FGTS

 650 mil pessoas físicas e empresas do Rio Grande do Sul que devem à União e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) podem renegociar os débitos com desconto nos juros, nas multas e no saldo devedor, tudo a partir de hoje. 

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) lança nesta quarta-feira o Programa Emergencial de Regularização Fiscal de Apoio ao Rio Grande do Sul (Transação SOS-RS).A adesão pode ser feita até 31 de julho pela internet, no Portal Regularize e só vale para contribuintes com domicílio fiscal no estado, conforme conste no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) da matriz. Em relação às dívidas de médias e grandes empresas, o programa permite a renegociação dos débitos com abatimento de até 100% do valor dos juros, das multas e dos encargos legais, desconto de até 65% do valor da dívida e o parcelamento em até 120 meses. Como na maioria das renegociações de transações tributárias, as condições especiais serão definidas conforme a capacidade de pagamento do contribuinte. Pessoas físicas, instituições de ensino, microempresas, empresas de pequeno porte, santas casas de misericórdia, sociedades cooperativas e demais organizações da sociedade civil terão benefícios adicionais. Para essas categorias, o pagamento da dívida poderá ser parcelado em até 145 prestações mensais, com descontos de até 70% sobre o valor total da dívida.

Cuidado! Pode não ser só incompetência

Você pode estar perplexo com a situação atual, abismado diante da sucessão de medidas estapafúrdias do governo Lula na condução da economia nacional. Como interpretar tantos e tão evidentes erros, senão como produto da tremenda incompetência característica de regimes do tipo de “socialismo bolivariano” que Lula não se cansa de elogiar e apoiar, ele e seus comparsas do tal Foro de São Paulo. 

Mas será mesmo só incompetência e miopia ideológica?  Ou se trata, de fato, do desdobramento do projeto intentado pela esquerda durante o governo militar, cuja posta em prática segundo a receita trotkista de luta armada acabou naufragando diante da repressão aplicada na mesma moeda? O que se sabe agora é que, com a tão comemorada redemocratização e com a Constituinte de 1988, o mesmo projeto revolucionário, longe de ser abandonado, foi como que modernizado com uma mudança de métodos, vindo Trotsky a ser substituído por Antonio Gramsci e sua sofisticada estratégia de busca do poder hegemônico através da “conquista de corações e mentes” (no Brasil, energizada por Paulo Freire, não por acaso elevado à excelsa posição de patrono da educação nacional). Então, iniciou-se uma sistemática e insistente infiltração da doutrina revolucionária no tecido sociopolítico nacional, habilmente revestida de propostas de justiça social, mas conducente a um modelo de democracia totalitária, do tipo que impõe um consenso que não admite dissenso, porque pretende ser o consenso de todos.   

Sob o manto licencioso do regime democrático instituído pela Constituição de 88, tão rico em direitos sociais garantidos pelo Estado quão pobre em deveres de cidadania, a implementação da estratégia gramscista avançou em duas frentes políticas, atuando como adversárias nas eleições, mas convergentes em seu âmago socialista. De um lado o PSDB de FHC, tendo como inspiração e modelo as sociais-democracias dos países nórdicos da Europa; de outro lado, o PT de Lula, em sua dissimulada adoração do comunismo chinês, com derivativos latino-americanos já vigentes na Venezuela, na Nicarágua e afins. 

A primeira eleição de Lula à Presidência injetou entusiasmo bastante para que a ala petista avançasse sobre redutos da política tradicional com uma ação mais desinibida de recrutamento, com destaque para  o “mensalão", a manobra sórdida de suborno de parlamentares que Lula publicamente assumiu, sob a justificativa de se tratar de algo “que os outros sempre fizeram”. Desmascarada a vilania, o projeto retraiu-se na forma consagrada de governo de coalisão, sustentado pelo loteamento dos ministérios e a distribuição de cargos, incluindo os da  alta direção de empresas estatais Ajudado pela conjuntura internacional favorável, Lula não só se reelege como consegue passar o bastão presidencial para o “poste” de sua preferência, com o que chegamos ao malfadado governo Dilma e  a o quadro que, pela primeira vez, pareceu deixar clara a tentativa de partir para a fase final e decisiva de tomada do poder e ultimação da mudança de regime. 

Dilma mostrou-se disposta a “fazer qualquer coisa” para levar à frente o projeto, para tanto avançando em três eixos de ação desgovernante: a continuidade da coalisão espúria sustentada pelo loteamento da administração e a distribuição de benesses do erário; a cumplicidade com o paroxismo de corrupção desmascarado pela Lava-Jato; e, afinal, com a implementação da incrível “nova matriz econômica” que levou a economia nacional à beira do abismo. A antecipação precipitada da estratégia fracassou com o impeachment e a eleição de Bolsonaro, mas pode ter revelado a estratégia que, segundo tudo indica, viria a ser novamente adotada depois da volta de Lula “à cena do crime” (na inspirada imagem do seu vice-presidente e incoerente aliado).  E, estarrecido, observo agora a repetição do quadro de desgoverno, tantas e tão disparatadas são as ações da gestão petista, emoldurada pelo igualmente incrível “arcabouço fiscal” de Hadad, que nada mais faz do que endossar a gastança irresponsável e ir fundo na sangria do sistema produtivo através da criação manipulada das regras fiscais. 

Ao ver o que parece um esforço voluntário do governo para provocar o caos econômico – tantas são as medidas absurdas que vem se sucedendo – chego a pensar que isso possa ser a repetição da estratégia antes tentada por Dilma: um plano revolucionário para estender o caos da economia aos campos social e político, a fim de criar a condição para o arremate revolucionário e a imposição de uma ditadura política, nos moldes do “socialismo bolivariano” tão admirado por Lula e seu partido.  

Uma hipótese conspiratória? Dirá você: “Se assim for haverá de fracassar como a pretensa tentativa anterior”. Respeito a sua opinião, mas pense bem: daquela feita, Dilma ainda não contava com a escalada do globalismo, com suas sofisticadas bandeiras de grande apelo popular, alicerçadas em teses tidas como altamente científicas: aquecimento global, crise climática, superpopulação, identidade de gênero; ou em maximização das ameaças com o propósito de semear o pânico e aumentar a dependência das pessoas em relação ao governo; tudo isso propagado pela mídia nacional subvencionada, em coro com a mídia global. E, mais, Dilma não tinha como aliada uma Suprema Corte partidarizada e desinibida em seus desmandos contra a própria Constituição sob seus cuidados. Finalmente, mas não menos importante, não dispunha de Forças Armadas aparentemente domesticadas, prontas a obedecer a ordens infames, como ocorreu na triste data de 8 de janeiro de 2023.   

Estarei alucinando?  

Talvez, mas não completamente. Tanto é que alimento a esperança de que o tiro saia pela culatra, lembrando quão decisivo é o estado da economia na mobilização das massas populares, como enfatizou o marqueteiro da campanha presidencial de Bill Clinton, em 1992, cunhando a expressão que ficou famosa: “It’s the economy, stupid!“ (É a economia, idiota!). Pois penso que é justamente em função do desastre econômico que vem sendo semeado pelo governo Lula que posso ainda esperar uma reação dos meios econômico e (por decorrência) político, a ponto de chegar a um impeachment ou, mais adiante, em eleições isentas de manipulações eletrônicas ou judiciais, a uma derrota de Lula, PT “et caterva”, estancando o desmantelamento da democracia e restaurando o estado de direito em nosso país.

Nota do governo do RS

Nota à imprensa


Um grupo de manifestantes do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) esteve no saguão do Palácio Piratini por volta das 17h15 desta segunda-feira (24/6). 


Os manifestantes forçaram a entrada após um dos líderes do movimento ter agredido com um soco na boca um tenente da Brigada Militar que estava na portaria. O tenente, de 68 anos, teve um dente arrancado pela agressão. Nenhum manifestante sofreu qualquer agressão.


O governador Eduardo Leite, que naquele momento seguia para embarque para Brasília, retornou e conversou com os manifestantes no saguão. Foi agendada uma reunião com o governador para a próxima segunda-feira, às 14h, para ouvir as demandas do movimento.


Cabe lembrar que o mesmo grupo havia sido recebido mais cedo pela Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária (Sehab), no Centro Administrativo de Contingência. No encontro, havia sido esclarecido o trâmite para que o movimento possa buscar adesão aos programas habitacionais do Estado.


O governo do Estado lamenta a atitude violenta do grupo, mas mantém firme o propósito do diálogo em busca de soluções de moradia digna para quem precisa.

Barbas de molho

 Ongem, o ministro Flávio Dino, STF, negou habeas corpus pedido por Felipe.

Felipe Martins, o ex-assessor de Bolsonaro preso há quatro meses por ordem de Alexandre de Moraees, não corre risco de ser morto na prisão e que o diretor do Presídio de Pinhais, que foi filiado ao PT e que o estaria constrangendo, não manda mais nada. 

O ex-assessor de Bolsonaro foi preso no dia 8 de fevereiro, sob a falsa alegação de que teria viajado no final de dezembro de 2022 para os Estados Unidos, na companhia de Bolsonaro, e com isto teria tentado escapar de investigações sobre a suposta tentativa de golpe, tudo no âmbito de inquérito sobre o caso. A prisão se deu pela mentirosa tentativa de fuga e não por causa de uma suposta participação sua na confecção de minutas de decretos visando um golpe de Estado. Os advogados de Felipe Martins já comprovaram que o assessor não viajou na comitiva de Bolsonaro no final de 2022, acostando até mesmo declarações oficiais do governo dos EUA. Apesar disto, Moraes mantém ilegalmente a prisão política. 

Este inquérito, intitulado  Tempo  Veritates, ou Operação Verdade, é um daqueles inquéritos que estão sob comando exclusivo de Alexandre de Moraes.  Neste caso, a alegação é de que a investigação que cumpre a Polícia Federal, tem a ver com um suposto golpe de Estado que Bolsonaro teria tramado numa reunião ministerial de 5 de julho de 2022. 

Uma inacreditável e inédita conspiração pública, de conhecimento amplo, geral e irrestrito.

Tempo Veritatis não é a única arma do gênero de que dispõe o ministro Moraes para assombrar a oposição e o povo brasileiro. Numa delas, a do 8 de janeiro, ele mandou prender de uma só vez pelo menos 2 mil oposicionistas, inclusive idosos, crianças e até cachorros. A Polícia Federal, com ajuda do Exército, engaram os 2 mil manifestantes que estavam diante do QG do Comando Militar do Planalto e prenderam todo mundo. Dezenas já foram sentenciados a 17 anos de cadeia e dezenas cumprem pena. 200 exilaram-se na Argentina, Uruguai, México, Espanha e Estados Unidos.

Tudo começou com a Operação Fake News criada há 5 anos,  2019, ilegalmente, pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, que entregou o monstrengo ao relator nomeado por ele mesmo, A. de Moraes


Inquéritos de Moraes

Após ter uma reportagem sobre Arthur Lira, presidente da Câmara, censurada por Alexandre de Moraes (foto) — que depois voltou atrás —, a Folha de S.Paulo buscou mais informações sobre os processos nos quais o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) tem ordenado a derrubada de contas nas redes sociais, e não encontrou muita coisa.



Está tudo sob sigilo. Há um inquérito que nem sequer tem versão digital e a cujas folhas apenas Moraes tem acesso. A Folha lembra em reportagem publicada no domingo, 23, do Twitter Files, que recentemente opôs Moraes ao bilionário Elon Musk, para dizer que “o relatório do Congresso dos EUA com decisões sigilosas do magistrado para suspender perfis de redes sociais também revelou casos que não partiam da PGR ou da PF nem passavam por esses órgãos”.





“Esse fato, atrelado ao sigilo de inquéritos, faz com que somente o ministro tenha condições de saber quantas contas já mandou suspender e por quais motivos”, segue o jornal.


Só no papel

O inquérito que não tem versão digital é o das fake news, a origem de toda a conduta censora de Moraes, que teve como grande símbolo a censura da revista Crusoé.



Essa investigação sem fim foi aberta de ofício, sem pedido do Ministério Público, em 2019 por Dias Toffoli, então presidente do STF, e entregue a Moraes. Seu pretexto era proteger o próprio STF do que os ministros consideravam “ataques”.


“Em alguns casos, ao longo de cinco anos de investigações comandadas por ele, nem PGR nem PF tiveram acesso ao conteúdo antes da ordem de providência enviada às plataformas, até mesmo em determinações envolvendo quebras de sigilo”, destaca a Folha.



Inquérito que não acaba mais

Moraes também ordenou a derrubada de perfis nas redes sociais por meio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no qual criou uma Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação, chefiada por ele mesmo. O jornal paulista contou 22 decisões do TSE de Moraes que atingiram plataformas digitais, como Facebook, X, Instagram e YouTube.



No âmbito eleitoral, o ministro até se preocupou em fundamentar as decisões de derrubar contas e postagens, mas o mesmo não se aplica aos inquéritos abertos no STF — além da investigação sobre fake news, correm em paralelo os inquéritos do 8 de janeiro e das milícias digitais, ambos também relatados por Moraes.



Segundo a Folha, “advogados que representam essas empresas de tecnologia afirmam, sob reserva, que as decisões nesse sentido se acumularam durante as eleições de 2022 e logo após o pleito”. O jornal diz ainda que “depois, o ritmo diminuiu, mas ordens judiciais desta natureza seguem ocorrendo”.


“Profissionais que atuam nos casos afirmam que o STF é o único tribunal do país a dar ordens do tipo sem estar acompanhada de uma fundamentação. Pessoas com conhecimento dos processos afirmam que na minoria dos casos houve decisão posterior para autorizar a retomada de perfis. A maioria, portanto, segue fora do ar”, diz o jornal.



STF justifica Moraes

O STF defendeu Moraes em nota, dizendo que suas decisões “são fundamentadas, como prevê a Constituição, e as partes, as pessoas afetadas, têm acesso à fundamentação”. O tribunal disse ainda que o material revelado pelo Congresso americano no contexto do Twitter Files envolve apenas “ofícios enviados às plataformas para cumprimento da decisão”.



“Fazendo uma comparação, para compreensão de todos, é como se tivessem divulgado o mandado de prisão (e não a decisão que fundamentou a prisão) ou o ofício para cumprimento do bloqueio de uma conta (e não a decisão que fundamentou o bloqueio)”, complementa o STF na nota.


Ou seja, no que depender do STF, o mistério vai continuar.

BRDE

 O ministro extraordinário para Apoio à Reconstrução do RS, Paulo Pimenta, levou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, ontem, ao BRDE, para disponibilizar um volume de mais R$ 400 milhões para financiar projetos na área de inovação. Com origem na parceria que o banco tem com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o recurso adicional é destinado a empresas de diferentes setores do Sul do país, o que inclui companhias gaúchas instaladas em municípios atingidos pelas enchentes. 

O BRDE é o maior operador nacional de recursos da Finep na última década e o limite anterior para 2024 era de R$ 1 bilhão.

Desde janeiro deste ano, o BRDE já liberou R$ 550 milhões desse fundo para novos investimentos, dos quais R$ 190 milhões foram para empresas do Rio Grande do Sul.

A ampliação do fundo se destina a empresas de todos os portes em áreas como o agronegócio e as indústrias metal-mecânica, de alimentos, de móveis e têxtil, além dos segmentos de TI, telecomunicações e de saúde. Nos últimos dez anos, a parceria do BRDE com a Finep já soma mais de R$ 1,9 bilhão em financiamentos para o setor de inovação na região Sul. De todos os financiamentos do órgão federal pelo crédito descentralizado no país, o BRDE é responsável direto por 43% das contratações.

Linha emergencial
Segundo o presidente da Finep, Celso Pansera, está sendo disponibilizado ao todo R$ 1,6 bilhão em uma linha emergencial para as empresas afetadas pelo desastre meteorológico que atingiu o Rio Grande do Sul. Pansera, que também preside a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), explicou que o prazo dos financiamentos será de 72 meses (carência de seis meses a dois anos) e o valor máximo por empresa de R$ 15 milhões. Metade da linha de crédito será destinada a pequenas e médias empresas.

Artigo, Marcus Vinicius Gravina - A necessária reforma do STF

Marcus Vinicius Gravina

Cidadão – Tit. Eleitoral 328036104/34

Como gostaria de ver os nossos juristas e ex-ministros do STF reunidos 

como fazem os imortais da Academia Brasileira de Letras em suas 

tradicionais rodas de chá, onde rolam temas diversos que exercitam 

suas memórias. Os do campo jurídico não precisariam vestir os 

exuberantes fardões daquela Casa, sequer as togas dos tribunais, hoje 

empoeiradas e guardadas em seus armários como recordação. 

Apenas, despirem-se de seus pijamas, trajes usuais dos aposentados

e voltarem ao Largo de São Franscisco para um balanço dos 

acontecimentos que passaram a comprometer o Estado de

Democrático de Direito, depois daquele estridente evento e colocarem 

em pauta o futuro do STF. 

Em 2022, alguns assinaram a Carta da Faculdade de Direito de São 

Paulo às Brasileiras e aos Brasileiro em defesa do Estado Democrático

de Direito no Largo de São Francisco, confiantes no respeito do STF ao 

cumprimento da Constituição Federal e do Devido Processo Legal 

sustentáculo da democracia. 

De lá até aqui muita coisa mudou: Abusos de decisões monocráticas 

punitivas, inquéritos inconstitucionais intermináveis, supressão do 

direito de defesa, perseguições a jornalista e prisões de políticos com 

mandato eletivo e o intervencionismo de ministros do judiciário nos

Poderes Executivo, Legislativo e tantos outros atos exorbitantes

apontados pela parte da imprensa que ainda não foi inteiramente

amordaçada.

Muitos dos subscritores da Carta estão calados ou até inconformados, 

por se sentirem traídos e usados. Se não agirem, parecerá que eles se 

prestaram a um movimento político de desgaste ao presidente 

Bolsonaro na véspera da eleição presidencial daquele ano. 

Prosseguiram até hoje os atos de força, próprios de regimes ditatoriais

pondo em risco a nossa democracia. 

Eminentes ex-ministros e demais juristas presentes ou não ao ato da 

USP pensem nisto, com a mesma coragem e desprendimento que 

participaram daquela manifestação. Elaborem um mapa de correção 

de rumo aos integrante da Suprema Corte, tendo presente às críticas

feitas a membros STF por massas populares nas ruas. Pois, não 

satisfeitos agora pretendem reprimir com o uso de espionagem de 

empresa privada o direito de opinião do cidadão em rede social da 

Internet. Isto é, para onde a maioria do Supremo pretende nos levar, o 

povo aos milhares de pessoas nas ruas, já disse que não aceita e pelo 

que se pode sentir a paciência está se esgotando. 

Reavaliem a Carta da USP e a competência a ser desempenhada pelo 

STF. Alguns de seus integrantes acham que possuem o poder da 

ubiquidade e assim fazerem parte, ao mesmo tempo, do STF, TSE e CNJ.

É um apelo a tantas personalidades que horaram a Suprema Corte 

judicial. Deixem, temporariamente, o conforto meritório conquistado 

pelo seus notáveis saberes jurídicos, para através das suas 

experiências forenses, desde à cátedra, autoria de obras jurídicas e da 

passagens por Tribunais, possam servir mais uma vez ao Brasil.

Liderem estudos de reforma do Supremo Tribunal Federal. 

Dispor sobre a escolha de ministros ao STF seria um dos itens, que 

visassem a indicação exclusiva de desembargadores dos 26 Estados e 

do Distrito Federal e a redução do mandato para 8 anos agiriam em 

favor da oxigenação da jurisprudência. Atividade exclusiva no STF sobre 

matéria constitucional, sem outra participação em outros órgãos. 

Dedicação exclusiva à Corte constitucional. Para deixar claro, fora do 

TSE.

Os ministros seriam indicados por uma comissão mista de 11 ou 15 

representantes dos Conselhos Superiores: da Magistratura, do

Trabalho, do Ministério Público e da Defensoria Pública, por decisão 

colegiada e voto secreto, servem como sugestão. No caso de haver 

alguma lacuna no processo das futuras escolhas ao STF o país corre o 

risco das indicações partirem do PCC ou dos seus Conselhos 

Superiores do Crime. 

Talvez encontre mais resistência, mas não custa tentar a extinção do 

Supremo Tribunal Federal e em seu lugar a criação do Tribunal 

Constitucional do Brasil. 

Antes de encerrar vale informar que os ministros do Supremo são iguais 

a qualquer cidadão brasileiro e isso não é fake news. Resta saber se 

eles cumpriram a obrigação de entregarem suas declarações de bens -

no momento da posse - e de mantê-las atualizadas como determina a 

Lei 8.730/93. A lei estabelece a obrigatoriedade da declaração de bens 

e rendas para o exercício no Poder Judiciário - STF, a fim de ser 

acompanhada a evolução patrimonial destes funcionários públicos,

em seu cargos de ministros.

A Lei 8.730/1993 prevê esta disposição em seu art. 1º, inc. V, e no art. 

3º. declara que a não apresentação por ocasião do “momento” da 

posse, será inválido aquele ato ou nulo sem este requisito essencial, 

podendo ser enquadrado em crime de responsabilidade. 

Constar da CF a obrigação da apresentação da declaração de bens, que 

está em lei, do pretendente à vaga antes da posse ou como condição, 

no momento da posse seria uma providência efetiva e garantidora de 

cumprimento. Caso não seja um mandamento constitucional, 

encontrará obstáculos ao cumprimento desta medida. Quanto a esta 

particularidade existe um tabu - que significa no caso - não poder tocar

entorno disto. Esta lei existe para que a evolução patrimonial dos 

ministros do STF, também possam ser de conhecimento público. E, há 

murmúrios nas redes sociais que justificam a fiscalização popular, uma 

vez que a do Senado e do seu puxadinho, o Tribuna de Contas da União,

sucumbiram. Ontem, foi noticiada a prisão de um desembargador da 

Justiça de São Paulo, por suspeitas de venda de sentenças ou decisões.

Não há sigilo a este tipo de declaração de bens a ser resguardado neste 

caso específico do STF.

Senhores ex-ministros do STF a missão de Vossas Excelências ainda 

não terminou. É o Brasil, neste estado de guerra intestina, quem está 

convocando os seus reservistas do judiciário em busca de ajuda para 

consagrar o autêntico ou verdadeiro Estado Democrático de Direito que 

está sendo aos poucos relegado. 

Caxias do Sul, 21.06.2024