempo para alterações no texto.


É fato que, se todos os estados elevarem sua carga, nenhum será beneficiado pelo percentual do rateio, mas o resultado líquido será condenar a população brasileira inteira a pagar uma carga tributária maior, burlando um princípio base da reforma que é não aumentar a carga tributária, que por tantas vezes e de forma enfática foi prometido pelos deputados, mas que agora estamos na iminência de rompermos antes mesmo de sua promulgação.


A Farsul é contra o aumento das alíquotas modais e oferece como alternativa uma mudança do texto que modela a metodologia de rateio para a média dos últimos 8 anos anteriores a 2022 ao invés da média dos próximos 4 anos, pois dessa forma se retira o incentivo ao movimento individual de cada estado, seja ele pioneiro ou caudatário.


Sabemos do tamanho do desafio, mas temos confiança que se as entidades, os governadores e os parlamentares que genuinamente não desejam o aumento da carga se mobilizarem, teremos êxito. Esse desafio é muito menor do que aquele que a sociedade terá de encarar com uma carga mais elevada.”


 


Dica de saúde - Saiba por que aumentam os casos de herpes-zóster depois da pandemia

Dr. Francisco Cardoso

Os casos de herpes-zóster subiram 35% após o início da pandemia de Covid-19. Conforme os pesquisadores, a principal hipótese para a correlação entre as duas doenças é a de que o vírus varicela-zóster, que provoca a herpes, aproveita a sobrecarga no sistema imune gerada pela presença do vírus/ proteína spike.


A herpes-zóster é uma doença provocada pelo mesmo vírus da catapora. Pessoas que já desenvolveram catapora ou tiveram contato com o varicela-zóster em algum momento da vida permanecem com o vírus “adormecido” no organismo. Quando a imunidade cai, ele pode se reativar, a forma de herpes zoster, ou popularmente conhecido como cobreiro.


O principal sintoma é uma irritação dolorosa na pele que se apresenta geralmente como uma faixa de bolhas avermelhadas em um dos lados do tronco. Em casos mais graves, a herpes-zóster pode se manifestar simultaneamente em diferentes regiões do corpo.


O tratamento é geralmente realizado com antivirais, mas a dor pode persistir mesmo após o desaparecimento das erupções (caso chamado de neuralgia pós-herpética). Por isso o tratamento da dor é vital para evitar a neuralgia pós herpética.

Artigo, William Waack, Estadão - Lula arruina a credibilidade da política externa do Brasil

A política externa de potências regionais médias com escassa capacidade de projetar poder, como é o caso do Brasil, precisa de sutileza, credibilidade e reputação. No caso do conflito em Gaza, o presidente brasileiro escolheu falar grosso, arruinar a credibilidade e buscar reputação com um dos lados envolvidos.

Israel está sendo criticada com veemência, contundência e palavras duras pronunciadas por países democráticos, que consideram inaceitável a matança de civis na operação militar contra o terrorismo do Hamas. Esses mesmos países, porém, não igualam Israel ao Hamas, como Lula insiste — por mais que denunciem o sofrimento imposto aos civis em Gaza.

Ao desprezar esse tipo de sutileza, Lula perde a credibilidade de uma política externa que pretende defender princípios consagrados. Ela sofre fortemente com relativismos frente ao conceito de democracia, como ocorreu com a Venezuela, ou quando se denuncia como crime de guerra a morte de crianças em Gaza mas não quando a Rússia as deporta da Ucrânia.

Lula está assegurando uma boa reputação sobretudo junto a correntes ideológicas para as quais o tal “mundo livre” não passa de uma ficção imposta pela hegemonia americana, da qual Israel é peça fundamental. Além de alguns países, como Irã e Rússia, dedicados a combater os Estados Unidos e suas alianças.

É fato que política externa é a do presidente, e a diplomacia (entre outras ferramentas) faz o que ele quer. A de Lula é em função de sua pessoa e do papel extraordinário que ele se atribui como uma espécie de “guardião da paz” no cenário internacional, embora haja uma evidente desconexão entre o peso que ele julga ter e o peso real do Brasil.

Em relação a si mesmo, o presidente tem, como todo populista (de esquerda ou de direita) a convicção de saber melhor do que ninguém o que é bom ou desejável para o “interesse nacional”. Do qual se coloca como principal senão único intérprete.

Há também um importante fator político doméstico embutido nas posturas de Lula frente ao conflito de Gaza, mas não só. Ele escolheu trazer para a polarização política brasileira o que já sempre foi um perigoso contexto de disputa de narrativas e guerra de informação. Seu cálculo político eleitoral baseia-se na manutenção do embate com o que possa ser chamado de bolsonarismo.

Muito do que virá “depois” dependerá das operações militares israelenses neste momento, mas do jeito em que está a situação atual pode-se antecipar um esforço diplomático considerável, com endosso americano, para algum tipo de arranjo político na direção de “dois Estados”. É essa oportunidade do “depois” que Lula está desperdiçando.


Congresso poderá revogar portaria que impede trabalho nos feriados e domingos

Há fortíssima reação contra este novo ato do governo lulopetista, que só autoriza trabalhador em serviço nos casos de ferias livres. A portaria pretende revogar dispositivo da Lei da Liberdade Econômica, proposta e aprovada no Congresso por iniciativa de Bolsonaro.

Em reação ao ato, o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, encaminhou ao Congresso Nacional, ontem,  um projeto de decreto legislativo para sustar a portaria 3.665, do Ministério do Trabalho, que muda a regra para o expediente no setor de comércio aos domingos e feriados, conforme antecipou o Poder360. 

O senador, que é ex-ministro da Casa Civil, afirma que a portaria viola a lei 13.874, de 20 de setembro de 2019, que institui a “Declaração de Direitos de Liberdade Econômica”. A legislação estabelece normas de proteção à livre iniciativa e ao livre exercício de atividade econômica.

CLIQUE AQUI para ler os fundamentos do projeto do senador.